quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Balanço das arbitragens: 3ª jornada

Antes de começar, fica aqui o link para o post em que explico os motivos e a forma como organizei este balanço.

Sporting 1-1 Benfica (Hugo Miguel)
10' - Fora-de-jogo de Montero ao receber a bola de Carrillo, no princípio do lance para o 1-0 - decisão errada, Montero está adiantado em relação à defesa do Benfica
45'+1 - Entrada de Maxi Pereira sobre Jefferson punida com cartão amarelo - decisão errada, Maxi faz uma entrada violenta, sem intenção de jogar a bola e a fazer tesoura aos pés do adversário, pelo que devia ter visto o cartão vermelho
78' - Maxi faz falta com o ombro sobre Jefferson, falta assinalada mas sem amarelo - decisão errada, mais uma vez Maxi não tem intenção de jogar a bola, é reincidente por várias faltas, e devia ter visto o segundo amarelo
83' - Num lançamento lateral, Maurício impede Cardozo de saltar à bola dentro da área - decisão errada, devia ter sido assinalado penalty
=: Quatro erros graves para os dois lados; nestes balanços assumo que os erros que aconteceram primeiro condicionam mais o jogo do que os que acontecem no fim; assim, se o fora-de-jogo da jogada do golo de Montero tivesse sido assinalado, o jogo continuaria 0-0; apesar do Sporting controlar o jogo, o Benfica conseguiu causar alguns lances de muito perigo, pelo que podemos assumir que qualquer equipa poderia ter marcado ou não; a partir dos 45'+1 o Benfica deveria ter ficado com menos um; seria razoável, nesse período, assumir que o Sporting teria mais hipóteses de ganhar que o Benfica; se, aos 83' o Benfica tivesse o penalty assinalado a favor e se o marcasse, dificilmente o Sporting empataria; concluindo, estamos perante uma arbitragem desastrosa que, com tantos erros desde o princípio, baralhou completamente um jogo que era de tripla, e portanto ninguém pode saber em que medida influenciou o resultado final; para mim ambas as equipas poderiam ter saído a perder ou a ganhar (1X2)

Paços de Ferreira 0-1 Porto (Rui Costa)
19' - Hélder Lopes cai na área do Porto - decisão correta, Otamendi não parece tocar no jogador do Paços que vê, e bem, o cartão amarelo
83' - Jackson Martinez empurra um adversário imediatamente antes de cabecear para golo - decisão errada, o empurrão é claro numa repetição da câmara em posição frontal da outra baliza
=: arbitragem com influência decisiva, o mais razoável é pensar que este jogo devia ter terminado empatado, pois o Porto demonstrou durante todo o jogo uma enorme ineficácia na finalização (X)

 


Pela primeira vez esta época temos arbitragens com erros que influenciaram resultados de forma decisiva. Vou introduzir um novo quadro com os pontos mínimos e máximos que os clubes poderiam ter, perante as perspetivas mais razoáveis sobre o que poderia ter acontecido se os erros não tivessem acontecido. Dizer qual é o resultado mais provável se os erros não tivessem acontecido será sempre uma presunção polémica, mas é a minha opinião, a frio, que vale o que vale.


Para mim, o Porto devia ter 7 pontos. O Sporting tanto poderia ter um mínimo de 6 pontos como um máximo de 9. O Benfica tanto poderia estar com 3 pontos como poderia já ter 6.

2 comentários :

  1. Gosto muito do blog; já tive oportunidade de comentar um ou outro post e a falta de tempo impede-me de ser mais activo.

    No entanto, esta rubrica tipo "Liga da Verdade" não serve de nada, nem concordo que existam coisas destas, pois independentemente das decisões do árbitro, nunca saberemos o resultado final...a não ser, claro, se no último segundo do jogo um jogador cortar uma bola no risco de golo com a mão e o árbitro nada marcar...

    Cumprimentos e a continuação de bom trabalho

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    1. Whiplash,

      agradeço-lhe a sua opinião. Percebo perfeitamente que diga que um exercício destes não sirva de nada por ser especulativo.

      O meu objetivo com esta rubrica é apanhar tendências (ex.: ver se há equipas com mais queda para serem beneficiadas ou prejudicadas, se há diferenças de critério dos árbitros a punirem os adversários com cartões) e no fim, tentar determinar de forma razoável o que poderia ter acontecido se os erros não tivessem acontecido.

      Não sei muito bem se isto vai levar a alguma conclusão (é bem possível que nenhuma), mas o futuro o dirá. Na pior das hipóteses estou a perder o meu tempo e o de quem lê o blog (mas sempre fica o histórico dos casos para futuras referências), na melhor das hipóteses poderemos encontrar algum tipo de padrão.

      Obrigado pelo comentário e um abraço.

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