segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Ensaio sobre a cegueira

O erro de Xistra no Sporting - Rio Ave é inacreditável. Não há desculpas para não marcar o penalty estando de frente para o lance, a cerca de 10 metros, e sem absolutamente nada que lhe obstruísse a visão.

Equus africanus asinus
Um repolhudo pedaço de relva prendeu a atenção de Xistra no momento do remate de Adrien
 
O árbitro (falo genericamente) goza de impunidade. Nada acontecerá a Xistra ou a outros árbitros sem qualidade (para não dizer pior) que pululam pelos relvados nacionais. Xistra vai ter uma má avaliação por esta sua prestação, mas isso depois compensa-se noutros jogos de menor visibilidade. Curiosamente, são quase sempre árbitros que passam despercebidos que acabam por ser despromovidos para a segunda categoria.

Xistra junta-se a outras personagens clássicas da arbitragem, que espalharam o perfume azedo da incompetência durante as suas excessivamente longas carreiras. Bruno Paixão, Martins dos Santos, Lucílio Baptista, Paulo Baptista, João Ferreira, Jorge Sousa, António Rola, José Leirós, Paulo Paraty, Duarte Gomes, João Capela, José Pratas, Carlos Calheiros, José Guímaro, Francisco Silva são alguns exemplos. A lista é tão extensa que certamente estarei a ser injusto com outras estrelas do apito que nos brindaram com toda a sua incapacidade para detetar o óbvio.

Infelizmente não há nada a fazer. As coisas são assim e pronto. Como prefiro rir a chorar, gosto de vez em quando de rever o ridículo em que esta malta se coloca. A minha preferida é esta, de um artista chamado Lucílio Baptista. Na altura, no estádio, não achei tanta graça. Mas agora que passaram 20 anos não consigo resistir a umas boas gargalhadas ao ver esta maravilha.



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