segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Jardim não é fã de rolos compressores

O comentador da Sport TV no Olhanense - Sporting foi o antigo jogador de Benfica e Sporting, António Pacheco (que protagonizou com Paulo Sousa a polémica rescisão com o Benfica e assinatura com o Sporting nos tempos de Jorge de Brito e Sousa Cintra).

Perante a diminuição de ritmo de jogo nos últimos 30 minutos, quando o resultado já era de 0-2, Pacheco disse por várias vezes que não concordava com a atitude do Sporting, que deveria acelerar e ir à procura do 3º e quem sabe do 4º golo. Quanto mais não fosse, segundo o comentador, por respeito aos 15.000 espetadores que pagaram bilhete para ver o jogo.

Em teoria estou de acordo, quem não gosta de ver futebol rápido, intenso e de ataque puro? No entanto, o treinador do Sporting não se chama Jorge Jesus. Chama-se Leonardo Jardim, que é um homem pragmático e pouco dado a riscos desnecessários. Se o jogo estava controlado, para quê lançar-se no ataque e aumentar o risco de sofrer o 1-2 que voltaria a abrir a discussão do resultado? Portanto, na prática, creio que fez bem o Sporting em não arriscar (que não é sinónimo de facilitar). Não é tão bonito de ver, mas como já ouvi alguém dizer, "se queres espetáculo vai ao circo".

O rolo compressor de Jardim pode ter menos potência e ser menos vistoso, mas é não é tão dado a avarias e faltas de combustível em momentos críticos

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