sábado, 5 de outubro de 2013

O logro do Y

Quando Izmailov chegou ao Porto, foi impressionante a quantidade de juízos de valor que se fizeram ao extraordinário jogador que o Sporting não soube aproveitar.

A tendência destes juízos de valor, feitos por portistas exultantes e muitos sportinguistas incrédulos, pode ser resumido numa frase do diretor do jornal O Jogo que me ficou na memória e que já tive oportunidade de fazer referência num post anterior:
"Caso alinhe minutos que se vejam no FC Porto, Izmailov será, antes de qualquer outra coisa, alguém que uma equipa não punha a jogar e outra põe."
O problema não estava no jogador. O problema era do Sporting. O Porto tem o toque de Midas, e o Sporting tem o toque de Me*das. No Porto é que se sabe trabalhar,. no Sporting são todos uns incompetentes. Pinto da Costa, Antero Henrique e a estrutura de sonho do Porto são os deuses do Olímpo, e os sucessivos presidentes, diretores desportivos e treinadores do Sporting são todos uma miséria porque não conseguiram obter rendimento dessa pérola de homem e jogador que é Marat Izmailov.

Isto chegou ao cúmulo de se fazer uma campanha à volta do nome do jogador. O Sporting nem sequer conseguia escrever corretamente o apelido de Marat. Miguel Guedes apresentou-se no programa Trio de Ataque com uma fotocópia do passaporte do jogador (que certamente deve ter obtido a partir dos seus contactos no consulado da Rússia no Porto), para demonstrar que se escreve IZMAYLOV e não IZMAILOV. O Y era o símbolo do renascimento para a vida de um jogador outrora desaproveitado e maltratado.

Isto tudo vem a propósito de um artigo do Maisfutebol:



Ou seja, passámos de isto...


... para isto.


Parece que o Y foi de férias.

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