quarta-feira, 27 de novembro de 2013

607

607 foi o número de espetadores nas bancadas que assistiram ao Olhanense - Académica.

in maisfutebol.pt

Não vejo os dirigentes muito preocupados com as fracas assistências na principal competição nacional, mas de qualquer forma aqui ficam umas perguntas:

1. Como é possível que a Liga (que é como quem diz os clubes) aprove um regulamento que permite a marcação de jogos para a segunda-feira à noite?

2. Qual terá sido a audiência que a Sport TV conseguiu a mais por ter deslocado o jogo para este dia? Tendo 4 canais, não arranjavam um deles que o transmitisse no sábado ou no domingo?

3. Como é possível termos clubes na primeira divisão com este nível de assistências? O que diz sobre a sua sustentabilidade? Adeptos perto de zero significa interesse publicitário perto de zero e receitas perto de zero.

4. Eu sei que isto é uma utopia, mas já imaginaram um campeonato deste tipo:
  • 1ª fase com 12 clubes a 2 voltas (22 jornadas)
  • No final da 1ª fase, dividir os 12 clubes em 2 grupos, que continuam com os pontos conseguidos nas primeiras 22 jornadas.
  • O grupo do 1º ao 6º joga entre si a 2 voltas para determinar o campeão (10 jornadas).
  • O grupo do 7º ao 12º joga entre si a 2 voltas para determinar quem desce (10 jornadas).
Teríamos uma época com 32 jornadas (perfeitamente razoável), muito mais competitiva e com muito mais interesse para o público. De certeza que não teríamos jogos com apenas 607 almas na bancada.

6 comentários :

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    1. Exato Riga, o CNS foi uma reforma deste ano que faz todos o sentido do ponto de vista financeiro, mas também do ponto de vista organizativo: entre as antigas II B e III divisão, tínhamos 10 séries com um total de 130 clubes a participar em campeonatos "nacionais" não profissionais. Num país como o nosso era uma aberração.

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  2. Esse modelo competitivo é o que me parece mais adequado à nossa realidade. Na segunda fase as equipas jogariam apenas com adversários diretos, roubando pontos entre si e promovendo maior oscilação na tabela. Era o ideal. Apenas um senão - menos lugares na 1ª divisão implicará a oposição dos clubes que habitualmente se encontram na 2ª metade da tabela. Como cada um olha apenas para o seu umbigo, duvido que os clubes pequenos votem favoravelmente numa proposta do género.

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    1. É verdade, secretário. Os clubes da 1ª divisão que andam sempre a lutar pela despromoção (e que pouco ou nada contribuem para a qualidade da competição) irão sempre opor-se a medidas que restrinjam o acesso à competição principal.

      É uma atitude que se compreende, porque sem os jogos em casa com os grandes e sem receitas televisivas, ficariam com uma vida muito mais complicada.

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  3. 4. Concordo (e devia-se alargar ao Futsal também, acabando com o sistema injusto do Play-off. Quem faz mais pontos é Campeão).
    Além de determinar o Campeão, determinava os postos nas competições europeias.
    E teriam que descer mais equipas (mínimo 3; a 4ª pior jogava com a 4ª melhor da II Liga um lugar de acesso à I Liga - premiar quem joga para vencer e não quem joga para não perder).

    Mais alterações: Supertaça
    Juntar o Campeão da I e II Liga, vencedor da Taça de Portugal e Taça da Liga (caso houvesse repetição de vencedor, colocava-se o finalista melhor posicionado na Liga em que jogava). Escolher 2 estádios (daqueles pouco usados - Algarve, Aveiro, Coimbra, Leiria), meias-finais no mesmo dia (com sorteio) e final passado 2 dias (meias-finais a uma Sexta e final a um Domingo). Se é pré-época... Uma ou Duas semanas antes da Liga começar.

    Claro que quem manda são os clubes pequenos, liderados por Fiuzas e afins, logo o sentido é aumentar o nº de clubes e manter (ou piorar) os números de assistências.

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    1. Cantinho, acho que o modelo de play-offs é uma defesa para uma competição que ainda não tem a popularidade do futebol, e que está dependente de 2 clubes. Se Sporting ou Benfica conseguissem uma vantagem pontual sobre os outros relativamente cedo, o interesse do campeonato cairia a pique. Assim com os play-offs pelo menos sabemos que vão haver uma semanas de grande interesse.

      É claro que do ponto de vista de justiça, penaliza a regularidade e coloca a decisão num espaço de 2 semanas (em que lesões e momentos de forma passam a ter uma importância demasiado grande). É um tema muito interessante, e que merece sem dúvida ser discutido.

      Acho que essa proposta de supertaça seria muito interessante. Se calhar trocaria o campeão da II liga pelo melhor classificado da I que não fosse vencedor nem da Taça de Portugal nem da Taça da Liga. Mas acho que seriam 3 dias de excelente publicidade para o futebol.

      Em relação ao Fiuza e aos outros dirigentes, e tal como disse num comentário mais acima, percebo o motivo de se oporem a uma diminuição de clubes. Mas infelizmente estão a penalizar o interesse de milhões de adeptos para que umas poucas dezenas de milhar possam ver os seus clubes defrontar 3 vezes por ano os clubes grandes. Do ponto de vista de quem gostaria de ver muito melhor competição ao longo do ano, é uma pena.

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