domingo, 5 de janeiro de 2014

Eusébio

Nunca tive oportunidade em vê-lo jogar, pelo que para mim Eusébio pertence àquela galeria de lendas em segunda mão, pelo que ouvi dizer deles ou pelas curtas imagens que vi dos seus momentos mais notáveis.

Por isso, coloco Eusébio ao nível de outras figuras como Pelé, Beckenbauer ou Cruyff. Todos abaixo de Maradona, cuja magia testemunhei em primeira mão naquele inesquecível mundial do México.

Eusébio pode nunca ter ganho um mundial, mas a forma como conseguiu em 1966 carregar aos ombros os sonhos de um país onde era proibido sonhar, é digno de ser lembrado para sempre.

Infelizmente, os últimos anos de Eusébio revelaram demasiado o homem que existia debaixo do deus, fruto de um desgaste que a idade faz chegar a todos.

Celebre-se portanto o fabuloso jogador. Esse Eusébio viverá para sempre.



9 comentários :

  1. onde era proibido sonhar ??? que conversa é esta ??
    pronto, vais pr´ó caixote do lixo, de onde, pelos vistos, nunca devias ter saído

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    1. Caro anónimo, não vivi durante a ditadura, mas parece-me que o Portugal de Salazar não apreciava muito que o povo sonhasse. Para quem vivia na altura, ter visto o nome do país estar nas bocas do mundo pelos melhores motivos durante o mundial de 1966, deve ter sido um acontecimento marcante. Pelo menos para os meus familiares que testemunharam o mundial de 1966, foi certamente marcante.

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    2. claramente que foi marcante, para todos, sem excepção, mesmo para os que não eram grandes amantes da bola; mas o que tem isso a ver com a possibilidade de se sonhar ou não

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    3. É uma forma de dizer que aquilo que Eusébio deu aos portugueses em 1966 ultrapassou em muito o feito desportivo propriamente dito, para um país pobre e isolado como o nosso.

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  2. pois, pois, e vai daí a conclusão a tirar é que agora, após gloriosos 40 anos de socialismo no "lombo", tudo é muito diferente; anda tudo com grandes sonhos (não será antes com grandes pesadelos);
    meu Deus, não aprenderam nada; depois deste tempo todo continuam com a mesma retórica e os mesmos slogans vazios e sem sentido

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  3. mas, pronto, vou acabar com estas minha recriminações, que espero não leve a mal, até porque sou, tal como você, um grande sportinguista (há mais de 60 anos)

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    1. Caro anónimo, concerteza que não levo a mal, como também espero que não leve a mal o facto de não concordar consigo.

      Vivemos enquanto país dias muito complicados, é chocante ouvir casos de crianças que têm na escola as únicas refeições completas do dia ou de famílias em desespero por não conseguirem pagar as contas ao final do mês, e concordo que muito disso se deve à incompetência de políticos e ambição desmedida de especuladores que ao longo dos anos foram colocando no seu bolso os líderes eleitos por nós.

      No entanto, há coisas que podemos fazer hoje que eram impensáveis em 1966. Podermos discordar em assuntos destes é uma dessas diferenças. Bem como um acesso mais democrático à saúde e ao ensino -- só nos últimos 20, 30 anos o país conseguiu diminuir o fosso que o separava nesses aspetos em relação ao restante mundo ocidental.

      De qualquer forma, agradeço-lhe o facto de ter explicado mais em pormenor a sua posição sobre o assunto. Um abraço.

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  4. Mestre de Cerimónias, vi o Eusébio jogar e ser mauzinho para nós entre aspas, claro, mas o Eusébio, é de todos nós. Foi um jogador fenomenal, superior ao Maradona na minha opinião claro, sentia grande orgulho em vestir a camisola das quinas, contrariamente a alguns que pedem para a não envergarem. Um abraço.

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    1. F. Pais, devia ser horrível. Uma espécie de Cardozo dos tempos de então, mas ainda pior para os sportinguistas que o paraguaio! :)

      Ouvi dizer há pouco na televisão que em 15 anos ajudou o Benfica a vencer 11 campeonatos, tendo o Sporting vencido os outros 4. Alguém devia explicar a Jorge Jesus que isso sim, era hegemonia.

      Obrigado pelo comentário e um abraço.

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