domingo, 26 de janeiro de 2014

Quatro minutos à Porto

Não tive possibilidade de ver o jogo, pelo que fui acompanhando as incidências do Penafiel - Sporting e do Porto - Marítimo regularmente pelo telemóvel. Não sei se houve ou não penalties mal assinalados. Não sei se jogaram bem ou mal. O que sei é que mais uma vez o Porto usou um estratagema antigo para seguir em frente numa competição que sempre apregoou desdenhar, sem que as entidades que regulam a competição tenham feito algo para o impedir.

Temos que reconhecer que o sorteio dos grupos foi favorável ao Sporting. Ao receber o Porto em casa, tínhamos à partida melhores condições que o adversário para seguir em frente. Nesse jogo, o Sporting fez uma exibição que em condições normais seria suficiente para vencer, mas do outro lado esteve um Fabiano inspirado que acabou por segurar o empate.

A partir daí pareceu haver uma enorme vontade dos astros em ajudar o Porto a seguir em frente. Primeiro, tendo na 2ª jornada a possibilidade de jogar com o Penafiel conhecendo o resultado do Sporting - Marítimo, o que é importantíssimo atendendo ao facto de ser evidente para todos que o apuramento se resolveria pela diferença de golos.

Curiosamente, o Penafiel deu uma réplica interessante, que foi quebrada pela interrupção do jogo por causa da chuva. A partir dessa interrupção o Penafiel acabou para o jogo e o Porto conseguiu ampliar o resultado de um comprometedor 1-0 para um confortável 4-0.

Quis também o destino que para a 3ª jornada o Marítimo abdicasse de levar alguns dos seus jogadores mais perigosos, como Héldon (o 3º melhor marcador da Liga) e Derley, apesar de ainda terem hipóteses matemáticas de discutir o apuramento.

A sequência afortunada do Porto prosseguiu com o facto de ninguém da Liga se preocupar em assegurar que os dois jogos se iniciavam em simultâneo. Por acaso, os quatro minutos de atraso com que o jogo começou acabaram por ser o suficiente para transformar um desaire difícil de aceitar numa qualificação miraculosa.

É muita sorte junta.

4 comentários :

  1. Como diz o nosso Presidente é as coincidências do costume, não existe problema nenhum com as coincidências, o problema é quando elas são sempre para o mesmo lado, ai se calhar não são coincidências...........infelizmente vamos ter de penar ainda muito para mudar esta merda toda do Futebol Português, mas estamos no caminho certo, eles vão cair.

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    1. É isso mesmo, Guto. O caminho certo é o nosso e vale a pena lutar por ele. Um abraço.

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  2. Quando partíamos para a última jornada, não via muitas hipóteses na nossa qualificação porque enquanto o Porto - que já tinha um golo a mais - jogava em casa contra um Marítimo que ia poupar vários jogadores, o Sporting ia defrontar um Penafiel na máxima força, que não muito diferente de um Arouca ou um Paços de Ferreira. E mesmo dadas as diferenças de orçamentos, não é todos os dias que os grandes vão golear os pequenos fora de casa. Mesmo assim o Sporting fez três golos, quando vinha de uma série de jogos pouco prolíficos em golos, e em que mais uma vez o seu melhor marcador não pontificou.

    O que foi muito anormal foi a dificuldade do Porto em se superiorizar ao Marítimo "B", já para não falar nas outras incidências ainda mais anormais. Ontem ficou patente como o Porto passou às meias-finais, e isto vai-se pagar porque o Pinto da Costa está no fim da vida e o seu sistema de "pau e cenoura" (pau para os clubes inimigos e cenoura para os que colaboram com o Porto) não pode durar sempre. Os outros clubes têm de começar a pensar no que será a sua vida quando deixarem de ser ajudados por não se queixarem quando são prejudicados pelas arbitragens nos jogos contra o Porto, ou quando se empenharem muito contra os adversários do Porto. Têm de pensar se querem ficar para sempre mal vistos quando a maré mudar.

    Ontem ficou demonstrada a enorme insegurança do Paulo Fonseca e, principalmente, o receio do Porto em relação ao Sporting. Isso dá-me ainda mais satisfação do que passar às meias-finais onde iria haver gamanço na certa com o Benfica. Há coisas muito mais importantes do que a Taça da Liga e a vitória pirrónica do Porto vai acabar por ter o efeito contrário ao que este queria. O Sporting passa a ter um desígnio. Um desígnio que vai consolidar o poder interno e daí partir para fora. O Porto deu um enorme tiro no pé.

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    1. Caro anónimo, subscrevo na totalidade o seu comentário, e em particular o último parágrafo. Temos que saber usar este revés para nos fortalecer a nossa determinação, e não nos deixarmos abater. Obrigado e um abraço.

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