segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

There's only one Ronaldo...

... e é português. 

Ao nível de genialidade os Ronaldos brasileiros não devem nada a ninguém, mas não conseguiram manter-se tantos anos a um nível estratosférico como o nosso Cristiano.

A 2ª bola de ouro recebida hoje é justissíma e só peca por tardia. A partir do momento em que Messi venceu o troféu num ano em que o Barcelona não ganhou nada, abriu-se um precedente que permite ignorar os títulos alcançados com a equipa ou com a seleção e relevar exclusivamente a prestação individual do jogador. E nesse sentido, em 2013 ninguém se aproximou ao nível de Cristiano Ronaldo, pelos motivos que todos nós conhecemos.

A única coisa que ensombra esta vitória são os moldes em que a eleição é feita, e que devem ser revistos com urgência. Em vez de se premiar o mérito futebolístico, a Bola de Ouro passou a ser um concurso de popularidade em que os votantes parecem primeiro escolher os amigos, colegas, compatriotas ou simplesmente o mais simpático. E um prémio desta importância merecia um pouco de mais objetividade na escolha do melhor do ano.

Polémicas à parte, é um motivo de orgulho vermos um português que se transformou num ícone mundial receber esta distinção. E para os sportinguistas em particular, é um sentimento muito especial testemunhar este nível de reconhecimento mundial aos meninos que vimos crescer a envergar a nossa camisola.

Parabéns Cristiano!




4 comentários :

  1. Sr. Mestre, nesta altura tenho orgulho que o melhor jogador do mundo seja português, contrariamente (e com grande tristeza minha) alguns não pensem assim. A esses, digo-lhes que o Cristiano não é do Sporting, é PORTUGUÊS. Um abraço.

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    1. F. Pais, tem uma visão exatamente igual à minha. O Cristiano já fez o suficiente para encher de orgulho de qualquer português que goste de futebol. Um abraço.

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  2. Esta votação perdeu a credibilidade com as palhaçadas da FIFA, que consegue descredibilizar tudo em que se mete, mas fico muito contente pelo nosso Cristiano. Até aqui nos Estados Unidos, onde ninguém passa cartão ao futebol, me falam no Ronaldo quando digo que sou portuguesa. E eu não me importo nada, pois tenho muito orgulho no puto mal penteado que tive a sorte de ver jogar com a camisola do Sporting. Nunca mais me esquecerei do mítico jogo da inauguração do estádio de Alvalade que tornou obvio que ele não ia ficar (o que foi pena, pois com um extremo em condições tínhamos feito um campeonato muito melhor nesse ano).
    Ninguém é obrigado a gostar dele só porque é português, mas não reconhecer o mérito que tem e o impacto internacional deste grande jogador parece-me anormal. O futebol é um fenômeno mundial esmagador. Já falei de futebol com gente de vários países europeus, Vietnam, Japão, México, Australia etc. E todos sabem quem é o Ronaldo e que ele é português. Alguns até sabem que começou no Sporting, o que me enche sempre de orgulho sportinguista. Há que dizer que Figo também é muito reconhecido internacionalmente, mas o Ronaldo já há muito que o ultrapassou.
    Parabéns ao grande Cristiano e espero que continue a fazer-me dar pulos no meio do laboratório com os seus golos decisivos pela Selecção.

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    1. Marisa, vivi dois episódios desse tipo. Um foi no capitólio, em Washington, durante o mundial de 2006. Estávamos a visitar o edifício e a minha mulher teve uma quebra de tensão. Fomos levados para a enfermaria e a médica passou a maior parte do tempo a falar de futebol connosco, principalmente do Figo e do Ronaldo. Três anos antes, quando fui à Tailândia, fui fazer um passeio de elefante. O tratador, quando soube que éramos portugueses, passou o tempo todo a falar do Figo e do Sporting. E como disse, em termos de impacto mediático o Ronaldo ultrapassou em muito o Figo, o que ajuda a pensar na fama que terá nos quatro cantos do mundo. E por bons motivos, o que no nosso país nos tempos que correm não é assim tão frequente.

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