segunda-feira, 17 de março de 2014

A diferença não se apregoa, demonstra-se

Da mesma forma que critiquei alguns adeptos sportinguistas que não respeitaram o minuto de silêncio a Mário Coluna, não posso deixar de referir que fiquei muito satisfeito por ver o momento de solidariedade que Alvalade em peso teve para com Helton, enquanto era transportado de maca para fora do campo.

Respondam-me com sinceridade: estão a ver uma coisa destas acontecer na Luz ou no Dragão, se fosse com, por exemplo, o Rui Patrício?

A diferença não se apregoa, demonstra-se. E neste caso a diferença apareceu de uma forma tão espontânea e sincera que a torna ainda mais valiosa. É um orgulho ser do Sporting!


9 comentários :

  1. Então e as patranhas do incitamento à vilência por parte do movimento basta?

    Afinal não houve conflitos ontem, não se arrancou as tarjas à claque visitante, afinal os sportinguistas sabem ganhar.

    SL

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    1. Green Lantern, o que nos querem é calados. Começam a tentar confundir a opinião pública, sugerindo que os movimentos legítimos de contestação acabarão por degenerar em violência, o que é completamente absurdo.

      Em relação às tarjas, o calimero Miguel Guedes lamentou-se que o Sporting não deixou a claque do Porto trazer adereços para o estádio. Na minha opinião, bem, depois do que nos fizeram lá não mereciam outra coisa.

      Mesmo assim fomos mais decentes que eles: avisámo-los antecipadamente que não valia a pena trazerem o quer que fosse, e assim evitaram gastar tempo e dinheiro a produzir e a trazer as tarjas.

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  2. Porra, o que um golo (dizem eles) precedido de fora de jogo faz. E para mim ainda não é claro que seja mesmo fora de jogo.
    Quanto nos vai custar isso?

    É pena não existirem resumos com a suposta falta do André Martins ao Mangala, logo no início do jogo que o deixava isolado, a falta do Danilo que, para mim, seria 2º amarelo, as constantes faltas do Alex Sandro mas que só foi amarelado perto do minuto 90, as cacetadas que Quaresma deu (principalmente no William), os amarelos que só Patrício leva, enfim...

    Fiquei surpreendido com a atitude perante Helton (um Mané mais concentrado tinha dado golo). De grande dignidade e uma grande lição.

    As últimas 2 jornadas desvirtuaram ainda mais a Liga. O Benfica, hoje, deveria entrar em campo com os mesmos pontos que o Sporting, logo muito mais pressionado. Mas não, entra com 4 de avanço.

    Veremos o que nos reserva o Funchal (daqui a uma semana, não hoje).

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    1. Cantinho, o fora-de-jogo do André Martins é exatamente igual ao fora-de-jogo do Montero contra o Benfica, ou do Cardozo contra nós para a Taça de Portugal. São de tal forma difíceis de ajuizar, que sou incapaz de condenar um fiscal-de-linha que em caso de dúvida opte por deixar seguir.

      Para mim, dos erros que existiram, o mais evidente foi a não expulsão do Abdoulaye. O Mané já não tinha ninguém à frente ou ao lado. Mas desse o Luís Castro não se lembrou de falar.

      Tenho muito medo do jogo com o Marítimo. Não só são uma equipa complicada em casa (ganharam a Benfica e Porto), como a tradição diz que cada benefício que temos é pago com juros mais tarde...

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    2. Mestre, nem falei do lance do Abdoulaye porque esse, ainda, mostram nos resumos. Logo está à vista de todos o erro do árbitro.

      Além disso que dizes do Marítimo, dá-se o caso do seu treinador gostar sempre de se queixar dos árbitros nos jogos contra nós e, depois, na Luz e Dragão onde é gamado (este ano até com aquele golo escandaloso do Rodrigo, em fora de jogo), geralmente diz "é futebol..."

      Na época passada inventaram um livre (que lhes deu o golo) numa falta do jogador do Marítimo sobre o Martins, já lá vi o Patrício defender um penalty que foi uma falta fora da área e, este ano, em Alvalade foi dos roubos maiores mas ainda conseguimos resolver a tempo.

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    3. É verdade Cantinho, o Pedro Martins connosco cospe-se todo a reclamar, mesmo que não tenha razão, e contra os outros fica caladinho. Também me lembro desses lances que referiste. A arbitragem da 1ª volta foi uma vergonha, felizmente que mesmo assim conseguimos dar a volta ao resultado.

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  3. Sim, isto na Luz aconteceria, se fosse com o Patrício.

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