segunda-feira, 26 de maio de 2014

Três semanas até ao mundial

Faltam neste momento três semanas para o dia da estreia de Portugal no mundial. No dia 16 de junho entraremos em campo para defrontarmos a Alemanha, uma das seleções favoritas à vitória na competição. 

Numa prova deste tipo não é fundamental começar bem. No Euro 2004 começámos com uma derrota que transformaram todos os outros jogos em jogos de mata-mata, e conseguimos chegar à final. Por outro lado, em 2008, assegurámos o 1º lugar do nosso grupo ao fim de 2 jornadas, o que nos permitiu poupar a equipa no derradeiro jogo com a Suiça. Depois, com a equipa repousada, jogámos com a Alemanha nos quartos-de-final e perdemos.

De qualquer forma não convém facilitar, pelo que espero que a equipa técnica saiba aproveitar o mês de estágio (apesar de serem só três semanas com todos os convocados) para tentar construir algo que seja um pouco mais do que Ronaldo + 10 logo no primeiro jogo do mundial.

O estado em que os jogadores habitualmente titulares se apresentam não é o ideal, mas está longe de ser dramático. As únicas exceções são Ronaldo e Pepe, que estão pelos arames, e Nani, que tem 134 minutos de competição em 2014. Hélder Postiga esteve muito tempo lesionado e somou apenas 136 minutos ao serviço da Lazio.

Fábio Coentrão também jogou pouco durante toda a época, mas felizmente teve uma utilização mais regular ao longo do último mês. Moutinho, Patrício, William, João Pereira, Bruno Alves, Raúl Meireles, e Miguel Veloso não tiveram uma época muito desgastante e jogaram com regularidade. 

O desafio de Paulo Bento em apresentar um onze muito competitivo no dia 16 de junho não é uma tarefa impossível. A equipa joga junta há anos e não há motivos para que não esteja tudo afinado quando entrarmos em campo com a Alemanha. Os principais desafios são:
  • gerir bem a recuperação física de Ronaldo e Pepe
  • recuperar a forma e ritmo competitivo de Nani e Postiga
  • manter a equipa focada na preparação para o mundial no meio do circo mediático que se vai montar à sua volta
  • adaptar os jogadores ao clima do Brasil

O meu maior receio acaba por ser a questão do circo mediático. Coisas como o cerco de jornalistas, compromissos com patrocinadores, e jogadores a meio de processos de transferências, não facilitam a concentração que um trabalho destes exige.

O calendário de preparação que a FPF delineou parece-me discutível. O estágio começa em solo português e estende-se até ao dia 2, com um jogo com a Grécia pelo meio. Até aqui tudo bem. Não percebo é a utilidade (que não financeira) de continuar o estágio no norte dos EUA entre os dias 2 e 10 de junho, com jogos contra o México (dia 6) e Irlanda (dia 10). Boston e New Jersey não são propriamente Manaus e Salvador. Salva-se o facto de o fuso horário ser mais ou menos o mesmo.

Só no dia 11 é que a seleção parte para o Brasil, deixando 4 ou 5 dias para ambientação ao clima brasileiro, sendo que Campinas fica bastante longe de Salvador e Manaus, onde se disputam os primeiros jogos.

Serão portanto três semanas muito intensas, em que será necessário trabalhar muito e bem. O que me deixa mais otimista é o facto de que, quando chegam estes grandes momentos, os nossos jogadores costumam surgir psicologicamente ao seu melhor nível. Se houver organização e liderança à altura, tudo será possível.

3 comentários :

  1. Os jogadores deviam estar de férias.

    Quem paga os salários são os clubes mas os jogadores estão ao serviço das selecções.

    Este é mais um argumento que se enquadra na minha teoria.

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  2. Concordo com toda a notícia
    Espero a nossa seleção com os níveis emocionais no pico (positivo) e que estejam na melhor forma, apesar de pensar que o Adrien merecia lá estar, assim como o Quaresma

    Visitem também o meu blog :)
    https://aopiniaodabola.blogspot.pt

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    1. André, concordo que quer Adrien quer Quaresma tinham lugar nos 23. Resta-nos esperar que os que foram escolhidos nos façam esquecer aqueles que não tiveram a sorte de serem escolhidos por Paulo Bento. Um abraço.

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