terça-feira, 13 de maio de 2014

Vídeos que não fizeram história: Pedidos de ajuda aos sócios

Quando o Sporting anunciou a Missão Pavilhão, muitos benfiquistas aproveitaram para lançar farpas sobre a iniciativa, recordando os tempos em que os sportinguistas criticaram a Operação Coração.

Não me parece que seja exatamente o mesmo tipo de situação. Enquanto que a Operação Coração foi lançada por Manuel Damásio para abater o passivo do clube, ou seja, para abater dívidas que não continuariam a crescer independentemente do valor angariado, a Missão Pavilhão tem por objetivo o enriquecimento do património do clube.

Seria melhor que o Sporting tivesse meios para o fazer sem ter que recorrer aos sócios? Claro que sim. Mas desenganem-se aqueles que acham que Benfica e Porto construíram os seus pavilhões com dinheiro próprio. Fizeram-no com recurso à banca e, no caso do Porto, associando-se a uma empresa pública (de todos nós) que pagou para dar o nome ao pavilhão.

Como é evidente, não faria qualquer sentido que o Sporting recorresse exclusivamente à banca para construir um pavilhão numa altura em que ainda decorre o processo de reestruturação financeira do clube, e sabendo que o crédito bancário está mais complicado (e caro) de obter do que nunca -- não só para o Sporting, mas também para os nossos rivais. 

A meu ver, seria importante que a direção do Sporting esclarecesse de onde vem o resto do dinheiro para a construção do pavilhão, já que os donativos só irão cobrir uma parcela pequena do montante total (assumindo que o objetivo é cumprido). De qualquer forma isto não invalida que cada um de nós não participe dentro das suas possibilidades.

Voltando à comparação com a Operação Coração: é verdade que na prática estamos perante duas situações em que os clubes andam a pedir dinheiro aos sócios, mas na minha opinião há uma diferença entre contribuir para um projeto concreto de construção de património, do que estar a fazê-lo para tapar buracos financeiros não estancados.

Os benfiquistas mais trocistas poderiam informar-se um pouco mais sobre a campanha de donativos "O Primeiro Impulso", em 1954, que serviu para angariar dinheiro para a construção do antigo Estádio da Luz. E, já agora, recordarem uma outra situação ocorrida uns anos após a Operação Coração e a Operação Cabeça, no período mais negro da história do clube, em que o presidente era Vale e Azevedo:


Convenhamos que é difícil descer mais baixo do que isto.

9 comentários :

  1. "Querem matar o benfica, a frio" - é dificil superar esta frase.

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    1. GreenMan, é só pérolas: "Governo, instituições financeiras e desportivas convergem no certo ao maior clube nacional"...

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  2. Onde vai ser construído o novo pavilhão? Quando vai ser construído o novo pavilhão? Qual a sua capacidade? Já existe projecto aprovado? Qual o seu custo de construção orçamentado? Qual é o custo de manutenção? Qual o plano de financiamento? Quais são as contas do Sporting - clube?

    Acho que nada disto foi referido pela direcção do Sporting e é lamentável que venham pedir dinheiro num período difícil para as famílias sem nada disto aprovado.

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    1. uiiiiiiiiiiiiiiiiii

      Tantas questões?!?!

      Mestre, permita-me dedicar a este "perguntador" o singelo poema que deixei aqui dois posts atrás...

      Acho que lhe faz falta!

      Viva o SCP!

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    2. Luís Miguel, são questões relevantes. Conforme escrevi, acho que seria bom que a direção desse mais pormenores sobre o projeto.

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    3. Mestre, já contribuí, mas as perguntas que o andrade coloca são completamente pertinentes. Mais. Se não obtiverem resposta, esta campanha não vai chegar a lado nenhum, porque rapidamente o "balão" se esvaziará. O universo leonino não é só a "Tasca do Cherba". Ali tudo o que o Bruno faz é bom. Os outros sportinguistas têm uma relação mais formal com o presidente e por muito que confiem, não confiam cegamente. Mais cedo ou mais tarde vai-se instalar a ideia de que a direcção não quer avançar com o projecto da anterior direcção, mas também não tem um novo e está a ver o que a campanha dá.

      Há uns meses o vice-presidente para as modalidades falou num pavilhão para as com um custo de 5 milhões de euros. Uma coisa ridícula, sem pés na cabeça. Um pavilhão com este custo não poderia ter bancadas. Depois, muitos sportinguistas não gostaram e em discussões em blogues e fóruns alguns avançaram com o valor de 10 milhões de euros, por ser aproximadamente o que custou o pavilhão do porto. Agora a direcção apresenta esse valor como meta a atingir, sem acrescentar mais nada. Não querem que eu pense que isto é amadorismo, então apresentem o projecto. Não estou mais pobre por ter contribuído, mas não estou nada convencido...

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    4. Só para concluir, não vejo problema nenhum que a direcção se tenha inspirado numa iniciativa que partiu do blogue supracitado. Acho muito mal é que ande a pedir dinheiro aos sócios sem apresentar informação nenhuma, que só vinha dar força e credibilidade à Missão Pavilhão.

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  3. Tudo isso Mestre,mas esqueceu-se da campanha mais recente dos trampiões!...Segundo li no "leoninamente",parece que está a decorrer uma angariação de sócios,supostamente com o aval dos CTT,em que essas propostas enviadas através dessa empresa pública veem com um Rsf a pagar pelo remetente(a agremiação do bairro de carnide).Já vi que há adeptos nossos a responderem com os mesmos dados do anexo explicativo,só para que os lã piões tenham que pagar!!! Eu ainda não recebi nada.Mas se tal acontecer juro que preencho e envio!

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    1. Francisco, estou na esperança de receber um folheto desses para escrever sobre isso. E, claro, se receber, o Sr. Vieira receberá a minha entusiasmada proposta de sócio -- já sei que até que nome e morada vou colocar. :)

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