sábado, 21 de junho de 2014

A tecnologia da linha de golo

                                                                                                                                 
Este mundial tem sido positivamente marcado pelo excelente futebol praticado. Será natural, com o avançar da competição e entrando na fase do mata-mata, que as cautelas dos treinadores regressem em força, dando lugar a jogos mais fechados. E é melhor nem pensarmos na diferença qualitativa que nos espera quando virarmos as atenções para o campeonato português. Desfrutemos enquanto dura.

Mas existe um outro fator que marca este campeonato do mundo que representa um grande avanço na transparência do jogo e que, felizmente, perdurará: falo da tecnologia da linha de golo.

Já tivemos alguns lances que, noutros anos, poderiam ser alvo de enorme discussão caso as imagens televisivas não fossem totalmente esclarecedoras. Mesmo dentro de campo a pressão sobre o árbitro desaparece no julgamento deste tipo de lances. Um pequeno passo tecnológico, um grande salto para o jogo.


Curiosamente, ainda não me apercebi de qualquer discussão ou proposta para a liga portuguesa adotar esta tecnologia já na próxima época. Seria bom que todos aqueles que andam ocupados com os jogos de cadeiras de poder do nosso futebol concentrassem os seus esforços para adotarem esta inovação para as nossas competições profissionais. Querem credibilizar o nosso futebol? Podem começar por aqui. É instantâneo, rápido, e provavelmente nem será muito caro.

13 comentários :

  1. O golo no França-Honduras só existe em imagens virtuais. Não foi mostrada nenhuma imagem real que demonstre que a bola passou na totalidade a linha de golo.

    O pior é que publicamente ninguém contestou esta evidência, abafa-se as vozes críticas mas a dúvida continua a manter-se, enquanto isso, a FIFA comprou gato por lebre e pior ainda, não utilizou os árbitros de baliza (que deveriam sempre estar no lado oposto ao do fiscal-de-linha como acontecia no início do aparecimentos deles.

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    1. Não concordo nada com isso, Luís Miguel. Não posso falar do caso do França - Honduras porque não o vi, mas acredito perfeitamente que se trate de um sistema fiável. Prefiro 50 vezes um sistema destes aos árbitros de baliza (apesar de não serem incompatíveis).

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    2. http://www.youtube.com/watch?v=Ur9uzbLy0DM

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    3. Eu vi o lance na altura e pareceu-me golo.

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  2. Um ponto muito alto deste mundial... E acho que você fala num aspecto fundamental que é o desaparecer da pressão sobre o árbitro. Devia ser testada uma solução semelhante para os fora de jogo. Evitava se imensas polémicas.
    Nuno

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    1. Concordo, Nuno. Tecnologicamente é simples desenvolver uma solução dessas. Do ponto de vista prático da implementação, nestas grandes competições não haveria qualquer dificuldade. Admito que seja muito mais difícil de pôr em prática em competições nacionais, por causa da disparidade da qualidade dos estádios. Um abraço.

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    2. Não tem de ser um sistema universal. Mas nas competições europeias pelo menos, para não ser radical e dizer que devia ser em todas as competições profissionais... Se querem participar tem de ter condições de garantir a verdade desportiva. Acabava era com mtas desculpas da arbitragem porque ao critério do árbitro ficavam quase só as faltas e se não se puder culpar o árbitro tem de assumir culpas próprias e isso os dirigentes e treinadores não querem.
      Nuno

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    3. Sim, nas competições europeias seria algo perfeitamente possível.

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  3. Há uma regra que deveria ser urgentemente aplicada: 15 a 20 segundos para repor pontapés de baliza e lançamentos laterais. Depois daria canto ou lançamento para outra equipa. Nos livres é mais complicado por causa da barreira. Mas era um avanço para o jogo, julgo eu.

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    1. Metralha, sem dúvida. Seria uma excelente medida para diminuir as perdas de tempo. Um abraço.

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  4. Penso que para já não será possível. Primeiro porque não interessa a verdade e a clareza no futebol cá do burgo. Em segundo lugar penso que não haverá verbas para um investimento destes depois de indemnizar o Paulo Bento

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    1. Pois... ora aí estava um bom uso para o dinheiro que a FPF anda a encaixar com o mundial...

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