quinta-feira, 14 de maio de 2015

De leitura obrigatória

O jornalista italiano Pippo Russo tem escrito para o Calciomercato uma série de artigos sobre os fundos, certamente provocado pelas notícias do interesse da Doyen na aquisição do AC Milan. Hoje publicou um artigo dedicado à luta que o Sporting tem levado a cabo contra os fundos. O original pode ser lido AQUI. O idioma italiano não é propriamente o meu forte, mas tentei traduzir o melhor que consegui.

O artigo é de um jornalista e de uma publicação cuja opinião é totalmente insuspeita, e é de leitura obrigatória - e em particular os últimos dois parágrafos.

Nota: as partes a negrito e os links do texto foram colocados pelo próprio autor.




Sporting vs. TPO: não te pago!


Somos todos sportinguistas. Devíamos ser. Não só pela simpatia que o Sporting levanta, devido ao facto de ser uma das maiores fábricas de talento do futebol europeu. Devemos estar ao lado dos Leões porque desde agosto do ano passado são a vanguarda da batalha contra os fundos de investimento. O primeiro e, até agora, único clube que teve a força de dizer basta à invasão do turbocapitalismo financeiro no futebol.

É uma batalha promovida pelo jovem presidente Bruno de Carvalho, eleito no verão de 2013. Uma personagem de sangue na guelra, populista, e que frequentemente pisa os limites no campo da comunicação pública. Tanto é assim que alguns dos seus disparos em redes sociais causaram grandes divergências com a equipa e com o treinador Marco Silva, cuja demissão chegou a parecer certa num determinado momento da época. Mas existe um ponto em que Bruno de Carvalho está a conduzir uma guerra santa com o apoio unânime da comunidade sportinguista: a guerra contra os fundos e investidores privados.

Ao assumir o cargo, o presidente foi forçado a enfrentar uma situação económica e financeira pesada, herdada do antecessor Luis Godinho Lopes. Essa situação resultou numa recente multa imposta pela UEFA pelo não cumprimento das regras de Fair Play Financeiro: reduzir para 22 o número de jogadores inscritos nas competições da UEFA, e uma multa de 2 milhões de euros, suspensa condicionalmente por um ano.

Uma punição bastante branda, que pode ser lida como uma decisão política da UEFA em premiar o percurso desta direção que, desde que entrou em funções, tem trabalhado para recuperar o clube, mas que sobretudo teve a força de colidir frontalmente com um dos atores mais poderosos e arrogantes da economia paralela do futebol mundial: a Doyen Sports Investments. As suas relações com o clube verde e branco são outra péssima herança da gestão de Godinho Lopes.

A história começou em agosto passado, e explodiu durante o processo de transferência de Marcos Rojo, defesa da seleção argentina, que depois de ter terminado o mundial como vice-campeão puxou a corda para ser transferido. Pode ler aqui uma reconstrução detalhada das razões que levaram à explosão do conflito entre o Sporting e a Doyen. Recapitulando brevemente, o que aconteceu foi que o clube verde e branco concluiu que a atitude do jogador foi motivada por pressões do fundo, proprietário de 75% dos seus direitos económicos. Em seguida, Bruno de Carvalho escolheu ir para o confronto. E depois de vender Rojo ao Manchester United por 20 milhões decidiu não entregar 75% desse montante ao fundo. Verificou-se apenas a devolução dos 3 milhões do investimento inicial. Isto resultou num processo no TAS em Lausanne, que em junho irá decidir da legitimidade das exigências de Doyen, que reivindica ter direito aos seus 75%  - não sobre os 20 milhões, mas sim sobre 25. O fundo deve somar o valor do empréstimo de Nani do Manchester United ao Sporting, incluída como parte do negócio.  E no contexto das manobras preparatórias de julgamento no TAS, é conhecida a notícia de que a Doyen terá do seu lado Benfica e Porto. Estes clubes, fortemente ligados ao fundo de Malta, vão testemunhar sobre a honorabilidade de Doyen. Como se sabe, as pessoas de honra conseguem sempre entender-se.

Enquanto espera para saber como vai terminar o caso no TAS, o Sporting vai abrir uma nova frente de batalha com o mundo dos TPO. Desta vez, o jogador sobre o qual se prepara para explodir um novo conflito é o peruano André Carrillo, cujos direitos económicos estão nas mãos de um dos empresários mais poderosos do futebol mundial: o israelita Pini Zahavi. Carrillo tem uma cláusula de 30 milhões de euros, mas Bruno de Carvalho já deixou claro que o vende por 15 milhões. Para Zahavi seria um gigantesco negócio, porque tem em em sua posse 50% a partir de um investimento de 800 mil Euros. Então, se o negócio fosse concluído por um montante de 15 milhões, ele colocaria ao bolso 7,5. Ou seja, o valor do investimento seria aumentado quase dez vezes. E com que mérito? Por ter feito alguma coisa? Mais uma vez, trata-se de uma valorização económica e financeira que foi produzida pelo futebol. Designadamente, foi o Sporting que transformou um jogador de futebol de 1,6 milhões num valor de mercado de pelo menos 15 milhões de euros. E fê-lo confiando no jogador, educando-o, apostando nele ao invés de outros, e finalmente tornando-o conhecido no mundo graças à sua participação em competições nacionais e europeias. E depois de tudo isso, vemos chegar um Pini Zahavi para amealhar metade do saque, apenas por ter investido há uns anos atrás. Levando para fora do futebol um valor produzido exclusivamente pelo futebol. Parece ser uma coisa saudável? Para mim e para o Calciomercato.com, não. E, felizmente, também não é para este novo Sporting, que mandou dizer a Pini Zahavi que nada lhe será devido em caso de transferência de Carrillo para além da devolução dos 800 mil Euros do investimento inicial  

Zahavi já anunciou que vai levar o Sporting a tribunal. E nós estaremos prontos para torcer pelos verdes e brancos, e para testemunhar sempre que pudermos que a única honra que existe neste processo é aquela que procura esvaziar a água do tanque onde nadam os tubarões do turbocapitalismo do futebol. Força Leões!


49 comentários :

  1. Excelente artigo. Claro que quem tem interesse nas comissões chorudas pagas por esses fundos está contra.
    Custa-me ver gente que deveria defender o futebol depauperar o mesmo para se encher à custa da paixão dos adeptos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não pagar é que é.. Não cumprir contratos é que é...

      Eliminar
    2. o Sporting está a cumprir escrupulosamente o contrato. O valor investido pela empresa será devolvido.

      Eliminar
    3. Shadows, os interesses instalados são muitos e é natural que lutem para manter o seu sustento. Colocando de parte a razão que o Sporting possa ou não ter no caso Rojo, creio que o ponto fulcral deste texto é: "Levando para fora do futebol um valor produzido exclusivamente pelo futebol. Parece ser uma coisa saudável?".

      Infelizmente o Sporting caiu nesta teia e com isso cavou a própria sepultura. Foi por pouco que Godinho Lopes não fechou a tampa do caixão. O Porto vai pelo mesmo caminho - vamos ver que receitas lhes sobram depois do Jackson, Danilo e Alex Sandro para compensar os custos galopantes que têm apresentado. O Benfica aparentemente já se soltou (falta o Ola John), pelo que não percebo o interesse que têm em apoiar ativamente a Doyen.

      Enfim, vamos ver o que acontece em junho.

      Um abraço.

      Eliminar
    4. Caro MC,

      Não foi um valor criado fora do futebol, que proporcionou que o Carrillo viesse para o SCP ( o investimento da doyen)?

      Foram "apenas" 800.000€ mas sem isso, não seria possivel ao SCP usufruir do talento durante esse tempo!

      Isso aplica-se ao Carrillo, ao Jaquim ou ao Manel!

      E se em vez de um Carrillo, "saisse" um Paim ou um Pêpa?

      Se um clube não tem peito para lá ir sozinho e precisa de um parceiro, porque não há de ser o parceiro recompensado à proporção do investimento realizado?

      O Clube também é beneficiado por dispor de um talento, à priori inacedivel, podendo ajudar o clube com o seu talento e performance a atingir a qualificação para a champions ou ultrapassando fases nas competições Europeias! Isso é dinheiro, muito dinheiro para o Clube!

      Os fundos são parceiros estratégicos interessantes se usados com conta, peso e medida ( não mais de 2 jogadores por plantel) e aqueles que realmente façam a diferença e que em principio terão valores proibitivos para um Clube Português "ir lá sozinho"...

      Se quiseres, das poucas ferramentas que restam para as equipas Portuguesas fazerem brilharetes lá fora...

      Pode ser opção de um clube não querer ter este tipo de parceria, mas daí a proibir, são outros 30...

      Apesar disto, creio ser benéfico, regulamentar e tornar mais transparente a actividade dos fundos... Nem todos são a mesma coisa...

      Abraço

      Eliminar
    5. Mestre de Cerimónias, mais uma vez de acordo.
      Os iluminados que, não entendendo nada sobre fluxos de dinheiros que passam pelos fundos e os utilizam para se "legitimizar" (o que levaria a outro debate), defendem os fundos não vislumbram essa realidade clara de que os fundos na sua maioria empobrecem o futebol e não o contrário.

      Os interesses com a Doyen advêm de negócios passados e de negócios indiretos com outras "entidades"/agentes. O chamado Mendes world.

      Vamos ver o que acontece.
      Abraço!

      Eliminar
    6. João, o caso do Carrillo é a parte deste artigo que carece de confirmação. Não acredito que o Sporting rasgue um contrato com Zahavi só com aqueles fundamentos. Eventualmente o clube pode fazer um certo tipo de pressão, dizendo que não vende o jogador se ele não ceder a sua parte ao Sporting por x (em que x é o que investiu + um bónus). Há ainda demasiado poucos detalhes do conhecimento público, quase todos divulgados pelo jornal O Jogo, que à partida não é a melhor fonte possível.

      O caso da Doyen é diferente: o clube alega incumprimento por uma das partes, devido à pressão feita pelo fundo para vender o jogador.

      Mas em relação à questão dos fundos, é bem mais perverso do que isso que referiu. Os fundos inflacionam o mercado e com a sua ação transformam jogadores que seriam acessíveis a clubes como os nossos em jogadores inacessíveis sem a sua ajuda. O Sporting não precisava de 800.000 para pagar o Carrillo. A questão é que se não cedesse parte ao fundo, o fundo levaria o jogador para outro lado.

      Outro caso semelhante: Labyad. Acabou contrato com o PSV, veio para o Sporting a custo zero (tirando os 2 milhões que pagou de comissões ao pai do jogador). Que necessidade tínhamos de meter a Doyen ao barulho? A única explicação possível foi a sua influência para definir o destino do jogador.

      Ou seja, não é só uma questão de ajuda em dinheiro. Os fundos põem e dispõem dos jogadores e definem o seu destino, em função de quem lhes pagar melhor. E cada vez têm mais jogadores em carteira (no Brasil é um abuso). Cortou-se uma possível fonte de origem de jogadores para os clubes portugueses. Quem os quiser, TEM que usar os fundos.

      Um abraço.

      Eliminar
  2. Mas então o caso com a Doyen não era porque ela tinham pressionado o jogador? Após poucos as mentiras vão caindo.
    Estava a pensar em participar no empréstimo obrigacionista mas depois não me pagam... Afinal o que é que eu fiz? Só emprestei o dinheiro. Concordar com isto é muito baixo nível.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. de muito baixo nível é a tua inteligência.

      o empréstimo obrigacionista será pago a todos os subscritores. É um instrumento financeiro totalmente diferente.

      Agora pergunto eu: se o jogador não render, será que o empresário paga ao clube por esse facto?

      Eliminar
    2. Nuno, o caso com a Doyen começou pelas pressões feitas sobre o jogador e sobre o Sporting. Onde é que está escrito o contrário?

      Eliminar
    3. se não existir valorização e começarem com as desculpas do «era jovem e precisa de se adaptar, precisa de mais tempo, não lhe passam a bola...» será que vão pagar ao clube?

      e se ele se lesionar? quem paga?

      o jogador só não pertence ao clube quando é pra vender... até lá tudo é pago pelo clube.

      Eliminar
    4. será que a doyen vai pagar ao porto pela razão do brahimi ter desaparecido nos últimos 3 meses do campeonato?

      afinal pagamos 5 milhões por um jogador que diziam valer 20.. e agora também já não vale 5. Quem é que me enganou?

      Eliminar
    5. quem é que vai pagar ao benfica os 12 milhões do pizzi? O gajo não vale 3 milhões.

      em que caral-o de mundo vou eu conseguir fazer dinheiro com o pizzi? quem é que me enganou?

      Eliminar
    6. O nível de estupidez na argumentação começa a ser verdadeiramente ridículo...
      Sem mais comentários.

      Eliminar
    7. como é que ainda se consegue dar importância a esta andorinha?

      Eliminar
    8. Ou seja quando é para ir buscar o jogador e pagar metade está tudo bem e o contrato é legal...Para pagar... Os 50% deixam de ser 50%.
      Mdc o caso doyen começou por aí diz o vosso presidente vai ser preciso provar... Mas este é apenas querer passar o pé a um parceiro. Para quem nem patrocínios tem... Parece me que se esticam um pouco! Depois é a teoria do pagar os ordenados... Mas não estava no contrato quem pagava o ordenado? É difícil compreender que uma coisa é comprar outra é manter? Se compro a meias quando vendo é 50-50. Apoiar uma vigarice destas só por ser o nosso clube?

      Eliminar
    9. Os contratos são para cumprir e nao é por acaso que ainda há pouco tempo o SCP pagou 16M para reaver % de passes de jogadores, a ilegalidade da doyen foi a pressão (que terá de ser provada) sobre o jogador para forçar o negocio.

      O caso carrilho ainda nem aconteceu é já é alvo de criticas, por enquanto é tudo especulação e nos há nada de concreto para comentar.

      Sobre o artigo do italiano parece-me lógico a simpatia por quem luta contra este "monstro" dos TPO no entanto nao passa de uma opinião pessoal.

      Eliminar
    10. Tens o contrato em teu poder para debitares essas alarvidades? Saberás mais do que o Sporting?

      Então vou-te dizer só isto: o cumprimento de um contrato é uma rua de dois sentidos. Cláusulas para um e cláusulas para outro. Tens a certeza que a Doyen terá cumprido TODAS as cláusulas que lhe são devidas? Achas mesmo que o Sporting resolvia o contrato se tudo estivesse a ser cumprido escrupulosamente? Pensas que o Sporting tem amadores no seu departamento jurídico? O mesmo departamento que já ganhou os casos Bruma e Moutinho e que só não ganhou o caso do atraso na Taça da Liga porque o juíz é corrupto e inventou uma saída "sem dolo" para o seu clube?

      Não brinques com as pessoas. Para fazeres esse tipo de afirmações terias de ter o contrato em teu poder. Se não tens, cala-te.

      Eliminar
    11. nunca vais entender, está pra lá das orelhas do vieira... continuar a manipular a liga lá com os emprestados ao belenenses que não jogam ou só jogam quando convém...

      Eliminar
    12. chamar parceria ou desconto a um contrato onde o clube assume todo o risco é de benfiquista.

      se o jogador não render, se tiver uma lesão grave, se o jogador não me valer os 20 milhões que me prometeram, quem é que me paga?

      como é que a doyen consegue sempre transferências milionárias? Como é que os jogadores deles são sempre valorizados de ano para ano? Como é que se consegue este crescimento infinito?

      como é que um jogador como o falcão gerou na sua carreira na europa quase 200 milhões de euros em transferências?

      será que não percebes a profunda aldrabice que está montada?

      Eliminar
    13. Mas vocês não sabem ler? Eu digo que o Sporting tem de provar em tribunal... Compete lhe o ónus da prova... Vocês é que afirmam com toda a certeza que a Doyen não cumpriu e que o grau de incumprimento pode desencadear uma rescisão. E digo ainda que se nesse caso pelo menos ainda alegam algo para não pagar... No do carrilo nem isso... É não pagar.
      Todos os negócios de jogadores tens de pagar o ordenado e tens o risco de se lesionarem ou não valorizarem... Mas se divides a despesa de aquisição também divides o lucro... Ou é um empréstimo de dinheiro a 0% de juros? As pessoas que se metem em negócios com vocês só servem para pagar? Quem se mete num negócio que no máximo recupera apenas o que investiu? Até me dava jeito os 6,5% mas depois não me pagam porque não paguei salários e só emprestei dinheiro a pensar ganhar algum. Caloteiros.

      Eliminar
  3. os TPO são contratos ilegais e isso vai ser provado no tribunal.

    ResponderEliminar
  4. O estupido lampiao que gosta de aqui comentar vá ler um bocadinho e aprenda o que é um pacto leonino, abuso de direito e secar usura e talvez possa compreender melhor as posições do Sporting.

    Mas para quem acha normal um clube competir com outros que são detidos na totalidade pelo seu diretor desportivo e outros clubes que se abstém de competir com os melhores jogadores por opção ou ainda outros que vão jogar tacas lucilio e o campeonato e optao por treinar no campo do adversário. Isso sim é normal e transparente.

    Sl

    ResponderEliminar
  5. Para os lampiões o presidente da câmara da
    Capital futuro candidato a primeiro ministro oferecer lhes umas isenções ilegais para terem mais restaurantes e lojas no estádio sabendo que o país esta em crise e que está certo.

    Sl

    ResponderEliminar
  6. Mestre,

    Era bom que Bruno de Carvalho estivesse a conduzir uma guerra contra os fundos com o apoio unânime da comunidade sportinguista, mas infelizmente isso está longe de ser verdade.
    Basta dar uma volta pela blogosfera para perceber que muita gente continua com muita fé em ver o presidente perder essa guerra e outras para lhe cair em cima com toda a força....

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. José, se Bruno Carvalho decidisse fazer uma conferência de imprensa para provar que 1 + 1 = 2, apareceriam logo os sportinguistas do costume a jurar que 1 + 1 = 3... Enfim...

      Um abraço.

      Eliminar
  7. mestre de cerimónias a fazer o serviço público da ordem.

    pah, muito bom

    ResponderEliminar
  8. É uma pena que tenham de ser os outros a dizer isto.
    O futebol português está atolado em lama e só uns (os mesmo de sempre) podem usar galochas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Miguel, vamos ver o destaque que a nossa comunicação social vai dar a este artigo. Se fosse um rumor de transferência já estava em todos os site dos jornais. Para já, nada... Um abraço.

      Eliminar
  9. Sou contra os fundos, e milionários que usam o futebol, para fazer "lavagem de dinheiro", Excelente artigo! Tal como na sociedade, os "agiotas" devem ser banidos!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pedro, para além da agiotagem, há a questão do inflacionamento. Se o dinheiro dos fundos sair do mercado, os clubes continuarão a comprar e a vender. Mas havendo menos dinheiro no mercado, os preços inevitavelmente vão descer. Será bom para todos os clubes. Um abraço.

      Eliminar
  10. Mestre, já lhe pedi...
    Tem de deixar de escrever artigos sobre o benfica (hoje não é carnide, por respeito ao Shadows.... mas fica com letrinha pequena, não consigo ir tão longe!!!).

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Vá e ao Pedro, que me parece que tem como defeito ser benfiquista, mas enfim....

      Quanto ao carnidense nuno nem é por ser a favor dos fundos\contra o SCP... é, simplesmente, por ser carnidense....

      Eliminar
  11. ."..Estes clubes, fortemente ligados ao fundo de Malta, vão testemunhar sobre a honorabilidade de Doyen. Como se sabe, as pessoas de honra conseguem sempre entender-se." Priceless.

    Quanto ao caso Rojo, pelo que veio a público, faz me todo o sentido o que a direcçao fez.

    Quanto ao caso Carrillo, se não houve nada da parte do fundo no sentido de quebrar a confiança entre as partes, não me faz sentido o Sporting ignorar o contrato só porque num contrato anterior houve quebra de confiança.

    Bem sei que as condições dos contratos dos fundos são, no mínimo, abusivas mas o contrato foi assinado entre os responsáveis, na altura, do clube e a Doyen. O que também acho que se devia de ser instaurado um processo contra os responsáveis por assinarem este tipo de contratos lesivos para a parte que representam. (aliás acho que se devia de fazer o mesmo com os responsáveis politicos que assinaram algumas PPP).

    Alguém tem mais informações relativamente aos motivos que levaram a direcção do Sporting a dizer que paga apenas o montante inicialmente investido? (como referente no artigo).

    Saudações Sportinguistas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Enquanto advogado o que me causa perplexidade (com base nos dados que sabemos, provavelmente muito limitados) é que o Sporting utilizou um argumento relativo à execução do contrato para arguir a invalidade do mesmo desde início. Isto é, o facto de a Doyen alegadamente ter pressionado para a venda do Rojo, não significa, a meu ver, que o contrato seja inválido, mas sim que houve quebra de algum dever contratual - que pode dar lugar a pagamento de alguma indemnização, mas não propriamente a invalidade do contrato com efeitos retroativos. Espero que não seja assim, porque não conheço o contrato, mas em termos de sensibilidade jurídica, não compreendo como o Sporting argumentará o não reconhecimento de quaisquer efeitos ao contrato.

      Eliminar
    2. A questão do Carrillo está longe de estar confirmada, para já são apenas rumores, que vieram do jornal O Jogo (o que significa que terão vindo do lado do Zahavi). Honestamente não acredito que o Sporting faça aquilo que está escrito no artigo, mas pode tentar usar outras formas de forçar a recuperação da % do passe que pertence ao Zahavi. Será complicado consegui-lo, mas há que tentar. Um abraço.

      Eliminar
    3. Duarte, de facto só podemos especular sem sabermos ao certo as cláusulas que fazem parte do contrato. Teremos que esperar pelo acórdão da decisão do TAS para percebermos exatamente qual a argumentação utilizada pelo Sporting. Um abraço.

      Eliminar
  12. Parabéns Mestre, este blog cada vez honra mais is Sportinguistas e os verdadeiros desportistas.
    Um abraço.

    ResponderEliminar
  13. Quantos jogadores são abandonados em novembro-dezembro pelos seus "representantes". Centenas, alguns milhares. Cria-se a imagem fantástica, o jogador por qualquer motivo não rende, a classificação do time baixa, deixa de receber e é abandonado em janeiro.

    Quantos jogadores estavam ilegais em portugal? algumas centenas.

    Quem é responsável por isto? Quem cria estas expectativas? Quem está interessado em que não existam regras? Quem é que verdadeiramente não quer pagar e só quer receber?

    ResponderEliminar
  14. Se uma sociedade tiver dois sócios e ambos entrarem com metade do capital e cada um ficar com metade das quotas, achariam correcto, depois da sociedade se valorizar, que um dos sócios entregasse ao outro somente o dinheiro investido e ficasse com o remanescente?

    Percebo que as pressões de empresários e fundos sobre jogadores e clubes para forçarem transferências sejam ilegítimas e que sejam susceptíveis de ser penalizadas e bem. Mas os restantes argumentos, não me parecem minimamente válidos. E não digo isto por ser adepto do Porto e o clube ter muitos jogadores nessa condição. Simplesmente, acho que não cabe na cabeça de ninguém fazer um investimento à espera que ele valorize e, quando tal acontece, receber somente o dinheiro que se investiu. O risco é igual para os dois. Se o jogador não der em nada, o fundo também fica a arder.

    Que devia ser regulamentado, regulado (mas regulação séria e a sério, não é à Banco de Portugal) concordo. Quero saber a proveniência do dinheiro, quero saber quem é o dono do restante passe, quero transparência. Não quero que um Abramovic qualquer detenha um fundo e depois pressione um jogador que está noutro clube, que não o dele, a marcar 3 auto-golos e a fazer 3 pénaltis porque lhe apeteceu.

    No fundo, não concordo nada com a extinção do mecanismo, uma vez que acredito que todo o clube deve ser livre de o usar (se muito ou pouco, se com cabeça ou não, o problema é do clube), mas quero que ele seja transparente. Que se saiba a quem pertence, e que existam limites e regras bem delineadas.

    O comentário ali em cima do Duarte deveria merecer aos sportinguistas alguma reflexão.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. PodeSerOFerreira, a relação entre um clube e um fundo não é igual à de dois sócios. Cada um entra com x de capital, mas depois é outro que paga os salários e tira proveito desportivo. Mais, se o jogador não for valorizado e o contrato acabar, o clube terá que indemnizar o fundo.

      Isto não é uma relação de sociedade. É uma relação entre um hospedeiro e um parasita...

      Um abraço.

      Eliminar
    2. Mestre, posso estar incorrecto, mas se o clube é obrigado a indemnizar o fundo se o jogador não se valorizar, é porque existe uma cláusula no contrato que o permite. Nessas condições, obviamente que não quereria parceria nenhuma com nenhum fundo. Ressalve-se que desconheço se existem ou não tais cláusulas. Não havendo vícios de vontade que conduzam à nulidade do negócio, não compreendo como se pode arguir da mesma se o contrato foi assinado de livre vontade por ambas as partes. A incompetência do Godinho não é culpa da Doyen, por mais que custe aos sportinguistas aceitar.

      Abraço Mestre,

      Eliminar
    3. É o clube que paga os salários. Correcto. Mas como bem referiu, também é este que retira os proveitos desportivos. Eu também queria ter um fundo e comprar o Ronaldo e o Messi e pô-los a fazer 1 x 1 no meu quintal, com o Neuer a defender entre duas árvores, mas acho que eles não iam achar grande piada.

      Eliminar
    4. É sempre bom saber opiniões de quem está dentro do assunto e sobretudo várias, pois das expericias que tenho, nem sempre as opiniões dos especialistas são unanimas, então se entramos no campo da expeculação... ui ui.

      Valorizo bastante a opinião do Duarte mas no caso Rojo, não mudo a minha opinião pois moralmente houve quebra de confiança (bem sei que a moralidade nem sempre anda de mão dada com a legalidade). Que a solução do Sporting tenha sido a mais correcta, talvez não mas como se costuma dizer quem rouba ladrão tem 100 ans de perdão e a verdade é que esperar por uma soluçao legal era matar o investimento de ambas as partes, o Sporting apenas se ressalvou e agora que os Sr's Doutores decidam.

      No caso Carrillo já percebi para já é tudo poiera... é preciso deixar assentar.

      Ferreira, os fundos como estão são autenticos parasitas e manipuladores da verdade desportiva, se a relação que mencionaste entre os fundos fosse o que acontecia, na realidade, estava completamente de acordo contigo.

      Aliás tenho ideia que BC, não é contra os fundos, é contra a forma como estão a ser usados actualmente e parvo é quem vai na cantiga, como aconteceu connosco no passado.

      Eliminar
  15. O texto em portugués está perfeito! A tradução em italiano é que contém alguns "piccoli sbaglie"!Claro que estou a brincar! Eu também sou contra essa máfia dos fundos!

    ResponderEliminar
  16. Indeoendentemente de se gostar ou não dos fundos - e eunão gosto - contratos são contratos, e são para ser cumpridos.

    O argumento do que faria o Zahavi, caso o Carrillo não tivesse vingado, está viciado: se o Carrillo tivesse falhado e o Sporting o vendesse por uma valor inferior ao desembolsado, é evidente que também o Zahavi teria prejuízo.

    ResponderEliminar