terça-feira, 31 de março de 2015

Dois toques na bola

Há uns minutos, no Rep. Checa - Portugal em Sub 21, Iuri Medeiros entrou para o lugar de Bruma. Dois toques na bola depois...


Presidentes autênticos

Toda a gente que acompanha o futebol nacional com alguma atenção sabe que os grandes da 2ª circular não poderiam ter presidentes mais diferentes, em praticamente todas as vertentes de avaliação que nos possamos lembrar de fazer. 

Um dos pontos em que essa diferença mais se nota é nas suas aparições públicas: enquanto Bruno de Carvalho gosta de se dirigir com frequência aos sportinguistas utilizando os canais mais diversificados, Vieira é mais previsível e guarda-se para os discursos nas inaugurações de Casas do Benfica, para aparições muito pontuais na Benfica TV e para a habitual entrevista de ano novo no jornal A Bola; enquanto Bruno de Carvalho fala nos bons momentos, nos maus momentos e ainda nos momentos assim-assim, Vieira prefere fazer-se de invisível quando os resultados não são bons; enquanto Bruno de Carvalho tem um estilo frontal e pouco ou nada diplomático, Vieira prefere colocar as vestes de estadista e adotar uma pose institucional.

Há também quem diga que são muito diferentes na sua autenticidade quando se dirigem aos seus sócios e adeptos, e na forma como sentem o clube. É praticamente unânime a opinião de que Bruno de Carvalho, para o bem e para o mal, fala praticamente sem filtros, deixando transparecer a sua paixão pelo Sporting em cada uma das suas intervenções. Quanto a Vieira, bem, há quem chegue a duvidar que se trate mesmo de um benfiquista, não só pelo seu passado duvidoso de promiscuidade com outros presidentes, mas também pela completa ausência daquele brilhozinho nos olhos quando fala do seu clube. Olhemos para uma das suas últimas intervenções públicas, por ocasião de (mais) uma inauguração de uma Casa do Benfica:


Ausência de sentimento? Como é que alguém é capaz de insinuar uma coisa dessas? É impossível não se ficar empolgado depois disto. São sempre momentos arrepiantes quando temos o privilégio de testemunhar o inigualável entusiasmo com que o presidente do Benfica fala do seu clube. Discursos arrebatadores e apaixonantes, que lhe vêm do fundo da alma, capazes de reunir multidões à volta de um ideal, conduzidos de forma espontânea e que aproveitam da melhor forma possível o calor e emotividade das grandes ocasiões. Momentos que marcam a vida dos felizardos que os testemunham ao vivo e a cores, e que só líderes com um carisma do nível de um Churchill ou de um Lincoln conseguem atingir.

No entanto, há sempre o temor de que estes predestinados acabem por se consumir pelo esforço emocional destas sucessivas demonstrações de amor ao clube. Nada na vida é eterno, e creio que o presidente benfiquista devia gerir ainda melhor as suas aparições públicas, sob o risco de estar a tentar o próprio destino. Como tal, gostaria de apresentar ao departamento de comunicação do Benfica uma ferramenta que pode substituir de forma bastante aceitável o seu presidente neste tipo de eventos. poupando-o assim ao enorme desgaste psicológico que qualquer ser humano sofre ao expor os seus sentimentos de forma tão sincera e clara. Ora vejam:


É colocar um manequim de uma qualquer montra de pronto a vestir com um fato e gravata e um monitor assente sobre o pescoço, e está feita a festa. Os mais vesgos nem notarão a diferença - e, convenhamos, os benfiquistas que ainda levam o seu presidente a sério depois de todas as promessas que fez, provavelmente farão questão em acreditar que é mesmo Vieira, em carne e osso, que está à sua frente. 

O potencial é imenso. Imaginem a possibilidade de poderem inaugurar mais do que uma Casa do Benfica em cada fim-de-semana! E mais: para além de permitir gravar filmes com grande rapidez, esta ferramenta informática permite explorar uma amplitude de sentimentos que nunca ninguém viu em Vieira. Por exemplo:

Vieira assustado

Vieira zangado

Vieira satisfeito

Vieira triste

E mesmo em eventos do tipo Comic-Con, é possível fazer brilharetes que surpreenderão os maiores geeks benfiquistas: 

Vieira the Hutt

Super Vieira

Vierond, o líder dos elfos

E o melhor de tudo isto é que o software que faz isto custa apenas 3€. Bom investimento, não? Pensem nisso.

domingo, 29 de março de 2015

Vitória à imagem do selecionador

Se há um balanço que pode ser feito destes primeiros jogos oficiais de Fernando Santos, é que parece que o selecionador soube incutir na equipa uma dose elevada de realismo que levou os jogadores a encararem com concentração máxima os desafios que tiveram até ao momento. Nenhum dos jogos foi um portento de espetacularidade, mas todas as exibições foram sólidas. Contra a Sérvia, voltámos a ter uma seleção pragmática, concentrada e paciente, que manteve quase sempre o jogo controlado, aguardando o momento certo para disferir o golpe fatal ao adversário. Não houve nota artística, mas conquistámos 3 preciosos pontos contra um adversário que pode ser muito perigoso se dispuser de espaço para que as suas individualidades brilhem.



Positivo

As 3 dimensões de Fábio Coentrão - a sua colocação no meio-campo foi uma aposta ganha de Fernando Santos. Jogou sempre numa rotação muito elevada, conseguindo ter um papel importante em todos os momentos do jogo. Sempre preocupado em dar o apoio necessário a Eliseu (colocando-se muitas vezes em linha com a defesa, com Eliseu a deslocar-se para um espaço mais interior), muito combativo no meio-campo, e a aparecer com frequência na área adversária. Foi um verdadeiro extremo na forma como apareceu ao 2º poste para finalizar para o 2-1. E ainda fez o cruzamento para Ricardo Carvalho inaugurar o marcador. O melhor em campo.

Meio-campo afinado - a dupla Moutinho / Tiago funcionou muito bem. Souberam fechar os caminhos da área de forma muito eficiente, recuperando inúmeras bolas, e saíram sempre a jogar com muito critério. William incorporou-se na perfeição numa altura em que a preocupação principal era manter o resultado. Foi fantástico o cruzamento de Moutinho para o golo de Coentrão.

Pragmatismo à moda grega - Fernando Santos parece ter importado com sucesso o ponto forte da "sua" seleção grega: muita gente a defender (até Ronaldo e Nani desciam com frequência) de forma a povoar o nosso meio-campo de modo que a Sérvia não tivesse espaço para pensar e jogar, e aproveitando ao máximo a muita experiência dos homens em campo - que raramente se desconcentraram.


Negativo

As ofertas de Eliseu - numa noite de enorme concentração defensiva, as duas principais oportunidades de que a Sérvia dispôs foram geradas por dois momentos de desatenção de Eliseu: um alívio de cabeça para a entrada da área onde havia apenas um sérvio, e a demora em subir do 2º poste, deixando Matic em jogo para um golo fantástico. 

Ataque pouco povoado e inspirado - o downside do pragmatismo à grega é precisamente as dificuldades que isso gera no outro lado do campo. Poucas unidades incorporadas em simultâneo no ataque e poucos riscos corridos, que se juntaram a uma noite pouco inspirada de Ronaldo, Nani e Danny. Não chegámos muitas vezes com perigo à baliza de Stojkovic, mas valeu-nos a eficácia na finalização.

Cuidado com a renovação - William, que entrou a poucos minutos do fim, foi o único sub-27 em campo. Aliás, dos 14 jogadores utilizados, apenas 4 têm menos de 30 anos. A experiência é importante, mas convém não abusar. Agora que a qualificação está bem encaminhada talvez seja hora de começar a injetar algum sangue novo na equipa em jogos a sério.



Três jogos oficiais de Fernando Santos, três vitórias à imagem do selecionador - pouco espectaculares mas resultado de uma atitude séria, sem facilitismos. Somos líderes isolados do grupo com 2 pontos de avanço sobre 2º e 3º e 8 (!) sobre o 4º e 5º, numa altura em que só restam 4 jogos por disputar. Ou seja, o lugar no playoff está praticamente assegurado, e o apuramento direto dificilmente nos fugirá caso a seleção continue a encarar cada um dos jogos com este nível de seriedade. 

Novo sistema?

Tentar imaginar quais serão as escolhas de Fernando Santos para logo é um exercício difícil. Mesmo sendo verdade que a convocatória é coerente com as ideias reveladas pelo selecionador durante os primeiros meses de trabalho, os rumores que circulam no sentido de Fernando Santos se estar a preparar para mudar o sistema para 4-4-2 tornam mais imprevisível quem serão os eleitos para entrarem em campo contra a Sérvia.

Ao que se diz, a mudança de sistema passará pela colocação de Ronaldo no centro do ataque, o que me agrada. Para todos os efeitos temos muito mais alternativas de muita qualidade para colocar nas alas do que na posição de ponta-de-lança. No entanto, a convocatória quer de Hugo Almeida quer de Eder faz-me temer o pior.

O que já não me agrada tanto é a subida de Fábio Coentrão para médio. Não que o jogador seja incompetente nessa posição, mas creio que é muito mais perigoso com as suas arrancadas a partir de trás. Em vez um excelente lateral esquerdo passaremos a ter apenas um médio competente.

O onze que sugiro abaixo acaba por ser uma espécie de compromisso entre aquilo que me parece que serão as preferências de Fernando Santos e o que eu gostaria realmente de ver: Fábio Coentrão a lateral esquerdo, William como médio defensivo e Danny como médio mais adiantado, Nani e Quaresma nas alas em apoio a Ronaldo. 


Como é evidente, as minhas lentes verdes fazem com que preferisse ver Cédric a jogar de início, bem como João Mário a entrar refrescar o meio-campo na segunda parte, mas parece-me pouco provável. Fernando Santos parece confiar mais na experiência de Bosingwa, e João Mário estará provavelmente no fim da hierarquia dos médios centro atrás de Moutinho, André Gomes e Tiago. Aliás, nem estou totalmente convencido que William jogue - e se o selecionador optar pelo 4-4-2, provavelmente ficará mesmo de fora - o que será um tremendo disparate. Na forma que está, deveria ser sempre William + 10, independentemente do sistema escolhido. OK, talvez esteja a exagerar... fica então Ronaldo + William + 9.

sábado, 28 de março de 2015

Experiência de uma vida

Vídeo da SAPO. Link original: AQUI

Se há coisa de 20 e poucos anos me dissessem que poderia ter a oportunidade de treinar com Balakov, Figo, Paulo Sousa, Juskowiak, Valckx e companhia, daria de bom grado um rim se isso me ajudasse a concretizar essa possibilidade. Hoje já não chegaria a esse ponto. Com os quarenta anos a acenarem-me de uma distância cada vez mais curta, o valor que dou aos meus rins subiu exponencialmente - pois com o passar dos anos ganhei outro respeito à sabedoria do engenheiro genético que desenhou o organismo humano: se ele decidiu dotar-nos de uma redundância destas no sistema urinário, por algum motivo válido será.

A juventude já lá vai, mas o sonho que tenho de um dia jogar ao lado dos jogadores que envergam a verde e branca é algo que provavelmente nunca desaparecerá. Como tal, achei maravilhosa a iniciativa do Sporting em proporcionar a possibilidade a 3 adeptos de treinar com a equipa principal. Não fui eu que estive lá, mas senti o sonho parcialmente realizado por interpostas pessoas. E acredito que a esmagadora maioria dos sportinguistas sentiu exatamente o mesmo que eu.

Na época passada, tivemos em Alvalade uma partida da liga em que os jogadores subiram ao relvado envergando nas costas o nome de sócios anónimos, em vez dos seus próprios nomes. Ontem tivemos isto. Duas simples mas originais ações que se enquadram em toda uma política que tem como objetivo aproximar o clube aos adeptos. Política essa que está na base de uma nova  presença nas redes sociais em que a interação é a palavra de ordem, na preocupação em manter os sportinguistas constantemente informados, e na ampliação das vias de comunicação com os adeptos - nomeadamente através da reformulação do jornal e da abertura da Sporting TV. Numa altura em que os sócios e adeptos do futebol em geral são encarados sobretudo como clientes e como uma fonte de receitas, é refrescante ver o Sporting a inovar na relação com os sportinguistas tratando-os acima de tudo como... sportinguistas. Refrescante e lógico, porque é isso que todos somos em primeiro lugar.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Construindo o futuro



Balanço das arbitragens: 26ª jornada

Rio Ave 2-1 Benfica (Marco Ferreira)

10': Lionn tem uma entrada de pitons por trás sobre Talisca, o árbitro não mostrou qualquer cartão - decisão errada, trata-se de uma entrada muito violenta, o jogador do Rio Ave devia ter sido expulso

61': Após um livre marcado para a área do Rio Ave, a bola bate em André Villas Boas, havendo dúvidas se a bola lhe bate no braço; o árbitro não assinalou penálti - decisão certa, a bola parece não bater no braço, que de qualquer forma está colado ao corpo, logo não há motivos para penálti

65': Ukra acerta com os pitons na canela de Samaris numa disputa de bola, o árbitro mostrou-lhe amarelo, não entendo haver motivo para expulsão - decisão certa, percebe-se que não há intenção do jogador do Rio Ave, que tenta ganhar posição mas deixa-se antecipar pelo adversário; o amarelo é bem mostrado

72': O árbitro assinala penálti por mão na bola de Samaris - decisão certa, o jogador salta com o braço totalmente aberto e interceta o cabeceamento de Tarantini; o amarelo também se justifica

77': Num cruzamento para a área do Benfica, a bola bate no braço de Salvio; o árbitro não assinala penálti - decisão certa, imediatamente antes do cruzamento, Salvio tinha o braço atrás das costas e retira-o para o lado do corpo quando a bola se dirige na sua direção; mas não parece intencional e no momento em que a bola lhe toca no braço, este está numa posição natural e colada ao corpo

85': Luisão é expulso por derrubar Tiago Pinto, que seguiria isolado para a baliza - decisão certa, existe falta e não havia qualquer jogador do Benfica entre o local do lance e a baliza

90'+5: No segundo golo do Rio Ave existe dúvida sobre a legalidade da posição de Tarantini - decisão certa, o jogador do Rio Ave está em fora-de-jogo posicional, mas não se faz ao lance nem estorva de qualquer forma o guarda-redes do Benfica

=: se Lionn tivesse sido expulso, com o Benfica a vencer por 1-0, dificilmente o resultado não seria uma vitória dos visitantes (2)


Nacional 1-1 Porto (Manuel Oliveira)

86': Quaresma cai (fora de campo) após disputa com Camacho na área, junto à linha de fundo; o árbitro não marca penálti - decisão errada, o primeiro contacto é faltoso, pois o jogador do Nacional carrega Quaresma com o ombro num movimento perpendicular ao do jogador do Porto; no momento desse contacto, Quaresma está dentro da área

=: com um penálti a favor tão perto do fim, dificilmente o Porto não ganharia o jogo (2)


Sporting 4-1 Guimarães (Jorge Sousa)

34': Nani remata a bola contra o braço de Josué, o árbitro assinala penálti - decisão errada, o remate é à queima e o jogador do Guimarães faz um movimento de proteção; o braço está aberto mas mantido em ângulo com o corpo, não aumentando significativamente a mancha, pelo que não se pode dizer que exista intencionalidade de tirar proveito do movimento

75': Carlos Mané cai na área após disputa de bola com Nii Plange, o árbitro assinalou penálti - decisão certa, o jogador do Guimarães carrega Mané com o corpo todo para ganhar posição

81': Paulo Oliveira vê o 2º amarelo por derrubar Tomané - decisão errada, há de facto falta devido a um choque, mas é uma falta normal que nem traz perigo imediato, já que a bola estava a ser passada para um colega que estava numa posição mais lateral

82': No golo do Guimarães, há dúvidas em relação à posição de Kanu - decisão errada, o golo devia ser anulado, pois no momento em que o livre é batido Kanu ligeiramente adiantado; o facto de a bola ressaltar na barreira não muda o facto de ter tirado proveito de uma posição irregular, pelo que o golo devia ter sido anulado

=: apesar dos erros, arbitragem sem influência no resultado



Estatísticas da jornada



Estatísticas acumuladas



Classificação



Jogos com influência da arbitragem no resultado



Erros de arbitragem com o resultado em aberto



Erros de arbitragem com o resultado em aberto agrupados por árbitro, desde 2013/14





Links para jornadas anteriores

25ª J: Benfica - Rio Ave; Marítimo - Sporting; Porto - Arouca: LINK
24ª J: Braga - Porto; Arouca - Benfica; Sporting - Penafiel: LINK
23ª J: Benfica - Estoril; Porto - Sporting: LINK
22ª J: Moreirense - Benfica; Sporting - Gil Vicente; Boavista - Porto: LINK
21ª J: Porto - Guimarães; Belenenses - Sporting; Benfica - Setúbal: LINK
20ª J: Moreirense - Porto; Sporting - Benfica: LINK
19ª J: Benfica - Boavista; Arouca - Sporting; Porto - P. Ferreira: LINK
18ª J: Sporting - Académica; Marítimo - Porto; P. Ferreira - Benfica: LINK
17ª J: Penafiel - Porto; Marítimo - Benfica; Sporting - Rio Ave: LINK
16ª J: Benfica - Guimarães; Porto - Belenenses; Braga - Sporting: LINK
15ª J: Sporting - Estoril; Gil Vicente - Porto; Penafiel - Benfica: LINK
14ª J: Porto - Setúbal; Benfica - Gil Vicente; Nacional - Sporting: LINK
13ª J: Sporting - Moreirense; Porto - Benfica: LINK
12ª J: Boavista - Sporting; Benfica - Belenenses; Académica - Porto: LINK
11ª J: Sporting - Setúbal; Académica - Benfica; Porto - Rio Ave: LINK
10ª J: Nacional - Benfica; Sporting - P. Ferreira; Estoril - Porto: LINK
9ª J: Benfica - Rio Ave; Guimarães - Sporting; Porto - Nacional: LINK
8ª J: Arouca - Porto; Sporting - Marítimo; Braga - Benfica: LINK
7ª J: Penafiel - Sporting; Porto - Braga; Benfica - Arouca: LINK
6ª J: Sporting - Porto; Estoril - Benfica: LINK
5ª J: Benfica - Moreirense; Gil Vicente - Sporting; Porto - Boavista: LINK
4ª J: Setúbal - Benfica; Sporting - Belenenses; Guimarães - Porto: LINK
3ª J: Porto - Moreirense; Benfica - Sporting: LINK
2ª J: Paços Ferreira - Porto; Sporting - Arouca; Boavista - Benfica: LINK
1ª J: Porto - Marítimo; Académica - Sporting; Benfica - Paços Ferreira: LINK

quinta-feira, 26 de março de 2015

A entrevista de Carlos Vieira à Sporting TV

Ontem, no Grande Jornal da Sporting TV, foi feita uma entrevista a Carlos Vieira, vice-presidente da área financeira do Sporting. Para quem não teve oportunidade de ver, fica aqui a entrevista completa.


Não foi uma entrevista na qual se tenham conhecido grandes novidades, mas gostaria de destacar dois pontos:

1. Fica subentendido que o facto de o Sporting ficar em 3º lugar (e como tal não garantir o apuramento direto para a Champions) não irá condicionar o investimento no plantel do próximo ano. O que poderá acontecer é - no caso de falharmos o apuramento à fase de grupos da Champions - o clube ser obrigado a vender jogadores para adequar os custos do plantel às receitas que sobram.

2. Os números já eram conhecidos, mas os quadros que foram mostrados pela entrevista conseguem sempre chocar-me. E convêm relembrá-los, para não nos esquecermos nunca da herança que foi deixada por uma sequência de direções irresponsáveis e incompetentes - que acumularam €180M de prejuízo entre 2009 e 2013.



Depois, a imensa redução de custos com pessoal e fornecimentos e serviços externos que foi necessário realizar. É incrível o que gastávamos em pessoal, não só no plantel mas principalmente nos restantes quadros da SAD - dirigentes, técnicos e outros funcionários: em 2011/12 custavam €19M, ou seja, quase tanto como custaram os salários de todos os jogadores durante a época passada. 

Em €12M de reduções anuais, é normal que se tenham criado muitos anticorpos em alguns daqueles que foram afetados. Como é evidente, isso não justifica a imensidade de críticas gratuitas que nos habituámos a ouvir ao longo dos últimos dois anos a partir de determinadas bocas, mas ajuda definitivamente a percebê-las. E sabemos que a crítica destrutiva funcionam como os assobios no estádio: basta uma pequena minoria para fazer um barulho estridente.


Viver bem com a ilegalidade

No passado sábado, Bernardo Ribeiro, diretor adjunto do Record, escreveu um excelente artigo de opinião sobre a questão dos jogadores emprestados que são impedidos de jogar contra os clubes com quem têm contrato:


Tem razão Bernardo Ribeiro ao escrever que já fede a novela dos jogadores emprestados que invariavelmente arranjam complicações nas vésperas de defrontar os seus clubes de origem. Depois de tantos e tantos casos, já nem o mais ingénuo e fanático dos adeptos acredita nas lesões, gripes, e virus que de forma tão previsível e conveniente assolam certos jogadores em momentos chave da temporada.

Não há melhor prova para perceber a perversidade da situação do que assistir às discussões entre benfiquistas e portistas à volta deste tema: nem uns nem outros se dão ao trabalho de defender a inocência do seu clube, preferindo realizar uma contabilização das ocorrências que demonstre que são os outros que violam mais vezes os regulamentos. Não é, portanto, uma questão de acreditar que a postura do seu clube é a correta - têm perfeita consciência de que é errada -, mas apenas de tentar demonstrar que os outros são maiores prevaricadores do que eles próprios.

A falta de méritos deste tipo de discussão é evidente, e faz tanto sentido como se de repente Duarte Lima pedisse a um juiz para ser libertado por ter sido menor burlão do que Oliveira e Costa. 

Perante tamanha evidência da total ineficácia da atual regulamentação dos jogadores emprestados - reconhecida e criticada por todos -, será completamente absurdo (mesmo para os padrões do futebol português) se a Liga não fizer alterações que entrem em vigor já na próxima época e devolvam alguma da verdade desportiva que se foi evaporando à custa de casos deste tipo.

A solução mais radical (e mais justa) passaria por proibir totalmente os empréstimos a clubes da mesma divisão. Nem Benfica nem Porto tirariam o proveito de ver jogadores que fortaleceriam os clubes mais pequenos apenas contra os seus rivais, como também os clubes mais pequenos que não têm relações privilegiadas com Vieira e Pinto da Costa deixariam de ver os seus concorrentes reforçarem-se com jogadores de qualidade superior sem sequer terem que lhes pagar os salários.

Em alternativa, pode-se proibir a utilização dos mesmos contra os clubes de origem, mas estabelecendo um limite máximo de empréstimos concedidos e recebidos. Por exemplo, nenhum clube poderia emprestar mais que um total de 4 ou 5 jogadores a equipas da mesma divisão, nem nenhum clube poderia receber emprestados mais que 2 jogadores de outros clubes nacionais. Isto daria alguma flexibilidade aos clubes mais fortes de proporcionarem um estímulo competitivo superior a alguns dos seus jogadores mais jovens, sem distorcerem demasiado o equilíbrio competitivo da liga.

Para além de repor alguma da verdade desportiva, estas medidas também teriam a vantagem de encorajar os grandes a comprarem menos e melhor. Alguém já parou para fazer as contas de quanto custam (entre investimento na aquisição e salários suportados) os jogadores emprestados? Por exemplo, só o Porto tem pelo menos os seguintes jogadores sob contrato a jogarem noutros clubes (em Portugal e no estrangeiro): Otávio, Ivo Rodrigues, Sami, Rolando, Opare, Kelvin, Varela, Carlos Eduardo, Ghilas, Pedro Moreira, Izmailov, Djalma, Abdoulaye, Licá, Josué, Kléber, Bolat, Walter, Quiñones, Kayembe, Stefanovic, Mauro Caballero, Júnior Plus e Rúben Alves. Suficiente para construir um plantel inteiro, que provavelmente até lutaria pelos lugares europeus.

Mas o mais frustrante de toda está novela é saber que mesmo que se façam alterações às regras, Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira procurarão sempre contornar as alterações regulamentares que venham a ser estabelecidas - é sabido que nem um nem outro olham a meios para atingir os seus fins. Como tal, não espantaria que perante uma limitação de jogadores emprestados começassem a proliferar cedências a la Deyverson e Miguel Rosa. Neste momento, o Benfica já se comporta como um verdadeiro fundo de investimento para o Belenenses (roubando as palavras que Rui Santos escreveu no Record de sábado). Deverá ser uma questão de tempo para o Porto começar a fazer o mesmo.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Os pioneiros do croquetismo

No último Futebol de Perdição, José de Pina vestiu a pele de historiador e deu a conhecer um dos motivos (que eu desconhecia) que estiveram na origem da fundação do Sporting Clube de Portugal. Vale a pena ver.


Capas que não fizeram história, nº 48: A diferença entre celebrar e registar

Hoje, um jornal desportivo português fez questão de se associar a um momento especial da carreira de um jogador, por ocasião da sua 100ª internacionalização. Capricharam: nome do jogador em grande destaque, fotografia em pose, várias citações do jogador. E ainda com direito a um mimo especial: uma caricatura comemorativa emoldurada - chave na mão, portanto, pronta a ser pendurada lá em casa. Provavelmente até lhe entregaram um amigo do senhorio e um martelo para que nada lhe falte.

Há cerca de dois anos e meio, um outro jogador cumpriu a sua 100ª internacionalização. Nessa ocasião, o mesmo jornal desportivo português limitou-se a registar o facto. Não se associou a nada. Justiça seja feita, agradeceram ao jogador e até lhe deram um bom espaço da capa. Mas sem citações, sem balanços de carreira, sem planos para o futuro, sem mimos. E só no próprio dia do jogo em que a 100ª internacionalização seria atingida - já que nos dias anteriores fizeram capas com Futre, Vieira e Moniz com ainda maior destaque. 

Os dois jogadores em causa não poderiam ter percursos mais distintos: um já era na altura um dos melhores jogadores portugueses de sempre, apesar de ainda ter muitos anos de carreira pela frente; o outro é um bom jogador uruguaio, mas cujo impacto no futebol moderno em geral (e no português em particular) é uma migalha quando comparada com o percurso do outro.

Um dos melhores jogadores portugueses da história e um dos maiores ídolos do futebol moderno, contra um jogador estrangeiro que só é conhecido em Portugal e no seu país de origem. Uma capa que celebra a ocasião com toda a pompa e circunstância, outra que regista o facto e pouco mais. Pergunta de algibeira: qual dos jogadores teve direito à capa mais festiva?


Manhã de luxo

terça-feira, 24 de março de 2015

A Conspiração Contra o Sporting: 3ª parte



13 de setembro de 2013

Evitámos a saída de duas das nossas maiores promessas juvenis: o Moreto e o Sambú. Os pais deles disseram que tinham uma proposta milionária pelos dois de outro clube português. O Diogo Matos usou todo o seu poder de argumentação e conseguiu convencê-los a assinar um contrato profissional. Saiu caro, no entanto. Ficam com um salário superior a alguns jogadores da equipa principal, e tivemos que dar emprego aos pais. Qualquer dia temos mais funcionários na academia do que jogadores...


11 de outubro de 2013

O Porto apresentou o relatório e contas relativo à época de 2012/13. Apesar de termos vendido o Bruma por €5M, aparece lá que os custos total da operação foram de €8,5M, com €3,5M de custos de intermediação. É estranho, já que o negócio foi feito diretamente entre o Sporting e o Porto. Começo a desconfiar que no meio disto o Baldé e o Bebiano estão hoje muito mais ricos e eu é que acabei por ser enganado...


3 de janeiro de 2014

O pai do Dier acabou de me dizer que o Tottenham vai bater a cláusula de 5 milhões. Por esta é que não estava à espera. Parece que o miúdo está farto de jogar a médio, e quer ir para um sítio onde se possa desenvolver como central. Aqui entre nós, até o compreendo...


8 de janeiro de 2014

O Elias voltou. Calha bem, porque até pode fazer a posição que era do Dier. O problema é que vai rebentar ainda mais com o orçamento. Ainda estamos no princípio de janeiro e já gastámos €22,5M...


25 de janeiro de 2014

Acabámos de ser eliminados pelo Porto da Taça da Liga. A poucos minutos do fim estávamos na frente do grupo, mas o Porto acabou por marcar um golo já depois de o nosso jogo ter terminado. Foi azar. Parece também que o Fernando se magoou no aquecimento, que foi o que atrasou o início do jogo deles. Tenho que telefonar ao Jorge Nuno para desejar as melhoras, o Fernando é muito bom rapaz e não merece a má sorte que teve...


11 de maio de 2014

Conseguimos! Ao vencermos na última jornada o Estoril por 1-0, conseguimos ultrapassá-los na classificação e garantir o 3º lugar e a pré-eliminatória da Champions. Com isto acabamos a 19 pontos de Porto e Benfica, que decidem logo quem será o campeão no Dragão. Foi uma época tremendamente positiva, depois de termos vindo do pior ano desportivo de sempre.


13 de maio de 2014

O Paulo Bento anunciou os 30 jogadores de onde sairão os convocados para o mundial. O Sporting só colocou um jogador: o Ilori. Estava também com esperanças que o João Mário fizesse parte da lista, mas o Paulo Bento preferiu o Adrien, que fez uma boa época no Lyon. A propósito, está na altura de retomar as conversas da renovação com o Ilori.


15 de maio de 2014

O Ilori continua a dizer que não renova. Não sei que mais o rapaz quer... já o ameacei que o proíbo de treinar no último ano de contrato, mas ele parece irredutível.


11 de junho de 2014

Depois de várias reuniões para negociar a renovação, o Jesualdo acaba de me dizer que decidiu não continuar no Sporting. Bonito... Vou ter que arranjar novo treinador. Estava a pensar no Marco Silva, mas o Jesus foi para o Milan e o Benfica no dia a seguir já o tinha contratado. Vou tentar o Rui Vitória.


12 de junho de 2014

O Rui Vitória recusou. Diz que está de corpo e alma no Guimarães. Há rumores que dizem que é o backup plan do Vieira caso o Marco Silva não se dê bem... vamos ver se é verdade. Vou agora tentar o Nuno Espírito Santo.


13 de junho de 2014

Nuno Espírito Santo no Valência... raios! Vou tentar o Paulo Fonseca.


14 de junho de 2014

Paulo Fonseca acabou de assinar pelo Braga. Parece bruxedo.


21 de junho de 2014

Reuni hoje com o Nélio Lucas, que me apresentou uma proposta do Manchester United pelo Rojo de €15M. Tive que aceitar, uma vez que o fundo tem 75% do passe dele. Tudo espremido, não sobra quase nada para nós. A boa notícia é que o Nélio diz que me coloca no Sporting o Brahimi por um preço de amigo. O valor de mercado é €20M, mas podemos ficar com 20% do passe por apenas €3,5M. Ainda bem que cultivo estas boas relações com a alta finança do futebol, ainda nos vão valer grandes sucessos no futuro. O salário é alto mas estamos mesmo a precisar de um extremo consistente, o Jeffren está sempre lesionado.


24 de junho de 2014

Não podia esperar mais, por isso tive que optar por um treinador disponível e com menos mercado. Mas por outro lado é uma velha raposa do futebol: Manuel José. Acho que ele não vai muito com a minha cara, mas nota-se que estava desesperado por arranjar um clube. Mas o melhor disto tudo é que o Manuel José me recomendou o 10 de que tanto precisamos: um egípcio, com fama de ter uma técnica espantosa. Shikabala, parece que é assim que se chama. Já marquei uma reunião com o empresário dele, cheira-me que daqui a uma semana temos o negócio fechado.


30 de junho de 2014

A banca exigiu hoje de manhã que a minha direção fizesse um esforço muito superior no sentido de conter os custos. Como a SAD vai apresentar prejuízos na ordem dos €30M, agora querem que eu baixe o orçamento do futebol para €25M e que despeça 30 a 40% dos funcionários, caso contrário fecham a torneira do dinheiro. Para além de ser uma meta impossível, é uma pressão inaceitável. Depois de todos os sacrifícios pessoais que fiz, depois da recuperação desportiva notável que realizei, não posso aceitar que me chantageiem desta forma. A minha resposta foi categórica: NÃO ACEITO! Falei com o PMAG e pedi-lhe para marcar novas eleições para daqui a 3 meses. Se os bancos querem outra pessoa, vão tê-la. Para mim chega! Que venha o Bruno, para verem o que vai acontecer. Daqui a um ano o clube fecha as portas, e não vai ser o meu nome que ficará ligado a esse momento. O clube até pode acabar, mas eu continuarei um homem do futebol por muitos e bons anos. De certeza que não faltarão outros clubes que encontrem forma de aproveitar devidamente todos os meus talentos.

A Conspiração Contra o Sporting: 2ª parte



21 de maio de 2013

Comuniquei ao Bruma, ao Catió e ao Bebiano a decisão de vendermos o jogador ao Porto por €6M. Aceitaram bem a notícia que lhes dei e não colocaram quaisquer objeções. Fiquei apenas um pouco incomodado por não se terem mostrado minimamente surpreendidos quando lhes falei no destino que tinha arranjado ao Bruma. Aquilo é que é uma boa cara de poker, até dava a sensação de que já sabiam aquilo que tinha para lhes dizer...


22 de maio de 2013

A venda do Bruma está fechada e assinada. As reações dos sócios não foram boas, já tenho um aglomerado de gente lá fora a protestar. Cambada de ingratos, não percebem a dificuldade que foi conseguir sair com algum dinheiro (e as mais-valias futuras) nestas condições? O tempo há de me dar razão.


24 de maio de 2013

O Porto anunciou hoje que vendeu o Moutinho e o James em pacote ao Mónaco. O James ficou avaliado em €40M e o Moutinho em €25M, o que é surpreendente considerando a magnífica época do Moutinho e a segunda metade de época frouxa do James. Espera... isto significa que... as mais-valias a que tínhamos direito do Moutinho... oh, raios... se calhar não foi assim tão boa ideia ficar com 25% das mais-valias do Bruma...


10 de junho de 2013

Depois de semanas de especulação, só agora é que os nossos rivais definiram quem será o seu treinador. O Benfica lá acabou por renovar com o Jesus, e o Porto teve que se contentar com a sua 2ª escolha: Leonardo Jardim. Pode ser que estas definições tardias nos dêem alguma vantagem sobre eles.


18 de junho de 2013

Renovação do Ilori: conversei pessoalmente com o rapaz, mas ele parece mesmo determinado em não assinar um novo contrato. Falei com o Jesualdo e concordámos em manter o miúdo no plantel. O Jesualdo está determinado em transformar o Dier num médio de excelência, e conta com a dupla Rojo / Ilori para o centro da defesa. Tenho esperança que o Ilori mude de ideias quando vir que estamos a apostar nele sem reservas. Vai certamente reconhecer o nosso empenho em desenvolvê-lo e acabará por perceber que a renovação será a melhor solução para todos.


28 de junho de 2013

Ando a fazer contas para conseguir reduzir o orçamento do futebol para €30M, mas não está fácil. Juntos, o Onyewu, Boulahrouz, Elias, Bojinov, Gelson, Schaars, Jeffren, Capel, Miguel Lopes, Adrien, Rui Patrício e Labyad ganham mais de €20M. E o pior é que não há propostas de venda por quase ninguém...


30 de junho de 2013

Primeiros casos resolvidos: o Jorge Mendes ajudou-me a colocar o Rui Patrício por €10M e o Adrien por €5M. Aconselhou-me também a contratar um tal de Andres Fernandez para substituir o Rui na baliza. Custa apenas €2,5M. Nunca o vi jogar mas se o Jorge recomenda é porque só pode ser bom. Tratarei disso nos próximos dias. E consegui emprestar o Bojinov ao Parma por dois anos, ficamos só a pagar-lhe 50% dos salários e o Parma é obrigado a comprar o jogador no final do empréstimo. As coisas estão a começar a compor-se.


12 de julho de 2013

Gosto muito do Jesualdo, mas há coisas que sinceramente não compreendo. Percebo que tente apostar no Dier como médio, mas agora parece decidido em transformar o puto que voltou da Bélgica, o William Carvalho, em central. Já temos o Rojo, o Ilori, o Boulahrouz e o Onyewu. Para que precisamos de mais um? E duvido que o William alguma vez dê um central decente. Aliás, não me parece que tenha grandes hipóteses de ficar no plantel, mesmo como médio... Mas enfim, são opiniões que mantenho para mim, o Jesualdo é que é o treinador. 


31 de julho de 2013

Foi um dia complicado. Anunciámos as primeiras dispensas, é sempre difícil ver a cara de desilusão dos rapazes. Como suspeitava, o William não conseguiu convencer o Jesualdo. É pena, é um miúdo com a cabeça no lugar. Espero que tenha sorte na carreira. Vendi-o ao Arouca por €200.000.


10 de agosto de 2013

Por esta é que não esperava. Não é que o Arouca emprestou o William ao Porto até ao final da época, com opção de compra de €300.000? Diz que o Leonardo Jardim vê nele potencial para ser um bom trinco. A ver vamos...


14 de agosto de 2013

O Nélio Lucas, CEO da Doyen, acaba de me oferecer o Adrián Lopez! Que craque! €11M por 60% do passe é uma pechincha. A Doyen fica com os outros 40%. O salário é de €3M / ano, mas é daqueles jogadores que certamente farão a diferença. Só tenho que convencer os administradores da banca a darem o aval à contratação.


15 de agosto de 2013

Consegui autorização para a contratação do Adrián, desde que consiga arranjar os €14M (o valor correspondente à contratação e ao salário de um ano) durante esta semana. Vai ser um pesadelo, mas um jogador deste nível vale o esforço.


20 de agosto de 2013

Consegui o dinheiro, vendendo as seguintes percentagens de passes: 
  • ao Sporting Portugal Fund: 40% do Ilori, 20% do Tobias e do Iuri e 50% do Dier por €8M;
  • à Holdimo: 25% do Cédric e 20% do Carrillo por €3M;
  • à Quality Ireland: 30% do Labyad por €3M.

O Adrian já cá canta!



21 de agosto de 2013

Dia de estreia na Liga, em casa contra o Arouca. A SportTV impôs o jogo a uma 2ª feira à noite, não pude fazer nada para o evitar. Atendendo ao dia e hora, a assistência acabou por não ser má, com cerca de 25.000 pessoas no estádio. Ganhámos à tangente, por 2-1, mas o que importa é que os 3 pontos já cá cantam.


(continua)

A Conspiração Contra o Sporting

"A Conspiração Contra a América" é uma obra de ficção de Philip Roth, em que o autor faz um exercício daquilo que poderia ter acontecido se Charles Lindbergh, um forte opositor à entrada dos EUA na guerra e suspeito de ser anti-semita e simpatizante do regime nazi, se tivesse candidatado à presidência dos EUA e ganho as eleições de 1940 - ou seja, numa altura em que os EUA ainda não estavam diretamente envolvidos na II Guerra Mundial - em vez de Franklin Roosevelt.


Como passam dois anos desde as eleições que levaram de Bruno de Carvalho à presidência do Sporting, vou adaptar ao Sporting a ideia do livro acima mencionado, fazendo um exercício (caricaturado e do ponto de vista do protagonista) daquilo que poderia acontecer caso Peyroteo Couceiro tivesse vencido as eleições.

Como o texto é muito longo vou dividi-lo em 3 partes, que serão publicadas ao longo do dia.

(os meus agradecimentos ao @captomente, a ideia surgiu-me por causa de uma conversa que tivemos no Twitter)


Madrugada de 24 de março de 2013

Foi à tangente, mas consegui! Sou o novo presidente do Sporting! A contagem dos votos acabou há minutos no meio de muita tensão, e a minha lista alcançou 47,82% dos votos. Não é uma maioria mas foi suficiente para ganhar, graças aos votos brancos e nulos. Estou exausto, mas está na hora de dar uma palavras de agradecimento aos meus apoiantes. O Dr. Ricciardi, o Carlos Barbosa e o Rui Oliveira e Costa sugerem que faça o meu discurso num lugar um pouco mais recatado, porque já bastou a confusão durante o tempo em que estivémos a aguardar os resultados das recontagens de votos. Acho que vou seguir o conselho deles. Sei que ainda estão muitos sócios lá fora, mas estar a ir agora para o exterior do estádio, com este frio, é meio caminho andado para apanhar uma gripe. E aquilo de que o Sporting menos precisa neste momento é que o seu novo presidente fique de cama logo nos primeiros dias de mandato!


26 de março de 2013

Depois de um dia passado em repouso, estou totalmente restabelecido e pronto para deitar mãos à obra! Primeira tarefa: convencer Jesualdo Ferreira a continuar como treinador principal na próxima época.


27 de março de 2013

A conversa com Jesualdo foi rápida e produtiva. Disse-lhe que é vital para o meu projeto e que é o homem certo no lugar certo. Apesar daquela fachada impenetrável, penso que o comovi com o meu discurso. Aceitou logo que lhe garanti os poderes alargados que pediu para a gestão do futebol.


30 de março de 2013

Não dormi esta noite. Passei os últimos dias a pôr-me a par da situação financeira da SAD. Nunca pensei que fosse tão assustadora. Os salários de janeiro ainda estão por pagar. Não temos dinheiro em caixa e as receitas mais imediatas estão hipotecadas. O Nobre Guedes diz que é normal, que está tudo previsto e que se resolverá tudo assim que reunirmos com a banca. Espero que tenha razão.


10 de abril de 2013

Que alívio! Já há dinheiro para pagar os salários em atraso e para as necessidades de tesouraria dos próximos meses. As negociações com a banca foram duríssimas mas finalmente chegámos a um acordo. Tive que deixar cair a auditoria interna mas, aqui entre nós, não se perde grande coisa. Aquilo só ia dar chatices. De resto, apenas tive que ceder dois lugares da administração da SAD para o BES e BCP. Pagava para ver se o Bruno alguma vez conseguiria um acordo tão bom como este.


21 de abril de 2013

Derrota por 2-0 na Luz. Depois de ganhar em Braga e ao Moreirense, perdi hoje pela primeira vez (como presidente, claro). Fui muito bem recebido pelo Luís Filipe na tribuna. Gente civilizada, sem dúvida. Apesar da derrota, bom jogo da equipa. A arbitragem foi péssima, mas como o Jesualdo já disse que o Capela manchou o trabalho e teve falta de coerência, não vale a pena estar a acrescentar mais nada publicamente. Até parecia mal.


3 de maio de 2013

Está consumada a minha primeira contratação como presidente! Seguindo o parecer do Jesualdo, acionei junto do Beira-Mar a cláusula de opção do Joãozinho por 1 milhão, e assim assegurámos um lateral de muita qualidade para os próximos anos. Há uns dias o Nelson Almeida ofereceu-me o Jefferson, do Estoril, mas recusei. Podia até ser mais barato que o Joãozinho, mas não vou gastar dinheiro num jogador só porque sabe bater livres e cruzar wbolas. Para fazermos assistências já temos o Bruma. Por falar em Bruma, vou reunir-me na próxima semana com ele para fecharmos a renovação - já há um acordo de princípio que o Godinho alinhavou. Em 10 minutos assinamos e fechamos tudo. 


10 de maio de 2013

Por esta é que não esperava. O Bruma não compareceu na reunião. Veio só o tutor dele, que me disse que afinal os €1,2M anuais que tinha combinado com o Godinho já não chegam. Agora quer €2M anuais, 25% do passe e um prémio de assinatura de €1,5M. E ameaça dar o último ano de contrato como nulo, o que significa que pode sair já no final de junho! Como é evidente, tive que ceder às pretensões dele. Não o podia deixar sair a custo zero.


12 de maio de 2013

Inacreditável. Os administradores da SAD nomeados pela banca vetaram as condições de renovação que acertei com o Catió Baldé. Dizem que é muito dinheiro para um miúdo de 18 anos. Telefonei ao Catió para nos reunirmos novamente, tenho que convencê-los a baixarem as exigências.


14 de maio de 2013

Desta vez o Catió veio acompanhado de um advogado chamado Bebiano, que me pareceu uma pessoa razoável e que está genuinamente interessado em arranjar uma boa solução para todas as partes. Bebiano também não cede nas exigências contratuais, mas deu-me a sua garantia pessoal que não divulgarão publicamente que o contrato terminará no final do mês, de forma a que eu possa encontrar um clube comprador do passe. Pode ser que assim ainda o consiga vender por uns milhões. É bem melhor do que ficar de mãos a abanar.


16 de maio de 2013

Que bela surpresa! Logo pela fresca recebi um telefonema do Jorge Nuno, que queria pôr a conversa em dia. Foi uma longa conversa em que falámos de tudo um pouco. A certa altura ele começa a falar nas dificuldades que está a ter para renovar contrato com o Fernando, e pergunta-me se também ando com problemas semelhantes com os meus jogadores. Falámos um bom bocado sobre os dossiers de renovação que temos em aberto. Foi bom conversar com ele sobre este tema. Só nós sabemos o quão difícil é gerir um clube de futebol...


17 de maio de 2013

A conversa telefónica de ontem foi de tal forma agradável que o Jorge Nuno me voltou hoje a telefonar. Disse-me que amanhã vem a Lisboa para uma reunião e perguntou-me se podíamos almoçar juntos. Voltou a falar na renovação do Fernando... como nunca dá ponto sem nó, começo a pensar que quer fazer alguma troca de jogadores connosco. O almoço ficou marcado para o Gambrinus.


18 de maio de 2013

Tal como imaginava, o Jorge Nuno queria mesmo uma troca. Não consegue renovar com o Fernando, e perguntou-me se nós estamos interessados nele. Já estava mesmo a ver que era isso, e atirei com o nome do Bruma para cima da mesa, seria perfeito para os dois clubes. O Jorge Nuno mostrou-se apenas moderadamente interessado, mas continuámos a falar nessa possibilidade. O problema foi quando ele me disse que o Fernando quer €4M de salários por ano... tive logo que lhe dizer que não tínhamos capacidade para isso. Felizmente, o Jorge Nuno tentou arranjar uma solução alternativa para o meu problema e acabou por me oferecer €7,5M pelo Bruma. Fiz-me de difícil por um bocado e sugeri €5M, mas com 25% das mais-valias de uma futura venda. Fechámos negócio, que acaba por ser um mal menor. Já telefonei ao Bebiano a pedir a marcação de uma reunião para dia 21. Espero que não se oponham, começo a ficar com pouco tempo para fechar este dossier.


19 de maio de 2013

Com a vitória em Aveiro concluímos o campeonato em 7º lugar, que é a pior classificação de sempre, e nos deixa de fora das competições europeias na próxima época. Era difícil fazer melhor, atendendo que estávamos em 10º quando peguei na equipa. Para o ano a conversa será outra.


(continua)

segunda-feira, 23 de março de 2015

15 faltas cometidas, 6 cartões

1º amarelo, mostrado a Miguel Lopes. Falta dura e desnecessária, sem intenção de jogar a bola. Parece-me correto.



2º amarelo, mostrado a Adrien. No estádio não tive dúvidas que foi mal mostrado. Continuo com a mesma opinião: se isto é amarelo, qualquer lance dividido entre dois jogadores que acabe com um embate de pés ou de pernas deveria ser admoestado. Graças a este cartão, Adrien fica suspenso e não pode jogar em Paços de Ferreira.


3º amarelo, mostrado a Paulo Oliveira. Parece-me bem mostrado.


4º amarelo, mostrado a William Carvalho. Indiscutível.


5º amarelo, o 2º para Paulo Oliveira. Parece-me um amarelo muito forçado.


6º amarelo, mostrado a Carlos Mané. Os dois jogadores levantam o pé, mas Mané é mais rápido e consegue jogar primeiro a bola. Não faz sentido mostrar-se um cartão por isto.


Num jogo que foi disputado sem dureza excessiva e que registou apenas 25 faltas (15 do Sporting e 10 do Guimarães), os 6 cartões mostrados ao Sporting foram um absoluto exagero. 3 foram bem mostrados, outros 3 poderiam ter ficado no bolso do árbitro. O Guimarães viu 3 cartões, e o de Plange também foi exagerado (o facto de cometer penálti não significa necessariamente que tenha que ver amarelo).

No fundo, mais um bom exemplo da praga que tem sido o rigor disciplinar que os árbitros nos dedicam. Somos neste momento a 4ª equipa da liga que mais cartões vermelhos viu: Boavista 11, Setúbal 10, Penafiel 9, Sporting e Gil Vicente 8.

Em amarelos ocupamos uma modesta 8ª posição, com 78 cartões, mas estamos apenas a 5 do 4º classificado. Se os árbitros continuarem com a mão quente acredito que ainda lá chegaremos.

We interrupt this program to bring you a very important announcement

Meet Nuno, son of Alexandre, son of Jorge Nuno.

(obrigado @VeDrIx7!)





O cruzamento de Carrillo


No plano da repetição, vejam a expressão do Marco Silva ao fundo... parecia que estava a adivinhar que isto ia acontecer. (obrigado, André)

MVPs


Números da época:

Nani: 11 golos e 7 assistências.
Carrillo: 7 golos e 11 assistências.

Vitória formosa e segura

E ao 14º jogo em Alvalade para o campeonato, finalmente uma vitória tranquila. Não tendo sido uma exibição primorosa nem estando isenta dos habituais percalços que parecem não nos querer largar, o Sporting conseguiu uma exibição segura e eficaz que resolveu a partida em apenas 45 minutos. Na segunda parte deu para gerir o jogo, apesar de alguns momentos displicentes que devolveram ao Guimarães alguma da confiança perdida pelas ocasiões de perigo que geraram, mas nada que alguma vez colocasse em causa a indiscutível vitória do Sporting.

Curiosamente, estas duas últimas vitórias revelaram um leão a jogar mais pelo seguro e frio no aproveitamento das oportunidades que cria. Menos quantidade, mais qualidade e menos risco. Nada contra: valeu-nos 6 pontos em 6 possíveis, e o meu sistema nervoso agradece a gentileza.



Positivo

A assinatura de João Mário na vitória - marcou o primeiro, assistiu Nani para o remate que daria origem ao 1º penálti, e fez o passe para Mané no lance do 2º penálti. Fez uma excelente primeira parte, quer a defender quer a atacar, baixando depois de rendimento na 2ª parte, tal como o resto da equipa. Foi, na minha opinião, o melhor em campo.

O raçudo Miguel Lopes - está inevitavelmente ligado à vitória pela sua participação nos três primeiros golos da equipa: no primeiro ao recuperar a bola e ultrapassar com determinação um adversário para depois entregar a Carrillo; mandou uma bomba à barra que esteve na origem do penálti do 2-0; e fez um cruzamento milimétrico para Slimani picar o ponto. Para além disso, entendeu-se com Carrillo numa dinâmica muito interessante no corredor direito, de onde surgiram a maior parte dos nossos lances de perigo. Não esteve exemplar a defender, mas no global teve uma exibição muito positiva.

A execução de Carrillo no cruzamento para João Mário - fabuloso. E mais uma assistência para a contabilidade do peruano. Para quando a renovação?

A segurança de Ewerton - aposta ganha de Marco Silva, foi o melhor jogador do nosso setor defensivo. Nas situações de um contra um conseguiu sempre resolver sem problemas, e esteve também muito bem nas bolas aéreas. 


Negativo

Mais um golo sofrido ridículo para a coleção - livre para o Guimarães. A bola bate na barreira, e ressalta num arco altíssimo que acaba por cair à entrada da pequena área. Rui Patrício teve mais que tempo para sair dos postes e apanhá-la ou socá-la para outras paragens, mas por algum motivo que não compreendi preferiu ficar entre os postes. Quando a bola termina o seu percurso descendente, Kanu dá-lhe um toque frouxo de cabeça que a encaminha para uma zona onde está um companheiro seu e Jefferson. Falham ambos o pontapé e a bola continua placidamente o seu caminho até repousar nas redes da baliza. Para piorar o absurdo da situação, foi pelo menos a terceira vez na época em que sofremos um golo na marcação de uma falta que nos reduziu a 10: aconteceu o mesmo quando Maurício viu o 2º amarelo contra o Schalke na Alemanha e quando Tobias foi expulso contra o Penafiel.

Tolerância zero - é possível que um sportinguista esteja insatisfeito com a arbitragem apesar dos dois penáltis assinalados (não tenho dúvidas no 2º, preciso de rever o 1º) a favor? Sim, é, pelo menos comigo. Foi um festival de cartões que não encontra qualquer justificação plausível no nível de correção com que a partida se disputou. Se Jorge Sousa tivesse sido o árbitro do Barcelona - Real Madrid e aplicasse o mesmo critério que vimos em Alvalade, o clássico espanhol teria acabado pelo menos com três expulsões para cada lado. Ainda sem ter revisto na televisão os lances em que foram mostrados cartões, o segundo amarelo a Paulo Oliveira pareceu-me de um rigor excessivo, não tive dúvidas no estádio - mesmo à minha frente - que o amarelo a Adrien é exagerado, e não percebi o admoestação a Carlos Mané. Junte-se a isso a falta de coerência no critério seguido em faltas semelhantes cometidas pelos jogadores do Guimarães. Resultado: em Paços de Ferreira lá teremos que apresentar a quinquagésima sétima dupla de centrais diferente em jogos oficiais esta época. Ah, e Jorge Sousa também fez vista grossa aos persistentes bloqueios que André André fazia a Rui Patrício nos cantos a favor do Guimarães.

Podem parar com os olés, faxavor? - a sério, outra vez? Não bastou o que aconteceu com o Benfica e com o Schalke (sim, fizemos os olés quando marcámos o 3-1, e pouco depois os alemães reduziram e deixaram-nos com o coração nas mãos nos 10 minutos finais)? Está longe da figura ridícula que fizeram os cabeçudos que se lembraram de colocar a faixa de "reservado" em Vila do Conde, mas é uma mania que gostaria que terminasse de uma vez por todas. Manda o sinal errado para dentro das 4 linhas. Os jogos só acabam quando o árbitro apita para o final.



Fotografia tirada durante o intervalo do jogo

Foi, em todos os sentidos, um belo fim de tarde em Alvalade. Conseguimos uma vitória expressiva que nos permitiu recuperar alguns pontos para as equipas da frente e deixar a questão do 3º lugar definitivamente arrumada. Bom ambiente para preparar o ataque à última e decisiva fase da época, após a pausa de quinze dias para os compromissos das seleções.

domingo, 22 de março de 2015

Há tendências que convêm não ser seguidas

Numa jornada em que 3 dos 4 primeiros classificados perderam pontos, o jogo de logo acaba por ser uma magnífica oportunidade de consolidar o 3º lugar e reduzir o fosso pontual para os da frente. Não que valha a pena começarmos a fazer contas de cabeça para avaliar a possibilidade de conseguirmos algo que vá para além da nossa posição atual: mesmo ganhando continuamos demasiado longe de Porto e Benfica, que dificilmente perderão pontos suficientes que nos dêem hipóteses reais de ambicionar algo mais. Jogo a jogo, é assim que temos que pensar até maio. Ganhando uma partida a seguir à outra. E no final, então será tempo de fazermos as contas.

Diz Marco Silva que não quer encarar o jogo com o Guimarães com qualquer espírito de vingança, mas espero que os nossos jogadores tenham bem presente na memória a péssima exibição que realizámos na primeira volta. É verdade que o adversário de hoje está a atravessar uma crise de resultados que contrasta drasticamente com a brilhante carreira que faziam quando os visitámos. A sua produção caiu de forma nítida após as várias mexidas que fizeram no plantel, a confiança parece ter afundado, mas... é melhor não facilitarmos. Teremos obrigatoriamente que ser colocar um nível de empenhamento igual ao superior do deles. Caso contrário, arriscamos a ter um destino semelhante ao dos nossos adversários mais diretos - uma tendência que claramente não faço questão de seguir.


Marco Silva volta a não surpreender nos convocados. Sai Cédric, por castigo, regressam William e Tobias. Ainda houve alguma esperança em ver novidades na convocatória pelo facto de Rubio e Gauld terem ficado de fora das escolhas de João de Deus, mas pelos vistos é mesmo só para lhes dar descanso.

Quanto ao onze: Miguel Lopes no lugar de Cédric é uma alteração óbvia, preferiria ver Tobias ao lado de Paulo Oliveira pelos motivos que apresentei aqui, e William retoma o seu lugar no meio-campo. Apostaria em Mané desde o início do jogo, deixando Carrillo para partir a louça a partir dos 60 minutos. Na frente, só pode ser Slimani.