quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Sporting CP: o 4-1-3-2 duplamente compacto de Jorge Jesus (premièretouche)

Para quem souber ler francês, recomendo vivamente este post do blogue premièretouche (LINK), escrito por Victor Lefaucheux (@Premieretouche), onde é feita uma análise extremamente detalhada da forma como Jorge Jesus abordou as partidas para o campeonato contra Benfica e Porto.

Destaco, em particular, os três vídeos que o post apresenta. São imperdíveis, mesmo para quem não esteja à vontade com o idioma francês (não é falado, aparecem apenas comentários escritos, que acabam por ser fáceis de perceber). Os dois primeiros mostram as dinâmicas da equipa em trabalho defensivo no jogo para o campeonato contra o Benfica, e a adaptação dessas mesmas dinâmicas no confronto com o Porto, em função das características do adversário. O terceiro aborda as dinâmicas ofensivas do Sporting, com exemplos das partidas contra o Porto e o Setúbal.

Fiz a tradução do artigo completo para português, não deixando de recomendar a quem for proficiente em francês que leia o artigo original. Os vídeos devem ser vistos em ecrã completo, pois incluem comentários escritos que não serão totalmente percetíveis numa janela pequena.

O artigo é extremamente longo, mas vale bem o tempo que consumirá a quem o ler. Os leigos da tática, como eu, irão seguramente passar a ver os jogos do Sporting de outra forma.

(obrigado, @baavin e @tonicasubtonica!)



Sporting CP: o 4-1-3-2 duplamente compacto de Jorge Jesus


Qualificado na Liga Europa, líder do campeonato português e vencedor dos dois clássicos nacionais, o Sporting tem feito até agora uma excelente época em termos de resultados. Em campo, a equipa de Jorge Jesus distingue-se por um pressing intenso em todo o terreno, e por um bloco extremamente compacto na fase defensiva.


Brilhante no seu jogo aéreo e hiper-agressivo no pressing, Islam Slimani é o símbolo de um Sporting bem sucedido esta época

Compactidade vertical: abandono da lateral oposta


Primeiro grande golpe dado pelo Sporting esta época, a vitória por 3-0 no Estádio da Luz frente ao Benfica permitiu pôr em evidência o primeiro princípio defensivo do antigo treinador benfiquista: uma enorme densidade de jogadores do lado da bola, e um bloco lateralmente muito compacto.

Começando através da atitude dos atacantes (nesse dia, Slimani e Téo) que constantemente carregavam sobre a zona central do Benfica. Regra geral, a maior parte das estratégias defensivas delineadas pelos treinadores deixa a sua linha atacante em inferioridade numérica (-1 jogador) para permitir uma superioridade noutras zonas (+1), normalmente atrás. Não é assim com Jorge Jesus, que procura constantemente criar um 2 contra 2 com os centrais adversários. Partindo do princípio que os defesas centrais são normalmente os jogadores com menos técnica de uma equipa, essa pressão (verdadeiramente) total do Sporting coloca muitas vezes os adversários em dificuldades desde o pontapé de saída, que consiste numa bola longa, seguido desse famoso pressing de dois contra dois.

O centro da defesa do Benfica a ser incomodada: o duo atacante do Sporting pressiona constantemente em 2 contra 2

Contra o 4-2-2-2 do Benfica, é no meio que o Sporting faz valer o seu ambicioso pressing. Estando William Carvalho no vértice baixo desse 4-1-3-2, a linha [Bryan Ruiz (nesse dia na meia esquerda) - Adrien Silva - João Mário] tem de controlar 4 adversários a toda a largura do terreno: os 2 laterais do Benfica e outros 2 jogadores no centro do terreno. Nesse momento, o princípio de Jorge Jesus é claro: ele abandona a lateral oposta:
  • O extremo do lado da bola pressiona o lateral do lado da bola
  • Adrien Silva pressiona o médio do lado da bola
  • O extremo oposto aperta o médio oposto
  • O lateral oposto dos adversários fica livre

Mais atrás, William Carvalho fica em cobertura; se está um 10 à sua frente, William Carvalho marca-o enquanto estiver na sua zona (ou nas vindas atrás de Jonas, no exemplo do Benfica). Dito isto, se o adversário utiliza verdadeiramente bem a largura, e se Adrien Silva estiver em dificuldades, Carvalho pode sair ao portador, com a cobertura a ser feita então por Silva, que ocupa o lugar de "líbero" do centro do terreno.

A lateral oposta está constantemente livre com este plano lateralmente compacto mas, em contrapartida, é muito difícil criar um circuito de mudança de flanco, para o espaço de rutura, para onde possa progredir o portador da bola, já que não existem soluções nas suas imediações. 

O esquema de pressing do Sporting contra o Benfica: 2x2 nos centrais adversários, 3 médios para controlar a largura, e Carvalho como líbero do centro do terreno

Compactidade vertical: aposta ambiciosa mas arriscada no fora-de-jogo

Para além desta enorme agressividade na frente, o Sporting distingue-se por jogar com uma linha defensiva particularmente alta, e uma armadilha de fora-de-jogo ambiciosa. Ao permitir deixar livres - em teoria - somente o guarda-redes e o lateral oposto adversários, Jorge Jesus posiciona a sua defesa bastante alta - quase a 40 metros da sua baliza nas fases de pressão - e aposta num cerco eficaz ao portador que permita à sua linha defensiva reorganizar-se.

Nas fases de pressão alta, a linha defensiva posiciona-se numa linha imaginária, 5 metros atrás da linha de meio-campo, tangente ao ponto mais recuado do círculo central. Assim, os defensores verdes e brancos impedem o guarda-redes adversário de "usufruir da sua liberdade" para lançar imediatamente na profundidade, como fez Ter Stegen face ao pressing total do Bayern (os defensores bávaros posicionavam-se na linha de meio-campo) na ocasião de Suarez no início do jogo.

Vimo-lo logo no princípio da partida contra o Benfica: numa mudança rápida de flanco da direita para a esquerda solicitando Eliseu, os benfiquistas chegaram a criar uma situação de desequilíbrio: o lateral português numa primeira fase avançou sobre João Mário (que não está posicionado) e pôde lançar Guedes (extremo esquerdo) nas costas de João Pereira (lateral direito) (ver o vídeo mais abaixo).

Está aqui o risco: se o adversário rompe o pressing antes de a defesa se reagrupar em bloco, o Sporting tenta forçar o fora-de-jogo no limite, enquanto o portador não estiver perfeitamente enquadrado. João Pereira fez essa ação muito perto do limite, deixando Guedes em fora-de-jogo. 

Mesmo quando o pressing do Sporting é quebrado por um drible ou uma mudança de flanco, e a defesa recua, a linha defensiva recomeça a subir para o fora-de-jogo assim que a bola é aliviada.

Mais uma vez, a dupla compactidade do bloco oferece liberdade aos laterais adversários. No entanto, a subida da linha foi sempre eficaz, apesar de arriscada: tanto Eliseu, contra o Benfica, como Maxi Pereira, contra o Porto, foram apanhados em posição de fora-de-jogo no meio-campo do Sporting aquando da subida da linha defensiva - enquanto o portador não estava enquadrado, e o recetor fora do alcance da defesa estava ainda em posição regular. 

Isto porque, antes de fazer chegar a bola até lá, é necessário efetuar a mudança de flanco, que não se consegue facilmente quando existe um pressing total à volta da bola.



Variações contra o Porto: adaptação ao 4-2-3-1 e à saída curta

Contra o FC Porto de Lopetegui, Jorge Jesus teve de fazer face a outros problemas: desta vez um meio-campo de 3 (posicionados em 2-1) [Danilo - Neves / Herrera]; e - contrariamente ao jogo contra o Benfica - uma equipa que tinha vontade de sair curto, utilizando a largura e a descida de um dos médios.

Para resolver esta equação face à identidade de jogo de Lopetegui, o treinador português adaptou o seu esquema defensivo, e propôs um esquema de pressing específico face à saída curta do FC Porto.

Esse pressing funcionava em 2 tempos, com um esquema para cada situação:

Primeiro um esquema clássico, em 4-1-4-1, para reagir à perda de bola face ao 4-2-3-1 do Porto:
  • Bryan Ruiz (parceiro de ataque de Slimani em fase ofensiva dentro do 4-1-3-2) vinha ocupar um lugar de ligação à esquerda, à frente de Danilo Pereira
  • Adrien Silva (sozinho, uma linha acima de Carvalho em fase ofensiva dentro do 4-1-3-2) posicionava-se à direita nas perdas de bola e a pressionar Rúben Neves
  • Atrás deles, William Carvalho ficava com a marcação a Herrera (vértice adiantado do triângulo), quando estava na sua zona
  • À frente, Slimani encontrava-se em 1 contra 2, frente a Maicon e Martins Indi

A transição defensiva do Sporting na perda de bola, passagem do 4-1-3-2 para 4-1-4-1: Ruiz que sai da sua posição no centro-esquerdo do ataque para dar apoio a Adrien Silva face ao duo Danilo - Neves

Problema: fora do quadro de ardósia, uma equipa treinada por Lopetegui não vai passar o jogo em 4-2-1-3, a enviar bolas longas para os seus extremos e para o seu 9.

Vai ser preciso forçá-lo.

Deixando Slimani em 1 contra 2, utilizar a largura seria fácil para Maicon e Martins, que poderiam beneficiar de um 2 contra 1 que um plano de pressing "clássico" como este 4-1-4-1 (face a um 4-2-3-1) lhes teria oferecido frente ao 9 adversário.

Jorge Jesus montou um plano especial face à saída curta do Porto. Criou sistematicamente um 3 contra 3 face à saída lavolpiana de Lopetegui. O Porto forma um trio no início de construção com os seus 2 centrais e um dos seus médios defensivos, o Sporting criou um trio pressionante como resposta.

Nas saídas (sistematicamente) curtas do Porto, Adrien Silva vinha fazer a marcação individual ao médio que desce (Danilo ou Neves), enquanto Slimani e Bryan Ruiz isolavam Maicon e Martins Indi para criar um 3 contra 3 que impede toda a possibilidade de jogo curto. Uma vez forçando o Porto forçado a jogar longo, a linha alta descrita acima e a superioridade numérica (+1) atrás permitiu ao Sporting controlar a profundidade.

O Sporting bloqueia a saída curta do Porto: Adrien pressiona o médio que baixa, e os atacantes são 2 contra os centrais

Inevitavelmente, para se dar ao luxo de beneficiar do "+1" atrás e de se libertar do "-1" à frente, Jorge Jesus teve de adaptar inteligentemente o seu esquema de pressing. Uma vez mais, a resposta está na compactidade lateral:

Era no lado oposto que J. Jesus escolhia para mexer no seu "-1": com o extremo oposto numa posição intermédia entre o 2º médio (o que não está ocupado com a saída curta) e o lateral oposto, que - em definitivo - era o jogador "abandonado" para permitir esse pressing total, tudo enquanto se controlava a profundidade.

Para além do 3 contra 3 face à saída curta, o treinador português criava duas outras situações de 1 contra 1 do lado da bola:
  • o médio ala do lado da bola em marcação ao lateral do lado da bola
  • o lateral do lado da bola em marcação ao extremo do lado da bola (seguindo-o mesmo quando este baixa em campo)

Uma gestão numérica que faz lembrar a famosa frase de Guardiola sobre a zona: "Não marques um jogador, ocupa o espaço entre dois jogadores".

Dentro desse espírito, a marcação de William Carvalho a Herrera não era estritamente individual. Se o médio mexicano derivava para o flanco em profundidade, então Carvalho deixava-o livre, e iria criar densidade à volta do portador para ajudar a uma recuperação da bola que se pretendia a mais rápida possível.

Com este cerco eficaz ao portador, impedindo qualquer possibilidade de jogo curto, a defesa poderia subir em bloco para deixar Aboubakar em fora-de-jogo, e assim privar também o Porto do jogo longo e direto que Slimani, Ruiz e Silva forçavam aos defesas de Lopetegui.

A saída curta do Porto bloqueada pelo Sporting: 3 contra 3 para a recuperação, uma linha alta, o "+1" atrás, e o "-1" no lado oposto à bola (e não na frente)

Neste sentido, a dinâmica defensiva de Jorge Jesus é particularmente rica: ela adapta-se inteligentemente à dinâmica ofensiva do adversário, para além do seu esquema. Ao trocar as marcações de forma inteligente e ao conservar a estrutura do bloco (alto e compacto) o Sporting impediu o Porto de sair curto, e assim ganhou a batalha do meio-campo.

No sistema de Bielsa, Gignac e Payet eram torturados por 3 construtores parisienses. Jorge Jesus coloca mais um jogador na saída de bola adversária, e escolhe posicionar o seu "-1" - não de uma forma sistemática à frente, mas sobretudo no lado oposto à bola, libertando quase totalmente Miguel Layun quando a bola estava próxima de Maxi Pereira, por exemplo.



O ataque em 4-1-3-2: desmarcações e diagonais cruzadas

Na fase ofensiva, o 4-1-3-2 confunde-se com um 4-2-3-1. No centro do terreno, Adrien Silva - William Carvalho comportam-se como um duplo pivot, enquanto o 2º avançado se movimenta lateralmente no sentido da bola. Nesse momento, o Sporting envolve 4 jogadores na construção de jogo por esse lado, sem contar com a profundidade ou o apoio oferecidos por Slimani:
  • O lateral do lado da bola
  • William Carvalho ou Adrien Silva
  • O extremo do lado da bola
  • O segundo avançado (que se transforma numa espécie de 10 de um 4-2-3-1)

Dentro desta fórmula com duplo pivot, os ângulos de passe são relativamente fechados e a dinâmica é bastante vertical. As diagonais cruzadas dos verdes e brancos necessitam de ser complementares: se João Mário se oferece a um passe vertical, procurando uma posição interior; então Bryan Ruiz baixa e pede a bola no pé. Dentro do mesmo espírito, se João Mário se movimenta para criar um triângulo com João Pereira e William Carvalho (ou Adrien Silva), então Bryan Ruiz vai atacar a profundidade, e tentar uma desmarcação. Esta complementaridade de movimentações é igualmente válida para os laterais, que procuram espaços interiores em relação aos seus alas, quando estes ficam colados à linha (mais frequente com Mané e Matheus do que com João Mário e Bryan Ruiz).

A dinâmica ofensiva do Sporting em 4-1-3-2: muitas opções para cada jogador entre a largura e o eixo, entre baixar ou desmarcar, em função da movimentação dos colegas

Inevitavelmente, com uma dinâmica ofensiva que necessita que uma alteração de ritmo aconteça rapidamente, o jogo de desmarcações com um toque de bola (não necessariamente de cabeça) é uma parte preponderante da dinâmica ofensiva do Sporting, que também assenta na capacidade técnica dos seus jogadores para fazer estas desmarcações inteligentes e estas combinações rápidas. Especialmente quando a defesa adversária está fechada, e em que os 5 jogadores ofensivos (o 3-2 do 4-1-3-2) se encontram todos dentro do último terço (mais o lateral), é necessário decidir rapidamente e triangular ao primeiro toque em espaços muito reduzidos.

Para além destes aspetos do jogo do Sporting, é impossível dissociar totalmente a estratégia defensiva da estratégia ofensiva, como vimos no jogo contra o Benfica no vídeo mais acima. Muitos dos conceitos defensivos são reutilizados no jogo ofensivo: quando Téo marca ao Benfica, o 2 contra 2, que ele cria em fase defensiva com Slimani contra Luisão e Jardel, é útil na fase ofensiva no momento da transição. Uma boa parte da identidade ofensiva deste Sporting está ligada à sua identidade defensiva, com um esquema defensivo que convida a uma transição extremamente vertical: a equipa não tem uma estrutura posicional rígida, com 4 médios no espaço de 5 metros à volta da bola no momento de passar ao ataque.

Com os ângulos de passe nem sempre bem abertos, o sistema assenta no talento do seu meio-campo: a eficácia de William Carvalho, e a sua capacidade de saber orientar o jogo, e a mobilidade de Adrien Silva e a sua capacidade de criar sozinho o tempo para avançar em drible e as suas projeções.

Com um ponta-de-lança puro como Slimani na frente, o Sporting não tem nenhum "terceiro homem" para sair com a bola. É por esta razão que a mudança de ritmo costuma acontecer relativamente rápido. Em contrapartida, o atacante argelino oference um ponto de apoio útil para sair da pressão. O seu perfil abre igualmente a possibilidade de um jogo interior interessante com o 2º atacante, o extremo oposto e Adrien Silva, que nunca está longe no momento de definição dos lances.



Um sistema rico, baseado no pressing e nas variações

Cruyff dizia: "Não se pode jogar com 4 atrás e 4 no meio-campo, porque os triângulos desaparecem". É verdade que o Sporting tem, muitas vezes, que jogar longo ou mudar de ritmo rapidamente, dentro desta fórmula. Quando o circuito de rutura é uma linha reta, a circulação rápida da bola assenta na qualidade individual de Carvalho e Adrien Silva.

No entanto, o Sporting aplica bem o conceito do terceiro homem, mesmo jogando em 4-4-2. Quando um defesa tem a bola nos pés, e não tem uma linha de passe próxima, a profundidade - de Slimani, de Ruiz, ou de um dos dois extremos - faz o papel de terceiro homem para o Sporting nesta configuração. Ela abre oportunidades interessantes no último terço, como os cruzamentos. A opção do jogo longo poderá ser útil para sair do pressing do Leverkusen, num jogo que se antevê explosivo entre duas das equipas mais pressionantes da Europa.

Variações do ritmo e combinações no ataque, variações das dinâmicas e dos esquemas ao defender: ao adaptar-se perfeitamente ao esquema do Benfica, bem como ao do Porto, Jorge Jesus obteve 2 sucessos nos primeiros 2 clássicos da época, nos quais a sua equipa não consentiu nenhum golo, graças a um espetacular pressing a todo o campo e às eficazes micro-adaptações.

Victor

41 comentários :

  1. já tinha lido.. que análise brutal. muito boa e exaustiva!

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  2. Excelente post.
    Embora o problema do Sporting neste momento, seja encontrar motivação para os jogos com os chamados mais pequenos.

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  3. Excelente post.
    Embora o problema do Sporting neste momento, seja encontrar motivação para os jogos com os chamados mais pequenos.

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  4. vou usar essa táctica no goalunited hahahhahhhahahaha

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  5. Adrien não consegue fazer de William... e William não consegue fazer de Adrien...

    Aquilani não consegue fazer o lugar de nenhum dos anteriores porque não sabe jogar sem bola.

    O problema de Portimão entre muitas coisas foi que Teo e Montero são iguais na forma de jogar e nenhum joga bem sozinho na área.

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    1. Existiram vários problemas. A dupla de ataque(Montero e Téo) - que nunca tinha jogado junta e que simplesmente ataca o mesmo espaço. Falta de rotinas de Zeegelar, Schelotto - que não me parece ter qualidade para este nível e seria preferível apostar no Esgaio, Boeck na baliza, William em subrendimento...

      O Jesus já provou que pode rodar, tem é de ser com os jogadores certos. Aposto que com André Martins, Matheus(a titular) e Esgaio o jogo tinha sido diferente.

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  6. Acredito que o JJ já percebeu que nos jogos em casa tem de jogar com Gelson ou Matheus e abdicar deste William. Fora, e nos jogos mais equilibrados, acredito que jogue o William, ou então recua o Adrien e poderá jogar o Aquilani, se o William não chamar o gémeo bom para os jogos.

    Na frente, e apesar de os nossos melhores jogos terem sido com Ruiz e Slimani, acho que a existência de um 2o jogador com características de ponta-de-lança e não como as do Ruiz pode condicionar mais a táctica adversária. Senão, podem entregar aos centrais a tarefa de marcar o Slimani e colocar alguém a vigiar o Ruiz. Mas precisávamos de um jogador com outras características. Um Montero com mais garra, ou um Teo com mais velocidade.

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  7. Simplesmente DELICIOSO!
    Sou fã das questões táticas do jogo. Há muitos anos era fã do futebol italiano por isso mesmo. Era o mais tático de todos. Agora já não é bem assim...
    Este artigo, extremamente detalhado, é algo que,para alguém que está presente nas bancadas de Alvalade, vê de 15 em 15 dias.

    Agora, acho mal terem traduzido isto para português! Assim o Rui Derrotas já sabe como nos vencer no próximo derby... ehehehe

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  8. é excelente sim sr mas não me parece proveitoso fazer aqui a papinha toda aos nossos adversários...

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    1. Mal feito fora - para eles- que os treinadores das suas equipas já não soubessem isto!

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    2. Tiago, não há equipa que nos defronte que não faça uma análise exaustiva de como o Sporting joga. O que não é normal é que alguém se dê ao trabalho de fazer este tipo de trabalho para publicar, daí a partilha.

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  9. Censura?!

    Apagar comentários?!


    Ao que 'isto' chegou..

    Os acólitos do ex-Pastor da IURD não brincam em serviço. ÀS tantas o MdC até já foi pessoalmente ameaçado, intimidado..

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    1. Houve muita gente a perder muito tempo neste post para destruir a caixa de comentários com assuntos que nada têm a ver com o tema do post.

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    2. Quanto ao post, grande trabalho. Para rever logo com mais calma. Era disto que eu gostava de ver nos programas de debate desportivo...

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    3. Obrg Mestre,

      Comecei a deixar de comentar porque elementos falaciosos e corruptos deturpam a vontade de falar para positivo ou negativo do nosso grande Amor

      VIVA O SPORTING

      Quanto ao post em si simplesmente delicioso

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    4. O tal Viper ainda não conseguiu perceber que neste espaço, manifestamente sportinguista, o seu mentor tem todo o direito de aceitar ou não comentários que são, até mais do que parecem, venenosos! São os verdadeiros sportinguistas a aconselhar o mentor de os apagar! Isto não é censura se não uma procura de honestidade intelectual que nem todos compreendem!

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    5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. Mestre da.... culinaria
    Mark Margo
    www.markmargo.net ( ENTRETENIMENTO e PLAYMATES )

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  11. Estão a dar a papinha feita a Peseiro e Rui Vitória. :D

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  12. Interessante como o que atualmente é elogiado era acusado de só ganhar com colinho.

    Mdc a indiferença que uma entrevista do presidente causa atualmente já é tanta que nem uma linha dedicada às novas mentiras é dedicada?

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    1. ....voces papoilas é que são mal agradecidas, não somos nós.


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    2. Duas linhas para comentar o tema do post e quatro para falar de supostas do Presidente.

      Não penses tanto no homem. Isto sim, é futebol! Disto é que tu deves saber falar! Deixa de ser Professor Bambo!

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    3. ganhava por competência e quando era necessário com o "colinho". Isto era e é o que pensam muitos sportinguistas, mas acho difícil que um boifiquista consiga compreender.

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  13. Interessante como o que atualmente é elogiado era acusado de só ganhar com colinho.

    Mdc a indiferença que uma entrevista do presidente causa atualmente já é tanta que nem uma linha dedicada às novas mentiras é dedicada?

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    1. Aqui tens o meu. Podes mamar enquanto releio sobre como joga uma equipa de futebol (sabes la o que isso é).....

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    2. Mais um de barriga cheia. Va nuno, agora nao te quero a correr, senao voltas a vomitar...

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    3. Ganhava por competência e quando era necessário com o "colinho". Isto era e é o que pensam muitos sportinguistas, mas acho difícil que um boifiquista consiga compreender.

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  14. Já tinha lido o original e é tão bom que já tinha pensado que valia a pena dar-me ao trabalho de o traduzir e mandar a traducão ao Mestre. Felizmente já não é preciso! ;) Parabéns!

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  15. Que bom que seria se no lugar dos programas de peixeiradas onde se fala de tudo menos de futebol tivessemos gente entendida em futebol a falar como esta gente escreve.

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    1. Pois!... E como é que o pedrocas dos berros, os diamantinos e quejandos depois ganhavam a vida?

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  16. Muito fixe!
    Obrigada pela tradução :)

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  17. É isto que faz falta nos dias de hoje. Que grande análise. Por isto tudo é que JJ está um nível acima de todos aqui em Portugal. Só no Braga é que consigo ver a mão do treinador como no Sporting. Paulo Fonseca é um caso sério.
    Quero destacar a frase de Guardiola, custa-me tanto que ainda haja equipas a marcar homem a homem hoje em dia.

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  18. Comme par hasard j'avais déjà lu cet article du "premièretouche" raison pour laquelle je n'ai pas été tenté de le relire étant aussi sur de ne rien découvrir de neuf ! Je remarque, cependant, qu'il y a eu des commentateurs "trop" fréquents dans cet éspace qui se sont abstenus d'intervenir! C'est évident que je n'aille pas les citer. Personnellement j'aurais bien préferé une analyse à l'intervue de BdC à la "Grande Entrevista" d'hier à la RTP3 à laquelle j'ai pu assister dans la RTPi. Mais je suis assez pacient pour l'attendre sur que je sais qu'elle ne va pas tarder.
    PS: mon clavier n'est pas, non plus, fait pour écrire en français!

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    1. Sim, a entrevista do Presimente a meter o rabinho entre as pernas, a dizer que não disse..

      Coitado do mentiroso, mente uma vez mente sempre.


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    2. *espace, préféré, entrevue, patient, e um acento circunflexo sobre o "u" de sur (duas vezes) que o meu teclado não me deixou colocar!

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  19. Obrigado. Post incrível. Isto é serviço público. Devia ser pago a peso de ouro.

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    1. Serviço público?!

      Ou pura propaganda, lavagem ao cérebro, intoxicação massiva?!

      Como se todo engolíssemos palha.. sem mastigar.

      E começou logo na 1ª jornada em Aveiro, contra o colosso Tondela.

      Perguntem ao Xistra se foi mérito da táctica?!


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  20. Ah! Este post esteve para sair já há uns dias!!

    Cheguei a vê-lo !

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