sexta-feira, 24 de março de 2017

A UEFA e a Superliga Europeia

Na última entrevista dada à CMTV, Luís Filipe Vieira referiu, de forma algo misteriosa, que existe uma estratégia por trás das vendas tabeladas que Mendes tem feito de jogadores do Benfica. Vieira acrescentou que tudo ficará claro daqui a dois anos e, pouco depois, disse que o pagamento da dívida - razão para a qual o presidente do Benfica atribuiu a necessidade de vender jogadores - está relacionado com as mudanças que se perspetivam na Europa. Os entrevistadores perguntaram se essas mudanças estariam, de alguma forma, relacionadas com a criação de uma Superliga europeia. Vieira deixou claro que o Benfica está a posicionar-se para integrar essa competição, caso venha a ser criada.


Na verdade, não é a primeira vez que vejo referências à ligação das vendas do Benfica via Mendes com um projeto de Superliga europeia. De forma bem mais direta, Pippo Russo, no livro que recentemente publicou sobre Jorge Mendes - intitulado M. A Orgia do Poder, que será publicado em português em abril -, escreveu que a venda inflacionada de Renato Sanches ao Bayern pode estar relacionada com esse projeto, referindo também que Karl-Heinz Rummenigge, administrador do clube bávaro, está obcecado pela criação da Superliga.

Não é claro qual o papel que Jorge Mendes possa ter na criação de uma Superliga, mas é, muito possivelmente, a pessoa que melhores condições tem para coordenar uma empreitada destas fora do círculo da UEFA: tem contactos privilegiados com muitos dos maiores clubes europeus e tem ligações próximas com poderos grupos económicos com vontade de investir no futebol.

Em relação aos clubes, é fácil perceber a atração por uma liga fechada composta pelos mais importantes emblemas do velho continente: tornar-se-ia, facilmente, a maior e mais interessante competição de clubes do mundo e, consequentemente, aquela que maiores receitas geraria. E avaliando pelos sinais que têm sido dados pelos vários interessados, seria criada à margem da UEFA - o que também se compreende: para quê ter um intermediário que absorve uma percentagem tão grande das receitas, quando os clubes poderiam criar a sua própria organização para gerir a competição?

Obviamente que o aparecimento da Superliga levanta questões importantíssimas, nomeadamente no que diz respeito ao impacto que isso teria nas atuais competições, nacionais e europeias. Algumas ligas nacionais sofreriam um golpe profundo, mas a Liga dos Campeões seria, inevitavelmente, a competição mais afetada - imagine-se como seria sem equipas como o Real Madrid, Barcelona, Manchester United, Chelsea, Arsenal, Manchester City, Bayern, Dortmund, Juventus ou PSG. O interesse do público cairia a pique e, como consequência direta, a capacidade de atrair patrocinadores e outro tipo de receitas desceria radicalmente. 

O mesmo se aplica às ligas nacionais. As ligas inglesa, espanhola e alemã, que geram receitas anuais na ordem dos milhares de milhões de euros, não estarão minimamente interessadas em perder preponderância. O mesmo se aplica a todas as outras ligas e federações de segunda linha, que deixariam de ter acesso ao mesmo patamar competitivo que os tubarões europeus. E quando as federações não estão felizes, o comité executivo da UEFA também não pode estar feliz.

Não admira, portanto, que Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, tenha ontem sido muito claro ao dizer que, durante a sua presidência, nunca permitirá que se crie uma Superliga fechada. É evidente que a UEFA não estará minimamente interessada em que lhe matem a galinha dos ovos de ouro, e é expectável que utilize todos os meios que tem à sua disposição para impedir que essa Superliga nasça à sua revelia.


O tema é muito interessante, a vários níveis. Qual é a estratégia dos clubes interessados para concretizar este projeto? Qual o papel que Jorge Mendes tem em tudo isto? Até que ponto os clubes que entrassem nesta Superliga cortariam em definitivo os laços com as competições nacionais? Qual o impacto que tudo isto teria numa competição como a liga portuguesa? Estarão as federações nacionais dispostas a abdicar de alguns dos seus principais membros? Que medidas de bloqueio estará a UEFA a preparar como resposta?

Aguardemos por respostas para algumas destas perguntas ao longo dos próximos dois anos.

54 comentários :

  1. A existir a superliga, as equipas a sério devem estar mortinhas por ter por lá uma equipa que levou aquele enxovalhanço dado pelo Dortmund em 180 minutos.

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  2. Como nao tem tacho na corrupção da Champions League, JM cria a sua própria competição corrupta, onde ganhará quem mais felacios fizer ao padrinho!

    Será apenas mais uma lavandaria, escondida sob uma nova competição!

    Faz lembrar o mundial de clubes que pouco ou nenhum interesse desperta.

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    1. Nem mais... Se bem que a champions também movimenta muito milhão e muitos jogos de interesse..

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    2. Tens toda a razão J e disso nao tenho duvidas nenhumas, por isso mesmo comecei o comentário com:

      "Como nao tem tacho na corrupção da Champions League"

      O problema na UEFA foi terem corrido apenas com o agente corrompido e nao com os agentes corruptores que tem interesses ligados a certos clubes!

      Enquanto um destes dois existir a corrupção vai sempre continuar!

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  3. Boa posta Mestre.

    Na minha opinião a UEFA está num ponto critico de gestão onde são necessárias alterações aos formatos das competições europeias, a diferenças de competitividade entre a liga Europa e a Champions é brutal assim como os prémios envolvidos, o que não beneficia o espectáculo e os clubes envolvidos.

    Assim, julgo que há dois caminhos que podem ser seguidos:
    1 - o mais óbvio de continuidade ao apoio aos clubes grandes, aumentando o fosso para outsiders e limitando os candidatos e as competições a 16/18 clubes crónicos. A liga europeia no formato que fala neste post é um exemplo;
    2 - Uma alteração que permita que a competitividade seja real entre clubes, havendo uma maior proximidade de nível competitivo entre as duas competições e dos prémios envolvidos.

    Pessoalmente, gostaria que o futuro das competições europeias fosse uma espécie de regresso ao passado no sentido em que os campeões dos clubes competissem entre si não havendo lugar a 3 e 4 equipas do mesmo país, mas uma evolução onde na segunda competição os clubes que não fossem campeões ainda eram competitivos.
    A primeira podia assumir o formato de liga, onde todos jogam contra todos ao longo da época, com 10/12 clubes a jogarem todos entre si duas vezes, e a segunda competição poderia ter o formato tradicional de grupos e eliminatórias.
    Na minha opinião haveria interesse e competitividade nas duas competições de forma a atrair público e receitas.

    wishful thinking

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    1. Liga internacional com 10/12 clubes a 2 voltas significa 18 ou 22 jogos por época.
      Na champions actual, há 3 jogos nos grupos e depois 7 até à final = 10 no total (para 2 equipas! A maioria tem 3 a 5). Seria incomportável ter um número tão elevado de jogos, tendo em conta a carga competitiva actual típica de cada país: campeonato, taça nacional, e taça da liga.

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    2. Na Champions actual há 6 jogos na fase de grupo e depois mais 7 até à final, o que significam 13 jogos total.

      Não concordo que mesmo 22 jogos a mais por época seja incomportável, obrigaria na minha opinião era a uma gestão e construção criteriosa do plantel. Actualmente temos muitos clubes que apesar de planteis com 22/23 jogadores só jogam verdadeiramente com regularidade 14/15.

      Além de que, sou defensor que um maior número de jogos a nível alto significa sempre mais interesse dos adeptos.

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    3. Pois, o caminho será sempre mais a caminho de concentrar a competição à volta dos mesmos clubes do que o inverso, mas existem limites que a UEFA dificilmente ultrapassará. Para todos os efeitos, são eleitos pelas federações, e a maior parte das federações não deve aceitar que os seus clubes fiquem excluídos.

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    4. Os jogadores não são máquinas!
      Vocês fazem contas aos jogos do campeonato mais 13, no limite, com a Champions e esquecem os jogos das selecções (particulares e oficiais) para muitos. Se juntarmos jogos de taças, haverá jogadores que vão ficar nos 55 a 60 jogos época em 11 meses, o que é uma brutalidade e nos leva ao extremo de haver já jogadores em competição enquanto outros ainda gozam férias.
      Continuo a ver a Taça Uefa como a precursora de um campeonato europeu de clubes, talvez a 2 divisões, com subidas e descidas entre elas e entre a 2ª e os campeonatos nacionais - mas como vão estes funcionar enquanto decorrem as provas europeias?

      A tal Liga Milionária fará, quanto a mim, com que os gigantes fiquem ainda maiores e os minorcas definharão rapidamente. Não se iludam, só os mesmos 5 ou 6 de hoje, irão lutar até ao fim - os outros,... pufff!
      Lembro o seguinte: actualmente, os 80 indivíduos mais ricos do planeta reunem tanta riqueza como 3.500 milhões de habitantes, sendo que o nº destes tende a aumentar rapidamente - não sou eu que o digo, são as estatísticas.

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  4. A criação de uma Superliga Europeia a revelia da UEFA é simplesmente impraticável. Porquê? Certamente a UEFA obrigaria as federações nacionais a tomarem medidas de retaliação, que certamente seriam a exclusão de todas as competições nacionais, inclusive nos escalões de formação. Em ultimo caso esteja em causa o estatuto de utilidade pública dos clubes.
    A nível nacional não creio que haja algum clube disponível para entrar num projeto deste género. Seria o seu fim.
    SL

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    1. Sim, também me parece que a UEFA poderá fazer esse tipo de pressão.

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    2. A UEFA pode e vai fazer esse tipo de pressão. São uns ditadorzinhos e corruptos de primeira. Daí ser necessário a criação de ligas e federações paralelas. Isto daria origem a imbróglios gigantescos impossíveis de detalhar neste momento.
      Uma coisa parece-me certa, mais cedo ou mais tarde a corda vai partir e eu quero estar cá para assistir.

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    3. Eu vejo a coisa de forma simples (e eventualmente errada...):
      Como está não dá. Jogar em part time não dá.
      Portanto
      1 - se se criar uma liga de tubarões*, fechada, as ligas nacionais não morrem. Talvez levem uma valente paulada (ou talvez não!) mas, melhor ou pior, todos seguem à sua vidinha (aliás cresce-se assim. Essa história dos abonos de família é um cancro.);
      ou
      2 - Criar uma divisão superior às primeiras divisões nacionais. Uma "champions" league em todos contra todos, casa e fora (e não eliminatórias ou grupos). Nos camps nacionais quem fica em 1º sobe. Na Champions quem fica em último desce. Quantos sobem ou descem ... é só regulamentar.

      *nota- Uma liga de tubarões fechada, na minha cabeça, é comparável à actual F1 (que aliás nunca mais vi, por desinteresse). Bem sei que há diferenças fundamentais entre elas mas, na minha cabeça, exponencia a componente "negócio" a um nível demasiado perigoso. Mais tarde ou mais cedo vai tudo preso :) :)

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  5. Esta obsessão pelos milhões, geralmente da parte dos clubes mais ricos, matará as competições europeias por completo.
    A beleza e magia das noites europeias parece estar condenada

    Que interesse poderá despertar para os adeptos fora das cinco maiores ligas (Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França), quando sabem que os seus clubes jamais voltarão a disputar um jogo com um dos grandes emblemas europeus?

    Mesmo que criem algumas vagas para as federações menos poderosas, percebe-se que o jogo estará viciado à partida.

    Da parte do Orelhas não me espanta nada que seja adepto de uma Super Liga pois significa mais milhões para a sua conta pessoal e para as contas carrossel do amigo Mendes.
    Tudo sempre à conta dos comedores de gelados com a testa...

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  6. Para a liga e verdade desportiva, seria uma benção.

    Imagine-se uma liga portuguesa sem um ou dois dos clubes que mais subvertem a verdade desportiva ou pura e simplesmente a corrompem.

    Acaba-se o aliciamento a árbitros, acordos de cavalheiros com clubes, empréstimos de jogadores para pagar abertura de pernas e autogolos ou passes a desmarcar o avançado adversário.

    Imagine-se o Guerra, o Ventura, o Gil sem terem tema e caladinhos.

    E como bônus, imagine-se os ex-corruptos de cá a serem semanalmente encavados como pequenos clubes europeus.

    Quando é que começa essa Superliga?

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    1. Sim Valdemar, toda a gente percebeu que aquilo que quer são facilidades. Sem os dois grandes pelo caminho o seu clube teria mais hipóteses de ganhar alguma coisa. heheh

      Cumprimentos

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    2. melhor esta JF: sem facilidades o carnide não seria certamente tri.

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  7. Há muitos anos que se fala na criação de uma Superliga Europeia fechada, sobretudo nas alturas em que os principais clubes sentem que não estão a receber tanto dinheiro quanto deviam da UEFA. O resultado dessa pressão nos últimos anos é normalmente o aumento do valor dos prémios, etc. A UEFA e a FIFA não gostam de competição (lembram-se da NextGen que foi enterrada pela Youth League?) e tudo se resolve com mais dinheiro para as equipas mais fortes e com a alternância de poder dentro da UEFA e da FIFA.

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  8. O Nuno, lá em cima, disse tudo. Clubes que pareceriam imunes a esquemas de Mendilhões, como o Bayern, o PSG ou o Manchester United, são precisamente os que mais publicamente se mostram obcecados com esta Superliga da treta. E o Benfica, claro, que já nem tenta esconder a sua dependência do Padrinho-mor do futebol.
    De resto, isto vai bem de encontro ao que Pippo Russo tem dito: Jorge Mendes já é mais poderoso que a própria FIFA. Portanto, sim: esta Superliga da treta mais não é que o passo final no esquema de Jorge Mendes, de modo a ser, em definitivo, o DDT do futebol mundial e poder manter o seu carrossel a andar, sem receios absolutamente nenhuns que o possam tocar.
    Enfim, o tempo urge para que o Fisco espanhol o comece a engavetar!

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  9. Mestre, é o dinheiro!!!... O desporto? Isso é para líricos como nós.

    https://www.youtube.com/watch?v=qHceqjmc14k

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  10. É ganhar os dois próximos campeonatos (com participação directa na champions) e facilmente podemos ficar com o lugar do Carnide no caso de essa liga for criada.
    Em todo o caso acho que uma liga dessas vai acabar por correr mal pois todos os adeptos de clubes fora dessa liga perderão o interesse aos poucos.

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    1. Dispenso. Os princípios subjacentes à criação dessa liga vão contra os princípios que defendemos para o desporto e para o futebol.

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  11. O bacalhau á braz voltou a denegrir o SCP e BDC.

    http://tviplayer.iol.pt/programa/mais-bastidores/55c4eb0e0cf26d8f1e696f59/video/58d461b20cf273bd37e919ec

    apartir do minuto 20:30!!

    Temos que tomar medidas,estes pseudo jornalistas isentos têem que ser desmascarados e enquanto não forem corridos têem que ser achincalhados e alvo de gozo!!

    SL

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    1. Ahahah, o Braz não existe. Impressionante a capacidade que ele tem de inventar...

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    2. Só mesmo para dizer que há casos em que o desprezo é a melhor arma. Nem me dei ao trabalho de clicar - precisamente o meu ponto.

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    3. Ahahahahahahahahahahah! Que troll!!! Espero que o labrego leia isto... de certeza que lê! "Uma das temporadas mais negras da história do SCP"! Ahahahahahahah... e será que o porco nunca se interrogou acerca das [reais] assistências do seu... carnide?!

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    4. "uma das épocas mais negras da história do clube" ahahahahah

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  12. Só tenho pena que essa ideia de criar uma organização independente da UEFA tenha princípios tão anti desportivos e obscuros por trás. Seria sempre defensor da criação de uma entidade que fosse de frente contra a UEFA e tentasse criar um contra poder, agora isto é o oposto. Ainda iria matar mais o futebol.

    Sonho com uma década de guerra aberta no futebol, em que há competições paralelas (de clubes e selecções), para tentar acabar com as máfias instaladas (e aqui refiro-me a nível internacional, não aos Vieiras e aos Pintinhos). Depois pegava-se nos cacos e reconstruía-se de novo. Utópico, com toda a probabilidade. Mas necessário para lavar a face deste desporto. Dignificação e higienização, fazem muita falta.

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  13. Mestre, o post é muitíssimo pertinente... e preocupante! Há muito que assistimos à morte do "ganhar ou perder, o que interessa é participar", mas isto... e com os intervenientes que se prevêem...


    Mas quanto é que queres apostar que os trolls vão parar no... "... a venda inflacionada de Renato Sanches ao Bayern..." e esquecer tudo o que escreveste antes?!

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    1. Se o Renato foi uma venda inflacionada o que dizer das vendas do Stones, do sané, do pogba, do Oliver Torres, do João Mário ou do slimani por exemplo?

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    2. billocas, se for para manter uma conversa séria até prometo que te respondo com o que penso...

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  14. Pessoalmente acho que é mais uma medida de pressão dos clubes para a UEFA ceder a algumas intenções do tipo mais vagas para as grandes ligas, mais dinheiro e talvez até certos lugares cativos para os grandes emblemas. Por exemplo gera mais receitas um Liverpool Real Madrid, do que um Leicester Atletico de Madrid.
    Mas é claro que se a UEFA não ceder então esta Liga pode avançar. Lembro me que ninguém acreditava que o Benfica pudesse transmitir os seus jogos e depois rebentou com o monopólio da Oliveidesporto.

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    1. Por incrível que pareça, dizes algumas coisas com sentido.

      No final borraste a pintura, naturalmente. "Ninguém acreditava que o Benfica pudesse transmitir os seus jogos". Porquê? Onde viste isso? Isso seria verdadeiro se a nossa liga não fosse a liga do Vale Tudo (não confundir com o saudoso Vale e Azevedo), mas já de há muitos anos para cá que ninguém mete as mãos no fogo pela credibilidade da nossa liga. Só mesmo um Pedro Guerra. Quantos clubes no mundo transmitem os seus próprios jogos, na liga onde competem?

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    2. Ilegalmente? Sim.
      Até porque não há nada que vocês façam que esteja dentro da lei

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    3. São pobres e mal agradecidos. Não fosse o Benfica e o dinheiro do futebol português continuava a encher os bolsos do Oliveira.

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    4. Preferia encher os bolsos aos pequenos e assim aumentar o nível competitivo dos mesmos, da nossa liga e assim reduzir a dependência dos pequenos relativamente aos grandes que tanto gostam de os acarinhar.

      E não, não agradeço ou aprecio o facto de transmitirem os vossos jogos. É algo podre, dúbio, manipulador, etc. Só possível num país como este.

      Mas podridão à parte, reconheço que foi uma boa estratégia negocial por parte do Vieira. Principalmente tendo em conta o interesse que ele não tem na centralização dos direitos televisivos. Caso contrário discutia-se, de uma maneira séria, quais as melhores estratégias para a higienização do futebol português, que passaria sempre pelo fortalecimento dos pequenos. Mas isso é algo que não tem interesse para quem tão confortável se sente no meio da lama.

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    5. Rebentou?
      Ia jurar que até hoje o Orelhas ainda não apresentou contas desse "rebentar" para depois voltar á base, ou seja, dar tudo novamente ao Oliveirinha.
      Toque de Midas...

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  15. Compreendo a vossa preocupação.
    O Sporting não tem historial, títulos, projecção internacional e o reconhecimento para fazer parte deste projecto.
    Ficaria de fora da superliga europeia e, consequentemente, das centenas de milhões que poderiam caber a cada clube (dezenas de milhões já são repartidos, excepto para o vosso clube que tem o dinheiro retido).
    Mas encarem pelo lado positivo, poderiam vencer a liga dos campeões contra potências como o Skenbéubeu e o Légia.

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    1. zZzZZzZzZzzZzZ bonito bonito é ir a alemanha e levar com 4.

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    2. Em qual destas o Cudolfo se insere?

      pa·ne·lei·ro
      (panela + -eiro)

      substantivo masculino

      1. [Portugal: Beira] Fabricante ou vendedor de panelas.

      2. [Portugal, Calão] Homem homossexual. = BICHA, LARILAS, MARICAS, PANASCA
      adjectivo

      3. [Portugal, Calão] Que revela características geralmente associadas à homossexualidade masculina. = BICHA, LARILAS, MARICAS, PANASCA

      4. Diz-se de uma espécie de cabresto.


      "paneleiro", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/paneleiro [consultado em 24-03-2017].

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    3. Ui... centenas de milhões!

      Todos sabemos o interesse que o mundial de clubes tem despertado, e a intenção também era essa MILHÕES, MILHÕES E MAIS MILHÕES, depois... pufff... e nao deu nada! Correu mal, temos pena!

      http://www.ultimadivisao.com.br/seis-discussoes-muito-chatas-sobre-o-mundial-de-clubes-2/

      http://torcedores.com/noticias/2014/12/veja-5-motivos-pelos-quais-o-mundial-de-clubes-nao-deve-ser-levado-serio

      http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/como-os-ingleses-encaram-o-mundial-de-clubes

      Mas digo-te já Rotolfo, ate gostava que o Só Ladroes e Batota entrasse em tal liga.

      Consegues imaginar o tamanho dos cabazes de golos que o teu clube traria para Portugal?



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  16. Parece-me óbvio que irá acontece. Quando? Não sei, mas é uma questão de tempo. E só o Benfica-e até aí há dúvidas- terá lugar cativo na competição. O Sporting, duvido muito, mas também, acredito que não faça muita mossa já que o clube tem-se marimbando por completo para as competições europeias. Envergonhar o país? Nem um Champions ou Liga Europa tem. Seria injusto, sinceramente.

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    1. im·be·cil
      adjectivo de dois géneros e substantivo de dois géneros

      1. Que ou o que é fraco de espírito. = IDIOTA, PARVO, TOLO

      2. [Psicopatologia] Que ou o que manifesta imbecilidade.

      "imbecil", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/imbecil [consultado em 24-03-2017].

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    2. "Parece-me óbvio que irá acontece. Quando?"

      "Nem um Champions ou Liga Europa tem."

      -Podes por estas duas porradas no português la no teu cardápio de erros!

      -"...só o Benfica...terá lugar cativo na competição." Sim e depois joga sempre sozinho, pois só assim consegue garantir vitórias, visto os árbitros internacionais, nao se venderem por um simples jantar! Nem explicar os teus pobres "pensamentos" consegues!

      -4 napolitanas + 4 salcichas alemas + 3 kebabs Vergonha, LOL, nao a reconhecias nem que te fosse esfregada na cara!

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    3. O que realmente JojO pensa de Jorge Mendes mas tem vergonha de dizer por aqui!

      "jorgen8016 junho, 2016 17:55

      Bem, o Salvio um suplente custou-nos 15 milhões; Pizzi, um dispensado do Atletico 15 e Jimenez outro dispensado, ficará pelos 20 milhões. O nosso maior craque, 25 milhões com laço incluído...
      É ou não é enganar os benfiquistas? Estes negócios com o Atletico deviam de ser investigados."

      in NGB

      Assume-te como Sportinguista C@r@lxx...

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  18. Não estou muito preocupado....então só de saber que os lampiões continuarão a ser tipo bombos da festa ou melhor bobos da corte até me divirto com essa ideia !...sempre exovalhados perante os verdadeiros colossos do futebol europeu.

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  19. Contrariamente à opinião de muita gente, julgo que a emergência de uma superliga em circuito fechado, seria apenas o princípio do fim do futebol, na Europa, porque irá gerar paulatinamente o afastamento dos adeptos e sem adeptos não há espetáculo. Qual o interesse de uma competição fechada, sempre com os mesmos emblemas e sem o aliciante da proximidade e rivalidade das competições nacionais? Será que os adeptos do boifica se iriam "confrontar", semana a semana, com os adeptos madrilenos?
    De qualquer modo, julgo que o fenómeno futebolístico irá, como todas as coisas, morrer lentamente e terminar irremediavelmente, sob o peso de todos os milhões e milhões que cada vez mais conspurcam esta modalidade que dava vez mais é menos desportiva e mais de contornos mafiosos.

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    1. Duvido que futebol morra de uma vez. Não duvido que possa vir a acontecer um apocalipse como referido na ultima frase do teu comentário... mas certamente que os clubes voltariam depois ao modelo antigo.

      Em relação à SuperLiga Europeia, não a vejo acontecer por motivos culturais, o futebol depende muito das rivalidades domésticas. Para além disso, o futebol segue os adeptos, e fazer uma superliga seria excluir dezenas de milhoes de adeptos, e isso significaria perder o seu dinheiro (nem que seja por ter menos share televisivo e logo, menos dinheiro em sponsors).

      Para mim, uma solução mais simples e eficaz era a seguinte: Distribuir melhor o dinheiro entre a liga dos campeões e a liga europa. Assim, haviam mais clubes competitivos nacionalmente. Claro que Bayern's e Real Madrid não iriam gostar, mas a bem ver, será que a champions é assim TANTO o abono de familia deles? No caso dos clubes portugueses, a champions é vista como uma questão financeira em primeiro lugar , só depois desportiva. Defendo que os premios da Liga Europa sejam cerca de metade dos da liga dos campeões e não 5 vezes mais. Talvez a Liga Europa pudesse ter fases de grupos maiores também, e a Liga dos Campeões menos.

      As ligas nacionais também são grandes demais, na maioria dos países... em portugal, uma liga com 12 clubes era muito melhor do que estes 18, e ainda seríamos mais competitivos na Europa.

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  20. Não foi preciso esperar dois anos .... e ficam umas botas para descalçar ;)

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