domingo, 30 de abril de 2017

A evolução das assistências fora de Alvalade

Apesar de a equipa ter ficado fora da disputa do título num fase bastante prematura, as assistências fora dos jogos do Sporting mantêm-se num nível bastante apreciável.

O jornal Sporting fez, na semana passada, o mapa das assistência das últimas duas épocas. Dos 13 recintos que o Sporting visitou esta época, o número de espectadores aumentou em oito e diminuiu em cinco.

Um sinal de vitalidade do sportinguismo, que para além do aumento consistente das assistências em Alvalade, também vai registando um acompanhamento cada vez superior nos estádios por esse país fora.

(carregar na imagem para aumentar)

sábado, 29 de abril de 2017

Na final da Taça Challenge!


O Sporting esmagou esta tarde os holandeses do Hurry-Up, vencendo com um resultado de 37-14 (21-7 ao intervalo), e confirmando o apuramento para a final da Taça Challenge. 

A vitória por 5 golos na Holanda dava algum conforto para esta segunda mão, mas a equipa não facilitou e terminou com quaisquer dúvidas que pudessem existir logo nos primeiros minutos, realizando uma grande exibição.

O adversário da final deverá ser o Valur, da Islândia, que conseguiu uma vantagem de 8 golos na 1ª mão.


No final, ainda aconteceu este grande momento: "Equipa de futsal, equipa de futsal, traz a taça para Portugal".


(via @Rpss1971)

Os reis do #EuVouLáEstar



Uma das ocorrências mais notáveis do Sporting - Ugra de ontem foi podermos ter ouvido cânticos sportinguistas durante toda a partida. Não foi um voo de dez horas que impediu vários adeptos marcarem presença para apoiar a equipa nesta competição. A Sporting TV entrevistou alguns desses adeptos.

Em forma de homenagem a todos esses grandes sportinguistas, autênticos reis do #EuVouLáEstar, aqui fica a peça da Sporting TV.

Que não lhes falte a voz amanhã!

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Na final!



Grande jogo do Sporting, com vitória por 2-1 frente ao Ugra, com golos de Merlim e Dieguinho. Ficamos agora à espera de saber se defrontaremos na final o Inter ou o Kairat. Parabéns a toda a equipa!

Podem ver no vídeo abaixo os golos e os segundos finais da partida.

Nós acreditamos em vocês!



Começa, daqui a duas horas, a participação do Sporting na final four da UEFA Futsal Cup, disputada em Almaty, no Casaquistão. O Sporting vai defrontar os russos do Ugra, atual campeão europeu, uma equipa que é formada por jogadores que constituem a base da seleção russa, atual vice-campeã europeia e mundial.

O Sporting não poderá contar com os lesionados Djô e Cary, mas, ao contrário do que acontece nas competições nacionais, não existe a restrição de jogadores não formados em Portugal que nos tem impedido de contar em simultâneo com todos os nossos melhores atletas.


Façam história, rapazes!

Goodfellas



Na sequência dos acontecimentos de hoje ligados ao assassinato de Marco Ficini, a TVI fez duas peças que vale a pena ver.

Primeiro, recapitulando tudo aquilo que se passou desde a fatídica madrugada de sábado, o que poderá para servir para retirar algumas dúvidas que ainda há por aí. Depois, recuperando algum do historial mais polémico da claque No Name Boys.

Aqui ficam os vídeos:



quinta-feira, 27 de abril de 2017

E agora?


Agora que sabemos que:
  • os confrontos junto ao Estádio da Luz foram antecedidos de provocações por parte de elementos da claque do Benfica junto a Alvalade
  • o atropelamento foi intencional e não acidental
  • o presumível assassino está identificado e é um elemento dos No Name Boys

... será que assistiremos, por fim, a algum esforço por parte da direção do Benfica para tentar recuperar algum tipo de controlo, por mais ínfimo que seja, das suas claques? Ou vão continuar a tentar empurrar a responsabilidade do que aconteceu para o outro lado da 2ª circular, fazendo de conta que não têm nada a ver com o assunto?

Introducing José Sousa


A troca de acusações entre os presidentes de Sporting e Benfica tem sido o tema dominante dos últimos dias. Como é costume em qualquer assunto que oponha Sporting e Benfica, as opiniões dos adeptos dividem-se radicalmente: para a maior parte dos benfiquistas, Bruno de Carvalho é o diabo e Luís Filipe Vieira é uma vítima em toda esta novela; para muitos sportinguistas, Bruno de Carvalho apenas responde às constantes provocações dos minions de Vieira, principal autor moral do momento de crispação que se vive. Pelo meio, há uma franja de adeptos que consegue identificar responsabilidades de um e de outro lado, ainda que estejam (naturalmente) predispostos a assumir mais culpas do outro lado da barricada.


Nos comentadores e jornalistas, a distribuição é bastante diferente. Os mais sérios, cada vez em número mais reduzido, conseguem ver a realidade como ela é: um mundo onde não existem vítimas nem estadistas, onde quem está calado pode produzir um barulho ainda mais ensurdecedor do que aqueles que não conseguem ficar em silêncio. Mas uma grande parte, cada vez em maior número, tem um discurso exatamente igual ao do mais fanático dos adeptos benfiquistas.

Esta semana deu a conhecer um novo comentador pertencente a este último grupo. Na terça-feira passada, este comentador participou num programa do tipo fórum da Sport TV+ que, nesse dia, se debruçou sobre a troca de galhardetes entre Bruno de Carvalho e Vieira. No início do programa, o pivot pediu-lhe a sua leitura sobre a guerrilha de palavras entre os dois presidentes. O comentador não perdeu tempo a mostrar ao que vinha. Senhoras e senhores, apresento-vos o novo comentador da Sport TV: José Sousa. 


Apesar de haver dois presidentes a dançar, José Sousa centra completamente a sua intervenção inicial em Bruno de Carvalho, fazendo, inclusivamente, a comparação indireta a Vale e Azevedo. Ou seja, não só coloca a responsabilidade total em Bruno de Carvalho, como acaba por subscrever o insulto de Vieira ao presidente do Sporting.

Sobre Luís Filipe Vieira, é isto que José Sousa teve a dizer:


Sem surpresa, José Sousa aprecia mais o estilo silencioso de Vieira e não esconde a revolta pelo facto de o Sporting ser sistematicamente o clube mais falado. Infelizmente, parece não ter-se apercebido de que, muitas vezes, o Sporting é o clube mais falado por causa dos ataques da máquina de propaganda benfiquista.

Continuemos com a análise de José Sousa aos acontecimentos mais recentes.


Portanto: José Sousa acredita que se os presidentes estivessem caladinhos e sossegadinhos, haveria menos situações de violência. Considerando que José Sousa disse antes que Vieira e Pinto da Costa costumam estar em silêncio, a conclusão lógica que se pode retirar é que a responsabilidade daquilo que se passou é, no que aos dirigentes diz respeito, de Bruno de Carvalho.

José Sousa conseguiu ir ainda mais longe e trazer para a discussão o facto de o Sporting pouco ter ganho nos últimos 30 anos, proporcionando-nos este belo momento de vergonha alheia.


Depois do diagnóstico, eis a solução de José Sousa para resolver este problema:


25 de abril, sempre! Simples, não é? Pena que José Sousa não diga como resolver o barulho feito pelos recadeiros&cartilheiros que são usados como caixa de ressonância dos dirigentes que se mantêm silenciosos. Lá está: provavelmente ainda não reparou que eles existem.

Acredito que a opinião de José Sousa encontre um apoio avassalador nos benfiquistas mais fanáticos. Perante isto, pergunto-me: o que será que viu a Sport TV neste indivíduo para o convidarem a integrar a sua equipa de comentadores? Não será certamente pela isenção com que aborda assuntos de política da bola. Será pelo conhecimento dos dossiers? Vamos ouvir o que José Sousa teve a dizer sobre a questão da legalização das claques:


Carlos Janela não conseguiria fugir melhor à questão. Legalização? Para quê? Afinal, sempre existiram claques, isso não influencia nada.

É notável a semelhança entre o discurso de José Sousa e o dos cartilheiros. Só lhe faltou mesmo perguntar o que estavam os adeptos do Sporting a fazer nas imediações do Estádio da Luz às 3 da manhã...


Nem sequer percebeu as dicas do colega, em como, de facto, o encontro entre as duas claques foi premeditado... por ambos os lados. 

Mas o melhor momento de José Sousa neste programa foi a comparação que lhe veio à cabeça enquanto falava de Bruno de Carvalho. Adivinham quem foi a personalidade que José Sousa usou para comparar o presidente do Sporting? Vamos fazer um jogo: pensem em três hipóteses antes de verem o próximo vídeo. Uma pista: não foi Vale e Azevedo nem o Querido Líder da Coreia do Norte.


"Interessante", não é? "Não estou a dizer que Bruno de Carvalho é fulano", diz Sousa, mas lamenta-se pelos pobres sportinguistas que não conseguem topar a manipulação de que são alvo por parte do seu líder, o que os poderá levar a ter atitudes "grotescas" e "animalescas".

José Sousa teme pelo futuro, pelas repercussões graves que isto poderá trazer. O assassinato de sábado passado não é suficientemente grave? É que convém lembrar que os dois assassinatos de adeptos que já se registaram no futebol português não foram cometidos por sportinguistas...


A carreira de José Sousa

A pergunta que coloco é: José Sousa não tem tento na língua, mostrou-se completamente parcial, não está informado nem percebe determinados dossiers, e, como se pode constatar por estes vídeos, é um comunicador fraco. Só se perceber muito de bola, mas olhando para o seu currículo de treinador (Vilafranquense e sub-19 do Belenenses), não é a escolha mais óbvia.

Como é que alguém se terá lembrado de o contratar? Vá-se lá saber...

Para quem não se lembra, José Sousa é um antigo lateral direito formado no Benfica que chegou a ser internacional nos escalões jovens. Chegou à equipa principal do Benfica, onde esteve duas épocas: 1997/98 e 1998/99. No entanto, no verão de 1999, foi dispensado por Jupp Heynckes.


Sousa rescindiu com o Benfica e, sendo jogador livre, optou por rumar ao Alverca, clube onde tinha feito a sua primeira época de sénior. Alverca que, em 1999, tinha como presidente... Luís Filipe Vieira. Outra curiosidade é que, nesse mesmo defeso, houve um outro jogador do Benfica que o acompanhou nesse percurso: Sergei Ovchinnikov.

Sousa e o guarda-redes russo fizeram, portanto, a época de 1998/99 no Benfica e a de 1999/00 no Alverca. Curiosamente, o seu destino continuou ligado na época seguinte: ambos os jogadores foram transferidos do Alverca para o Porto (um percurso que, na altura, era muito frequente, nos dois sentidos, graças às excelentes ligações entre o presidente do Alverca e Pinto da Costa - Deco e Ricardo Carvalho são dois dos mais notáveis exemplos).


Curioso, também, que, apesar de Sousa ter ido para o Alverca como um jogador livre, parte do seu passe era pertença de... Luís Filipe Vieira. Ainda mais curioso é o facto de o Porto ter contratado Sousa sem ter qualquer intenção de o integrar no seu plantel. Se os protagonistas fossem outros, haveria quem pudesse insinuar que poderia ser uma forma de dar dinheiro a ganhar aos detentores do seu passe por outros bons serviços prestados. Mas como falamos de presidentes que primam pelo silêncio, é óbvio que uma marosca dessas está completamente fora de questão.

Ovchinnikov e Sousa lá rumaram então para o Porto. O guarda-redes foi titular durante uma época, acabando por regressar à Rússia na época seguinte. Quanto a Sousa, como se esperava, foi emprestado de imediato. No primeiro ano de contrato foi para Braga...


... e, nas épocas restantes de contrato, foi cedido ao Farense e Belenenses...


... nunca tendo chegado a vestir a camisola do Porto em jogos oficiais.

De qualquer forma, se for um homem grato a quem o ajuda, Sousa bem que pode agradecer a Vieira por 7 anos da sua carreira, seja por via direta (os 2 anos que esteve no Alverca) ou indireta (o contrato de 5 anos com o Porto).

Como tal, é mais do que justo que o agora comentador veja o seu ex-presidente como um homem bom. Bruno de Carvalho tem de comer muita sopinha (ou dar a comer) até chegar aos seus pés.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

As (exorbitantes) comissões pagas pelos clubes

A FPF divulgou ontem a lista de negócios dos clubes com jogadores (compras, vendas e renovações), realizados entre 1 de abril de 2016 e 31 de março de 2017, que implicaram o pagamento de comissões a empresários e intermediários. No final, fizeram um resumo com os valores pagos por cada um dos clubes:


Como seria de calcular, os três grandes ocupam as três primeiras posições dos clubes mais gastadores, mas a disparidade entre eles é aberrante: o Sporting gastou 4,9M, o Porto gastou 6,2M, e o Benfica gastou 30,1M. Salta à vista, obviamente, o facto de o Benfica pagar pouco menos do que o triplo que Sporting e Porto gastaram juntos.

Apesar disso, não tardou a aparecer quem viesse tentar explicar que os valores pagos pelo Benfica são "naturais".


Rui Pedro Braz lança logo da cartada de que o Benfica é o clube que faz mais vendas para justificar a tal disparidade. Segundo o comentador, o Benfica vendeu cerca de 130 ou 140 milhões de euros. Está aqui o primeiro erro do comentador. Nesta lista da FPF, as únicas vendas do Benfica que são consideradas são as de Renato, Gaitan e Guedes, mais os empréstimos de Talisca e Taarabt. É verdade que o Benfica anunciou, em janeiro, ter vendido Hélder Costa por (supostamente) 15 milhões. O problema é que Hélder Costa não aparece nesta lista da FPF - apesar de ser muito duvidoso que Mendes não tenha amealhado o seu dízimo. Isto significa que, dos 30 milhões gastos pelo Benfica em comissões, apenas cerca de 9 corresponderão a vendas de jogadores.

A primeira metade da justificação de Braz cai, assim, por terra.

Ou seja, o Benfica terá gasto cerca de 21 milhões em comissões para negócios de compra e renovação de jogadores. Sabe-se que os "custos zero" de Carrillo e Zivkovic corresponderam a custos de cerca de 12,6 milhões - nos quais é necessário retirar os prémios de assinatura dos jogadores, que não entram nestas contas -, que ajudaram a empolar estes valores. E também houve gastos com renovações de jogadores de 1ª linha, como Ederson (via Gestifute), Luisão, Sálvio ou Jardel. Sabe-se que a renovação de Sálvio custou 2,6 milhões, e que a de Jardel custou 2,1 milhões. Assim não custa nada negociar, diria eu.

Coloco agora a pergunta que se impõe: é mesmo obrigatório que os clubes paguem fortunas para realizarem negócios? As recentes vendas do Sporting provam que não, pois o clube encaixou 70 milhões só com João Mário e Slimani, sem que qualquer comissão fosse paga. E também se fecharam renovações de alguns dos principais jogadores do plantel, como Rui Patrício, Adrien, Gelson ou Schelotto.

A segunda metade da justificação de Braz assenta na ligação a Mendes. Diz o comentador que "o Benfica, se quer continuar a trabalhar com este empresário, tem que aceitar as suas regras". Jorge Mendes abre muitas portas? Sim, isso é indiscutível. Mas será que compensa esta dependência depois de deduzidos as comissões, os mendilhões, e a obrigação de compras igualmente milionárias para manter o carrossel em andamento? Não existirão outros empresários capazes de colocar os jogadores por valores líquidos igualmente interessantes, havendo qualidade? Não é para isso que servem os negociadores implacáveis?

O mercado funciona como funciona, e não é possível regressar a um tempo em que os clubes negoceiam diretamente com os jogadores, mas considerando a situação financeira de todos os clubes, não faz qualquer sentido que os clubes encarem as comissões como gastos inevitáveis e inegociáveis. Está provado que o caminho palmilhado pelo Sporting, por muitas dificuldades que isso possa causar a determinados negócios, faz todo o sentido. Só para colocar em perspetiva a barbaridade destes números, o Benfica contraiu ainda este mês um empréstimo obrigacionista de 60 milhões de euros, com duração de 3 anos. Ou seja, só no espaço de um ano, o Benfica gastou metade desse valor em comissões a empresários e intermediários...

terça-feira, 25 de abril de 2017

O galáctico da hipocrisia

Excelentes os comentários que André Dias Ferreira fez ontem sobre Luís Filipe Vieira e as declarações feitas no final do dérbi de sábado.

Muito pertinente também a intervenção de André Cunha de Oliveira a relembrar que, tendo sido Bruno de Carvalho castigado por lesão da honra e reputação de Vítor Pereira. Ora, quando Vieira acusa Bruno de Carvalho de ser mentiroso, populista e demagogo, comparando-o ainda a Vale e Azevedo, estamos perante o mesmo tipo de situação. Veremos se o Conselho de Disciplina atuará em conformidade, ou se estaremos perante mais um caso de dois pesos e duas medidas na justiça do futebol português.

Aqui fica o vídeo:



"Coitado do Artur"


Só ontem à noite vi as imagens em que se pode ver Luís Filipe Vieira, o silencioso, em ação antes das conferências de imprensa dos treinadores, mandando recados para os jornalistas presentes no Auditório Artur Agostinho.

Mais uma bela demonstração de elevação, que teve ainda o complemento da utilização do termo "marquês" para falar, presumivelmente, de Jorge Jesus.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Não há presidente mais cobarde, incendiário e demagogo do que este


Sabes que o Benfica conseguiu um ótimo resultado quando vês Vieira a falar no final de um jogo importante. Quando o jogo corre mal, normalmente manda Rui Costa falar em seu lugar. Lembro-me, por exemplo, do que Vieira (não) fez quando o Benfica perdeu a final da Liga Europa. Lembro-me também do que aconteceu no verão de 2014: depois de um final de época desastroso, com jogadores a desaparecerem sem qualquer justificação e os rumores de que o BES tinha fechado a torneira, o presidente do Benfica fingiu-se de morto durante semanas a fio, sem dar uma palavra que fosse aos sócios que o elegeram. Se o Benfica tivesse perdido no último sábado, os únicos a quem o presidente se dignaria a dirigir seriam, muito provavelmente, a equipa de arbitragem e os dirigentes do CA que estivessem presentes no local.

Mas como o Benfica conseguiu um resultado favorável, Vieira, o corajoso, lá decidiu falar aos jornalistas presentes. Aqui está o que disse sobre algumas das polémicas que envolvem o Benfica:


Em primeiro lugar, há que dizer que não é normal Vieira colocar-se à disposição dos jornalistas sem rede. Mas, verdade seja dita, está visto que não há necessidade de qualquer rede face à falta de iniciativa dos interlocutores que lhe calharam em sorte ontem: como é possível que, com tantos jornalistas presentes, ninguém tenha tido a coragem para fazer o contraditório que se impunha?

De qualquer forma, alguns dos temas que abordou deram para demonstrar que estamos perante o mais cobarde, incendiário e demagogo presidente do futebol português, que não tem qualquer ponta de moral para estar a dar lições aos restantes.

Sobre a cartilha, o presidente benfiquista não foi homenzinho para admitir o que já toda a gente sabe: de que ele é, em última análise, o responsável pela famosa cartilha, e que tem perfeito conhecimento da sua natureza e conteúdo, pois está incluído nos mails distribuídos por Janela aos paineleiros e comentadores do clube. Vieira é o presidente do clube que paga, ao que se diz, 10.000 euros por mês para Janela fazer o que faz - coordenar o discurso mais agressivo, incendiário e mentiroso que o futebol português alguma vez testemunhou -, e ainda tem a distinta lata de dizer que se mantém em silêncio para não incendiar o futebol nacional.

Depois, o mais grave: o discurso desculpabilizador do assassinato da madrugada de domingo. Segundo os jornais, os membros da claque sportinguista deslocaram-se à Luz por causa de um duelo marcado por SMS. Ou seja, iam tão à procura de confusão como iam os da claque benfiquista que estavam no local. Mas independentemente disso, mesmo que a claque sportinguista tivesse decidido deslocar-se à Luz por iniciativa exclusiva sua, isso não legitima nem nunca legitimará que outros se sintam no direito de tirar a vida a alguém.

Para além disso, é de uma hipocrisia completa vir com frases feitas como a do "a provocação gera violência", quando o próprio Vieira é ou foi o superior hierárquico de gente como João Gabriel, Carlos Janela ou Pedro Guerra.

Para finalizar a análise às palavras de Vieira: haverá maior demagogo do que um presidente que disse, um dia, que se demitiria se o seu clube não conseguisse chegar aos 300.000 sócios, que garantiu que tinha terminado o descarregamento de jogadores, que já prometeu, vezes sem conta, que o passivo era para reduzir, e que fez a previsão de que o Benfica iria ter a espinha dorsal da seleção nacional?

Não estou a dizer com isto que Bruno de Carvalho é um menino de coro e que não contribuiu para o clima de enorme tensão que existe, mas o principal instigador de tudo o que se tem passado nos últimos dois anos é o presidente do Benfica - mesmo que por interposta pessoa. Infelizmente, só num país como Portugal é que uma pessoa com o passado de Vieira consegue passar por estadista, ideia suportada e promovida por uma comunicação social completamente conivente ou submissa.

domingo, 23 de abril de 2017

Reação de Bruno de Carvalho às declarações de Vieira

Texto de Bruno de Carvalho publicado há pouco na sua conta de Facebook:



É triste ver qualquer tipo de ser humano refém. Mesmo o mais reles de personalidade merece ter a sua liberdade mesmo que a use mal.

A deformação genética de carácter e personalidade são realidades, e o mundo tem de se debruçar cientificamente perante estes casos clínicos.

Ontem acreditei que Vieira seria capaz de sofrer uma regeneracão, e por isso lhe fiz o convite para assistir ao jogo na tribuna. O facto de estar refém de claques ilegais que apoia não o permitiram.

Mas não foi apenas isso. Aqueles que actuam como ratos gostam de se movimentar no "esgoto" e não sair cá fora, a não ser de madrugada. Se tentarmos aplicar esta imagem a uma pessoa e aos meandros do futebol poderíamos, com o devido respeito, comparar a alguém que cobardemente se esconderia num balneário e, só depois de não ter perdido um jogo, é que dava a cara como se de um grande homem se tratasse.

A cartilha do refém estava feita. Se perdesse era um senhor porque se remetia ao silêncio por ser um apaziguador. Se não perdesse vinha atacar pelas costas como gostam de fazer os cobardes.

Vieira, por exemplo, perdeu a hipótese de ver o jogo na tribuna demonstrando alguma coragem e classe para aceitar um convite.

Depois do jogo perdeu a hipótese, mais uma vez, de criticar veementemente alguns dos seus adeptos, desta vez pela quebra do minuto silêncio, feito em homengem ao adepto Sportinguista morto, com a já célebre e repugnante imitação do som do very light que matou outro adepto do Sporting em 1996.

Sendo ele tão benfiquista, ultrapassado o facto de ter sido sócio dos 3 grandes para ver onde podia ter "sorte", e de ter tramado o Benfica perante o Porto com o Deco, poderia um dia ver a luz e deixar de ser o homem que roubou um camião para ser um homem normal e sensato.

Esconde-se atrás de um Vale e Azevedo para tudo, mas veremos se não se tornarão vizinhos quando deixar de ser presidente do Benfica.

É um cobarde refém de claques ilegais e de uma cartilha de terrorismo comunicacional.

Teve ontem a sorte do jogo que teve um árbitro que actuou com nota artística que depois veio atacar para lançar mais pó para os olhos de todos. O pó da porta 18 não chegou, até porque Vieira, mais uma vez até nesse caso, passou pelos pingos da chuva. Histórias com pó à mistura perseguem-no durante toda a vida, mas com toda a certeza é por estar no ramo da construção.

A cartilha mandou-o perguntar o que estava a fazer um adepto do Sporting ao pé do Estádio da Luz. Essa pergunta com que o famigerado Hugo Gil, e demais assalariados, poluiram as redes sociais e media o dia todo, demostra o quão rasteiro e baixo pode ser um ser humano.

A resposta é simples, nem todos são reféns de criminosos e por isso são livres de circular por onde desejarem.

Mas se quer ir por aí, nesse novo desrespeito por quem é assassinado e suas familias pergunto lhe: o que estavam a fazer adeptos do Benfica nas imediações do Estádio do Sporting após um Sporting - Porto e que esfaquearam um amigo meu que teve de ser internado no hospital vários dias? O que estavam a fazer adeptos do Benfica o ano passado após terem sido campeões, junto das casas das claques legais do Sporting a mandarem pedras para as mesmas e aos nossos adeptos? O que estavam a fazer adeptos do Benfica nas tantas vezes que vão a Alvalade atacar adeptos do Sporting e vandalizar o Estádio? O que anda a fazer o "presidente refém" do Benfica quando vê à sua frente, no seu pavilhão, uma traja a gozar com um adepto morto do Sporting e a ouvir cânticos de gozo pela sua morte e finge que não está a ver nem a ouvir (eu estava lá)? O que anda a fazer o "presidente refém" do Benfica quando os seus adeptos, faz dois anos, tentam matar pessoas nas bancadas de Alvalade atirando petardos para cima de familias do Sporting e, ainda por cima, manda o seu director de comunicação chamar a isso de folclore? O que anda a fazer o "presidente refém" do Benfica quando, já esta época, em dois jogos seguidos nos seus pavilhões nos jogos de futsal e andebol, assiste sem reacção a imitações de sons que deram origem a mortes e a cânticos a gozar com essas mesmas mortes?

No final disto eu tenho pena deste presidente refém, cobarde e com tudo isso pouco digno de andar no futebol.

Não posso deixar de lamentar que existam presidentes reféns de adeptos e quero enaltecer a atitude dos adeptos do Sporting CP no Estádio, que souberam ouvir o meu repto e pedido, e demonstraram que a grandeza não vem com ganhar títulos de qualquer forma. A grandeza vem com atitudes e actuações dignas como aconteceu ontem, mesmo estando todos em choque e em sofrimento pelo assassinato de mais um adepto nosso.

É um orgulho ser o líder de um Clube com esta massa associativa.

Sou e serei sempre duro e intolerante sempre que forem ultrapassadas as linhas básicas da vida. Um crime é um crime, seja quem for o seu autor, e eu manterei sempre a minha postura perante criminosos. Mas também temos de saber enaltecer as grandes atitudes e os adeptos do Sporting mostraram ontem em Alvalade a sua grandeza!

Não cumprimos o nosso objectivo dentro das 4 linhas, mas demonstrámos porque somos e seremos sempre os melhores em termos de adeptos!

Cada vez tenho mais orgulho em ser do Sporting Clube de Portugal!

Para terminar apelo aos adeptos do Sporting que mantenham esta postura de grande elevação e não cedam à tentação de reagir a quente a mais um assassinato e às constantes provocações que estão a ser alvo, sobretudo nas redes sociais, e apelo às autoridades que se as tiverem na sua posse as imagens do assassinato não as divulguem, pois a sua brutalidade poderia desencadear algo que ninguém quer.

Nós sportinguistas temos de ser fortes, unidos, sensatos e não ceder à tentação de reagir a quente a tudo isto. Em cada um destes actos estão sempre famílias e amigos que não merecem ver-se envolvidas nestas tragédias que não fazem qualquer sentido.

Cadeado

Foi um dérbi intenso mas com pouca nota artística, e em que o empate é um resultado adequado para aquilo que se viu em campo. Os onzes escolhidos pelos dois treinadores indiciavam um jogo em que o Sporting iria assumir as despesas do jogo de uma forma mais cautelosa que o normal, e com o Benfica a tentar explorar o contra-ataque para causar estragos. Essas estratégias rapidamente foram colocadas no lixo, face ao golo madrugador do Sporting. O Benfica pareceu acusar o golpe, mas a partir dos 20 minutos acabou por se recompor e foi obrigado a ter mais iniciativa do que inicialmente imaginara.

Há que dizer que o Sporting pareceu tão confortável na defesa do resultado quanto o Benfica pareceu desconfortável na procura do golo. Os caminhos da baliza estiveram sempre bem fechados - de parte a parte -, tornando o jogo muito disputado a meio e pouco atrativo.

Após o intervalo, o Sporting regressou com a ideia de ampliar a vantagem e teve, efetivamente, boas oportunidades para consegui-lo. No entanto, estava escrito que os golos só iriam aparecer de bola parada: o Benfica empatou e, uma vez tendo um resultado que lhe interessava, soube congelar o jogo e assegurar um empate que poderá ter valido o campeonato.





A entrada de Paulo Oliveira no onze - foi a grande surpresa no onze e, assim que foi anunciada, dava a entender uma abordagem defensiva mais conservadora do que é habitual no Sporting: uma linha defensiva um pouco mais recuada, com menos espaço nas costas, e com maior capacidade para conter o adversário na próximidade da área. Apesar de ter cometido uma ou outra falha sem consequências, Paulo Oliveira fez um jogo de grande nível, limpando tudo na sua área de ação e ainda nas inúmeras dobras que teve que fazer a Jefferson. Uma aposta bem sucedida.

A explosividade de Gelson - foi o único jogador do Sporting capaz de semear o caos na defesa adversária. A atacar fez o que quis de Grimaldo na primeira parte, mas também trabalhou defensivamente muito no apoio a Schelotto. Foi substituído por estar em claras dificuldades físicas.



O golo do Benfica acabou com o jogo - o Sporting acusou o golo do empate e, a partir desse momento, não teve capacidade para incomodar a defesa benfiquista. Notou-se uma quebra física e anímica da equipa, que começou a perder sistematicamente os duelos a meio-campo. É certo que, nessa altura, Artur Soares Dias foi uma ajuda importante em manter o cadeado bem fechado - deixando passar várias faltas óbvias nas disputas a meio-campo -, mas Jesus deveria ter feito mais para procurar a vitória (na minha opinião, Podence devia ter entrado mais cedo).

Exibições abaixo do exigível - foram vários os jogadores que não deram à equipa aquilo que era necessário face a um adversário como o Benfica. Começando pelas laterais, Schelotto não conseguiu adaptar-se à pressão que o Benfica lhe colocou e cometeu vários erros, enquanto Jefferson confirmou que não é mais do que uma sombra do jogador que já foi - nem sequer ajudou naquele que era o seu ponto forte: os cruzamentos. William jogou com um nível de agressividade demasiado baixo, estando pouco esclarecido com a bola nos pés e com vários momentos de desconcentração. Alan Ruiz foi demasiado lento perante um pressing mais intenso, e nunca conseguiu desequilibrar. Finalmente, Dost esteve em dia não. Teve duas excelentes ocasiões para marcar, mas finalizou ambas de forma desastrada.

A arbitragem - Artur Soares Dias teve um desempenho péssimo. Começou pela falta de cartão a Ederson no lance do penálti. Depois, houve um penálti claro de Schelotto sobre Grimaldo que ficou por assinalar. Podia também ter assinalado penálti de Bruno César sobre Lindelof, num lance de análise mais difícil. Na segunda parte, Artur Soares Dias pareceu tentar compensar os erros da primeira parte, revelando uma dualidade de critérios aberrante na marcação de faltas. Vi pelo menos três faltas claríssimas sobre jogadores do Sporting mesmo à minha frente que ficaram por marcar, mas existiram vários outros casos muito duvidosos noutras áreas do campo. Mas no cômputo geral o Benfica teve, obviamente, mais razões de queixa.



A vitória ainda nos poderia deixar com uma réstia de esperança em conseguir algo mais do que o terceiro lugar, mas este empate fecha a nossa classificação. Faltam quatro jogos, que deverão ser aproveitados para preparar a próxima época tanto quanto possível. Esta já era.

sábado, 22 de abril de 2017

Tragédia

Esta noite ocorreu mais uma tragédia a envolver adeptos de futebol. Morreu alguém que era sportinguista, às mãos de alguém que é benfiquista. Sobre isto, para já ocorre-me apenas dizer três coisas. 

A primeira é que, ao que tudo indica, a situação é diferente da tragédia do Jamor - que é dos piores cenários que imagino poder acontecer. Rui Mendes era um adepto comum que morreu porque teve o azar de estar no local errado à hora errada. Os acontecimentos de ontem não deixam de ser uma tragédia, não deixam de ser um ato criminoso, mas não consigo colocá-los no mesmo patamar, já que sucederam na sequência de uma rixa entre claques - só lá estava quem queria estar. Infelizmente, situações dessas propiciam a que haja imbecis a ultrapassar os limites. Basta um, para que as tragédias aconteçam.

A segunda é que espero que o autor do crime seja rapidamente encontrado e julgado pela justiça portuguesa. 

A terceira é que desejo que nenhum sportinguista pense em vingar-se mais logo, usando como alvo adeptos benfiquistas que se desloquem a Alvalade para assistir ao jogo. A vingança, neste caso, seria tão irresponsável quanto fútil: porque nada do que aconteça daqui para a frente devolverá a vítima de atropelamento à sua família, porque ninguém tem direito a fazer justiça pelas próprias mãos, e porque o alvo dessa vingança acabaria por ser o comum adepto benfiquista - que se sentirá tão enojado pelo acontecimento como o comum adepto sportinguista -, que nada a ver com o que sucedeu.

Há ainda outra questão que deve ser referida: a forma como se deixou construir uma sensação de impunidade à volta de determinados grupos de adeptos. Fica para outra altura, pois o dia de hoje não é o mais indicado para falar sobre isso.

Posto isto, acho incrível como ainda ninguém da FPF e Liga veio garantir que estão reunidas todas as condições de segurança para a realização do dérbi de logo. Ao morrer, em dia de jogo, uma pessoa em confrontos entre elementos das duas claques, este deixa de ser uma partida igual às restantes. Espero que estejam a ser efetivamente todas as precauções necessárias, e que não estejamos perante mais um caso em que a Liga e FPF se limitam a assobiar para o lado, fingindo que nada aconteceu. Não havendo condições para reforçar a segurança tão em cima da hora, o jogo deveria ser adiado.

De pequenino...

Como seria bom se todos os sportinguistas do futuro tivessem a convicção inabalável do protagonista do primeiro vídeo e a garra do protagonista do segundo vídeo. :)




sexta-feira, 21 de abril de 2017

3 vitórias em 16 jogos

Esta é a (aterradora) estatística que, segundo Hélder Amaral, o Sporting tem em jogos em que o árbitro assistente Paulo Soares - nomeado para o dérbi de amanhã - é interveniente. Em 16 partidas disputadas com este fiscal-de-linha, o Sporting ganhou 3, empatou 7 e perdeu 6.

Segundo o comentador sportinguista, um desses jogos foi o Braga - Sporting da época passada para a Taça de Portugal, em que anulou incorretamente um golo a Slimani no prolongamento, que daria o 4-3 para o Sporting. Como sabemos, o golo não contou, e o Braga acabaria por marcar alguns minutos depois, vencendo a eliminatória por 4-3.


Aqui ficam as palavras de Hélder Amaral, ontem, na CMTV, quando lhe foi pedido o comentário sobre a nomeação de Artur Soares Dias:


Se esta estatística de Paulo Soares for verdadeira (deixo essa hipótese, pois Hélder Amaral fala em 13 jogos, o que não bate certo com as 3V+7E+6D), é realmente caso para se rezar a todos os santinhos disponíveis: não bastava a nomeação de Soares Dias - que, como disse Hélder Amaral, tem tido MUITO azar em vários jogos que apita do Sporting -, como temos também um fiscal-de-linha que também não nos tem trazido grande felicidade... é que uma taxa de 18,75% de vitórias só pode ser produto de muito, muito azar.

P.S.: entretanto já fiquei a saber a lista de jogos em que Paulo Santos foi interveniente. Confirma-se: 3 vitórias em 16 jogos. Estes dados incluíam jogos da equipa B, mas se excluirmos essas partidas, a estatística fica arrumada da seguinte forma: 2 vitórias em 13 jogos (2V, 6E, 5D). Assustador.


(obrigado, @casrch!)

O castigo de Brahimi


Brahimi foi castigado com dois jogos de suspensão na sequência da expulsão no Braga - Porto disputado no último sábado. Devo dizer que, por uma questão de princípio, acho que faz sentido que um jogador que veja cartão vermelho por protestos ou faltas violentas seja castigado com um mínimo de dois jogos. Não faz sentido equiparar estas situações às expulsões por duplo amarelo ou aos vermelhos que decorrem de lances normais de um jogo, como o derrube a um adversário isolado.

Ainda esta época, Heldon foi suspenso por três jogos por ter insultado o árbitro Vasco Santos. Segundo o relatório desse jogo, o extremo do Rio Ave disse: "És um borrado meu grande filho da p...! Vai para a grande p... que te pariu!". Convenhamos que até a mãe de Heldon terá concordado com o castigo. O que não faria sentido era que o castigo fosse apenas de um jogo, como foi prática corrente no futebol português durante vários anos.

Voltando à expulsão de Brahimi, as imagens da transmissão televisiva não são esclarecedoras. A dada altura, vê-se Hugo Miguel a dirigir-se para a área técnica portista, onde dirigentes e membros da equipa técnica protestavam com o quarto árbitro, mostrando, uns segundos depois, o cartão vermelho ao jogador argelino, que estava junto ao banco. Ou seja, não temos forma de perceber o que aconteceu para levar o árbitro a expulsar Brahimi.

Depois houve a reação de Brahimi ao ver o cartão vermelho. Dirigiu-se ao quarto árbitro, mas a linguagem corporal do jogador não pareceu anormalmente agressiva ou insolente. Resta aquilo que o jogador possa ter dito.

Aqui está o primeiro problema. Aquilo que vem descrito no documento divulgado pelo CD da FPF...


... não tem nada a ver com o que foi captado pelas câmaras da Sport TV. Esta justificação só pode fazer sentido caso os factos descritos tiverem ocorrido antes de a realização ter passado a seguir as movimentações junto ao banco.

Ora, considerando o momento da época e a importância do jogador em causa - provavelmente o mais desequilibrador de um dos dois clubes que estão a disputar o título -, teria sido sensato que o CD tivesse dado explicações adicionais. E não faz sentido que o CD remeta a justificação para o relatório do árbitro, pois falamos de um documento que não é público.

O segundo problema, a meu ver, é o aparente agravamento dos castigos para certo tipo de sanções. Não que veja qualquer inconveniente nesse endurecimento das sanções, desde que praticadas de forma coerente - para além disso, falamos de um CD que tomou iniciou funções esta época, pelo que tem toda a legitimidade de alterar a sua atuação em relação ao que se fazia nas épocas anteriores.

No entanto, para haver uma justiça efetivamente equilibrada, esta endurecimento disciplinar deveria ter sido acompanhado por um maior rigor no tratamento dos casos flagrantes de indisciplina que não são devidamente sancionados pelos árbitros durante o jogo. E é aqui que o CD está a falhar em toda a linha. Pior do que isso, está a passar a ideia de que há justiças diferentes em função dos clubes envolvidos.

Não é compreensível, por exemplo, que em duas jornadas consecutivas, Samaris agrida adversários e não seja julgado em conformidade: a agressão a Alex Telles passou incólume, enquanto o soco a Diego Ivo deu apenas direito a um processo que dificilmente conhecerá desfecho na época em curso.

(de notar que não me esqueci do caso de Slimani, mas não só foi tratado por outro CD, como também é o exemplo perfeito de como não se deve conduzir um processo disciplinar desta natureza)

Como também não é compreensível que o CD tenha ignorado o encosto de cabeça de Luisão ao árbitro Nuno Almeida, no jogo Benfica - Chaves, em fevereiro passado:


Isto faz com que o sentimento de justiça dispar acabe por ganhar ainda mais força, pois o encosto de cabeça no árbitro é precisamente um dos atos que o CD considerou na suspensão de dois jogos de Brahimi.

O CD não existe para servir de contrapeso às péssimas arbitragens que existem em Portugal - não só pela fraca qualidade técnica e disciplinar dos árbitros, mas também pela parcialidade revelada em favor dos de sempre -, mas ao agravar as penas sancionadas em campo e ao continuar a ignorar as que não são punidas pelas equipas de arbitragem, está, efetivamente, a ampliar o efeito das más arbitragens. E se já era muito complicado para as equipas não bafejadas pelo colinho da arbitragem poderem competir com as que são, esta nova política do CD torna essa batalha ingrata e desigual ainda mais difícil.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Luciano e os 50 bilhetinhos: finais alternativos

Sobre o pedido dos 50 bilhetinhos, tomei a liberdade de escrever três finais alternativos ao que se passou. A ficção, por vezes, consegue ser muito mais simples do que a realidade.


Luciano e os 50 bilhetinhos - final alternativo 1

Era uma vez um presidente da MAG de uma associação recreativa de uma pequena aldeia do concelho de Leiria, que era também presidente da APAF. Certo dia, um amigo dessa associação sugeriu-lhe que seria uma ideia gira levar uma série de idosos da aldeia, que nunca tinham ido ver um jogo de futebol, ao estádio da Luz para ver o Benfica - Marítimo. "O problema", dizia esse amigo do presidente da MAG, "é que já não há muitos bilhetes por vender, e os que há não são baratos... o preço mais baixo para cidadãos não sócios é de 22,50€..."*.

Fez-se um silêncio relativamente prolongado, que fez com que a situação se tornasse ligeiramente embaraçosa. É que, felizmente, Luciano, o presidente da MAG que também era presidente da APAF, era um homem perspicaz e também com bastante bom senso. Tinha percebido onde o amigo queria chegar, mas após refletir na melhor forma de resposta, disse-lhe: "Olha, isso é um assunto em que eu não me devo meter porque pode ser mal intepretado. Ainda podem pensar que estou a pedir um favor a uma instituição de quem me devo manter totalmente distanciado, por razões que têm a ver com o meu cargo. Fala com o presidente da associação e diz-lhe para ele telefonar para o Benfica, se for necessário eu posso dar-lhe o contacto de alguém que costuma tratar desses pedidos. Se eles puderem ajudar, certamente que o farão."

Despediram-se cordialmente.

FIM


Luciano e os 50 bilhetinhos - final alternativo 2

Era uma vez um presidente da MAG de uma associação recreativa de uma pequena aldeia do concelho de Leiria, que era também presidente da APAF. Certo dia, um amigo dessa associação sugeriu-lhe que seria uma ideia gira levar uma série de idosos da aldeia, que nunca tinham ido ver um jogo de futebol, ao estádio da Luz para ver o Benfica - Marítimo. "O problema", dizia esse amigo do presidente da MAG, "é que já não há muitos bilhetes por vender, e os que há não são baratos... o preço mais baixo para cidadãos não sócios é de 22,50€..."*.

Luciano, assim se chamava o presidente da MAG que também era presidente da APAF, achou a ideia excelente e disse ao amigo que ia tentar ajudar. Conhecia a pessoa certa no Benfica para o informar sobre a possibilidade de arranjar bilhetes em conta. Telefonou, por isso, a Ana Paula, que costuma tratar desse tipo de coisas. Expôs-lhe a situação, perguntando se havia possibilidade de lhe venderem 50 bilhetes a um preço acessível. Infelizmente, Ana Paula explicou-lhe que o pedido era muito em cima da hora, pois faltavam apenas 4 dias para o jogo. "Estas coisas normalmente são tratadas com mais antecedência, sabe? Os bilhetes disponíveis são para o público em geral, o melhor que posso fazer é arranjar os 50 bilhetes juntos para um dos setores mais baratos e dizer aos serviços da SAD para enviarem a fatura de €1.125 para a associação. Veja se esta solução vos serve e diga-me no máximo até amanhã se podemos avançar assim. Em alternativa, podemos tentar organizar uma visita destas com mais tempo, e aí talvez se consiga arranjar uma solução mais favorável para os seus conterrâneos.".

Despediram-se cordialmente.

FIM


Luciano e os 50 bilhetinhos - final alternativo 3

Era uma vez um presidente da MAG de uma associação recreativa de uma pequena aldeia do concelho de Leiria, que era também presidente da APAF. Certo dia, um amigo dessa associação sugeriu-lhe que seria uma ideia gira levar uma série de idosos da aldeia, que nunca tinham ido ver um jogo de futebol, ao estádio da Luz para ver o Benfica - Marítimo. "O problema", dizia esse amigo do presidente da MAG, "é que já não há muitos bilhetes por vender, e os que há não são baratos... o preço mais baixo para cidadãos não sócios é de 22,50€..."*.

Luciano, assim se chamava o presidente da MAG, achou a ideia excelente e disse ao amigo que ia tentar ajudar. Conhecia a pessoa certa no Benfica para o informar sobre a possibilidade de arranjar bilhetes em conta. Telefonou, por isso, à Ana Paula, que costuma tratar desse tipo de coisas. Expôs-lhe a situação, perguntando se havia possibilidade de lhe venderem 50 bilhetes a um preço acessível. Ana Paula ouviu atentamente e pediu a Luciano que este lhe enviasse um mail com os dados que tinha acabado de lhe dizer, garantindo que iria tentar arranjar a melhor solução possível para o seu pedido.

Ana Paula sabia quem Luciano era, e pressentiu que a SAD teria interesse em satisfazer o pedido de Luciano. Por isso, assim que viu o mail, pôs mãos à obra. Ainda nem 30 minutos tinham passado, e já tinha informado o administrador de que o presidente da APAF estava a solicitar 50 bilhetes para o jogo de daí a 4 dias.

O administrador, homem sensato e avesso a promiscuidades com responsáveis da arbitragem, percebeu logo a delicadeza da situação. Disse a Ana Paula para tratar Luciano como um cliente normal, já que passaria uma má imagem para a SAD se lhe dispensassem qualquer tipo de tratamento preferencial para além do que é normal no relacionamento com outras instituições do futebol português.

Ana Paula respondeu a Luciano, dizendo-lhe que "... o melhor que posso fazer é arranjar os 50 bilhetes juntos para um dos setores mais baratos e dizer aos serviços da SAD para enviarem a fatura de €1.125 para a associação. Veja se esta solução vos serve e diga-me no máximo até amanhã se podemos avançar assim. Em alternativa, podemos tentar organizar uma visita destas com mais tempo, e aí talvez se consiga arranjar uma solução mais favorável para os seus conterrâneos.".

Despediu-se cordialmente.

FIM


* Valor não necessariamente real, pois o autor do texto não teve acesso aos preços do Benfica - Marítimo; no entanto, o autor foi consultar a bilheteira para o próximo jogo em casa do Benfica (contra o Estoril), e o preço mais barato para não sócios é de 22,50€.


A cartilha pré-dérbi

O Correio da Manhã divulgou ontem, na sua edição escrita, alguns pormenores sobre a cartilha que Carlos Janela disponibilizou para os minions benfiquistas para preparar o dérbi de passado dezembro. À noite, a CMTV entrou em maior pormenor na questão, divulgando passagens completas do documento.

Como seria de esperar, é mais uma demonstração de propaganda doentia e incendiária, assente no insulto e difamação, a que nem o filho do presidente do Conselho de Arbitragem - um rapaz de quinze anos - escapou. Curiosamente, esta cartilha parece ter contagiado certos órgãos de comunicação social, que não tiveram pudor em dar um destaque desmesurado a um mero tweet de um menor, expondo-o perante o seu público.

Divido o que a CMTV divulgou em três partes. Em primeiro lugar, um resumo de tudo o que foi escrito:


Depois, o texto detalhado sobre o filho de Fontelas Gomes. É absolutamente degradante a forma como a máquina de comunicação tenta arrasar um miúdo de 15 anos.


Finalmente, o detalhe sobre a parte dedicada a Jesus.



É curioso registar que a quantidade de ataques e insultos das cartilhas divulgadas é enorme - parecem quase intermináveis -, mas a verdade é que ainda só conhecemos 3 cartilhas... imaginem o que não terá sido escrito nas outras 33...

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Afinal havia outros

A Sporting TV desenvolveu ontem, no Sporting Grande Jornal, a questão do envio de mails de João Paiva dos Santos a Pedro Guerra sobre assuntos que só deveriam dizer respeito ao Sporting. Afinal, não terá havido apenas o envio do mail divulgado na segunda-feira. A Sporting TV mostrou que Paiva dos Santos foi mantendo Pedro Guerra informado de todo o processo de solicitação de auditoria às contas da direção de Bruno de Carvalho.

Na realidade, no espaço de uma semana, houve (pelo menos) três mails enviados por Paiva dos Santos a Pedro Guerra.

Primeiro, o mail que já se conhecia, enviado a 9 de janeiro, quando Paiva dos Santos tomou conhecimento da resposta do Conselho Fiscal do Sporting ao pedido de auditoria:


Depois, a 11 de janeiro, deu conhecimento a Pedro Guerra da resposta que enviou para a SAD, com outro tipo de exigências, como a divulgação de todos os contratos celebrados durante o mandato.


Finalmente, a 16 de janeiro, Paiva dos Santos fez forward a Pedro Guerra do mail em que solicita ao Conselho Fiscal a marcação de uma reunião urgente - a tal onde apareceria acompanhado de Paulo Pereira Cristóvão.


Seria interessante também saber se existiram mails enviados em sentido inverso.

Sendo verdadeiros estes mails, é inqualificável a atitude de Paiva dos Santos em partilhar informação com a estrutura do Benfica. A expulsão de sócio pode e deve ser equacionada.

Aqui fica a peça completa da Sporting TV.

Benfica ofereceu 50 bilhetes ao presidente da APAF

O Porto Canal revelou ontem que o Benfica ofereceu 50 bilhetes ao presidente da APAF para o jogo do fim-de-semana passado frente ao Marítimo. 

O presidente da APAF, Luciano Gonçalves, pediu ao Benfica, no dia 10 de abril, que disponibilizasse 50 bilhetes, a serem pagos por ele, para o Benfica - Marítimo de sábado. O destino que o presidente da APAF tinha para esses bilhetes era oferecê-los a habitantes da sua aldeia, na sua qualidade de dirigente de uma coletividade local. O mail com o pedido foi dirigido a Ana Paula Godinho, a responsável de protocolo do Benfica, após uma conversa telefónica entre os dois.


Apesar de o presidente da APAF dizer explicitamente que queria comprar os bilhetes, a responsável pelo protocolo reencaminhou o pedido para Domingos Soares Oliveira, administrador do Benfica, pedindo-lhe indicações sobre se os bilhetes deveriam ser cobrados ou oferecidos.


Domingos Soares Oliveira diz que podem oferecer os bilhetes. Acrescenta que apesar de o jogo ser de casa cheia, insiste que se deve aceder ao pedido pelo facto de Luciano Gonçalves ser quem é. Recomenda que, para evitar problemas, o pedido oficial seja feito por outra pessoa que não o presidente da APAF. O administrador inclui na conversa o assessor jurídico do Benfica, Paulo Gonçalves, a quem pede a opinião.


Paulo Gonçalves recomenda que se ofereça os bilhetes porque nunca é bom tê-lo contra, relembrando que Luciano Gonçalves será testemunha num processo que interessa ao Benfica. Recomenda, à semelhança de Domingos Soares Oliveira, que o envio dos convites seja feito diretamente à coletividade e não por via de Luciano Gonçalves, para não poderem ser acusados de estarem a oferecer bilhetes à APAF.


Por fim, Domingos Soares Oliveira reencaminha o parecer de Paulo Gonçalves a Ana Paula Godinho.


Aqui fica o vídeo completo, retirado do Porto Canal. Vale a pena ouvir as conclusões que Francisco J. Marques retira do caso.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Flash interview

(via página de Facebook Não penses mais nisso)

É preciso pedir licença para ganhar o jogo no sábado?

Acho graça à conversa daqueles que dizem que existe uma aliança entre Sporting e Porto. Acho extraordinário que haja ainda quem não compreenda que o motivo que leva o Sporting a fazer queixa de atitudes como as de Samaris nada tem a ver com auxiliar o Porto na luta pelo título. Existe uma guerra sem tréguas entre Sporting e Benfica desde que Jorge Jesus trocou de clube. Tudo o que temos visto acontecer nos últimos meses não é mais do que um reflexo de episódios anteriores de ataques mútuos. Aconteceria o mesmo se o Benfica estivesse a 8 pontos do primeiro lugar, assim como o nosso atraso na classificação não tem impedido Vieira e os seus minions de fazer todas as queixas possíveis e imaginárias contra o Sporting.

O Sporting - Benfica de sábado será um jogo especial, na medida em que um Sporting - Benfica é sempre um jogo especial, independentemente das circunstâncias. Existe um século de intensa rivalidade que se alimenta a cada ano, e que transforma um confronto entre ambas as equipas em algo mais do que um simples jogo - mesmo que seja a feijões. Este dérbi em particular será, para nossa infelicidade, mais importante para o Benfica do que para o Sporting porque os nossos rivais estão a lutar pelo título, enquanto nós já temos o terceiro lugar mais ou menos fechado.

Não obstante isso, o Sporting deverá fazer tudo ao seu alcance para vencer o Benfica porque essa é a sua obrigação. Era só o que faltava que a principal motivação do Sporting no dérbi fosse ajudar o Porto ou para compensar uma época pouco conseguida. Nem uma vitória, por mais volumosa que seja, vai salvar a época do Sporting, como também não me interessa que possa eventualmente estragar a época ao nosso adversário.

Da parte que me toca, o cenário ideal é este: que seja um grande jogo de futebol, com respeito mútuo nas bancadas e espetáculo no relvado, e com o Sporting a conquistar no final a vitória e a reduzir a distância para o 1º lugar para 5 pontos. No dia seguinte, que o Porto perca mais uns pontitos contra o Feirense para ficarmos a 2 ou 3 pontos do 2º lugar. O resto é conversa.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Liga Allianz, 21ª jornada: Estoril 0 - Sporting 7


Retomado o campeonato após várias semanas de paragem, o Sporting parece não ter acusado a interrupção e deu sequência às exibições avassaladoras, desta vez vencendo o Estoril, que era o 5º classificado à entrada para a 21ª jornada, no seu reduto, por uns esmagadores 7-0.

Também foi dada continuidade a essa recente e saudável tradição de registo de pokers. Coube, desta vez, a Diana Silva (pelo segundo jogo consecutivo) marcar 4 golos. Os restantes foram assinados Fátima Pinto, Tatiana Pinto e Ana Capeta. De destacar também as 4 assistências de Ana Borges.



Uma vitória importante que deixa o Sporting um pouco mais perto do título. Vão já 19 vitórias consecutivas e uma série de 450 minutos sem sofrer golos. Impressionante.


Nas cinco jornadas que faltam, ainda teremos que defrontar os 3º, 4º e 5º classificados. A nosso favor está o facto de o Sporting realizar quatro desses cinco jogos em casa: seguem-se receções ao Atl. Ouriense, U. Ferreirense e Valadares Gaia, uma deslocação ao Boavista, e a época terminará em casa frente ao Futebol Benfica.

P.S.: vale também a pena ver o golo que Jéssica Silva, do Braga, marcou este fim-de-semana:

Vender a alma ao diabo

Post de Bruno de Carvalho no Facebook, publicado há pouco. À semelhança da cartilha, não é nada que surpreenda os sportinguistas mais atentos... mas é sempre bom ver as suspeitas confirmadas.



ESTÁ NA HORA DE CHAMAR OS BOIS PELOS NOMES

Durante 4 anos eu falo da intromissão do benfica na vida interna do Sporting. Eles tentam tudo, eles fazem tudo, até Rui Gomes da Silva disse um dia "farei tudo o que puder para desestabilizar o Sporting".

É o tal convite para entrarem em minha casa sem que nunca tenham sido convidados por mim, mas eles teimam em tentar entrar sob a batuta escondida do seu presidente.

Durante as eleições eu disse que o benfica estava a movimentar-se para manipular a opinião pública e, desse modo, tentar que eu não fosse reeleito.

Está na altura de começar a denunciar, com documentos, para provar como no benfica tudo se faz e tudo serve para jogos de bastidores, e como (eu já tinha alertado) existem sportinguistas que devem ser expurgados.

No documento em anexo podemos ver um dito sportinguista, João Paiva dos Santos, a coordenar-se com Pedro Guerra sobre o tal pedido de auditoria que apenas serviu para me atacar e ao Sporting CP, e que foi sempre uma manobra da mais pura e desavergonhada desonestidade intelectual.

Pessoalmente irei pedir ao Conselho Fiscal e Disciplinar do Clube a abertura de um processo com vista à expulsão de sócio, assim como reforçar o mesmo pedido sobre o seu assessor, Paulo Pereira Cristovão.

Não podemos admitir mais este tipo de sportinguistas que são capazes de vender a alma ao diabo para ver satisfeitos os seus interesses com total prejuízo do Sporting Clube de Portugal.


Hipocrisia ao som de cânticos sobre o very-light

Sábado foi dia de dois dérbis, de futsal e andebol, no pavilhão da Luz. Como costuma ser hábito, as claques benfiquistas foram protagonistas de tristes situações que são recorrentes nos jogos de pavilhão que opõem Sporting e Benfica. À tarde, no jogo de futsal, assobiando de forma a imitar o som do very-light que matou Rui Mendes, na fatídica final da Taça de 1996. À noite, no jogo de andebol, juntaram aos assobios este cântico:


Os atos ficam com quem os pratica, e quando são deste tipo dispensam grandes comentários. Infelizmente, nenhum clube grande tem grande moral para atacar os outros quando episódios destes acontecem. O Porto teve, na semana passada, o cântico do avião do Chapecoense, enquanto o Sporting já usou tarjas igualmente ofensivas usando a morte de Eusébio ou de um membro de uma claque benfiquista falecido há cerca de 20 anos. E não coloco as mãos no fogo em como não acontecerão novas ocorrências do género no dérbi do próximo sábado.

Mas para além dos atos propriamente ditos, há outras duas questões importantes que devem ser referidas. 

A primeira é o comportamento da comunicação social, que se atirou (e bem) de unhas e dentes ao cântico do Porto, dedicando-lhe páginas e páginas de jornais, horas e horas de debate. Infelizmente, as repetidas atitudes das claques do Benfica - num passado nada distante - foram ignoradas. Veremos até que ponto a comunicação social conseguirá evitar abordar o que se passou no sábado.

A segunda tem a ver com a hipocrisia da direção do Benfica. Mais uma vez, fazem de conta que nada aconteceu. Não é nada de novo, pois tem sido sempre essa a postura face aos casos semelhantes que as suas claques protagonizaram no passado, mas desta vez a hipocrisia salta ainda mais à vista porque, dois dias antes, a direção benfiquista teve esta posição oficial:


Face à rápida demarcação do Porto relativamente aos cânticos das suas claques, o Benfica foi igualmente célere a aplaudir a atitude do clube do norte. No entanto, no momento em que escrevo este texto, já se passaram mais de 24 horas desde os cânticos das claques do Benfica, e ainda não houve qualquer reação por parte da direção.

Provavelmente essa reação nunca chegará. Relembro a ocasião em que as claques do Benfica exibiram, no pavilhão da Luz, uma tarja de grandes dimensões a gozar com a morte de Rui Mendes: o Benfica, pela voz do presidente - que estava presente no pavilhão - anunciou a abertura de um inquérito para apurar responsabilidades.


Dois anos depois, ainda se está por conhecer as conclusões desse inquérito.

Não é por falta de capacidade que o Benfica se mantém em silêncio. Quando as suas claques foram responsáveis por ferimentos em adeptos do Atlético Madrid, a condenação oficial por parte da direção benfiquista não se fez esperar. Era fácil perceber que a motivação por trás dessa condenação era o receio de penas duras, como a interdição do Estádio da Luz nas competições europeias. 

Em Portugal sabe-se como funciona a justiça desportiva. Por isso, para quê se darem ao trabalho de criticar as suas claques? É tão mais simples (e útil) continuarem a ignorá-las...

sábado, 15 de abril de 2017

Spot on, Saraiva

Post de Nuno Saraiva, publicado há pouco:
Hoje, no pavilhão da luz durante o dérbi de futsal, a tal claque que não existe mas que beneficia de apoio total por parte da direcção do clube a que pertence, brindou-nos com mais uma exibição de desumanidade canalha e de falta de respeito pelo ser humano.
A dada altura, decidiram imitar, bem afinados o que prova premeditação, o som de um very light, repetindo aquilo que fazem desde 1996 com total impunidade, desrespeitando a memória do Rui Mendes, o adepto do Sporting Clube de Portugal assassinado na final da Taça de Portugal, no Jamor.
Onde estão agora as virgens ofendidas que rasgaram as vestes com o mau gosto dos Super Dragões? Onde está a comunicação social que se apressou a fazer alarido quando o visado era o benfica? Onde está a direcção do clube perante tamanha indignidade e falta de decência? Onde está a justiça desportiva e o Ministério Público? E depois ofendem se quando se denuncia a subserviência.
De facto, o Presidente do Sporting Clube de Portugal está coberto de razão quando denuncia as virgens ofendidas para as quais já não há paciência e a desigualdade de tratamento e de critérios perante os factos.
Aquilo a que hoje se assistiu é mais um acto inqualificável que devia envergonhar e muito a instituição em causa. Mais ainda porque se repete ano após ano. É lamentável porque não se respeita a memória de Rui Mendes nem a dor da sua família, e pelo que significa para os mais de 3,5 milhões de adeptos do Sporting CP, perante a indiferença cúmplice de uma direcção e de um presidente que até já se referiram a estes factos no passado recente como "folclore".
E é tanto mais grave porque a Justiça Portuguesa qualificou o acto como homicídio, tendo havido condenação nos termos da lei. Este caso gravíssimo não deve ser esquecido.
Qualquer pessoa decente, intelectualmente honesta, sente, ao assistir a tarjas e cânticos desta natureza que ficam sem castigo, que este é um sistema que promove a desigualdade, onde não há princípios sólidos, critérios e tratamentos idênticos. Isto é, sanciona-se em função do agente, da sua cor, e não em razão do facto, do comportamento ou da conduta.
Por nós, que temos valores, ética e princípios, nada ficará por denunciar. Porque enquanto a razão estiver do nosso lado, jamais nos calarão!


Este post de Nuno Saraiva vem na sequência do que se passou esta tarde no pavilhão da Luz, no dérbi de futsal. Na mouche, e sublinho a parte da falta de tratamento idêntico de situações similares por parte da comunicação social. Até agora, é como se não tivesse existido.