quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O tubarão que se segue

O Sporting joga esta tarde mais uma partida muito complicada no seu grupo da Liga dos Campeões. A novidade, em relação ao que a partidas muito complicadas diz respeito, é que, desta vez, o nosso adversário não se encontra num momento de forma exuberante. A Juventus, habituada a liderar a Serie A do princípio ao fim, caiu para um invulgar terceiro lugar após dois jogos sem ganhar.

Acresce a isso que a situação na Liga dos Campeões também não é propriamente folgada. Dificilmente chegarão ao 1º lugar após terem perdido 3-0 em Barcelona, e fizeram pouco mais que os mínimos frente ao Olympiakos. Mas isso, para o Sporting, não são boas notícias, porque isso significa que, para a Juventus, este par de jogos com o Sporting é uma espécie de final a duas mãos que pode assegurar ou condenar o objetivo de passagem à segunda fase da competição. Como tal, podemos esperar que a equipa de Turim vá encarar a partida de logo totalmente focada na obtenção da vitória - como se não bastasse o incrível talento e pragmatismo que têm.

Perante isto, o Sporting terá que aparecer com os níveis de competitividade e concentração demonstrados contra o Barcelona e durante 80 minutos em Atenas. Ao que parece, o departamento médico liderado pelo Dr. Frederico Varandas conseguiu recuperar Fábio Coentrão e Doumbia, duas peças fundamentais para um jogo com estas características. Battaglia será novamente peça-chave: depois de ter feito um bom trabalho com Messi, terá desta vez de ser a sombra de Dybala, outro compatriota seu que tem tido um arranque de época fenomenal.

No entanto, se quisermos aspirar à conquista dos três pontos existem três jogadores que terão de subir de rendimento em relação às últimas partidas: é fundamental que Acuña, Gelson e Bruno Fernandes saibam escolher os momentos para se soltarem das suas tarefas defensivas e criarem situações de desconforto para o adversário. Veremos se a pausa das seleções e Taça lhes fez bem: nas últimas duas semanas e meia, Acuña fez apenas 90 minutos pela seleção, Gelson cerca de 60 minutos e Bruno Fernandes não foi sequer utilizado.

De qualquer forma, trazer um ponto de Turim já seria um resultado extremamente positivo, não só por deixar-nos em boa posição para atacar o 2º lugar do grupo, mas também porque o crescimento europeu do Sporting necessita de resultados positivos contra tubarões europeus.

Rui Patrício; Piccini, Coates, Mathieu e Coentrão; Battaglia, William e Bruno Fernandes; Acuña, Gelson e Doumbia.

5 comentários :

  1. Eu deixava o Fábio de fora e recuava o Acuña para a posição dele.

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  2. O ano passado foi ver Dost a festejar efusivamente golos e passes de colegas. Este ano esta entrega espontânea de Bataglia.
    Finalmente isto começou a funcionar de dentro para fora: os que chegam já aparecem pré e auto formatados no registo dos que cá são feitos. Isto tem tudo para correr bem.

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  3. Creio que o Gelson perde muito com o Piccini uma vez que o italiano não tem grande qualidade ofensiva.

    SL

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    1. o Gelson tem tudo a ganhar com o Piccini... Não precisa de defender que o Piccini é muito forte nesse aspeto! O Gelson precisa é de dar ao pedal que já tem o Podence recuperado e pode começar a morder-lhe os calcanhares :)

      SL

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    2. Concordo com o Rodrigo, e também dava jeito cruzar de olhos abertos.

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