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terça-feira, 7 de março de 2017

Rescaldo das eleições, série #Bardamerda. Nº 1: José Nunes

A campanha eleitoral para a presidência do Sporting esteve longe de ter o nível que os sócios desejariam, nomeadamente no que diz respeito à prevalência do confronto de ideias sobre questões paralelas que em nada contribuem para o desenvolvimento do clube. Isso, obviamente, condicionou a discussão que existiu à volta de toda a campanha, nomeadamente nas conversas entre sportinguistas, no bate-boca com adeptos rivais, e nos comentários produzidos pelos opinadores espalhados pela Comunicação Social.

Mas se é compreensível que os adeptos dêem as suas sentenças de forma relativamente impulsiva e superficial, o mesmo não seria de esperar de gente que faz disso a sua vida e que - supostamente - é paga para dar opiniões informadas que esclareçam o grande público. Obviamente que não me estou a referir aos Guerras, aos Gomes da Silva, aos Goberns e aos Venturas da vida, que são assumidamente benfiquistas, pagos para "defender" o seu clube. Todos têm a obrigação de saber ao que vêm. Refiro-me, isso sim, aos vários comentadores/jornalistas que, sem retirarem a capa da suposta isenção dos cargos que ocupam, procuraram, mais ou menos descaradamente, influenciar o público em favor de uma das candidaturas.

Obviamente que não fiquei espantado pela falta de tolerância de determinados comentadores/jornalistas para os argumentos e ações de campanha de Bruno de Carvalho - na prática continuaram a fazer o que já fizeram durante todo o mandato do presidente. Por isso, subscrevo inteiramente aquilo que Bruno de Carvalho quis dizer com o #Bardamerda - que foi dirigido precisamente a esta gente, e não aos adeptos rivais em geral.

Tenho vários exemplos de como os jornalistas/comentadores "isentos" trabalharam os assuntos de campanha, qualquer um deles bem merecedores do #Bardamerda com que foram brindados.

Vou começar com a forma como foi tratada a questão de Jorge Jesus ter feito parte da Comissão de Honra de Bruno de Carvalho. 

A minha opinião pessoal é de que era dispensável - por se tratar de um funcionário do Sporting (SAD ou clube não vem aqui para o caso) -, mas concedo que existem argumentos válidos em defesa dessa atitude. Como tal, não achei o caso particularmente grave. E muito menos uma gravidade tal que justificasse a decisão de Madeira Rodrigues em passar a guia de marcha a Jorge Jesus.

No passado sábado, na RTP3 Rui Oliveira e Costa defendia o direito de Jorge Jesus apoiar publicamente Bruno de Carvalho. Veja-se como José Nunes, jornalista da casa, interveio.


Rui Oliveira e Costa esteve muito bem ao trazer o exemplo de Rui Vitória. O facto de Vieira não ter tido oposição não tem qualquer relevância para o caso. Estamos a falar de uma questão de princípio, o que significa que ou se defende que um funcionário NUNCA deve apoiar um candidato, ou se defende que um funcionário pode apoiar um candidato. Não pode haver meios termos nesta questão.

Mas é curioso como o apoio de Rui Vitória, Rui Costa, Shéu ou Nuno Gomes a Vieira - alguns deles no passado, em que houve oposição - nunca foi um tema polémico para a comunicação social. Elucidativo, tal como foram elucidativas as curvas e contracurvas de José Nunes neste tema quando confrontado por Rui Oliveira e Costa.

José Nunes que, sobre uma outra questão relacionada com as eleições do Sporting, já tinha tido um momento menos feliz. Na segunda-feira anterior às eleições, disse isto na Linha Avançada, na Antena 3:


José Nunes falou na gravação da conversa entre Ricciardi e Sikander Sattar, gravada em 2013, mas transformando-a numa conversa entre Ricciardi e Bruno de Carvalho. Uma falta de rigor lamentável que, só por acaso, não era nada favorável para Bruno de Carvalho. São azares da vida.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Caiu o mito dos 14 milhões de benfiquistas

Pois é... a vontade de ir ao pote foi tão grande e tanto o excesso de confiança, que acabou por ser o próprio Benfica a dar o empurrão decisivo para que o mito dos 14 milhões de benfiquistas, que tanto se esforçou para criar, fosse definitivamente destruído.


O mito foi criado a 29 de abril de 2005 numa apresentação feita à comunicação social por responsáveis do clube. Nesse dia, em pleno estádio da Luz, foram divulgados os números que hoje são um dogma para qualquer benfiquista. No entanto, os dirigentes benfiquistas tiveram o cuidado de colocar uma espessa cortina de fumo sobre as fontes utilizadas para a obtenção desses resultados: não referindo qualquer obra ou estudo em concreto, atribuindo a responsabilidade a um(a) tal de Vox Populi - que no mundo das sondagens e estudos de opinião é um termo encontrado recorrentemente -, e envolvendo múltiplas entidades de forma que a confusão fique lançada sobre quem exatamente obteve que números.

O objetivo desta manobra parece claro: colocando uma única fonte, concreta e bem identificada, seria fácil chegar até ela e questionar os dados divulgados. Havendo várias fontes metidas ao barulho, algumas das quais oficiais, e não se entrando em grandes pormenores, todo o nebuloso arranjo ficava com um ar suficientemente robusto para não ser questionado por qualquer uma das entidades envolvidas no futuro mais imediato. Uma vez passados alguns anos, seria virtualmente impossível esclarecer a origem de tal número.

Para além disso, o momento da divulgação deste estudo não foi escolhido ao acaso. À semelhança da polémica mudança de estatutos que Vieira usou para blindar o acesso à presidência - votada em AG por cerca de 100 sócios 2 dias antes do jogo do título de 2009/10 -, também o mito dos 14 milhões de benfiquistas foi lançado numa altura em que as distrações no mundo do futebol eram mais que muitas. O Porto estava mergulhado no escândalo do Apito Dourado (poucos meses antes Pinto da Costa tinha fugido para Vigo para escapar à prisão), o Sporting estava concentrado na luta pelo campeonato e Taça UEFA, e o Benfica estava, a quatro jornadas do fim, numa posição privilegiadíssima para conquistar um campeonato ao fim de onze anos de jejum.

Resultado: não foi dada na altura grande importância à descoberta de 14 milhões de benfiquistas, com exceção de uma ou outra paródia pontual.


Os anos passaram e foram-se perdendo os (poucos) detalhes da rastreabilidade do estudo. Os 14 milhões transformaram-se numa espécie de lenda que passa de boca para boca, sem que alguém soubesse exatamente qual era a real origem desse número.

E assim continuou até que, há duas semanas, os advogados e dirigentes do Benfica meteram a pata na poça. Tanta foi a vontade de desestabilizar Jesus e o Sporting, que decidiram passar para a Sábado os detalhes do processo que irão interpor contra o treinador - incluindo a base da fundamentação da indemnização de 14 milhões de euros. Finalmente, ao fim de tantos anos, surgiram nomes. De um livro, de empresas concretas, de pessoas. O Benfica tinha acabado de especificar aquilo que nunca antes tinha sido especificado. Uns dias depois, Pedro Guerra, com a preparação zelosa que se lhe reconhece, fez no programa Prolongamento um longo e eloquente discurso laudatório das bases científicas do estudo, da credibilidade dos institutos públicos envolvidos, e da reconhecida competência dos coordenadores do projeto.


Uma vez havendo algo por onde pegar, a Sporting TV não perdeu tempo e encontrou um dos autores do estudo, Jorge de Sá, que não só afirmou categoricamente que o seu estudo não inclui qualquer capítulo sobre o número de benfiquistas existentes no mundo, como também disse de forma clara e inequívoca que os números apresentados pelo Benfica não têm qualquer base científica sólida.




Também Rui Oliveira e Costa, especialista em sondagens - e que não é pessoa para inventar conversas só para chatear rivais -, acrescentou no passado domingo alguns dados novos a toda esta questão.



Concluíndo: é impossível demonstrar quantos benfiquistas, sportinguistas, portistas ou vimaranenses existem pelo mundo fora. Os 14 milhões de benfiquistas são comprovadamente uma farsa criada pelos dirigentes benfiquistas, presumivelmente com o objetivo de inflacionar o valor da marca do clube. Da mesma forma que durante anos reclamaram ter um número de sócios inexistentes, ou da mesma forma que inflacionam o número de espectadores no estádio quando as assistências ficam aquém do desejável. Há que reconhecer que a mentira funcionou.

P.S.: perante o trabalho feito pela Sporting TV no esclarecimento do tema, não consigo compreender por que motivo José de Pina não confrontou Pedro Guerra com as palavras de Jorge de Sá - precisamente um dos autores que o próprio Guerra tinha usado na semana anterior para legitimar a existência de 14 milhões de benfiquistas. Pina tinha a papinha toda feita, só tinha que puxar dos talheres. Desperdiçar argumentos destes na altura em que as relações entre os dois clubes são o que são, foi de um amadorismo atroz. É não compreender o que os sportinguistas pensam e sentem. Alguém acredita que, se os papéis estivessem invertidos, algum paineleiro benfiquista deixaria de utilizar uma arma deste calibre? Esperava (e espero) mais de José de Pina. Gostava muito de o ver no Futebol de Perdição, mas tem que perceber que se quer defender convenientemente o Sporting, terá que se preparar bastante melhor daqui em diante.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Que PATRÃO!

via @captomente

De qualquer forma tenho quase a certeza que aquele jovem benfiquista, na eventualidade de ser convidado para comentar futebol na televisão, não faria pior figura que uma outra determinada pessoa que é presença habitual nos programas da "especialidade"...



via @olhaoquetedigo

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Gobernices

Já perdi há muito a paciência para ver o Trio de Ataque. São duas horas de debate estupidificante (mesmo para a norma que impera neste tipo de programas) entre comentadores de terceira categoria, dos quais apenas Miguel Guedes consegue escapar. Não que o Blind Zero seja um paineleiro de Champions, mas é fácil perceber a facilidade com que navega no programa, incorrendo frequentemente em omissões e falsidades sem que nenhum dos seus interlocutores as consiga detetar. Basta ouvir uma edição do Grandes Adeptos para perceber que as dificuldades de Miguel Guedes aí encontra são outras. Quanto à oposição que tem no Trio de Ataque... bem, basta lembrar como ROC era sistematicamente gozado por Gomes da Silva e Guilherme Aguiar - esses sim, paineleiros de primeira divisão, que agora são acompanhados por Rogério Alves, que por sua vez é nitidamente de Champions.

Pois bem, ontem voltei a ver o programa porque me chamaram a atenção para o facto de Guedes & Gobern terem andado a dizer que a decisão de Bruno de Carvalho em acompanhar Jorge Jesus para a bancada era mais um indício de divisão entre os dois do que um sinal de solidariedade e entendimento. Uma tese absurda que Miguel Guedes tentou impingir com alguma habilidade, diga-se. Mas depois entrou João Gobern, tentando reforçar a ideia de uma forma que demonstra que não passa mesmo de um paineleiro de terceira divisão:


Rui Oliveira e Costa esteve bem na resposta ao virar a agulha para a azia do acusador, com o precioso auxílio de Hugo Gilberto (!). Mas de qualquer forma, mesmo que as imagens da SportTV não tivessem mostrado posteriormente Bruno de Carvalho ao lado de Jesus na bancada de imprensa, desde quando que isso provaria alguma coisa? Será que o presidente seria obrigado a acompanhar o treinador até nas idas à casa-de-banho para provar que realmente está tudo bem entre eles? 

Enfim, gobernices. Mas ainda houve mais. O que dizer desta outra tentativa patética de atacar Bruno de Carvalho?


Bruno de Carvalho, o maior inimigo do futebol português. O homem que tirou Pedro Proença de um lugar onde nos podia ser útil para esse posto de relevância insignificante que é a Liga. Há no entanto que admitir que Gobern deve saber bem a importância de ter gente amiga nas entidades que mandam na arbitragem. Para Pinto da Costa - que por este discurso podia passar por uma personagem secundária que pouco teve a ver com a eleição de Proença - ficaram apenas os desejos de melhoras.

Para finalizar pôs-se a debitar as frases feitas do Nélio. Será que em algum momento Gobern se questiona o motivo pelo qual o seu clube - que oficialmente vendeu largas dezenas de milhões em jogadores nos últimos meses - não consegue reforçar o seu plantel? Não percebeu ainda que os fundos são um dos vários parasitas que se agarram ao futebol a sugar-lhe a riqueza? E ainda tem coragem para os defender? É triste: anda o mundo a tentar evoluir, e Gobern continua a repetir acefalamente argumentos que qualquer pessoa que acompanhe de perto o fenómeno já percebeu serem extremamente redutores da real perversão que é a ação dos fundos no mercado. 

Fica um conselho gratuito para João Gobern: uma pessoa devia saber que tem que rever a sua postura em programas deste género quando começa a malhar no adversário e acaba a levar baile do ROC. E só de pensar que a RTP dispensou o enorme Júlio Machado Vaz para arranjar um tacho para uma figura medíocre como esta...

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Um cheirinho da irresponsabilidade que quase acabou com o Sporting

A propósito da derrapagem orçamental que a construção do Alvalade XXI teve, é isto que Rui Oliveira e Costa tem a dizer:


"75%? Só o CCB foi o dobro. Obras de Câmaras Municipais acima de 100% é mato."

É inconcebível que ainda existam sportinguistas que falem com este nível de leviandade dos muitos milhões de euros que foram esbanjados ao longo das últimas décadas pelo clube, ou que desculpabilizem uma derrapagem de 75% na construção de uma infraestrutura tão dispendiosa como o estádio (ou na realidade, do quer que seja) com o facto de que nas obras públicas ser "normal" registarem-se desvios ainda superiores.

Rui Oliveira e Costa não é responsável pelo que se passou, mas pelo histórico das suas opiniões, relacionamentos e estilo, podemos identificar na sua figura muito daquilo que foi o dirigismo do Sporting desde a formação da SAD até ao mandato de Godinho Lopes. Uma preocupação excessiva com o saber estar que contrasta com a total falta de rigor e exigência de quem sempre se recusou a descer do pedestal para defender os interesses do Sporting Clube de Portugal. Os resultados deste desleixo são conhecidos e por pouco que não condenaram o Sporting a um destino idêntico ao do Parma, que há poucas horas declarou falência e irá competir na próxima época nos escalões amadores.

Decisões como a que foi tomada relativamente à Somague e à construção do pavilhão merecerão sempre o meu apoio. Os interesses do Sporting têm que ser defendidos contra quem quer aproveitar-se para enriquecer à nossa conta. Parcerias sim, relações cliente-fornecedor sim, parasitismos nem pensar. O argumento de que é assim em todo o lado não é desculpa para nada. Infelizmente foi por isso que o país acabou no atual estado de dependência externa. 

Os orçamentos são para se cumprir, ponto. E não é demais elogiar a atual direção pela forma rigorosa como tem gerido o clube desde que tomou posse. Se a classe política que liderou o país nas últimas décadas fosse tão rigorosa como a equipa de Bruno de Carvalho seguramente que o país estaria numa situação bem melhor do que aquela em que se encontra hoje.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Guedes & Gobern: associação de defesa dos sportinguistas sem gamebox

No programa Trio d' Ataque do passado domingo, um dos temas discutidos pelos paineleiros de serviço foi a frase em que Jorge Jesus referiu não ter visto o Porto - Bayern por ter preferido assistir ao PSG - Barcelona. A certa altura a palavra é passada a Rui Oliveira e Costa que, no seu estilo inconfundível, tratou logo de cometer uma dupla gaffe que acabou por desviar a conversa para um outro tema:


Em primeiro lugar, é claro como a água que Miguel Guedes foi para o programa com o objetivo de introduzir o tema do critério de venda de bilhetes por parte do Sporting. À primeira oportunidade, desviou o assunto para aquilo que lhe convinha, sendo prontamente assistido pelo seu sidekick João Gobern. Juntos assumiram o papel de paladinos dos sócios sportinguistas não lisboetas sem gamebox. É comovente a forma desinteressada como defendem aquilo que julgam ser uma questão da mais elementar justiça. Vamos recuperar algumas das citações de Guedes & Gobern:


"É contrariar o espírito da Taça de Portugal!"

"Mas o sócio do Sporting de Vila Real, de Vila do Conde, de Bragança, de Santarém, que não pode ir a Alvalade todas as semanas (...) não pode ir à Taça de Portugal?!"

"Acho estranhíssimo... se isto é democrático..."

"Essas pessoas [que não costumam ir a Alvalade] não deveriam ser as pessoas que deveriam ter prioridade para ir à Taça de Portugal, que é a festa do povo?"

"O que eu acho anormal é que se privilegie numa festa do Sporting que é uma festa nacional, de um clube que não é o Sporting Clube de Lisboa, é o Sporting Clube de PORTUGAL, que se privilegiem sócios que moram em Lisboa."

"É evidente que o Sporting é um outro género, é uma outra política, é uma outra atitude [de falta de democracia na atribuição de bilhetes]."

"É um estilo."


Lapidar. É fácil de perceber o elevado grau de indignação de ambos. Não só pelo discurso, mas também pela linguagem corporal que se pode observar: o abanar de cabeça e encolher de ombros de impotência por não conseguirem fazer ver o óbvio aos que oprimem o povo em benefício de um pequeno conjunto de privilegiados, o franzir de sobrolho repentino ao ouvir barbaridades antidemocráticas, e os gestos de braços vigorosos e repetitivos de quem acredita fortemente naquilo que está a defender. Enquanto escrevo isto, escorrem-me as lágrimas pela face abaixo perante esta tocante demonstração cívica, que nada tem a ver com clubismos exacerbados.

Perante tão clara exposição, fico apenas com duas dúvidas em relação à posição defendida por Guedes & Gobern:

1. Eu tenho gamebox e não vou ter bilhete. Em que classe fico? Na dos privilegiados ou na do povo?

2. Que solução democrática encontrariam para distribuir 11 mil bilhetes pelos cerca de 60/70 mil sócios com as quotas em dia? O tudo ao molho e fé em Deus? A democracia aplica-se atribuindo bilhetes a quem tem disponibilidade para ficar numa fila durante dias?

Estas duas questões são apenas detalhes que em nada beliscam o essencial. E o essencial é que fica provado, sem margem para quaisquer dúvidas, que o Sporting é um clube antidemocrático em que os sócios com gamebox espezinham os direitos dos restantes. Resta-nos admitir as próprias falhas e procurar corrigi-las no futuro.

Podíamos começar por seguir o exemplo de democracia que Benfica e Porto deram ao mundo quando definiram as regras de vendas de bilhetes para as últimas finais em que estiveram presentes:


Venda de bilhetes para a final da Taça da Liga 2013/14



Venda de bilhetes para a final da Taça da Portugal 2013/14



Venda de bilhetes para a final da Liga Europa 2013/14
 


Venda de bilhetes para a final da Liga Europa 2010/11



Venda de bilhetes para a final da Taça de Portugal 2010/11


Esperem lá: no Benfica e Porto a prioridade também é dada aos sócios com lugar de época? Agora fiquei baralhado...

Olhando para isto, parece-me que o problema só pode estar no nome que o Sporting decidiu dar aos seus lugares de época. Exclusivo para detentores de Red Pass e Dragon Seat? TUDO NORMAL! Exclusivo para detentores de Gamebox? OS TIRANOS!

Se a desonestidade intelectual pagasse imposto, Miguel Guedes e João Gobern estariam condenados a viver debaixo da ponte. De preferência juntos, para o castigo ser ainda maior.

terça-feira, 17 de março de 2015

Eu, correligionário romântico, me confesso...

Esta "confissão" vem a propósito de mais um momento característico de Rui Oliveira e Costa no Trio d' Ataque... <suspiro>


Que diga que o 3º lugar no campeonato está mais seguro que a vitória na Taça de Portugal, é perfeitamente aceitável. Não estamos livres de uma eventual surpresa, já que basta um golo sem resposta para sermos eliminados, e depois provavelmente teremos que defrontar o Braga, que é sempre um adversário complicado. Por outro lado, os 7 pontos de avanço que temos e o facto de ainda irmos receber o 4º classificado em casa colocam-nos numa posição privilegiada para garantir o apuramento para o playoff da Champions.

Dizer que o Nacional é tão perigoso fora como em casa, bem, aí já não estamos de acordo. Basta olhar para o histórico dos confrontos em Alvalade e na Choupana. Mas de qualquer forma fica sempre bem demonstrar respeito pelo adversário. 

Agora: dizer que o 3º lugar é mais importante para a época do que a vitória na Taça de Portugal, é de quem tem as prioridades um pouco baralhadas. "Uma hipótese de acesso à Liga dos Campeões é outra coisa", diz o iluminado comentador. E a forma como o diz, com um ar de superioridade de alguém que se considera parte de uma casta superior de sportinguistas, referindo-se com paternalismo ao "adepto" que quer fazer uma festa, ir para o Marquês e pôr o caneco lá no museu, dá-me vómitos. Sinceramente.  

Sendo assim, eu, que me preocupo bastante com o estado das finanças do nosso clube, que imagino o esforço titânico que a direção tem feito para formar uma equipa competitiva com todas as restrições e obstáculos externos que se conhecem, que sei o peso que uma presença na Liga dos Campeões tem nas receitas anuais, que me julgo capaz de olhar para a vida do Sporting com alguma dose de racionalidade, me confesso: sou um desses correligionários românticos que acha que a Taça de Portugal é mais importante que um 3º lugar no campeonato. 

Não que seja obrigado a escolher, atenção. Oliveira e Costa acaba a sua intervenção dizendo que não são incompatíveis, mas devia ter começado e acabado a sua intervenção dizendo que são as duas completamente compatíveis - porque temos equipa para as alcançar - e fundamentais, cada qual para a sua área: uma que alimenta os cofres da SAD e outra que alimenta a alma do clube e dos seus sócios e adeptos.

Mas falar do museu com desprezo é não compreender aquilo que é um clube desportivo. Os milhões da Champions são importantes, mas se não nos qualificarmos não será nenhum cataclismo: reduz-se o orçamento, vende-se um jogador a mais, e coloca-se outro no seu lugar. Problema resolvido. Um jogador vendido substitui-se, mas uma Taça de Portugal perdida nunca mais se recuperará. Tanto ou mais do que dinheiro, o Sporting precisa de vitórias, de alegrias, de auto-estima, de retribuir a paixão que os seus milhões de adeptos têm dado incondicionalmente durante estes anos tão complicados. E porque também se cresce ganhando. Aliás, ganhar é a melhor e mais rápida forma de fazer crescer uma equipa e um clube. E estando a 180 minutos de o conseguir, teremos que perseguir esse objetivo com toda a nossa força e determinação.

Quanto a Rui Oliveira e Costa, se as barras verdes dos relatórios e contas são o realmente o que o faz vibrar, que arranje uma equipa no Global Management Challenge e nos dispense da sua presença semanal na televisão. Vai certamente divertir-se muito mais, porque esta porra da bola que entra ou não entra e dos patetas que sofrem com as vitórias e derrotas não são dignas de uma figura do seu estatuto.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A nova contratação do Sporting

Sabiah, central de dupla nacionalidade (marroquina e egípcia), é o novo central do Sporting. Informação antecipada por Rui Oliveira e Costa e João Gobern no último domingo.

O Trio d' Ataque é mesmo um programa imperdível, é só gente com inside connections.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Para quem não viu a figura de ROC no programa de ontem

Aqui fica um resumo: LINK (vídeo de Captomente, blogue Com quem é que joga o Sporting?)

Não há palavras. Será incompreensível que um canal público, que vive à custa dos impostos que todos nós pagamos, não o substitua de imediato.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Excelentíssimos senhores da RTP:

Ao longo dos anos em que Rui Oliveira e Costa tem participado como comentador ligado ao meu clube poucas foram as vezes em que me senti devidamente representado. Isso até nem é particularmente relevante - as suas opiniões são em teoria tão válidas como a de qualquer outro sportinguista, por mais deslocadas da realidade que possam ser. O pior é que raramente defende o clube de forma competente, demonstrando um nível de desinformação e impreparação totalmente inadequado, e aí ficamo-nos todos a perguntar por que motivo a RTP, num universo tão amplo quanto o dos adeptos e associados sportinguistas, não consegue encontrar alguém melhor qualificado (nomeadamente quando tem dentro de casa alguém como Jaime Mourão-Ferreira, que nos habituou a fazer excelentes programas no Grandes Adeptos da Antena 1).

Mas certamente que a direção da RTP concordará que o mínimo que se pode exigir é que o senhor apareça sóbrio para um programa. 


Não tive oportunidade de ver o programa de hoje, mas foi confrangedor acompanhar a prestação de Rui Oliveira e Costa através das reações das redes sociais. Aparentemente o vídeo que aqui coloquei nem foi dos seus piores momentos.

Será inaceitável que não substituam este cavalheiro. Se quer fazer figuras tristes, que o faça na sua casa de copo não mão e sem que esteja de alguma forma a representar o Sporting Clube de Portugal.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Ena ena!

Um bom momento de Rui Oliveira e Costa                                                                                              
Rui Oliveira e Costa esteve bem ontem no programa Dia Seguinte.

Numa determinada altura, Paulo Garcia pede a Rui Gomes da Silva que comente os rumores que falam na saída de Jorge Jesus no final da época. O vice-presidente do Benfica não perde tempo em mudar o assunto para algo completamente diferente, aproveitando ao mesmo tempo para destilar alguma azia relativamente a um dos jogadores do momento.

vídeo completo pode ser visto aqui (canal de youtube Fernanndo00)

É certo que ROC podia ter referido a RGS que o pai de William nunca disse que o quer ver no Real Madrid já no próximo ano. Mas de qualquer forma esteve bem ao chamar a atenção para a forma como o RGS fugia do tema abordado -- coisa que deveria ter sido Paulo Garcia a fazer, já que tinha sido ele a colocar a pergunta.

Já agora, fica aqui o meu compromisso: se um dia Paulo Garcia fizer o seu trabalho como deve ser e colocar em causa alguma coisa que Rui Gomes da Silva diga, eu farei aqui um épico post de celebração ao moderador da SIC Notícias.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O fã incondicional, o desorientado e um momento de lucidez

Houve vários momentos deprimentes no programa Dia Seguinte da passada segunda-feira, mas vou destacar os três que me parecem mais tristes:


O fã incondicional


"Eu devo dizer que a intervenção de Jorge Nuno Pinto da Costa ontem, quando vem cá fora, é do grande mestre. Enfim, um dos melhores presidentes de futebol (...) mas estou a dizer isto sem cinismo, palavra de honra, que eu estive a ver e disse 'que grande presidente' ". - Rui Oliveira e Costa. Que tristeza.


O desorientado


Guilherme Aguiar está habituado a tentar desmontar teorias da conspiração que os outros fazem contra o seu clube. Nota-se, no entanto, que não tem jeito para o papel inverso, ou seja, o de fabricar teorias da conspiração. É falta de prática, mas é também um sinal dos tempos, já que no passado não tinha que se preocupar muito com este tipo de coisas.

Um momento de lucidez


"Você que pertence a um clube que está a tentar pôr a cabeça fora de água, (...) como este programa é muito visto, pode ser que os adeptos do Sporting, que eu acho que não se devem influenciar muito por si (...)" - Guilherme Aguiar, dirigindo-se a Rui Oliveira e Costa.

Guilherme Aguiar tem estado muito tenso, stressado e desorientado, mas a verdade é que teve aqui um raro momento de lucidez. Serão mesmo poucos os sportinguistas que se deixam influenciar por Rui Oliveira e Costa. 

No entanto, incomoda-me esta recorrente falta de respeito que quer Guilherme Aguiar, quer Rui Gomes da Silva, têm revelado pelo paineleiro sportinguista. RGS fazendo piadas sobre os bitaites técnico-táticos de ROC, GA mais direto, só lhe faltando chamar ROC de burro. Chega a ser angustiante assistir a esta humilhação pública a que um consócio meu é alvo.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A turma do Rui

O programa "Dia Seguinte" parece-se cada vez mais com uma turma do 10º ano. 

Rui Gomes da Silva é o aluno líder, ultra-popular, o atleta da turma que pode vir a ser futebolista profissional. Todos querem ser amigos dele ou, pelo menos, serem vistos na companhia dele.

Guilherme Aguiar é o beto filho de pais ricos, que não se dá muito bem com o líder da turma, mas toleram-se mutuamente porque a família dele conhece a diretora da escola. É um aluno mediano, mas por algum motivo vai conseguindo notas ao nível dos marrões da sala.

Paulo Garcia é o cromo que anda à volta do líder a fazer-lhe as vontadinhas todas, como ir ao bar comprar-lhe o lanche ou a fazer-lhe os trabalhos de casa. Pode parecer um tipo que se excede nas deferências ao colega de turma, mas na realidade está ali um rapaz que já percebeu qual a melhor forma de aproveitar a popularidade do Rui em seu proveito.

Rui Oliveira e Costa é o caixa de óculos a atirar para o gorducho, que nem é cool nem suficientemente inteligente para se destacar de alguma forma positiva. É o alvo principal do escárnio da turma. Toda a gente o despreza, mas deixam-no fazer parte do grupo porque o pessoal gosta de dar umas valentes risadas à sua conta.


Brincadeiras à parte, o paineleiro benfiquista é de facto a jóia da coroa do programa e a SIC sabe-o melhor que ninguém, pois não é fácil ter um dirigente de um clube de topo disponível para comentar os assuntos da atualidade futebolística de 7 em 7 dias. Não que os telespetadores tirem grande proveito disso, já que Rui Gomes da Silva raramente partilha o seu conhecimento dos bastidores com o público do programa.

Apesar disso, toda a gente sabe que a SIC fará o que for preciso para manter Rui Gomes da Silva feliz no programa "Dia Seguinte".

É que de vez em quando lá lhe dá para ter os seus momentos "Deep Throat" (o do Watergate),  normalmente quando está num estado emocional mais vulnerável, que nem uma adolescente que sofre o seu primeiro desgosto amoroso. Nesses momentos, infelizmente escassos, até consegue justificar o seu cachet e o tratamento reverencial que Paulo Garcia constantemente lhe dá.

Foi por isso que Rui Oliveira e Costa foi chamado para substituir o comentador interino Paulo Andrade. É que ter um paineleiro que começasse a ser demasiado chato para a estrela do plantel, que o confrontasse de forma frontal, poderia gerar um ambiente complicado de gerir no balneário.

Mas no programa de segunda-feira foi evidente, em vários momentos, que Rui Gomes da Silva já se sente à vontade para gozar descaradamente com Rui Oliveira e Costa, que nem um adolescente popular a fazer pouco do caixa-de-óculos da turma. Guilherme Aguiar vai na onda e aproveita também para se divertir.

Não é que tenha pena de ROC, porque ao armar-se em especialista em assuntos que pouco interessam, ao cometer as suas famosas gaffes, e esquecendo-se de se preparar convenientemente para o programa, está a pôr-se mesmo a jeito. Mas incomoda-me porque, estando ali a representar o Sporting, faz com que também o clube esteja a ser enxovalhado de forma indireta.

Três exemplos do último programa:

(vídeo: 53s)

(vídeo: 45s)

(vídeo: 33s)

Das duas, uma: ou ROC tem um poder de encaixe fenomenal, ou não percebe que está a ser gozado. Estou mais inclinado para a segunda hipótese.

Não coloco em causa o sportinguismo de Rui Oliveira e Costa. De vez em quando tem umas tiradas infelizes que chocam o universo sportinguista (como por exemplo uma referência inadmissível que fez sobre o Paulinho), mas creio que não são propositadas. Acredito que simplesmente não se apercebe.

Ponto positivo: não teve problemas em mudar de discurso em relação a Bruno de Carvalho. A mudança de opinião parece sincera. Tomara que muitos outros comentadores pusessem o orgulho de lado e dessem a mão à palmatória quando os factos os contradizem.

Por isso acho que Rui Oliveira e Costa deveria repensar a sua postura no programa. Com um oponente como Rui Gomes da Silva não pode ser brando. ROC tem que preparar melhor os programas e tem que o confrontar de forma mais vigorosa. É a única forma que tem de se dar ao respeito, quer perante os seus colegas de painel, quer perante os sportinguistas.

sábado, 16 de novembro de 2013

A Academia do Sporting e as dores de cotovelo

Basta ver pela fornada de jogadores que o Sporting, geração após geração, tem fornecido às camadas jovens e seniores da seleção, para chegar à conclusão que a Academia é o centro incontornável da formação em Portugal.


Como é evidente, nem todos atingem um patamar de nível internacional, nem tal coisa seria possível. Por crises de crescimento, por falta de cabeça do jogador, por influências nefastas de empresários e outros oportunistas à procura de dinheiro fácil, por conjunturas pouco favoráveis para a afirmação de um jogador na equipa principal, ou por más decisões tomadas pelo próprio clube, são vários os fatores que podem influenciar o sucesso ou insucesso da carreira de um futebolista.

No Sporting, assistimos há décadas o fruto da qualidade no recrutamento e no processo de desenvolvimento dos jogadores. Ganhar campeonatos nas camadas jovens não é o objetivo, mas sim uma consequência natural do excelente trabalho que se faz.

Outros há que parece que investem na formação apenas para acrescentar umas taças aos seus museus. A efetiva utilização desses jovens nas equipas principais é nula ou anda perto disso. Não há um esforço continuado na aposta dos produtos da formação. O pouco que se vê são uns fogachos conjunturais para enganar adeptos mais influenciáveis.

Atitudes como as do Porto, que vem desviar juvenis a troco de contratos milionários, ou do Benfica, que parece sempre demasiado atento aos nossos jogadores em fim de contrato, são coerentes com a  política de terra queimada que vêm praticando há décadas, no caso dos primeiros, e nos últimos tempos, no caso dos segundos. Não olham a meios para salvar a face ou obter umas vitórias imediatas, por mais irrelevantes que sejam.

É indesmentível que a formação do Sporting é um orgulho para todos os sportinguistas e devia sê-lo também para o resto do país, mas infelizmente os agentes que saltitam por aí preferem constantemente desvalorizar tudo aquilo que a Academia já ofereceu ao futebol nacional.

Chegámos ao cúmulo de ver, no programa Dia Seguinte, Rui Gomes da Silva e Guilherme Aguiar de mãos dadas na afirmação de que o Sporting não teve nada a ver com a construção do jogador monstruoso que é Cristiano Ronaldo, perante uma postura completamente inadequada de Rui Oliveira e Costa.



Foi comovente ver dois homens que nunca estão de acordo em nada, partilharem este momento de comunhão tão sincero.

Mas deixemos de lado opiniões idiotas e vamos a factos que são indesmentíveis.

1. Se dispensássemos os jogadores formados pela Academia do Sporting, ontem teríamos jogado com um onze parecido com este:

Eduardo; João Pereira, Fábio Coentrão, Pepe e Bruno Alves;  Raúl Meireles, Rúben Micael e Josué; Licá, Vieirinha e Hélder Postiga.

No banco teríamos: Anthony Lopes, André Almeida, Ricardo Costa, Sereno, Neto, Antunes, Rúben Amorim, Paulo Machado, Hugo Almeida e Éder.

Seria de facto uma equipa que faria tremer qualquer adversário abaixo do 50º lugar do ranking FIFA.

2. Desde 1991, em que a FIFA criou o prémio de jogador do ano, tivemos os seguintes vencedores:
  • Lothar Mätthaus (formado no FC Herzogenaurach, na altura uma equipa da primeira divisão alemã)
  • Marco Van Basten (formado no UVV, no Elinkwijk e chegou ao Ajax com 17 anos)
  • Roberto Baggio (Vicenza)
  • Romário (Vasco da Gama)
  • George Weah (só chegou à Europa com 22 anos)
  • Ronaldo (Cruzeiro)
  • Zidane (Cannes)
  • Rivaldo (Paulistano)
  • Luís Figo (Sporting)
  • Ronaldinho (Grêmio)
  • Fabio Cannavaro (Nápoles)
  • Kaká (São Paulo)
  • Cristiano Ronaldo (Sporting)
  • Lionel Messi (Barcelona)
Encontrar dois Bolas de Ouro num retângulozito com 10 milhões de habitantes é algo que desafia todas as probabilidades. Apenas Itália e Brasil se podem gabar do mesmo, mas ambos os países têm bases de recrutamento bem mais amplas. Dentro desse grupo restrito de países com mais que um Bola de Ouro, encontrar dois que tenham vindo do mesmo clube é ainda mais improvável, e apenas o Sporting o conseguiu até hoje.

Atendendo às centenas de milhões de praticantes de futebol que existem pelo cinco continentes, é estatisticamente mais difícil que dois jogadores com o mesmo clube de origem vençam a Bola de Ouro, do que a mesma pessoa ganhar o primeiro prémio do Euromilhões por duas vezes.

Não é uma questão de sorte ou do acaso. Isso é argumento de gente mesquinha, incapaz de conviver com o facto de fracassarem cronicamente numa área onde existe, mesmo ao lado, um projeto de sucesso incontestável com uma dimensão planetária. Aprendam a viver com isso.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Esteve muito bem...

... Rui Oliveira e Costa no Dia Seguinte de ontem. Não é muito comum que este paineleiro seja elogiado, por isso aqui fica a sua lista de méritos:
  • a confrontar Guilherme Aguiar sobre a questão da gravidade do desrespeito de Adelino Caldeira com o Sporting
  • a apontar para o ridículo mundial com que Jorge Jesus cobriu o Benfica com a sua atitude no final do jogo com o Guimarães, ao compará-la com a imagem do massagista brasileiro que impediu um golo à boca da baliza
  • depois de algumas declarações absurdas de Nuno Lobo à SIC Notícias, quando a palavra foi passada ao paineleiro benfiquista, ROC remata com a frase: "Agora Rui Gomes da Silva vai traduzir de Nuno Lobo para português."
Alguém tem é que lhe dizer que já chega de beliscões por debaixo da mesa.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Pronúncia very british

Ontem no programa "O Dia Seguinte", quando falavam do caso por resolver do assalto à sede da FPF:
Rui Gomes da Silva - "O filme do 007 (...) era com o Pierce Brosman, não era assim tão antigo. Bons bons são os do Roger Moore, na minha opinião." (Pierce Brosnan)
Rui Oliveira e Costa - "O Shin Corny, eu sou mais velho, eu sou mais velho, é da idade." (Sean Connery)

Vejam aqui, a partir dos 5m30. Vale a pena.

Já antes ROC tinha falado do Nobel da Economia Paul "Grugman" por duas vezes.