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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Balanço da época, nº 3: GR e defesas



Renan Ribeiro: ** 

Chegou no final da pré-época a pedido de José Peseiro para lutar por uma posição que já estava bastante preenchida. Acabou por ganhar o lugar após a lesão de Salin em Portimão, já na fase terminal do ex-treinador. 

Sem estar ao mesmo nível, Renan replica as qualidades e defeitos de Rui Patrício: forte entre os postes e no um contra um, mas com carências nos cruzamentos e no controlo da profundidade. A época de estreia em Alvalade foi definitivamente positiva, sobretudo graças aos dois títulos que ajudou a conquistar em três séries de penáltis, mas também pela qualidade e regularidade das suas exibições ao longo da época. Cometeu os seus erros, é certo, mas não me recordo de Renan nos ter custado quaisquer pontos. Ao invés, os seus reflexos e agilidade ajudaram a segurar vários resultados. 

Aceito que se diga que o Sporting deve ambicionar ter como titular um guarda-redes mais completo, mas, havendo tantas carências no plantel, diria que o reforço da baliza está longe de ser uma das prioridades para este verão. 


Salin: ** 
2017/18: - 

Iniciou a época como titular após a inesperada lesão de Viviano no aquecimento em Moreira de Cónegos, acabando por perdê-la também por lesão em Portimão. A partir daí, teve uma utilização esporádica, dividida pelas várias competições. Distingue-se pela positiva em relação a Renan ao nível do controlo de profundidade – muito mais rápido a ler a situação e a sair dos postes –, mas falha ao nível da regularidade. Ainda assim, cumpriu sempre que chamado, e teve o seu momento alto da época na enorme exibição realizada na Luz. 

Salin dá garantias suficientes para assumir o papel de segundo guarda-redes, mas suponho que a sua continuidade esteja dependente dos planos que a estrutura tiver para Max. 


Viviano: - 

Um dos mistérios de 2018/19. Tinha currículo, demonstrou qualidade na pré-época, teria sido titular na jornada inaugura não fosse a lesão no pescoço… mas acabou por não realizar um único minuto oficial que fosse no Sporting. Não foi opção nem para Peseiro, nem para Tiago Fernandes nem para Keizer, pelo que o seu empréstimo em janeiro acabou por não surpreender. 

O elevado salário que aufere faz da sua saída um dado praticamente adquirido. Resta saber se o clube conseguirá recuperar parte ou a totalidade do investimento feito há um ano. 


Luís Maximiano: - 

Não jogou, mas devia ter jogado – nem que fosse um ou dois jogos no campeonato, em Alvalade, a partir do momento em que o terceiro lugar na classificação ficou definido. 

Não pode continuar no Sporting no papel de 3º guarda-redes. Ou passa a 2º ou tem de ser emprestado para jogar. 


Bruno Gaspar: * 

Um erro de casting. Não só por ser macio a defender e inconsequente a atacar, mas, sobretudo, pela incapacidade demonstrada em coisas tão básicas como fazer a receção de um passe ou medir a força com que deve adiantar a bola em condução. Depois do que fez em Guimarães, não me parece que seja um jogador tão mau tecnicamente como pareceu ser durante esta época, pelo que suponho que tenha havido algum fator psicológico a afetar (seriamente) o seu rendimento. 

Seja como for, não tem lugar no plantel em 2019/20. Esperemos que a SAD consiga recuperar uma boa fatia dos 4,5 milhões investido. 


Stefan Ristovski: ** 
2017/18: ** 

Uma época marcada por três expulsões injustas que custaram quatro pontos ao Sporting e deixaram o jogador de fora das duas mãos da meia-final da Taça com o Benfica e da final da Taça com o Porto. Titular indiscutível sobretudo por causa da falta de concorrência, correspondeu de forma satisfatória ao que dele era exigido. 

Salvo alguma surpresa, permanecerá no plantel da próxima época – desejavelmente, mais no papel de alternativa do que no de titular. 


Thierry Correia: - 

Bons indicadores dados nas duas ocasiões em que foi utilizado na Liga Europa. No entanto, não me parece que o Sporting fique suficientemente apetrechado em 2019/20 apenas com o jovem Thierry e com Ristovski. Parece-me que o mais benéfico para todos será a sua cedência a um clube da I Liga para ganhar muitos minutos. 


Jefferson: * 
2016/17: * 
2015/16: * 
2014/15: ** 
2013/14: ** 

Só mesmo José Peseiro para achar que Jefferson tinha qualidade para estar no plantel e – pior – para ser titular. Não tardou até que Peseiro se apercebesse do erro: ao fim de quatro jornadas saiu do onze, apenas voltando a ser opção em caso de indisponibilidade de Acuña e, mais tarde, de Borja. 

Tem mais um ano de contrato, mas é muito pouco provável que continue. Ao fim de seis épocas no clube, seria bom para todos que a boa exibição na final da Taça, alinhando fora de posição, fosse a imagem final com que os sportinguistas fiquem de si. 


Cristián Borja: ** 

Boa contratação de inverno. Precisou de pouco tempo para a posição, libertando Acuña para o seu lugar original. Forte defensivamente, quer na capacidade de antecipação quer na utilização do físico para controlar os adversários, acabou por ser uma solução inesperada para jogar como 3º central. Sabe sair a jogar, mas falta-lhe acutilância ofensiva. O Sporting continua a precisar de um lateral esquerdo capaz de criar desequilíbrios e competente a cruzar. 


Lumor Agbenyenu: - 
2017/18: - 

Voltou a não ser opção. Fez apenas 90 minutos nos Açores, assinando uma boa exibição, e fez 28 minutos na derrota caseira com o Estoril que ditou o despedimento de Peseiro. Tem mais três anos de contrato, pelo que será mais um problema para Hugo Viana resolver durante o defeso. 


Sebastián Coates: *** 
2017/18: ** 
2016/17: *** 
2015/16: *** 

Numa época em que a consistência defensiva foi um problema, não se pode apontar o quer que seja a Coates. O uruguaio foi muito mais vítima do que culpado: teve que ser demasiadas vezes bombeiro de serviço para resolver os problemas que a nossa lateral direita lhe criava e para compensar as dificuldades de adaptação de Gudelj para o papel de médio defensivo. Com Mathieu ao lado, formou uma dupla de centrais muito sólida – provavelmente o setor mais forte da equipa na globalidade da época. Para além da importância defensiva, viu-se muitas vezes “obrigado” a tentar criar desequilíbrios na frente face à ausência de um meio-campo que o fizesse. 

Com a contratação de Neto e a renovação de Mathieu, a continuidade de Coates não estará 100% garantida, mas acredito que só mesmo uma proposta irrecusável poderá levar o uruguaio a abandonar o Sporting. 


Jérémy Mathieu: *** 
2017/18: *** 

Só não foi o MVP do plantel porque Bruno Fernandes fez uma época estratosférica. Aos 35 anos, o francês esteve a um nível absurdamente elevado: a classe com que defende e constrói e a superior mentalidade competitiva coloca-o ao nível dos melhores centrais que já vi atuar no Sporting. Curiosamente ou talvez não, o pior período da época do Sporting coincidiu precisamente com o período em que Mathieu esteve indisponível por lesão. Um líder em campo e um esteio da equipa que, com toda a justiça, viu o contrato ser renovado e será integrado no grupo de capitães na próxima época. 


André Pinto: * 
2017/18: ** 

Época irregular quer ao nível de utilização quer ao nível da qualidade das exibições. É um central perfeitamente fiável em determinadas circunstâncias – nomeadamente quando a equipa é forçada a jogar em bloco mais baixo -, mas não é daqueles jogadores capazes de compensar as carências dos jogadores que o rodeiam. 

As suas características e salário tornam muito improvável a sua continuidade em 2019/20. 


Marcelo: -

Não conseguiu mostrar qualidades que justificassem a sua contratação. Vendido sem surpresa no mercado de inverno.


Tiago Ilori: * 

Contratação surpreendente e mal acolhida pela maior parte dos adeptos. Foi a jogo apenas por oito vezes, e não foi por Ilori que o Sporting perdeu pontos. Bom timing de corte fazendo uso da sua velocidade, pecou sobretudo por um ou outro lapso de concentração quando tinha a bola nos pés. 

O que fazer agora com Ilori? Parece-me insuficiente para titular, e presumo que seja demasiado caro para ser 3º/4º central. Havendo Coates, Mathieu e Neto, e estando Ivanildo e Domingos Duarte no ponto para serem a 4ª opção, não vejo que lugar haverá para Ilori continuar em Alvalade. 

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Retratos e momentos de uma tarde inesquecivel



A festa antes do jogo



Campo inclinado

Fonte: zerozero.pt


Nas bancadas



Um voo inesquecível

(via @ultras6p)



O desempate por penáltis (com som ambiente)




O momento em que te apercebes que ganhaste a Taça

Fonte: zerozero.pt


Ristovski invade o campo




Montero




Nani



Festejos em holandês

Fonte: zerozero.pt


Lágrimas de um gigante

(via @sporting_cp)


A caminhada de Renan até à tribuna



Mar verde e branco

(via @ultras6p)


O sabor da vitória

(via @ultras6p)


Gudelj




Ristovski e a possível saída de Bruno Fernandes

sábado, 30 de março de 2019

Em ritmo de passeio de Mota a Chaves

Depois de um período entre outubro e meados de fevereiro em que o Sporting teve um calendário muito intenso e em que a falta de frescura física foi apresentada como parte da justificação pelos maus resultados e fracas exibições que se foram acumulando, seria de esperar que, tendo voltado ao simpático ritmo competitivo de uma partida por semana, a equipa fosse apresentando melhorias graduais de rendimento. No entanto, esses sinais de melhoria não apareceram. Tinha ainda uma réstia de esperança que, tendo havido duas semanas de paragem e podendo o treinador dispor de 8 dos 11 titulares que apresentou ontem em Chaves para olear rotinas, ontem seria o dia em que se observaria finalmente o regresso a exibições convincentes - ainda mais estando do outro lado uma das equipas mais fracas da liga.

Infelizmente, voltei a ficar desiludido. O Sporting jogou a primeira parte em ritmo de passeio, como que à espera que a partida se resolvesse sozinha. É verdade que se pode dizer que não deu grandes chances ao adversário para criar perigo, mas a triste realidade é que também raramente colocou em risco as redes adversárias. Chegámos ao intervalo apenas com um par de boas jogadas para mostrar, uma das quais valeu o golo que nos dava vantagem na ida para os balneários: excelente envolvimento pela direita a envolver Raphinha, Bruno Fernandes e Ristovski, com a bola a ser servida em bandeja de ouro para Luiz Phellype encostar e estrear-se a marcar de leão ao peito.

A segunda parte começou na mesma toada, com pouco perigo de parte a parte... até ao momento em que Jefferson vê o segundo amarelo e deixa o Chaves com menos um e, em desvantagem no marcador, parecia que seria uma questão de pouco tempo até o jogo ficar definitivamente resolvido. Puro engano: em vez de colocar alguma velocidade no jogo e encostar o Chaves às cordas, os jogadores do Sporting pareceram entrar em descompressão precoce, permitindo à equipa da casa pegar no jogo e... chegar ao empate. Soaram os alarmes, Jovane saltou para dentro de campo e, finalmente, viu-se o Sporting a dar uso à superioridade numérica, não tardando o golo que nos recolocava em vantagem a partir dos pés do inevitável Bruno Fernandes (que remate de primeira!).

A partir daí, foi a altura de Manuel Mota borrar a pintura com a sua recorrente incompetência. Raphinha é travado em falta junto à área do Chaves quando se isolava, Mota mostra o vermelho ao defesa flaviense mas é chamado pelo VAR e... reverte a decisão e, surrealmente, expulsa Ristovski por um lance em carrinho em que cortou a bola de forma clara - o contacto posterior que existe não se podia evitar. Decisão absurda mas completamente intencional que colocou o macedónio de fora do decisivo jogo com o Benfica - imperativo recorrer da suspensão do jogador e pedir punição a Mota e Vasco Santos - e relançou o jogo que, no entanto, foi bem controlado pelo Sporting até ao fim, dando ainda para Luiz Phellype fazer o bis aos 90'+11 (descontos justificados).

Vitória demasiado sofrida para a presumível dificuldade do oponente, sobretudo por culpas próprias. E isso levanta outra questão: faz sentido Keizer continuar perante a falta de evolução coletiva do nosso futebol e a falta de desenvolvimento das individualidades que temos no plantel? Diria que não,  e já nem sei se uma eventual (e altamente improvável) vitória na Taça de Portugal poderá mudar o panorama.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

M*rdas que só mesmo connosco, nº 18: Como se diz 'paródia' em macedónio?

30 de janeiro de 2018. O Sporting deslocava-se a Setúbal para disputar um jogo que antecedia um duplo confronto com o Benfica para campeonato e taça. Perder pontos não era uma opção, sob pena de perder em definitivo o comboio da luta pelo 2º lugar e consequente qualificação para as pré-eliminatórias da Liga dos Campeões. O jogo do Bonfim não poderia, no entanto, ter começado de pior forma: o V. Setúbal adiantou-se relativamente cedo no marcador e levou a vantagem para o intervalo, e o Sporting, até então a ralizar uma exibição muito pobre, via-se obrigado a virar o resultado na segunda parte. Uma tarefa que ficaria mais difícil a partir dos 55', por causa deste lance:


Mendy dá uma cotovelada em Ristovski que deixa o lateral do Sporting mais desfigurado que um pugilista após um combate de 12 rounds, mas nem Hélder Malheiro, o apitadeiro de serviço, nem nenhum dos seus auxiliares, vislumbraram qualquer irregularidade e mandaram seguir jogo. Ristovski ficou compreensivelmente incrédulo pela decisão e protestou contra o árbitro em bom português, dando a Hélder Malheiro a oportunidade por que esperava: em vez de se questionar como foi provocado o volumoso inchaço que o macedónio ostentava, o árbitro preferiu arrumar a questão com um cartão vermelho ao jogador por palavras que, mais tarde se soube no relatório, são ditas em todos os jogos que se disputam por cá. E assim ficou o Sporting em inferioridade numérica e em inferioridade no resultado.

O Sporting dominou o resto da partida e ainda chegaria a o empate, apesar de jogar com menos um jogador e apesar da desastrosa atuação de Hélder Malheiro, que também não conseguiu ver um penálti sobre Raphinha e usou um critério disciplinar completamente absurdo: o Sporting cometeu 18 faltas e levou 6 amarelos e 1 vermelho; o V. Setúbal cometeu 20 faltas, levou apenas 4 amarelos e foi poupado em várias situações exatamente iguais às que serviram para punir jogadores do Sporting, incluindo numa situação de segundo amarelo.

A sanção do Conselho de Disciplina seria conhecida dois dias depois. O órgão liderado pelo Dr. Meirim não encontrou qualquer tipo de atenuante na pancada violenta que Ristovski sofreu e suspendeu-o, muito convenientemente, por dois jogos... deixando-o de fora de ambos os dérbis que se disputariam de seguida.


Portanto: de um lance em que o V. Setúbal poderia ter ficado em inferioridade numérica (Mendy pode não ter feito de propósito, mas a pancada não teria deixado as marcas que deixou se não fosse violenta), ficou o Sporting em desvantagem numérica e ficou ainda privado da única opção viável para a posição de lateral direito para os dois jogos importantíssimos que se seguiriam. Mas a paródia não ficaria por aqui.

Como não poderia deixar de ser, o Sporting recorreu da suspensão no dia útil seguinte... e foi-lhe dada razão. O Conselho de Disciplina reduziu o castigo a Ristovski para um jogo e comunicou a decisão ao Sporting... a apenas três horas do início da partida da 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal com o Benfica, ou seja, numa altura em que a equipa já se estava a deslocar para o estádio. 


Ou seja, Ristovski acabou mesmo por cumprir o segundo jogo de suspensão graças à conveniente inoperância do Conselho de Disciplina. Como se diz 'paródia' em macedónio?

Outras m*rdas que só mesmo connosco: LINK.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Sofrível

Fonte: zerozero.pt
Qualquer sportinguista minimamente atento sabe que a nomeação de Rui Costa para um jogo do nosso clube redunda sistematicamente numa arbitragem sem qualidade e recheada de polémicas. Foi assim, por exemplo, na receção ao Chaves, em que nem com uma visualização a dois tempos das repetições conseguiu ver um penálti claríssimo sobre Gelson Martins, ou na visita no final de 2018 ao Feirense para a Taça da Liga, onde assinalou um penálti inexistente contra o Sporting que relançou uma partida que parecia estar resolvida. Lances de importância capital à parte, uma arbitragem de Rui Costa costuma também ser sinónimo de um jogo mal conduzido, com um critério incompreensível na marcação de faltas e faltinhas e inconsistência disciplinar, que acaba invariavelmente a enervar jogadores e público. Ontem foi mais do mesmo - com a agravante de ter sido várias vezes mal auxiliado pelos seus assistentes -, num jogo cuja história se resumiu aos golos marcados, às polémicas decisões da equipa de arbitragem, e que poucos outros momentos de qualidade teve para se destacar.



Os primeiros 30 minutos - A partida dificilmente poderia ter começado melhor: um golo a abrir, adversário controlado, segundo golo ainda dentro da primeira meia-hora, e poderia ter sido sentenciada em definitivo caso Dost não tivesse desperdiçado de forma incrível o 3-0 após um grande trabalho de Ristovski pela direita. 

Dono da lateral - Ristovski foi importante no segundo golo com o fulminante remate de primeira que Jhonatan apenas conseguiria sacudir para a recarga de Bruno Fernandes, criou várias situações de desequilíbrio no seu flanco, e esteve bastante concentrado e agressivo defensivamente. Está furos acima do que Bruno Gaspar tem dado e, por isso, para mim tem de ser o dono do lugar.

A classe de Mathieu - numa partida na linha do que lhe é habitual, destacou-se pela classe com que limpou várias situações bastante complicadas com cortes em carrinho. Numa altura em que se fala na possibilidade de sair, demonstra que a sua permanência em Alvalade é fundamental. Que se arranje um terceiro central, esquerdino, que possa rodar com o francês em jogos de dificuldade teórica inferior.



Os últimos 60 minutos - não se matou a partida, e após vista grossa numa falta clara sobre Dost à entrada da área dos visitantes, o Moreirense reduziu para 2-1 numa bela jogada e colocou novamente o resultado em aberto. A partir desse momento a história do jogo jogado acabou, com raríssimas situações de golo em ambas as balizas: a partir daí houve apenas o golo (mal) anulado a Raphinha, a trapalhona cerimónia dos jogadores do Sporting na área adversária no lance final do jogo, e não me consigo lembrar de uma única ocasião em que o Moreirense pudesse ter chegado ao empate.

Diaby inconsequente - desta vez o maliano até fez uma exibição esforçada, com muito trabalho defensivo, mas na frente tem sido pouco mais que uma nulidade. Quando solicitado, Diaby raramente consegue orientar uma situação de potencial perigo com o seu primeiro toque se a bola lhe for endossada pelo ar ou se tiver um adversário nas costas - ou lhe passada rasteira para o espaço vazio, ou nada feito. 

Dost desinspirado - confirmou o mau momento de forma passando mais uma vez ao lado do jogo e executando de forma terrível no momento da finalização. E já se sabe que o holandês é jogador que, não estando inspirado na finalização, tem muitas dificuldades em ser útil à equipa.

Gestão do plantel e das substituições - conto escrever sobre isto em breve, mas Keizer tem de começar a abrir o onze a outros jogadores, sob o risco de rebentar fisicamente com os habituais titulares. Ontem foram vários os jogadores que acabaram de rastos - o que acaba por ser normal face aos jogos consecutivos que têm efetuado -, e, precisamente por isso, não se compreende como é que não usou o banco para refrescar determinadas posições.



Nota artística - 2

MVP - Ristovski

Arbitragem - tudo dito no parágrafos anteriores, com exceção de uma outra situação de dúvida num eventual penálti de Acuña. Apenas acrescento que o VAR (João Capela) agiu sempre bem: não podia intervir na falta sobre Dost, pois a falta foi assinalada fora da área; não podia reverter a decisão no golo anulado a Raphinha, pois as imagens do momento do fora-de-jogo não são conclusivas - a responsabilidade da decisão é do fiscal-de-linha, que, conforme o que dizem as regras, deveria ter dado o benefício da dúvida ao atacante.



Exibição sofrível que mantém a equipa na perseguição pelo 2º lugar. Segue-se agora um desafio complicadíssimo contra um Braga fresco (com vários titulares poupados na sexta-feira) e que encara os confrontos com o Sporting como se fossem os jogos da sua vida. Razão mais que suficiente para que a equipa esteja consciente que só poderá sair de lá com a vitória caso esteja disposta a deixar TUDO em campo.

domingo, 2 de setembro de 2018

Muito mais que três pontos

Por todos os motivos e mais algum, o jogo de ontem era daqueles em que não podíamos perder pontos. No entanto, as dificuldade exibicionais que temos revelado e o bom arranque de época do Feirense deixavam antever uma partida complicada, e foi precisamente isso que se verificou. Apesar de uma boa entrada do Sporting no jogo, o Feirense foi progressivamente adaptando-se de forma a tapar os caminhos para a sua área - é certo que as oportunidades de golo não deixaram de ir aparecendo, mas nunca num ritmo que indiciasse qualquer tipo de domínio total das operações. O facto de o golo apenas ter aparecido aos 88 minutos é prova suficiente das dificuldades que o Sporting teve para conquistar os três pontos.

Foi uma vitória justa face à quantidade de oportunidades de golo que o Sporting criou, mas não nos podemos iludir: se os problemas crónicos deste modelo de Peseiro se mantiverem, estaremos sujeitos a perder pontos em qualquer jogo.




Muito mais que três pontos - o Sporting voltou a ter uma exibição pouco cativante, mas isso é neste momento uma questão secundária, por dois motivos. O primeiro é chegámos ao fim deste primeiro ciclo de jogos com quatro bons resultados, permitindo que Peseiro tenha a tranquilidade necessária para utilizar as próximas três semanas para integrar os últimos reforços e começar a corrigir os vários problemas que estão à vista de todos. O segundo, tão ou mais importante, é que os sportinguistas poderão concentrar-se nas eleições da próxima semana sem o empecilho de um mau resultado no futebol a intrometer-se numa decisão importantíssima.

Talismã - Jovane entrou e abanou de imediato o jogo, demonstrando que a velocidade e pujança física são atributos sempre úteis quando não existem processos coletivos que arranjem os espaços para criar perigo. Pela terceira vez entrou, pela terceira vez foi decisivo - depois de sofrer um penálti e de fazer uma assistência, desta vez contribuiu com o único golo da partida. Seria impossível desejar um melhor início de época.

Raphinha mais dez - o uso desta expressão é obviamente um exagero, considerando que existem outros jogadores que são imprescindíveis, mas Raphinha não só justificou mais uma vez a titularidade como demonstrou argumentos mais que suficientes para a manter nos próximos jogos. O ponto mais alto da sua exibição foi o genial momento de inspiração no lance do golo, ao colocar a bola por entre as pernas de Alphonse a solicitar Ristovski, que faria a assistência para Jovane (a segunda em quatro jogos). Mas houve bastante mais Raphinha no resto do jogo, tendo sido o elemento que mais sobressaiu numa exibição frouxa da equipa, graças ao bom uso que faz da sua capacidade de explosão e da qualidade que tem no momento de definir.

Nani organizador - parece-me claramente desperdiçado quando joga encostado à ala. O atual mau momento por que Bruno Fernandes e a inexistência de um meio-campo com passa acaba por fazer recair em Nani a responsabilidade de organizar o ataque. As suas pausas costumam irritar as bancadas, mas não houve um único caso em que não tenha acabado por fazer o melhor para a equipa.



Meio-campo procura-se - é o maior problema que Peseiro tem para resolver. Na primeira parte foi fraco, mas nos primeiros vinte minutos da segunda foi angustiante. Quando tem a bola, a equipa joga partida em dois blocos porque nem Battaglia nem Acuña (ou Misic, ou Petrovic) demonstram capacidade para fazer a ligação entre eles quando existe qualquer tipo de oposição à saída para o ataque. A consequência é que acabam por ser os centrais a bombear o esférico para a frente, onde os extremos ou o ponta-de-lança estão entregues a si próprios contra um marcador direto que está de frente para o jogo. Como seria de esperar, são muito mais os lances que se perdem do que os que acabam por dar em alguma coisa. Espero que Gudelj e (mais tarde) Sturaro tragam a qualidade necessária para a posição.

Insistência nos cruzamentos - entendo que se use e abuse dos cruzamentos pelo ar quando Dost está em campo... mas quando os homens que estão na área são Montero/Nani ou Montero/Raphinha ou Montero/Bruno Fernandes... não me parece uma estratégia que faça qualquer sentido.

O que vê Peseiro em Jefferson? - não comprometeu defensivamente - também há que dizer que não foi muito colocado à prova -, mas teve mais uma exibição paupérrima. Não conseguiu fazer um único cruzamento em condições, o que me leva a perguntar o que raio vê Peseiro nele? A opção óbvia seria Acuña, que como lateral será certamente mais útil do que médio ou extremo -, mas se há algum constrangimento a esse nível por falta de vontade do jogador ou cegueira do treinador... que se experimente Lumor. Pior não será de certeza.



MVP - Raphinha

Nota artística - 2

Arbitragem - Rui Oliveira teve um critério largo no julgamento de faltas e, apesar dos 10 amarelos que mostrou, notou-se que procurou evitou puxar dos cartões. Cometeu alguns erros disciplinares ou de apreciação de faltas, distribuídos de forma equilibrada pelas duas equipas, mas parece-me que o jogo ganhou com a forma como conduziu a partida.



Três vitórias e um empate (que valem a liderança partilhada) é um começo de campeonato que excede as (baixas) expetativas que tinha para este arranque. É verdade que as exibições têm sido sofríveis, mas nesta altura o que interessa é ir ganhando nem que seja por meio a zero. A pausa que agora haverá traz mais responsabilidade para o treinador. A tolerância dos adeptos para a atual fraca qualidade de jogo terá tendência para diminuir caso não se vislumbrem melhorias e, sobretudo porque, jogando assim, estaremos muito mais perto de perder pontos caso a sorte do jogo não esteja connosco.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Balanço de 2017/18: GRs e Defesas


Rui Patrício: *** 
2016/17: **
2015/16: *** 
2014/15: *** 
2013/14: ***


Melhor época de sempre. Não seria tarefa fácil compilar os melhores momentos de Rui Patrício ao longo deste ano, tantas foram as ocasiões em que impediu golos que pareciam inevitáveis. Imperial entre os postes e no 1 contra 1, conseguiu desenvolver suficientemente o seu jogo de pés e a saída aos cruzamentos para os deixarmos de ver como fraquezas. O único ponto fraco do seu jogo que resta é o controlo da profundidade, mas isso não invalida que seja neste momento um enorme guarda-redes. A infelicidade na Madeira que acabou com as ténues esperanças que ainda existiam para acabar em segundo lugar e a desoladora saída em lágrimas no Jamor foram um final tremendamente injusto face à quantidade de vezes que nos salvou ao longo da época. É possível que a sua história no Sporting tenha chegado ao fim, o que torna tudo ainda mais amargo - não só pela forma como tudo acabou, mas também porque o segundo jogador mais utilizado na história do Sporting merecia sair com um campeonato no palmarés. Que seja feliz e que consiga conquistar aquilo que não conquistou connosco. Merece o melhor.


Salin: -

360 minutos de utilização distribuídos equitativamente entre confrontos de exigência reduzida na Taça de Portugal e na Taça da Liga são demasiado escassos para podermos avaliar se Salin é a pessoa certa para o papel de segundo guarda-redes. Se tivesse que arriscar, diria que não -  caso contrário, Jesus ter-lhe-ia confiado a baliza em bastantes mais ocasiões. Uma coisa é certa: nunca senti o mesmo conforto que sentia quando havia Beto no banco.


Cristiano Piccini: **

O mundo sportinguista - incluindo yours truly - torceu o nariz quando viu Piccini ser apresentado em Alvalade. Apesar de ser um desconhecido para a maior parte dos adeptos, o italiano foi rotulado de flop no dia da sua apresentação por causa da sua fraca estatística de cruzamentos - qualidade que todos julgavam ser prioritária havendo Dost para servir. E, de facto, nesse sentido, os receios eram fundados, pois Piccini não convenceu do ponto de vista ofensivo. Mas é justo dizer que não tardou a demonstrar ser um exímio defensor, com uma fantástica capacidade de posicionamento e antecipação. É um jogador talhado para os grandes jogos. Depois há a outra face da moeda: as suas insuficiências ofensivas fazem com que perca grande parte da sua utilidade contra adversários que se fecham na defesa - ou seja, estaremos a falar de 70% dos jogos das competições nacionais. Não sendo o lateral ideal para o campeonato português, é um lateral que interessa ter no plantel.


Stefan Ristovski: **

De início parecia a antítese de Piccini: de vocação bem mais ofensiva e sempre disponível para explorar o espaço no seu corredor, mas com alguns problemas para controlar os extremos adversários em tarefas defensivas. Ainda assim, as suas primeiras exibições foram prometedoras a ponto de se estranhar a falta de oportunidades concedidas por Jesus. Passou depois por um período de menor fulgor, parcialmente justificável por ser utilizado de forma muito esporádica, mas conseguiu acabar a época em bom plano, mostrando melhorias ao nível do posicionamento defensivo e confirmando capacidade para criar desequilíbrios no ataque.



Fábio Coentrão: ** 

A chegada por empréstimo de Coentrão levantou muitas dúvidas nos sportinguistas por causa dos conhecidos problemas físicos, psicológicos e (para alguns, nos quais não me incluo) do passado no Benfica e as juras de amor feitas ao rival. Os primeiros jogos foram algo angustiantes por causa da evidente falta de confiança que tinha na sua condição física - quando Coentrão caía no relvado, o estádio inteiro sustinha a respiração com medo do pior. Mas com o tempo foi recuperando a confiança e acabou por conquistar das bancadas com a sua garra e vontade de vencer. O Coentrão que tivemos está longe do lateral explosivo de há muitos anos, mas não deixa de ser um jogador que sabe sempre o que fazer em campo. A meio gás, foi, confortavelmente, o melhor lateral esquerdo que tivemos em muitos, muitos anos.


Jonathan Silva: *
2015/16: *
2014/15: *

Conforme se esperava, voltou da Argentina sendo o mesmo jogador que era quando saiu de Portugal. Acumulou bastantes minutos no primeiro terço da temporada devido à gestão física / lesões de Coentrão, e deu para ver que manteve as qualidades que tinha e, sobretudo, os defeitos. A raça sul-americana não consegue disfarçar as gritantes insuficiências defensivas. Não surpreendentemente, foi dado como dispensável. Surpreendentemente, a Roma veio buscá-lo. Não surpreendentemente, pouco jogou e na próxima temporada cá o teremos de volta, provavelmente por pouco tempo.


Lumor Agbenyenu: -

Reforço de inverno, não poderia ter tido pior receção do que aquela que Jesus lhe dispensou, pois o primeiro comentário do treinador não podia ter sido mais humilhante. Acabou por ir a jogo mais vezes do que se esperaria, mas apenas numa ocasião jogou mais do que 25 minutos. Nas oportunidades que teve, não se destacou (o que era difícil) nem comprometeu (o que já não é mau). Ou seja, estamos na mesma em relação a janeiro: continua a dúvida sobre se poderá ser uma boa solução para o lugar.


Sebastián Coates: **
2016/17: ***
2015/16: ***

Depois de uma época em que foi uma espécie de pronto-socorro de uma defesa demasiado instável, Coates teve, finalmente, a possibilidade de jogar ao lado de um central de créditos firmados e de laterais que sabem o que fazer no momento defensivo. Estranhamente, esta acabou por ser a época mais irregular do uruguaio desde que chegou ao Sporting: protagonizou demasiadas situações de desconcentração ou excesso de confiança em relação ao que nos tinha habituado. Ainda assim, a época foi globalmente positiva - convém relembrar que foi dos jogadores mais utilizados (54 jogos) e que teve influência decisiva em alguns deles (como nas meias-finais da Taça, em Tondela ou em Vila da Feira).


Jérémy Mathieu: ***

Chegou como um central velho, lento, propenso a lesões e, ainda por cima, fumador - apesar de haver dados suficientes para desmentir a parte do lentidão e das lesões -, mas precisou apenas de dois jogos para conquistar Alvalade, quando, contra o Setúbal, com o jogo empatado a 0 e o tempo a aproximar-se do fim, decidiu fazer duas arrancadas como se de um extremo esquerdo se tratasse para abanar os companheiros da apatia em que tinham caído. Classe imensa, velocidade, espírito vencedor. Ah, e também sabe bater livres. Mais uma época destas, se faz favor.


André Pinto: **

Cumpriu muito bem o papel de terceiro central. André Pinto teve o primeiro teste a sério da época em Vila do Conde quando teve que substituir o lesionado Mathieu à passagem da meia-hora e a defesa não se ressentiu. Continuou a estar globalmente num bom nível nos vários jogos de dificuldade elevada que se seguiram (Juventus, Braga e Olympiakos). Considerando a utilização irregular que teve (já que Coates e Mathieu tiveram épocas muito consistentes), creio que não seria justo exigir-se mais a André Pinto.


Tobias Figueiredo: -
2015/16: *


2014/15: **

Foi com alguma surpresa que ficou no plantel, acabando por participar em apenas quatro jogos. Pode ter sido pouco tempo, mas foi suficiente para perceber que a confiança não abundava - de Tobias em si próprio e da própria equipa e público em Tobias. A sua saída para Inglaterra acabou por ser um desfecho natural.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Epílogo de um percurso europeu meritório

O Sporting nunca teve obrigação de passar esta eliminatória, e com muito menos obrigações ficou depois de ter perdido por dois golos sem resposta em Madrid. Tinha obrigação, isso sim, de disputá-la até ao limite das suas possibilidades, e foi precisamente isso que fez, tanto ontem como em Madrid. A grande diferença entre um e outro jogo esteve nos três erros crassos que cometemos - a entrada desastrada levou a que alguns jogadores abanassem em algumas situações de aperto. Mas no geral, creio que a equipa teve atitude nas duas mãos da eliminatória, ao nível do que mostrou em praticamente todos os jogos da Liga dos Campeões. 

O percurso europeu acabou mas foi meritório. Arrisco dizer que esta época defrontámos três das dez melhores equipas europeias do momento. Nessas seis partidas realizadas, apenas nas duas com o Barcelona é que vimos o adversário a superiorizar-se de forma mais ou menos clara - e mesmo num desses jogos, não deixámos de discutir o resultado até ao fim.

O crescimento europeu do Sporting tem sido visível com Jorge Jesus. É verdade que de um ponto de vista resultadista, Jesus não está a fazer nada que Paulo Bento, Sá Pinto ou José Peseiro não tenham feito nas suas passagens pelo clube. Mas do ponto de vista da personalidade com que se encara os adversários, os progressos são mais que evidentes.

Isto, na minha opinião, torna evidente uma outra questão: como é que uma equipa que soube encarar de frente alguns dos maiores da Europa, passou tão mal contra adversários internos que estão a milhas da realidade europeia?

Bem sei que os campos, em Portugal, têm andado constantemente inclinados contra uns e a favor de outros, e isso explica facilmente a diferença de pontuação em relação a quem está no topo, mas, ainda assim, parece-me óbvio que não fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. Não coloco em causa que os jogadores têm dado o litro até ao fim nos jogos do campeonato quando o resultado não é o pretendido. O meu problema é que não têm dado tudo entre o primeiro minuto e o momento em que se apercebem que a vitória pode fugir. Pelo meio, vai-se acelerando o jogo em períodos curtos, o que muitas vezes chega para marcar, mas nem sempre.

É fundamental que a equipa esteja predisposta a correr até cair para o lado desde o primeiro minuto, e isso, de uma forma geral, não tem acontecido nas competições internas.

Claro que a motivação que um jogador tem quando defronta um tubarão europeu é diferente da motivação de um jogo rotineiro para o Tugão, mas se não estamos neste momento mais perto do topo da classificação é, claramente, porque essa diferença de motivação é muito mais ampla do que deveria ser.

A qualidade está lá, mais a qualidade, só por si, não é suficiente. Dentro daquilo que depende exclusivamente de nós, falta-nos conseguir reduzir a tal oscilação motivacional, perceber qual o modelo de jogo mais adequado para as competições internas, e ter prioridades bem definidas para o nosso calendário. Prioridades bem definidas, na minha opinião, que passavam por usar a Liga Europa para rodar a equipa... mas não foi isso que entenderam o presidente - que estabeleceu a vitória na competição como objetivo -, o treinador - que aprecia o palco europeu - e os jogadores - pelo menos na eliminatória com o Atlético. Foi uma competição gira enquanto durou, que melhorou o nosso ranking, trouxe prestígio assim-assim, mas, em contrapartida, deu pouco dinheiro e foi pródiga no desgaste e nas lesões que provocou. No geral, será que valeu a pena?

Em relação ao jogo de ontem, no entanto, mentiria se não reconhecesse o prazer que me deu a exibição da nossa equipa. Muito bem Jesus, mesmo com a ausência de quatro titulares indiscutíveis, a montar a estratégia que permitiu pôr os espanhois aos papéis durante a primeira parte: colocou três centrais para evitar as aflições de 2x2 (Coates e Mathieu contra Costa e Griezmann) que nos matou em Madrid; abriu os laterais a toda a largura e com permissão para explorarem a profundidade (e que enormes exibições fizeram Ristovski e Acuña); Battaglia e Bryan a fazerem um jogo de grande sacrifício e competência no miolo. Mesmo com o percalço da saída de Mathieu, Petrovic esteve impecável defensivamente - sempre muito concentrado e certo no posicionamento, sabendo quando tinha de se manter na linha defensiva ou quando tinha que sair em contenção. Chegámos ao intervalo a ganhar por 1-0 e a lamentar a estupenda defesa de Oblak a cabeceamento de Coates e a falta de pontaria de Gelson de cabeça numa situação em que apenas tinha que escolher o lado onde colocar o esférico. A segunda parte começou a ser mais complicada, principalmente quando começaram a faltar pernas. Infelizmente, falharam as outras duas substituições: Rúben e Doumbia não acrescentaram nada, mas há que reconhecer que qualquer equipa está sujeita a que isso aconteça quando se está a rapar o fundo do tacho (ou do banco - não esquecer que para além da indisponibilidade de Dost, Coentrão, Piccini e William, também não havia Podence, Leão e o talismã das noites europeias chamado Bruno César) e que também não ajudou o facto de, nessa altura, haver vários jogadores em nítidas dificuldades físicas, como Gelson ou Bruno Fernandes.

Uma última palavra para o grande ambiente que se viveu no estádio do início ao fim. Apesar de ser um jogo que merecia mais gente, os que marcaram presença tiveram nota máxima. Apesar da eliminação, foi uma noite europeia que valeu a pena presenciar ao vivo.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Prevaleceu a estatística

Considerando a semana incrivelmente favorável que o Sporting viveu - começando pela vitória ao Porto, continuando com a conquista da Taça da Liga, assistindo à perda de pontos de Benfica e Porto e ao tiro no porta-aviões que foi a constituição de Luís Filipe Vieira como arguido - que, não tendo implicações desportivas, certamente que funcionará como facilitador para se desmontar a estrutura montada à sua volta -, o jogo de ontem com o V. Guimarães era um daqueles que, desse por onde desse, fosse como fosse, teria que acabar com uma vitória para o nosso lado.

À semelhança do que aconteceu na final da Taça da Liga, aquilo que aconteceu nos primeiros 45 minutos não permitiam perspetivas muito otimistas, pois a exibição do Sporting ficou bastante aquém do que se esperava. Mas, mais uma vez, a segunda parte trouxe uma equipa transfigurada que impôs um ritmo superior que contribuiu para quebrar fisicamente o adversário - que acabaria por pagar a fatura do esforço em pressionar e preencher os espaços nos primeiros 70 minutos -, também à semelhança do que tinha acontecido frente ao V. Setúbal. E foi precisamente nos últimos vinte minutos, numa altura em que já só dava Sporting, que voltaria a prevalecer a estatística que nos diz que é muito pouco provável o Sporting não marcar golos durante 90 minutos.




"Presos por arames" - o nível exibicional não foi famoso, em particular na primeira parte, mas houve um jogador que se apresentou a um nível elevadíssimo durante os 90 minutos. Falo, obviamente, de Fábio Coentrão que, com a sua qualidade e, sobretudo, com a garra e a determinação que coloca em campo, já conquistou o coração de todos os sportinguistas. A outra figura foi Mathieu, principalmente pelo decisivo golo que marcou, claro, mas também pela mentalidade que oferece à equipa. É um jogador habituado a ganhar e que está disposto a fazer de tudo em campo para ajudar a equipa a atingir os seus objetivos - seja como central, seja como extremo improvisado, seja como ponta-de-lança de recurso. Em comum aos dois: chegaram a Lisboa com o rótulo de estarem "presos por arames", mas já descartaram de forma categórica todos os receios que existiam sobre a condição física e níveis de motivação no momento da sua contratação. Numa altura de enorme exigência física, não há jogador no plantel que pareça tão fresco como estes dois.

Prevaleceu a estatística - no lançamento do jogo e na flash interview após a vitória, Jorge Jesus referiu que o Sporting tem sido, ultimamente, uma equipa mais cínica, mais italiana. Parece-me que esse cinismo é mais produto das circunstâncias - uma equipa fatigada e privada dos seus dois jogadores mais repentistas - do que de um ideal de jogo, mas a verdade é que, estatisticamente, é uma abordagem que, em Portugal, pode funcionar. E o que nos diz a estatística? Diz-nos que, jogando bem ou jogando mal, é quase inevitável o Sporting marcar pelo menos um golo: até agora, em 29 jogos oficiais em competições nacionais, só não marcámos nos dois jogos com o Porto e no jogo semi-a-feijões-com-um-onze-totalmente-remodelado com o Marítimo, na 1ª jornada da fase de grupos da Taça da Liga. Como tal, em 90% dos casos, é suficiente não sofrer nenhum golo para garantir os três pontos. Apesar de um Sporting - V. Guimarães ser uma daquelas partidas em que poucos apostariam num 0-0, a verdade é que esse desfecho não esteve assim tão longe de acontecer... mas no fim, a estatística levou a melhor através do pé esquerdo de Jérémy Mathieu. E quando uma determinada estatística se confirma tão frequentemente, dificilmente se pode considerar isso fruto do acaso ou das circunstâncias... mesmo quando as exibições não estão ao nível do que se desejava.

Os melhores - para além de Coentrão e Mathieu, bons jogos de William, de Acuña (apenas na segunda parte) e de Ristovski. Bruno César também entrou muito bem.

Muita força, Daniel! - o pontapé de saída foi o melhor momento da noite. E se há alguém a quem a vitória deve ser dedicada, é ele.



Presos por arames, sem aspas - é visível que há vários jogadores em acentuado subrendimento físico. O caso mais evidente é o de Marcus Acuña. O argentino fez uma primeira parte angustiante: nunca deu profundidade pelo seu flanco, movimentava-se a passo, incapaz de concretizar um drible, escondendo-se quase sempre em zonas interiores em vez de aproveitar o espaço que tinha junto à linha, obrigando Coentrão a ser, simultaneamente, lateral e extremo. Curiosamente, na segunda parte encontrou forças que parecia não ter, subindo bastante de rendimento. Bruno Fernandes e William Carvalho também parecem espremidos, mas a sua qualidade com bola nos pés permite que sejam sempre úteis. O que é facto é que existem demasiados jogadores que têm ido sempre a jogo, independentemente da importância do desafio e do nível do adversário. Está na hora de Jesus alargar o seu leque de opções.

A lesão de Dost - espero que não seja grave. Montero não é jogador para ser o ponta-de-lança no sistema que utilizamos, e Doumbia, apesar de ser muito incómodo para os defesas adversários, continua a mostrar-se demasiado trapalhão e pouco inteligente em determinadas ações de jogo. Pode ser que melhore com uma maior utilização, mas não sei se a equipa se pode dar ao luxo de esperar por ele.

Os anormais que dispararam pirotecnia no início da segunda parte - espero que sejam identificados e impedidos de entrar no estádio, no mínimo, até ao final da época.



Nota artística: 3

MVP: Fábio Coentrão

Arbitragem: bom trabalho de Luís Godinho. As incidências do jogo ajudaram.



Missão cumprida e, provisoriamente, liderança alcançada. O próximo jogo é já no domingo, contra o Estoril.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Adamastor

Depois de dois pontos perdidos ao cair do pano no dérbi, era fundamental que o Sporting regressasse às vitórias contra o Marítimo, quinto classificado e uma das equipas menos batidas do campeonato, que chegou a Alvalade com 15 golos sofridos em 16 jogos. Entre o desgaste acumulado e as lesões, Jesus fez quatro alterações em relação ao jogo da Luz, lançando Ristovski, André Pinto, Bryan Ruiz e Podence nos lugares de Piccini, Mathieu, Acuña e Battaglia.

A equipa não se ressentiu das mudanças e dominou por completo o jogo - na primeira parte colocando um ritmo q.b., na segunda parte impondo-se de forma categórica com uma última meia-hora completamente avassaladora. O Marítimo encontrou ontem o seu Adamastor: sofreu cinco golos - que podiam ter sido mais -, acabando o jogo completamente à deriva e à mercê do adversário e do tempo de jogo que teimava em não se esgotar.




Why so serious? - não reparei no estádio, mas ouvi na rádio, no final do jogo, que Bruno Fernandes não festejou o 5º golo como resultado da frustração de não ter conseguido marcar nenhuma das bombas que lançou à baliza de Charles. Se eu conhecesse Bruno Fernandes pessoalmente, dir-lhe-ia que qualquer sportinguista viveria radiante se as suas exibições resultassem sempre em duas assistências, influência decisiva noutros dois golos, para além de ser um dos jogadores mais esclarecidos e dinamizadores do coletivo. Why so serious? Não marcou, mas foi apenas o melhor em campo.

O hat-trick de Dost - quis testar os nervos das bancadas quando, em boa posição para rematar, preferiu servir um companheiro com um toque de habilidade - infelizmente para Dost e para nós, o companheiro não estava no local onde o holandês acreditava que estivesse. Redimiu-se da melhor maneira, marcando três golos em que apenas teve de encostar para a baliza. Ainda assim, ninguém lhe pode tirar o mérito de saber estar no sítio certo na hora exata. Fechou a primeira volta com 16 golos marcados em 17 jogos.

Os laterais - quatro dias depois de um jogo de exigência máxima, Coentrão mostrou que as limitações que o condicionaram no início da época parecem definitivamente ultrapassadas. Está bastante mais confiante na sua própria capacidade física, e isso nota-se na forma como sprinta para pressionar o guarda-redes adversário, nas tentativas de drible ou desarme sem temer o contacto do adversário, e na facilidade aparente com que aguentou os 180 minutos dos últimos dois jogos. Mesmo sem o fulgor que demonstrava há cinco ou seis anos, é o melhor lateral esquerdo que me lembro de ver jogar no Sporting. Do outro lado, Ristovski foi titular e o melhor que se pode dizer do seu desempenho é que, sendo um jogador bastante diferente de Piccini, ninguém se lembrou do italiano durante o jogo. Sempre à procura de atacar a profundidade no seu flanco, pôs a cabeça em água ao lateral adversário com a sua velocidade e capacidade de entendimento com os companheiros. Tirou alguns bons cruzamentos, soube procurar várias vezes o espaço interior de forma competente, muito disponível para pressionar alto, e concentrado a defender. Exibição muito promissora.



A liga que temos - o quinto classificado veio a Alvalade jogar para o empate, correndo poucos ou nenhuns riscos. Praticamente abdicou de atacar, colocando as fichas todas para marcar nos lances de bola parada que eventualmente surgissem. A perder por 1-0, o Marítimo manteve a postura, na esperança de conseguir um golo fortuito que voltasse a empatar a partida. A perder por 2-0, o Marítimo manteve a postura, na esperança de conseguir um golo fortuito que voltasse a relançar a partida. A perder por 3-0, o treinador lá mexeu um pouco na equipa, mas o moral de quem ganhava e a falta de moral de quem perdia não permitiu que isso alterasse a dinâmica do jogo. A perder por 5-0, o jogo acabou, caso contrário seria uma questão de poucos minutos para surgir o sexto, e por aí adiante. Que triste liga é esta em que o quinto classificado não arrisca o quer que seja desde o primeiro minuto.



MVP: Bruno Fernandes

Nota artística: 4

Arbitragem: Jogo fácil para Carlos Xistra, que soube não complicar. De referir duas situações de dúvida de fora-de-jogo no ataque do Sporting em que a equipa de arbitragem optou (e bem) por deixar seguir - como os lances não deram golo, assinalaram o fora-de-jogo posteriormente. É assim mesmo que deve ser.



Primeira volta concluída com 13 vitórias e 4 empates, numa luta a três que promete decidir-se apenas no final. Prestação obviamente positiva de uma equipa que continua envolvida em todas as frentes. Esperemos que o reforço da equipa traga as mais-valias necessárias para que o Sporting consiga gerir os meses infernais que aí vêm.

domingo, 5 de novembro de 2017

Prometedor

Uma das boas exibições de terça-feira passada foi a de Stefan Ristovski. O lateral macedónio fez o seu primeiro jogo a sério como titular (já tinha jogado contra Marítimo, para a Taça da Liga, e Oleiros, para a Taça de Portugal) e teve um desempenho prometedor. Num jogo que assentava que nem uma luva às características de Piccini, Ristovski teve um excelente desempenho defensivo, anulando Mandzukic e dando muito trabalho ao "fresco" Douglas Costa. Não teve grandes oportunidades para subir pelo flanco, apesar de ter pedido a bola aos companheiros por diversas vezes - deu ideia que os colegas de equipa simplesmente não estão habituados a ter um lateral predisposto a fazê-lo.

Será uma das curiosidades do próximo jogo de logo: conseguirá Ristovski manter o nível exibicional contra o Braga?



quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Um pequeno-grande passo

Longe vão os tempos em que ficava com um nervosismo quase incontrolável nas horas que antecediam jogos da Liga dos Campeões contra grandes clubes europeus. A conjugação das pesadas derrotas com o Bayern naqueles fatídicos oitavos-de-final e da prolongada ausência do Sporting da competição nos anos que se seguiram, ajudaram a cultivar um trauma profundo na psique coletiva sportinguista que marcava invariavelmente presença - e em força - neste tipo de jogos. Gradualmente, com a capacidade demonstrada pelo Sporting para defrontar os maiores emblemas europeus de olhos nos olhos nas últimas participações do Sporting na Liga dos Campeões, esse nervosismo pré-jogo foi baixando para níveis normais. Faltava, no entanto, materializar a qualidade exibicional e a atitude competitiva em algo mais que derrotas tangenciais.

Ontem foi o dia. Não vencemos, é certo, mas não há nada a apontar à exibição da equipa. Numa partida globalmente equilibrada e em que não abundaram oportunidades de golo em ambas as balizas, os jogadores do Sporting revelaram ambição e disposição para deixarem tudo em campo. Arrancaram para uma exibição de grande categoria na primeira parte, que valeu uma vantagem merecida no marcador. Na segunda a história foi diferente: a Juventus puxou dos galões de vice-campeã europeia e foi atrás do empate, mas a equipa demonstrou que, apesar das várias ausências por lesão, também sabe sofrer e manter-se coesa sob pressão.





Há empates que podem ser moralizadores, e este é um deles - qualquer análise que se faça ao jogo convém incluir o seguinte facto: o Sporting, sem três quartos da defesa habitualmente titular e sem o seu trinco titular, disputou até final a vitória contra o vice-campeão europeu, que se apresentou em Alvalade na máxima força. E, ao contrário do que tem acontecido nos confrontos com os tubarões europeus nas últimas duas épocas, desta vez... não perdemos. Pode não parecer muito, mas na realidade é um pequeno-grande passo que há muito merecíamos, e que acaba por ser uma consequência da crescente experiência e maturidade que a equipa foi conquistando no confronto com este tipo de adversários.

As segundas linhas a chegarem-se à frente - felizmente, os (legítimos) receios que os sportinguistas tinham à partida para este jogo - devido às ausências de peso anunciadas - revelaram-se infundados: todos os jogadores que entraram no onze, sem exceção, estiveram à altura das exigências. Começo por destacar a grande exibição de Ristovski que, defensivamente, realizou uma partida exemplar e fez esquecer Piccini. Ofensivamente, não foi o jogo mais propício para mostrar o que sabe fazer, mas não foi por falta de tentativa - na primeira parte pediu várias vezes a bola aos colegas, e nas poucas vezes em que esta lhe chegou aos pés, mostrou sempre ter (bom) critério na decisão e execução. Jonathan Silva não comprometeu - o que é uma evolução assinalável em relação às prestações mais recentes -, e saiu-se bem nas difíceis situações de 1x1 face a Cuadrado. André Pinto limpou quase tudo na sua área de ação. No único lance em que foi batido por Higuain, a Juventus marcou, mas era uma jogada muito difícil de anular. Bruno César esteve muito bem enquanto teve pilhas, mas infelizmente esgotaram-se cedo - a partir dos 30 minutos eram visíveis as dificuldades do brasileiro em se reposicionar defensivamente quando perdíamos a bola. Palhinha entrou para o seu lugar e fez aquilo que lhe foi pedido. Sinal de que o plantel do Sporting é mais profundo do que aquilo que se pensaria? É possível que sim, mas há que dar continuidade à sua utilização, através de uma rotação mais criteriosa que lhes dê condições para renderem e não se sentirem elementos estranhos em relação ao resto da equipa.

Os suspeitos do costume - voltámos a ter alguns vislumbres do grande Gelson, o extremo que, para além de ser incansável a ajudar defensivamente o seu lateral, tem capacidade para desequilibrar na frente. O slalom no lance do golo é uma delícia. Battaglia voltou a conseguir anular Dybala, enquanto Bruno Fernandes e Acuña voltaram a aliar uma enorme capacidade de trabalho à arte de construir jogo. Rui Patrício foi mais uma vez decisivo ao evitar um golo certo de Higuain.



Mais uma vez, não se segurou a vantagem até ao fim - tal como em Turim, o Sporting conseguiu estar em vantagem no marcador, mas não a conseguiu manter até final. No caso do jogo de ontem, o golo sofrido acaba por complicar bastante as contas para a qualificação para a fase seguinte da Liga dos Campeões. Não que isso fosse uma obrigação, mas o facto de termos estado tão perto de conseguir a vantagem no confronto direto com a Juventus acaba por deixar um travo amargo num resultado que não pode deixar de ser considerado positivo.

Quebra física - Ristovski, Bruno César foram os primeiros a quebrar, o que acaba por ser natural, se considerarmos a escassa utilização que têm tido. Gelson Martins e Bas Dost acabaram o jogo de rastos. Acuña e Bruno Fernandes, em função do tipo de tarefas que lhes foi exigido e do tempo de competição acumulado nas pernas, também devem ter terminado em dificuldades. Se a Juventus tivesse mantido o ritmo após ter marcado, creio que teríamos passado uns minutos finais muito complicados.



Foi uma noite gira, com um excelente ambiente no estádio, e não farão mal nenhum ao clube os €500.000 que o empate valeu. Mas o mais importante, para mim, foi a transposição daquela barreira psicológica da derrota tangencial contra os tubarões europeus, e também a resposta dada pelos jogadores que habitualmente não são titulares. Há motivos para sentir satisfação com a exibição e o resultado de ontem, mas agora há que recuperar fisicamente e capitalizar o que de bom aconteceu para aquilo que verdadeiramente interessa: a receção ao Braga para o campeonato.