quinta-feira, 12 de junho de 2014

Balanço de 2013/14: Paulo Fonseca

                                                                                                                                       
É difícil encontrar pontos positivos na passagem de Paulo Fonseca pelo Porto.

A verdade é que o Porto começou a época de forma fortíssima. Para além de uma vitória indiscutível na Supertaça, o Porto conseguiu chegar à 8ª jornada com 7 vitórias e 1 empate. Mas uma semana de pesadelo que começou com um empate caseiro com o Nacional (9ª J), passando pelo empate com o Austria Viena e consequente afastamento da Champions, e terminando com a derrota em Coimbra, abalou os índices de confiança da equipa e acendeu um rastilho de contestação por parte dos adeptos que só terminou com o afastamento do técnico três meses depois.

O curioso é que não se pode apontar diretamente o dedo ao treinador pelos insucessos até à tal semana fatídica no final de novembro. O empate em Belém surgiu por um erro infantil de Mangala. O empate com o Nacional aconteceu devido a uma perda de bola de Otamendi e à apatia do resto da defesa a reagir. A eliminação da Liga dos Campeões foi particularmente cruel, após um recorde de bolas que foram ao ferro das balizas adversárias ao longo da competição e várias derrotas ao cair do pano (incluindo num jogo heroico em casa contra o Zenit, com menos um jogador durante 80 minutos). Finalmente, a derrota com a Académica, com Danilo a falhar um penálti (inexistente) a poucos minutos do fim.

Fonseca recebeu da direção um plantel desequilibrado e em que alguns dos principais jogadores não esconderam vontade de sair, e isso não lhe facilitou a tarefa à medida em que os jogos se acumulavam e o desgaste ia aparecendo em determinados jogadores. Mas também é verdade que o treinador pareceu não saber aproveitar o que tinha à disposição. Herrera não foi utilizado de forma consistente nos primeiros meses, Lucho não se adaptou à posição mais adiantada em campo, Ghilas só era aposta a 5 minutos do fim mesmo que o jogo exigisse um jogador com as suas características.

Paulo Fonseca não estava preparado para um desafio desta dimensão, e um dos fatores que apressou a sua caída em desgraça foi não ter sabido lidar com a pressão. Isso foi ficando cada vez mais evidente à medida que os insucessos foram aparecendo, e acabou por se tornar constrangedores a partir do momento em que todos viam (incluindo o próprio) que a sua saída era inevitável.

Justiça lhe seja feita: em momento algum pareceu agarrado ao lugar.


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