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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Vitória hardcore

Começa a ser uma ciência: quando o Sporting ganha à tangente, pode-se aferir a importância da vitória e o nível da azia dos rivais pelo tempo que o presidente do clube adversário passa na sala de imprensa após o final da partida. Nesse sentido, considerando que defrontávamos uma espécie de Benfica C (sendo que o Braga é o Benfica B e o Benfica B é o Benfica D), o jogo de ontem não poderia ter terminado de forma mais apropriada para testar a teoria acima exposta. Golo marcado nos descontos dos descontos dos descontos que deu direito a um presidente na sala de imprensa a mostrar fotos de mazelas de jogadores em lances perfeitamente limpos e a barafustar com a compensação de tempo demasiado esticada por João Capela (aqui com alguma razão, admita-se). Sendo esse presidente um benfiquista assumido que tem o condão de contagiar esse benfiquismo aos treinadores e jogadores que lidera sempre que a sua equipa defronta um grande - principalmente quando o adversário é o Benfica - é fácil compreender a sua a frustração - não tanto pelo ponto perdido - que não lhe deverá fazer particular falta, considerando que o objetivo da manutenção está bem encaminhado -, mas sobretudo pela mala que voou e pela impossibilidade de um certo rival do seu adversário poder assumir o segundo lugar isolado na classificação. Há dias assim.

Foto: Vítor Parente / Kapta+ (zerozero.pt)



Até ao fim - as circunstâncias eram bastante desfavoráveis: havia o desgaste acumulado durante a semana com duas viagens intercontinentais e uma partida exigente, e, para piorar, um dos poucos jogadores poupados a esse esforço foi expulso, deixando a equipa em desvantagem numérica durante meia-hora. Jesus preferiu não mexer na equipa e colocou William como central improvisado. Como seria de esperar, o Sporting não foi capaz de fazer um final de partida tão esclarecido como seria desejável, mas nem por isso deixou de criar ocasiões para marcar. Foi um daqueles jogos ganhos com o coração, graças à superação de esforço de todos os que estavam em campo. Vitória hardcore, mas inteiramente merecida.

A importância de ter Dost - marcou mais um golo que foi só encostar, correspondendo a um magnífico cruzamento de Acuña, mas o holandês teve participação decisiva na construção da jogada, fazendo a ligação com Bruno Fernandes (que depois faria o passe para Acuña) com um precioso toque em habilidade. Não marcou o segundo golo, mas também teve um papel fundamental na jogada ao servir Doumbia com um toque de cabeça em esforço. Ricardo Costa antecipar-se-ia ao costamarfinense desviando a bola para o poste, e Coates faria o resto. O regresso de Dost não podia ter corrido de melhor forma.

A resposta ao golo do Tondela - boa reação da equipa, que aumentou a velocidade de execução e a pressão sobre o adversário, encostando o Tondela às cordas. O golo de Dost surgiu com naturalidade, e a equipa poderia ter perfeitamente chegado ao intervalo em vantagem.



Equipa hardcore - Pepa prometeu e a sua equipa não o desiludiu. A partir do momento em que o Sporting começou a mandar no jogo, o Tondela entrou em modo castanhada e conseguiu superar largamente a média que faz deles a equipa mais faltosa da liga. 24 faltas, algumas delas bastante duras e que não nem sempre foram punidas em conformidade, que ajudará a subir a média de 18 faltas que tinham até esta jornada. Curiosamente, Pepa ainda não explicou em que ilha deserta ficou perdida a equipa hardcore no dia do jogo contra o Benfica, partida que apenas cometeram... 8 faltas. Uma equipa pouco séria, que tem por hábito ser das mais duras do campeonato, mas que estende a passadeira quando o adversário ao Benfica. A rábula do presidente do Tondela após o final do jogo foi a cereja no topo do bolo. Se há uma equipa que merece perder desta forma hardcore, o Tondela é seguramente uma delas.

(via @paravertudo)



A arbitragem - João Capela fez uma excelente arbitragem... até ao tempo de descontos da primeira parte. Deu apenas um minuto adicional (quando houve uma assistência que, sozinha, durou quase dois minutos) e nem deixou marcar um canto conquistado antes desse minuto adicional se ter esgotado. A segunda parte foi muito fraca, com erros para os dois lados. O mais falado é, obviamente, a extensão do tempo de descontos da segunda parte, que foi exagerado (apesar de não tão exagerado como se diz por aí, pois houve imensas paragens após os 90'). Mas, por outro lado, os quatro minutos de descontos, numa segunda parte que teve muitas paragens e substituições, foram compensação demasiado curta. Mathieu foi bem expulso, mas Pedro Nuno devia ter visto também ordem de expulsão - segundos antes tinha simulado uma falta sem ver amarelo, e a varridela a Rúben Ribeiro foi alaranjada. Pareceu-me haver um penálti por assinalar sobre Coates aos 73', mas infelizmente o VAR não fez a revisão desse lance. O amarelo a Murillo por simulação não faz sentido: apesar de não ter havido penálti, o desequilíbrio é natural face à pressão que estava a sofrer de ambos os lados. Coates devia ter visto amarelo por tirar a camisola nos festejos. Arbitragem obviamente negativa, mas não tão inclinada quanto os Benfica Press's da vida quererão fazer crer.

A expulsão de Mathieu - segundo amarelo bem visto, numa asneira pouco compreensível num jogador tão experiente. Esteve muito perto de comprometer decisivamente a conquista dos três pontos.



Nota artística: 4 até à expulsão, 3 no geral.

MVP: Bas Dost



Vitória hardcore, obtida no final de um tempo de descontos hardcore, contra uma equipa que prometia ser hardcore e foi efetivamente hardcore. Curiosamente, foi uma espécie de reedição do jogo de estreia do Tondela na I Liga, em casa emprestada... contra o Sporting, que também terminou em 2-1, com o golo da vitória a surgir aos 98'. Três pontos absolutamente fundamentais.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

M*rdas que só mesmo connosco, nº 15: O sermão do padre Capela na catedral

João Capela pode não ser um dos padres elencados por Adão Mendes no famoso mail enviado a Pedro Guerra, mas não há sacerdote vivo ou por nascer que possa ousar sequer desafiar o árbitro de Lisboa relativamente à qualidade com que se conduzem as celebrações na catedral. 

A celebração conduzida por João Capela no Benfica - Sporting de 2012/13 é das mais memoráveis da história do futebol português, tantos e tão bons foram os momentos espiritualmente avassaladores que proporcionou a todos os fiéis e infiéis que assistiam à missa.

Obviamente que os penáltis não assinalados por João Capela sobre Van Wolfswinkel, Capel e Viola são aqueles que saltam logo à memória, mas houve uma outra situação que conseguiu ser ainda mais pecaminosamente deliciosa. Refiro-me a este lance:


Matic teve uma entrada bárbara sobre Bruma, que bem pode acender uma velinha no santuário de Fátima a agradecer o facto de não ter contraído nenhuma lesão nesse lance. Para Capela, porém, foi uma ocorrência quase normal: assinalou a falta, mas deixou o sérvio escapar apenas com uma penitência de 3 Pais-Nossos e 2 Avé-Marias, sem qualquer cartão (!). 

Por pouco que Bruma não teve pior sorte... ao contrário de Matic, teve direito a sermão.

(via Cantinho do Morais)

Amén.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Martelado na nota

Um dos emails mais célebres divulgados até hoje é aquele em que Vieira mandou "dar cabo da nota" do árbitro Rui Costa, na sequência do jogo Porto - Benfica em 2014. A consequência dessa ordem foi a descida da nota de 3,5 para 2,0, o que, segundo o que se escreveu nos jornais, corresponde à maior descida de sempre. 

Nos emails de Paulo Gonçalves de 2010 não se joga ao "dar cabo da nota ao árbitro", mas há um desporto parecido e igualmente popular para as bandas da Luz: o "martelar a nota ao árbitro". 

O visado em questão foi o árbitro João Capela, que apitou, em finais de setembro de 2010, o jogo Marítimo - Benfica, que terminou com a vitória dos encarnados por 1-0. A arbitragem de João Capela não terá agradado ao Benfica, e, uma semana mais tarde, Paulo Gonçalves faz o seguinte comentário a João Gabriel:


Mais um que foi martelado na nota. Se reparerem, existe um ficheiro em anexo: trata-se do relatório do observador de árbitros sobre o trabalho de João Capela na Madeira. É um documento de 6 páginas, enviado pela Liga aos clubes que participaram no jogo.


Sendo um documento que não pode ser divulgado publicamente, mandaria o bom senso que não fosse partilhado com terceiros. No entanto, poucas horas depois, o que fez Paulo Gonçalves ao documento?


Enviou-o para José Manuel Delgado. De que serve martelar uma nota a um árbitro se o mundo não souber que tal martelanço existiu? Há mensagens que não podem deixar de ser passadas de forma bem clara...

sábado, 28 de outubro de 2017

A legalidade do golo de Dost

Direto ao assunto polémico do Rio Ave - Sporting: a legalidade do golo de Bas Dost que nos deu os três pontos. Ao ver a repetição, na transmissão, fiquei com ideia de que o holandês estava adiantado. Na altura, pensei que o golo seria anulado pelo VAR.

Mais tarde vi o frame, e a minha opinião mudou ligeiramente: da mesma forma que não é possível afirmar que Dost está em posição regular, também não é possível dizer que está adiantado. O ângulo da repetição não ajuda, porque não só não está no enfiamento da linha de fora-de-jogo, como tem o defesa encoberto por Dost. Pelo que se consegue ver na imagem, o tronco dos dois jogadores está em linha (ou praticamente em linha) e não se vê a perna do defesa que está mais próxima da baliza. Não havendo imagens totalmente claras, o VAR não podia reverter a decisão tomada em campo. Esteve bem o fiscal-de-linha ao deixar seguir, e esteve bem o VAR ao não mudar a decisão.

Após o final do jogo, Pedro Henriques fez, na Sport TV+, uma análise que vai precisamente neste sentido.


Já se percebeu que será este o tema que dominará as conversas na semana que se segue mas, felizmente para o Sporting, a decisão de Jorge Sousa e João Capela foi acertada, assim como foi acertada a decisão em anular o golo de Bruno Fernandes.


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Alto risco

Uma visita ao Rio Ave é sempre uma deslocação de risco. Este ano não será diferente, visto que a equipa de Miguel Cardoso tem praticado um futebol bastante positivo, com intenção de ter bola e mandar no jogo, e com resultados encorajadores: a equipa ocupa o 6º lugar na tabela, apesar do calendário inicial complicado que já incluiu receções ao Benfica e Porto e uma deslocação à Madeira. Convém também lembrar o que aconteceu na época passada: o Sporting, depois de uma exibição muito positiva em Madrid, pagou caro o excesso de confiança com que entrou em campo contra o Rio Ave - a derrota por 3-1 foi tão categórica como justa. Mais logo, será necessário aparecer o melhor Sporting se quisermos trazer para Lisboa os três pontos.

O árbitro nomeado para este jogo é Jorge Sousa. Em condições normais, seria uma nomeação incontestável, mas neste caso em particular há dúvidas (legítimas) que se levantam devido à sua recente suspensão pelas palavras dirigidas a Stojkovic no Real Massamá - Sporting B. Obviamente que, sendo Jorge Sousa um dos melhores árbitros portugueses da atualidade - o que, face ao universo em questão, não é garantia de grande coisa -, mais cedo ou mais tarde teria que voltar a arbitrar jogos do Sporting. Espero que tenha percebido que o episódio que levou à sua suspensão é de sua exclusiva responsabilidade, e que, por isso, não apareça em Vila do Conde com sentimentos vingativos. Infelizmente, o Sporting costuma ser um alvo que os árbitros veem como fácil, pelo que não seria surpreendente que tal sucedesse.

Para compor o ramalhete, o VAR será João Capela. É justo recordar que o árbitro já fez um jogo do Sporting na época passada, em Alvalade, e teve um desempenho globalmente positivo. O problema é que uma arbitragem como aquela que fez há quatro anos é difícil de esquecer. De qualquer forma, espero que encare a nomeação de logo como mais uma oportunidade para prosseguir o seu processo de reabilitação junto dos adeptos sportinguistas. Não precisa de nos favorecer. Basta que tenha um desempenho isento e competente.

sábado, 24 de setembro de 2016

Noite de gigantes

Foi, literalmente, uma noite de gigantes. Realizando uma exibição agradável - apesar de um pouco inconsistente pelos altos e baixos apresentados ao longo dos noventa minutos -, o Sporting conseguiu vencer o Estoril de forma confortável, graças aos 3 golos marcados pelos seus gigantes: Dost e Coates. No entanto, houve mais gente grande a destacar-se para além do holandês e do uruguaio - como William e Bryan Ruiz -, para além de outras figuras que, não sendo grandes em termos de envergadura física, souberam estar à altura dos acontecimentos.

A partida decorreu em sentido único, com o Sporting a dominar por completo um Estoril muito recuado e concentrado na faixa central - convidando, de certa forma, o Sporting a usar e abusar das incursões pelos flancos. O resultado ficou em 4-2, mas não traduz, de forma alguma, o diferencial de rendimento e oportunidades de golo criadas entre as duas equipas. Houvesse mais acerto na finalização, e o resultado poderia bem ter sido uma goleada das antigas.





(via @_goalpoint)
William de régua, esquadro, transferidor e compasso, mas também de vassoura e pá, e ainda de pilhas Duracell - exibição impressionante de William, a todos os níveis. Esteve exemplar na organização e distribuição de jogo, com o destaque óbvio para o papel desempenhado no 3º (assistência) e no 4º golo (passe para assistência). É, aliás, impossível não ficar de boca aberta com o passe que fez para o segundo golo de Dost, uma obra de arte que glorifica a sua rapidez e precisão de raciocínio e execução. Defensivamente, limpou todas as iniciativas de ataque do Estoril, realizando 15 (!) recuperações de bola. Fisicamente impressionante, venceu praticamente todos os duelos e disputas de bola em que esteve envolvido, e ainda conseguiu encontrar energias para fazer sprints aos 90 minutos. Para ser perfeito, faltou-lhe apenas marcar a oportunidade de que dispôs perto do fim.

Temos matador - Bas Dost chegou, viu e marcou, marcou, marcou. Já leva quatro golos em três jogos para o campeonato, mas os da noite passada foram de uma qualidade que deixam antever muitas redes a balançar até ao final da época. Para já, vai confirmando a fama que ganhou na Alemanha: inteligente, com recursos técnicos muito interessantes, e extremamente oportuno.

Gelson, o suspeito do costume - foi o grande agitador do ataque do Sporting. Entendeu-se bem com João Pereira e conseguiu furar várias vezes a densa cortina amarela. Numa delas, fez o cruzamento para o primeiro golo de Dost. Em seis jogos da Liga, já leva dois golos e quatro assistências. Mais palavras para quê?

João Pereira todo-o-terreno - ofensivamente muito dinâmico no seu flanco, defensivamente teve um conjunto de intervenções preciosas que evitaram mais dissabores. Continua a fazer um belo início de época, merecendo ser o dono do lugar.

A diferença de ter Bryan - o ponto alto da exibição do costa-riquenho foram as duas assistências para os golos de Coates e André, mas também é justo que se reconheça a importância que tem no equilíbrio da equipa. Sabe quando tem de recuar, sabe quando tem de fechar dentro, sabe quando tem de fazer dobras, e ontem demonstrou-o em várias ocasiões. Ponto negativo: mais um punhado de oportunidades falhadas - uma das quais, há que dizê-lo, só não entrou porque Moreira fez uma grande defesa.



Corpos estranhos à equipa - Jefferson continua a não dar confiança. Até se pode dar o desconto de não ter rotinas com os colegas, por ser pouco utilizado, mas isso não explica tudo. Ofensivamente, não conseguiu tirar partido do muito espaço que teve à disposição - nenhum dos vários cruzamentos que fez encontrou um colega na área. Nas disputas de bola, entrou sempre a medo, perdendo quase sempre os duelos ou deixando a equipa desequilibrada. Alan Ruiz entrou em modo complicativo, tentando forçar dribles em situações de clara desvantagem numérica que, invariavelmente, redundavam na perda de bola. Saiu, sem surpresa, ao intervalo. 

A má gestão de esforço - Elias parece que entrou cansado. Se quer demonstrar que é um jogador diferente daquele que esteve cá em 2011/12/13, é bom que não faça muito mais jogos abaixo dos mínimos exigíveis. Markovic, recém-entrado em campo, não pode alhear-se das tarefas defensivas quando perde uma bola. A apatia que revelou no lance do 3-1 fica-lhe muito mal. Gerir esforço não pode ser isto.

A cerimónia revelada no momento de rematar - houve pelo menos um par de ocasiões em que se justificava mais o remate do que um passe a procurar um colega (supostamente) em melhor posição. Quando há boas condições para alvejar a baliza, mais vale não hesitar e fazê-lo.



A gestão de esforço que se aceita - a equipa entrou em descompressão após o 3-0. Não é bonito, era certamente mais entusiasmante se continuassem a carregar sobre o Estoril à procura da goleada, mas estando o jogo resolvido e havendo uma partida importante na terça-feira, é razoável que isso aconteça. Pelo meio, ainda deu para André se estrear a marcar.

O regresso de Capela - considerando o passado do árbitro com o Sporting e a previsível animosidade no seu regresso a Alvalade, João Capela revelou, de uma forma geral, sensatez na condução do jogo. Antes do primeiro golo houve um par de jogadas de perigo na área do Estoril que me pareceram (no estádio) cortadas prematuramente. O facto de o Sporting ter marcado cedo acabou por tornar a partida simples de dirigir, e o árbitro soube tirar vantagem disso não complicando. A partir daí, tirando uma ou outra decisão errada (para ambos os lados), fez uma boa arbitragem. 



Exibição bastante aceitável que fica um pouco manchada pelos dois golos sofridos. De qualquer forma, foi uma vitória importante por quebrar a sequência de duas derrotas, e também foi positivo o facto de Jesus ter podido gerir o esforço de certos jogadores já pensando no embate com o Légia.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Capela de novo no caminho do Sporting


Já estava para falar nas nomeações há algum tempo. Não vou desenvolver o tema agora, mas, a meu ver, nota-se no novo CA uma (compreensível e sensata) tentativa de corte com os critérios utilizados na era de Vítor Pereira. De uma forma geral, parece-me que as nomeações desta época têm feito muito mais sentido do que as dos anos anteriores.

Parece-me que a nomeação de João Capela se pode entender segundo essa lógica de corte com o passado. Se o objetivo fosse provocar / desafiar o Sporting, o CA teria nomeado João Capela para um jogo que não fosse em Alvalade. Nomeando-o para Alvalade, parece-me que a intenção será apenas a de reabilitar o árbitro.

Dou o benefício da dúvida para o CA, mas não a dou ao árbitro. Aquilo que aconteceu no fadítio jogo na Luz foi demasiado mau e evidente para poder, algum dia, confiar nas boas intenções de João Capela. Não só por ser um mau árbitro, mas sobretudo por ser um árbitro com tendência para se enganar quase sempre para o mesmo lado. É daqueles que tem uma estatística que não engana.

Cá estaremos para ver como se comportará na sexta-feira. Mais um bom motivo para os sportinguistas irem em massa ao estádio. Há reencontros que não podem ser perdidos.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

sábado, 9 de abril de 2016

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Uma opinião insuspeita sobre João Capela

"Esta história do João Capela comigo tem muitos anos. Dirigi-me de uma forma exaltada no final, disse-lhe que ele não prestava como árbitro e não o cumprimentava mais."

Quem disse isto?

in MaisFutebol

Alguma coisa me diz que no próximo sábado se vão cumprimentar de forma bastante calorosa.

(obrigado, @baavin!)

terça-feira, 5 de abril de 2016

Carne toda no assador


Histórico de jogos do Benfica arbitrados por João Capela:

2015/16
Benfica 1 - 0 Nacional (Taça da Liga)

2014/15
Gil Vicente 0 - 5 Benfica (Liga)
Benfica 6 - 0 Estoril (Liga)
Benfica 1 - 0 Gil Vicente (Liga)
V. Setúbal 0 - 5 Benfica (Liga)

2013/14
Penafiel 0 - 1 Benfica (Taça de Portugal)

2012/13
Benfica 2 - 0 Sporting (Liga)
Benfica 3 - 0 P. Ferreira (Liga)
Moreirense 0 - 2 Benfica (Liga)

2011/12
Olhanense 0 - 0 Benfica (Liga)
Benfica 1 - 0 Sporting (Liga)

2010/11
Marítimo 0 - 1 Benfica (Liga)

2009/10
Benfica 5 - 0 Leixões (Liga)

2008/09
Benfica 1 - 0 E. Amadora (Liga)

Com João Capela a arbitrar, o Benfica tem:

  • 13 vitórias
  • 1 empate
  • 0 derrotas
  • 34 golos marcados
  • 0 golos sofridos

Este score de João Capela até podia não significar nada de mal, mas é conhecida a tendência para o erro que o árbitro tem quando o Benfica está em campo. Não é possível esquecer, por exemplo, o golo mal validado que deu a vitória na época passada contra o Gil Vicente na Luz, o golo mal anulado ao Setúbal que daria o golo do empate, ou o que se passou num dos maiores assaltos à mão armada na história do futebol português, naquele dérbi em que perdoou 3 penáltis contra o Benfica e uma expulsão a Matic.

Bem escolhido por Vítor Pereira, não fossem os rapazes aparecer cansados no sábado depois do esforço físico a que serão sujeitos mais logo.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Balanço das arbitragens: 24ª jornada

Belenenses 1-2 Porto (João Capela)

=: jogo sem lances críticos


Benfica 2-0 U. Madeira (Cosme Machado)

=: jogo sem lances críticos



Guimarães 0-0 Sporting (Tiago Martins)

45'+2: William Carvalho faz um corte com a perna muito alta, já tendo um amarelo; o árbitro não mostrou o segundo amarelo - decisão certa, William joga a bola, não tem qualquer intenção de magoar o adversário, pelo que se aceita a não exibição do cartão

73': Josué vê o segundo amarelo por agarrar Slimani numa jogada de contra-ataque - decisão certa, na realidade, o árbitro devia ter mostrado o vermelho direto pois Slimani já ia isolado; de qualquer forma, no que diz respeito a esta partida a decisão pode ser considerada correta

90'+3: Victor Andrade cai na área numa disputa de bola com Bryan Ruiz, o árbitro não assinalou penálti - decisão certa, o jogador do Sporting ganha posição de forma legal

=: arbitragem sem influência no resultado



Estatísticas da jornada



Estatísticas acumuladas



Classificação



Jogos com influência da arbitragem no resultado



Erros de arbitragem com o resultado em aberto



Erros de arbitragem com o resultado em aberto agrupados por árbitro, desde 2013/14


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

João Capela bem tentou...

... mas o Braga vai mesmo à Luz disputar o apuramento para a final da Taça da Liga. Mais uma arbitragem absolutamente escandalosa.


Paulo Fonseca falou em "lances que devem ser vistos, revistos e analisados". Aqui estão eles.
Publicado por Sporting Clube de Braga em Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016

sábado, 19 de setembro de 2015

Balanço das arbitragens: 4ª jornada

Benfica 6-0 Belenenses (Bruno Paixão)

=: jogo sem lances críticos de arbitragem


Arouca 1-3 Porto (João Capela)

=: jogo sem lances críticos de arbitragem


Rio Ave 1-2 Sporting (Hugo Miguel)

10': Após cruzamento de Jefferson, Wakaso falha o cabeceamento e joga a bola com o braço; o árbitro assinalou penálti - decisão certa, Adrien joga a bola e o contacto entre ambos é posterior inevitável

72': Na jogada do golo do Rio Ave, Zeegelaar parte em posição duvidosa de fora-de-jogo - decisão errada, o adiantamento é pequeno mas existe, pelo que a jogada devia ter sido interrompida por fora-de-jogo

76': Wakaso tem uma entrada muito perigosa em carrinho a pés juntos, de pitons, sobre Carrillo, o árbitro não assinalou falta nem entendeu ser merecedora de punição disciplinar - devia ter sido assinalada falta e no mínimo amarelo ao jogador do Rio Ave; como não acertou no adversário, aceitar-se-ia a não expulsão

78': Slimani cai na área ao procurar antecipar-se a Capela, o árbitro não assinalou penálti - decisão errada, existe um empurrão nas costas pelo que havia lugar ao castigo máximo

=: apesar dos erros, arbitragem sem influência no resultado



Estatísticas da jornada



Estatísticas acumuladas



Classificação



Jogos com influência da arbitragem no resultado



Erros de arbitragem com o resultado em aberto



Erros de arbitragem com o resultado em aberto agrupados por árbitro, desde 2013/14


quinta-feira, 18 de junho de 2015

Arrepiante

"Arrepiante" é o sentimento mais forte que me ocorre ao olhar para a classificação dos árbitros em 2014/15. E não é "arrepiante" num sentido bom.

in Record (obrigado, Belfodil)

Jorge Sousa em 1º parece-me indiscutível. 

Agora: Artur Soares Dias em 2º? Relembremos algumas arbitragens que fez ao longo da época:

  • Académica - Sporting (1ª J): 1 penálti por assinalar a favor da Académica, 1 penálti por assinalar a favor do Sporting
  • Estoril - Porto (10ª J): 1 penálti por assinalar a favor do Estoril, 1 penálti por assinalar a favor do Porto
  • Sporting - Estoril (15ª J): 1 penálti por assinalar a favor do Sporting, 1 vermelho por mostrar a um jogador do Estoril nessa mesma falta
  • Penafiel - Porto (17ª J): os 3 golos do Porto foram muito contestados, na minha opinião (que vale o que vale já que a posição das câmaras não facilitam a clarificação das jogadas), houve 2 golos que deviam ter sido anulados - num deles não há dúvida absolutamente nenhuma
  • Benfica - Braga (25ª J): 1 penálti por assinalar a favor do Benfica
  • Guimarães - Benfica (33ª J): 1 golo mal anulado ao Benfica, 1 penálti por assinalar a favor do Benfica


Parecem-me erros a mais para justificar um 2º lugar na classificação. E estes foram apenas os erros em jogos em que entraram os grandes - que são os que registo. Sabe-se lá que erros poderá ter cometido noutros jogos.

Continuando. Como é que Olegário Benquerença, que fez a pior arbitragem de toda a época no Porto - Rio Ave (em que cometeu 5 erros críticos a favor do Porto com o resultado em aberto), para além de uma má arbitragem no Sporting - Porto, e uma expulsão inacreditável de Ewerton no Setúbal - Sporting, fica em 3º?

Depois João Capela, Manuel Mota e Bruno Paixão. Não discuto a classificação de Manuel Mota. Pelo menos a avaliar pelos jogos dos grandes que arbitrou, esteve em bom plano. 

Quanto a Bruno Paixão e João Capela, ambos cometeram erros graves em 2 jogos que favoreceram claramente o Benfica: Paixão ao invalidar um golo limpo ao Nacional, que daria o empate, e ao marcar um penálti inexistente a favor do Benfica em Paços de Ferreira; Capela anulou um golo limpo ao Setúbal que daria o empate e validou um golo irregular que deu a vitória sobre o Paços de Ferreira.

Isto não é, obviamente, uma análise completa. Não faço ideia da qualidade das arbitragens de todos os árbitros em todos os jogos. Mas que cheira que determinados árbitros estão a ser puxados para cima e outros empurrados para baixo, lá isso cheira. Aliás, tresanda...

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Balanço das arbitragens: 31ª jornada

Gil Vicente 0-5 Benfica (João Capela)

30': Marwan cai na área por eventual carga de Luisão, o árbitro não assinalou penálti - decisão certa, Luisão coloca o antebraço sobre as cotem de facto o braço sobre Jackson mas não parece fazer força suficiente para o derrubar; fica também a sensação que Jackson se deixa cair ao sentir o braço de Luisão

=: arbitragem sem influência no resultado


Sporting 2-0 Nacional (Cosme Machado)


=: jogo sem lances críticos de arbitragem


Setúbal 0-2 Porto (Marco Ferreira)


40': Brahimi cai na área após empurrão de Dani, o árbitro não assinalou penálti - decisão certa, há falta mas é cometida fora da área, pelo que apenas haveria ser assinalado livre

45': Na marcação de um livre, Alex Sandro salta e bate na bola com o braço, o árbitro não assinalou penálti - decisão errada, apesar de ter o braço colado ao corpo, Alex Sandro faz um movimento no sentido da bola que podia ter evitado, pelo que devia ter sido penálti contra o Porto

68': Advincula cai na área após contacto com Casemiro, o árbitro não marca penálti - decisão certa, há contacto entre os dois mas é perfeitamente legal, Casemiro não faz qualquer falta

82': Hernani remata contra Schmidt, há dúvidas se terá batido no braço; o árbitro não assinalou penálti - decisão certa, a bola parece bater apenas no peito do jogador do Setúbal

=: ficou um penálti por marcar a favor do Setúbal quando o resultado era de 1-0 para o Porto; como tal, arbitragem com possível influência no resultado (X2)



Estatísticas da jornada



Estatísticas acumuladas



Classificação



Jogos com influência da arbitragem no resultado



Erros de arbitragem com o resultado em aberto




Erros de arbitragem com o resultado em aberto agrupados por árbitro, desde 2013/14





Links para jornadas anteriores

30ª J: Benfica - Porto; Moreirense - Sporting: LINK
29ª J: Belenenses - Benfica; Porto - Académica; Sporting - Boavista: LINK
28ª J: Benfica - Académica; Rio Ave - Porto; Setúbal - Sporting: LINK
27ª J: Benfica - Nacional; P. Ferreira - Sporting; Porto - Estoril: LINK
26ª J: Rio Ave - Benfica; Nacional - Porto; Sporting - Guimarães: LINK
25ª J: Benfica - Rio Ave; Marítimo - Sporting; Porto - Arouca: LINK
24ª J: Braga - Porto; Arouca - Benfica; Sporting - Penafiel: LINK
23ª J: Benfica - Estoril; Porto - Sporting: LINK
22ª J: Moreirense - Benfica; Sporting - Gil Vicente; Boavista - Porto: LINK
21ª J: Porto - Guimarães; Belenenses - Sporting; Benfica - Setúbal: LINK
20ª J: Moreirense - Porto; Sporting - Benfica: LINK
19ª J: Benfica - Boavista; Arouca - Sporting; Porto - P. Ferreira: LINK
18ª J: Sporting - Académica; Marítimo - Porto; P. Ferreira - Benfica: LINK
17ª J: Penafiel - Porto; Marítimo - Benfica; Sporting - Rio Ave: LINK
16ª J: Benfica - Guimarães; Porto - Belenenses; Braga - Sporting: LINK
15ª J: Sporting - Estoril; Gil Vicente - Porto; Penafiel - Benfica: LINK
14ª J: Porto - Setúbal; Benfica - Gil Vicente; Nacional - Sporting: LINK
13ª J: Sporting - Moreirense; Porto - Benfica: LINK
12ª J: Boavista - Sporting; Benfica - Belenenses; Académica - Porto: LINK
11ª J: Sporting - Setúbal; Académica - Benfica; Porto - Rio Ave: LINK
10ª J: Nacional - Benfica; Sporting - P. Ferreira; Estoril - Porto: LINK
9ª J: Benfica - Rio Ave; Guimarães - Sporting; Porto - Nacional: LINK
8ª J: Arouca - Porto; Sporting - Marítimo; Braga - Benfica: LINK
7ª J: Penafiel - Sporting; Porto - Braga; Benfica - Arouca: LINK
6ª J: Sporting - Porto; Estoril - Benfica: LINK
5ª J: Benfica - Moreirense; Gil Vicente - Sporting; Porto - Boavista: LINK
4ª J: Setúbal - Benfica; Sporting - Belenenses; Guimarães - Porto: LINK
3ª J: Porto - Moreirense; Benfica - Sporting: LINK
2ª J: Paços Ferreira - Porto; Sporting - Arouca; Boavista - Benfica: LINK
1ª J: Porto - Marítimo; Académica - Sporting; Benfica - Paços Ferreira: LINK