| Nota: este gráfico não inclui custos de comissões e outras despesas suportadas ou a suportar pelo Sporting. |
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
A verdadeira derrota
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
O negócio Rojo
- O Spartak de Moscovo tinha sempre direito a €1M da venda de Rojo pelo Sporting, independentemente do valor da transferência.
- Adicionalmente, se a transferência fosse feita por valores acima dos €5M, o Spartak de Moscovo tinha direito a receber 20% do valor que ultrapassasse este patamar.
- Em caso de venda, independentemente do valor da transferência, o montante a que a Doyen teria a receber do Sporting nunca poderia ser inferior a €4,2M.
- No caso de o contrato de Rojo chegar ao fim sem ter sido vendido pelo Sporting, a Doyen teria a receber do Sporting uma indemnização de €4,2M.
- Se Rojo rescindisse com o Sporting e não lhe fosse atribuída justa causa, o Sporting teria que entregar à Doyen o valor superior entre estas duas hipóteses: 1) 35% da indemnização devida por Rojo ao Sporting; 2) €3,7M.
- No caso de uma venda, caberia ao Sporting suportar a totalidade das despesas, incluindo comissões e mecanismo de solidariedade (o mecanismo de solidariedade com os clubes formadores é normalmente pago pelo novo clube do jogador, mas de qualquer forma há uma cláusula no contrato entre o Sporting e a Doyen a prever isto).
- O Sporting era obrigado a fazer um seguro para a eventualidade de morte ou lesão incapacitante do jogador de valor não inferior a €3,7M. Na eventualidade de o seguro ser acionado, a totalidade do valor seria entregue à Doyen. Se a companhia seguradora entendesse pagar menos de €3,7M, o Sporting teria que indemnizar a Doyen pela diferença.
- Se o Sporting renovasse o contrato de Rojo sem autorização da Doyen, o fundo poderia optar por uma de duas situações: 1) exigir o pagamento de €4,2M por troca dos 75% do passe que possuiam; 2) manter os 75% e estendo todos os direitos à totalidade da duração do novo contrato.
- A qualquer altura a Doyen poderia obrigar o Sporting a comprar os seus 75% dos direitos desportivos por €3,7M. Se isso acontecesse, e se posteriormente o Sporting vendesse Rojo nas duas janelas de transferências seguintes (tendo já o clube os 100% dos direitos desportivos do jogador), a Doyen manteria o direito ao diferencial entre 35% do valor total da transferência e os €3,7M recebidos, caso os 35% fossem superiores aos €3,7M.
P.S.: ficámos também a conhecer a cláusula que o Sporting invoca para a legitimação da rescisão do contrato com a Doyen:
Parece claro que uma cláusula que condiciona a renovação de contrato do jogador é uma interferência tácita na política do clube na gestão do atleta. Mensagens enviadas pelo líder do fundo a ameaçar que o jogador poderá levantar problemas caso não seja transferido também são uma pressão que a cláusula 14 claramente proíbe.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
É um bocado isto, sim senhor
domingo, 17 de agosto de 2014
O pedido de desculpas de Rojo
No entanto, este pedido de desculpas impunha-se. Por muita razão o jogador tenha em ficar abalado pelo arrastar das negociações, não pode recusar-se a treinar e de estar disponível para aquilo que o treinador entender enquanto for funcionário do clube. Como tal, é de saudar a postura do Sporting, do jogador e do seu empresário por terem tido a presença de espírito necessária para apaziguar a situação.
A partir daqui, suponho que seja uma questão de tempo para Sporting e Manchester United se entenderem para concretizar a transferência do jogador. A recusa em treinar é uma atitude grave, mas não tão séria ao ponto de bloquear a progressão de carreira de um jogador que teve a humildade suficiente para se retratar publicamente da sua falha, e que teve um comportamento irrepreensível ao longo dos dois anos em que esteve connosco.
Gostava que Rojo continuasse connosco por muito tempo, mas na minha opinião a melhor atitude do clube será deixá-lo ir, assumindo que o Manchester United paga um valor justo pelo seu passe - com ou sem o acordo da Doyen. O jogador não tem culpa que o Sporting tenha assinado um acordo de transferência que à partida afastava praticamente qualquer hipótese de realização de mais-valia para o clube. Para além disso, se formos demasiado intransigentes na negociação com o United, o rasgar de contrato com a Doyen será visto como uma mera forma de amealhar milhões a que não teríamos direito, em vez da questão de princípio em não tolerar a ingerência do fundo na gestão desportiva do jogador.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
A resposta do Sporting à Doyen
P.S.: apresento-vos Nélio Lucas. Do que vejo no vídeo abaixo, diria que não estamos a lidar com um CEO, mas sim com um relações públicas manhoso... também ajuda a explicar a qualidade do comunicado que a Doyen escreveu ontem. (obrigado, Sar!)
O fundo da questão
- O Sporting comprou Rojo ao Spartak Moscovo por €5,4M;
- O Sporting cedeu 75% do passe à Doyen por €3M, incorrendo no prejuízo imediato de €1M (o Porto fez recentemente uma operação semelhante com Brahimi, precisamente com o mesmo prejuízo);
- O Sporting tem que pagar 20% de mais-valias da venda ao Spartak (revelado na terça-feira por Bruno de Carvalho);
- O Sporting, quer venda Rojo por €20M ou por €30M, recebe o mesmo montante, o que significa que existe algo no contrato com a Doyen que estabelece que o fundo terá direito à totalidade da verba acima de um determinado valor (revelado no comunicado de ontem da Doyen);
- Se o Sporting não vender o jogador, terá que indemnizar a Doyen numa verba não especificada, mas considerável (revelado pela Doyen);
- O Sporting poderá recomprar em setembro de 2015 o passe do jogador por valores bastante superiores aos que recebeu no momento da cedência (revelado por Bruno de Carvalho).
Na declaração enviada pelo F. C. Porto à FA destacamos o seguinte parágrafo: "having Doyen an exemplary behaviour during all the referred period of time".
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
O que pode fazer a direção para evitar casos como os de Rojo e Slimani?
Caro,
Considero ser muito importante ter uma postura forte na negociação, mas não lhe parece que são casos a mais? E todos idênticos? Não lhe parece que começa a ser contra producente a forma de actuação? Prefere continuar a acreditar que a culpa é sempre dos jogadores? Não era bom questionar (mesmo que abstractamente) os métodos relacionais entre os gestores desportivos do Sporting e os jogadores?
São só algumas questões que gostaria de deixar para discussão.
SL
- Bruma, com quem o Sporting não chegou a acordo para renovar, tendo posteriormente o jogador e representantes procurado, sem sucesso, a rescisão unilateral de contrato;
- Ilori, que a dois anos do fim do contrato disse veementemente que queria sair e que estava disposto a ficar dois anos sem jogar;
- Cassamá, Sambu e Bramé, com quem o Sporting não chegou a acordo para renovar e que assinaram pelo Porto no final do contrato;
- Labyad, colocado a treinar na equipa B sem jogar, cujo "pecado" era o enorme salário que auferia (em comunicado aquando da sua cedência ao Vitesse, foi referido que o Sporting poupa €4,5M durante o ano e meio do empréstimo) sem que tivesse um rendimento desportivo condizente;
- Elias, que ao voltar do empréstimo do Brasil foi também colocado a treinar na equipa B;
- Dier, que afirmou após ter saído que só não ficou no Sporting porque a direção não quis;
- Vários casos de jovens da formação que se recusaram a renovar contrato (ou cujas negociações se prolongaram durante largos meses), como Fokobo, Alexandre Guedes, Gelson Martins ou Matheus Pereira, em que alguns deles foram impedidos de jogar ou colocados noutras equipas.
Excluo desta reflexão alguns dos casos referidos acima, em que é evidente que o único plano de carreira definido pelos empresários é o dinheiro imediato. Esses casos não merecem sequer que se perca tempo em pensar no que poderia ter sido feito para evitar a rotura.
Há no entanto algo que nunca pode ser colocado em causa: durante os processos de negociação de renovações ou transferências, o mínimo que se pode exigir aos jogadores é que continuem a treinar e a jogar no caso de serem opções do treinador.
Os casos de Rojo e Slimani, e um presidente que não se esconde
- Convites de clubes como o Manchester United não surgem todos os dias;
- €20M é uma verba considerável para um defesa central (casos como os de Mangala e David Luiz são anomalias em relação ao que é o valor típico de jogadores de topo nesta posição);
- O jogador já cumpriu dois anos de contrato no Sporting, o que não sendo o ideal (a bem da estabilidade e competitividade do plantel, deveríamos evitar a saída de jogadores que não nos tivessem proporcionado 3 anos de rendimento desportivo) já é alguma coisa;
- O Sporting não tem condições para lhe oferecer um salário superior para o manter satisfeito mais um ano.
- O jogador chegou apenas há um ano;
- O Sporting tem capacidade para lhe aumentar substancialmente o salário (que não atingindo os valores que outros clubes oferecem ao jogador, certamente que iriam ao encontro das melhores expetativas que Slimani teria quando assinou há um ano);
- Fazendo uma boa época, certamente que para o ano haveriam outros Leicesters ou Trabzonspors interessados na sua contratação.
- Afinal o Sporting não ficará com 25% da verba da transferência, pois tem que ceder 20% das mais-valias ao Spartak de Moscovo.
- A Doyen está a pressionar o Sporting para vender [nota minha: apesar de o seu responsável ter dito precisamente o contrário numa entrevista ao DN (aquando da reportagem feita há poucas semanas sobre o fenómeno dos fundos no futebol)].
- O Sporting nunca teve a opção de recomprar parte do passe de Rojo à Doyen; existe essa possibilidade em setembro de 2015, por valores elevados.
- Dier recusou a treinar-se na altura em que decidiu sair.
- Não é novidade, mas Bruno de Carvalho referiu-se ao Record (e Cofina) como tendo uma campanha em curso que visa denegrir tudo o que se faz no Sporting.
- A questão do visto de Shikabala está a ser investigada, de forma a apurar-se se existem ou não responsabilidades do jogador.
- As negociações por Rabia começaram ainda em maio.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
A hora da Sporting TV
domingo, 13 de julho de 2014
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Exemplar
Rojo estará ausente no jogo dos quartos de final contra a Bélgica, por ter visto o segundo amarelo na partida de ontem.
Para Enzo Perez, a vida na seleção parece não estar a correr tão bem...
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Balanço de 2013/14: Guarda-redes e defesas
Piris (*)
Esteve quase sempre bem nas poucas oportunidades que teve. Fez jogos de qualidade nos dois flancos, o que o tornou numa peça importante num plantel pouco profundo. Não fosse a sua cláusula de compra tão elevada e seria uma boa opção para continuar connosco na próxima época.
domingo, 13 de abril de 2014
A loja dos mestres André e Cédric
domingo, 6 de abril de 2014
Vitória tranquila com acabamentos de requinte
domingo, 30 de março de 2014
Deixem marcar o Montero
| Foto: Record |
| Foto: Record |
