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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

O almoço

No dia 10 de outubro de 2016, ainda antes de as cartilhas serem do conhecimento público, foi divulgada nas redes sociais uma fotografia tirada na Catedral da Cerveja, onde se podia ver vários comentadores (teoricamente independentes) do Benfica - e um teoricamente isento - a almoçar com elementos da estrutura da SAD.


Na imagem podia ver-se Pedro Guerra, José Nuno Martins, João Gobern (de frente), Luís Bernardo (de lado) e José Calado (de costas). Com alguma naturalidade, as atenções acabaram por se centrar na presença de João Gobern, o único que sempre afirmara a sua independência em relação ao Benfica.

O comentador do Trio de Ataque, que iniciou o percurso de comentador da bola como um suposto opinador isento em duelos com Bruno Prata num programa chamado Zona Mista - até ao dia em que foi apanhado em direto a festejar discretamente um golo da sua equipa do coração -, não tardou em esclarecer o motivo por que estava presente neste almoço:


Portanto, foi por desafio de Luís Bernardo, para colaborar num trabalho televisivo que se prende com a internacionalização do Benfica e da marca Benfica.

Há que dizer que, catorze meses depois, ainda não me apercebi de nenhum trabalho televisivo que tenha surgido como resultado das conversas tidas neste repasto. É verdade que tal programa me pode ter escapado, pois não sou espectador habitual da BTV, mas não me constou que alguma vez tenha chegado a ver a luz do dia. Mas, na realidade, é escusado andar a vasculhar a programação do canal à procura desse programa, pois o arquivo de emails de Luís Bernardo se encarregou de esclarecer em definitivo o objetivo do almoço:


Segundo Carlos Janela, o mestre cartilheiro, foi uma reunião informal entre comentadores benfiquistas, que começou na SAD e continuou à mesa da Catedral da Cerveja. Mais uma mentira (óbvia) a cair em definitivo.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Gobern invocando a quinta emenda

No programa Trio de Ataque de ontem, a questão das cartilhas foi, como seria de esperar, um dos assuntos discutido pelos três comentadores residentes. Na qualidade de representante benfiquista, João Gobern teve oportunidade de se referir exaustivamente a esta questão. Sem confirmar ou desmentir ter alguma vez recebido a cartilha, defendeu-se usando o argumento de que tem mais um discurso diferente e mais elevado do que os restantes comentadores benfiquistas.

Foi, no entanto, curiosa a forma que Gobern encontrou para ilustrar a recusa em responder à questão sobre se costuma receber os briefings do Benfica:


A quinta emenda da constituição dos EUA dá o direito a uma pessoa de se recusar a responder a perguntas que a possam incriminar. Portanto, acaba por ser uma admissão bem humorada de Gobern em como recebe a cartilha. Não que isso fosse necessário, pois Francisco J. Marques escreveu isto no Twitter, na noite de ontem:


A conversa sobre a promiscuidade entre clubes e comentadores continuaria, acabando por ir parar às afirmações de Fernando Mendes em como os Benfica paga aos seus paineleiros. Aí, Gobern não teve problemas em negar tal alegação, mas depois...


... reconheceu ter pedido bilhetes para jogos. "Para aí 10 vezes, se tanto".

Gobern parece não ter percebido que eventuais pagamentos do Benfica aos seus comentadores é uma questão puramente ética, pois colocaria em causa a sua independência face ao clube. O facto de ter pedido bilhetes "para aí 10 vezes" não é ilegal - nem sequer grave -, mas sabemos que nestas coisas da ética a fronteira entre o certo e o errado é ténue. Basta relembrar a questão dos vouchers.

O comentador escudou-se no facto de ter um discurso mais sereno e equilibrado do que o dos Guerras e Venturas da vida - o que é uma realidade - e em não ser um assalariado do Benfica para colocar a sua independência acima de qualquer suspeita. No entanto, num determinado momento, acabou por se lançar para fora de pé:


Gobern lançou o repto para tentarmos encontrar momentos de discurso orquestrado com a cartilha. Desafio aceite! Lembro-me de várias intervenções suas em que o cheiro a cartilha é intenso, mas é sempre complicado demonstrar a ligação sem ter acesso aos briefings. No entanto, felizmente, registei há uns tempos uma situação em que essa orquestração é mais que óbvia. Será que Gobern se lembra de ter falado sobre as VMOCs do Sporting em janeiro de 2016?



Desafio superado, caro João Gobern?

sexta-feira, 7 de abril de 2017

A mentira teve perna curta

As reações à divulgação do briefing de Carlos Janela para os elementos da propaganda benfiquista continuam a suceder-se. Já várias pessoas confirmaram a autenticidade dos documentos, numa espécie de fuga para a frente que demonstra que, naquele clube, as narrativas vão sendo adaptadas à medida das circunstâncias.

Uma dessas pessoas foi Rui Gomes da Silva, representante do Benfica no Dia Seguinte. Em declarações feitas ontem à SIC Notícias, o ex-VP do clube não só confirmou a veracidade do documento e Carlos Janela como seu autor, como disse ainda que recebe "20 a 30 documentos todas as semanas". Rui Gomes da Silva alinhou também pelas palavras que outros comentadores - alguns assumidamente benfiquistas, outros supostamente "isentos", como Ribeiro Cristóvão -, dizendo que isto apenas é uma prova de competência por parte da estrutura de comunicação do Benfica.

Aqui ficam as palavras de Gomes da Silva:


Não espanta que Rui Gomes da Silva considere os documentos "muito bem feitos". É natural que um dos maiores promotores do ódio aos adversários que existe no futebol português veja qualidades na linguagem e narrativas que Carlos Janela compilou para os paineleiros e comentadores (e, muito provavelmente, jornalistas) com ligações à máquina de propaganda benfiquista.

A questão de vermos os representantes benfiquistas a assumir a estratégia e a defendê-la com unhas e dentes é interessante. É que, ainda nem há uma semana, o mesmo Rui Gomes da Silva foi entrevistado pela revista Visão no âmbito de um artigo sobre os comentadores dos três grandes, e disse o seguinte:


Gomes da Silva disse que se prepara nas redes sociais, vendo resumos e jornais. O resto é de memória. Memória fraca, pois esqueceu-se de mencionar os 20 a 30 documentos que recebe por semana. Neste caso, a mentira teve perna curta (pun intended).

Mas Rui Gomes da Silva não foi o único a mentir sobre (ou omitir, como preferirem) este assunto. Veja-se o que disse João Gobern como se prepara, na mesma entrevista:


Mais um que se esqueceu dos briefings. Se é sinal de competência, por que não os reconheciam?

Há que dizer, no entanto, que os comentadores não estão mais do que a seguir o exemplo que vem de cima. É que a direção de comunicação do Benfica também se pronunciou sobre o assunto há cerca de seis meses, quando havia quem colasse as opiniões dos comentadores afetos ao Benfica à posição do clube:


A existência de briefings, por si só, não é muito relevante. É fácil perceber, no entanto, por que motivo os comentadores e dirigentes benfiquistas sempre os negaram categoricamente até há dois dias: o facto de haver coordenação superior reduz a imagem de independência dos comentadores assumidamente benfiquistas, transformando-os em meros papagaios (com o óbvio impacto que isso tem na sua credibilidade), e destrói por completo a reputação dos comentadores que tentam passar-se por isentos. E deixa outra pergunta no ar, já com outro nível de importância: quantos jornalistas receberão os briefings e os usarão no seu trabalho?

Outra coisa é a existência de briefings com este palavreado, incendiário e de incitamento ao ódio. Isso, sim, é obrigatório que seja analisado pelas autoridades desportivas competentes. Deita também por terra algum do discurso oficial do Benfica, nomeadamente o do seu presidente. Fica claro que todos os apelos ao equilíbrio e apaziguamento que Vieira fez no passado - que, verdade seja dita, só convenciam os adeptos mais fanáticos e alguns jornalistas tradicionalmente muito apreciadores do presidente benfiquista - são um dos maiores atos de hipocrisia da história do futebol português.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

As omissões de Ventura

De leitura obrigatória para todos os sportinguista o post do Mister do Café sobre as "provas" que André Ventura apresentou ontem sobre um alegado condicionamento da última AG por parte das claques, subentende-se que a mando da direção: LINK

Aproveito para fazer alguns comentários sobre isto. Ventura, para criar confusão, apresenta uma série de acontecimentos, alguns comprováveis, outros sem qualquer ponta de credibilidade, sem se preocupar em estabelecer qualquer ordem cronológica coerente, construindo, desta forma, (mais) uma narrativa para atacar o Sporting. Ora vamos decompor essa narrativa:
  • Tudo começou com um relato que lhe foi enviado por um suposto sócio sportinguista que não está identificado.
  • Para confirmar se esse relato era credível, foi à internet cruzar informação. Chegou à conclusão que o relato era credível face aos comentários anónimos em blogues ligados ao Sporting.
  • Para tentar demonstrar que as pressões das claques junto dos sócios são frequentes, apresentou uma gravação áudio de uma AG da SAD (onde participam acionistas da SAD, e não sócios do clube), sem se dar ao trabalho de clarificar se se tratava da AG da SAD deste mês ou de uma AG anterior.

A AG da SAD em que se ouvem cânticos de claques foi realizada em janeiro de 2016. Na altura foi noticiada a aglomeração de elementos das claques junto ao local, como consequência das capas de jornais desse dia que diziam que o Sporting estava em risco de perder a maioria da SAD. Não eram claques a tentar condicionar outros sócios, pois, repito, essa AG destinava-se aos principais acionistas da SAD.

As duas AG's (da SAD e do clube) decorridas este mês correram sem incidentes ou qualquer tipo de pressões. Obviamente, isto não é mais do que uma tentativa manhosa de André Ventura de inventar factos para colocar em causa a direção do Sporting e o apoio que esta tem dos sócios.

O comentador benfiquista e coordenador da campanha de Vieira pode alegar que não disse nenhuma mentira, mas é responsável por várias omissões e conclusões que, neste contexto, são tão maldosas como qualquer mentira que pudesse dizer.

P.S.: Uma questão bem mais relevante que se pode levantar é: como é que aquela gravação - que parece ter sido captada pelo próprio Sporting - foi parar às mãos de André Ventura? A resposta talvez possa ser encontrada nesta fotografia, tirada à hora de almoço de ontem:


Interessante ver três conhecidos comentadores em programas (Guerra, Gobern e Calado) a partilhar a mesa com o diretor de comunicação do Benfica que, recordo, no início do ano desempenhava as mesmas funções no Sporting. Felizmente que naquele clube não existe qualquer concertação de discursos para atacar os adversários.

(numa nota paralela, recordemos o tempo em que Gobern dizia coisas destas)
(obrigado, @durtoff; via @captomente)

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O Estado Lampiânico e as VMOCs do Sporting

Só para o caso de a explicação ter passado despercebida, aqui fica um apanhado daquilo que os paineleiros benfiquistas disseram nos últimos dias sobre a extensão do prazo das VMOCs do Sporting. Coordenadíssimos, como de costume, desta vez sob a batuta de Jaime Antunes.




quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Gobernices

Já perdi há muito a paciência para ver o Trio de Ataque. São duas horas de debate estupidificante (mesmo para a norma que impera neste tipo de programas) entre comentadores de terceira categoria, dos quais apenas Miguel Guedes consegue escapar. Não que o Blind Zero seja um paineleiro de Champions, mas é fácil perceber a facilidade com que navega no programa, incorrendo frequentemente em omissões e falsidades sem que nenhum dos seus interlocutores as consiga detetar. Basta ouvir uma edição do Grandes Adeptos para perceber que as dificuldades de Miguel Guedes aí encontra são outras. Quanto à oposição que tem no Trio de Ataque... bem, basta lembrar como ROC era sistematicamente gozado por Gomes da Silva e Guilherme Aguiar - esses sim, paineleiros de primeira divisão, que agora são acompanhados por Rogério Alves, que por sua vez é nitidamente de Champions.

Pois bem, ontem voltei a ver o programa porque me chamaram a atenção para o facto de Guedes & Gobern terem andado a dizer que a decisão de Bruno de Carvalho em acompanhar Jorge Jesus para a bancada era mais um indício de divisão entre os dois do que um sinal de solidariedade e entendimento. Uma tese absurda que Miguel Guedes tentou impingir com alguma habilidade, diga-se. Mas depois entrou João Gobern, tentando reforçar a ideia de uma forma que demonstra que não passa mesmo de um paineleiro de terceira divisão:


Rui Oliveira e Costa esteve bem na resposta ao virar a agulha para a azia do acusador, com o precioso auxílio de Hugo Gilberto (!). Mas de qualquer forma, mesmo que as imagens da SportTV não tivessem mostrado posteriormente Bruno de Carvalho ao lado de Jesus na bancada de imprensa, desde quando que isso provaria alguma coisa? Será que o presidente seria obrigado a acompanhar o treinador até nas idas à casa-de-banho para provar que realmente está tudo bem entre eles? 

Enfim, gobernices. Mas ainda houve mais. O que dizer desta outra tentativa patética de atacar Bruno de Carvalho?


Bruno de Carvalho, o maior inimigo do futebol português. O homem que tirou Pedro Proença de um lugar onde nos podia ser útil para esse posto de relevância insignificante que é a Liga. Há no entanto que admitir que Gobern deve saber bem a importância de ter gente amiga nas entidades que mandam na arbitragem. Para Pinto da Costa - que por este discurso podia passar por uma personagem secundária que pouco teve a ver com a eleição de Proença - ficaram apenas os desejos de melhoras.

Para finalizar pôs-se a debitar as frases feitas do Nélio. Será que em algum momento Gobern se questiona o motivo pelo qual o seu clube - que oficialmente vendeu largas dezenas de milhões em jogadores nos últimos meses - não consegue reforçar o seu plantel? Não percebeu ainda que os fundos são um dos vários parasitas que se agarram ao futebol a sugar-lhe a riqueza? E ainda tem coragem para os defender? É triste: anda o mundo a tentar evoluir, e Gobern continua a repetir acefalamente argumentos que qualquer pessoa que acompanhe de perto o fenómeno já percebeu serem extremamente redutores da real perversão que é a ação dos fundos no mercado. 

Fica um conselho gratuito para João Gobern: uma pessoa devia saber que tem que rever a sua postura em programas deste género quando começa a malhar no adversário e acaba a levar baile do ROC. E só de pensar que a RTP dispensou o enorme Júlio Machado Vaz para arranjar um tacho para uma figura medíocre como esta...

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Guedes & Gobern: associação de defesa dos sportinguistas sem gamebox

No programa Trio d' Ataque do passado domingo, um dos temas discutidos pelos paineleiros de serviço foi a frase em que Jorge Jesus referiu não ter visto o Porto - Bayern por ter preferido assistir ao PSG - Barcelona. A certa altura a palavra é passada a Rui Oliveira e Costa que, no seu estilo inconfundível, tratou logo de cometer uma dupla gaffe que acabou por desviar a conversa para um outro tema:


Em primeiro lugar, é claro como a água que Miguel Guedes foi para o programa com o objetivo de introduzir o tema do critério de venda de bilhetes por parte do Sporting. À primeira oportunidade, desviou o assunto para aquilo que lhe convinha, sendo prontamente assistido pelo seu sidekick João Gobern. Juntos assumiram o papel de paladinos dos sócios sportinguistas não lisboetas sem gamebox. É comovente a forma desinteressada como defendem aquilo que julgam ser uma questão da mais elementar justiça. Vamos recuperar algumas das citações de Guedes & Gobern:


"É contrariar o espírito da Taça de Portugal!"

"Mas o sócio do Sporting de Vila Real, de Vila do Conde, de Bragança, de Santarém, que não pode ir a Alvalade todas as semanas (...) não pode ir à Taça de Portugal?!"

"Acho estranhíssimo... se isto é democrático..."

"Essas pessoas [que não costumam ir a Alvalade] não deveriam ser as pessoas que deveriam ter prioridade para ir à Taça de Portugal, que é a festa do povo?"

"O que eu acho anormal é que se privilegie numa festa do Sporting que é uma festa nacional, de um clube que não é o Sporting Clube de Lisboa, é o Sporting Clube de PORTUGAL, que se privilegiem sócios que moram em Lisboa."

"É evidente que o Sporting é um outro género, é uma outra política, é uma outra atitude [de falta de democracia na atribuição de bilhetes]."

"É um estilo."


Lapidar. É fácil de perceber o elevado grau de indignação de ambos. Não só pelo discurso, mas também pela linguagem corporal que se pode observar: o abanar de cabeça e encolher de ombros de impotência por não conseguirem fazer ver o óbvio aos que oprimem o povo em benefício de um pequeno conjunto de privilegiados, o franzir de sobrolho repentino ao ouvir barbaridades antidemocráticas, e os gestos de braços vigorosos e repetitivos de quem acredita fortemente naquilo que está a defender. Enquanto escrevo isto, escorrem-me as lágrimas pela face abaixo perante esta tocante demonstração cívica, que nada tem a ver com clubismos exacerbados.

Perante tão clara exposição, fico apenas com duas dúvidas em relação à posição defendida por Guedes & Gobern:

1. Eu tenho gamebox e não vou ter bilhete. Em que classe fico? Na dos privilegiados ou na do povo?

2. Que solução democrática encontrariam para distribuir 11 mil bilhetes pelos cerca de 60/70 mil sócios com as quotas em dia? O tudo ao molho e fé em Deus? A democracia aplica-se atribuindo bilhetes a quem tem disponibilidade para ficar numa fila durante dias?

Estas duas questões são apenas detalhes que em nada beliscam o essencial. E o essencial é que fica provado, sem margem para quaisquer dúvidas, que o Sporting é um clube antidemocrático em que os sócios com gamebox espezinham os direitos dos restantes. Resta-nos admitir as próprias falhas e procurar corrigi-las no futuro.

Podíamos começar por seguir o exemplo de democracia que Benfica e Porto deram ao mundo quando definiram as regras de vendas de bilhetes para as últimas finais em que estiveram presentes:


Venda de bilhetes para a final da Taça da Liga 2013/14



Venda de bilhetes para a final da Taça da Portugal 2013/14



Venda de bilhetes para a final da Liga Europa 2013/14
 


Venda de bilhetes para a final da Liga Europa 2010/11



Venda de bilhetes para a final da Taça de Portugal 2010/11


Esperem lá: no Benfica e Porto a prioridade também é dada aos sócios com lugar de época? Agora fiquei baralhado...

Olhando para isto, parece-me que o problema só pode estar no nome que o Sporting decidiu dar aos seus lugares de época. Exclusivo para detentores de Red Pass e Dragon Seat? TUDO NORMAL! Exclusivo para detentores de Gamebox? OS TIRANOS!

Se a desonestidade intelectual pagasse imposto, Miguel Guedes e João Gobern estariam condenados a viver debaixo da ponte. De preferência juntos, para o castigo ser ainda maior.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A nova contratação do Sporting

Sabiah, central de dupla nacionalidade (marroquina e egípcia), é o novo central do Sporting. Informação antecipada por Rui Oliveira e Costa e João Gobern no último domingo.

O Trio d' Ataque é mesmo um programa imperdível, é só gente com inside connections.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Não são ou não foram, eis a questão

Já dei ontem a minha opinião sobre a oportunidade do comentário público que Bruno de Carvalho. Eu não o teria feito pois não vejo necessidade de um pedido de desculpas aos sportinguistas. A exibição da equipa principal foi uma completa anormalidade relativamente ao que tem sido regra, e não apaga o que de bom foi feito anteriormente.

No entanto, tenho consciência que a minha visão sobre esta questão é diferente da maior parte das pessoas que criticaram este comunicado. O que terá incomodado a maior parte das pessoas (sportinguistas e outros) foi o facto de considerarem que as palavras do presidente foram um ataque à dignidade dos jogadores.

Recuperando as frases da discórdia:
Ao nível do futebol sénior este fim-de-semana jamais poderá ser esquecido. Quer a equipa principal quer a equipa B brindaram os sportinguistas com péssimas exibições que não dignificaram o nosso Clube e a nossa camisola. Não demonstraram garra nem vontade de vencer e isso é lamentável só nos restando pedir desculpa por não termos sido dignos do Clube que representamos.

Não vejo nestas frases qualquer julgamento ao caráter dos jogadores. Não posso estar mais em desacordo com quem acha que Bruno de Carvalho está com esta frase a acusar os jogadores de não serem dignos do clube, num sentido lato. O tempo a que se refere este parágrafo é no passado e o seu foco é claramente restrito aos jogos disputados no fim-de-semana. O emprego do pretérito perfeito numa frase serve precisamente para isso. 

Os tempos verbais são relevantes para a interpretação correta do sentido de uma frase, mas aparentemente há muitas pessoas que ou não repararam nisso ou simplesmente preferiram fazer de conta que não repararam - algumas das quais conseguiram chegar a conclusões ainda mais extraordinárias:



Vou aproveitar a boleia de Gobern para exemplificar a questão da importância dos tempos verbais na interpretação de uma frase.

Este exemplo de Gobern foi infeliz. Como de costume, aliás. Nestes programas de bola, Gobern é claramente um imbecil a argumentar. Reparem que não escrevi "foi um imbecil a argumentar", pois trata-se de algo que não está restringido a um período delimitado no tempo. O presente do indicativo serve, entre outras coisas, para referir hábitos e factos incontestáveis. Gobern é um mau comentador de futebol, porque a qualidade média das suas análises é fraca, e entre outras coisas recorre frequentemente a argumentos forçados e analogias despropositadas para tentar chegar a conclusões que não têm ponta por onde se peguem.

Para Gobern, se Leonardo da Vinci fosse vivo e se tivesse a infelicidade de misturar umas peúgas de cor com a roupa branca na máquina de lavar, deixaria automaticamente de ser considerado como um dos homens mais inteligentes da história da humanidade. Tendo feito mau uso dos seus neurónios nessa ocasião, levaria logo com um atestado de estupidez que o acompanharia para o resto da sua vida.

Deve ser lixado ser-se amigo de Gobern. One strike and you're out.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Despistes argumentativos #1: João Gobern e a formação do Benfica

(vídeo: 1m02s; cortado a partir daqui; obrigado, Metralha)

Descobrimos, graças a João Gobern, que Di Maria, chegado ao Benfica aos 19 anos, é um produto da formação encarnada. Matic também é, pelos vistos. Ou então o paineleiro benfiquista simplesmente não sabe a diferença entre "evolução" e "formação".

Já agora, a resposta à pergunta de Jorge Gabriel podia ter sido Manuel Fernandes, vendido ao Valência em 2007 por €18M. Não me lembro de o Benfica conseguir fazer qualquer outra venda relevante de um jogador da sua formação desde os tempos de Rui Costa.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

É a pressão, estúpido!

A esperança é a última a morrer, e todos os que desejam ver o Sporting do 3º lugar para baixo vão alimentando narrativas que possam servir de uma espécie de farol na escuridão que vivem nos dias de hoje.

Daí o discurso que diz que o Sporting anda a ser levado pelas arbitragens, sobre o qual farei um post na próxima semana.

Daí o discurso de que o plantel é curto, e que ou as lesões, ou as suspensões, ou os batatais irão mais cedo ou mais tarde travar o Sporting.

Daí o discurso da pressão. Este é para mim o mais divertido, pela forma como tem sido apresentado.

Por exemplo, João Gobern, no programa Trio d'Ataque, logo após a vitória do Sporting em Guimarães:


(vídeo: 12s)

E hoje o Correio da Manhã, com esta capa sensacional.



Gobern diz que o Sporting estava pressionado por saber que um rival não perdeu pontos e por saber que outro rival perdeu pontos.

O CM diz agora que o Sporting fica pressionado ainda antes de saber se os rivais perderam ou não pontos. Extraordinário.

Já agora, será que águia e dragão não sentirão neste momento uma pontinha de pressão nos seus ombros? Tanto quanto sei são eles que vão atrás.