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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

In memoriam

Creio que a maior parte de nós vê partir Julen Lopetegui com uma lágrima no canto do olho. Vai deixar saudades. Por isso, parece-me oportuno recuperar, em forma de homenagem, umas tiras das Aventuras de Maxi em que o treinador basco foi um dos protagonistas (podem ampliar as imagens carregando nelas).









Cuidado Lope, ATRÁS DE TI!!!


domingo, 3 de janeiro de 2016

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Há coisas com que não se brinca


Portanto, em dia de Champions lembraram-se de invocar o nome de Béla Guttmann (usar o termo exorcizar é mesmo estar a pedi-las) para fazer o lançamento de um jogo do Porto que todos calculavam que acabasse em vitória ou, no mínimo, em apuramento para a fase seguinte... e no fim acaba-se por registar uma combinação de resultados improvável que deixa o Porto com a obrigação de ganhar em Stamford Bridge caso o Dinamo Kiev vença em casa o Maccabi. Caso contrário, o Porto vai bater com os costados à Liga Europa.

Notou-se o dedo do Guttmann das maldições em três ocasiões:

1. No primeiro golo do Dinamo Kiev.



2. Na substituição que Lopetegui fez ao intervalo (tirou Maxi para colocar André André). Ou, como li por aí...



3. No segundo golo do Dinamo Kiev.


Consequências:









Que ideia brilhante, senhores d' O Jogo! Bastava terem-se lembrado do que aconteceu da última vez que alguém tentou uma brincadeira parecida...


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Confundindo o treinador com o presidente

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Charles Le Fenêtre fala sobre a polémica Lopetegui / Jesus

Quem acompanha este espaço certamente lembrar-se-á que escrevi ontem que me parece abusivo considerar que as palavras de João Gabriel tenham qualquer cariz xenófobo. Independentemente do lado da barricada em que os adeptos estão, penso que estaremos todos de acordo que chamar alguém de "basco" num tweet não tem nada a ver com frases do tipo "um imigrante, num país estrangeiro, devia ter mais respeito pelas instituições, pelos valores e pela cultura desse país""não tem respeito pelos portugueses" ou "estamos perante um caso de um imigrante chegar a um país e se confrontar e entrar em conflito com tudo e todos". Enfim, nunca é demais colocarmos as coisas em perspetiva.

A propósito: sabem quem é que também deu a sua opinião sobre a polémica entre Lopetegui e Jesus? Carlos Janela. Vamos ouvir o que ele tem a dizer sobre o assunto:

(obrigado, André!)

Ora bem, deixa cá contar o número de vezes que determinadas palavras foram proferidas por Carlos Janela:


"portugueses" - 3
"portuguesa" - 1
"imigrante" - 2
"estrangeiro" - 3
"país" - 3
"espanhol" - 2

(não incluí nesta contagem a palavra português pois foi usada no âmbito da expressão "futebol português")


Portanto: temos 14 palavras relacionadas com questões de nacionalidade num discurso de aproximadamente 3 minutos. Não está nada mal.

Ou seja, aqui temos uma opinião crítica que assenta sobretudo no facto de se tratar de um cidadão estrangeiro que vem para outro país para espalhar confusão, temperada com palavras como desprezo, conflito, ataque, estranho, culpado, campanha, divergência, desrespeito, agressivo ou cínico.

Não estou a dizer que Carlos Janela seja xenófobo (o título é uma piada apenas), mas convenhamos que no mínimo trata-se de uma abordagem altamente infeliz a um problema que começa e acaba no facto de envolver dois treinadores de clubes rivais. A questão da nacionalidade de um deles é irrelevante. Ou devia ser irrelevante.

Também é interessante ver que a argumentação utilizada por Carlos Janela para atacar Lopetegui - nacionalidade à parte - assentaria que nem uma luva ao próprio treinador que está a tentar defender, já que não faltam a Jesus episódios do mesmo tipo: provocações em pleno campo a treinadores adversários, desrespeito a jornalistas ou até desacatos envolvendo as forças policiais. Mas os amigos são para as ocasiões, como sabemos.

Enfim, ninguém ficará supreendido pela rasteireza da argumentação deste indíviduo depois da longa lista de opiniões extremadas e ressabiadas que ofereceu ao futebol português. Reciclando as suas próprias palavras, só me surpreende como é que ainda há jornalistas que têm a paciência de o interrogar sobre algumas matérias.

P.S.: Também estranho o motivo que leva Carlos Janela sentir-se à vontade para falar de competência e mérito em assuntos relacionados com futebol, quando o ano que passou no Sporting a brincar aos diretores desportivos terminou a um singelo ponto daquela que passaria a ser a pior classificação da história do clube à data.

A obra de Carlos Janela em 1997/98

terça-feira, 12 de maio de 2015

Xenofobia, má educação, virgens ofendidas e traços comuns

Depois das declarações de Lopetegui e da resposta de João Gabriel, o Porto contra-ataca através do Dragões Diário:


A nova coqueluche da comunicação portista critica as virgens ofendidas que reagiram de forma negativa às declarações de Lopetegui e remata com acusações de xenofobia em função da utilização do termo "basco".

Longe de mim estar a querer defender João Gabriel, mas esta conversa de xenofobia é um totalmente desadequada considerando as situações efetivamente graves que continuam a afetar tantas pessoas por esse país e mundo fora. Era só o que faltava que um treinador que ganha milhões, tem um dos cargos mais cobiçados neste país, a quem certamente ninguém faltou ao respeito na sua vida privada desde que chegou a Portugal, que tem dito o que lhe apetece de forma totalmente livre no âmbito da sua profissão, se sentisse vítima de xenofobia por alguém o denominar de "basco" e, para além disso, que necessitasse que um escritor de panfletos eletrónicos oficioso o venha defender agitando as bandeiras da violação dos direitos humanos. 

Nem percebo a ideia de se trazer à baila este tipo de argumentação, que devia estar reservada para situações bem mais sérias. Se o objetivo era reforçar a razão das palavras de Lopetegui, parece-me uma forma bem idiota de o fazer.

É engraçado no entanto que o senhor que escreve o Dragões Diário - a quem aparentemente foi dada rédea solta para fazer o trabalho sujo que os dirigentes do clube deixaram de ter coragem ou vontade de efetuar - fale em traços comuns. É que em 2006 já assistimos a uma situação semelhante, mas com os papéis invertidos:


(obrigado, VeDrIx!)

Voltando às expressões empregues pelo Dragões Diário: Xenofobia? É evidente que não. Quanto muito é apenas falta de educação de quem se dirige a estrangeiros dessa forma. Virgens ofendidas? Só a parte do ofendidas se aplica, porque virgens já não existem para aquelas bandas. Traços comuns? Definitivamente. Benfica e Porto estão tão parecidos na forma de agir e de estar que começa a ser realmente difícil distingui-los.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Manuel Casaca é algum pseudónimo usado pelo Jesus?

Jornal O Jogo, de dia 4 de maio de 2015


Depois disto já só falta o Dragão Diário se enganar no nome do treinador... :)

quarta-feira, 6 de maio de 2015

O futuro dos treinadores dos grandes

Desde que em dezembro estalou a polémica entre Bruno de Carvalho e Marco Silva, não tem havido semana em que os sportinguistas não tenham sido fustigados por declarações, opiniões e sentenças sobre o futuro do treinador no clube. Não houve programa que não abordasse o tema - fazendo disso um tema quase semanal - e nem os sinais públicos de pacificação entre os dois foram suficientes para adiar a discussão da polémica até ao final da época, altura em que se poderá fazer de forma completa o balanço do seu trabalho.

Entretanto, as questões relacionadas com o futuro dos treinadores de Porto e Benfica - este último com o contrato prestes a terminar - foram sendo estrategicamente ignoradas no bate-boca paineleiristico, nos espaços de opinião dos pundits nacionais e nas capas dos jornais. As (poucas) notícias que foram saindo sobre o futuro de ambos ou referiam-se ao interesse de equipas do calibre do Real Madrid e Barcelona - que não desestabilizam ninguém de tão óbvio que é o nível de fantasia de tais suposições - ou abordavam a harmonia total entre treinadores e respetivos presidentes, de tal forma coordenados que metem inveja às melhores equipas da história da natação sincronizada.

Apesar de ter há bastante tempo a consciência de que existe um decoro generalizado na abordagem ao futuro de Jesus e Lopetegui - que contrasta com a evidente sede de debate sobre o destino de Marco Silva -, juro que nunca imaginei que alguma vez iria ouvir aquilo que o moderador Tiago Alves disse a certa altura no Grandes Adeptos da semana passada:


Esperar por um momento mais oportuno e mais ajustado para os adeptos do Porto? Ora aí está uma delicadeza que nunca vi em nenhum programa deste género para com os sportinguistas. Mas adiante. O que é facto é que agora que o título está entregue ao Benfica, TODOS os programas da especialidade (incluindo o Grandes Adeptos, curiosamente) reservaram finalmente um espaço considerável para debater o futuro dos treinadores dos três grandes.

Como aparentemente o tema deixou de ser inoportuno e desajustado para os adeptos dos nossos rivais - que, como todos sabem, é algo que está permanentemente no topo das minhas preocupações - aqui ficam os meus desejos e previsões sobre a permanência ou saída não só de Marco Silva, mas também de Jesus e Lopetegui:

Desejos pessoais

Marco Silva: que fique no Sporting.

Jorge Jesus: definitivamente, que saia do Benfica.

Lopetegui: é-me indiferente que fique ou que saia. Por um lado já está melhor adaptado ao futebol português - infelizmente os tempos da rotatividade já não deverão regressar -, mas por outro entrará desgastado na próxima época e será difícil ter um plantel com a mesma qualidade, pelo que uma entrada em falso poderá pôr o clube em polvorosa.


Previsões

Marco Silva: fica no Sporting, independentemente do desfecho do final da Taça. Num momento mais oportuno e mais ajustado para os sportinguistas hei-de explicar os motivos que me levam a acreditar nisso - se o Tiago Alves pode evitar os temas sensíveis então eu também reivindico o mesmo direito.

Lopetegui: fica no Porto. Depois do que Pinto da Costa disse sobre o treinador, não o vai deixar cair assim tão facilmente, até porque a engorda do plantel do Porto teve a colaboração de demasiadas entidades que poderiam não achar graça à instabilidade que uma nova mudança da equipa técnica revelaria (a acontecer será a quarta em três épocas). Estou convencido que Pinto da Costa apenas consideraria despachar Lopetegui se apanhasse Jesus sem clube.

Jorge Jesus: ao contrário do que A Bola quer fazer crer, a permanência de Jesus no Benfica dependerá sobretudo da vontade do treinador, que é quem tem a faca e o queijo na mão. Se Vieira insistir em baixar o salário de Jesus, é bem possível que o treinador decida ir à sua vida para um Milan ou outro clube de 2ª linha (em termos de poderio desportivo atual) de uma das principais ligas europeias. Mantendo o salário, Jesus fica se não aparecer nenhuma oportunidade num tubarão - coisa que dificilmente acontecerá. A meu ver, Vieira fará tudo para manter Jesus, pelo que acabará por abrir os cordões à bolsa e assinará um contrato de mais quatro temporadas. Porquê tanto tempo, perguntam vocês? Porque se Jesus não sair este ano para o estrangeiro será sinal que desistiu de perseguir o sonho da consagração internacional, e há-de tentar assegurar o contrato mais prolongado e lucrativo possível com o Benfica.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Novo musical da Broadway


Muito bom! Isto coloca a fasquia das piadas sobre futebol num patamar nunca antes visto. Não conheço o autor do vídeo, mas se o Lopetegui descobre isto o Pedro ficará definitivamente acabado: é coisa para valer 23 punhetazos. :)

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O desafio do Porto

Admito que tenho bastante curiosidade para perceber como se comportará o Porto nos jogos contra o Bayern: não só pela importância da eliminatória, mas acima de tudo porque ainda não consegui perceber o que vale realmente este Porto de Lopetegui.

O talento do plantel é indiscutível. Para consumo interno, a qualidade individual é suficiente para cilindrar a esmagadora maioria dos adversários que defrontam. E ao contrário do que pensava, Lopetegui conseguiu elevar o nível de jogo da equipa à medida que a época foi avançando. Mas uma coisa têm sido os jogos contra os Rio Aves, Belenenses e Boavistas, outra têm sido as partidas contra equipas que dão mais réplica. 

Recapitulemos os desafios mais complexos até hoje. Contra o Sporting, resultados mistos: na primeira partida, em Alvalade, o Sporting foi imensamente superior durante os 45 minutos iniciais. O Porto esteve melhor após o intervalo, terminando o jogo em alta, mas olhando para a globalidade dos 90 minutos o Sporting mereceu vencer. Para a Taça, o Sporting venceu de forma categórica - e não pega a justificação da rotatividade de Lotopegui nessa partida: jogou com 7 dos atuais titulares e lançou outros 2 na segunda parte; o Sporting também jogou sem Jefferson, Slimani e Carrillo no 11 inicial. No último confronto entre os dois emblemas o Porto foi imensamente superior, mas a forma personalizada com que o Sporting entrou em campo leva-me a crer que a história poderia ter sido diferente caso não tivéssemos tido os dois desgastantes jogos com o Wolfsburgo durante os 10 dias que antecederam esse clássico, o último dos quais apenas três dias antes.

No único jogo realizado contra o Benfica, o Porto foi de longe a equipa mais perigosa. Teve algum azar na finalização, mas a verdade é que perdeu e comprometeu as hipóteses do título numa partida em que não poderia falhar.

Agora, do ponto de vista europeu, justificarão ser considerados um dos melhores oito clubes da atualidade? Pelo percurso realizado até agora na Champions parece-me prematuro chegar a essa conclusão, já que ainda não defrontaram qualquer adversário de primeira (ou mesmo de segunda) linha. Contra o Shakhtar, a mais valiosa das equipas que apanharam até ao momento, registaram dois empates. Nos restantes jogos alcançaram vitórias convincentes, algumas das quais impressionantes. Mas não se tratavam de verdadeiros adversários de Champions.

Hoje, pela primeira vez esta época, terão um adversário efetivamente poderoso nas competições europeias. Sendo o Porto uma equipa habituada a ter a bola nos pés e que tem revelado dificuldades quando não consegue fazê-lo, será interessante ver até que ponto conseguirá ou não impor a sua ideia de jogo contra uma das melhores equipas do mundo. 

É verdade que todas estas baixas transformam o Bayern numa equipa um pouco menos temível, mas convenhamos que os jogadores que entrarão em campo chegam para derrotar qualquer clube europeu - com exceção de 5 ou 6 tubarões - em condições normais. Por outro lado, penso que Jackson e Tello farão mais falta ao Porto do que Robben e Ribery ao Bayern. Por isso não acho que se deva desvalorizar um eventual resultado positivo que o Porto possa alcançar esta noite.

Não sei se terá algum interesse para os portistas que me lêem, mas é esta a minha opinião - sincera e sem preconceitos. Mas não indiferente: por isso termino com meus também sinceros votos de uma noite de pesadelo que resulte numa derrota arrasadora.

sábado, 21 de março de 2015

terça-feira, 10 de março de 2015

A hipocrisia dominante no futebol português


Ontem, a propósito das infelizes declarações de Rui Quinta, Marco Silva decidiu abrir uma exceção à regra que tem seguido ao longo da época de não comentar as arbitragens. Na análise que fez, referiu três lances em concreto: concordou com a expulsão de Tobias Figueiredo, discordou da 1ª expulsão do Penafiel, e referiu a expulsão injusta de Miguel Lopes contra o Nacional para mostrar que tem sido coerente na sua postura - não comentando as arbitragens mesmo quando tem tido motivos de queixa.

Perante isto, gostaria de destacar três aspetos relacionados com aquilo que o treinador do Sporting disse:

1º: É de louvar a postura de Marco Silva em relação a este tema ao longo da época. É, de longe, o treinador dos grandes com mais razões de queixa de erros de arbitragens. Os critérios que se aplicam ao Sporting não são definitivamente os mesmos que são seguidos para Benfica e Porto. Os números comprovam-no: seja no número de expulsões, na quantidade de adversários expulsos, na quantidade de jogadores ausentes por castigo, nos penáltis contra e a favor, e na enorme facilidade com que os árbitros nos mostram amarelos desde cedo - que contrasta com a impunidade com que outros cometem faltas, começando apenas a ver amarelos quando o jogo já se aproxima do final.

2º: Não vejo ninguém na comunicação social a condenar a atitude recente dos treinadores de Benfica e Porto. Nos últimos meses as conferências de imprensa de Lopetegui e Jesus parecem mais um concurso de carpideiras. Quer tenham razões de queixa, quer não tenham, está garantido um festival de lamentações hipócritas sobre as facilidades de que os outros beneficiam, nunca olhando para aquilo que se passa nos seus próprios jogos.

3º: A atitude de Rui Quinta não é um caso isolado no futebol português. O complexo pedromartinsiano de rebentar de indignação nos jogos do Sporting e manter um silêncio submisso quando são prejudicados contra Benfica e Porto é algo que alastrou a uma enorme percentagem de jogadores, treinadores e dirigentes do futebol português.

Rui Quinta decidiu queixar-se de uma expulsão incorreta de um jogador seu aos 84', mas omitiu o facto de ter sido graças à permissividade do árbitro que acabou a primeira parte com 11. Era esta a análise que o treinador do Penafiel devia ter feito.

É relevante lembrar que Rui Quinta teve bem mais razões para se sentir indignado quando perdeu 3-1 em casa com o Porto. Ainda estão frescos na memória os dois golos irregulares que o Porto marcou e um terceiro que deixou muitas dúvidas. Mas da boca de Rui Quinta apenas saiu isto:


Contra o Benfica, foi a mesma coisa. Tony vê aos 65' um segundo amarelo ridículo por uma falta normalíssima ocorrida junto à área do Benfica...


... e Rui Quinta reagiu assim:


Todos percebem que o futebol português tem dois donos que, direta ou indiretamente, estendem a sua influência tentacular à esmagadora maioria dos clubes profissionais. Não é por acaso que é frequente vermos benfiquistas e portistas a acusarem os adversários de uns e outros de facilitarem nuns jogos e comerem a relva noutros. Assim de repente lembro-me de vários exemplos: este ano já ouvimos os benfiquistas dizerem que Paços, Arouca, Moreirense e Braga ofereceram vitórias ao Porto, e os portistas fazerem o mesmo com o Marítimo e Belenenses.

E na realidade não custa nada acreditar que existe um fundo de verdade nas acusações que se fazem parte a parte: basta ver a diferença do nível de indignação de treinadores, dirigentes e jogadores dos visados quando as coisas lhes correm mal contra um ou outro clube; basta ver as filas que se formam durante os mercados de transferência para pedir jogadores emprestados a Benfica e Porto que depois, nas vésperas de defrontarem esses clubes, arranjam invariavelmente uma lesão que os deixa de fora dessas partidas. 

Se estes clubes, ao defrontarem Benfica e Porto, demonstram níveis de indignação diferentes perante as adversidades e aceitam limitar a utilização do seu plantel (contra as regras em vigor), será que os níveis de empenho que colocam em campo serão sempre os mais elevados quando defrontam os respetivos donos? Não sei a resposta, mas admito que é uma pergunta bastante pertinente.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Recordar é viver: julgamentos sumários

Ainda todos nos lembramos de tudo o que se disse e se escreveu sobre a falta de liderança de Marco Silva quando Nani não deixou Adrien marcar o penálti na 2ª jornada contra o Arouca. Curiosamente, esse defeito do treinador desapareceu miraculosamente com todos os outros a partir do momento em que houve a polémica com Bruno de Carvalho - aí os jogadores já estavam todos com Marco, que recuperou rapidamente todas as qualidades perdidas. Faltas de coerência de quem emite opiniões ao sabor do que mais lhe interessa.

Mas regressando ao tema do penálti marcado por Nani, acho interessante relermos o que escreveu na altura Luís Pedro Sousa, chefe de redação do Record, sobre o assunto:


E no entanto, na passada quarta-feira, em Basileia, num jogo da Liga dos Campeões, sucedeu isto:


As imagens não captaram o que se passou no momento de decisão de quem marcaria o penálti, apenas se vê por um breve instante Quaresma a ir apanhar a bola (assume-se que para converter o castigo máximo). Mas quem marcou foi mesmo Danilo. Será que Luís Pedro Sousa já está a preparar outro artigo de opinião a criticar a falta de capacidade de liderança de Lopetegui?

São situações normais que se passam num momento ou noutro em qualquer equipa. No caso Nani / Adrien, o impacto foi superior porque se tratava da estreia de Nani e porque o penálti foi falhado, enquanto que Danilo converteu com sucesso. 

Nada como o tempo para cobrir de ridículo os especialistas que tanto apreciam debitar sentenças precipitadas.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Being Julen Lopetegui

Agora qualquer um pode assumir a pele do treinador do Porto - aqui: www.lottopegui.com
O Football Manager não consegue fazer melhor que isto...


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Recordar é viver

                                                                                                                                            
(bem lembrado, André!)


Fica portanto bem clara a opinião que Pinto da Costa tem de Lopetegui. Depois das críticas justas de Guimarães, ficou-lhe mal ao não reconhecer a justiça da expulsão do Maicon, e agora cai no ridículo por achar que isto...


... é penálti. Três jornadas consecutivas a lamentar-se, e só numa delas tem razões de queixa - em pouco mais de dois meses conseguiu perder toda a credibilidade na apreciação de jogos.

Já agora, esteve bem Marco Silva ao manter-se de fora desta conversa.

Pode ser que em russo a gente se entenda melhor

                                                                                                                                       
Ao sair do estádio, foi com alguma surpresa que ouvi o Señor Lopatético fazer queixinhas sobre um erro gravíssimo cometido pelo árbitro - um suposto penálti cometido por Maurício dentro da área. Confesso que não percebi do lance que falava, pois não me lembrava de ter havido quaisquer protestos para penálti durante o jogo.

No estádio, a perceção que tive (e penso que da maioria das pessoas que assistiram ao jogo) é que Olegário Benquerença foi algo permissivo com faltas de jogadores do Porto, ou não as assinalando, ou não mostrando amarelos que se justificavam. Mas no calor do momento é normal que o filtro que temos nos dê uma ideia um pouco desviada da realidade. 

Quando cheguei a casa revi o jogo todo, e confirmei a ideia com que tinha ficado. O árbitro foi brando com os portistas em várias situações: só nos primeiros minutos lembro-me de uma falta de Jackson por trás sobre William, e o empurrão de Martins Indi a Slimani quando o argelino se tentava levantar, e que daria origem ao sururu que terminaria com um empurrão ao holandês - Slimani foi bem punido com amarelo, quem ache que é vermelho que veja o que Casemiro fez a um jogador do Guimarães duas jornadas antes. Jackson e Indi é que ficaram sem qualquer cartão. Mas houve mais.

Por outro lado, é preciso admitir que também houve alguns lances em que Benquerença foi benevolente para com jogadores do Sporting (Cédric podia ter visto o 1º amarelo mais cedo e Adrien pisou um adversário numa disputa de bola que merecia amarelo), mas em bastante menor número do que as situações em que os portistas foram favorecidos.

E o suposto penálti de Maurício é um caso claro de bola na mão. O brasileiro tem o braço na vertical a acompanhar o corpo e não está a aumentar o volume que ocupa - para além de ser impossível reagir num remate à queima a menos de um metro.

Mas, fora tudo isso, não tenho qualquer dúvida que o erro mais grave do árbitro em todo o jogo foi não expulsar Ricardo Quaresma por uma falta bárbara sobre Nani.

Para quem não viu, fica aqui um vídeo da jogada retirado de uma transmissão de um canal russo. A segunda repetição é perfeitamente clara. A tradução e legendagem do que diz o comentador é da minha inteira responsabilidade.

(o vídeo pode demorar um pouco a começar, é uma questão de esperarem alguns segundos)

Não sou propriamente fluente no idioma russo, do qual conheço apenas 5 palavras (Da - sim; Borscht - sopa; Pravda - verdade; Perestroika - mudança / reestruturação; e Glasnost - transparência) - os adeptos portistas provavelmente só conhecerão as 2 primeiras -, pelo que admito que a tradução que fiz não seja propriamente fiel ao que foi dito, mas qualquer pessoa - russa, portuguesa, malaia ou finlandesa - percebe que Quaresma devia ter sido expulso.

Quaresma pisou com os pitons o calcanhar esquerdo de Nani e varreu com violência a perna direita, sem qualquer intenção de jogar a bola. É um escândalo não ter sido expulso, porque o árbitro viu perfeitamente o que se passou.

O momento da varridela, com o árbitro bastante atento

A perderem por 1-0 e a jogarem com menos um durante 70 minutos - só com muita sorte e engenho conseguiriam chegar ao empate.

Primeiro a choradeira de Lopetegui, partilhada por muitos dos seus adeptos, depois a choradeira de Pinto da Costa (ninguém quer saber que tenha perdido milhões no BES - pelo menos a moradia de €5M que comprou na Foz ninguém lhe vai tirar) - e à hora que escrevo isto ainda não ouvi Miguel Guedes, mas imagino que João Gobern já lhe tenha emprestado um pacote de lenços de papel. É patético ver tanta lágrima e indignação quando na realidade só têm razões efetivas de queixa no jogo de Guimarães. Tudo o resto advém da falta da mama a que se habituaram durante anos a fio e, como se sabe, o desmame é sempre um processo complicado seja em que situação for.