Pelo que vi do Astana - Benfica, o puto Sanches promete muito, mas... não era melhor o Sr. Serpa e o Sr. Delgado refrearem o entusiasmo?
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quinta-feira, 26 de novembro de 2015
quarta-feira, 25 de março de 2015
Capas que não fizeram história, nº 48: A diferença entre celebrar e registar
Hoje, um jornal desportivo português fez questão de se associar a um momento especial da carreira de um jogador, por ocasião da sua 100ª internacionalização. Capricharam: nome do jogador em grande destaque, fotografia em pose, várias citações do jogador. E ainda com direito a um mimo especial: uma caricatura comemorativa emoldurada - chave na mão, portanto, pronta a ser pendurada lá em casa. Provavelmente até lhe entregaram um amigo do senhorio e um martelo para que nada lhe falte.
Há cerca de dois anos e meio, um outro jogador cumpriu a sua 100ª internacionalização. Nessa ocasião, o mesmo jornal desportivo português limitou-se a registar o facto. Não se associou a nada. Justiça seja feita, agradeceram ao jogador e até lhe deram um bom espaço da capa. Mas sem citações, sem balanços de carreira, sem planos para o futuro, sem mimos. E só no próprio dia do jogo em que a 100ª internacionalização seria atingida - já que nos dias anteriores fizeram capas com Futre, Vieira e Moniz com ainda maior destaque.
Os dois jogadores em causa não poderiam ter percursos mais distintos: um já era na altura um dos melhores jogadores portugueses de sempre, apesar de ainda ter muitos anos de carreira pela frente; o outro é um bom jogador uruguaio, mas cujo impacto no futebol moderno em geral (e no português em particular) é uma migalha quando comparada com o percurso do outro.
Um dos melhores jogadores portugueses da história e um dos maiores ídolos do futebol moderno, contra um jogador estrangeiro que só é conhecido em Portugal e no seu país de origem. Uma capa que celebra a ocasião com toda a pompa e circunstância, outra que regista o facto e pouco mais. Pergunta de algibeira: qual dos jogadores teve direito à capa mais festiva?
sábado, 14 de março de 2015
Fábrica de encher chouriços
Ontem, 13 de março de 2015, o jornal A Bola colocou a seguinte referência na capa:
A Bola foi conhecer a fábrica de talentos do Seixal. Sem dúvida uma oportunidade única que não poderia ser desperdiçada pelo jornal.
Curiosamente, no dia 4 de dezembro de 2015, ou seja 99 dias antes, o mesmo jornal tinha feito a seguinte capa:
Luís Filipe Vieira guiou A Bola à 'fábrica' do Benfica.
É no entanto justo que se diga que, nesta capa, A Bola não diz qual a fábrica que foi visitar. Apenas escrevem que foram visitar a 'fábrica', whatever that means.
Estive a pensar profundamente sobre o assunto, e como sou um tipo que sempre gostou do ramo matemático da Lógica, apliquei todos os conhecimentos acumulados ao longo de uma vida e cheguei à brilhante conclusão de que existem três explicações possíveis para esta aparente contradição:
1º A Bola foi visitar uma fábrica diferente em dezembro
2º O pessoal de A Bola tem uma capacidade de memória que rivaliza com a dos peixinhos de aquário
3º O pessoal de A Bola sabe que os poucos leitores que lhes restam não se importam que lhes impinjam "novidades" recicladas, desde que servidas com o nível certo de bajulação
Espero que num futuro próximo A Bola retribua a gentileza ao presidente do Benfica e lhe faça uma visita guiada à redação na Travessa da Queimada. Depois podem aproveitar o evento para preencher a capa do dia seguinte:
A Bola guiou Luís Filipe Vieira em visita à fábrica de encher chouriços.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Tradições e uma previsão para 2015
Na edição de 31 de dezembro o jornal A Bola relembrou num canto da capa que, conforme é tradição, não publica no dia 1 de janeiro.
Dia 2 há mais, e como A Bola aprecia tanto as suas tradições vou deixar aqui a minha primeira previsão para 2015: a edição de amanhã dará todo o destaque a um certo presidente de um clube lisboeta, dono de um bigode farfalhudo.
Descansem aqueles que estarão preocupados com a minha sanidade mental ao verem a armar-me em novo Zandinga. Não é nenhum exercício sobrenatural, basta olhar para o passado recente:
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
"Especial Benfica", na SIC Notícias
A SIC Notícias realizou ontem um programa especial sobre o Benfica, que por uma infeliz coincidência de agendamento acabou por se realizar num dia em que faria mais sentido que se realizasse um programa para a análise do jogo da Supertaça em que também participou o Rio Ave. Presentes no estúdio estiveram quatro ilustres benfiquistas: Paulo Garcia na moderação, que aproveitou o facto de Rui Gomes da Silva estar a assistir ao jogo em Aveiro para dar algum descanso à língua, David Borges, e as velhas glórias Toni e António Simões.
A emissão começou quando ainda se marcavam os penáltis, com Paulo Garcia a comentar em direto o que se passava no estádio para os 0 espectadores que assistiam naquele momento ao programa da SIC Notícias. Peço a vossa atenção para o vídeo de 2 minutos que se segue.
1º pormenor: a SIC Notícias que contrate para os quadros o estagiário (suponho que deva ser um dos precogs do filme Relatório Minoritário) que colocou o texto a correr em rodapé anunciando a vitória do Benfica ainda antes de Artur ter defendido o último penálti. Um skill destes deve dar um jeitaço para antecipar discursos do Primeiro-Ministro e desfalecimentos do Presidente da República em cerimónias oficiais.
2º pormenor: o ar de alívio de David Borges no primeiro plano que fazem dele após o desfecho do jogo é elucidativo - foi um jogo bem mais complicado do que os quatro participantes estavam à espera
3º pormenor: afinal a sangria do plantel do Benfica não é motivo para preocupação: segundo Simões há uma ideia, há um conceito e há um modelo que não se alterou. OK...
4º pormenor: "piqueno"??!!
5º pormenor: o discurso de António Simões sobre o facto de os penáltis não serem uma lotaria. Aqui está o que ele disse, e entre parêntesis retos fica aquilo que pensei à medida que ouvia o discurso de Simões:
"Fez-se justiça, mas não resisto a dizer uma coisa, que é o seguinte: mais uma vez se provou que não existe lotaria nas grandes penalidades. Eu digo a toda a gente que não façam isso. Por que de facto isso é minimizar [o papel dos guarda-redes, sem dúvida] a importância de uma situação extremamente específica [sim, os especialistas na marcação de penáltis são essenciais, aquelas bolas para o canto superior ninguém as agarra] no qual há o rigor de escolher [sim, a angústia de escolher o lado para onde se vai bater a bola] quem é que é capaz de pôr aquela bola na baliza [WTF, isto tudo para dizer que é mérito do Jesus?]."
6º pormenor: Paulo Garcia a tentar consolidar a ideia que se anda a vender em alguma comunicação social, em como a vitória na Supertaça representa um poker de títulos do Benfica. Não bastava a ideia peregrina de falarem no 1º triplete de sempre do futebol português quando ganharam a Taça de Portugal (o Porto já o conseguira anteriormente), e agora vamos ao ponto de deslocar uma competição oficial de 2014/15 para a época anterior. Haja pachorra para isto...
Pormenores à parte, é justo que se diga que o Benfica ganhou bem. Se aquela bola do Jardel entrasse na baliza em vez de bater na barra seria qualquer coisa de épico, mas a verdade é que só existiu uma equipa em campo (um Benfica muito sólido, não há dúvida que continuam com um onze muito forte -- quer dizer, um dez muito forte). O Rio Ave não jogou uma beata (nunca vi ninguém a jogar TÃO mal no contra-ataque - nem mesmo o Sporting do ano passado, que era uma nulidade nesse departamento), e se bem que muita coisa se pode explicar pelo desgaste do jogo para a Liga Europa na quinta-feira, a verdade é que não mereceram sequer ir a prolongamento, quanto mais vencer o troféu.
Entretanto Vasco Duarte pode ir ensaiando os acordes para cantar no próximo Futebol de Perdição o hit "Artur é o novo herói".
Já agora, fico a aguardar o coro de indignação dos benfiquistas (e em particular de Domingos Amaral) sobre os passos para a frente de Artur antes de os jogadores do Rio Ave baterem os penáltis. Ai se fosse o Beto...
Entretanto Vasco Duarte pode ir ensaiando os acordes para cantar no próximo Futebol de Perdição o hit "Artur é o novo herói".
Já agora, fico a aguardar o coro de indignação dos benfiquistas (e em particular de Domingos Amaral) sobre os passos para a frente de Artur antes de os jogadores do Rio Ave baterem os penáltis. Ai se fosse o Beto...
sexta-feira, 9 de maio de 2014
As perspetivas alucinadas de Carlos Machado
Pensava que já tinha lido de tudo.
Creio que não há ninguém que tenha dúvidas que O Jogo é um jornal escrito por portistas, para portistas.
Creio que não há ninguém que tenha dúvidas que O Jogo é um jornal escrito por portistas, para portistas.
Uma das funções que o dito jornal tem levado mais a peito ao longo dos últimos meses é a de procurar mostrar o lado mais positivo da realidade portista. Fazem-no, por exemplo, publicando com grande destaque estatísticas irrelevantes, como o facto de Jackson poder igualar Messi ao marcar em n competições na mesma época, ou a quantidade de golos e assistências de Quaresma marcou desde que regressou, sem fazer referência à enorme ineficácia de um jogador que açambarcou o jogo ofensivo do Porto a partir de janeiro.
Percebo isso tudo: se não levantam a moral aos portistas, mais vale fecharem as portas porque ninguém vai querer comprar o jornal.
Mas outra coisa é quererem distorcer a realidade de forma a reconfortar as almas portistas mais atormentadas. Carlos Machado, chefe de redação de O Jogo, escreveu isto a propósito das escolhas de treinador que os presidentes de Porto e Sporting fizeram no princípio desta época:
Partindo das declarações de Paulo Fonseca, o jornalista chegou à conclusão que Pinto da Costa afinal não se enganou a escolhê-lo como treinador. O timing é que lixou tudo. Bruno de Carvalho, pelo contrário, enganou-se por ter escolhido um treinador demasiado bom.
Haja pachorra para isto.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Ao menos disfarcem um pouco...
A página de facebook do Correio da Manhã
Esta é a página de facebook do... Correio da Manhã:
(créditos a @SHIFTERpt e @nunovalinhas)
terça-feira, 18 de março de 2014
Isto é demasiado mau para ser verdade
Uma notícia à medida da bazófia dos adeptos benfiquistas mais irracionais. É este caminho que o Record quer seguir?
terça-feira, 4 de março de 2014
Um mundo muito pequenino
No passado sábado, talvez por terem remorsos ao terem colocado uma capa com Markovic a elogiar com todos os adjetivos possíveis um golo perfeitamente banal, o jornal A Bola quis emendar a mão e dar o devido apreço pelo golo de Gaitan contra o PAOK.
"Obra de arte de Nico Gaitán admirada em todo o mundo". Os golos do Benfica, segundo A Bola, correm sempre mundo. O jornal tem sempre a tentação de dar uma dimensão planetária aos feitos dos jogadores daquele clube. Por exemplo, como já tinham feito aqui...
... ou aqui.
Por curiosidade fui ver qual a parcela do mundo que foi percorrida pelo golo de Gaitan, para além de Portugal e Grécia. Procurei no google artigos específicos sobre o golo, ou com grande destaque sobre o golo, e encontrei esta página do site do Daily Mail...
... e em mais alguns sites de desporto menos conhecidos. Em sites como o da BBC o golo é referido mas sem qualquer tipo de adjetivação, ou seja, limitam-se a constatar que Gaitan marcou de livre.
Ainda por curiosidade, fui a um site que tradicionalmente é conhecido para transmissão viral de vídeos que efetivamente correm mundo: o youtube. Obtive isto perante a pesquisa de "gaitan goal" e "gaitan panenka", ordenando pelos vídeos mais vistos colocados na última semana:
Até ao momento em que escrevo este post (tarde de domingo), o vídeo mais visto teve cerca de 40.000 visualizações, a maioria das quais terá sido, muito provavelmente, de benfiquistas.
Já agora, para se ter uma ideia do que significam 40.000 visualizações no youtube, vejam a lista de alguns dos vídeos mais populares de desporto da última semana:
A noção de "em todo o mundo" do jornal A Bola devia ser revisto. Eu sei que a esmagadora maioria do público benfiquista papa sem questionar tudo o que lhe dão a comer, mas isto se calhar já começa a ser demais.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Enlouqueceram de vez
Consigo compreender o delírio benfiquista pelo golo de Gaitan. Não tanto pela beleza estética do lance, mas pela originalidade da execução. Não sei se foi ou não propositado, mas admito que sim, já que Gaitan é de facto um jogador com imenso talento. Por isso também consigo compreender a capa do Record de hoje.
Mas já me preocupa um pouco o estado de excitação descontrolada que se vive na redação do jornal A Bola. O jornal de Vítor Serpa e José Manuel Delgado preferiu apontar os holofotes noutra direção:
Magia de Markovic? Pura classe? Sérvio fecha as contas com grande golo? Só para confirmar, estão a falar disto, certo?
É melhor que se comecem a acalmar. Se continuarem assim alguma coisa vai ceder: ou o coração ou a bexiga. Pelo sim pelo não, comecem a abastecer a redação de material deste tipo. Estão mesmo a precisar.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
O PAOK - Benfica nas capas de jornais
Apesar de apenas se ter jogado ontem um único PAOK - Benfica, há capas para todos os gostos.
A capa aziada (O Jogo)
A capa eufórica (Correio da Manhã)
A capa lacónica (Jornal de Notícias)
A capa sóbria (Diário de Notícias)
A capa de desprezo (Record)
A capa épica (A Bola)
É engraçado como jornalistas profissionais conseguem ver coisas tão diferentes no mesmo jogo. Enquanto uns vêm uma equipa que marcou golo na primeira vez que foi com perigo à baliza do adversário, outros vêm uma exibição de luxo que transformou um presumível inferno num simples passeio pelo parque.
Curiosamente, nem uma referência ao golo ilegal que deu a vitória ao Benfica. Não tenho nada contra, mas ainda não me esqueci desta capa com que o jornal A Bola nos presenteou há não muito tempo.
Há erros que são pecado e erros que se podem ignorar, não é Serpa e Delgado?
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Paulo Garcia to the rescue!
Ontem, no programa Dia Seguinte, Rui Gomes da Silva fez mais uma revelação bombástica sobre a força do Benfica no mundo: é que não só existem 6.000.000 de benfiquistas em Portugal, como no mundo inteiro já são um total de 14.000.000. Só faltou dizer o número de benfiquistas que, de outros sistemas solares e galáxias, assistiram ao jogo através da Benfica TV.
Os seus colegas de painel tiveram as suas dúvidas em relação aos números apresentados e decidiram contestar as palavras do santo padroeiro da SIC Notícias.
Como não poderia deixar de ser, o cruzado Paulo Garcia decidiu defender Rui Gomes da Silva dos infiéis, não fosse ficar amuado e ameaçar sair do programa.
(vídeo: 1m08s - retirado do canal do youtube Fernando Pereira)
Não sei o que é mais triste: se o facto de Paulo Garcia se sentir na necessidade de defender Rui Gomes da Silva de umas afirmações absurdas, ou a argumentação imbecil que utilizou nessa defesa.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Um primeiro balanço de 2014 segundo o jornal A Bola
| As capas de 2014 do jornal A Bola |
Creio que não há necessidade de fazer grandes considerações sobre o ano de 2014 segundo o jornal A Bola. As imagens falam por si.
É interessante no entanto saber que existem benfiquistas que criticam Vítor Serpa por ser anti-Benfica. Gostaria de saber que requisitos um jornal isento ou pró-Benfica teria que ter para essas pessoas.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Um jornal empolgante
Vencer uma equipa milionária como o PSG é sem dúvida, um motivo de destaque pela positiva. Apesar de não ter sido suficiente para garantir o apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, a boa exibição pode e deve ser um motivo de otimismo para os adeptos do Benfica.
Sempre atenta a oportunidades que possam galvanizar a nação benfiquista e, consequentemente, a aumentar as suas vendas, o jornal A Bola apressou-se a arranjar os mais rasgados elogios à vitória de terça-feira.
Noite empolgante. Ganhámos prestígio. Categórica reação encarnada. Na história, 85% das equipas que fizeram os pontos do Benfica apuraram-se.
Vamos pôr um pouco de perspetiva nas coisas.
Em primeiro lugar, o grupo era fraco para os padrões da Champions. Não apanharam uma parelha de respeito como o Porto apanhou, para não falar num grupo como o do Arsenal, Marselha, Dortmund e Nápoles. O Benfica falhou redondamente a oportunidade que teve de seguir em frente com a colocação no Pote 1.
Em segundo lugar, não podem considerar que uma vitória sobre o PSG de ontem seja uma façanha que fique para a história. Ibrahimovic, Alex e Thiago Silva, por exemplo, nem sequer foram convocados. Do onze que jogou em Paris, apenas Sirigu, Marquinhos, Thiago Motta e Cavani foram titulares em Lisboa.
Num jogo em que Blanc fez uma forte poupança nos habituais titulares, por se tratar de um jogo que para ele era a feijões, não me parece que tenha pedido aos onze que entraram em campo para fazerem o jogo das suas vidas.
O PSG tem uma equipa forte mesmo sem tantos titulares? Claro que sim. Suficientemente forte para derrotar qualquer equipa portuguesa na maior parte das ocasiões, havendo motivação para isso. Mas é um pouco patético que o jornal A Bola transforme a vitória do Benfica numa jornada épica. Nos grandes feitos que o Benfica conquistou na sua longa história, isto não deve chegar para entrar sequer no top 200.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Para terminar a série "A fabulosa academia do Benfica"
O que é demais cansa. Como isso também se aplica aos posts que tenho andado a fazer sobre as jovens promessas do Benfica e a glorificação precoce a que são expostas, prometo que este é o último nos próximos tempos sobre este assunto.
Este caso baseia-se em três entrevistas / reportagens feitas em momentos diferentes sobre o mesmo jogador. Para não ficar muito extenso, retirei dessas peças apenas as partes que me parecem mais relevantes.
1. Entrevista a Nélson Oliveira, a 1 de Agosto de 2008 (o jogador tinha 16 anos)
| Fonte: www.noticias-do-futebol.com |
- Porque optaste pelos encarnados? <sobre a transferência do Braga para o Benfica>
- Optei pelos encarnados porque, achei que ia ser melhor para mim, adorei o Centro de Estágio e achei que tinha muito boas condições, era uma coisa nova e as atenções iam estar focalizadas lá. Falava-se muito na mudança, que tudo ia ser totalmente diferente, mas o principal para mim foi o facto de eu ser benfiquista e o meu sonho foi sempre poder jogar no Benfica.
- Depois desta época fantástica existem vários clubes europeus interessados em ti, como encaras esse interesse?
- Prefiro não comentar esses aspectos porque eu estou bem no Benfica, gosto de estar no Benfica e quero ficar no Benfica. O facto de clubes estrangeiros estarem interessados em mim, isso não me diz muito e não me afecta.
- Neste momento pensas que seria bom para ti sair do Benfica?
- Não, pelo contrário, penso que seria bom para mim, ficar no Benfica.
2. Reportagem especial sobre Nélson Oliveira, a 9 de Fevereiro de 2012
| Fonte: maisfutebol.pt |
"Um ano e meio depois, com duas experiências na primeira divisão pelo caminho, o avançado estava finalmente preparado para se fixar no plantel do Benfica. Voltou a fazer a pré-época, como já tinha feito com Quique Flores, e cumpriu o sonho de criança: ficar no Benfica. Apreciar e aprender. "
3. Entrevista a Nélson Oliveira, a 9 de Novembro de 2013
| Fonte: maisfutebol.pt |
"Em relação ao futuro, e quando questionado se pondera continuar no Rennes, o jogador não fechou qualquer porta: «Gosto de estar no Rennes. Gostava de ficar mas tenho contrato com o Benfica até 2018, por isso não sei se é possível. Fui formado lá e é o clube que amo. Mas o que quero é jogar futebol. Se não for no Benfica será noutro lado.»"
Ou seja, existem pontos em comum entre a história de Nélson Oliveira e a de Ivan Cavaleiro e Bernardo Silva: considerados numa dada altura como os melhores jogadores da formação do Benfica, e tiveram o envolvimento pessoal do
presidente Vieira para terem sucesso na equipa A do Benfica.
A história de um já sabemos como acabou. Vamos a ver os outros dois.
sábado, 9 de novembro de 2013
O próximo Bola de Ouro português
Nas últimas semanas tivemos a oportunidade de assistir ao advento do fenómeno Ivan Cavaleiro, que tantas primeiras páginas encheu em alguns jornais portugueses. Curiosamente, depois de ter passado a jogar na equipa principal, o hype esfumou-se.
Felizmente, a nossa comunicação social não perdeu tempo e já encontrou a próxima pérola da academia do Benfica, que tantos jogadores de qualidade tem oferecido ao país nas últimas duas décadas. O maisfutebol apresenta ao país o Messizinho do Seixal, Bernardo Silva.
Uma reportagem de 24 parágrafos (gigantesca para os padrões do maisfutebol) que nos diz tudo o que queremos saber sobre o jogador: o perfil psicológico e técnico, testemunhos de antigos treinadores, de um antigo colega, de uma velha glória do Benfica, e a demonstração de um benfiquismo à prova de bala perante a recusa de algum dia vir a jogar no Porto ou Sporting.
Para terminar, o maisfutebol partilha um vídeo que mostra o talento do jovem Bernardo Silva. Lances em que mostra toda a sua técnica em jogos realizados pelos juniores, pela equipa B e pela seleção sub-19. Um apanhado de 9 jogadas em que Bernardo exibe um domínio de bola e poder de drible efetivamente fora do comum, mas que curiosamente acabaram em... 0 golos.
Com toda a sinceridade, desejo sucesso para a carreira de Bernardo Silva. A sério. Tal como a Ivan Cavaleiro. Desejo que se tornem jogadores de nível internacional, pois bem precisamos de gente com talento para compensar o não tão longínquo fim da era Ronaldo. Mas a ânsia de colocar no estrelato todo e qualquer jogador que sai daquelas bandas, para além de doentio, apenas contribui para prejudicar o seu desenvolvimento.
Acham que estou a exagerar sobre o empolamento dado a jovens do Benfica? Comparem a reportagem do maisfutebol publicada ontem sobre Bernardo Silva com a que o mesmo site fez há seis semanas sobre um outro jogador, da mesma idade, com um percurso igualmente promissor nas camadas jovens: Carlos Mané.
Enquanto sportinguista, ainda bem que deram este tratamento mais discreto ao jovem leãozinho. O que não quer dizer não me cause náuseas esta vontade de endeusar tudo o que acontece na casa do vizinho do lado.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
A Quinta da Bola e o derby de Sábado
Ontem, o programa Quinta da Bola, no canal A Bola TV, teve como temas principais o rescaldo da jornada europeia e o lançamento do Benfica - Sporting de amanhã.
Os participantes do programa foram:
- Vítor Serpa, diretor do jornal A Bola
- José Manuel Delgado, antigo guarda-redes do Benfica e atual sub-diretor do jornal A Bola
- Álvaro Magalhães, antigo treinador-adjunto e jogador do Benfica
- Diamantino, antigo jogador do Benfica
- Filipe Ferreira, jogador do Belenenses e filho de José Carlos, antigo jogador do Benfica
Perante um painel de comentadores tão plural como este, não foi de espantar que o programa tenha andado à volta disto:
- Foram colocadas algumas perguntas ao jogador do Belenenses sobre o jogo com o Porto, e pedir-lhe para comparar a dificuldade de jogar contra Porto e Benfica
- Os reflexos que a excelente exibição do Benfica em Atenas poderá ter em termos de injeção de confiança
- Análise sobre se as recentes alterações que Jesus fez se devem manter para o jogo da Taça
- Debater as diferentes opções que Jorge Jesus pode ter na manga, nomeadamente se Cardozo não estiver em condições para jogar
Em relação à outra equipa que vai jogar à Luz amanhã, apercebi-me apenas de dois comentários.
Diamantino disse: "Por aquilo que eu vi, o Benfica tem todas as condições perante um Sporting surpreendente, é verdade, mas que me parece ainda muito verdinho para, se apanhar um Benfica bom, ter alguma hipótese de fazer um bom resultado na Luz".
Álvaro Magalhães, por sua vez, limitou-se a referir que o Sporting vai sentir algumas dificuldades, mas que corre muito e tem jogadores rápidos.
Durante todo o programa ninguém mencionou o nome de Leonardo Jardim ou de qualquer jogador do Sporting.
Mas existiram outros bons momentos. De Vítor Serpa, por exemplo:
"Eu sempre tive uma relação muito forte quando era miúdo com o Belenenses, e depois fui-me curando à medida que me fui profissionalizando."
Infelizmente não se pode dizer o mesmo à relação de Serpa com o Benfica. É que a profissionalização não é remédio para todos os males, como teremos oportunidade de comprovar com os árbitros de futebol.
Também me ficou no ouvido uma frase de José Manuel Delgado, quando falava sobre os maus resultados das equipas portuguesas nas competições europeias deste ano:
Também me ficou no ouvido uma frase de José Manuel Delgado, quando falava sobre os maus resultados das equipas portuguesas nas competições europeias deste ano:
"Aquilo de que nós ficámos todos muito satisfeitos, porque é uma diferença, é uma mudança haver sangue novo português na Europa, depois na prática acaba por faltar ali alguma coisa, e a experiência acaba por não ser suficiente para competir a este nível. Ou seja, o Braga e o Sporting fazem muita falta às contas portuguesas."
Já suspeitava que tivesse escorrido espumante barato na Travessa da Queimada quando o
Sporting falhou o apuramento para as competições europeias.
A observação que Delgado fez sobre o sangue novo (Estoril e Paços) em si não é um problema, mas como é consequência direta do não apuramento de um clube como o Sporting talvez merecesse menos sinais de satisfação por parte de um jornalista que se pretende isento, e que certamente pretenderá que estejam presentes as equipas com mais hipóteses de conquistarem pontos para o ranking da UEFA.
Mas pronto, é do jornal A Bola que estamos a falar.
A observação que Delgado fez sobre o sangue novo (Estoril e Paços) em si não é um problema, mas como é consequência direta do não apuramento de um clube como o Sporting talvez merecesse menos sinais de satisfação por parte de um jornalista que se pretende isento, e que certamente pretenderá que estejam presentes as equipas com mais hipóteses de conquistarem pontos para o ranking da UEFA.
Mas pronto, é do jornal A Bola que estamos a falar.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Certo, João...
João Rosado, ontem no programa "Jogo Jogado" da TSF (propriedade da Olivedesportos) fez o seu comentário sobre a tentativa de destituição de Mário Figueiredo do cargo de presidente da Liga.
"Quando Mário Figueiredo foi eleito prometia-se uma espécie de revolução e afinal de contas entende-se que tudo aquilo que foi marcante no mandato de Mário Figueiredo não correspondeu a essa revolução. E de resto ele entrou sempre com um discurso (e não é a primeira vez que o vou dizer, por isso estou particularmente à vontade), com um discurso muito arrojado, como se não existisse memória no futebol português, e particularmente não existisse memória sobre a ação meritória de um empresário como Joaquim Oliveira e da Olivedesportos no futebol nacional."
Certo, João...
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Evangelho de Manha 2: 1-3
Evangelho segundo Manha, capítulo 2
Versículo 1: Os homens do presidente. Dez anos de presidência correspondem a sete treinadores. Com a
chegada de Jorge Jesus ao banco das águias, o Benfica começou finalmente
a conhecer a estabilidade neste capítulo, pois, até à chegada do atual
técnico, só Camacho terminou uma segunda temporada. Para a história
perduram as amizades entretanto criadas...
Versículo 2. Jorge Jesus salienta o empenho de vieira no trabalho diário. Desde que chegou ao Benfica no início do verão de 2009 que Jorge Jesus
construiu uma parceria com Luís Filipe Vieira. O presidente viu no atual
técnico o homem certo para orientar a equipa profissional. Já JJ, por
seu lado, encontrou na Luz o clube ideal para desenvolver as suas
ideias. Após quase quatro anos e meio de parceria, o treinador destaca a
relação de “amizade” que foi estabelecida.
Versículo 3. Fernando Santos, o treinador que foi despedido no início
do segundo ano de trabalho no Benfica, após um empate com o Leixões na
primeira jornada, revela: “Com Luís Filipe Vieira mantive uma relação estreita a todos os níveis.
Além dos laços profissionais também estabelecemos uma amizade que ainda
dura”, revela Fernando Santos, o treinador que foi despedido no início
do segundo ano de trabalho no Benfica, após um empate com o Leixões, na
primeira jornada.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Evangelho de Manha 1: 1-5
Evangelho segundo Manha, capítulo 1
Versículo 1. David Luiz diz que espera voltar a ter Luís Filipe Vieira como líder e deixa agradecimentos ao amigo Vieira.
Versículo 1. David Luiz diz que espera voltar a ter Luís Filipe Vieira como líder e deixa agradecimentos ao amigo Vieira.
Versículo 2. Luisão diz que Vieira é uma pessoa fantástica e com coração gigante. A Record, o brasileiro elogia a obra do presidente, que mudou por completo o clube da Luz.
Versículo 3. Witsel foi o caso mais marcante da faceta exportadora de Vieira, vendido por um valor recorde de €40M.
Versículo 4. O Maestro voltou a casa em 2006, Luís Filipe Vieira trouxe Rui Costa de volta. O presidente encarnado não é apenas responsável pela contratação de
jovens jogadores que depois foram vendidos por montantes elevados. Luís
Filipe Vieira fez também questão de fazer voltar a casa alguns símbolos
do clube. Já tinha tido papel determinante no regresso de Nuno
Gomes em 2003 e no verão de 2006 contratou um novo Maestro para a
batuta da Luz: nada mais nada menos do que Rui Costa.
Versículo 5. Aposta total no futebol, Vieira deu armas nunca antes vistas aos técnicos. “Vamos construir uma equipa ganhadora.” Na madrugada do dia 1 de Novembro, com o pavilhão da Luz ao rubro, o novo presidente do Benfica
dirigia-se pela primeira vez aos sócios e deixava clara uma das suas
grandes missões: aposta total no futebol. Luís Filipe Vieira queria
formar uma equipa competitiva que permitisse ao clube reconquistar a
hegemonia nacional e recuperar o prestígio europeu do passado.
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