Mostrar mensagens com a etiqueta Tiago Ilori. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tiago Ilori. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Balanço da época, nº 3: GR e defesas



Renan Ribeiro: ** 

Chegou no final da pré-época a pedido de José Peseiro para lutar por uma posição que já estava bastante preenchida. Acabou por ganhar o lugar após a lesão de Salin em Portimão, já na fase terminal do ex-treinador. 

Sem estar ao mesmo nível, Renan replica as qualidades e defeitos de Rui Patrício: forte entre os postes e no um contra um, mas com carências nos cruzamentos e no controlo da profundidade. A época de estreia em Alvalade foi definitivamente positiva, sobretudo graças aos dois títulos que ajudou a conquistar em três séries de penáltis, mas também pela qualidade e regularidade das suas exibições ao longo da época. Cometeu os seus erros, é certo, mas não me recordo de Renan nos ter custado quaisquer pontos. Ao invés, os seus reflexos e agilidade ajudaram a segurar vários resultados. 

Aceito que se diga que o Sporting deve ambicionar ter como titular um guarda-redes mais completo, mas, havendo tantas carências no plantel, diria que o reforço da baliza está longe de ser uma das prioridades para este verão. 


Salin: ** 
2017/18: - 

Iniciou a época como titular após a inesperada lesão de Viviano no aquecimento em Moreira de Cónegos, acabando por perdê-la também por lesão em Portimão. A partir daí, teve uma utilização esporádica, dividida pelas várias competições. Distingue-se pela positiva em relação a Renan ao nível do controlo de profundidade – muito mais rápido a ler a situação e a sair dos postes –, mas falha ao nível da regularidade. Ainda assim, cumpriu sempre que chamado, e teve o seu momento alto da época na enorme exibição realizada na Luz. 

Salin dá garantias suficientes para assumir o papel de segundo guarda-redes, mas suponho que a sua continuidade esteja dependente dos planos que a estrutura tiver para Max. 


Viviano: - 

Um dos mistérios de 2018/19. Tinha currículo, demonstrou qualidade na pré-época, teria sido titular na jornada inaugura não fosse a lesão no pescoço… mas acabou por não realizar um único minuto oficial que fosse no Sporting. Não foi opção nem para Peseiro, nem para Tiago Fernandes nem para Keizer, pelo que o seu empréstimo em janeiro acabou por não surpreender. 

O elevado salário que aufere faz da sua saída um dado praticamente adquirido. Resta saber se o clube conseguirá recuperar parte ou a totalidade do investimento feito há um ano. 


Luís Maximiano: - 

Não jogou, mas devia ter jogado – nem que fosse um ou dois jogos no campeonato, em Alvalade, a partir do momento em que o terceiro lugar na classificação ficou definido. 

Não pode continuar no Sporting no papel de 3º guarda-redes. Ou passa a 2º ou tem de ser emprestado para jogar. 


Bruno Gaspar: * 

Um erro de casting. Não só por ser macio a defender e inconsequente a atacar, mas, sobretudo, pela incapacidade demonstrada em coisas tão básicas como fazer a receção de um passe ou medir a força com que deve adiantar a bola em condução. Depois do que fez em Guimarães, não me parece que seja um jogador tão mau tecnicamente como pareceu ser durante esta época, pelo que suponho que tenha havido algum fator psicológico a afetar (seriamente) o seu rendimento. 

Seja como for, não tem lugar no plantel em 2019/20. Esperemos que a SAD consiga recuperar uma boa fatia dos 4,5 milhões investido. 


Stefan Ristovski: ** 
2017/18: ** 

Uma época marcada por três expulsões injustas que custaram quatro pontos ao Sporting e deixaram o jogador de fora das duas mãos da meia-final da Taça com o Benfica e da final da Taça com o Porto. Titular indiscutível sobretudo por causa da falta de concorrência, correspondeu de forma satisfatória ao que dele era exigido. 

Salvo alguma surpresa, permanecerá no plantel da próxima época – desejavelmente, mais no papel de alternativa do que no de titular. 


Thierry Correia: - 

Bons indicadores dados nas duas ocasiões em que foi utilizado na Liga Europa. No entanto, não me parece que o Sporting fique suficientemente apetrechado em 2019/20 apenas com o jovem Thierry e com Ristovski. Parece-me que o mais benéfico para todos será a sua cedência a um clube da I Liga para ganhar muitos minutos. 


Jefferson: * 
2016/17: * 
2015/16: * 
2014/15: ** 
2013/14: ** 

Só mesmo José Peseiro para achar que Jefferson tinha qualidade para estar no plantel e – pior – para ser titular. Não tardou até que Peseiro se apercebesse do erro: ao fim de quatro jornadas saiu do onze, apenas voltando a ser opção em caso de indisponibilidade de Acuña e, mais tarde, de Borja. 

Tem mais um ano de contrato, mas é muito pouco provável que continue. Ao fim de seis épocas no clube, seria bom para todos que a boa exibição na final da Taça, alinhando fora de posição, fosse a imagem final com que os sportinguistas fiquem de si. 


Cristián Borja: ** 

Boa contratação de inverno. Precisou de pouco tempo para a posição, libertando Acuña para o seu lugar original. Forte defensivamente, quer na capacidade de antecipação quer na utilização do físico para controlar os adversários, acabou por ser uma solução inesperada para jogar como 3º central. Sabe sair a jogar, mas falta-lhe acutilância ofensiva. O Sporting continua a precisar de um lateral esquerdo capaz de criar desequilíbrios e competente a cruzar. 


Lumor Agbenyenu: - 
2017/18: - 

Voltou a não ser opção. Fez apenas 90 minutos nos Açores, assinando uma boa exibição, e fez 28 minutos na derrota caseira com o Estoril que ditou o despedimento de Peseiro. Tem mais três anos de contrato, pelo que será mais um problema para Hugo Viana resolver durante o defeso. 


Sebastián Coates: *** 
2017/18: ** 
2016/17: *** 
2015/16: *** 

Numa época em que a consistência defensiva foi um problema, não se pode apontar o quer que seja a Coates. O uruguaio foi muito mais vítima do que culpado: teve que ser demasiadas vezes bombeiro de serviço para resolver os problemas que a nossa lateral direita lhe criava e para compensar as dificuldades de adaptação de Gudelj para o papel de médio defensivo. Com Mathieu ao lado, formou uma dupla de centrais muito sólida – provavelmente o setor mais forte da equipa na globalidade da época. Para além da importância defensiva, viu-se muitas vezes “obrigado” a tentar criar desequilíbrios na frente face à ausência de um meio-campo que o fizesse. 

Com a contratação de Neto e a renovação de Mathieu, a continuidade de Coates não estará 100% garantida, mas acredito que só mesmo uma proposta irrecusável poderá levar o uruguaio a abandonar o Sporting. 


Jérémy Mathieu: *** 
2017/18: *** 

Só não foi o MVP do plantel porque Bruno Fernandes fez uma época estratosférica. Aos 35 anos, o francês esteve a um nível absurdamente elevado: a classe com que defende e constrói e a superior mentalidade competitiva coloca-o ao nível dos melhores centrais que já vi atuar no Sporting. Curiosamente ou talvez não, o pior período da época do Sporting coincidiu precisamente com o período em que Mathieu esteve indisponível por lesão. Um líder em campo e um esteio da equipa que, com toda a justiça, viu o contrato ser renovado e será integrado no grupo de capitães na próxima época. 


André Pinto: * 
2017/18: ** 

Época irregular quer ao nível de utilização quer ao nível da qualidade das exibições. É um central perfeitamente fiável em determinadas circunstâncias – nomeadamente quando a equipa é forçada a jogar em bloco mais baixo -, mas não é daqueles jogadores capazes de compensar as carências dos jogadores que o rodeiam. 

As suas características e salário tornam muito improvável a sua continuidade em 2019/20. 


Marcelo: -

Não conseguiu mostrar qualidades que justificassem a sua contratação. Vendido sem surpresa no mercado de inverno.


Tiago Ilori: * 

Contratação surpreendente e mal acolhida pela maior parte dos adeptos. Foi a jogo apenas por oito vezes, e não foi por Ilori que o Sporting perdeu pontos. Bom timing de corte fazendo uso da sua velocidade, pecou sobretudo por um ou outro lapso de concentração quando tinha a bola nos pés. 

O que fazer agora com Ilori? Parece-me insuficiente para titular, e presumo que seja demasiado caro para ser 3º/4º central. Havendo Coates, Mathieu e Neto, e estando Ivanildo e Domingos Duarte no ponto para serem a 4ª opção, não vejo que lugar haverá para Ilori continuar em Alvalade. 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Segunda vida de Keizer?

Marcel Keizer arriscou e foi bem sucedido. O técnico holandês realizou uma revolução tática na equipa, formando um trio defensivo mais fixo - com Ilori descaído para a direita, Coates no meio e deslocando Borja para um posicionamento mais interior -, entregando a profundidade e largura dos flancos a Ristovski e Acuña quando o Sporting tinha a bola e puxando-os para uma linha de 5 defesas quando o Braga atacava. Simultaneamente, recuou Wendel para o lado de Gudelj e deu maior liberdade territorial a Diaby e Bruno Fernandes no apoio a Dost. 

No duplo pivot do meio-campo, Wendel fazia as despesas da ligação com o ataque e Gudelj assumia uma ação mais posicional, assegurando, em conjunto com o trio mais recuado, uma segurança defensiva mais sólida face ao adiantamento quer de Ristovski quer de Acuña. O trio de centrais complementou-se muito bem: Ilori e Borja estiveram muito bem na marcação e foram competentes na saída com bola, enquanto Coates esteve impecável (e implacável) nas dobras.

Estas alterações tiveram o efeito de reduzir o ataque do Braga a uma única oportunidade de golo no total dos 90 minutos - o que é particularmente surpreendente numa equipa que tantas dificuldades tem revelado no processo defensivo - e de permitir um ascendente exibicional durante praticamente toda a partida. Wendel fez um jogo tremendo e Bruno Fernandes voltou a encantar as bancadas com mais uma tremenda execução num livre direto - o 3º marcado nos últimos 4 jogos. Dost, depois de desperdiçar dois cruzamentos adocicados de Ristovski lá faria o gosto ao pé por duas vezes - que, esperemos, lhe devolva a confiança perdida. Diaby pareceu mais confortável não ficando amarrado a um flanco e foi decisivo na brilhante jogada - em que passou por 2 adversários antes de ser abalroado por outros 2 na área - que deu origem ao penálti convertido por Dost. Ainda deu para ver (mais) bons indicadores de Doumbia. Luiz Phellype foi batalhador no tempo em que esteve em campo, mas voltou a não ter oportunidades para demonstrar qualidades na finalização.

No geral, foi uma exibição muito consistente e convincente que abre novos horizontes para o que esta equipa será capaz de fazer daqui para a frente. Este sistema de três centrais parece ter pernas para andar mesmo com adversários mais recuados - variará a liberdade dada aos laterais/alas de serviço em função do que o jogo pedir - porque permite, em simultâneo um apoio mais próximo a Dost e manter um maior número de peças em terrenos mais recuados para controlar eventuais contra-ataques adversários, para além de potenciar as qualidades de jogadores como Ilori, Coates, Gudelj ou Diaby.

Uma boa vitória que nos coloca a quatro pontos do Braga e que nos dá a vantagem no confronto direto. Veremos se esta fórmula será para repetir na visita ao Villarreal. Esta primeira experiência trouxe sinais muito prometedores para o que poderá ser uma segunda vida de Keizer ao comando do Sporting. Os sportinguistas bem precisavam deste vislumbre de esperança para o que resta da temporada.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Eliminatória em aberto

Foto: Mais Futebol
Depois da tortura a que fomos sujeitos no domingo - e que tão perto esteve de terminar numa humilhação histórica -, Keizer foi obrigado a mexer no onze e na estratégia: refrescou a equipa lançando Ilori, Borja, Acuña, Jovane e Luiz Phellype, e acertou agulhas no meio-campo de forma a não deixar que os jogadores benfiquistas recebessem a bola tão à vontade como aconteceu em Alvalade. As alterações melhoraram o desempenho geral, mas não o suficiente, continuando a haver demasiados erros individuais a colocar a equipa em apuros - nos quais se incluem os dois golos sofridos, facilmente evitáveis. Depois de mais uma má entrada em campo e uma primeira parte globalmente sofrível, a exibição foi evoluindo em crescendo para uma segunda parte mais aceitável. Sofremos o 2º golo numa altura em que o jogo estava equilibrado (Wendel podia ter empatado minutos antes) - que terminaria com o Sporting a cheirar o empate: Bruno Fernandes reduziu através de mais uma bomba de livre...




... e perto do fim, Luís Godinho interrompeu uma jogada que terminaria com a bola na baliza do Benfica por causa de uma suposta falta de Dost sobre Svilar fora da pequena área. Uma decisão muito, muito discutível que, esperemos, não venha a ser decisiva para o desfecho da eliminatória.

Relativamente aos reforços de inverno:
  • Ilori foi infeliz no autogolo e alternou um punhado de boas intervenções com alguns erros (falhou tempo de salto num livre que permitiu que a bola chegasse a Rúben Dias só com Renan pela frente, alguns passes mal medidos), mas verdade seja dita que ficou logo condicionado a partir do primeiro minuto por causa de um cartão amarelo exagerado - nem a falta que cometeu era para cartão, como não usufruiu da habitual tolerância dos árbitros nos primeiros minutos de jogo. A pergunta que se impõe é: foram erros destes que foram empurrando Ilori para o fundo do Championship e é melhor que nos habituemos a eles, ou aconteceram sobretudo por ainda não estar familiarizado com os colegas e com o sistemas de jogo de Keizer? A bem do seu futuro no Sporting, é bom que seja o segundo caso.
  • Borja podia ter feito mais no segundo golo do Benfica, mas fez uma exibição globalmente positiva. Demonstrou boa capacidade técnica, bem nas trocas de bola, e não tem medo de subir pelo seu flanco - apesar de se ter notado alguma falta de entendimento com Acuña nas ações ofensivas.
  • Jovane não foi feliz no regresso à titularidade. É verdade que o ritmo está longe de ser o ideal, mas continuo convencido que é muito mais útil saindo do banco.
  • Luiz Phellype fez o seu melhor jogo desde que chegou ao Sporting (o que não era difícil, concedo). Jogou muito isolado na primeira parte, mas na segunda, com o adiantamento posicional da equipa, teve várias ocasiões para mostrar serviço - sobretudo a segurar a bola e a servir os companheiros mais próximos. Melhorou com Dost ao seu lado, parecendo estar mais à vontade a jogar em 4-4-2 do que em 4-3-3.

A eliminatória está em aberto, mas é óbvio que só conseguiremos a qualificação para a final do Jamor caso estes dois meses sejam bem aproveitados para construir um onze mais apresentável e com pernas. Até lá, a estratégia terá de passar por utilizar os jogos do campeonato para desenvolver e os jogos da Liga Europa para competir na máxima força. Começando já no próximo fim-de-semana em Santa Maria da Feira, há que descansar jogadores (Bruno Fernandes, Wendel, Coates), retirar outros que não têm qualidade para jogar a este nível (Bruno Gaspar e Gudelj, apesar de, no caso do sérvio, Keizer ter opinião contrária), e continuar a integrar os reforços (Ilori, Borja, Doumbia, Geraldes) e jogadores menos utilizados (Miguel Luís, Ristovski), de forma a podermos atacar a eliminatória da Liga Europa em melhores condições do que nas últimas partidas.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Um passo atrás

Há mais de cinco anos, Ilori afirmou ter tomado a decisão de abandonar o Sporting porque queria dar um passo em frente na sua carreira. Não é uma frase que os adeptos gostem de ouvir de um seu atleta, e pior soa se for dita por um miúdo a quem o clube deu todas as oportunidades possíveis para se desenvolver como jogador, ao fim de apenas uma dúzia de jogos disputados pela equipa principal.

Foto: Record
Sabemos agora que o passo só foi dado em frente do ponto de vista salarial, porque, desportivamente, as coisas não correram como Ilori estaria certamente à espera. Não se afirmou no Liverpool, não se afirmou no Granada, não se afirmou no Bordéus, e não se afirmou no Aston Villa. Depois de quatro épocas jogadas ao lixo, acabou por encontrar o seu espaço no Reading, um clube do segundo escalão inglês que luta para não descer. 

Ao que parece, Ilori está disposto agora a voltar ao Sporting e o Sporting está disposto a recuperar o jogador. Depois de tudo o que aconteceu, não é necessário elaborar uma explicação demasiado complexa. Assim como estar vivo é o contrário de estar morto, o contrário de um passo em frente é dar um passo atrás. Do ponto de vista do jogador, os vários passos atrás foram sendo dados ao longo das últimas épocas - partindo de um clube de topo inglês e acabando no modesto Reading -, mas o que realmente me interessa é o seguinte: não estará também o Sporting a dar um passo atrás com esta contratação? 

Deixo para já de lado a questão do mau exemplo que o clube está a dar ao estender a mão a quem nos tratou mal no passado. Sou uma pessoa suficientemente pragmática para aceitar (sem gostar) determinadas decisões se isso trouxer benefícios desportivos para o Sporting. O que me preocupa é o seguinte: quais são as probabilidades de Ilori ser verdadeiramente útil ao Sporting, considerando que apenas se conseguiu afirmar num patamar competitivo inferior e depois de ter desperdiçado épocas críticas para o seu desenvolvimento como jogador? Ilori prometia muito em 2012/13, mas estava longe de ser um produto acabado. Mesmo que mantenha hoje os atributos físicos e técnicos de então (o que, sendo possível, ainda está por comprovar), não me parece que o seu percurso lhe tenha permitido adquirir a experiência de jogo e a maturidade psicológica necessárias para ser o central de que o Sporting precisa.

Não tenho visto os jogos de Ilori no Reading, mas parece-me utópico pensar que venha para ser utilizado com frequência no onze perante a concorrência de Coates e Mathieu. Isto significa que estamos a gastar dinheiro (que neste momento não abunda) e a comprometer-nos com um jogador durante quatro épocas e meia que vem para se sentar no banco. Entre André Pinto, Petrovic, os sub-23 e jogadores emprestados, não haverá dentro de portas alguém que consiga desempenhar esse papel até ao final da temporada? 

A direção está a correr riscos grandes com esta decisão. Em primeiro lugar, porque está a pedir a muitos sportinguistas que engulam (mais) um enorme sapo. Depois, porque os ganhos desportivos não são evidentes. Juntando-se as duas coisas, teremos um atleta de valor questionável que terá tolerância zero das bancadas, o que dificultará ainda mais o seu percurso para se afirmar no clube. E se correr mal, se este mercado de inverno correr mal, comprometerá a opinião que os sportinguistas têm da área em que há maior unanimidade em termos de boas expetativas criadas pela direção de Frederico Varandas: a constituição de uma equipa de scouting de qualidade que seja capaz, finalmente, de reforçar competentemente o clube.

Que Ilori consiga corresponder às expetativas de quem decidiu a sua contratação. Apesar das dúvidas que tenho, ficarei a torcer por isso.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Bruma e Ilori

Por Ilori o Sporting vai receber €7.5M + 25% de uma futura mais-valia. Por Bruma fala-se em €12M.

Eram dois jogadores que não queriam ficar, por culpa exclusiva da direção de Godinho Lopes. Se tivessem um contrato até 2018 no momento em que passaram para a equipa A, não se colocariam essas questões sobre a vontade dos jogadores. Quando GL saiu, após as eleições, já os jogadores e seus empresários tinham a cabeça feita para irem para outros lados, com um plano de ação bem definido.

Atendendo a isso, fez bem Bruno de Carvalho em vender os jogadores. Jogadores contrariados não se valorizam, envenenam o bom ambiente no balneário e tapam outros jogadores com vontade de representar o clube.

Para além disso, os valores envolvidos são bons para as finanças do clube. Não são as vendas espectaculares de Benfica e Porto, mas atendendo às situações contratuais e experiência de futebol sénior de Ilori...

in zerozero.pt


... e Bruma ....

in zerozero.pt

... serão um upgrade em termos negociais em relação ao que os sportinguistas se habituaram com Godinho Lopes. A grande venda de GL foi Van Wolkswinkel, ponta-de-lança, à beira da internacionalização pela Holanda, melhor marcador da equipa nos dois anos consecutivos, que foi vendido para o mesmo mercado que Ilori por apenas €10M.

É claro que há sportinguistas que dizem que bom, bom, era renovar com os jogadores, valorizá-los e vendê-los por €30M cada daqui a dois anos. Eu também gostava, mas deixei de acreditar no Pai Natal há uns tempos.