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domingo, 31 de dezembro de 2017

A opinião de Ribeiro Cristóvão sobre os últimos escândalos do futebol português

Excelente vídeo da página Baluarte Dragão a mostrar a forma diametralmente oposta como, no espaço de apenas 48 horas, Ribeiro Cristóvão comentou o caso de aliciamento de jogadores do Rio Ave no âmbito de apostas desportivas e o caso de aliciamento de jogadores do Rio Ave por empresários ligados ao Benfica.

Os comentários de Ribeiro Cristóvão são vergonhosos de tão tendencialmente parciais que são - o que não é novidade para ninguém -, e é igualmente vergonhoso que a SIC continue a dar tempo de antena a este indivíduo.



sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O Sporting é candidato a vencer a Champions e esqueceram-se de me avisar?

Os comentários de Ribeiro Cristóvão, tanto em conteúdo como na forma, já são um clássico do jornalismo desportivo português. A facilidade com que se deslumbra com os feitos (ou não-feitos) de determinados clubes só é comparável à facilidade com que destila mesquinhez quando o tema é o Sporting.

O lançamento que fez da eliminatória entre o Sporting e o Manchester City figurará num local central do sobrepovoado panteão dos comentários de trampa que diariamente se vão fazendo por cá, mas Ribeiro Cristóvão tem-nos brindado com outras pérolas que é difícil esquecer: para atacar a implementação do VAR, disse que o futebol é um jogo de erros; disse ter dificuldade em ver uma agressão mais que óbvia de Samaris a um jogador do Moreirense; e transformou a cartilha benfiquista num exemplo de boa organização de comunicação, só para referir algumas das mais recentes.

Ontem, Ribeiro Cristóvão fez um balanço, no site da RR, dos jogos europeus de Sporting e Benfica. Como se sabe, ambos os clubes perderam. Como se sabe, um jogou em casa contra um adversário poderoso, enquanto o outro jogou fora contra um adversário igualmente ou ainda ou mais poderoso, sendo que o que jogou fora só sofreu o golo da derrota a escassos minutos do fim. No entanto, olhando para o que escreveu Ribeiro Cristóvão, parece que se passou uma coisa completamente diferente:


De um lado, a "qualidade muito acima da média" da equipa de Mourinho não permitia alimentar esperanças ao Benfica. Afinal, o Manchester United tem o objetivo de vencer a champions, ao contrário da equipa portuguesa. E, segundo Ribeiro Critóvão, a arriscada aposta de Rui Vitória em alguns jovens até nem correu mal (!), pois deixaram boas indicações. Gostava de saber que asneiras tem de fazer um jogador jovem para se poder dizer que a aposta correu mal. Pelos vistos não basta ser responsável pelo único golo do jogo.

Do outro, o Sporting, que fez um bom jogo "frente a uma Juventus contra a qual poderia ter feito melhor". Então, o Sporting, a jogar fora contra o vice-campeão europeu, é que podia ter feito melhor? E, claro, as decisões de Jorge Jesus que não são fáceis de entender e que deram mau resultado. Deste lado não houve boas indicações de ninguém nem mérito do treinador na estratégia adotada que anulou uma equipa recheada de estrelas... Se ao menos Jesus tivesse atirado às feras um par de jovens inexperientes...

Pelos vistos, para Ribeiro Cristóvão, a Juventus não tem a ambição de vencer a Liga dos Campeões, ou então é o Sporting que é candidato a ser campeão europeu...

(Obrigado, Sérgio!)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

M*rdas que só mesmo connosco, nº 13: O erro faz parte do futebol

"O futebol é um jogo de erro. E um erro é possível. E o erro serve de discussão para semanas, meses e anos." - Ribeiro Cristóvão, 22 de julho de 2017, criticando o VAR após a (correta) anulação do golo de Rony Lopes no Sporting - Monaco

Um dos argumentos mais fascinantes que os detratores do VAR utilizam é o de que o erro faz parte do futebol. A constatação é digna de La Palice: se errar é humano e se o futebol é interpretado por seres humanos, então é inevitável que existam erros no futebol.

No entanto, também faz parte da natureza humana tentar reduzir o erro, quer em quantidade, quer no impacto que têm. Os seres humanos aprendem com a experiência e procuram aperfeiçoar técnicas, metodologias e sistemas que reduzam as probabilidades de voltarem a cometer os mesmos erros. É por aí que deve ser visto a implementação do VAR: é um sistema que não vai acabar com o erro e com a polémica, nem tem pretensões de acabar com o erro e com a polémica, mas que quer (e vai) reduzir a ocorrência de erros grosseiros no futebol.

Dizer que o futebol é um jogo de erro é a desculpa mais preguiçosa que existe. Se o futebol é um jogo de erro, por que razão as equipas treinam todos os dias? Por que razão procuram os melhores jogadores que os seus orçamentos permitem? Por que razão montam estruturas que potenciem o rendimento dos seus profissionais? 

Mas uma coisa são os erros de jogadores e treinadores, no confronto direto contra outros jogadores e treinadores - a melhor equipa também se define pela capacidade de evitar erros e de forçar o adversário a cometer erros. Outra coisa são os erros dos árbitros, que, supostamente, devem ser elementos neutros na equação do jogo.

Numa altura em que a tecnologia nos deixou perceber que o erro dos árbitros é muito mais frequente e muito mais impactante do que se desejaria, é normal que se tire proveito dessa tecnologia para ajudar os juízes a tomarem melhores decisões.

Isto tudo vem a propósito da frase de Ribeiro Cristóvão, que me fez lembrar, numa interpretação mais literal, que nem sempre o futebol é um jogo de erro, no singular: às vezes é um jogo de dois erros, de três erros, ou até de quatro erros... na mesma jogada.

Na jornada inaugural da época 2015/16, o Sporting defrontou o Tondela em Aveiro, casa emprestada da equipa recém-promovida à I Liga. Numa altura em que vencia por 1-0, o Tondela empatou numa jogada em que foram cometidos não um, não dois, não três, mas quatro (!) erros de arbitragem:



Os quatro erros cometidos pela equipa de Carlos Xistra foram:

1. O livre surge de uma falta não existente

2. No momento em que Bruno Nascimento desvia a bola, Luís Alberto (o marcador do golo) está em posição irregular (como se pode ver na imagem ao lado)

3. Luís Alberto ajeita a bola com o braço

4. Antes de a bola cruzar a linha, Luís Alberto dá um segundo toque na bola com o braço

De todas as coisas estranhas que têm acontecido ao clube, esta é daquelas que mais facilmente se digerem: o Sporting conseguiria vencer o jogo nos descontos. Mas esteve muito, muito perto de perder dois pontos por causa de um lance aberrante que, com o recurso à tecnologia, seria anulado com enorme rapidez.

O erro faz parte do futebol, sim. E às vezes dá muito jeito... para alguns.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Etc.

Mais um dia, mais uma cartilha produzida pela coordenação de comunicação benfiquista, mais uma cartilha divulgada pelo Porto. Esta é datada de 6 de abril e é composta, quase exclusivamente, por recomendações de como reagir à divulgação das cartilhas anteriores.

O Benfica desmentiu que esta última cartilha seja verdadeira... mas não se pode reconhecer qualquer credibilidade a essa alegação, face às curvas e contracurvas do discurso benfiquista em relação aos briefings.

A parte mais interessante deste novo documento é a seguinte:


Não sei se a lista de nomes coincide ou não com a lista de destinatários dos briefings, mas o mais interessante neste parágrafo acaba por ser o... "etc.". Graças a Rui Gomes da Silva, já sabemos que Carlos Janela faz parte do "etc.". Quem serão os outros etcéteras? Considerando os muitos pontos de contacto do discurso de vários jornalistas com as narrativas benfiquistas, diria que há um conjunto de bons candidatos... por muito improváveis que alguns possam parecer.



sábado, 24 de outubro de 2015

Os marretas falam sobre "Gerson" Martins

Ribeiro Cristóvão e Jorge Baptista falam sobre "Gerson" Martins, durante o lançamento do Sporting - Skenderbeu.


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Os marretas

Amigos, vem aí o 1º grande teste da temporada para o Sporting. Então e a Supertaça?, perguntam vocês. É uma questão pertinente, mas em vez de vos responder diretamente prefiro remeter as explicações para Ribeiro Cristóvão e Jorge Baptista.




Portanto, o jogo com o Benfica para a Supertaça não foi um grande teste para o Sporting porque:
  • O Sporting só esteve na Supertaça porque Marco Silva ganhou a Taça;
  • Foi um jogo no princípio da temporada e ainda não havia ritmo nenhum.

Podemos presumir então que se o treinador fosse Marco Silva o teste já seria a sério? Por acaso o sistema de jogo que o Sporting apresentou já não teve nada a ver com o de Marco Silva, mas suponho que isso seja um detalhe sem importância. E as 30.000 pessoas que lotaram o Estádio do Algarve pareciam de facto visivelmente incomodadas com a falta de ritmo... foram lá apenas para beber umas cervejas, porque o jogo era a feijões...

E ficámos também a saber que se o Sporting perder na Luz as coisas ficarão complicadas para o Sporting, isto apesar até ficarmos (provisoriamente) à frente do Benfica. Já o que poderá acontecer ao Benfica se perder no domingo permanece um mistério.

Enfim, se o ridículo matasse...

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A cartilha III, ou "Agora imaginem se não estivéssemos no topo da classificação"

Se me perguntassem para escolher apenas um critério para separar um jornalista / comentador desportivo sério de um que não o seja, provavelmente indicaria as tendências que revelam na forma como interpretam os factos em função do clube em análise.

Deixo-vos um exemplo: a forma como Rui Pedro Braz, um dos mais badalados opinion makers da nossa praça, costuma comentar as notícias de contratações falhadas de um jogador pretendido por Benfica ou Sporting. Se é o Sporting que falha, a explicação tradicionalmente dada é que não houve argumentos para convencer o jogador a rumar a Alvalade. Se é o Benfica, normalmente é porque Luís Filipe Vieira considerou que o jogador era muito caro e que existem melhores alternativas no mercado. Nuances argumentativas que acabam por trazer consigo um julgamento subjacente à ação dos protagonistas: um não tem capacidade para impedir o fracasso, o outro é sensato por não entrar em loucuras por um jogador.

A mesma coisa pode ser aplicada aos números e estatísticas apresentadas por uma equipa. É normal que cada um de nós, enquanto adeptos, prefira ver a realidade pelo prisma que mais lhe interessa, mas isso não se deveria aplicar a jornalistas. Jornalistas, por princípio, deveriam manter-se equidistantes em relação aos clubes que comentam. 


No entanto, não é a isso que assistimos diariamente. E não há órgão de comunicação social com um uso mais enviesado dos números que o jornal O Jogo, capaz de encontrar uma luz radiante em qualquer banalidade que envolva o Porto, mas sempre pronto a escarafunchar nos aspetos menos positivos das atuações de Sporting e Benfica. O exemplo mais recente é o aviso que podem ver à direita, feito na capa da vitória do Sporting em Vila do Conde.  

Sim, o Sporting sofre golos há seis partidas consecutivas. Mas por acaso o do Tondela foi marcado com a mão e em fora-de-jogo, o da Académica nasceu de um penálti inexistente, e o do Rio Ave teve origem num fora-de-jogo que ficou por assinalar. Ou seja, não havendo esses erros poderíamos estar hoje a elogiar a competência do setor defensivo do Sporting que apenas teria sofrido 1 golo num total de 5 partidas de competições nacionais. "Poderíamos" nós, os sportinguistas, porque jornalistas destes conseguem sempre arranjar outro foco menos positivo para centrar as suas atenções.

Mas nesta muy nobre e popular atividade de desencantar cenários catastróficos para o futuro do Sporting, creio que não haverá em Portugal figura tão experiente e brilhante como o decano jornalista Ribeiro Cristóvão, o homem que um dia disse temer que o Sporting poderia envergonhar o futebol português na eliminatória com o Manchester City. No passado domingo, enquanto comentava a vitória do Sporting em casa do Rio Ave, mostrou que ainda está em forma:

(obrigado, Mário!)

Quem o ouça a falar de jogadores que não estão a corresponder às expetativas e a afirmar com um ar preocupado que ainda nada está perdido, nunca imaginaria que o Sporting está no topo da classificação e que já venceu um título ao derrotar o atual campeão nacional.

Agora pensem o que se diria e escreveria se estivéssemos com um atraso de quatro pontos, como no ano passado...

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Só para esclarecer

Não há problema nenhum no facto de Rui Pedro Braz ser benfiquista. Antes assumir isso do que dizer que são do Casa Pia, Salgueiros ou do Carcavelinhos. É normal que alguém que goste de futebol cresça a apoiar um clube. O meu problema tem exclusivamente a ver com o facto de ser evidente a falta de isenção dos seus comentários. Posso dar outro exemplo semelhante: Ribeiro Cristóvão, que é do Sporting. Para mim estão ambos na mesma categoria.

Em contrapartida, por exemplo, penso que Rui Costa poderia dar um excelente comentador. Tenho uma vaga memória de o ouvir no passado e de ter ficado com uma boa opinião dele. Se calhar é disso que o comentário desportivo português precisa: mais antigos jogadores de prestígio que façam disso carreira, com preferências clubísticas bem definidas mas sem estarem preocupados com o facto das suas críticas ou elogios fecharem ou abrirem portas a oportunidades futuras. Pessoas cuja seriedade não se mede pelo ar convicto e circunspeto com que falam, mas pelo percurso que os levou até ali e pelo distanciamento que conseguem manter ao dar as suas opiniões. Aquilo que se vê tanto em Inglaterra, por exemplo.