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domingo, 6 de maio de 2018

Oportunidade perdida

Seguindo a regra que se tem observado esta época, o Sporting voltou a demonstrar dificuldades pouco compreensíveis na partida de ontem contra o Benfica. Em sete jogos já realizados em 2017/18 contra Porto e Benfica, não fomos claramente superiores em nenhum deles. É verdade que em alguns desses jogos conseguimos cumprir objetivos importantes (apuramento para as finais das duas taças), mas, do ponto de vista exibicional, fomos quase sempre uma equipa incapaz de controlar as operações, demasiado encolhida e com evidentes dificuldades de encostar o adversário às cordas quando a situação assim o impunha.

O resultado do dérbi de ontem acaba por ser simpático face ao que se verificou em campo. O Benfica teve as melhores oportunidades para marcar e só não perdemos graças a (mais) uma portentosa exibição de Rui Patrício. Não me lembro de o Sporting forçar Varela a qualquer defesa apertada. Oportunidades para marcar, do nosso lado, recordo-me de duas: aquela em que Dost prefere passar a Gelson - com a baliza e Varela à mercê - em vez de tentar marcar um golo que ficaria na memória coletiva sportinguista durante as próximas décadas pela magnífica roleta marselhesa que o deixou naquela posição privilegiada para finalizar; e um cabeceamento de Bryan Ruiz, na sequência de um canto, que saiu por cima da barra.

Em relação à arbitragem, Rui Vitória merece o Nobel do Descaramento pelas palavras que disse no final sobre o trabalho de Carlos Xistra. Não há penálti de Patrício sobre Rafa (que embate em Patrício após rematar), há penálti claro de Rúben Dias sobre Mathieu, o caso de bola no braço de William na área é apenas isso - bola no braço e não o inverso -, Rúben Dias faz penálti sobre Bas Dost, Rúben Dias (que já não deveria estar em campo) agride Gelson com o cotovelo, Bruno Fernandes também deveria ter visto vermelho em vez de amarelo, e não houve golo anulado a Jimenez porque o árbitro já tinha apitado há muito. No total, dois penáltis por assinalar a favor do Sporting e uma expulsão poupada para cada lado - sendo que o Benfica ficaria primeiro a jogar em inferioridade numérica, com todas as implicações que isso traria para o decurso da partida. Mais uma vez, foi o Benfica que foi salvo pelas arbitragens e não o inverso. Rui Vitória devia ter vergonha na cara, ainda mais quando se sabe a forma como conquistou os dois campeonatos anteriores.

O empate a zero adia a decisão do 2º lugar para a última jornada, estando o Sporting dependente apenas de si próprio para conseguir alcançar esse objetivo. No entanto, apesar de o resultado de ontem ter sido melhor do que a exibição, não podemos ficar satisfeitos com isso. Tivemos uma oportunidade para fechar em nossa casa a questão do apuramento para as pré-eliminatórias da Liga dos Campeões, e falhámos. Não há desculpas. Temos de ganhar na Madeira, dê por onde der.

P.S.: Parabéns aos portistas pela conquista do campeonato. Sendo o campeonato uma prova de regularidade e tendo sido o Porto a melhor equipa durante a maior parte da época, foram um justo vencedor. Um destaque particular para Sérgio Conceição, que sem poder reforçar a equipa "a seu gosto", soube construir um modelo de jogo muito eficaz para consumo interno com o material que tinha para trabalhar.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Em que país vivem estes cavalheiros?



Primeiro Fernando Gomes, agora Rui Vitória. É triste ver duas das principais figuras do futebol português a fazerem de conta que algo de muito grave não aconteceu já. Há apenas seis meses, um adepto morreu em confrontos com adeptos de outro clube. E se não morreram mais, não foi por falta de tentativa do assassino. A morte deu-se em vésperas de um dérbi, e as reações de algumas das partes envolvidas não poderiam ter sido mais infelizes: enquanto o Benfica tentava colocar o ónus nos adeptos sportinguistas - como se estarem num determinado local a determinada hora servisse de justificação para outra pessoa decidir tirar a vida a alguém -, a FPF fez aquilo que costuma fazer melhor, ou seja, fingir-se de morta. O jogo manteve-se marcado, e a claque responsável pela morte teve oportunidade de gozar ainda mais o prato durante o minuto de silêncio à vítima.

No último fim-de-semana, adeptos do mesmo clube - ainda não percebi se eram ou não organizados - causaram distúrbios nas imediações do estádio do Aves. Há dois meses, em Vila do Conde, adeptos do Rio Ave foram agredidos por adeptos benfiquistas. Na época passada, uma claque do Porto fez uma visita de cortesia ao centro de estágios dos árbitros - e consta que não terá sido para lhes cantarem as janeiras. Há dois anos, em Alvalade, as claques do Benfica atiraram petardos para uma bancada repleta de adeptos sportinguistas, e só por milagre não houve feridos. Há cerca de três anos, dois adeptos do Sporting foram esfaqueados em Guimarães. Há cerca de seis anos, adeptos do Sporting incendiaram uma bancada do Estádio da Luz. Há mais tempo ainda, Pedro Proença foi agredido por adeptos benfiquistas. Como tal, é favor não fazerem de conta que isto se trata de um fenómeno novo, e, já agora, é favor não fazerem de conta que tomaram medidas para evitar que essas situações se repetissem no futuro. E, claro, não esquecendo o assassinato de Rui Mendes no Jamor. Quantos estádios foram interditados por causa destes acontecimentos? Pois...

Não cabe à FPF garantir a segurança pública, mas devia, dentro dos seus limites de atuação, penalizar os clubes cujos adeptos protagonizam episódios de violência. Garantidamente, se os clubes começarem a jogar à porta fechada por causa de atos violentos dos seus adeptos, farão um esforço efetivo para controlá-los bastante melhor. A FPF devia também fazer pressão para que o IPDJ faça cumprir a lei no que diz respeito às claques ilegais - que, não surpreendentemente, são as que mais problemas causam. Fernando Gomes só terá moral para dar sermões sobre violência quando começar efetivamente a fazer algo para punir os responsáveis pelo que tem acontecido.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Conceição, Casillas, Sá, Vitória e Svilar

Os jogos de Porto e Benfica para a Liga dos Campeões lançaram a discussão sobre as apostas que os respetivos treinadores fizeram para a baliza: Sérgio Conceição, sem que nada o fizesse prever, colocou Casillas no banco e lançou José Sá na Alemanha; Rui Vitória, não tão surpreendentemente, deu a Svilar a estreia na Luz contra o Manchester United, tornando o belga o mais jovem guarda-redes a alinhar na história da Liga dos Campeões.

No entanto, apesar do que se possa ter dito num dos casos, ambas as apostas correram mal. Os dois guarda-redes tiveram culpas num golo dos seus adversários, golos esses que acabaram por ser determinantes no desfecho dos dois encontros.

Duas decisões polémicas, por motivos diferentes.


Conceição, Casillas e Sá

No caso de José Sá, a surpresa foi total porque Casillas tem estado a fazer boas exibições. Depois de uma primeira época irregular em que custou vários pontos à sua equipa, o veterano guarda-redes espanhol subiu de rendimento na época passada e estava a manter a bitola elevada na atual. Com exceção de um dos golos sofridos contra o Besiktas, não havia nada a apontar às suas exibições. A opção de Sérgio Conceição em tirá-lo do onze num jogo da Liga dos Campeões ainda mais estranha fica se olharmos para o perfil do jogador que o substituiu. Na minha opinião, José Sá não é um guarda-redes com potencial para vir a ser titular absoluto numa equipa com as ambições do Porto: aos 24 anos, tem apenas 17 partidas disputadas na I Liga. Muito pouco, mesmo considerando que os parâmetros de evolução de um guarda-redes são diferentes dos que se aplicam aos jogadores de campo.

Nenhum treinador, no seu perfeito juízo, tomaria uma decisão destas por questões meramente técnicas. É legítimo que se as pessoas se questionem se terá havido algum problema disciplinar na origem da saída de Casillas do onze. Não havendo, as alternativas que sobrariam não seriam propriamente abonatórias para Conceição: ou excesso de confiança, a querer sacar novo coelho da cartola (um pouco à imagem do que fez com Sérgio Oliveira) num jogo de grande visibilidade; ou um capricho, aproveitando o momento de popularidade adquirida (muito justamente) entre os adeptos portistas para retirar um jogador que, por algum motivo, não aprecia.

O Jogo refere na sua edição de hoje que, na base desta decisão, está a insatisfação da equipa técnica pela falta de empenho nos treinos e pelo uso indevido do telemóvel. Pelo que me diz alguém bem informado, o que O Jogo escreveu é um eufemismo para o que realmente se está a passar: Casillas tem, ao que parece, uma atitude permanente de prima donna - das quais a falta de empenho nos treinos e nos estágios é um dos exemplos -, e já usou o telemóvel para fazer lives do autocarro da equipa numa altura em que as convocatórias ainda não eram do conhecimento público. Algo mais ou menos na linha da postura que tinha quando ainda jogava no Real Madrid:


Para tomar uma decisão desta importância, pode-se concluir que Conceição vê em Casillas uma ameaça para a coesão do grupo e para a continuidade da boa época que a equipa tem feito. A pergunta que se pode colocar perante isto é: será uma decisão justa ou é excesso de zelo por parte do treinador, considerando a importância que Casillas tem tido? E até que ponto o afastamento do guarda-redes espanhol poderá vir a revelar-se contraproducente dentro de campo?


Vitória e Svilar

Em relação a Svilar, a opção é menos difícil de compreender se considerarmos que Varela parece ter caído em desgraça (a forma como Rui Vitória o descartou após o erro do Bessa é muito discutível, ao passá-lo diretamente de titular para não convocado) e que Júlio César parece estar cada vez mais afastado do nível que o celebrizou. 

Rui Vitória diz que foi uma opção ponderada, mas não sei até que ponto isso é verdade, porque conhece-se a sua apetência para lançar jovens na sequência de maus resultados: em anos anteriores acertou no jackpot com Renato e fracassou com Clésio, enquanto esta época já lançou Rúben Dias após a derrota com o CSKA. Esta semana foi a vez de Svilar e Diogo Gonçalves. Sinceramente, dá mais ideia de os estar a usar como uma espécie de escudos humanos, que aumentam a tolerância ao inêxito junto dos adeptos, do que algo realmente pensado e que proteja os interesses da equipa e dos próprios jogadores.

Se o Benfica vê em Svilar potencial para vir a ser um guarda-redes de top mundial, é normal que, perante a falta atual de concorrência, se sinta tentado a antecipar a sua utilização. Agora, uma coisa é ir lançando o jogador em partidas em que tenha alguma margem para errar (nada a dizer na sua utilização contra o Olhanense, como nada haveria a dizer em jogos da Liga em casa contra as equipas teoricamente mais fracas), outra é atirá-lo às feras de forma tão repentina. Às vezes corre bem, outras vezes corre mal. Na quarta-feira correu mal.

As palavras que Mourinho dirigiu ao jovem guarda-redes foram simpáticas, mas parvo é coisa que o treinador do Manchester United não é:


O Benfica parece estar a querer utilizar em Svilar fórmulas bem sucedidas no passada: acreditam que têm em Svilar um novo Oblak/Ederson, e estão a aplicar-lhe o marketing usado com Renato. O problema é que cada caso é um caso: Oblak e Ederson já tinham 3 ou 4 anos de sénior, a jogar noutras equipas, antes de assumirem a titularidade no Benfica; e Renato Sanches ocupava uma zona do terreno em que os erros não se pagam tão caro.

Ainda assim, tomando como verdadeiro o potencial que Svilar parece ter, ao menos será um investimento que, mais cedo ou mais tarde, dará frutos - já sobre o Porto e Sá não se poderá dizer o mesmo.

Acredito, por isso, que o Benfica aposte de forma consistente no belga, pelo menos até janeiro - altura em que entra Vlachodimos. Resta saber se Svilar conseguirá corresponder às expectativas criadas no tempo de jogo que entretanto lhe será dado. Mesmo que não corra tão bem quanto os responsáveis pelo clube desejam, não haverá um tratamento idêntico a Varela, porque Varela nunca foi visto como o futuro da baliza benfiquista, e apenas ficou no plantel porque a contratação de Hradecky falhou. A margem de progressão e os ganhos que o Benfica poderá vir a ter com o jogador não estão em causa, mas é, sem dúvida, uma jogada de risco num ano em que o 3º classificado não entra na Liga dos Campeões.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Igualdade de tratamento?

Na sequência do castigo de três jogos aplicados a Samaris, Rui Vitória veio reclamar a necessidade de haver igualdade de tratamento para todos os clubes. No entanto, Rui Vitória será, provavelmente, a pessoa do futebol português que menos motivos tem para andar a exigir igualdade de tratamento para todos em situações disciplinares.

É verdade que o caso de Slimani ainda está relativamente fresco na memória de todos - o castigo de um jogo foi curto para a gravidade do sucedido e o tempo que o caso levou a ser julgado foi surreal -, mas esse é, muito possivelmente, o único caso em que o Benfica poderá alegar ter razões de queixa nos últimos anos.


Samaris ter sido suspenso por três jogos é pena leve para aquilo que fez: devia ter sido expulso duas vezes em pleno relvado, e considerando que é um jogador que recorrentemente agride outros jogadores - cumpriu no início desta época uma suspensão de 4 jogos por agressão a Diogo Ivo, no jogo com o Moreirense na época passada -, devia ter levado uma pena verdadeiramente exemplar.


A última semana foi particularmente fértil na demonstração do tratamento privilegiado que o Benfica tem por sistema. Veja-se o caso de André Almeida: conseguiu não ver qualquer cartão após uma bárbara agressão a um jogador do Braga, e, não surpreendentemente, foi expulso (e bem) na Liga dos Campeões por uma falta com bastante menor gravidade.


Sinceramente: alguém acredita que André Almeida seria expulso em Portugal pela falta que fez em Basileia? 90% dos árbitros (numa perspetiva otimista) não teria coragem para lhe mostrar cartão vermelho. Lembram-se bem do que aconteceu a Marco Ferreira...

Mas vale a pena recordar outros casos recentes, como a agressão de Eliseu sobre um jogador do Belenenses, que o árbitro não viu e transformou em falta a favor do Benfica, e em que o videoárbitro Vasco Santos, apesar das repetições a que teve acesso, não vislumbrou qualquer gravidade...


... ou a agressão de Pizzi a Francisco Geraldes, mais uma vez sem um cartão que fosse.


O mesmo Pizzi a quem, no ano passado, foram perdoadas expulsões direta por outra agressão sobre um jogador do Rio Ave...


... e por uma varridela inacreditável em Podence nas meias-finais da Taça da Liga.


Ou, apenas mais um exemplo: como é que Jonas não viu vermelho aqui?


E poderia continuar... existem muitos outros exemplos. Só em jogos contra o Sporting: o vermelho que Renato Sanches não viu pela entrada assassina sobre Bryan Ruiz, ou os vermelhos que Fejsa e Samaris não viram no 0-3, por agressões sobre Adrien e Bryan Ruiz, ou ainda, no tal jogo em que Slimani agrediu Samaris, para a Taça de Portugal, também Eliseu (por duas boladas contra jogadores do Sporting com o jogo parado), Jardel e Samaris (por repetidas faltas duríssimas) deviam ter visto o cartão vermelho - o grego ainda acabou expulso no prolongamento, mas podia ter visto o vermelho muito antes.

Também poderíamos levar a questão da igualdade de tratamento para outros tipos de lances... como o penálti que foi assinalado sobre Jonas no jogo contra o Rio Ave por agarrão, e o penálti que não foi assinalado sobre Doumbia no Moreirense - Sporting também por agarrão.

Rui Vitória quererá mesmo igualdade de tratamento? Talvez seja melhor ter cuidado com aquilo que deseja...

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

ICYMI: a boleia d' A Bola a Rui Vitória

Para o caso de terem perdido a conversa que resultou da boleia que A Bola deu a Rui Vitória, publicada na última quinta-feira, aqui ficam alguns das afirmações mais cruciais, destacadas pelo próprio jornal. Afirmações absolutamente bombásticas, que poderão fazer abanar todo o edifício do futebol português. É para isto que o jornalismo existe. Obrigado, jornal A Bola!




P.S.: diz-se, na Grécia, que, ao ler esta última afirmação de Rui Vitória, Clésio Baúque desfez-se em gargalhadas incontroláveis.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Quem disse isto? (resposta)

Parabéns a quem optou pela hipótese A. Foi mesmo Rui Vitória, na entrevista de hoje, em resposta à pergunta sobre se o Benfica poderá ser o Leicester da Champions. 


O "Mas não vou entrar por aí" denuncia-o... Marco Silva também usava essa expressão muitas vezes para iniciar as suas respostas a perguntas polémicas, mas efetivamente esquivava-se a maior parte das vezes a entrar nelas. Outros há que gostam de ter o proveito, mas não a fama.

domingo, 22 de maio de 2016

quinta-feira, 14 de abril de 2016

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Uma opinião insuspeita sobre João Capela

"Esta história do João Capela comigo tem muitos anos. Dirigi-me de uma forma exaltada no final, disse-lhe que ele não prestava como árbitro e não o cumprimentava mais."

Quem disse isto?

in MaisFutebol

Alguma coisa me diz que no próximo sábado se vão cumprimentar de forma bastante calorosa.

(obrigado, @baavin!)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Comentários desinformados sobre apreciações mais que justas

Na antevisão do Benfica - Porto da última sexta-feira, falava-se na dificuldade que tanto o Benfica de Rui Vitória como Jonas têm revelado nos jogos contra adversários de maior nível. Eis o que Jorge Baptista disse sobre o assunto:


Segundo o comentador da SIC Notícias, as apreciações que se fazem sobre os maus resultados de Rui Vitória nos dérbis e clássicos são injustas porque Jorge Jesus, na sua primeira temporada como treinador do Benfica, também não ganhou quase nenhum jogo a um grande. Raramente, e é se ganhou. No campeonato não, pelo menos. 

Recordemos os resultados do Benfica contra adversários mais complicados em 2009/10:

Braga 2-0 Benfica (D)
Sporting 0-0 Benfica (E)
Benfica 1-0 Porto (V)
Sporting 1-4 Benfica (V) (Taça da Liga)
Benfica 3-0 Porto (V) (Taça da Liga)
Benfica 1-0 Braga (V)
Benfica 2-0 Sporting (V)
Porto 3-1 Benfica (D)

Incluí o Braga nestas contas porque foi o 2º classificado nessa época. 

Portanto, em 8 jogos, Jorge Jesus registou na sua primeira época no Benfica um total de 5 vitórias, 1 empate e 2 derrotas contra os adversários mais complicados. Rui Vitória, recorde-se, tem 5 derrotas em 5 jogos. Ou 1 vitória e 5 derrotas em 6 jogos, se quisermos incluir o Braga nestas contas. Não é exatamente a mesma coisa...

(obrigado, assim é que é pá)

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Compreende-se o engano, é o hábito...



Ainda está traumatizado com o Sporting!
Publicado por Sporting Notícias em Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2016

(obrigado, Valinhas!)

Ah, e para quem quiser ver mais uma tirada épica de Diamantino Miranda, é só clicar aqui (LINK).

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Jornalismo vergonhoso

Comparem as palavras de Rui Vitória na conferência de imprensa que antecedeu o jogo com o Marítimo e a pergunta que Gonçalo Ventura, da RTP, colocou a Jorge Jesus:


Perante a pergunta feita pelo jornalista, Jorge Jesus perguntou se Rui Vitória tinha dito mesmo aquilo. É preciso não esquecer que à hora em que Jesus dava a sua conferência de imprensa, Rui Vitória já tinha voltado a falar, no final do jogo com o Marítimo. O jornalista confirmou e NENHUM dos restantes jornalistas presentes na sala o corrigiu. Isto não desculpa a resposta que Jesus deu, mas parece óbvio que os pressupostos falsos com que a pergunta foi colocada ajudaram à crispação.

Isto é digno dos piores tabloides. Uma vergonha.

(créditos ao blogue Mister do Café, que se lembrou de contextualizar a situação)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Banha de domingo à noite

Ontem, a TVI fez um mini-Prolongamento especial no seu telejornal. A certa altura falava-se sobre o nível de sucesso dos treinadores dos grandes até ao momento no campeonato, a propósito da defesa de Jesus a Lopetegui ao relembrar o facto de o treinador espanhol ter mais pontos esta época do que na época passada.

Se julgam que Jesus está a ser o treinador mais bem sucedido até à 15ª jornada pelo facto de o Sporting mais 8 pontos que na época passada, estão muito enganados. Se julgam que Lopetegui está a ser o treinador mais bem sucedido por ter mais 2 pontos que na época passada, estão muito enganados. Se julgam que Rui Vitória está a ter uma prestação abaixo das expetativas por ter menos 6 pontos que na época passada, estão muito enganados.

Pedro Guerra explica como é que se faz uma análise correta:

 

Não que eu ache que seja momento para tirar conclusões definitivas, com tanto campeonato pela frente... mas se o termo de comparação para o Benfica de Rui Vitória é o Guimarães de 2014/15, então palpita-me que está encontrado o treinador do ano.

Também diz muito dos padrões de exigência (ou de seriedade) do diretor de conteúdos da BTV. Mas isso não é surpresa para ninguém.

É claro que o facto de ser o treinador do ano até nem poderá ser suficiente para Rui Vitória manter o emprego, caso não consiga colocar a equipa a jogar melhor futebol. Nessa eventualidade, sugiro a contratação de Norton de Matos, que neste momento tem 14 pontos conquistados com o União da Madeira. Não será possível haver treinador mais bem sucedido em 2016/17.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Tive que ir confirmar ao site para ver que não era montagem...

... e é mesmo verdade! Obrigado, Público! LINK

Rui Vitória dixit

Quanto mais leio ou ouço as palavras de Rui Vitória na flash interview e na conferência de imprensa, mais me repugna a falta de honestidade intelectual da análise totalmente enviesada que fez e a falta de frontalidade do treinador benfiquista em ser incapaz de assumir as responsabilidades pelos resultados enquanto responsável da equipa, recusando-se a responder a quaisquer perguntas relacionadas com as suas opções técnicas e com a estratégia que decidiu usar em Alvalade.

Como tal, parece-me imprescindível fazer uma confrontação entre as palavras de Rui Vitória e aquilo que se passou em campo, sem nos limitarmos apenas aos lances em que os benfiquistas reclamam terem sido prejudicados.


"Começo pelo final, altura em que houve um penálti limpinho, limpinho, que tem de ser marcado."

Aqui tenho que dar razão a Rui Vitória. Efetivamente, a seis minutos do fim do tempo regulamentar, Samaris empurra Slimani dentro da área com os dois braços. Vendo as repetições, o penálti é claro. Jorge Sousa, que poderia não ter uma visibilidade perfeita para o lance, entendeu ser simulação de Slimani e mostrou-lhe o cartão amarelo.



"Se soubessem o que aconteceu viam quem devia ter sido expulso."

Uma frase que assenta que nem uma luva a Jardel, que aos 52' deveria ter visto o segundo amarelo por uma falta sobre Adrien numa jogada de contra-ataque do Sporting.



"Ser bom não é ser bonzinho, não é ser bombom."

Em alguns casos, não se é nem bom nem bonzinho. Veja-se o caso de Eliseu, que por duas vezes chutou a bola contra jogadores do Sporting que estavam no chão. Dois amarelos que poderiam ter sido mostrados. Sobra o bombom em Eliseu.


"Não quero ser comido de cebolada, pois o Benfica merece respeito."

Naldo esteve ausente do dérbi por ter empurrado Lito Vidigal. Cumpriu no sábado o primeiro de dois jogos de castigo, mas ainda corre o risco de sofrer uma suspensão de dois meses. No final do jogo houve trocas acesas de palavras entre os vários intervenientes do jogo, mas Jardel decidiu levar a discussão para um outro nível e empurrou Raúl José. É certo que o nosso treinador adjunto não abrilhantou o momento com um mergulho para a piscina a la Lito Vidigal, mas será que vai aparecer alguma coisa nos relatórios do jogo para serem apreciados pelas instâncias disciplinares da FPF?



"Tenho aqui dois jogadores que acabaram de ir para o hospital."

Aqui Rui Vitória misturou alhos com bugalhos. Falou em modo de queixa, na sequência do penálti que reclamava a seu favor. Os jogadores que foram parar ao hospital lesionaram-se na sequência de lances perfeitamente normais, em que não houve qualquer tipo de maldade ou agressividade excessiva. Mas se Rui Vitória quiser falar em agressividade excessiva, pode sempre olhar para aquilo que os seus jogadores fizeram ao longo dos 120 minutos. Aqui ficam três exemplos:

1. Talisca vira João Mário do avesso numa entrada duríssima a destempo.



2. Sílvio vira Adrien do avesso noutra entrada duríssima a destempo.



3. Samaris faz uma falta violenta com a bola já bem longe de Gelson. Podia ter sido interpretada como agressão ao jogador do Sporting, mas o grego viu apenas cartão amarelo.





"É muito fácil colocar dois jogadores nossos na rua."

Em relação ao jogo de sábado, estamos conversados. Se o árbitro tivesse sido rigoroso, poderiam ter sido mais que dois os jogadores do Benfica expulsos. Mas até é uma queixa engraçada vinda de um treinador que até esta partida ainda não tinha tido nenhuma expulsão nas competições internas. Por outro lado, o Sporting já viu dois jogadores seus serem expulsos no campeonato.

Posteriormente Rui Vitória recuou às partidas anteriores entre Sporting e Benfica, recuperando dois penáltis que ficaram (efetivamente) por assinalar a favor do Benfica (sobre Gaitán na Supertaça e sobre Luisão no campeonato). Mas para ser coerente não pode ver apenas os erros que o prejudicaram, quando existiram vários erros que o beneficiaram nas mesmas partidas: o golo anulado a Teo e a expulsão perdoada a Sílvio na Supertaça, e as expulsões perdoadas a Samaris e Jonas no jogo do campeonato. Recordemos dois desses exemplos.





"Se é para fazer barulho nós também sabemos fazer."

O que quero demonstrar com todos os exemplos que coloquei neste post? Que não foi uma arbitragem à Capela ou à Gomes, em que os erros foram todos para o mesmo lado. Sim, Slimani devia ter sido expulso, admito que o lance perto do fim entre João Pereira e Luisão é duvidoso (mas não acho que seja um penálti claro). Colocar a responsabilidade da derrota no árbitro quando existiram erros para os dois lados é apenas uma forma que Rui Vitória encontrou para não ter que falar na dolorosa verdade: não consegue colocar a equipa a jogar à bola, apesar de ter praticamente o mesmo plantel com que Jesus levou a equipa à vitória no campeonato do ano passado.

domingo, 22 de novembro de 2015

Justa reviravolta de uma equipa convertida ao Slimanismo

Terceiro dérbi da época, terceira vitória do Sporting, terceira demonstração de clara superioridade sobre o Benfica. Dos embates desta época, este foi seguramente o mais sofrido, mas nem por isso menos meritório.

O jogo não poderia ter começado de pior forma: o Benfica colocou-se em vantagem bem cedo na sequência de um lance de contra-ataque, ficou na cómoda situação de se poder fechar no seu meio-campo sem correr grandes riscos no ataque, usando e abusando do antijogo para quebrar o ritmo de jogo, e procurando um novo erro sportinguista que lhe permitísse ampliar a vantagem.

O Sporting acusou inicialmente o golo e durante algum tempo demonstrou dificuldades em conseguir criar oportunidades de perigo, mas foi recuperando a confiança e o domínio de forma gradual, acabando por encostar o Benfica às cordas no final da primeira parte e conseguindo alcançar o empate que já se justificava momentos antes do intervalo. A entrada na segunda parte também foi muito forte, mas com o passar dos minutos o Benfica arriscou um pouco mais e também dispôs de algumas ocasiões de perigo. No entanto, a ida a prolongamento foi um castigo que o Sporting definitivamente não merecia, tal foi a superioridade na globalidade dos 90 minutos.

O merecido prémio acabaria por aparecer na segunda parte do prolongamento, com mais um golo do inevitável Slimani, um jogador com uma alma que enche o campo, contagia os colegas pela atitude que revela, e que personifica o esforço e dedicação que queremos ver em todos os atletas que equipam de leão ao peito. E foi disso que se construiu esta vitória: toda a equipa acreditou, batalhou até ao limite das suas capacidades e manteve a crença na sua ideia de jogo, mesmo nos momentos mais complicados.



Positivo

Uma equipa e um estádio inteiro convertidos ao Slimanismo - começam a faltar adjetivos para descrever a importância de Slimani para esta equipa. Impressionante a quantidade de sprints que fez ao longo dos 120 minutos, quer em lances ofensivos quer em tarefas defensivas, isto depois de ter feito 178 minutos pela seleção argelina na última semana. Para além das habituais doses industriais de esforço e sacrifício que coloca em campo, marcou o fulcral segundo golo que nos deu o apuramento, manteve vivo o lance do 1º golo ao reagir mais rápido que Luisão, Sílvio e Júlio César numa bola perdida, fez um cabeceamento ao poste aos 4' de jogo, e ainda fez um remate para uma defesa inacreditável do guarda-redes benfiquista perto do final do tempo regulamentar. Enorme exibição de um jogador que se transformou numa figura imprescindível e incontornável do atual Sporting.

O decisivo Adrien - teve uma exibição com as virtudes e defeitos que lhe são habituais, tendo sido absolutamente decisivo nos dois golos: marcou o primeiro golo com um remate de primeira que atravessou um mar de pernas, e foi dele o forte pontapé que obrigou Júlio César a uma defesa incompleta que sobrou para Slimani fazer o segundo golo.

Jesus, o grande vencedor da noite - depois da campanha difamatória de que tem sido alvo desde que decidiu assinar pelo Sporting, Jorge Jesus respondeu sempre de forma arrasadora dentro de campo. Com esta terceira vitória deixa em pratos limpos a inegável mais-valia que oferece aos clubes que treina.

O ambiente no estádio - tirando um ou outro episódio protagonizado por um punhado de idiotas de ambos os clubes, o ambiente nas bancadas foi absolutamente frenético e entusiástico, contribuindo para o excelente espetáculo a que assistimos. O aproveitamento do Bailando da Luz é uma delícia e ficará na memória coletiva sportinguista. Uma referência também para o facto de no meu setor vários benfiquistas terem festejado o golo da sua equipa de forma vibrante (um dos quais mesmo atrás de mim) sem que tivesse havido qualquer tipo de problema - tal como já tinha acontecido, segundo o que li, com sportinguistas na Luz no jogo para o campeonato. Assim mesmo é que tem que ser.

Vitória com selo da formação - o Sporting terminou o jogo com Rui Patrício, Tobias Figueiredo, Ricardo Esgaio, William Carvalho, Adrien Silva, João Mário e Gelson Martins. Sete jogadores da academia que ajudaram a alcançar uma vitória em jogo de exigência máxima.


Negativo

Condicionamento da estratégia pelos problemas físicos - Jefferson e Ewerton estiveram em dúvida durante a semana, mas acabaram por fazer parte da equipa titular. Dá a ideia que Jesus já teria consciência de que não poderia forçar a sua utilização num prolongamento, pois foi adiando substituições que pareciam óbvias a quem via o jogo. O refrescamento do meio-campo acabou por ter que ser sacrificado, e um desgastadíssimo Bryan Ruiz foi obrigado a fazer os 120 minutos. Não havendo estes constrangimentos, provavelmente teriam sido lançados Aquilani e Matheus Pereira, que poderiam ter ajudado a manter um ritmo elevado e a pressão sobre o adversário. Valeu a tenacidade e a vontade de vencer a compensar a inevitável falta de frescura física.


Outras notas

O caminho escolhido por Rui Vitória - à medida que os desaires se vão acumulando, o cavalheiro Rui Vitória vai revelando uma faceta bastante menos sóbria e equilibrada. Na flash interview - que começou atrasada seguramente para receber o briefing - e na conferência de imprensa falou apenas e só dos erros de arbitragem, fugindo a toda e qualquer análise ao jogo propriamente dito e ao facto de somar três derrotas em três jogos com o Sporting. Não me parece que Rui Vitória tenha razão ao dizer que há penálti de João Pereira sobre Luisão perto do fim - há contacto, mas nada de anormal. Curioso, no entanto, que não tenha mencionado dois lances em que Jorge Sousa efetivamente errou: um penálti de Samaris sobre Slimani (o empurrão com os dois braços é claríssimo) e uma agressão de Slimani a Samaris que deveria ter valido a expulsão ao argelino. Rui Vitória revelou também uma enorme desonestidade intelectual ao referir os penáltis não assinalados a favor do Benfica nos dois dérbis anteriores, mas sem incluir nessa análise os variadíssimos lances em que o Benfica também foi beneficiado (golo mal anulado a Teo e expulsão perdoada a Sílvio na Supertaça, e expulsões perdoadas a Jonas e a Samaris no campeonato). E ainda teve um momento ainda mais lamentável: disse "tenho dois jogadores que acabaram de ir para o hospital", acrescentando a informação de que Gaitán, depois de ter sido assistido no relvado devido a um embate com a cabeça, "está com problemas em termos de consciência, teve o jogo praticamente sempre com alguma tontura". Ou seja, reconheceu uma atitude totalmente irresponsável ao colocar em causa a saúde do jogador. No futebol americano ou no rugby, Gaitán não teria continuado em campo. Curiosamente, à hora em que estou a escrever este texto, o 60 Minutos da SIC Notícias passa uma peça sobre as precauções que a NFL tomou para reduzir o risco das concussões na saúde dos jogadores - que inclui a retirada de campo obrigatória do jogador se houver qualquer indício nesse sentido.



Vitória importantíssima não só pelo facto de nos permitir continuar a defender um título que nos pertence, mas também pelo que representa em termos de crescimento de um grupo muito jovem - não esquecer que utilizámos 6 jogadores com 23 anos ou menos - e pelo impacto psicológico positivo que poderá ter numa equipa que ainda está em pleno processo de construção. E, claro, pela convulsão que irá causar na estrutura do rival que vai tendo cada vez mais dificuldades em ocultar a sua responsabilidade numa espécie de processo de autodestruição, quando optou por não renovar com o treinador que mais sucesso lhes trouxe nas últimas décadas.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O caminho marítimo para Tondela



Recordemos Vasco da Gama, esse grande navegador que ficou conhecido por ter superado estoicamente aquelas tempestades ao largo da costa africana...

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

E unum adverso pluribus

Diz Rui Vitória que é o novo lema do Benfica...

(obrigado, @nunovalinhas e T!)

O caminho de Rui Vitória

Até simpatizo com o Rui Vitória, acho que não merece ser o único responsabilizado pelo mau arranque da sua equipa, mas há por aí tanta coisa boa que vou mesmo que ter que dedicar mais um par de posts ao treinador do Benfica...

(obrigado, Pedro!, via A Bola não tem Pulmão)

Pelo que percebo deste discurso e por esta frase do Gonçalo Guedes...


... quando o Sporting foi buscar o Evandro Mota - o consultor motivacional brasileiro -, o Benfica  deve tê-lo substituído pelo Gustavo Santos.


(obrigado, @Vedrix7!)

A sério: não dá para inventar isto.