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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Balanço de 2017/18: GRs e Defesas


Rui Patrício: *** 
2016/17: **
2015/16: *** 
2014/15: *** 
2013/14: ***


Melhor época de sempre. Não seria tarefa fácil compilar os melhores momentos de Rui Patrício ao longo deste ano, tantas foram as ocasiões em que impediu golos que pareciam inevitáveis. Imperial entre os postes e no 1 contra 1, conseguiu desenvolver suficientemente o seu jogo de pés e a saída aos cruzamentos para os deixarmos de ver como fraquezas. O único ponto fraco do seu jogo que resta é o controlo da profundidade, mas isso não invalida que seja neste momento um enorme guarda-redes. A infelicidade na Madeira que acabou com as ténues esperanças que ainda existiam para acabar em segundo lugar e a desoladora saída em lágrimas no Jamor foram um final tremendamente injusto face à quantidade de vezes que nos salvou ao longo da época. É possível que a sua história no Sporting tenha chegado ao fim, o que torna tudo ainda mais amargo - não só pela forma como tudo acabou, mas também porque o segundo jogador mais utilizado na história do Sporting merecia sair com um campeonato no palmarés. Que seja feliz e que consiga conquistar aquilo que não conquistou connosco. Merece o melhor.


Salin: -

360 minutos de utilização distribuídos equitativamente entre confrontos de exigência reduzida na Taça de Portugal e na Taça da Liga são demasiado escassos para podermos avaliar se Salin é a pessoa certa para o papel de segundo guarda-redes. Se tivesse que arriscar, diria que não -  caso contrário, Jesus ter-lhe-ia confiado a baliza em bastantes mais ocasiões. Uma coisa é certa: nunca senti o mesmo conforto que sentia quando havia Beto no banco.


Cristiano Piccini: **

O mundo sportinguista - incluindo yours truly - torceu o nariz quando viu Piccini ser apresentado em Alvalade. Apesar de ser um desconhecido para a maior parte dos adeptos, o italiano foi rotulado de flop no dia da sua apresentação por causa da sua fraca estatística de cruzamentos - qualidade que todos julgavam ser prioritária havendo Dost para servir. E, de facto, nesse sentido, os receios eram fundados, pois Piccini não convenceu do ponto de vista ofensivo. Mas é justo dizer que não tardou a demonstrar ser um exímio defensor, com uma fantástica capacidade de posicionamento e antecipação. É um jogador talhado para os grandes jogos. Depois há a outra face da moeda: as suas insuficiências ofensivas fazem com que perca grande parte da sua utilidade contra adversários que se fecham na defesa - ou seja, estaremos a falar de 70% dos jogos das competições nacionais. Não sendo o lateral ideal para o campeonato português, é um lateral que interessa ter no plantel.


Stefan Ristovski: **

De início parecia a antítese de Piccini: de vocação bem mais ofensiva e sempre disponível para explorar o espaço no seu corredor, mas com alguns problemas para controlar os extremos adversários em tarefas defensivas. Ainda assim, as suas primeiras exibições foram prometedoras a ponto de se estranhar a falta de oportunidades concedidas por Jesus. Passou depois por um período de menor fulgor, parcialmente justificável por ser utilizado de forma muito esporádica, mas conseguiu acabar a época em bom plano, mostrando melhorias ao nível do posicionamento defensivo e confirmando capacidade para criar desequilíbrios no ataque.



Fábio Coentrão: ** 

A chegada por empréstimo de Coentrão levantou muitas dúvidas nos sportinguistas por causa dos conhecidos problemas físicos, psicológicos e (para alguns, nos quais não me incluo) do passado no Benfica e as juras de amor feitas ao rival. Os primeiros jogos foram algo angustiantes por causa da evidente falta de confiança que tinha na sua condição física - quando Coentrão caía no relvado, o estádio inteiro sustinha a respiração com medo do pior. Mas com o tempo foi recuperando a confiança e acabou por conquistar das bancadas com a sua garra e vontade de vencer. O Coentrão que tivemos está longe do lateral explosivo de há muitos anos, mas não deixa de ser um jogador que sabe sempre o que fazer em campo. A meio gás, foi, confortavelmente, o melhor lateral esquerdo que tivemos em muitos, muitos anos.


Jonathan Silva: *
2015/16: *
2014/15: *

Conforme se esperava, voltou da Argentina sendo o mesmo jogador que era quando saiu de Portugal. Acumulou bastantes minutos no primeiro terço da temporada devido à gestão física / lesões de Coentrão, e deu para ver que manteve as qualidades que tinha e, sobretudo, os defeitos. A raça sul-americana não consegue disfarçar as gritantes insuficiências defensivas. Não surpreendentemente, foi dado como dispensável. Surpreendentemente, a Roma veio buscá-lo. Não surpreendentemente, pouco jogou e na próxima temporada cá o teremos de volta, provavelmente por pouco tempo.


Lumor Agbenyenu: -

Reforço de inverno, não poderia ter tido pior receção do que aquela que Jesus lhe dispensou, pois o primeiro comentário do treinador não podia ter sido mais humilhante. Acabou por ir a jogo mais vezes do que se esperaria, mas apenas numa ocasião jogou mais do que 25 minutos. Nas oportunidades que teve, não se destacou (o que era difícil) nem comprometeu (o que já não é mau). Ou seja, estamos na mesma em relação a janeiro: continua a dúvida sobre se poderá ser uma boa solução para o lugar.


Sebastián Coates: **
2016/17: ***
2015/16: ***

Depois de uma época em que foi uma espécie de pronto-socorro de uma defesa demasiado instável, Coates teve, finalmente, a possibilidade de jogar ao lado de um central de créditos firmados e de laterais que sabem o que fazer no momento defensivo. Estranhamente, esta acabou por ser a época mais irregular do uruguaio desde que chegou ao Sporting: protagonizou demasiadas situações de desconcentração ou excesso de confiança em relação ao que nos tinha habituado. Ainda assim, a época foi globalmente positiva - convém relembrar que foi dos jogadores mais utilizados (54 jogos) e que teve influência decisiva em alguns deles (como nas meias-finais da Taça, em Tondela ou em Vila da Feira).


Jérémy Mathieu: ***

Chegou como um central velho, lento, propenso a lesões e, ainda por cima, fumador - apesar de haver dados suficientes para desmentir a parte do lentidão e das lesões -, mas precisou apenas de dois jogos para conquistar Alvalade, quando, contra o Setúbal, com o jogo empatado a 0 e o tempo a aproximar-se do fim, decidiu fazer duas arrancadas como se de um extremo esquerdo se tratasse para abanar os companheiros da apatia em que tinham caído. Classe imensa, velocidade, espírito vencedor. Ah, e também sabe bater livres. Mais uma época destas, se faz favor.


André Pinto: **

Cumpriu muito bem o papel de terceiro central. André Pinto teve o primeiro teste a sério da época em Vila do Conde quando teve que substituir o lesionado Mathieu à passagem da meia-hora e a defesa não se ressentiu. Continuou a estar globalmente num bom nível nos vários jogos de dificuldade elevada que se seguiram (Juventus, Braga e Olympiakos). Considerando a utilização irregular que teve (já que Coates e Mathieu tiveram épocas muito consistentes), creio que não seria justo exigir-se mais a André Pinto.


Tobias Figueiredo: -
2015/16: *


2014/15: **

Foi com alguma surpresa que ficou no plantel, acabando por participar em apenas quatro jogos. Pode ter sido pouco tempo, mas foi suficiente para perceber que a confiança não abundava - de Tobias em si próprio e da própria equipa e público em Tobias. A sua saída para Inglaterra acabou por ser um desfecho natural.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Fechando o ciclo em alta

Não se poderia desejar melhor forma de terminar um ciclo absolutamente infernal. Menos de 72 horas após ter disputado uma eliminatória da Liga Europa com direito a desgaste suplementar de um prolongamento, era natural que se temesse complicações adicionais de um adversário que sabe jogar, mas a realidade acabou por ser bem diferente: o Sporting fez uma excelente exibição e venceu de forma incontestável. A partida acabou por ser relativamente tranquila porque a equipa soube adaptar-se ao que o jogo ofereceu, e qualquer incerteza que tenha havido em relação ao resultado deveu-se, única e exclusivamente, à infelicidade no momento da finalização.




A exibição - pressão alta, velocidade de execução mais elevada do que tem sido norma e maior insistência na verticalização e no aproveitamento de toda a largura do campo para desmontar a defesa adversária. Tudo isto resultou uma das melhores exibições da época, com futebol agradável em largos períodos de tempo e na criação de um elevado número de ocasiões para marcar, ao mesmo tempo que se controlou quase sempre bem as iniciativas ofensivas adversárias.

Gelson - O (excelente) golo e a assistência para Dost foram, obviamente, os momentos altos da exibição de Gelson, mas não se limitou a isso. Para além da habitual disponibilidade defensiva, esteve também na origem de várias outras situações iminentes de golo, como a combinação com Coentrão na jogada em que o lateral rematou (intencionalmente) ao poste. O melhor em campo.

Dost de volta aos golos - regressou aos golos depois do jogo menos feliz realizado em Plzen, e assistiu Gelson com um amortecimento de bola açucarado. No entanto, há que dizer que não começou bem o jogo do ponto de vista da finalização, permitindo defesas a Cássio em duas situações em que, isolado, poderia e deveria ter feito melhor.

O Patrício é para as ocasiões - a única oportunidade do Rio Ave em todo o jogo surgiu no final da primeira parte, com um remate que embateu em Mathieu e, traiçoeiramente, mudou de trajetoria na direção da baliza junto ao poste. Remate que ia com selo de golo e que apenas não o foi devido a uma extraordinária parada da luva direita de Rui Patrício. Que. Época.

Outras menções honrosas - Piccini e Coentrão consistentes na defesa e atrevidos no apoio ao ataque; trabalho de Coates no segundo golo; muito William na segunda parte; mais uma boa exibição de Rúben Ribeiro; Bruno Fernandes a ser Bruno Fernandes; e, claro, a participação do apanha-bolas no primeiro golo.

Estatística interessante - há uma volta em que o Sporting não sofre golos em casa para o campeonato. A última equipa a marcar golos ao Sporting em Alvalade foi o Braga, o nosso próximo adversário.




Ferros e Cássio - mais uma vez, foi a finalização que não nos permitiu acabar mais cedo com as dúvidas no resultado, mas há que dizer que, desta vez, não houve muitos falhanços escandalosos. Muito mérito para Cássio, com várias defesas de grande categoria, e o excesso de pontaria aos ferros: quatro, divididas entre Fábio Coentrão e Bruno Fernandes.

Acuña a menos - entrou complicativo e poucas coisas lhe correram bem. O Sporting acabou por perder com a sua entrada, já que Rúben Ribeiro estava a fazer um bom jogo.



MVP: Gelson Martins

Nota artística: 4

Arbitragem: Rui Costa não tem jeito para isto. Um penálti por assinalar sobre Bruno Fernandes - há um toque subtil no seu pé, igual a muitos outros toques subtis noutras zonas do campo em que o árbitro marcou falta -, e várias faltas mal assinaladas. Nada que não se esperasse, infelizmente.



Finalmente, uma pausa na competição. É certo que metade do plantel vai estar ao serviço das seleções, mas mesmo esses interrompem a sequência ininterrupta de jogos de 3 em 3 dias. Um ritmo competitivo que causou mossas mas que não nos retirou de nenhuma das competições. Em abril há mais.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Admissão de Rúben no clube dos abraços

Numa partida em que Jesus decidiu dar uso imediato a uma das prendinhas que lhe foram oferecidas, dando a titularidade a Rúben Ribeiro, o Sporting conseguiu uma vitória tranquila sobre o Aves, mas não isenta de arrepios. Apesar de um domínio territorial constante do Sporting ao longo dos 90 minutos, o jogo dividiu-se por uma primeira parte em que as oportunidades de golo se equipararam para ambos os lados, e por uma segunda parte em que o Aves pareceu rebentar fisicamente - não terá ajudado o prolongamento disputado em Vila do Conde a meio da semana - e que o Sporting dominou por completo. No geral, uma exibição assim-assim em que a equipa soube gerir de forma competente o resultado, com maior destaque para duas figuras: Rúben Ribeiro, pelo papel fundamental no golo que desbloqueou o resultado em noite de estreia, e Dost, pelos motivos do costume.



Mais três - à 18ª jornada, Bas Dost já leva 19 golos marcados e ameaça bater o seu - já de si incrível - registo da época passada. Excluindo o penálti, teve três oportunidades para marcar e converteu duas, conseguindo uma taxa de aproveitamento acima dos 50% da praxe. Em relação ao penálti - e olhando para as últimas grandes penalidades que converteu -, dá a sensação que espera para ver para que lado vai cair o guarda-redes e só depois decide para onde atirar, normalmente sem grande força. Uma outra nota: convém relembrar que, há uns meses, havia sportinguistas que diziam que jogar com Dost era jogar com um a menos. Quando as coisas correm mal, há a tendência de muita gente em disparar em todas as direções. Por aqui se vê que convém dar tempo ao tempo, e isto devia servir de lição para quando acontecer o próximo desaire no campeonato.

A estreia de Rúben Ribeiro - considerando as declarações de Jorge Jesus sobre a contratação Rúben Ribeiro a meio da semana, estava à espera que o ex-vilacondense fizesse parte dos convocados e que fosse a jogo em caso de necessidade, mas nunca imaginei que fosse imediatamente lançado como titular. Justificou-se a confiança do treinador no jogador, graças, sobretudo, à forma como inventou, sozinho, o espaço para um cruzamento perfeito para o primeiro golo de Dost. Ao fim de trinta minutos em campo com a nova camisola, estava feita a admissão de Rúben no clube dos abraços do matador holandês. De resto, teve uma exibição positiva, revelando excelente toque de bola e boa leitura de jogo, ainda que se tenha notado que, em determinados momentos, não estava completamente sintonizado com os colegas. Considerando que chegou há apenas dois dias ao clube, era impossível pedir-lhe mais.

Novamente Patrício - duas intervenções complicadas na primeira parte que permitiram ir para o intervalo em vantagem no marcador, que ajudam a reforçar a excelente época que está a fazer.

A confiança de Piccini - o italiano recuperou a titularidade e fez, provavelmente, a exibição de maior balanceamento ofensivo desde que chegou ao Sporting, acabando por ser premiado com a assistência para o terceiro golo. Defensivamente, teve apenas um erro (que é como quem diz "um erro mais do que é normal"), quando não conseguiu acompanhar Amilton na única oportunidade que o Aves teve pelo seu lado.


Facilitismos na primeira parte - apesar de o domínio territorial ter sido evidente durante toda a partida, há que reconhecer que o Aves dispôs de mais oportunidades para marcar do que seria desejável. Em duas delas foi Patrício a resolver, na outra foi a barra a salvar. Nas duas ocasiões que surgiram pelo nosso lado esquerdo da defesa, não havia qualquer apoio dos médios. Some-se a isso alguns momentos de desconcentração dos centrais, que, felizmente, acabaram por não causar problemas de maior. Tudo isto aconteceu na primeira parte. Na segunda parte o panorama mudou completamente, e o Aves não conseguiu criar qualquer perigo.



Não foi um jogo brilhante, mas o importante é que omeçámos a segunda volta da mesma forma que começámos a primeira: vencendo confortavelmente um adversário que é mais complicado do que aquilo que a classificação deixa antever, e recuperando provisoriamente o primeiro lugar. Sexta-feira há mais, com a deslocação a Setúbal.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Mais Piccini

Mais uma excelente exibição, do ponto de vista defensivo, do nosso lateral direito. Aqui ficam algumas das boas intervenções que teve em Barcelona.



quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Foi bom enquanto durou

A única coisa que provavelmente não foi atípica no jogo de ontem terá sido o resultado. Jorge Jesus surpreendeu tudo e todos ao apresentar um onze completamente diferente do habitual: Acuña a defesa esquerdo, Ristovski a ala direito e Alan Ruiz como homem mais adiantado, deixando de fora o agitador e o goleador. A ideia do técnico passaria certamente por manter a equipa na discussão do jogo sem a desgastar demasiado ao mesmo tempo que via no que é que as modas paravam em Atenas, para depois colocar então toda a carne no assador. Assim conseguiria alcançar um certo equilíbrio entre a ambição europeia e a preocupação com a frescura física de alguns elementos-chave para o jogo do Bessa.

Creio que o plano de Jesus correu conforme o plano, mas agora, após o jogo estar disputado, fiquei com a sensação de que isso acabou por prejudicar as hipóteses de o Sporting conquistar os três pontos. O Sporting que jogou a primeira parte foi inofensivo no ataque por vários motivos: não havia um homem-alvo na área, sendo óbvio que ninguém sabia o que fazer à bola quando se aproximavam da área; não havia um Dost para ganhar os duelos aéreos a meio-campo e distribuir a bola permitindo a subida dos companheiros; não havia um Gelson para desequilibrar no um-contra-um. As alterações ao intervalo devolveram velocidade e presença na área ao jogo do Sporting, mas a segunda parte já não correu conforme o plano por causa de situações improváveis que acabaram por ser decisivos no desfecho do resultado - não só o Barcelona marcou num lance de bola parada, ainda com Messi a aquecer fora das quatro linhas, como Dost falhou dois golos feitos que normalmente não perdoa.





A linha defensiva - Se há alguma evolução entre a época passada e esta época, é a da qualidade da linha defensiva do Sporting. Isto é visível nas várias situações de grande dificuldade que os defesas foram chamados a resolver: Piccini, na primeira parte, salvou pelo menos duas situações de enorme perigo; Coates fez uma segunda parte imperial, ao seu melhor nível; Mathieu foi pendular, como de costume, e não mereceu o autogolo - teve de arriscar um corte em más condições, pois caso não o fizesse tinha um adversário nas costas que finalizaria sem dificuldade; e até Coentrão teve uma grande intervenção no flanco contrário no pouco tempo que esteve em campo.

A forma de Rui Patrício - mais uma grande exibição numa época fenomenal. Sinceramente, não percebo como é que nenhum clube de uma grande liga o vem buscar ao Sporting. Da parte que me toca, ainda bem que assim é. Por mim, pode ficar até decidir terminar a carreira. Falta-lhe apenas um título nacional para figurar na galeria dos maiores de sempre do clube.


Golos que não se podem falhar - num jogo destas características não se pode desperdiçar ocasiões flagrantes, como as duas que Dost falhou na segunda parte. O primeiro, então, foi de levar as mãos à cabeça: o cruzamento de Gelson foi perfeito, e o holandês só tinha de escolher o lado. Infelizmente, acabou por acertar no outro holandês. Estou, no entanto, perfeitamente disposto a perdoar-lhe esta noite infeliz se no Bessa regressar ao seu normal e meter uma ou duas batatas na baliza adversária.

Não quero bater no ceguinho, mas... - mais uma vez, Alan Ruiz foi um jogador a menos. Tem, obviamente, a atenuante de ter sido colocado numa função diferente da que lhe é habitual, mas a sua incapacidade em mexer no jogo foi geral e não se limitou aos momentos em que era o elemento mais adiantado. Mais uma oportunidade perdida e, sinceramente, não consigo compreender como é que é chamado a jogo havendo Podence, Dala, ou mesmo Rafael Leão.



O Sporting terminou a sua participação na edição deste ano da Liga dos Campeões, alcançando um terceiro lugar e a passagem para a Liga Europa. Foi um percurso bastante positivo, que começou com um apuramento categórico em Bucareste, incluiu duas vitórias confortáveis ao Olympiacos e boas exibições contra Barcelona e Juventus, duas das melhores equipas europeias. Mas tão ou mais importante que isso, foi a capacidade que o grupo de trabalho demonstrou nas mudanças de chip entre a Liga dos Campeões e as competições internas, ao contrário do que aconteceu noutras épocas. Que se termine este primeiro ciclo europeu em beleza com uma vitória no Bessa.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O guardião do 2º poste

Piccini não teve uma tarefa fácil em afirmar-se junto dos adeptos do Sporting, devido à desconfiança que se gerou no momento da sua contratação, face ao seu perfil e aos números que apresentou na última época. Eu era um daqueles que não acreditava que pudesse ser um jogador útil para o Sporting.

Ofensivamente, Piccini continua, na minha opinião, a não dar aquilo que o Sporting precisa contra defesas mais fechadas. No entanto, tenho de dar a mão à palmatória: defensivamente, tem sido um gigante. Ontem, Piccini teve uma intervenção decisiva que começa a ser a sua imagem de marca: fechar ao meio quando um cruzamento é realizado para o 2º poste.

O vídeo seguinte tem duas intervenções suas: a primeira, impedindo que a bola chegasse ao adversário num livre batido para o segundo poste; a segunda, num contra-ataque, em que a bola atravessa a área e consegue, graças a um posicionamento e timing perfeito, impedir que Bruno Moreira finalizasse e empatasse a partida. Chamo a vossa atenção para a repetição deste segundo lance, onde se pode ver como Piccini controla, por duas vezes, o local onde estava o adversário. Defender em função da bola, mas também do adversário direto - algo que parece tão básico mas que, no entanto, muitos laterais não são capazes de fazer.



O sucesso também se alcança através das quase-oportunidades

Após o empate do Porto na Vila das Aves e em véspera de um clássico Porto - Benfica, o jogo de ontem em Paços de Ferreira era um daqueles que o Sporting, simplesmente, não se podia dar ao luxo de não ganhar. O problema é que da necessidade à concretização vai alguma distância, sendo que, quando se joga na Mata Real, essa distância não costuma ser curta. O Paços não desiludiu e foi o adversário chato (no sentido de complicado) que costuma ser sempre que nos recebe, mas contra isso o Sporting soube mudar o chip da Liga dos Campeões e ser, desde o primeiro minuto, a equipa pragmática e concentrada que precisava de ser para sair de lá com os três pontos.




Vitória sem espinhas - o Sporting voltou para Lisboa com os três pontos porque fez em campo por merecê-los. O golo de Battaglia surge de uma jogada atabalhoada... mas totalmente legal, porque Bas Dost está atrás da linha da bola no momento em que o argentino faz o primeiro remate à baliza. Lamentável a postura dos comentadores de serviço da Sport TV ao dizerem de imediato que Dost estava adiantado - eles que, normalmente, costumam ser tão reticentes em apontar falhas da arbitragem -, quando as imagens, mesmo não sendo captadas do melhor ângulo possível, eram suficientemente esclarecedoras para comprovar a legalidade do lance. E depois, o golo de Gelson, a cruzamento de Fábio Coentrão é uma obra prima que acho que não terá o reconhecimento que merece. O trabalho a retirar o adversário do caminho antes do remate é absolutamente delicioso. Golos à parte, o Sporting também dispôs de bastantes mais oportunidades para marcar do que o Paços de Ferreira. A nota artística pode não ter sido muito elevada, mas a justiça da vitória do Sporting não pode ser beliscada de maneira alguma.

Savoir-faire na defesa, ou como o sucesso também se alcança através das quase-oportunidades - o normal, num jogo de futebol que oponha o Sporting a um adversário do nível do Paços de Ferreira no seu reduto, é que o Sporting tenha sempre mais oportunidades para marcar, independentemente de estar a atravessar uma época mais ou menos positiva. No entanto, em demasiadas ocasiões, o Sporting acabou por perder pontos graças a lances idênticos a vários que, por pouco, não aconteceram ontem. Vou tentar explicar-me melhor: o Paços teve três oportunidades para marcar em todo o jogo (uma das quais deu golo), mas teve umas três ou quatro quase-oportunidades que, noutros anos, teriam sido oportunidades de corpo inteiro e, com um elevado índice de probabilidade, poderiam mesmo parar apenas no interior da baliza de Rui Patrício. No entanto, ontem não passaram de quase-oportunidades porque temos uma linha defensiva extremamente competente a limpar vários tipos de lances complicados: é ver como Piccini e Coentrão fecham ao centro quando os cruzamentos/passes são feitos para o segundo poste, e como Mathieu (ontem Coates esteve abaixo do que é habitual) se transforma num muro quando um adversário entra na área com a bola controlada. Ações destas acabam por passar mais despercebidas do que os golos marcados, mas também têm valido muitos pontos esta época. São coisas que não costumam entrar nas estatísticas, mas que ontem, seguramente, nos garantiram a vitória.

Regressos - Acuña regressou à titularidade e fez um jogo regular, acabando por ser substituído perto da hora de jogo - suponho que a alteração já estaria planeada à partida, para não sobrecarregar o atleta. Bryan Ruiz também regressou, aumentando o lote de opções - e como o Sporting tanto precisava... - no banco. Não sei se este seria o momento mais adequado para o lançar: colocar um jogador que já não competia há 6 meses num jogo destes, com o resultado em aberto (o resultado estava ainda em 1-0), pode ter implicado alguns riscos que, felizmente, não se concretizaram.



O golo sofrido da praxe - no último mês e meio, o Sporting disputou 9 jogos. Em 6 jogos desses, sofreu pelo menos um golo nos últimos 5 minutos da partida. Uma estatística estranha de uma defesa que já demonstrou ser muito segura, mas que há-de ter alguma explicação lógica. Descompressão prematura? Desgaste físico? Azar? All of the above? Já vai sendo tempo de descobrir o motivo.



A jornada era complicada mas acabou por ser extremamente positiva: recuperámos 2 pontos em relação à liderança, com uma forte possibilidade de voltar a ganhar pontos a pelo menos um dos adversários diretos na próxima jornada. Mas primeiro há que não facilitar contra o Belenenses.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Na luta até ao fim

Se houver uma nota artística aplicada ao pragmatismo de uma exibição, então penso que se pode dizer que o Sporting atingiu praticamente a perfeição no jogo de ontem contra o Olympiacos. Jogo completamente controlado do início ao fim, capacidade para criar várias ocasiões de golo sem oferecer aos gregos espaço para contra-atacar, e bom nível de eficácia no momento de meter a bola na baliza. Um desnível acentuado que ajudou a recordar que o domínio registado no jogo da Grécia - numa altura em que tínhamos o melhor onze disponível - não foi nenhum acidente, e que consolida um percurso europeu que, mesmo se não acabar como todos desejamos, tem de ser considerado muito positivo.




Na luta, a um jogo do fim - quando o sorteio agrupou o Sporting com estes três adversários, terão sido muito poucos aqueles que imaginavam que seria possível estarmos a disputar a passagem à fase seguinte no arranque da última jornada. Será muito díficil chegar ao 2º lugar? Certamente que sim, mas olhando para o que tem sido a qualidade de jogo das várias equipas neste grupo, não é de todo impossível. Defrontaremos um Barcelona já com o 1º lugar assegurado que terá margem para rodar a equipa, e os italianos vão a um estádio sempre complicado - onde o próprio Barcelona não passou. Resta saber qual a carne que os gregos colocarão no assador, tendo o seu destino europeu já definido. Mas, seja qual for o desfecho das partidas que restam, nada pode apagar uma participação muito meritória de um clube que, após alguns anos traumáticos, se voltou a habituar a jogar de igual para igual com qualquer equipa da Europa.

Killer Dost - o holandês estreou-se a marcar na fase de grupos da Liga dos Campeões (já tinha marcado um golo em Bucareste), respondendo da melhor forma à oportunidade falhada no início da partida. Está de regresso à sua melhor forma, voltando aos registos assombrosos de eficácia finalizadora. Se continuar assim, estaremos muito mais perto de vencer os jogos que se seguirão.

O regresso de alguns dos lesionados - ainda não foi desta que o Sporting conseguiu juntar o seu onze mais forte (Coates e Acuña, por motivos distintos, não puderam jogar), mas a presença de Mathieu, William, Piccini e Coentrão eleva a capacidade desta equipa para um outro nível: os laterais, mantendo a qualidade defensiva a que já nos habituaram, estiveram muito mais ativos na manobra ofensiva do que tem sido habitual, enquanto a presença de Mathieu e William acrescenta, por si só, uma segurança muito maior nas saídas para o ataque. Mas é justo referir que tanto André Pinto como Bruno César, os dois jogadores que renderam Coates e Acuña, estiveram também a um nível elevadíssimo.

Gestão de jogo perfeita - controlo total do ritmo de jogo, resultado resolvido relativamente cedo, e até deu para utilizar as substituições para poupar alguns dos jogadores regressados de lesões. O golo sofrido não belisca uma gestão de jogo perfeita.



Banco muito curto - felizmente não foi necessário, mas as alternativas que havia no banco não eram propriamente tranquilizadoras, na eventualidade de acontecer alguma lesão ou haver necessidade de promover alguma alteração tática. Apenas dois jogadores de cariz ofensivo, sendo que um deles pouco ou nada tem rendido, e, tirando Podence, o melhor que se pode dizer de todos os jogadores que estavam sentados no banco é que podem ser úteis em situações muito específicas. Se por acaso o jogo se complicasse, dificilmente seria resolvido através de substituições. Há trabalho para fazer na janela de transferências de janeiro.



Foi um jogo entretido que não provocou grandes sobressaltos ao tão massacrado coração do adepto sportinguista, que deu mais três pontitos, mais um milhão e meio de euros para a nossa conta bancária (claro que haverá quem diga que é tudo para pagar à Doyen), e que coloca a Juventus em estado de alerta máximo para a última jornada. All in all, nada mau para uma noite de quarta-feira. Mas agora, como disse ontem um reputado treinador nacional, temos de pensar que há vida depois da Champions: é fundamental mudar o chip para o campeonato. Essa, sim, tem de ser encarada como a principal prioridade, agora e sempre.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Groundhog Day

Mais um jogo contra um tubarão europeu, mais uma exibição personalizada... e mais uma derrota tangencial. Como qualquer filme com demasiadas reposições, até podemos achar algum interesse no enredo, mas às tantas começamos a ficar fartos de ver a mesma história vezes sem conta. Real Madrid por duas vezes, Dortmund por duas vezes, Barcelona, e agora Juventus: seis jogos contra tubarões, sexta derrota por um golo de diferença.





De olhos nos olhos contra o vice-campeão europeu - qualquer análise que se faça ao jogo não pode ignorar o facto de a Juventus ser o atual vice-campeão europeu e o plantel riquíssimo de que dispõe. A meio da segunda parte, descontente com o decurso do jogo, Allegri mete em campo Douglas Costa e Matuidi, o que é um bom indicador da diferença de recursos existente entre as duas equipas. Não se pode apontar nada à estratégia montada por Jesus, que teve a virtude de anular muitos dos pontos fortes de um adversário de top mundial. Infelizmente, voltou a faltar um bocadinho assim, à Danoninho, mas seria injusto ignorar tudo o que foi bem feito.

Bruno Fernandes - a estratégia montada por Jesus tem o problema de exigir muito dos jogadores de características ofensivas: Acuña, Gelson e Bruno Fernandes têm um papel importantíssimo no apoio defensivo, os laterais pouco sobem, o que significava que, no momento de construção, os portadores da bola tivessem sempre poucas opções para desenvolver lances ofensivos. Para piorar, ainda não foi desta que Acuña, Gelson e Dost subiram de rendimento em relação ao que tem sido norma nos últimos jogos. No meio de todos estes constrangimentos, Bruno Fernandes foi o único que foi conseguindo inventar alguma coisa com a bola nos pés. Bom jogo.

Concentração da linha defensiva - Piccini, Coates, Mathieu e Coentrão tiveram muito trabalho e, tirando um outro lapso, foram resolvendo bem todos os problemas colocados pela Juventus. De referir também que Patrício defendeu tudo o que tinha defesa, e que Battaglia fez um grande trabalho a secar Dybala.



Groundhog Day - esta mania recorrente de perder jogos contra os todo-poderosos do futebol europeu faz lembrar a maldição de Bill Murray no filme mencionado no início deste parágrafo. Cada vez que acordava, Murray era obrigado a reviver o mesmo dia - e foi assim que me senti no momento em que o Sporting sofreu no 2º golo. Sim, compreendo a dificuldade que adversários deste nível representam, compreendo que há mérito na forma como temos discutido os jogos... mas começa a cansar sair sempre derrotado. Analisando cada partida isoladamente, não podemos apontar grandes críticas à equipa, mas, olhando para o conjunto, é cada vez mais complicado ver um lado positivo em exibições que redundam constantemente em derrotas tangenciais.

Um problema nada lateral - durante o jogo, foram vários os cruzamentos da Juventus atirados para o segundo poste. Piccini e Coentrão, com maior ou menor dificuldade, foram resolvendo. Cedendo canto, ganhando a posição e deixando a bola seguir na direção da bandeirola de canto ou da linha de fundo, ou aliviando para fora da área. Saiu Coentrão, entrou Jonathan... e sofremos o segundo golo com um cruzamento para o segundo poste. O segundo golo sofrido na Grécia também foi sofrido com um cruzamento para o segundo poste, com o mesmo Jonathan. Mandzukic é mais alto? É. Mas bastaria a Jonathan antecipar o que iria acontecer e preparar-se para saltar na direção da bola em vez de ficar a aguardar com as pernas rígidas e os pés pregados ao chão - ou seja, aquilo que Piccini e Coentrão já mostraram saber fazer quando confrontados com situações de jogo idênticas. O rapaz faz o melhor que sabe, mas está mais que visto que aquilo que sabe não é suficiente para este nível.

Pormenores que custam pontos - seria injusto, no entanto, não referir a falta desnecessária de Battaglia que originou o livre que Pjanic converteria no primeiro golo italiano. O argentino fez um bom jogo, mas a equipa pagou caro por esta má abordagem.

As substituições - compreendo o que Jesus quis fazer, mas, infelizmente, a substituição de Gelson por Palhinha não surtiu o efeito que o treinador pretendia. A altura do jogo em que Jesus decide mudar a equipa coincide com a fase da partida em que se estava a conseguir manter a bola no meio-campo italiano como nunca tinha acontecido até então. Gelson estava a jogar mal, sem conseguir criar desequilíbrios, mas pelo menos estava a conseguir segurar a bola e fazê-la circular sob pressão - coisa que se perdeu após a sua saída. A Juventus voltou a empurrar o Sporting para junto da sua baliza, e o resto é história. Quanto à troca de Coentrão por Jonathan, conhecemos as limitações físicas do primeiro e as limitações técnico-táticas do segundo. Vamos ter de viver com isto até ao final da época, resta saber quantos pontos nos custará até lá.



Já passámos a fase das vitórias morais por dar luta a equipas deste nível, e está mais que na altura de dar o passo seguinte. De qualquer forma, é apenas a Champions. Muito mais importante é saber mudar o chip para o nosso campeonato, onde não há qualquer margem ou tolerância para perder pontos.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Delícia de jogada

Viram com atenção o 5º golo do Sporting em Guimarães? Tudo começa num lançamento de Piccini, junto à nossa área, para Rui Patrício. Depois a bola passa por Jonathan, Gelson, Bruno Fernandes, Jonathan, Gelson, Adrien, Iuri e, por fim, Adrien. Que delícia de jogada.










segunda-feira, 15 de maio de 2017

Espero que saibam o que estão a fazer


Acho muito bem que se comece a preparar a próxima época o quanto antes, mas os primeiros sinais sobre o perfil dos jogadores que estão a ser dados como prováveis aquisições não são propriamente animadores. 

Ao que parece, estamos prestes a contratar um lateral direito de quase 1m90, rápido, de vocação ofensiva... mas que cruza mal. Ou seja, um jogador que, à primeira vista, tem características semelhantes às de Schelotto. Não sou daqueles que diaboliza o italo-argentino, mas tenho muitas dúvidas sobre se será ajuizado gastar 3 milhões de euros por alguém que tem características idênticas às de um jogador que já cá temos, e que não tem aquela qualidade que deveria ser obrigatória para qualquer lateral que venha: o cruzamento. Com 24 anos, nem terá um potencial de desenvolvimento enorme, nem é um valor consagrado. 3 milhões não são trocos, e em Sevilha os adeptos do Bétis vão fazendo a festa por esta excelente (no seu ponto de vista) transferência - o que não costuma ser um bom sinal.

André Pinto foi um negócio de ocasião, fruto da sua situação contratual com o Braga. Acredito que possa ser útil ao plantel. Mas terá valor para ser titular de caras?

Quanto a Mattheus Oliveira, ao que se diz virá por um valor relativamente acessível. O brasileiro tem dado nas vistas no Estoril: é um jogador esquerdino, com um bom remate e boa técnica, polivalente, mas pouco intenso. À partida falamos de uma aposta de pouco risco, mas a questão que, legitimamente, os sportinguistas poderão colocar é se o brasileiro oferecerá efetivamente mais do que algumas alternativas existentes no plantel que ainda não tiveram oportunidades a sério, como Iuri Medeiros ou Francisco Geraldes.

Não me interpretem mal: acredito que devemos sempre dar o benefício da dúvida aos novos atletas. Um jogador que não rende num lado pode sempre render noutro (relembro o caso de Coates), porque há muitas variáveis que influenciam (positiva ou negativamente) o rendimento em cada uma das equipas por onde passa. Mas a política que (para já) parece estar a ser seguida não é a das contratações cirúrgicas que nos garantiram, nem sequer de jogadores com elevada probabilidade de virem a render aquilo de que precisamos. Não sei qual será o orçamento para transferências para este defeso, mas confirmando-se estes três jogadores pelas verbas referidas, já estaremos com 5 milhões gastos entre valores de transferências, comissões e prémios de assinatura.

Vamos aguardar para ver o que valem, mas espero que o nosso departamento de futebol saiba o que está a fazer.