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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Um discípulo de Paulo Fonseca?

                                                                                                                       

E nasceu ele no Barreiro...

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Balanço de 2013/14: Paulo Fonseca

                                                                                                                                       
É difícil encontrar pontos positivos na passagem de Paulo Fonseca pelo Porto.

A verdade é que o Porto começou a época de forma fortíssima. Para além de uma vitória indiscutível na Supertaça, o Porto conseguiu chegar à 8ª jornada com 7 vitórias e 1 empate. Mas uma semana de pesadelo que começou com um empate caseiro com o Nacional (9ª J), passando pelo empate com o Austria Viena e consequente afastamento da Champions, e terminando com a derrota em Coimbra, abalou os índices de confiança da equipa e acendeu um rastilho de contestação por parte dos adeptos que só terminou com o afastamento do técnico três meses depois.

O curioso é que não se pode apontar diretamente o dedo ao treinador pelos insucessos até à tal semana fatídica no final de novembro. O empate em Belém surgiu por um erro infantil de Mangala. O empate com o Nacional aconteceu devido a uma perda de bola de Otamendi e à apatia do resto da defesa a reagir. A eliminação da Liga dos Campeões foi particularmente cruel, após um recorde de bolas que foram ao ferro das balizas adversárias ao longo da competição e várias derrotas ao cair do pano (incluindo num jogo heroico em casa contra o Zenit, com menos um jogador durante 80 minutos). Finalmente, a derrota com a Académica, com Danilo a falhar um penálti (inexistente) a poucos minutos do fim.

Fonseca recebeu da direção um plantel desequilibrado e em que alguns dos principais jogadores não esconderam vontade de sair, e isso não lhe facilitou a tarefa à medida em que os jogos se acumulavam e o desgaste ia aparecendo em determinados jogadores. Mas também é verdade que o treinador pareceu não saber aproveitar o que tinha à disposição. Herrera não foi utilizado de forma consistente nos primeiros meses, Lucho não se adaptou à posição mais adiantada em campo, Ghilas só era aposta a 5 minutos do fim mesmo que o jogo exigisse um jogador com as suas características.

Paulo Fonseca não estava preparado para um desafio desta dimensão, e um dos fatores que apressou a sua caída em desgraça foi não ter sabido lidar com a pressão. Isso foi ficando cada vez mais evidente à medida que os insucessos foram aparecendo, e acabou por se tornar constrangedores a partir do momento em que todos viam (incluindo o próprio) que a sua saída era inevitável.

Justiça lhe seja feita: em momento algum pareceu agarrado ao lugar.


sábado, 10 de maio de 2014

Capas que não fizeram história, nº 33: Nostradamoutinho

                                                                                                                                  
É certo e sabido que para cada baixa, para cada insucesso, para cada percalço no caminho do Porto, o jornal O Jogo arranja logo uma estatística genial ou um testemunho de peso que aprove ou suporte aquilo que se vai fazendo no ex-campeão nacional.

No verão passado, o Porto vendeu James e Moutinho ao Mónaco num negócio conjunto que haveria de ser o rastilho para o corte de relações com o Sporting. Tratando-se de dois jogadores de grande importância no Porto, é natural que os adeptos vissem com apreensão a capacidade do clube em substitui-los -- principalmente Moutinho.

O Jogo, como é costume, tratou de acalmar o espírito dos portistas, e conseguiu uma opinião de peso sobre a questão da substituição de João Moutinho: a do próprio João Moutinho.

Junho de 2013 (obrigado @Lion_O_SCP!)

Moutinho afirmou que não se sentia insubstituível e apontou Castro como o seu sucessor. Todos sabemos como correu. Passados dois meses, o jovem médio das escolas do Porto foi despachado para a Turquia sem entretanto ter tido oportunidade de fazer um único jogo oficial pelo clube. A aventura turca acabaria por correr suficientemente bem para agora ter sido adquirido a título definitivo pelo Kasimpasa.

Mas as opiniões / previsões de Nostradamoutinho não se ficaram por aqui. Deu também o seu aval à contratação de Paulo Fonseca, descrevendo-o como um "grande treinador".

Olhando para o resto da primeira página desta edição, dá ideia que Moutinho acabou por agoirar os planos de praticamente todos os nomes referidos na capa. Patrício acabou por não se despedir dos colegas, Marcelo Boeck ficou mais um ano a preparar-se para ser nº 1, Costinha teve uma passagem desastrosa pelo Paços, Garay não foi vendido e Lisandro López é que acabou por ser despachado para Espanha, Miguel Lopes e o Bétis acabaram por não se entender, e Eduardo, para mal dos seus pecados, conseguiu desvincular-se do Génova e foi para o Braga onde teria uma época pouco feliz.

Fico com pena que O Jogo não tenha falado em Jorge Jesus nesta capa, mas por outro lado foi uma benção terem-se esquecido de falar de Leonardo Jardim.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

As perspetivas alucinadas de Carlos Machado

Pensava que já tinha lido de tudo.                                                                                                      
Creio que não há ninguém que tenha dúvidas que O Jogo é um jornal escrito por portistas, para portistas.

Uma das funções que o dito jornal tem levado mais a peito ao longo dos últimos meses é a de procurar mostrar o lado mais positivo da realidade portista. Fazem-no, por exemplo, publicando com grande destaque estatísticas irrelevantes, como o facto de Jackson poder igualar Messi ao marcar em n competições na mesma época, ou a quantidade de golos e assistências de Quaresma marcou desde que regressou, sem fazer referência à enorme ineficácia de um jogador que açambarcou o jogo ofensivo do Porto a partir de janeiro.

Percebo isso tudo: se não levantam a moral aos portistas, mais vale fecharem as portas porque ninguém vai querer comprar o jornal.

Mas outra coisa é quererem distorcer a realidade de forma a reconfortar as almas portistas mais atormentadas. Carlos Machado, chefe de redação de O Jogo, escreveu isto a propósito das escolhas de treinador que os presidentes de Porto e Sporting fizeram no princípio desta época:


Partindo das declarações de Paulo Fonseca, o jornalista chegou à conclusão que Pinto da Costa afinal não se enganou a escolhê-lo como treinador. O timing é que lixou tudo. Bruno de Carvalho, pelo contrário, enganou-se por ter escolhido um treinador demasiado bom.

Haja pachorra para isto.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Mudam-se os tempos, mudam-se as verdades

No passado sábado, Pinto da Costa fez declarações ao jornal O Jogo sobre o momento do clube e, em particular, sobre o rendimento recente de Quaresma.

in O Jogo

Lendo isto, subentende-se que foi mais uma vez o instinto visionário de Pinto da Costa que proporcionou ao Porto um reforço de enorme qualidade. Quando Quaresma fez saber que estava interessado em regressar, Pinto da Costa não hesitou e criou condições para que o jogador voltasse ao clube assim que possível, pois pensava que seria uma mais-valia, ao contrário de outros que colocavam dúvidas.

Lembrei-me imediatamente de outras declarações do presidente portista sobre a contratação de Quaresma, feitas no dia 1 de janeiro deste ano. Curiosamente ou talvez não, as afirmações de Pinto da Costa foram feitas num tom bem mais lacónico do que agora:

in maisfutebol.pt

Na altura eram efetivamente muitas as dúvidas sobre a capacidade de Quaresma conseguir recuperar os níveis competitivos do passado. Essas dúvidas eram legítimas, pois Quaresma estava sem competir ao mais alto nível há anos, com uma lesão grave pelo meio, sendo partilhadas de uma forma generalizada por jornalistas, adeptos portistas, e adeptos de outros clubes. 

Ao virar do ano, não só Pinto da Costa não colocou as mãos no fogo por Quaresma -- as declarações que fez são claramente no sentido de baixar as expetativas -- como empurrou a responsabilidade da contratação para Paulo Fonseca, não fosse a contratação correr mal.

E não me venham dizer que a confiança real que Pinto da Costa teria no jogador poderia ser superior à que demonstrou nas suas declarações. Seria a primeira vez no dirigismo desportivo que um presidente deixaria de aproveitar uma contratação de um jogador em quem acredita para tentar elevar o moral dos adeptos.

Mudam-se os tempos, mudam-se as verdades.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Capas que não fizeram história, nº 21: Prego ao fundo

Hoje uma edição especial, em dose dupla:

Agosto de 2013

O Porto arrancou mesmo de prego a fundo. Vitória na supertaça e ao fim de algumas jornadas já tinha 5 pontos de avanço sobre os perseguidores. Mas isso eram outros tempos: nessa altura até "o portista doente" Licá deslumbrava.

Os problemas apareceram depois, e passámos de uma situação de prego a fundo para outra de prego ao fundo. Neste caso entenda-se por prego a carreira de Paulo Fonseca.

Julho de 2013

Fonseca prometeu espetáculo e cumpriu. Os melhores momentos da temporada até agora foram proporcionados pelo Porto, mas é necessário referir que os méritos do treinador foram perfeitamente secundários.

Por exemplo, após a derrota com o Estoril, quando Pinto da Costa, Rui Cerqueira, Adelino Caldeira, Antero Henrique, seguranças privados do Porto e jogadores munidos de carros de alta cilindrada proporcionaram-nos momentos inesquecíveis à saída da porta do estádio.

Ou mais recentemente Pinto da Costa a antecipar o carnaval e mascarar-se de Helton durante os festejos após o inesquecível empate com o poderoso Eintracht Frankfurt. 

Ou ainda os gestos indignados de Helton, ao ver-se pendurado pelo resto da equipa quando foi pedir desculpa aos adeptos no final do jogo com o Guimarães, bem secundado pelos passos marcha militar de Quaresma enquanto saía do relvado.

E para terminar, Pinto da Costa voltando aos tempos de juventude ao mascarar-se qual John Travolta no Grease. Faltou-lhe apenas a peruca com brilhantina para ficar perfeito. Também podia ter pedido a Carolina Salgado para estar presente para ser a sua Olivia Newton-John.

Promessa feita, promessa cumprida.

O dia estava a correr tão bem...

... e agora vem uma notícia destas?

in record.pt

Paulo Fonseca vai ser substituído por Luís Castro, o treinador da equipa B. Não é a solução ideal para o Porto, mas parece-me que nesta fase, e atendendo ao estado anímico da equipa, seria impossível conseguir alguém melhor. Nenhum treinador com créditos minimamente firmados e com alguma ambição aceitaria entrar nesta altura e nestas condições.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Ontem fui do Porto desde pequenino

Fiquei muito satisfeito com o resultado do Porto ontem. Genuinamente satisfeito. 

Relaxem, não fui tomado por qualquer sentimento patriota que leva muitos a torcer por todos os portugueses em prova. Se fosse esse o critério, seria obrigado a torcer pelo Valência, a equipa em prova com mais habituais titulares portugueses. Nem tão pouco foi pelos pontos que o Porto poderá amealhar para o ranking de países da UEFA. 

Torci pelo apuramento do Porto porque assim seguir-se-ão dois jogos muito exigentes contra o Nápoles, que irão puxar ainda mais pelo físico de jogadores chave que já andam bastante desgastados, como Danilo, Alex Sandro, Fernando e mesmo Jackson. Tirando o duo do meio-campo que joga à frente (ou ao lado) de Fernando, e do companheiro de Mangala no centro da defesa, têm sido sempre os mesmos a alinharem de início, seja no campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga ou nas competições europeias. 

O calendário do Porto em Março é o seguinte:

Fonte: zerozero.pt

Será um mês com jogos consecutivos ao fim-de-semana e a meio da semana em que o Porto não poderá poupar ninguém, com a agravante de, ao jogar para a Liga Europa, ter um tempo muito reduzido de descanso para o jogo seguinte no campeonato. Só há um buraco no calendário sem jogos, entre 2 e 9 de Março, porque irão haver jogos das seleções. Jackson lá terá que fazer mais um passeio transatlântico para jogar no dia 5 contra a Tunísia.

Mas não foi só por isso que fiquei satisfeito pelo apuramento do Porto. Para além do desgaste, há também o importante bónus de Paulo Fonseca ganhar algum tempo para respirar. Pelo menos até domingo.

Em relação ao Benfica o apuramento foi mais que natural. Jesus fez contra o PAOK uma rotação inteligente nas posições dos jogadores mais utilizados do meio-campo e ataque, mas duvido que faça o mesmo contra o Tottenham. Não só Jesus já mudou o discurso em relação aos objetivos da Liga Europa (já fala na final) e não acredito que não caia na tentação de meter a carne toda no assador. Não só vai jogar num grande palco (e todos sabemos como Jesus anseia por grandes palcos), como o nível do adversário exigirá o melhor que o Benfica pode apresentar.

No dia 13 descobriremos se o campeonato é realmente a primeira prioridade do Benfica ou se, como no ano passado, o objetivo será mesmo ganhar tudo. Tenho a sensação que daqui para a frente, Jesus só poupará na Taça da Liga. Nos outros jogos, tirando uma ou outra mudança pontual, serão sempre os mesmos a jogar. Espero que com o mesmo resultado final dos anos anteriores.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Mais depressa se apanha um Paulo Fonseca que um coxo

Muito bem a TVI24 a destacar esta inconsistência no discurso de Paulo Fonseca. Não estou a ver a RTP a atrever-se a fazer o mesmo.


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Pinto da Costa falou nisto na entrevista ao Porto Canal?




É certo que o jogo do Porto B com o Penafiel foi apenas no domingo, e Pinto da Costa na altura da entrevista não poderia adivinhar quem iria jogar nem que Reyes iria estar diretamente ligado à derrota. Mas não é sobre essa derrota que quero falar. O que me parece importante é o facto de Reyes e Herrera, que em conjunto custaram perto de €20M, continuarem encostados na equipa B, 7 meses após o início da época, e estarem a ser até ao momento os maiores flops do campeonato.

Aliás, olhando para os reforços desta época, que foram Reyes, Herrera, Licá, Carlos Eduardo, Ricardo, Tiago Rodrigues, Bolat, Quintero, Josué e Ghilas, que em conjunto custaram à volta de €30M, não há um que já se tenha conseguido impor de forma indiscutível na equipa principal.

Quando Pinto da Costa veio confirmar a confiança total em Paulo Fonseca e apontar os erros de arbitragem como responsáveis pelo atraso na tabela classificativa, não faz mais do que desviar as atenções do principal fator que contribui para uma época abaixo das expetativas iniciais, que é o fracasso do reforço do plantel. E quem é o responsável por isso? Certamente que não é o treinador.

Aliás, não creio que alguém esperasse que Pinto da Costa fizesse outra coisa que não fosse apoiar inequivocamente o treinador. É que o treinador foi escolhido por ele, e admitir o fracasso de Paulo Fonseca seria admitir o fracasso do próprio Pinto da Costa. E os dirigentes como Pinto da Costa não gostam de deixar transparecer as suas fragilidades para o exterior. Nos filmes dos mafiosos, quem deixa transparecer fragilidades costuma acabar dentro de uma cova.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Atestado de incompetência

É normal ouvir nos dias que correm os treinadores a salientarem a importância do processo de treino e do trabalho diário feito com os jogadores.

Parece-me algo que faz sentido. O treino permite aperfeiçoar o comportamento de um jogador dentro de campo, seja em função do adversário, seja em função das decisões tomadas pelos companheiros de equipa.

Muito deste trabalho é feito na pré-época, mas também com a época em andamento, sempre que a carga de jogos semanal assim o permitir.

É por isso que não compreendo muito bem o motivo pelo qual muitos jogadores adquiridos no mercado de inverno são lançados de imediato pelos treinadores.

Aceita-se se estivermos a falar de um jogador com ritmo de jogo e com uma qualidade muito superior à das outras alternativas que já existiam no plantel. No entanto, é raro que em Janeiro os clubes portugueses se consigam reforçar com jogadores dessa qualidade.

Lembro-me, no Sporting, de ver Renato Neto ser lançado por Domingos a 7 de Janeiro contra o Porto, poucos dias depois de ter regressado do empréstimo ao Cercle, ou de Cristiano, que 4 dias depois de ser apresentado como reforço já era utilizado para o campeonato por Paulo Sérgio no jogo em que Liedson se despediu. Curiosamente nem Renato Neto nem Cristiano jogariam muito mais vezes pelo Sporting.

Como é evidente, este comportamento não é exclusivo do Sporting. Paulo Fonseca chegou a convocar Quaresma para a Taça e afirmou que o sentia em condições de dar o seu contributo ao Porto. Num jogo com o Atlético até me parece razoável que Quaresma fosse utilizado, mesmo atendendo que não fazia um treino de conjunto há mais de 6 meses. É um jogo teoricamente fácil e que pode ser aproveitado para dar ritmo competitivo ao jogador.

Por questões burocráticas o jogador não pôde ser utilizado, e não foi possível avaliar o estado de Quaresma em competição. Será que Paulo Fonseca o irá utilizar com o Benfica? Se sim, estará a passar um atestado de incompetência aos jogadores que deixar de fora.

Considerar que jogadores como Licá, Quintero, Ricardo, Kelvin ou Josué, após meses de treinos a assimilar as ideias do treinador, estão menos aptos para contribuir para o sucesso do Porto do que um jogador que há 3 anos que não joga ao mais alto nível e que só fez meia dúzia de treinos desde que chegou ao clube, deve ser uma realidade particularmente dura de suportar para quem ficar de fora.

E, na verdade, também não abona muito a favor do treinador que os orienta há meses, mas que mesmo assim toma a decisão de pôr em campo num jogo importantíssimo um jogador que mal conhece.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Miguel Sousa Tavares e uma estranha forma de torcida

Miguel Sousa Tavares perdeu a paciência. Na crónica de ontem no jornal A Bola, decidiu pôr de lado a tese de que Silvestre Varela é a raíz de todos os males que impede o Porto de jogar um futebol atrativo, e decidiu disparar em todas as direções.

Criticou a direção do Porto pela política de contratações dos últimos anos, por comprarem passes de jogadores sobre-avaliados que depois não rendem em conformidade, e as negociatas das comissões em que o clube está constantemente envolvido.

Criticou Pinto da Costa por insistir em contratar treinadores sem currículo, ao procurar sem êxito duplicar o caso de sucesso que foi André Villas-Boas.

Criticou Vítor Pereira e Paulo Fonseca por não apostarem, por medo ou por incompetência, em Atsu, Iturbe, Kelvin e Quintero, insistindo num modelo de jogo pouco atrativo que afasta o público dos estádios.

Criticou Paulo Fonseca pela confusão tática que implantou no Porto.

Criticou Defour e Varela por serem Defour e Varela.

É a opinião de um homem que sabe que vende por ser polémico. Em alguns pontos concordo, noutros discordo. No entanto, a frase que se destacou de toda a crónica foi a seguinte:

"O pior de tudo é chegarmos a um ponto onde os adeptos acabam a desejar que as coisas corram mal para que o treinador se vá embora."

Não posso falar pela generalidade dos adeptos do futebol, mas tenho sérias dúvidas que alguém que goste verdadeiramente de um clube possa alguma vez torcer por uma derrota só para que o treinador possa ser despedido.

É um tipo de raciocínio completamente retorcido, digno das lendas que relatam que garrafas de champagne foram abertas na sequência da derrota da seleção na final do Euro 2004.

É certo que a forma como a frase foi escrita não indica diretamente que Miguel Sousa Tavares deseja que o Porto perca para que Paulo Fonseca seja despedido o quanto antes. No entanto, atendendo à forma selvagem como o cronista perseguiu Vítor Pereira durante dois anos, repetida agora com Paulo Fonseca, parece-me que estamos perante um homem que deseja, acima de qualquer outra coisa, provar ao mundo que tem razão. 

Por isso não me custa imaginar que Miguel Sousa Tavares, quando assistir na noite de sábado ao Porto - Braga, comodamente sentado na sua poltrona, exausto após um dia bem passado na caça à perdiz, reconfortado pelo crepitar aconchegante da sua lareira, conseguirá reunir a energia suficiente para levantar a mão que segura o charuto para festejar os golos marcados pelos minhotos na baliza de Helton.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A queda de dois mitos

"Os dirigentes do FC Porto pensam pela sua cabeça e trabalham de dentro para fora e não de fora para dentro." - Adelino Caldeira, a 13/06/2008

"Contra todas as lendas e verdades estabelecidas, eu acho os adeptos do Dragão notáveis - de longe, os melhores do futebol português. Gostam de bom futebol e não de ganhar, apenas e de qualquer maneira" - Miguel Sousa Tavares, em A Bola, a 29/10/2013

O Porto é dirigido de dentro para fora. O público do Dragão é de longe o melhor do país. De uma assentada, estes dois dogmas, repetidos até à exaustão pelos dirigentes e adeptos do Porto, caíram com estrondo no chão após a derrota de sábado com a Académica.

in jn.pt

Clube dirigido de dentro para fora

Após a derrota com a Académica, o autocarro que transportava os jogadores, treinadores e dirigentes do Porto foi recebida por cerca de 200 adeptos em fúria pela má prestação da equipa. Até aqui nada que não aconteça noutros clubes. O que é completamente bizarro é o facto de, pouco depois, Antero Henrique, Paulo Fonseca, Helton e Lucho terem estado a analisar o mau momento da equipa com quatro elementos dos Super Dragões.

Estamos a falar de uma claque que, no passado, foi protagonista de situações como esta...

in expresso.pt

... ou como estas.

in dn.pt

Ao terem direito à cortesia de uma reunião com treinador e jogadores, patrocinada pelo dirigente que está em 1º lugar na linha de sucessão à presidência do Porto, os Super Dragões demonstram mais uma vez que desempenham um papel que vai muito para além de uma simples claque de apoio a um clube.

Sempre pensei que uma estrutura de elite como a do Porto veria como prioritário dar o peito às balas pelo treinador e jogadores em frente aos adeptos. Seria natural que um dirigente se reunisse com as claques para assegurar que iriam ser tomadas medidas para inverter a situação. 

Mas ver um dirigente como Antero Henrique colocar treinador e jogadores frente a frente com representantes da claque que momentos antes os insultara furiosamente, não é de todo normal.

Se o Porto fosse dirigido de dentro para fora, como gostam de apregoar, uma reunião destas significaria que os Super Dragões fazem parte da estrutura, com todas as implicações que daí advêm.

No entanto, por não serem eleitos pelos sócios portistas, por não serem representativos da globalidade dos sócios e adeptos do clube, muitos dos quais certamente não se identificam com muitas das atitudes que a claque teve no passado, a realidade é que os Super Dragões não são parte da estrutura. Por isso cai por terra o argumento do "dentro para fora". Até os dirigentes do Porto são vulneráveis a pressões, e não foi preciso muito para denunciarem essa fraqueza -- bastou uma sequência anormalmente longa de maus resultados (para os padrões do Porto).

Outra coisa que esta reunião pode significar é que Antero Henrique já se está a mexer com vista a assegurar apoios importantes para umas eleições que poderão não estar muito distantes.


Os adeptos do Dragão gostam de bom futebol e não de ganhar

É fácil dizer uma coisa destas num clube que ganhou 9 dos últimos 11 campeonatos. É dos poucos clubes no mundo que se pode dar ao luxo de assobiar mesmo quando a equipa ganha. Como a vitória é tida como garantida, os adeptos portistas sentem-se à vontade para criticar quando outros aspetos não lhes agradam totalmente.

O que Miguel Sousa Tavares quis dizer com esta frase foi que no Dragão estão os verdadeiros apreciadores do futebol, gente conhecedora que sabe quando deve aplaudir e quando criticar.

É um absurdo. Se fossem tão conhecedores e sábios, os adeptos portistas (começando pelo próprio MST) deveriam conseguir reconhecer a competência de Vítor Pereira, que conseguiu um registo esmagador de uma única derrota em sessenta jogos para o campeonato. É certo que tinha um plantel superior ao deste ano, mas não é fácil conseguir manter um conjunto de jogadores com este nível de motivação numa competição que estão habituados a vencer.

Agora, com esta carreira de Paulo Fonseca, muitos já suspiram por Vítor Pereira. Isto é de adeptos conhecedores? E é pelo bom futebol que suspiram? Não, foi unânime que o Porto até jogou bem contra o Nacional. Os portistas têm saudades de Vítor Pereira pelas vitórias que não têm conseguido nas últimas semanas.

A nobreza de espírito do adepto portista, quando confrontado por uma sequência menos feliz de resultados, evapora-se. E revela um adepto tão primário como os dos outros rivais, que não suporta perder. Com uma agravante: os adeptos do Porto estão tão mal habituados, que nem se apercebem do ridículo que é fazer estas figuras quando a equipa está a apenas a 2 pontos do 1º lugar, com 19 jornadas por disputar.

O uso e abuso do slogan "Somos Porto" por parte dos adeptos portistas, como forma de exprimir superioridade sobre os outros clubes, não significa nada nas vitórias. Fiquem 5 anos sem ganhar e quero ver o que é que sobra.

sábado, 30 de novembro de 2013

Paulo Fonseca no olho do furacão

Manuel Queiroz, num espaço que tem no DN, fez uma crónica sobre a atual situação do Porto. Vou destacar as partes do texto que me parecem mais interessantes.

O FC Porto tentou Manuel Pellegrini (acabou por sair do Málaga para o Manchester City), pensou em Mano Menezes (havia uma fação forte a favor do brasileiro), falou com Marco Silva e decidiu-se por Paulo Fonseca para substituir Vítor Pereira no cargo de treinador.

Cinco meses depois, há assobios no Dragão. Por alguma razão que não se consegue explicar, havia uma defesa de betão que passou a sofrer golos quanto mais estúpidos melhor e um ataque que só mantém intensidade durante uma parte dos jogos - e geralmente menos de 45 minutos. E sobretudo perdeu dois jogos em casa para a Liga dos Campeões que tornam muito complicado chegar aos oitavos de final.

Paulo Fonseca está no olho do furacão, na minha opinião sobretudo porque não tem sabido gerir bem a equipa (substituições repetidas após os 80 minutos para tentar marcar um golo em catástrofe) e porque ficou sem Fucile e Izmailov para a Liga dos Campeões e nessa prova não inscreveu Kelvin e Carlos Eduardo (por causa do número de estrangeiros). E há, numa equipa que tenta jogar mais em contra-ataque, uma incongruência, que é ter emprestado Iturbe, que nesse tipo de jogo é dos mais fortes do plantel. 

As críticas que Manuel Queiroz espelham bem o sentimento da generalidade dos adeptos do Porto, que mostraram lenços brancos ao treinador no final do jogo com o Austria Viena, e despediram a equipa com uma enorme assobiadela.

Foto: abola.pt

Paulo Fonseca está de facto no olho do furacão, e a maior parte dos portistas parecem desejar que seja rapidamente arrastado pelo vento. Isto apesar de a equipa estar em primeiro lugar no campeonato e ter passado com distinção uma eliminatória complicada na Taça de Portugal.

Será que é justo o tratamento que os portistas estão a dar o seu treinador?

Já escrevi a minha opinião sobre o que é a cadeira de sonho para treinadores que chegam ao Porto com experiência reduzida. O que Pinto da Costa tem procurado, ao contratar profissionais com pouca experiência como Paulo Fonseca para dirigir a equipa de futebol, é alguém que seja competente no treino e que aceite sem contestação o plantel que lhe ponham à disposição. Capacidade de liderança não é necessária porque a "estrutura" se encarrega de pôr os jogadores na linha se for caso disso. 

A referência de Queiroz a Pellegrini e a Mano Menezes é um pouco estranha porque desde Carlos Alberto Silva o Porto não voltou a contratar um treinador estrangeiro de reputação mundial sem experiência de futebol português. Admito que possa ser verdade, mas não deixa de ser estranho.


A verdade é que Pinto da Costa acabou por apostar em Paulo Fonseca para a missão mais complicada que algum treinador no Porto teve desde 2004/05, quando o Porto ficou de repente sem Mourinho, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Carlos Alberto e Deco, e em que os que ficaram tinham uma enorme vontade de dar o salto para outros campeonatos. 

O Porto assinou com Paulo Fonseca a 10 de Junho. Nessa altura, já estavam contratados Reyes, Ricardo, Tiago Rodrigues e Carlos Eduardo. Até agora a sua utilização foi nula ou perto disso. Umas semanas depois de Fonseca entrar no clube o Porto contratou Herrera, Quintero e Ghilas para colmatar falhas óbvias do plantel, mas ninguém acredita que o treinador tenha tido um papel decisivo na escolha dos jogadores. De qualquer forma Herrera ainda não convenceu, Quintero promete ainda não está pronto para levar a equipa às costas, e Ghilas é o que se sabe.
 
O sucesso recente do Porto tem muito a ver com o facto de terem contado com jogadores como Hulk, Moutinho, Falcao e James. Jogadores de classe mundial que juntos podiam desfazer praticamente qualquer defesa que estivesse à sua frente. Só que esses jogadores foram saindo gradualmente, e a única contratação para os substituir que teve um rendimento imediato e à altura dos antecessores foi Jackson. Com o devido respeito, não se pode exigir a Licá, Varela, Ricardo, Ghilas, Carlos Eduardo ou Herrera que façam o mesmo que os jogadores que saíram a troco de dezenas de milhões de Euros.

É certo que no Porto a qualidade do treinador pode ser um fator secundário para o sucesso, mas não se pode dizer o mesmo da qualidade dos jogadores.

Quem devia estar no olho do furacão é a "estrutura" que escolheu Paulo Fonseca e que falhou na missão de lhe dar matéria-prima que permita manter a equipa dominadora que o Porto tem apresentado nos últimos 3 anos. Mas é estranho que sejam poucos os comentadores que, quando procuram responsáveis pela situação, se dêem ao trabalho de o fazer para além do treinador.

Quando Manuel Queiroz tenta justificar o fracasso na Liga dos Campeões pelo facto de Paulo Fonseca não contar com Fucile, Izmailov, Carlos Eduardo, Kelvin e Iturbe, só pode estar a brincar. Alguém acredita que fariam alguma diferença em relação aos que estão a jogar? A verdade é que com ou sem esses jogadores, o banco do Porto deixa muito a desejar. Se as opções fossem melhores, certamente que Paulo Fonseca optaria por fazer substituições mais cedo, em caso de necessidade.

Outra questão relevante é que sem extremos de qualidade indiscutível, o poder ofensivo do Porto recai demasiado sobre os laterais. Danilo e Alex Sandro são excelentes jogadores, mas são defesas. Para poderem causar desequilíbrios lá à frente, é evidente que aumentam as probabilidades de sobrarem desequilíbrios defensivos quando o adversário recupera a bola. E se os avançados adversários conseguem chegar com muito mais facilidade à área do Porto, é natural que os defesas cometam mais asneiras do que habituaram os seus adeptos no passado.

Paulo Fonseca tem obviamente que responder por algumas decisões discutíveis que tem tomado, mas na minha opinião os problemas do Porto devem-se essencialmente ao facto de ter um plantel desequilibrado e com défice de classe relativamente ao que nos habituou nos últimos anos.

Todos sabemos que os adeptos do Porto estarão eternamente gratos a Pinto da Costa e aos restantes dirigentes pelo que lhes deram a ganhar nas últimas décadas, mas isso não justifica que canalizem toda a insatisfação na direção de Paulo Fonseca, esquecendo-se ao mesmo tempo de pedir responsabilidades a quem realmente manda e toma as decisões que acabam por definir o sucesso ou insucesso de uma época. É que quando as coisas correm bem, é sempre a "estrutura" que fica com os louros.

P.S.: não estou com este texto a fazer comparações do plantel do Porto com o do Sporting ou o do Benfica; estou apenas a comparar o plantel do Porto 2013/14 com o das épocas anteriores.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Treinadores desorientados

Se há um campeonato em que o Sporting neste momento está bem à frente dos outros, é na qualidade do treinador.

Contrastando com a serenidade e competência que Leonardo Jardim vem demonstrando todas as semanas, vemos Paulo Fonseca e Jorge Jesus a darem sinais de um enorme stress.

Na última conferência de imprensa de lançamento do jogo com o Trofense, Paulo Fonseca foi questionado sobre a polémica da cuspidela de Josué. Ao dar a sua opinião, o treinador do Porto achou adequado falar do sucesso que Josué tem junto das miúdas.


Josué é casado e tem uma filha pequena que, segundo o próprio Paulo Fonseca (quando ainda era treinador do Paços), foram fundamentais para estabilizar um jogador que tinha tanto de talentoso como de conflituoso (ver aos 2m00s no vídeo abaixo).


Esperemos que a mulher de Josué tenha um elevado nível de auto-estima e de confiança no marido, para não se sentir melindrada nem começar a fazer a cabeça em água ao jogador do Porto. De qualquer forma, é mais um exemplo que mostra que Paulo Fonseca anda com a língua um bocado solta nas conferências de imprensa. Que não se prepara bem para perguntas mais incómodas já sabíamos. Resta saber se é falta de jeito ou se anda mais preocupado com outras coisas.

Aliás, se este Josué (que não acaba um jogo sem amarelo e que com um bocadinho de rigor já poderia ter sido expulso 2 vezes nesta época) é agora um jogador diferente, até tremo só de pensar como seria antes. Mas está aqui um ponto fraco que o Sporting pode explorar, se o adversário entra com jogadores instáveis para dentro do campo se calhar não é má ideia espicaçá-lo um pouco para ver no que dá.

Quanto a Jorge Jesus, no final do jogo com o Cinfães parecia andar à procura de alguns stewards ou polícias para dar umas palmadas. Afinal, havia muita tensão acumulada que precisava de descarregar. À falta de agentes da lei que se atravessassem no seu caminho, acabou por ter que se satisfazer com as costas de Harramiz (ver ao 1m28s).

sábado, 19 de outubro de 2013

Vamos aprender com os animais #3: Paulo Fonseca

Paulo Fonseca foi um dos dois treinadores que mais se destacaram no campeonato do ano passado. Ao levar o Paços de Ferreira a um histórico 3º lugar, Paulo Fonseca saltou para as luzes da ribalta, demonstrando uma personalidade interessante nos vários programas sobre futebol em que participou após o final da época, ainda antes de ser contratado pelo Porto.

No entanto, após ter passado a ser treinador do Porto, uma casa em que personalidades fortes não são vistas com bons olhos, Paulo Fonseca não resistiu ao novo ambiente e rapidamente se subjugou aos caprichos dos seus novos patrões.

Ao não resistir atacar o primeiro árbitro que o prejudicou, apenas dois minutos após ter saído do relvado da Amoreira, Paulo Fonseca demonstrou estar bem amestrado. Uma semana depois, após ter sido beneficiado de forma evidente, Paulo Fonseca escudou-se em desculpas esfarrapadas para não ter que comentar um assunto incómodo para as suas cores. A estrutura do Porto deve estar orgulhosa por ter feito um excelente trabalho de domesticação em tão pouco tempo.

Paulo Fonseca poderia seguir o exemplo deste urso, que numa sessão de formação dada por uma funcionária do departamento de comunicação da casa que lhe dá roupa e cama lavada, manteve a espinha bem direita e não deixou que lhe subjugassem o espírito selvagem que o define enquanto ser.


Em vez disso, o treinador do Porto transformou-se numa coisa mais deste género:


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Uma questão de resolução?

in tsf.pt


Na flash interview após o empate com o Estoril, Paulo Fonseca foi rápido a apontar o erro do penalty mal assinalado contra a sua equipa. Rapidez que não teve quando lhe pediram para comentar o penalty mal assinalado de Proença a seu favor contra o Guimarães. Aliás, quando confrontado mais tarde com esse lance, preferiu mencionar o golo em fora-de-jogo do Atlético de Madrid em pleno Dragão.

Agora, em relação à cuspidela de Josué, Fonseca diz que não conseguiu vê-la. Não posso censurá-lo porque eu também não consegui distinguir o projétil salivar nas imagens. Mas não posso concluir se a cuspidela existiu ou não, porque as imagens que vi eram do youtube e tinham uma resolução bastante fraca. Se tivesse visto imagens em 720p e em slow motion talvez fosse possível vislumbrar alguma coisa. Mas pronto, como não vi nem tenho acesso a imagens de qualidade tenho que aceitar como boa esta declaração de treinador do Porto.

Mas em relação aos outros lances polémicos, Paulo Fonseca parece ver o que lhe convém numa televisão de topo de gama e o que não lhe convém no stream com a qualidade mais ranhosa que consegue encontrar na internet.

Este incoerência de declarações sobre lances polémicos não é de todo inédito nos agentes do futebol português, mas o curto espaço de tempo em que Paulo Fonseca disparou acusações imediatas contra os árbitros que o prejudicaram e em que branqueou os casos que o beneficiaram tornam este caso particularmente ridículo e triste.

No fim de contas sabemos que não é uma questão de resolução de imagens. É mesmo uma questão de coluna, ou falta dela.