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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Incertezas no ataque

A ausência de Slimani no arranque da época e as declarações de Teo Gutierrez a meios de comunicação social sul-americanos lançaram a incerteza sobre a composição do plantel na posição de ponta-de-lança.

Em relação a Slimani, é preciso recordar que este é o segundo caso de indisciplina protagonizado pelo jogador no espaço de dois anos - em agosto de 2014 foi-lhe colocado um processo disciplinar que o afastou da duas primeiras jornadas da liga. Nada justifica este tipo de comportamento, mas a meu ver não será mais que uma forma do jogador expressar enfaticamente o seu desejo de sair e de tentar pressionar a direção do Sporting a facilitar a sua venda. 

A decisão em vender ou manter Slimani em Alvalade é complicada. Por um lado, é um jogador muito influente que será bastante complicado de substituir. Por outro, está num momento da carreira em que dificilmente valorizará mais (fez 28 anos no mês passado) e, ficando em Alvalade, não poderemos contar com o seu contributo durante todo o mês de janeiro, devido à sua provável participação na CAN 2017. Não existem cenários perfeitos, portanto.

Se tivesse que apostar, diria que Slimani regressará nos próximos dias e estará disponível para trabalhar em pleno - porque, ao fim e ao cabo, nada muda o facto de existir um contrato até 2020, o que coloca todo o poder negocial do lado do Sporting. O jogador sabe que também ele ficará a perder se persistir neste braço-de-ferro com o clube. Resta saber como reagirá Bruno de Carvalho a este atraso na apresentação.

Quanto a Teo, tem feito um bom trabalho na divulgação do seu forte desejo em regressar à América do Sul. Na época passada tivemos dois Teos: na primeira metade foi um elemento quase inútil - prejudicado, diga-se, por uma lesão que o impediu de estar a 100% -, mas após as férias prolongadas subiu bastante de rendimento, acabando por marcar 8 golos nos últimos 8 jogos. O jogador regressou a Portugal na semana passada em muito boas condições físicas, pelo que tenho esperanças que este seja o 2º Teo. Se for assim, talvez seja possível encontrar a pachorra suficiente para aturar este tipo de caprichos.

Em suma, comportamentos totalmente desnecessários que não ajudam em nada o ataque à nova época. Esperemos que ambas as questões se resolvam o mais rapidamente possível.

EDIT 12h38: Slimani chegou há cerca de uma hora a Lisboa, e deverá treinar na Academia com o resto da equipa já esta tarde.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

O grande desafio do defeso

Considerando que, este ano, os custos com pessoal do Sporting praticamente duplicaram em relação à época anterior, é muito pouco provável que a SAD esteja a equacionar um novo crescimento dos gastos com salários para 2016/17. Isto, no entanto, não quer dizer que não será possível reforçar a competitividade do plantel na próxima época: dependerá muito da capacidade que direção e equipa técnica tiverem de aplicar os recursos existentes de uma forma mais eficiente.

Segundo a edição de ontem do Record, a SAD quererá aliviar a folha salarial através da venda de jogadores que auferem vencimentos demasiado elevados para o rendimento desportivo que deram ao Sporting. Esses jogadores serão, mais concretamente, Naldo, Ewerton, Jefferson, Aquilani e Teo.

Ewerton e Jefferson são dois jogadores  de valia indiscutível, mas com problemas recorrentes de lesões que os tornam opções pouco fiáveis para as exigências de uma época inteira. A questão de Teo, Aquilani e Naldo é outra: são três dos atletas mais bem pagos do plantel e que, por isso, deveriam ter demonstrado uma influência superior na equipa ao longo da época.

A saída destes jogadores pode representar uma poupança em salários na ordem dos 10 milhões de euros. Ou seja, estamos a falar de mais de 20% dos gastos com pessoal num conjunto de jogadores que, com exceção de um, nem sequer são as primeiras opções para substituir os habituais titulares: Paulo Oliveira está à frente de Naldo e Ewerton na hierarquia dos centrais; Bruno César e Zeegelaar dividiram entre si praticamente todos os minutos da segunda volta na lateral esquerda; e Aquilani não foi opção na última jornada perante a ausência de Adrien, pois Jesus preferiu deslocar João Mário para o centro e colocar Gelson na direita.

O aumento de competitividade do plantel da próxima época dependerá, portanto, de dois fatores fundamentais. Por um lado, há que tentar evitar a saída dos jogadores mais influentes (que, na minha opinião, são Rui Patrício, Coates, William, Adrien, João Mário, Ruiz e Slimani) - o que, infelizmente, será difícil de conseguir a 100%, em função do mercado que os jogadores têm e das obrigações financeiras da SAD. Por outro, otimizar a utilização do orçamento existente. E, para isso, não bastará definir bem os elementos do plantel a dispensar: a parte mais difícil será não falhar na contratação de novos jogadores que efetivamente representem um aumento de qualidade em relação ao que tivemos esta época.

sábado, 21 de maio de 2016

Balanço de 2015/16: Avançados



Islam Slimani: ***          2014/15: ***     2013/14: **

O argelino atingiu um nível que seria impensável há dois anos. A prova viva de que a determinação e espírito de sacrifício podem compensar, em grande parte, as limitações técnicas com que se nasce. Acabou a época com 31 golos marcados, dos quais apenas 2 foram de penálti, e picou o pontou por 9 ocasiões a Benfica, Porto e Braga. Um ponta-de-lança que foi um pesadelo para todas as defesas que defrontou, independentemente de serem equipas de topo ou do fundo da tabela. Uma das grandes figuras do Sporting 2015/16. Provavelmente será transferido. Vai deixar saudades.


Teo Gutiérrez: *

Dois terços de época para esquecer, terminando, no entanto, em bom nível, ao marcar 8 golos nos últimos 8 jogos. Apesar dos 15 golos que marcou, a prestação de Teo foi, na minha opinião, insuficiente. Falamos de um jogador que, sendo o mais bem pago do plantel, esteve longe de corresponder às expetativas da sua contratação. Não só pelo que (não) jogou em grande parte da temporada, mas também por causa das rábulas da sua estadia prolongada na Colômbia e da pressão que fez para sair. Ainda agora a época acabou, e já há notícas de que Teo está a pedir para sair. Se for verdade, é fazer-lhe a vontade perante uma proposta minimamente interessante.



Fredy Montero: *          2014/15: **     2013/14: **

Ninguém nega que Montero tem uma capacidade técnica acima da média, mas fica complicado entregar um lugar no onze a um jogador tão pouco regular. Marcou 3 golos decisivos (Nacional, Braga e Académica) que valeram 3 importantes vitórias, mas foram bastante mais os jogos em que pouco acrescentou em campo. Considerando a sua situação no plantel e as necessidades financeiras do clube, compreende-se a sua venda.


Junya Tanaka: *          2014/15: *

Apesar de bom profissional e de ser um grande marcador de livres, o japonês não é jogador com nível suficiente para o Sporting. Não sendo bem ponta-de-lança, não sendo bem extremo, não sendo bem médio ofensivo, ficava complicado encaixá-lo onde quer que fosse.


Hernán Barcos: *

Provavelmente, a única contratação do mercado de inverno que não acrescentou nada ao plantel. Contra ele jogava o facto de estar há mais de dois meses sem competição. Jesus foi-lhe dando minutos de forma inconstante, mas nunca correspondeu. Ficaram mais na memória os lances em que se atrapalhou do que qualquer outra coisa que tenha feito com qualidade. Tenho muitas dúvidas que seja o jogador de que precisamos para substituir Slimani. Em função da conjuntura negativa em que chegou ao Sporting, talvez mereça a oportunidade de se mostrar na pré-época, mas não acredito que isso chegue a acontecer.


Bryan Ruiz: ***

Sobre Ruiz já escrevi tudo aqui (LINK). 


Carlos Mané: *          2014/15: **     2013/14: **

Não foi ainda a época de explosão de Mané, que poucas vezes conseguiu aproveitar as oportunidades que lhe foram dadas. É natural que, após 3 anos na equipa principal, se levantem dúvidas sobre se conseguirá alguma vez afirmar-se como solução de primeira linha para um clube com o Sporting. Considerando as notícias que davam interesse de clubes alemães na janela de transferências de inverno, o mais provável é que seja cedido. 


Gelson Martins: **          

A sua inclusão no grupo de trabalho foi, provavelmente, a maior surpresa no início da época. Um jogador com capacidade para desequilibrar graças à sua velocidade e capacidade de drible, revelou no entanto dificuldades iniciais no momento de definir. Com o avançar da época, foram visíveis os progressos quer ao nível da decisão, quer no à-vontade para jogar em espaços interiores. Um projeto de jogador que, para já, está no bom caminho. Tem tudo para explodir em 2016/17.


Matheus Pereira: *

Um craque em potência. Esteve bem na generalidade dos jogos em que participou, mas acabou por ter direito a menos minutos do que Gelson, o que, confesso, me surpreendeu, pois via em Matheus maiores probabilidades de afirmação. Dúvida para a próxima época: manter no plantel, jogando menos, ou emprestar a um clube de I Liga para ganhar experiência? Se a opção for a segunda, 80% dos clubes vão esfolar-se para poderem contar com ele.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Os melhores momentos do Braga - Sporting

A despedida do campeonato foi selada com mais uma enorme exibição. Ruiz, William, Gelson, Slimani e João Mário abriram o livro, bem secundados pelo resto da equipa. Aqui ficam alguns dos melhores momentos do jogo de ontem.


Gostava de destacar, no entanto, o lance do segundo golo. Nasce de uma jogada em que participaram todos os jogadores do Sporting, com exceção de Rui Patrício: 

João Mário (1) - Semedo (2) - Paulo Oliveira (3) - Semedo - João Mário - Ruiz (4) - Bruno César (5) - Ruiz - João Mário - Teo (6) - William (7) - Gelson (8) - Schelotto (9) - William - Slimani (10) - Semedo - Ruiz - Bruno César - Slimani

42 pacientes segundos de trocas de bola, no meio-campo do Braga, até se encontrar o ponto certo por onde perfurar a defesa adversária. Uma maravilha.



Nunca mais é agosto.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Máquina de jogar futebol

Vale a pena ver e rever alguns dos fantásticos momentos do Sporting contra o V. Setúbal.

(nota: coloquei o vídeo sem som porque, por algum motivo que não consigo entender, os níveis de áudio ficaram muito irregulares; podem colocar o som carregando no icon que está no canto inferior esquerdo, mas recomendo que o coloquem num nível baixo)

domingo, 24 de abril de 2016

Vitória tranquila com o Dragão já no pensamento

É um sinal de saúde competitiva quando vemos o nosso clube dominar totalmente o adversário durante 90 minutos, mesmo sendo óbvia uma certa gestão física e naturais cautelas na abordagem de lances divididos, naturais para quem já tinha o jogo do Dragão no pensamento. O Sporting marcou dois golos cedo e nunca teve necessidade de elevar o ritmo ao máximo das capacidades, mas mesmo em velocidade de cruzeiro criou oportunidades suficientes para construir um resultado bem mais volumoso.



Positivo

Marcar cedo - fundamental para quebrar a confiança de equipas como o União, que entram em campo sobretudo com a ideia de não sofrer golos. Valeu o bom nível de eficácia finalizadora que tanta falta nos fez noutras ocasiões.

O cruzador holandês - (ainda) não estou convencido que Zeegelaar possa vir a ser o lateral esquerdo de que precisamos. Essa minha opinião tem-se baseado sobretudo pela falta de confiança que o holandês demonstra no apoio ao ataque. No entanto, ontem, foi decisivo por ter feito as duas assistências para golo. Percebe-se perfeitamente a preocupação de Jesus em dar-lhe minutos para atacar esta ponta final (nomeadamente no Porto e em Braga), pelo que esta injeção de confiança vem na melhor altura.

Mais um golo de Teo - desbloqueou o resultado com um cabeceamento na pequena área, levando já seis golos marcados nos últimos cinco jogos. Para além disso, teve uma primeira parte globalmente positiva.

Rui Patrício a segurar - pouco depois do golo de Teo, fez uma enorme defesa a remate de Danilo, que impediu o empate do União. Mais um cromo na caderneta desta época das grandes defesas de Rui Patrício.

Outros destaques - William confirmou mais uma vez que está no melhor momento da época; Coates é classe dos pés à cabeça, e foi uma pena que não tivesse cruzado melhor depois daquela jogada em que levou a bola de uma área à outra; Schelotto esteve muito dinâmico pelo seu lado e voltou a fazer um bom jogo.


Negativo

Quebras de concentração - apesar do domínio generalizado, não foi um jogo isento de sustos, que aconteceram sobretudo por falhas de concentração da nossa parte. Quando a estratégia passa por gerir o resultado já alcançado, não se pode facilitar, sob pena de o adversário reentrar no jogo.

Exibições pouco conseguidas - Bruno César e Gelson ficaram vários furos abaixo do exigível, raramente as coisas lhes saíram bem; apesar do golo, João Mário teve uma exibição aquém do que lhe é normal; Slimani esteve infeliz na finalização; Barcos teve pouco tempo para se mostrar e revelou alguma ansiedade quando a bola lhe era dirigida.



Sexta vitória consecutiva, com um parcial de 20-5 em golos. Bom momento para ir visitar o Dragão, para um desafio absolutamente decisivo para o nosso objetivo final, contra um Porto que não pode ser, de forma alguma, subestimado.

domingo, 17 de abril de 2016

Missão cumprida, sem brilhantismo mas com polémica

Num jogo que não foi bem jogado, e em que o Sporting fez uma das mais fracas exibições em toda a época, é normal que a discussão se centre nos dois casos do jogo: um hipotético fora-de-jogo de Slimani no lance do golo e o golo anulado a Teo Gutierrez. Admito que Slimani esteja em fora-de-jogo, mas estou longe de ter certezas, e muito menos faz sentido quem afirme peremptoriamente que foi uma situação clara de fora-de-jogo. A linha de fora-de-jogo deve seguir a posição da bola, e tenho quase a certeza que os pés de Slimani estão atrás da linha da bola. A minha dúvida é em relação à cabeça, devido à inclinação do corpo na direção da baliza. Quanto ao golo anulado de Teo, parece-me uma decisão correta da equipa de arbitragem.

Não tenho conhecimentos técnicos para avaliar se esta imagem com ponto de fuga está correta, mas aqui fica como auxiliar.

(EDIT: a linha de fora-de-jogo deveria passar pelo ponto do solo abaixo da bola, e não pela bola propriamente dita, pois esta encontra-se levantada; isto faz com que desvie a linha na direção de Slimani - obrigado, Ricardo)


É uma pena que exista esta dúvida, porque o lance do golo foi uma obra de arte que merece ser vista e revista. Começou com um lançamento em profundidade de Teo para Slimani. O argelino, descaído para a esquerda, perto da quina da área do Moreirense e marcado por um adversário, fez um passe atrasado para William, que deixou de imediato em Teo, que por sua vez deu dois passos na direção da área e picou a bola para Schelotto, que surgia pela direita. O italiano colocou de primeira em Slimani, que encostou para as redes. Grande momento de futebol.

Apesar da polémica e do pobre espetáculo, o Sporting foi a melhor (ou menos má) equipa em campo. Durante a primeira parte, o Moreirense cavou trincheiras no primeiro terço de terreno e só chegou à área do Sporting através de lances de bola parada, sem que, no entanto, conseguisse criar qualquer situação de perigo para Rui Patrício. Na segunda parte, a equipa da casa arriscou mais, mas foi igualmente inofensiva. Ou seja, o Sporting até pode ter criado poucas ocasiões para marcar, mas na realidade foi a única equipa que o fez, pelo que a vitória se justifica. Não foi um bom produto de promoção do futebol, é certo, mas há jogos assim.



Positivo

O resultado - o Sporting pode ter feito uma exibição bastante apagada, mas venceu e conseguiu o essencial: os três pontos.

Um jogo à medida de Adrien - o Moreirense foi uma equipa muito combativa e agressiva (no bom sentido do termo), o que obrigou o Sporting a vestir o fato-macaco. Adrien deu o exemplo e foi muito importante no equilíbrio defensivo da equipa. Viu um cartão à meia-hora de jogo, mas soube sempre gerir essa situação sem perda de eficácia na disputa de bolas.

A primeira parte de Teo - o colombiano esteve bem durante os primeiros quarenta e cinco minutos, muito dinâmico na ligação entre o meio-campo e o ataque, e fazendo várias excelentes solicitações a companheiros, das quais se destaca o passe picado para Schelotto no lance do golo. Caiu muito na segunda parte, mas essa quebra de rendimento não foi exclusivo seu.

Schelotto decisivo - fez a assistência para Slimani, conseguiu algumas incursões perigosas pelo seu flanco e esteve bem a defender. Um dos melhores jogos do italiano até ao momento.

Doze vitórias fora - um novo recorde do Sporting, que nunca tinha vencido tantos jogos fora numa só época para o campeonato, e que é um sinal que atesta indiscutivelmente a excelente época que está a ser feita.


Negativo

A exibição - numa altura em que o Sporting vinha efetuando excelentes partidas, não se esperava tanta falta de inspiração, mesmo considerando a forma combativa como o Moreirense encarou o jogo. A falta de espaço para jogar no último terço ajudou à pálida exibição, mas a verdade é que também houve muito atabalhoamento e ausência de entendimento entre os jogadores mais avançados.

A arbitragem - para além do lance do golo, existiram 2 ou 3 foras-de-jogo mal assinalados ao ataque do Sporting. A expulsão de Jorge Jesus pareceu exagerada, porque o treinador não pareceu ter sido incorreto nem efusivo nos protestos - e a verdade é que tinha razão em protestar, porque Bruno Paixão revelou um critério desigual no momento de mostrar cartões, com prejuízo para o Sporting.



O Sporting cumpriu a sua obrigação e recuperou o primeiro lugar, pelo menos até segunda-feira. Tem a palavra o Benfica.

domingo, 10 de abril de 2016

Capitão William a mostrar o caminho

Depois de três partidas em que o Sporting apresentou um futebol de grande nível, esperava-se ontem, mais uma vez, uma equipa sufocante capaz de encostar o Marítimo às cordas desde cedo e proporcionar um princípio de noite tranquilo aos muitos milhares de sportinguistas nas bancadas. No entanto, não foi isso que aconteceu. A equipa pareceu mais desligada e menos intensa, quer a atacar, quer a defender, - ressentindo-se claramente da ausência de Adrien -, e revelou inesperadas dificuldades em chegar com a frequência habitual à baliza de Salin. Depois dos habituais momentos de excesso de cerimónia e dos desperdícios da praxe, o Marítimo conseguiu criar algumas situações de aperto para Rui Patrício e, precisamente numa altura em que o jogo até estava mais equilibrado, lá surgiu o primeiro golo que desbloquearia a partida: marcado por Teo, à Teo.



Positivo

Captain William - capitão de equipa por ausência forçada de Adrien, fez mais um excelente jogo, coroado por dois momentos de enorme brilhantismo, demonstrativos da sua capacidade técnica e física. Primeiro, o golo que marcou, contornando um adversário e rematando de forma imparável com o pé esquerdo, e depois a forma como varreu (pareceu-me sem falta) dois adversários na jogada do terceiro golo. Foi sir, captain, o que quiserem. É o melhor William da temporada.

O mestre dos golos inadvertidos - quinto golo de Teo Gutierrez em três jogos, mais um em que teve uma dose de sorte considerável do seu lado. Tivesse Bryan Ruiz o mesmo sentido prático e a mesma dose de sorte na finalização (ou a mesma ausência de azar), e seria provavelmente o segundo melhor marcador da equipa. A recente veia goleadora de Teo - leva oito no campeonato e a interessante média de 1 golo por cada 148 minutos jogados - está também acompanhada de um maior contributo para o coletivo. Foram várias as iniciativas de sua autoria que criaram perigo, nomeadamente o passe que fez para o cruzamento que Ruiz desperdiçou, no princípio da partida. Está melhor, mas não foi uma exibição perfeita, longe disso. Ainda há muito espaço para melhorar.

Mais uma vez, João Mário - a par de William, o melhor jogador da equipa. Mais uma exibição de enorme categoria, ao nível do que tem vindo a ser habitual. Pena, no entanto, as dificuldades que demonstrou no momento de finalizar.

Negativo

A finalização, mais uma vez - foram várias as ocasiões em que a equipa desperdiçou golos ou, pelo menos, a possibilidade de os tentar em boa posição para isso. O cabeceamento de Ruiz ao lado, Slimani a atrapalhar-se com a bola na área do Marítimo, a cerimónia de João Mário nos lances do 2º e do 3º golo, Matheus isolado, foram algumas das várias situações em que se poderia ter feito muito melhor. Mesmo jogando menos do que o que tem sido habitual, poderíamos (e deveríamos) ter alcançado um resultado muito mais folgado.

A desconcentração defensiva após o terceiro golo - foram vários os erros cometidos pela linha defensiva após o 3-0 que, felizmente, o Marítimo não conseguiu aproveitar. Não sei se foi a onda nas bancadas que distraiu os jogadores (também sofremos um golo com o Arouca precisamente quando se fazia a onda), mas não se podem "ausentar" do jogo desta forma. O Marítimo poderia ter reaberto a partida se tivesse aproveitado uma das várias ocasiões que lhes foram permitidas.



Missão cumprida, três pontos garantidos. Há que continuar a manter esta pressão sobre o Benfica até final.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Vitória categórica

Mais uma vez, o Sporting demonstrou saber lidar com a pressão de não poder ceder pontos. Engoliu por completo o adversário, manteve-o encostado às cordas durante 60 minutos, apenas permitindo que o Belenenses pudesse respirar numa altura em que o resultado já estava feito. Mais uma grande exibição, que só não acabou num resultado histórico porque voltámos a fazer a gentileza de falhar golos feitos, uns atrás dos outros. Mas, no cômputo geral, foi mais uma demonstração de que o Sporting é, efetivamente, a equipa que melhor joga em Portugal.



Positivo

Exibição categórica - o Sporting foi uma equipa absolutamente sufocante em todo o terreno. Excelentes exibições individuais em todos os setores: a dupla de centrais (pena que Semedo fizesse aquele cabeceamento para a entrada da área que acabaria no segundo golo do Belenenses, apesar de também haver responsabilidades de Aquilani, por não ter acompanhado Tiago Silva); Bruno César esteve muito sólido, mostrando ser uma opção muito válida contra adversários com menor capacidade de chegar à nossa área; William esteve sempre muito bem, com exceção dos momentos em que entrou na área do Belenenses; Adrien, João Mário e Ruiz estiveram ao nível habitual; Slimani resolveu e até Teo marcou. Não foi uma exibição perfeita, mas foi um jogo que deu gosto ver, com elevada nota artística.

Mais dois golos para Slimani - já vão 22 marcados no campeonato. O primeiro golo foi uma boa demonstração daquilo que Slimani evoluiu desde que chegou ao Sporting. A forma como fez a receção de bola passada por Adrien, a calma com que tirou o adversário da frente, e finalizando com um remate em jeito, que fez o arco necessário para fugir à luva de Ventura e entrar junto ao poste mais distante. Um golaço.

Teo a tomar-lhe o gosto - mais dois golos, que totalizam quatro nos últimos jogos. É certo que falhou incrivelmente um no princípio do jogo, é certo que os golos que vai marcando conseguem parecer mais fruto do acaso do que outra coisa, mas pelo menos agora está a meter as bolas na baliza. Considerando que Jesus não está disposto a abdicar de Teo no onze, se continuar a contribuir desta forma já não será mau.

Show nas bancadas - ambiente magnífico do princípio ao fim. Na segunda parte até houve cânticos a duas vozes. Incrível!


Negativo

Festival (mais um) de golos falhados - se tivessemos concretizado apenas as ocasiões escandalosas, devíamos ter ido para o balneário a ganhar por 6-0, em vez de apenas 2-0. William, Teo, Ruiz e Slimani tiveram o golo nos pés, mas desperdiçaram de forma incrível - principalmente os dois primeiros. Na segunda parte marcámos três e foi (mal) anulado outro, mas ficámos a dever ao marcador pelo menos mais um par de golos. Teria sido uma goleada das antigas caso tivessemos a eficácia de finalização que o Belenenses registou.

Os foras-de-jogo mal tirados ao ataque do Sporting - um golo mal anulado a Slimani e mais um punhado de situações em que a bandeirinha foi levantada de forma injustificada. Foram demasiados, felizmente que acabaram por não fazer falta para a vitória.



Vitória categórica com elevada nota artística que mantém o Sporting numa marcação cerrada ao Benfica. Houve também o bónus da inesperada derrota caseira do Porto frente ao Tondela. Não só nos dá uma folga importante na outra luta da qualificação direta da Champions (nada está fechado, mas está melhor encaminhado), como também não nos prejudicará na luta pelo título termos uma deslocação ao Dragão para jogar contra um Porto mais afastado na classificação, menos motivado, e com menos esperanças de chegar ao segundo lugar.

P. S.: já estava à espera que começassem as bocas sobre as facilidades que o Belenenses concedeu ontem, por causa do vídeo que fiz por ocasião do Belenenses - Benfica. Existiram erros, de facto. Mas, na minha opinião, o Belenenses correu, dentro do seu estilo de jogo, bastante menos riscos ontem do que contra o Benfica. Muito menos atrasos na queima para o guarda-redes, Ventura poucas vezes tentou sair a jogar com os colegas sob pressão, defesa nos cantos com todos os elementos, e houve direito a dois centrais de raíz. Tudo isto será abordado brevemente.

domingo, 20 de março de 2016

Tarde que se resolveu cedo

Se existem tardes perfeitas no futebol, esta seguramente que ficou muito perto de poder ser assim considerada. Estádio praticamente cheio - com muita juventude nas bancadas -, uma primeira parte arrasadora com futebol de grande qualidade e uma eficácia finalizadora decente, que permitiu que se registasse um fenómeno raro em Alvalade: jogo resolvido ao intervalo e uma segunda parte totalmente tranquila.



Positivo

A primeira parte - quarenta e cinco minutos de nota artística elevada que se traduziu em quatro golos sem resposta. Não me lembro do último jogo para o campeonato em que o Sporting foi para o intervalo com uma vantagem tão dilatada. Mas a verdade é que o Sporting já realizou esta época outras primeiras partes tão dominadoras quanto esta. A diferença, hoje, esteve sobretudo na eficácia da finalização, apesar de Ruiz, João Mário, Gelson e William terem ficado a dever outras 5 prendas às redes de Bracali. 

Senhor João Mário - dois golos, papel importante no golo de Ruiz e muito, muito futebol, a toda a largura do campo. Mais um carimbo na caderneta das enormes exibições, que está cada vez mais preenchida nesta época. É impossível pensar no melhor Sporting sem João Mário. O único aspeto negativo foi o outro par de ocasiões para marcar que não aproveitou.

Finalmente, Teo - decisivo pelos dois golos que marcou (curiosamente, bateu mal na bola nos dois casos, mas o que interessa é que as meteu lá dentro). Mas os seus melhores momentos foram a assistência para João Mário no 2-0, e o excelente trabalho a servir Gelson aos 80'. Foi importante e justificou a titularidade, o que é uma melhoria significativa em relação a tantos jogos em que foi um a menos em campo. Se continuar assim já não será mau.

Dois golos de bola parada - ambos os golos de Teo foram tirados a papel químico: canto batido por Bruno César na esquerda, desvio de Coates / William no centro da área para o segundo poste, onde estava Teo para finalizar. O Sporting começa finalmente a tirar algum proveito deste tipo de lances com alguma regularidade, depois dos recentes golos ao Boavista e do tento madrugador que desbloqueou a vitória fácil na Choupana.

Outros destaques individuais - Slimani não fez um único remate, mas esteve muito participativo e foi peça chave no terceiro e no quinto golo. Coates e Semedo tiveram mais um jogo competente, tendo sido obrigados a fazer uso da sua velocidade para conter ou acabar com os contra-ataques do Arouca. William foi importantíssimo para o equilíbrio defensivo da equipa. Bruno César cumpriu de forma bastante satisfatória o papel de lateral.

O ambiente nas bancadas - foi maravilhoso ver tantas crianças no estádio - é certo que foi o dia das escolinhas, mas não foi apenas por isso; o horário do jogo também ajudou -, provavelmente ter-se-á cantado o melhor O Mundo Sabe Que até à data, e uma magnífica assistência de mais de 46.000 espectadores. Venham mais tardes assim.


Negativo

A flash interview de Jesus - as palavras de Jesus dirigidas a Slimani pareceram-me excessivas. Slimani estava visivelmente chateado por ter sido substituído, não devia ter feito aqueles gestos de frustração quando já estava sentado no banco, mas não justificava uma resposta tão violenta do treinador. Bastava ter dito que era normal que quisesse marcar golos, mas que quem manda é ele e ponto final. Da forma como o fez, apenas serviu para arranjar tema de conversa para toda a semana. Na conferência de imprensa foi mais brando, mas o mal já estava feito.

Momentos de desconcentração - as duas principais oportunidades do Arouca antes do golo surgiram de erros desnecessários dos nossos jogadores: uma perda de bola de Adrien no meio-campo e um canto mal batido (creio que por Bruno César). Na segunda parte houve mais algumas situações em que a equipa facilitou - seguramente fruto da descompressão de uma partida que estava resolvida -, mas isso é perfeitamente compreensível. Há que dizer que o Arouca justificou o golo que marcou (que foi irregular, no entanto), tendo obrigado Rui Patrício a aplicar-se em várias ocasiões.



Vitória indiscutível e primeira posição recuperada provisoriamente. Tem a palavra o Benfica (e o Boavista, já agora). Quanto a nós, faltam 7 finais. Mantendo esta qualidade de jogo, não há como não acreditar que podemos ser campeões.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Os assobios a Teo

Depois da novela do volta-não volta das férias alargadas de Natal na Colômbia, daquela fotografia na praia e das notícias que davam conta da vontade do jogador em sair do Sporting poucos dias de ter regressado a Lisboa, a minha boa vontade para com Teo Gutiérrez esgotou-se. Para piorar, as exibições que realizou desde o seu regresso aos relvados não têm ajudado a atenuar essas suas atitudes. Como consequência de tudo o que se tem passado, já não consigo evitar desabafar a cada bola que perde ou em cada lance que se alheia da jogada.

Daí até me dar vontade de assobiar, vai alguma distância. Creio que se pode e deve assobiar para a equipa no final de uma partida em que a atitude do coletivo tenha deixado a desejar, mas não concordo com assobios dirigidos a um jogador em particular, quem quer que ele seja. Por isso nunca o fiz, e não será com Teo que começarei a fazer.

Compreendi a defesa que Jesus fez do jogador na conferência de imprensa após o jogo com o Leverkusen. É verdade que Teo foi uma contratação feita a pedido de Jesus, mas não é por isso que Jesus o está a defender. Teo já ficou no banco vezes suficientes para se perceber que não é um indiscutível para Jesus. Mas é, efetivamente, o segundo ponta-de-lança do plantel, a seguir a Slimani. E considerando a forte possibilidade de Barcos não começar a render a curto prazo, é bem provável que Teo passe a ser o primeiro ponta-de-lança do plantel, caso Slimani seja castigado.

Teo marcou dois golos contra o CSKA que, infelizmente, acabaram por não nos dar o apuramento. Marcou o primeiro golo contra o Benfica para o campeonato e fez um bom trabalho tático no pressing à defesa adversária. Teve uma participação acidental no golo que nos deu a Supertaça. Sofreu o penálti e marcou o golo que nos deu a vitória contra o Estoril. Marcou o golo da tranquilidade contra o Besiktas que antecedeu a divertida cena do spray. Pode não ser muito para as expetativas que a maior parte de nós teria de um titular da seleção colombiana, mas é um facto que Teo já foi útil à equipa esta época. Já nos valeu pontos.

Patinhos feios sempre existiram, seja no Sporting como em qualquer outro clube. Mas este patinho feio vai ter - quer queiramos, quer não - um papel importante a desempenhar até ao fim do campeonato. Mais ou menos decisivo, logo veremos. Como tal, temos que tentar apoiá-lo como a qualquer outro jogador. Pode não ser fácil, pode ser necessário engolir um sapo de todo o tamanho, mas não estaremos a ajudar o clube se os assobios que se ouviram na quinta-feira se tornarem uma regra. Repito: não estaremos a ajudar o clube.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A realidade da Liga Europa

Começo por algo que devia estar na cabeça de toda a gente: jogámos hoje contra um adversário que está ao nível das melhores equipas portuguesas. Mesmo que o Sporting tivesse colocado em campo o melhor onze e níveis de intensidade máximos, não seria de todo a garantia de uma vitória. A realidade da Liga Europa na fase a eliminar, é esta: adversários muito fortes que exigem a comparência do melhor Sporting, de forma a podermos discutir os apuramentos, eliminatória após eliminatória.

O problema é que colocar o melhor Sporting em campo, com níveis de intensidade máximos, é meio caminho andado para assegurar o fracasso daquela que é a principal (diria mesmo única) prioridade para esta época: o campeonato.

Os sportinguistas têm que compreender que o Sporting não tem plantel para lutar até ao fim pelas duas competições. Esta poupança é garantia de que ganharemos os três pontos na segunda-feira? Não, mas esta gestão deixa-nos com melhores hipóteses de o conseguirmos.


Positivo

A estratégia adotada - acho muito bem que Jorge Jesus tenha feito determinadas poupanças para o jogo com os alemães. Eu teria optado por fazer descansar João Mário e Ruiz, deixando Adrien em campo e apostando em Gelson, mas o treinador lá saberá os motivos que o levaram a decidir assim. Jesus mexeu qb na equipa, deixando-a suficientemente competitiva (em teoria) para discutir o resultado, mas já de olho na partida de segunda contra o Boavista. A primeira parte foi efetivamente competitiva. O Bayer começou melhor, mas o Sporting acabou por tomar as rédeas do jogo, sofrendo o golo um pouco contra a corrente do jogo. Com um pouco mais de sorte (e rapidez de decisão) do nosso lado, talvez a história da partida tivesse sido diferente.

João Pereira - num dia em que poucos destaques positivos - individuais ou coletivos - podem ser retirados, o lateral ainda foi provavelmente dos mais esclarecidos. O Sporting foi sempre mais perigoso pelo corredor direito, fruto de boas combinações com João Mário.


Negativo

A expulsão de Rúben Semedo - dois amarelos perfeitamente escusados que nos recordam que Rúben Semedo ainda tem que se tornar um jogador mais maduro até poder ser considerado como uma solução sólida para a posição. Com a sua expulsão, comprometeu ainda mais uma partida que já não estava fácil. O lado positivo é que esta lição não foi aprendida num jogo do campeonato.

A exibição na segunda parte - os alemães aumentaram os níveis de pressing e conseguiram amarrar de forma muito eficaz a construção de jogo do Sporting. Nem mesmo a entrada de Slimani e Adrien mudou o rumo dos acontecimentos, apesar de ser justo dizer que os dois jogadores não estiveram muito tempo em campo até acontecer a expulsão de Rúben Semedo. A partir daí, os alemães acabaram por ser bastante mais perigosos e acabámos por ter sorte em não ter sofrido uma derrota mais pesada.

Um problema chamado Teo - compreendo que Jesus queira defender um jogador para quem, nitidamente, muitos sportinguistas começam a não ter paciência. No entanto, é legítimo que se espere muito mais de um jogador com o seu currículo. Nada a dizer em relação ao esforço colocado na disputa dos lances, mas irrita-me a forma imediata como desiste deles a partir do momento em que é desarmado, para não falar das constantes perdas de tempo com bola que acabam por matar lances de ataque prometedores. Não concordo que se tenha assobiado o jogador à saída, mas a verdade é que Teo fez o suficiente por ouvi-los depois da novela da sua estadia na Colômbia (ai, aquela fotografia na praia...) e das tentativas de desvinculação do clube.

A saída de Coates - mais uma substituição forçada de um jogador do setor defensivo. Que praga! Jesus disse na conferência de imprensa que o uruguaio saiu por precaução, e que em princípio estará disponível para segunda. Menos mau.



Derrota merecida, que deixa a eliminatória muito mal encaminhada. Venha aquilo que interessa: o Boavista.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Movimentações de mercado

Já está oficializada a contratação por empréstimo de Coates, central uruguaio do Sunderland, com opção de compra de €5M. Não tenho opinião formada sobre o jogador, mas compreendo o desejo de Jesus em contar com mais um central no plantel, considerando a lesão de Tobias e as dificuldades físicas que Ewerton tem demonstrado de forma persistente.


Perante a contratação do uruguaio, não vejo quaisquer vantagens desportivas no regresso antecipado de Rúben Semedo ao plantel. Rúben estava a jogar (e bem) como central no Setúbal, e agora vê-se completamente tapado para o que resta da época. Só consigo encontrar duas explicações: que a sua integração seja a pensar na posição de médio defensivo (Paulista tem estado sistematicamente indisponível por lesão), ou então como retaliação pela perda de Suk para o Porto.

Nos poucos dias que restam da janela de transferências, parece-me importante resolver a questão de Téo - um jogador que tem desiludido face ao rendimento que se espera à partidas de um titular da seleção colombiana. Se não quer ficar, é tentar recuperar o dinheiro investido nele e deixá-lo ir à sua vida. 

Resolvendo a questão Téo, passaria a haver mais margem para precaver uma mais-que-expectável suspensão de Slimani, contratando um jogador de características semelhantes. Teria, inclusivamente, a vantagem adicional de Jesus poder começar a trabalhá-lo no sentido de substituir Slimani já pensando na próxima época. Mais do que Diagne, dos jogadores de que se falou, aquele que me encheu as medidas foi mesmo Spalvis. Pelo que vi, parece justificar um esforço adicional para ser contratado já este mês.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Momentos de um apuramento

O início da reviravolta



Assistência de (nuca?/costas?) de João Mário para o golo de Bryan Ruiz



Sliding tackle



Os festejos de Gelson



Teo a pedir "emprestado" o spray ao árbitro Manuel Gräfe



A reação de Jorge Jesus ao erro na substituição de Slimani por Matheus Pereira

domingo, 1 de novembro de 2015

Noite de espantar as bruxas

Com jogo em dia de bruxas, a grande questão que se colocava à entrada da partida com o Estoril era saber se o Sporting seria capaz de... espantar as bruxas que nos têm agourado a vida nos momentos em que podemos embalar para a liderança ou para uma liderança mais confortável. Saberia o Sporting lidar com esta nova realidade e colocar-se provisoriamente a cinco pontos do Porto e a oito do Benfica?

A resposta dada pela equipa foi positiva. Desde o primeiro minuto que a equipa nunca tirou o pé do acelerador. Demorou um pouco a conseguir controlar o adversário - não se livrando de três enormes calafrios nos minutos iniciais -, mas a vontade de resolver o jogo esteve sempre presente. Faltou discernimento no último terço de terreno, havendo alguma tendência de complicar aquilo que deveria ser mais simples no momento em que nos aproximávamos da área do Estoril. Mas felizmente que nunca faltou aos jogadores personalidade, paciência e determinação, que acabaram por ser fundamentais para ultrapassar um adversário de grande valor e que discutiu o resultado até ao último minuto.

Foto: Facebook SCP

Positivo

O sufocante regresso do intervalo - o Sporting realizou uma primeira metade da segunda parte de enorme nível. Deu continuidade ao completo domínio das operações que já registava desde os 15 minutos da primeira parte, mas juntou-lhe a objetividade na procura da baliza que lhe faltava. Começámos a explorar melhor o adiantamento da defesa do Estoril e fomos mais práticos no momento de colocar a bola na área. Sucederam-se as oportunidades de golo e podíamos ter resolvido o jogo, não fosse a ineficácia na hora de finalizar. O golo de Teo surgiu a partir de uma grande penalidade, mas a verdade é que já se adivinhava há muito que as redes de Kieszek iriam balouçar, tal era o caudal ofensivo que o Sporting conseguiu produzir no regresso das cabines.

A classe de Bryan Ruiz - excelente partida do costa-riquenho. A paragem das seleções parece ter-lhe feito bem, mostrando agora bastante mais disponibilidade física do que aquela que revelava há um mês. Foi o principal dinamizador das ações de ataque da equipa, procurando e dando frequentemente apoios que ajudaram a desmontar a bem organizada defesa do Estoril. Teria sido uma exibição a roçar a perfeição caso não tivesse registado aquele incrível falhanço à boca da baliza.

Finalmente João Pereira - depois de um início de época muito irregular, parece estar finalmente a subir de forma. Teve várias iniciativas de perigo pelo seu flanco, conseguindo tirar alguns bons cruzamentos - dos quais se destaca o passe que fez para Bryan Ruiz desperdiçar. Na defesa passou por alguns momentos complicados, mas há que considerar que nessas situações estava completamente desapoiado.

O patrão João Mário - regressou ao centro do terreno e conseguiu uma exibição bastante positiva. Dividiu com William a responsabilidade de iniciar os ataques da equipa, esteve muito bem na condução da bola e no passe. Ficou na retina o lançamento em profundidade que deixou Gelson na cara de Kieszek.

São Patrício - realizou duas enormes defesas ainda na primeira parte, que acabaram por ser fundamentais para a obtenção dos três pontos.

via @gdladeira76
A atitude do Estoril - a equipa da linha entrou muito forte e colocou o Sporting em sentido durante os primeiros 15 minutos, com três excelentes ocasiões de golo. Depois acabou por ter muitas dificuldades em sair para o ataque, mas foi sempre uma equipa muito positiva que se recusou a utilizar os estratagemas de antijogo típicas na maior parte das equipas que vem a Alvalade. No final quase que chegaram ao empate com uma bomba de Bruno César. Apesar de a vitória do Sporting não merecer contestação, o Estoril deixou em Alvalade uma excelente imagem.

A resposta de Jorge Jesus a Pedro Martins (jornalista da RTP) na conferência de imprensa - na mouche, atendendo à falta de honestidade da pergunta. Ao questionar o treinador sobre o fora-de-jogo que precedeu o lance do penálti sobre Teo sem referir o penálti de Mano que tinha ficado por assinalar minutos antes nem aquele fora-de-jogo mal tirado a um isolado Teo ainda na primeira parte, Pedro Martins só merecia o tratamento que levou. Serviço público, dizem eles...

Negativo

Falta de pragmatismo na primeira parte e ineficácia finalizadora na segunda - depois de um jogo na Luz em que fomos extremamente objetivos e letais, voltámos hoje a revelar cerimónia a mais e espontaneidade a menos durante a primeira parte. Não sei se isso teve a ver com questões de ansiedade em função da natureza do jogo, mas o que é facto é que pressionávamos alto, recuperávamos rapidamente a bola, chegávamos à entrada da área com facilidade, mas uma vez lá chegados mastigávamos demasiado os lances e mais cedo ou mais tarde acabávamos a decidir ou executar mal. Na segunda parte a equipa foi muito mais prática, mas falhou na finalização: Bryan Ruiz, Jefferson e Gelson falharam três situações flagrantes que o estádio já se preparava para festejar. 

A assistência - ter 40.144 espectadores no estádio é bastante razoável numa situação normal, mas confesso que fiquei algo desiludido. Num jogo dos núcleos seria sempre de esperar uma assistência deste nível. Num jogo dos núcleos que acontece na semana em que nos isolámos na liderança, sabe a pouco. Continuo a pensar que a direção deve rever a política de preços dos bilhetes.



A vitória foi sofrida, mas a exibição foi agradável e o essencial foi conseguido. Colocamos a pressão nos nossos rivais e ganhamos embalagem para a difícil deslocação a Arouca.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Boas experiências

Jesus já tinha prometido várias alterações no âmbito da secundarização da Liga Europa face ao campeonato e cumpriu. Mas não se limitou a fazer troca por troca dentro daquelas que têm sido as soluções utilizadas até agora. É que para além de dar minutos a William, Jonathan e Tobias, colocou Teo como homem mais avançado, Ruiz no seu apoio, Matheus a fazer de Carrillo, e pode-se dizer que a experiência resultou muito bem. O Sporting conseguiu os melhores 45 minutos desde a 1ª parte contra o CSKA em Moscovo, dominando completamente o Besiktas e tendo oportunidades suficientes para matar o jogo durante a 1ª parte. Falhou a finalização e, mais uma vez, e a equipa acabou por pagar por isso.

Positivo

As experiências - Bryan Ruiz no meio foi incomparavelmente superior ao Bryan Ruiz encostado numa ala. Teo Gutierrez a 9 conseguiu movimentações muito interessantes. Matheus deu uma enorme dinâmica, não tendo qualquer problema em pisar terrenos interiores. Duas soluções e meia (não três - ver 1º ponto negativo) que seguramente Jorge Jesus não terá deixado de observar e considerar num futuro muito próximo.

Os substitutos - Jonathan não esteve brilhante, mas teve uma exibição bem melhor do que as de Jefferson nos últimos jogos. Tobias, que terá que assumir a titularidade face à lesão de Paulo Oliveira enquanto Ewerton não regressa à forma ideal, fez um bom jogo. William foi William enquanto teve pernas, mas é normal que ainda não tenha o ritmo necessário para aguentar os 90 minutos. 

A estreia de Matheus - este menino já só volta à B para não perder o ritmo. Grande atitude, grande discernimento em praticamente todas as ações que fez. E fez o passe para o golo de Bryan Ruiz.

O empate, pensando no 2º lugar no grupo - empatar na Turquia acaba por ser um resultado positivo, já que o Besiktas é um dos candidatos à passagem à fase seguinte. Se o Sporting ganhar os dois jogos ao Skenderbeu e aos turcos em casa, é bem possível que o apuramento se concretize. Não que eu tenha grande vontade de ver o Sporting a jogar na Liga Europa em fevereiro e março.


Negativo

Teo, a finalizar - se o colombiano esteve muito bem sem bola, foi um autêntico desastre com a bola nos pés. Falhou 3 ou 4 oportunidades claras de golo que poderiam ter assegurado uma vitória confortável.

Combos ao contrário - ter William - a recuperar ritmo de jogo -, Aquilani, Teo e Bryan Ruiz no onze significava logo à partida uma coisa: o Sporting iria ter 30 minutos com 40% dos homens de campo em subrendimento, e não haveria substituições para os render a todos. Foi isso que se verificou, com a agravante de Ruiz ter sido encostado à ala quando Adrien entrou (e o costa-riquenho desapareceu do jogo, não só pelo cansaço mas também pelo posicionamento em campo). Esse período coincidiu com o melhor momento do Besiktas, em que acabámos por sofrer o golo e alguns arrepios na espinha.



Foi um bom treino, com experiências que poderão e deverão ser testadas novamente no domingo, e em que o apuramento na competição não ficou comprometido. Fiquei bastante mais satisfeito com os sinais do empate de hoje do que com os das vitórias contra o Rio Ave e Académica.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Momentos do Sporting - CSKA

Grande ambiente em Alvalade


Saída para o ataque, ainda com o resultado em 0-0


1-0, grande passe de Carrillo



O golo de Teo de outro ângulo


Rui Patrício a defender o penálti


Um dos penáltis perdoados ao CSKA

via @Old_Mans_Beard

Passe de Aquilani


Golo de Slimani, com assistência de Carrillo