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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

M*rdas que só mesmo connosco, nº 2: O atraso para Stojkovic

Época 2007/08, 2ª jornada, Porto - Sporting. No princípio da 2ª parte, com o resultado ainda em 0-0, Anderson Polga faz um corte em carrinho, atirando a bola na direção da área. Pressionado por Postiga, Stojkovic apanha a bola com as mãos.

Apesar de ser evidente que Polga não tinha feito um passe intencional para o seu guarda-redes, Pedro Proença decidiu assinalar livre indireto a favor do Porto. Na sequência desse lance, Raúl Meireles marcou o único golo da partida, que garantiu os 3 pontos para a equipa da casa.


Mas a história não ficou por aqui. Na jornada seguinte, o Sporting recebeu o Belenenses. A certa altura do jogo, um jogador do Belenenses atrasa a bola na direção da linha de fundo (não na direção do guarda-redes). Costinha, guarda-redes do Belenenses, consegue chegar a tempo de evitar o canto e agarra a bola. Carlos Xistra decidiu não assinalar livre indireto a favor do Sporting.

Esta sequência de casos aumentou os níveis da polémica e o Conselho de Arbitragem sentiu-se na necessidade de prestar um extraordinário esclarecimento em que consegue dar simultaneamente razão aos dois árbitros:

(as partes a negrito não são da minha responsabilidade)

O requinte deste comunicado do CA está no facto de dar um ênfase desmedido à interpretação do árbitro, dando assim carta branca aos juízes para decidirem coisas diferentes em lances semelhantes. No entanto, o texto original do International Board não se perde em considerações sobre a interpretação do árbitro - pelo contrário, refere insistentemente os termos "intencional" e "deliberado" precisamente para diminuir a subjetividade da decisão dos árbitros.


Duas situações semelhantes, neste texto do IB, devem ter uma única decisão e não, como sugere o CA, uma decisão em aberto em função da perceção do árbitro. Aliás, segundo esta linha de pensamento do CA, seria impossível um árbitro errar, pois tem tudo a ver com a interpretação do árbitro e não com o facto em si. Ridículo.

Voltando ao esclarecimento técnico do Conselho de Arbitragem da Liga, há uma contradição evidente: ao escreverem "Um defesa entra em tackle por detrás sobre um adversário que conduz a bola, conseguindo desarmar o adversário, indo a bola na direção do guarda-redes", estão de imediato a excluir que haja intencionalidade, pois um corte de carrinho (conforme o descrito e conforme o que fez Polga) pressupõe uma intervenção de recurso e em esforço, já que em momento algum o defesa tem a bola controlada.

O facto é que o tempo veio dar razão ao Sporting. Apesar de a regra continuar a ser a mesma, hoje nenhum árbitro assinalaria o livre indireto que Proença marcou no Dragão. Aliás, a decisão de Pedro Proença nem sequer fez escola durante muito tempo, pois no ano seguinte, num Guimarães - Benfica, aconteceu um lance exatamente igual ao de Polga e nada foi assinalado:


Isto resume bem a relação entre o Sporting e a arbitragem. Para além do prejuízo evidente no resultado da partida, o CA sentiu-se na necessidade de deturpar o que dizem as regras para justificar uma decisão errada. Se a realidade não se encaixa na narrativa, molde-se antes a realidade.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Balanço das arbitragens: 7ª jornada

                                                                                                                                  
Penafiel 0-4 Sporting (Rui Costa)

39': Slimani cai na área após contacto com Dani, o árbitro manda seguir - decisão certa, nenhum jogador tinha ganho a posição e o contacto dá-se de forma mútua e lateral

82': Montero marca golo em posição duvidosa, o árbitro validou o golo - decisão errada, o colombiano estava ligeiramente adiantado no momento do passe de Capel

=: apesar do erro cometido, a arbitragem não teve influência no resultado


Porto 2-1 Braga (Pedro Proença)

25': Martins Indi marca golo em posição duvidosa, o árbitro validou o golo - decisão certa, o holandês estava em posição legal no momento do passe

43': Jackson faz um remate que embate em Aderlan Santos, ficando a dúvida se a bola terá sido cortada com o peito o com o braço; o árbitro não assinalou penálti - decisão certa, a bola bate apenas no braço do jogador do Braga

44': Alex Sandro cai na área após um pretenso toque de Rúben Micael; o árbitro considera simulação e mostra amarelo ao jogador do Porto - decisão errada, apesar de ligeiro e de tentar recolher logo o pé, Rúben Micael acerta mesmo em Alex Sandro, pelo que devia ter sido assinalado penálti

53': Pardo cai na área em disputa com Alex Sandro, o árbitro não assinala penálti - decisão certa, o jogador do Porto ganha a posição de forma limpa

90'+4': Pedro Santos cai na área ao tentar passar por Martins Indi, o árbitro não assinala penálti - decisão errada, o jogador portista desequilibra o bracarense com o braço

=: apesar de ter havido um erro crítico para cada lado, a equipa que ganhou foi a primeira a ser prejudicada; como tal, acabou por não haver influência no resultado


Benfica 4-0 Arouca (Hugo Miguel)

24': André Claro cai na área ao tentar cabecear a bola por uma possível ação de Maxi Pereira; o árbitro não assinalou penálti - decisão errada, o defesa benfiquista abraça o jogador do Arouca e prejudica-o na abordagem ao lance

65': Bruno Amaro, que já tinha um amarelo, joga a bola com a mão; o árbitro não mostrou o 2º amarelo - decisão errada, o lance é demasiado ostensivo para passar sem cartão

73': Samaris derruba David Simão por trás, o árbitro mostra o cartão amarelo - decisão certa, a falta é muito dura, mas acaba por ser uma rasteira em que o grego acerta no adversário com a canela, pelo que se aceita o amarelo

=: um erro crítico para cada lado, sendo que a primeira falha do árbitro prejudicou a equipa que perdeu, numa altura em que o jogo estava empatado; se o penálti tivesse sido assinalado o Arouca teria probabilidades bem melhores de conseguir outro resultado que não a derrota (1X)



Estatísticas da jornada




Estatísticas acumuladas



Classificação



Jogos com influência da arbitragem no resultado



Erros de arbitragem com o resultado em aberto



Links para jornadas anteriores


6ª J: Sporting - Porto; Estoril - Benfica: LINK
5ª J: Benfica - Moreirense; Gil Vicente - Sporting; Porto - Boavista: LINK
4ª J: Setúbal - Benfica; Sporting - Belenenses; Guimarães - Porto: LINK
3ª J: Porto - Moreirense; Benfica - Sporting: LINK
2ª J: Paços Ferreira - Porto; Sporting - Arouca; Boavista - Benfica: LINK
1ª J: Porto - Marítimo; Académica - Sporting; Benfica - Paços Ferreira: LINK

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Balanço das arbitragens: 3ª jornada

                                                                                                                                   
Porto 3-0 Moreirense (Bruno Esteves)

28': Brahimi cai na área após disputa de bola com Marcelo Oliveira, o árbitro não assinala penálti - decisão certa, não parece haver qualquer contacto à margem das leis

85': Jackson cai na área após contacto pelas costas de Marcelo Oliveira, o árbitro assinalou penálti - decisão certa, o defesa da Académica parece empurrar o adversário com os braços

=: arbitragem sem influência no resultado


Benfica 1-1 Sporting (Pedro Proença)

12': Nani faz um cruzamento para a área, e a bola bate no braço de Luisão; o árbitro não assinala penálti - decisão certa, Luisão não tem qualquer tipo de intenção, tem inclusivamente as mãos atrás das costas para evitar uma situação destas

52': Sarr bate com a mão na cara de Talisca, o árbitro não considerou caso de agressão - decisão certa, apesar de existir contacto, não parece haver qualquer intenção por parte do francês em agredir o adversário

=: arbitragem sem influência no resultado



Estatísticas da jornada



Estatísticas acumuladas



Classificação



Jogos com influência da arbitragem no resultado

Ainda não houve nenhum.


Erros de arbitragem com o resultado em aberto



Links para jornadas anteriores

2ª J: Paços Ferreira - Porto; Sporting - Arouca; Boavista - Benfica: LINK
1ª J: Porto - Marítimo; Académica - Sporting; Benfica - Paços Ferreira: LINK

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Balanço das arbitragens: 25ª jornada

Nacional 2-1 Porto (João Capela)
18' - João Aurélio parte em posição irregular para fazer o cruzamento para o golo de Candeias - decisão errada, existe fora-de-jogo do jogador do Nacional, pelo que a jogada devia ter sido interrompida
58' - Quaresma cai na área ao passar por Ali Ghazal, o árbitro marca penálti - decisão errada, não há qualquer falta, trata-se de uma simulação de Quaresma
78' - Jackson marca golo, mas o árbitro anula por falta sobre Marçal - decisão errada, Jackson salta na vertical, Marça salta atrasado e deixa-se cair ao sentir os braços de Jackson, que nem se apoia no adversário nem o empurra
90' - Quaresma cai na área ao passar por Marçal, o árbitro não marca penálti e mostra amarelo a Quaresma por simulação - decisão certa
=: arbitragem com influência no resultado (X2)

Sporting 1-0 Guimarães (Nuno Almeida)
55' - Slimani simula falta a meio-campo, o árbitro não mostra o 2º amarelo ao argelino - decisão errada, Slimani devia ter visto o 2º amarelo
60' - Golo anulado a Montero por fora-de-jogo - decisão errada, não há fora-de-jogo nem de Montero, nem de Jefferson, que fez o cruzamento
69' - Adrien faz uma entrada de pitons sobre a perna do adversário, o árbitro não marca falta - decisão errada, Adrien devia ter sido expulso
=: arbitragem pode ter tido influência no resultado; não invalida a possível vitória do Sporting, que já estava em vantagem no marcador quando o primeiro erro grave aconteceu, mas aumentariam as hipóteses de o Guimarães marcar um golo (1X)

Braga 0-1 Benfica (Pedro Proença)
64' - Luiz Carlos entra de pitons sobre a canela de Rodrigo, o árbitro mostrou cartão amarelo - decisão errada, o jogador do Braga devia ter sido expulso
74' - Pardo passa por Siqueira ao dirigir-se para a linha de fundo, o jogador do Benfica agarra-o; o árbitro marca falta mas não mostra cartão - decisão errada, o árbitro devia ter mostrado 2º cartão amarelo a Siqueira
81' - Fejsa faz uma falta dura sobre Erivaldo, o árbitro não mostra amarelo - decisão errada, devia ter sido mostrado o 2º cartão amarelo a Fejsa
89' - Miljkovic faz falta sobre Rodrigo na área, árbitro marca penálti - decisão certa
=: apesar dos erros, arbitragem não teve influência no resultado

Resumo da jornada



Acumulado da época



Classificação



Jogos com arbitragens com influência no resultado


sexta-feira, 21 de março de 2014

Este já pode ir fazer a festa para o Marquês


Já o Diabo de Gaia, ou lá como se chama o tipo, foi ao lombo a um fiscal-de-linha em pleno jogo, e foi como se não passasse nada... 

Eu sei que há coisas bem piores a saírem impunes na justiça em Portugal, mas não deixa de me causar confusão esta permissividade.

EDIT: o agressor também foi condenado a pagar €7.720.

O adepto do Benfica que confessou ter agredido o árbitro Pedro Proença, em agosto de 2011, com uma cabeçada na cara, no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, foi esta sexta-feira condenado a 18 meses de prisão, com pena suspensa. Américo Alves, de 35 anos, foi condenado a uma pena de um ano e meio de prisão, suspensa na sua execução por igual período, por um crime de ofensas à integridade física qualificada, além de ser obrigado a pagar uma multa de 750 euros por um crime de injúrias agravado. O arguido foi ainda condenado a pagar ao árbitro internacional de futebol uma indemnização de pouco mais de 7.720 euros.

"Foi uma pena exemplar. Passaram três anos e, apesar de tardiamente, esta sentença é uma mensagem inequívoca daquilo que não se pode fazer. Os árbitros devem ser tratados com respeito. Cortar a liberdade e a vivência de qualquer pessoa deve ser punido. Fez-se justiça", sublinhou Pedro Proença à saída dos Juízos Criminais de Lisboa, no Campus da Justiça. O tribunal rejeitou a versão apresentada pelo arguido, o qual assumiu que só agrediu o árbitro porque este lhe chamou nomes, e valorou o depoimento feito por Pedro Proença.

"Dirigia-me para a zona da restauração quando vejo alguém alterado. Num primeiro momento não me apercebi que fosse comigo, pois eu estava ao telemóvel. Esse senhor aborda-me e chama-me de ladrão, gatuno e que roubava o Benfica e o Sporting e não o FC Porto. Disse-lhe para seguir a vida dele e que me deixasse em paz. Nessa altura, desferiu-me uma cabeçada na cara e fiquei logo a sangrar dos dentes e lábios", explicou o árbitro durante o julgamento. Para a juíza Sofia Sousa Abreu ficou provado que Pedro Proença, após ouvir os insultos feitos em voz alta, dirigiu-se ao arguido de "forma cordial" e que "não houve qualquer atitude provocatória" da sua parte para com o agressor, que, inesperadamente, o agrediu violentamente, tendo o árbitro internacional português caído ao chão. A juíza frisou que o arguido confessou parcialmente os factos, mostrou-se arrependido, além de não ter antecedentes criminais, fatores que pesaram na determinação da pena.

Sofia Sousa Abreu alertou, contudo, para o facto de serem "elevadas" as necessidades de prevenção geral, pois trata-se de um crime violento praticado contra um árbitro internacional e uma figura pública, que foi "ofendido na sua honra, bom nome, autoestima e brio, por um ato vexatório". No final da sessão, a juíza explicou a pena aplicada ao arguido e as consequências de não cumprir a sentença, e alertou-o para que não volte a cometer os mesmos factos.

in record.pt

Balanço das arbitragens: 23ª jornada

Sporting 1-0 Porto (Pedro Proença)
43' - Jackson cai na área após tentar cabecear uma bola, tendo havido contacto de Cédric enquanto o avançado saltava, o árbitro não assinala falta - decisão errada, Cédric toca em Jackson antes de o avançado cabecear a bola, com força suficiente para o desequilibrar
43' - Cédric devia ter visto cartão vermelho - decisão errada, pois interrompeu um lance de golo iminente
51' - O golo do Sporting é precedido de um fora-de-jogo de André Martins - decisão errada, o lance devia ter sido interrompido
53' - Abdoulaye derruba Carlos Mané, o árbitro mostrou-lhe cartão amarelo - decisão errada, Mané já tinha passado pelo último defesa, não tinha ninguém ao lado, pelo que Abdoulaye devia ter visto o cartão vermelho
62' - Danilo faz falta sobre Capel, o árbitro não mostra amarelo - decisão errada, Capel já tinha deixado Danilo para trás, o árbitro devia ter-lhe mostrado o 2º amarelo
79' - Jackson cai na área do Sporting num canto, o árbitro manda seguir - decisão certa, não há nenhuma falta
90'+1 - Fernando é expulso por empurrar Montero com o jogo parado - decisão certa, não se trata de um simples empurrão, Fernando vai a correr contra Montero e placa-o com o ombro
=: arbitragem com influência no resultado final (2)

Nota: tinha escrito num post anterior que não me parecia que Cédric tivesse tocado em Jackson de forma a impedi-lo de cabecear a bola, mas entretanto vi uma repetição de uma câmara na linha lateral mesmo no enfiamento da pequena área que me deixou sem dúvidas. Devia ter sido efetivamente assinalado penálti.

Nacional 2-4 Benfica (Manuel Mota)
7' - Candeias faz um cruzamento, que bate na perna de Luisão e ressalta-lhe para o braço, o árbitro marcou penálti - decisão errada, não há qualquer intenção de Luisão em jogar a bola com a mão, nem teria hipótes de o evitar, visto que se trata de um ressalto
40' - Com a bola fora de campo, Marçal empurra Rodrigo contra um painel publicitário, o árbitro não mostrou qualquer cartão - decisão errada, era motivo para se mostrar cartão amarelo, que seria o 2º para o jogador do Nacional
=: apesar dos erros, a arbitragem acabou por não ter influência no resultado

Resumo da jornada
 

Acumulado da época



Classificação



Jogos com arbitragens com influência no resultado


segunda-feira, 17 de março de 2014

A improvável noite em que o karma meteu férias

Foi uma vitória conseguida da forma mais improvável possível, em que existem dois lances paradigmáticos: o golo que definiu o resultado foi conseguido na sequência de um lance em fora-de-jogo de André Martins, que aproveitaria a posição irregular para fazer uma assistência milimétrica para a cabeça de Slimani, que não perdoou; e, perto do fim, Patrício comete um erro enorme que deixou Jackson com o golo nos pés, mas Dier conseguiu encontrar os rins necessários para se virar, esticar a perna, e impedir o empate que já parecia inevitável. 

Um erro de arbitragem e uma falha tão absurda quanto inesperada do nosso guarda-redes, que este ano já nos custaram demasiados pontos para o campeonato e uma eliminação da Taça de Portugal, desta vez não decidiram um resultado contra o suspeito do costume e penalizaram a equipa que mais vezes tem beneficiado deste tipo de situações.

Podemos alegar inclusivamente que o Porto deixou-se cair numa espiral nervosa após o golo, não voltando a ter oportunidades de perigo (com exceção da que já referi, que Dier salvou) e mostrando vários jogadores de cabeça perdida, como Fernando. Os erros de arbitragem podem ter este efeito no rumo de um jogo, e o Sporting sabe-o melhor que ninguém. É caso para perguntar aos portistas: dói, não dói?

Apesar de um início de jogo forte, com grande pressão em todo o campo, o Sporting não foi capaz de criar grandes oportunidades de golo. O Porto, a partir dos 15 minutos, equilibrou a partida e, através de Quaresma, conseguiu ter os dois maiores lances de perigo da primeira parte: primeiro, um cruzamento de letra que encontrou Varela, que rematou para grande defesa de Patrício; depois, um remate em arco da quina da área que embateu com estrondo na barra. Jackson, perto do final da primeira parte ainda teria uma grande ocasião num cruzamento, mas cabeceou em desequilíbrio (que não me parece ter sido causado por Cédric, que só tocou em Jackson depois deste cabecear).

É preciso reconhecer que o Sporting teve sorte em ir para o intervalo com o jogo empatado. Não se pode dizer que o Porto estivesse a dominar, mas teve indiscutivelmente mais arte para criar perigo, e fez mais que o Sporting para justificar o golo.

Na segunda parte, o Sporting voltou a entrar muito forte, ameaçando a baliza de Helton por várias vezes. Primeiro por Dier, de livre, depois por Mané num desvio ao primeiro poste na sequência de um canto, e por Slimani na recarga à defesa de Helton. Pouco depois o Sporting marcaria o único golo do jogo.


A partir daí o Sporting baixou no terreno, de forma a reduzir os espaços no seu meio-campo, e para tirar partido das muitas recuperações de bola que ia fazendo para iniciar jogadas de contra-ataque. Existiram três ocasiões de superioridade numérica que podiam (e deviam) ter causado mais perigo, mas infelizmente o Sporting confirmou algumas deficiências no aproveitamento deste tipo de situações, que já havia demonstrado por várias vezes ao longo da época.

No entanto, do ponto de vista defensivo a equipa esteve extremamente concentrada, com um espírito combativo que quebrou praticamente todas as iniciativas portistas para se aproximarem da área de Rui Patrício. Não só o Porto parecia gradualmente perder o controlo emocional, como também pareceu quebrar fisicamente, acabando por ser pouco mais que inofensiva durante toda a segunda parte.

Em termos individuais, há dois destaques óbvios: William Carvalho, que fez um jogo monstruoso, e Slimani que mais uma vez marcou um golo que valeu pontos. Mas genericamente toda a equipa esteve muito bem, sendo justo referir as também excelentes exibições de Dier e Rojo, que estiveram intransponíveis.

Custa-me escrever que foi uma vitória importantíssima, porque não me consigo desligar da forma como foi conseguida, mas a verdade é que estes três pontos repõem um distanciamento mais que justo em relação ao Porto, que poderá vir a ser decisivo na luta pelo segundo lugar. Nada está decidido, mas o panorama está agora bem mais agradável.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Vamos jogar no totoproença

Perante um desinteresse crescente do público no totobola, a Santa Casa está a desenvolver novos formatos que consigam recuperar a atenção dos apostadores que seguem o futebol nacional. Nesse sentido, no próximo fim-de-semana haverá uma edição experimental de uma das iniciativas que estão a ser desenvolvidas: o totoproença.

A mecânica é muito simples. Os apostadores terão que tentar adivinhar qual será o comportamento e o sentido das decisões de Pedro Proença no jogo do fim-de-semana seguinte. A mecânica arranjada é interessante, pois quem apostar maioritariamente na coluna 1 estará a contar com uma arbitragem mais caseira, ao passo que apostando principalmente em 2 se estará a prever uma arbitragem mais favorável aos interesses dos forasteiros.

É por isso que com um enorme orgulho revelo, num rigoroso exclusivo nacional, o primeiro boletim do totoproença:


Eu confesso que me sinto entusiasmado com esta iniciativa, e não perdi tempo a registar a minha aposta, que vou partilhar convosco.


222 - 222 - 22X - 212X - 0:0

Como podem ver, suspeito que Pedro Proença tentará não cometer erros críticos. No entanto, penso também que não perderá uma única oportunidade de inclinar o campo a favor dos forasteiros, quebrando o ritmo quando o Sporting está por cima do jogo, permitindo entradas duras a jogadores do Porto, amarelando os sportinguistas à primeira oportunidade na expetativa de expulsar um deles no princípio da 2ª parte, no fundo fazendo mais uma daquelas arbitragens irritantes a que já nos habituou.

Como é um concurso experimental ainda não há prémios para quem acertar, mas por outro lado ainda não é preciso pagar para se jogar. Estejam à vontade para colocar as vossas apostas.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Falta aí um asterisco #16

in maisfutebol.pt

* Desculpem, lapso meu. Afinal não falta nenhum asterisco. O futebol não merece mesmo a trampa de árbitros que temos em Portugal.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Balanço das arbitragens: 15ª jornada

Benfica 2-0 Porto (Artur Soares Dias)
52' - Matic cabeceia a bola na direção da baliza, que bate na mão de Mangala, o árbitro não assinala penalty - decisão errada, devia ter sido assinalado penaty pois o jogador do Porto faz mancha com o braço
73' - Quaresma cai na área após contacto com Garay, o árbitro não assinala nada - decisão errada, o defesa argentino empurra o jogador do Porto, devia ter sido assinalado penalty
74' - Danilo cai na área após contacto com Garay, o árbitro não assinala nada - decisão correta, há contacto mas não há qualquer empurrão do defesa argentino
74' - Na sequência do lance, o árbitro entende que Danilo simulou a falta e exibe-lhe o segundo amarelo - decisão errada, a queda é natural por ter havido contacto, apesar de não haver falta, e não deveria ter sido considerada como simulação
90'+1 - Josué faz uma entrada ao joelho de Siqueira com os pitons, o árbitro não exibe nenhum cartão - decisão errada, a entrada é perigosíssima e o jogador do Porto não tem qualquer intenção de jogar a bola, pelo que devia ter sido expulso
=: foi uma arbitragem com duas faces distintas; prejudicou o Benfica até ao 2-0, e prejudicou o Porto a partir desse momento; a verdade é que os erros contra o Benfica não tiveram qualquer impacto no desenrolar do jogo (o 2º golo foi logo a seguir ao penalty de Mangala e a expulsão foi nos descontos), enquanto que os erros contra o Porto acabaram por ser em número suficiente que impediram a equipa de lutar pelo empate, que seria um cenário perfeitamente possível (1X)

Estoril 0-0 Sporting (Pedro Proença)
68' - Após um cruzamento para a área do Estoril, pede-se penalty de Filipe Gonçalves por controlar a bola com o braço, o árbitro não assinalou nada - decisão correta, a bola toca apenas no tronco do jogador
74' - Montero cai na área após contacto por trás de Gonçalo Santos, o árbitro não assinala nada decisão correta, o contacto existe mas parece ser dentro da lei, pelo que se aceita a decisão do árbitro
74' - Na sequência do lance pede-se segundo amarelo para Montero decisão corretaa queda é natural por ter havido contacto, apesar de não haver falta, e não deveria ter sido considerada como simulação
=: arbitragem sem influência no resultado


Resumo da jornada




Acumulado da época



Classificação





Jogos com arbitragens com influência no resultado




domingo, 12 de janeiro de 2014

Empate por afogamento

A noite começou mal ainda antes do pontapé de saída. Não gostei de ouvir os assobios durante o minuto de silêncio. É certo que se tratou de uma minoria de pessoas mas é o suficiente para estragar aquilo que deve ser um momento de reflexão e de pesar. Têm direito a não gostar de Eusébio, mas no mínimo deviam respeitar a dor da família. Se calhar agora é que lhes demos um motivo válido para não gostarem de nós.

Não há muito a dizer em relação ao jogo. Estiveram duas equipas que procuraram que o adversário não tivesse espaço para construir, provocando congestionamentos humanos no campo onde quer que a bola estivesse, oferecendo-nos um jogo intenso mas pouco emotivo. Houve um total de duas oportunidades para o Estoril (um remate à barra e um lance em que tiveram um jogador isolado mas que rematou para fora) e três para o Sporting (remate de Wilson, outro remate de Adrien à entrada da área que devia ter saído com melhor colocação, e o remate de Rojo) o que é francamente escasso para aquilo que se esperava destas duas equipas.

O Sporting dominou apenas os últimos 25 minutos a partir da entrada em campo de Capel e Slimani. Capel esteve apagado, mas o argelino mostrou mais uma vez que tem uma presença que impõe muito respeito às equipas adversárias. Mané entrou bem no jogo e talvez se justificasse a sua entrada um pouco mais cedo, pois só acabou por ter dez minutos para procurar agitar o jogo.

William fez uma grande exibição, mais uma vez. Rui Patrício teve pouco trabalho, mas esteve em grande nível sempre que foi chamado a intervir. A defesa esteve toda ela muito concentrada, com destaque para Cédric, que está cada vez mais a mostrar-se como um grande jogador. Neste momento, na minha opinião, é o melhor defesa-direito a jogar em Portugal, a par com Danilo. Muito forte a atacar, cruza quase sempre bem, disputa cada bola como se fosse a última, e está cada vez mais certinho a defender. E revelou uma grande maturidade -- estando condicionado com um amarelo logo aos 16', percebeu que tinha que ter um cuidado extra nos contactos com outros jogadores.


Falta falar de Proença. Os jornais e os comentadores irão certamente desfazer-se em elogios à sua atuação, já que esteve bem nos dois lances mais polémicos (Filipe Gonçalves parece tocar na bola apenas com o peito, e o contacto sobre Montero não me pareceu suficientemente forte para ser penalty). Mas no resto foi o árbitro irritante que nos habituámos a ver pavonear-se nos relvados. 

O amarelo mostrado a Cédric aos 16' é aberrante, e vem na linha do estilo proencista -- condicionar desde cedo os jogadores da equipa com que não simpatiza, para terminar o servicinho à primeira oportunidade que tiver na 2ª parte do jogo. Felizmente Cédric não lhe deu motivos para isso. O amarelo a Montero é absurdo, pois limitou-se a afastar um adversário que estava a agir de forma completamente desajustada. Proença também esticou para além do razoável o tempo para decidir dar ou não a lei da vantagem. A poucos minutos do fim não deixou Cédric cobrar um livre porque a bola estava 10cm mais para a esquerda do que devia. Permitiu várias entradas duras dos jogadores do Estoril (nomeadamente uma sobre André Martins) sem mostrar qualquer amarelo. Nos livres, parecia que andava a dar aulas de linguagem gestual aos jogadores. 

Mas o que fica para a história é um justo empate a zero, que demonstra mais uma vez a solidez defensiva do Sporting, mas também que também mostra que a inspiração dos nossos construtores de jogo e dos nossos finalizadores já conheceu dias mais risonhos. Esperemos que essa inspiração volte depressa.

No fundo, este jogo fez-me lembrar um empate por afogamento do rei no xadrez. A ocupação dos espaços pelas peças é tal, que o Rei não tem possibilidade de fazer qualquer movimento que não o coloque em cheque. 

sábado, 11 de janeiro de 2014

O clássico que interessa

Fala-se muito no Benfica - Porto de domingo. Para mim, é um jogo que pouco interessa. Como já sei que à partida os nossos rivais perderão um total de 3 ou 4 pontos, pouco me importa qual será o resultado.

Se pudesse pedir um desejo para esse jogo, seria este: que haja uma equipa que seja fortemente prejudicada pelo árbitro. Desejo isso para ver como reagirão os jornais, os treinadores e dirigentes beneficiados e prejudicados, a APAF e a opinião pública em geral. Já que os roubos que fazem ao Sporting não parecem mexer na consciência de ninguém, talvez metendo a mão ao bolso a um dos donos da bola se possa assistir a um pequeno terramoto nas lamacentas fundações do futebol português.

Acho que Artur Soares Dias é um bom árbitro, dos melhores em Portugal, mas dias maus acontecem a qualquer um. E, já agora, se existirem umas expulsões que impliquem suspensões para os jogos seguintes, tanto melhor.

Preocupa-me muito mais o jogo de sábado com o Estoril. É esse o clássico que me interessa. Clássico, porque sempre que este Sporting joga, para mim, é um clássico a não perder. Este Sporting made in Sporting, de miúdos com garra e talento, que demonstram prazer em envergar a camisola do clube.

Num campo pequeno e ventoso, contra uma equipa do Estoril que me desperta tanta simpatia quanto respeito (apesar de considerar inadmissíveis os preços de bilhetes para este jogo), vai ser preciso um Sporting ao melhor nível para vencer o jogo e meter os nervos em papa aos candidatos ao título que jogarão no dia seguinte.

A estatística diz que o Estoril é menos perigoso em casa do que fora, mas é preciso relembrar que já receberam Porto e Benfica. Com o Porto empataram num jogo extremamente polémico, e contra o Benfica perderam tangencialmente, mesmo tendo jogado com menos um jogador durante meia-hora. E em ambas as partidas o Estoril teve menos tempo de descanso por ter jogado para a Liga Europa na quinta-feira anterior.

Preocupa-me também o facto de Pedro Proença ter sido o árbitro escolhido para este jogo. Apesar de ser, do ponto de vista de currículo, o melhor árbitro português da história, a sua prestação nas competições nacionais é quase sempre medíocre. Este ano ainda só apitou uma vez os grandes, entregando de bandeja a vitória ao Porto no jogo contra o Guimarães ao assinalar um penalty que ninguém mais viu.

No ano passado, Proença arbitrou duas vezes o Sporting, e em ambas cometeu erros graves. À 9ª jornada o Sporting venceu em casa o Braga por 1-0, num jogo que ficou célebre por um golo invalidado a Alan que daria o empate aos forasteiros. No entanto, é menos célebre o facto de ter sido invalidado também um golo ao Sporting, que daria o 2-0, por um fora-de-jogo mal assinalado. À 28ª jornada Proença ajudou a matar as aspirações europeias do Sporting não assinalando um claro penalty na 2ª parte quando o jogo ainda estava 0-0. O Paços viria a marcar e a vencer por 1-0. E este resumo recente de Proença não ficaria completo sem a sua participação na festa de consagração do Porto na 29ª jornada de 2011/12, em que expulsou de forma vergonhosa Onyewu e Polga. E já agora, nesse mesmo ano, na 3ª jornada, quando o Sporting perdeu em casa por 3-2 com o Marítimo com mais uma inestimável ajuda do árbitro lisboeta.

Os jogadores do Sporting terão que jogar com muita concentração e solidariedade, evitando cometer faltas escusadas (porque irão chover amarelos) e respeitando sempre o adversário. Mas também com confiança. Não só pela massa sportinguista que estará presente a dar o seu apoio, mas também porque, para todos os efeitos, o Sporting é líder do campeonato e pratica o melhor futebol em Portugal. E isso há-de valer alguma coisa.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Balanço das arbitragens: 6ª jornada

Antes de começar, fica aqui o link para o post em que explico os motivos e a forma como organizei este balanço.

Benfica 1-1 Belenenses (Jorge Tavares)
31' - No golo do Belenenses, Fredy está em fora-de-jogo de posição - decisão errada, o jogador do Belenenses faz um movimento com o objetivo de desviar a bola, pelo que o lance deveria ter sido anulado
60' - Cardozo cai na área, o árbitro não assinala penalty - decisão errada, o defesa do Belenenses tem as mãos sobre o ombro e o braço esquerdo de Cardozo, e parece impedir que o avançado dispute o lance
= se o golo do Belenenses tivesse sido anulado e se o penalty tivesse sido assinalado, dificilmente o Benfica deixaria de ganhar o jogo (1)

Braga 1-2 Sporting (Paulo Baptista)
Jesualdo Ferreira, no final do jogo, fez referência a uma falta que antecede o 2º golo do Sporting. Não me parece que tenha havido falta, mas mesmo que houvesse não o classificaria como um lance crítico. Existem dezenas de bolas divididas todos os jogos, e neste caso concreto a bola ressalta por um perfeito acaso para os pés de Cédric. Por uma questão de coerência também não considerarei críticos casos de cantos ou livres mal assinalados que na sequência tenham dado golo.
31' - Aderlan derruba Montero, que ficaria isolado em zona frontal; o árbitro expulsou o defesa do Braga - decisão correta
=: Decisões de arbitragem nos lances críticos não tiveram influência no resultado final

Porto 1-0 Guimarães (Pedro Proença)
50' - Quintero choca contra um defesa do Guimarães e cai, o árbitro marca penalty - decisão errada, o defesa do Guimarães tinha a posição ganha e Quintero já vai em queda antes de contacto
=: Tratando-se do único golo do jogo, é evidente que a arbitragem teve influência no resultado final; no entanto ainda havia 40 minutos para jogar e era perfeitamente possível que o Porto ainda chegasse à vitória (1X)

Resumo da jornada


Acumulado da época



Classificação



Como ler este quadro:
  • O Porto beneficiou de um golo irregular contra o Paços, que se tivesse sido anulado muito provavelmente implicaria um empate (o golo foi marcado com menos de 15 minutos para jogar) e contra o Estoril beneficiou de uma expulsão perdoada a Otamendi no princípio do jogo, que nesse cenário poderia ter acabado com uma derrota. Com o Guimarães o golo da vitória foi marcado a partir de um penalty inexistente. Na pior das hipóteses o Porto poderia ter 3 vitórias (Setúbal, Marítimo e Gil Vicente), 2 empate (Paços e Guimarães) e 1 derrota (Estoril). Por outro lado, no mesmo jogo com o Estoril foi prejudicado no lance do penalty que deu o 1º golo ao adversário e há dúvidas sobre o fora-de-jogo no 2º golo; apesar do benefício com o Guimarães, ainda havia muito tempo para o Porto procurar a vitória; na melhor das hipóteses, poderia ter 5 vitórias (Setúbal, Marítimo, Gil Vicente, Estoril e Guimarães) e 1 empate (Paços)
  • No jogo do Benfica com o Sporting, os erros críticos foram para ambos os lados, e foram em número e momentos que baralharam completamente o resultado. Com o Belenenses, o Benfica teria ganho o jogo se não fossem os erros de arbitragem. Na pior das hipóteses o Benfica poderia ter 4 vitórias (Gil Vicente, Paços, Guimarães e Belenenses) e 2 derrotas (Marítimo e Sporting). Na melhor das hipóteses poderia ter 5 vitórias (Gil Vicente, Sporting, Paços, Guimarães e Belenenses) e 1 derrota (Marítimo).
  • Nos jogos em que o Sporting perdeu pontos, em todos eles existiram erros em seu prejuízo com influência no resultado, ou seja, potencialmente poderia ter o máximo de 18 pontos. Por outro lado, foi beneficiado no jogo com o Olhanense (o golo em fora-de-jogo de Montero ajudou a desbloquear um jogo que poderia ter continuado empatado) e também benefíciou de erros a seu favor no jogo contra o Benfica. Se não tivessem existissem erros nas arbitragens, na pior das hipóteses poderia ter 4 vitórias (Arouca, Académica, Rio Ave e Braga), 1 empate (Olhanense) e 1 derrota (Benfica). Na melhor das hipóteses podia ter 6 vitórias nos 6 jogos.