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domingo, 26 de maio de 2019

Uma viagem louca de exploração aos limites do sofrimento

Não havia necessidade. Era escusado sermos submetidos novamente a mais um violento teste de stress ao sistema cardíaco, mas, à boa maneira das últimas conquistas do Sporting no futebol, a final da Taça de Portugal reservava aos sportinguistas mais uma montanha russa de sentimentos que nos levou da iminente euforia à depressão e da depressão à euforia final no espaço de poucos minutos.

As dificuldades enfrentadas foram mais que muitas. As ausências e lesões obrigaram Keizer a rapar o fundo ao tacho do plantel, indo a jogo com Bruno Gaspar e Diaby - que fez uma primeira parte surpreendentemente boa - e acabando com Ilori a lateral e Jefferson a médio centro. Há que reconhecer que o Porto dominou grande parte do jogo pela intensidade colocada na pressão e nos duelos a meio-campo, criando frequentemente perigo nas bolas paradas e quando esticava o jogo à procura de Soares e, principalmente, Marega. 

Mas há que dizer que esse domínio também aconteceu com a prestimosa colaboração da equipa de arbitragem. Jorge Sousa demonstrou que para se ser o melhor árbitro em Portugal não é necessário ser o que mais decisões acerta: basta saber como inclinar um campo sem afetar a nota que receberá. Essa habilidosa condução de jogo refletiu-se numa óbvia e constante dualidade de critérios na marcação de faltas e na punição disciplinar - incluindo uma expulsão perdoada a Manafá por agressão a Bruno Fernandes -, ou, por exemplo, na interrupção de uma jogada de contra-ataque do Sporting para mostrar um amarelo a Danilo por pisão (curiosamente, igual ao que valeu vermelho a Ristovski e o deixou de fora desta final). Mas não foi apenas isso: é um escândalo que o primeiro golo do Porto não tenha sido anulado por braço de Herrera na bola (jogar a bola com aquela área do ombro é ilegal). Foi uma infração clara cometida mesmo à minha frente e não é aceitável que nem fiscal-de-linha nem VAR tenham assinalado a falta. O mesmo fiscal-de-linha que conseguiu não ver um fora-de-jogo de um metro de Marega no golo que o VAR anulou.

Dificuldades que, juntando-se à forma como o Porto chegou ao empate nos descontos da segunda parte de prolongamento, quando já cheirávamos a Taça, e à grande penalidade falhada por Dost na abertura da nossa série, nos levaram-mais uma vez a explorar os limites do sofrimento que um adepto pode suportar. 

Um sofrimento que, no final, se transformaria na mais saborosa das emoções e numa conquista que ficará na nossa memória durante muitos anos: a dança de Renan entre os postes e a fa-bu-lo-sa estirada para sacudir o remate de Fernando Andrade, a frieza do improvável Luiz Phellype a garantir um troféu que todos desejávamos (e precisávamos) intensamente - tão bem ilustrado pelas lágrimas do gigante Mathieu no final -, e ainda a épica subida à tribuna dos jogadores (e em particular de Renan) num fantástico momento de comunhão com os adeptos que os ladeavam. E foi a linda festa em Alvalade.

Nós merecemos muito isto. Agora é tempo de desfrutar.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Sofrível

Fonte: zerozero.pt
Qualquer sportinguista minimamente atento sabe que a nomeação de Rui Costa para um jogo do nosso clube redunda sistematicamente numa arbitragem sem qualidade e recheada de polémicas. Foi assim, por exemplo, na receção ao Chaves, em que nem com uma visualização a dois tempos das repetições conseguiu ver um penálti claríssimo sobre Gelson Martins, ou na visita no final de 2018 ao Feirense para a Taça da Liga, onde assinalou um penálti inexistente contra o Sporting que relançou uma partida que parecia estar resolvida. Lances de importância capital à parte, uma arbitragem de Rui Costa costuma também ser sinónimo de um jogo mal conduzido, com um critério incompreensível na marcação de faltas e faltinhas e inconsistência disciplinar, que acaba invariavelmente a enervar jogadores e público. Ontem foi mais do mesmo - com a agravante de ter sido várias vezes mal auxiliado pelos seus assistentes -, num jogo cuja história se resumiu aos golos marcados, às polémicas decisões da equipa de arbitragem, e que poucos outros momentos de qualidade teve para se destacar.



Os primeiros 30 minutos - A partida dificilmente poderia ter começado melhor: um golo a abrir, adversário controlado, segundo golo ainda dentro da primeira meia-hora, e poderia ter sido sentenciada em definitivo caso Dost não tivesse desperdiçado de forma incrível o 3-0 após um grande trabalho de Ristovski pela direita. 

Dono da lateral - Ristovski foi importante no segundo golo com o fulminante remate de primeira que Jhonatan apenas conseguiria sacudir para a recarga de Bruno Fernandes, criou várias situações de desequilíbrio no seu flanco, e esteve bastante concentrado e agressivo defensivamente. Está furos acima do que Bruno Gaspar tem dado e, por isso, para mim tem de ser o dono do lugar.

A classe de Mathieu - numa partida na linha do que lhe é habitual, destacou-se pela classe com que limpou várias situações bastante complicadas com cortes em carrinho. Numa altura em que se fala na possibilidade de sair, demonstra que a sua permanência em Alvalade é fundamental. Que se arranje um terceiro central, esquerdino, que possa rodar com o francês em jogos de dificuldade teórica inferior.



Os últimos 60 minutos - não se matou a partida, e após vista grossa numa falta clara sobre Dost à entrada da área dos visitantes, o Moreirense reduziu para 2-1 numa bela jogada e colocou novamente o resultado em aberto. A partir desse momento a história do jogo jogado acabou, com raríssimas situações de golo em ambas as balizas: a partir daí houve apenas o golo (mal) anulado a Raphinha, a trapalhona cerimónia dos jogadores do Sporting na área adversária no lance final do jogo, e não me consigo lembrar de uma única ocasião em que o Moreirense pudesse ter chegado ao empate.

Diaby inconsequente - desta vez o maliano até fez uma exibição esforçada, com muito trabalho defensivo, mas na frente tem sido pouco mais que uma nulidade. Quando solicitado, Diaby raramente consegue orientar uma situação de potencial perigo com o seu primeiro toque se a bola lhe for endossada pelo ar ou se tiver um adversário nas costas - ou lhe passada rasteira para o espaço vazio, ou nada feito. 

Dost desinspirado - confirmou o mau momento de forma passando mais uma vez ao lado do jogo e executando de forma terrível no momento da finalização. E já se sabe que o holandês é jogador que, não estando inspirado na finalização, tem muitas dificuldades em ser útil à equipa.

Gestão do plantel e das substituições - conto escrever sobre isto em breve, mas Keizer tem de começar a abrir o onze a outros jogadores, sob o risco de rebentar fisicamente com os habituais titulares. Ontem foram vários os jogadores que acabaram de rastos - o que acaba por ser normal face aos jogos consecutivos que têm efetuado -, e, precisamente por isso, não se compreende como é que não usou o banco para refrescar determinadas posições.



Nota artística - 2

MVP - Ristovski

Arbitragem - tudo dito no parágrafos anteriores, com exceção de uma outra situação de dúvida num eventual penálti de Acuña. Apenas acrescento que o VAR (João Capela) agiu sempre bem: não podia intervir na falta sobre Dost, pois a falta foi assinalada fora da área; não podia reverter a decisão no golo anulado a Raphinha, pois as imagens do momento do fora-de-jogo não são conclusivas - a responsabilidade da decisão é do fiscal-de-linha, que, conforme o que dizem as regras, deveria ter dado o benefício da dúvida ao atacante.



Exibição sofrível que mantém a equipa na perseguição pelo 2º lugar. Segue-se agora um desafio complicadíssimo contra um Braga fresco (com vários titulares poupados na sexta-feira) e que encara os confrontos com o Sporting como se fossem os jogos da sua vida. Razão mais que suficiente para que a equipa esteja consciente que só poderá sair de lá com a vitória caso esteja disposta a deixar TUDO em campo.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Falemos do salário de Bruno de Carvalho

A propósito das horas de debate que as nossas televisões dedicaram ao salário de Bruno de Carvalho aquando da divulgação das contas do Sporting, agora que os relatórios e contas dos três grandes foram publicados, podemos finalmente fazer uma análise comparativa dos vencimentos dos administradores das SAD's de Sporting, Benfica e Porto.

Os dados apresentados não são surpreendentes:


Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, ganha menos do que qualquer administrador remunerado das SAD's de Benfica e Porto. Não é um salário baixo para os valores que se praticam em Portugal, é certo, mas parecem-me valores razoavelmente enquadrados para a responsabilidade que tem. De qualquer forma, seria interessante que as CMTV's e MaisTabacos da vida analisassem de forma igualmente zelosa os vencimentos dos administradores das outras SAD's.

Luís Filipe Vieira, como se sabe, tem dedicado os últimos 14 anos da sua vida. Esperemos que o seu altruismo não leva a que ele e a família passem fome. O facto de Rui Costa não ter tido direito a prémio num ano de excelentes resultados desportivos e financeiros também permite questões interessantes. Sabendo-se que está há quase 10 anos a ser preparado por Vieira para ser o próximo presidente (yeah, right), poucas dúvidas restarão que as suas funções são pouco mais que decorativas: servirá, sobretudo, para apertar a mão aos convidados de Vieira no camarote presidencial e para levar com a responsabilidade dos Taarabts e dos Djuricics...

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Aberração

Retirado do relatório de jogo do Sporting - Chaves, elaborado pelo árbitro Rui Costa. Como é possível que, depois de ter visto e revisto as imagens, ache que Gelson o terá tentado enganar? Penalizou o Sporting ao sonegar uma excelente oportunidade para marcar, e penalizou o jogador com um cartão amarelo que lhe poderá valer, mais à frente, uma suspensão de um jogo prematura.

E, já agora, como é possível ainda não haver, no Conselho de Disciplina, um mecanismo para retirar o cartão ao jogador? O penálti já não há forma de se corrigir, mas repor a justiça ao nível da disciplina seria o mínimo exigível.

(via @SrBalakov)

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Diamantino cartilhando

A conta de Twitter gerida pelo diretor de comunicação do Benfica reagiu rapidamente ao primeiro golo do Sporting, apontando para uma suposta falta de William Carvalho sobre um defesa do Chaves no lance do 1º golo de Bas Dost.

Tratou-se, evidentemente, de uma manobra para desviar a atenção do escândalo que foi o penálti que deu o 3º golo ao Benfica - não o penálti em si, mas a falta ostensiva de Jonas que acontece no início da jogada. Um remake de outra situação ocorrida com o Benfica no Bessa, em que o golo que inaugurou o marcador começa com uma falta clara de Luisão. 

Mas estou a divagar. Voltando ao golo do Sporting, basta olhar com alguma atenção para a repetição para perceber que quem faz primeiro falta é Anderson Conceição, havendo depois um agarrão mútuo. A ser marcada alguma infração, teria de ser penálti a favor do Sporting.


De qualquer forma, a cortina de fumo estava criada. Um pouco mais tarde, no Mais Tabaco, Diamantino Miranda não deixou os seus créditos de cartilheiro por mãos alheias, e fez questão de lançar a discussão sobre esse lance com a brilhante introdução "não me queria meter mais nisso, até porque não é assim um assunto que eu goste de estar a falar, mas...":

(obrigado, Tiago!)

Nice try, Diamantino, nice try...
in Record (via @SrBalakov)

A outra grande virtude do VAR

Que o VAR é uma ferramenta essencial para tornar o futebol um jogo mais justo, pouca gente terá dúvidas. Já foram várias as situações em que a verdade desportista foi reposta através do recurso às imagens por parte dos árbitros.

A outra grande virtude do VAR é particularmente importante para o futebol português: expõe por completo a incompetência e/ou desonestidade dos árbitros que temos. Ontem, em Alvalade, aconteceu isto:


Gelson foi travado de forma clara. Pode dizer-se que já esperava o contacto, pode dizer-se que quando o sentiu desistiu de jogar a bola e deixou-se cair, mas o contacto existe, é indiscutível, e é motivo suficiente para desequilibrar o jogador. Penálti mais que evidente que Rui Costa, numa primeira análise, interpretou como sendo simulação do extremo do Sporting.

Mas o pior ainda estava para vir. Bruno Esteves, em funções de VAR, recomenda a Rui Costa que reveja o lance. Assim o fez, mas manteve a decisão. Volta a ser aconselhado a rever uma segunda vez. E apesar de todas as evidências, apesar das imagens claras, apesar dos conselhos do VAR, não mudou de ideias.

Recordo que falamos do mesmo árbitro que também decidiu não expulsar Eliseu pela agressão cometida no Benfica - Belenenses.

Isto é estar a gozar com toda a gente que esteve a ver o jogo. Na melhor das hipóteses, estamos perante um caso de total incompetência. Na pior, é desonestidade. Num caso ou noutro, espero que o CA faça o mínimo exigível: como se diz por outras bandas, tem que lhe dar cabo da nota.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Uma oportunidade que não se quis desperdiçar

Após a derrota do Benfica na Madeira, o jogo com o V. Setúbal revestia-se de uma importância extrema. Não só pelos três pontos em disputa, que muita falta podem fazer num campeonato que se espera disputado até ao fim, mas também pela possibilidade de nos aproximarmos à distância de um braço em relação ao líder - e com a possibilidade de lhes darmos outro valente puxão na próxima jornada. Era uma daquelas oportunidades que não se podia desperdiçar, e a equipa percebeu o que estava em jogo: entrou em campo mentalizada em aproveitar todos os minutos que o relógio lhe dava para resolver a questão a seu favor.




A exibição na primeira parte - apesar de não ter havido um rendimento constante, o Sporting registou períodos muito prolongados de domínio total, em que não permitiu que o V. Setúbal respirasse. Futebol envolvente e quase sempre prático com bola, pressão sufocante em todo o campo sem bola, encostando por diversas vezes o adversário às cordas, com as oportunidades de golo a sucederem-se desde o primeiro minuto. Dessas oportunidades, três foram convertidas por William, Dost e Bruno César, ainda que, por motivos que apenas Rui Costa poderá explicar, o Sporting tenha chegado ao intervalo a vencer apenas por 2-0. Quarenta e cinco minutos esmagadores, que, em condições normais, deveriam ter chegado para fechar todas as dúvidas em relação a quem saíria de campo com os três pontos, mas que, ainda assim, acabaram por ser suficientes para se encarar a segunda parte com tranquilidade.

Meio campo de luxo - William Carvalho, Adrien Silva, Bruno César e Gelson Martins foram os melhores do Sporting. Se os dois primeiros são indiscutíveis há vários anos, já Bruno César e Gelson estão a ser, na minha opinião, as grandes revelações do Sporting 2016/17. O brasileiro, pela sua polivalência e elevado rendimento em várias posições, conseguiu, contra as expectativas da maior parte das pessoas (eu incluído), conquistar o seu espaço no onze. Ontem, marcou um golo fabuloso de livre direto, enfiando a bola no canto da baliza - o único sítio onde Bruno Varela não podia chegar. Quanto a Gelson, esteve endiabrado na primeira parte e somou mais uma assistência à sua conta pessoal (já lá vão 7 passes para golo, liderando a tabela das assistências da Liga com mais 3 que o trio perseguidor, nos quais se encontra Bryan Ruiz). Não espanta que as três substituições feitas por Jesus tenham servido para descansar estes jogadores, tal é a sua importância atual na dinâmica defensiva e ofensiva da equipa. Ah, e William marcou de cabeça... 

Rui Patrício contra o frio - perdi a conta às vezes que vi Rui Patrício a fazer exercícios de aquecimento em pleno jogo, quando o Sporting se preparava para bater livres ou cantos junto à área do V. Setúbal. Parecia desesperado em participar no jogo, enfiando-se entre os centrais quando Coates ou Semedo tinham a bola, para se envolver quase à força na primeira fase de construção. Fora isso, praticamente não teve trabalho, mas na única ocasião de verdadeiro perigo para a sua baliza - num cabeceamento forte à entrada da pequena área -, efetuou uma enorme defesa. Espero que seja sinal de que a sua fase menos boa já ficou para trás.

A homenagem ao Chapecoense - muito bonitas as referências nas camisolas e o cântico dedicado pelas claques na segunda parte. Pena, apenas, que ainda existam pessoas que acham que se deve aplaudir durante o minuto de silêncio.



Algum facilitismo na segunda parte - a segunda parte do Sporting foi fraquinha, mas percebe-se que a equipa tenha preferido gerir o esforço e a vantagem do que acelerar o ritmo da partida à procura do terceiro golo - seguem-se dois jogos importantíssimos onde estarão em causa a continuidade nas competições europeias e o assalto ao primeiro lugar. É normal, como tal, que o Sporting tenha abrandado o ritmo e proporcionado ao V. Setúbal a possibilidade de ter a bola que nunca conseguiu ter na primeira parte, mas parece-me que houve algum relaxamento por parte de alguns jogadores, que se traduziu em passes errados e más abordagens a lances que, com níveis de concentração máxima, não teriam acontecido.

Os golos anulados - não se compreende o que viu Rui Costa nos dois golos anulados a Dost e a Coates. É verdade que, no caso do golo do uruguaio, se escreveu direito por linhas tortas, pois houve um domínio de bola com o braço antes de se iniciar a segunda vaga de ataque que daria origem ao golo, mas é impossível que o árbitro tenha visto o quer que seja de irregular após esse momento. No golo anulado a Dost, existe um braço que se eleva por cima do defesa que o marcava, mas não houve qualquer tipo de impedimento na disputa de bola. Muito pior foi o empurrão a Schelotto pelas costas em Guimarães que nos custou três pontos. Coincidências da vida.



Quem diria? Há menos de um mês estávamos a sete pontos da liderança, e o jogo da Luz perfilava-se no horizonte como sendo absolutamente vital para as nossas aspirações - perdendo, ficaríamos fora da luta pelo campeonato. Com a vitória de hoje, passámos a estar apenas a dois pontos e iremos jogar, não pela sobrevivência da nossa candidatura ao título, mas pela liderança. Faz lembrar a aproximação que o Benfica conseguiu, na época passada, em véspera de dérbi, após o nosso empate a 0 em Guimarães, e que se converteria em liderança, uma semana depois, em Alvalade. Que a história se repita no próximo domingo, mas com os papéis invertidos. Eu acredito.

domingo, 23 de outubro de 2016

Mau demais para um suposto candidato ao título

Este foi, tanto quanto me lembro, o pior jogo que o Sporting fez na era de Jorge Jesus. O resultado é um castigo justo, não pelo que o Tondela fez para conseguir o pontinho que alcançou - antijogo miserável com a conivência da equipa de arbitragem -, mas pela falta de atitude revelada pelos jogadores e pelo total deserto de ideias para ultrapassar o autocarro dos visitantes. Como é evidente, as culpas por este resultado não se limitam apenas aos jogadores, porque estes apenas executam a estratégia que Jesus idealizou. Mas, a desfavor da equipa técnica, há ainda equívocos, cada vez mais evidentes, na forma como certos jogadores são utilizados, e na incapacidade para mudar o chip de que Jesus tanto fala: conseguimos não ganhar nenhum dos três jogos pós-Champions. Foi mau, mau demais para uma equipa que quer ser campeã.

Foto: Global Imagens



Está aí o teu segundo avançado, Jesus! - Jorge Jesus já testou, como segundo avançado, Alan Ruiz André, Markovic, Bruno César, Bryan Ruiz e até Castaignos, mas parece fazer questão de ignorar aquilo que muita gente já percebeu: Joel Campbell, pela sua capacidade de desmarcação e espontaneidade de remate, deveria ser opção para o lugar - como já o tinha demonstrado contra o Moreirense. Colocá-lo junto a uma faixa e obrigá-lo a estar a maior parte do tempo de costas para a baliza, em trocas de bolas com os colegas mais próximos, é tentar fazer dele o jogador que não é e desperdiçar as suas melhores qualidades.

No meio do marasmo, foi havendo Gelson e Coates - o extremo não teve uma noite particularmente inspirada, mas foi o único jogador que foi conseguindo fazer alguma coisa para causar desequilíbrios - acabando por somar mais uma assistência ao seu pecúlio. Coates fez tudo o que podia - limpou o que podia limpar atrás, e ainda tentou explicar aos médios o que era preciso fazer para empurrar a equipa para a frente.



Falta de atitude, esclarecimento e de um plano B - todas as equipas têm direito a jogos menos conseguidos, mas, havendo atitude, existe sempre uma boa possibilidade de se ultrapassarem os obstáculos colocados pelos adversários de menor valia teórica. Ontem foi evidente, desde muito cedo, que a estratégia não estava a resultar. A concentração de jogadores na faixa central era enorme e o Tondela estava perfeitamente confortável com as débeis tentativas do Sporting em furar a sua defesa. Muitas vezes, o Sporting colocava em simultâneo ambos os alas / extremos em posições interiores, ficando as duas faixas laterais desertas de jogadores das duas equipas. Sem rapidez e inspiração na execução, constantemente a bola voltava para os homens mais recuados do Sporting para iniciar uma nova vaga, mas qualquer tentativa de variação era feita de forma ainda mais lenta e denunciada. Compreendo que a equipa tente jogar com critério, mas em situações em que a estratégia não está claramente a funcionar, não fará sentido dar indicações aos jogadores para terem menos cerimónia e colocarem rapidamente a bola na área, de forma a que Dost, André, Castaignos ou Campbell, possam fazer pela vida? As poucas ocasiões que construímos, perto do fim, surgiram assim. Falta sentido prático a esta equipa. Se os jogadores estiverem inspirados, coisas boas podem acontecer. Não estando inspirados, há que pressionar o adversário colocando a bola na área tantas vezes quanto se conseguir, esperando que a categoria dos nossos avançados possa fazer a diferença em uma ou duas dessas situações. No fundo, um plano B.

Jogadores a precisar de banco / descanso / exílio - no meio de várias exibições para esquecer, houve, no entanto, três casos particularmente gritantes. Elias foi, mais uma vez, um jogador inútil em campo. Ou se posicionava entre os centrais para fazer passes curtos para o lado; ou se posicionava em cima de William quando este tinha a bola, estorvando mais do que arranjando linhas de passe; ou posicionava-se perto dos centrais adversários, esperando receber a bola quase como um pivot. O que a equipa precisava era de um médio transportador, mas Elias nunca quis assumir esse papel. Bryan Ruiz está nitidamente em má forma. Raramente as suas iniciativas correram bem e perdeu inúmeras bolas. Zeegelaar está com 0 de confiança. Não consegue ter qualquer tipo de iniciativa decidida a atacar. A defender, deixou-se antecipar numa ocasião que quase deu golo ao Tondela. Três jogadores que, na minha opinião, neste momento não têm lugar no onze.

A arbitragem de Rui Costa - uma autêntica miséria: inúmeras decisões mal tomadas, com prejuízo quase exclusivo do Sporting - cantos transformados em pontapés de baliza, lançamentos decididos ao contrário, um fora-de-jogo incompreensivelmente assinalado a Campbell, que estava 3 metros atrás da linha defensiva adversária, e, acima de tudo, uma total complacência perante as entradas duras e antijogo dos jogadores do Tondela. Os 6 minutos de descontos deveriam ter sido 8 ou 9, tantas foram as entradas da equipa médica dos visitantes, e nem sequer levou em consideração o tempo que o jogo esteve parado depois de ter anunciado os tais 6 minutos. Uma arbitragem à antiga: manhosa e deliberada. Há que dizer, no entanto, que podia ter mostrado o cartão vermelho a William Carvalho já nos descontos.



Não se consegue compreender: onde está aquela equipa que esteve tão bem durante 80 minutos no Bernabéu, que conseguiu um domínio avassalador em Guimarães durante 75 minutos? Falta Adrien, mas não é aceitável que a ausência de um jogador explique tamanha diferença de rendimento. A bem das nossas aspirações, é fundamental que a equipa se reencontre rapidamente.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Capas que não fizeram história, nº 56: Rui Costas Largas, ou o mais longo estágio remunerado do mundo

A recente "entrevista" que Luís Filipe Vieira concedeu à TVI decorreu, como seria de esperar, sem grandes incómodos para o presidente benfiquista. Os entrevistadores eram simpáticos e fiéis à causa, pelo que nenhum tema realmente incómodo foi lançado para a mesa. No entanto, como até ficava mal se, numa conversa tão prolongada, não se fizesse referência a um ou outro momento menos bom da presidência de Vieira, lá se colocou um par de questões sobre alguns dos flops contratados pelo Benfica. Nada que incomodasse o presidente que, de forma bem humorada, demonstrou ter a explicação para todas essas questões na ponta da língua:


Tarabat, Olán John e Djuricique? "Tenho um homem comigo que é o Rui, passa-lhe praticamente tudo pelas mãos também". "Foi dois jogadores que o Rui, fomos taco a taco com eles". "O Rui, coitado, até deu o número 10 ao Djuricic, vamos lá a ver!". 

Não custa nada: quando a coisa fica complicada, lá vem o coitado do Rui à colação.

É este o papel de Rui Costa no Benfica atual. Quando a coisa fica complicada, é normalmente o antigo jogador que dá a cara pela direção. Foi assim, por exemplo, na última derrota que o Benfica sofreu para o campeonato...


... ou quando o Benfica perdeu a Supertaça para o Sporting...


... ou após a derrota na final da Liga Europa com o Sevilha. Quando há bronca, normalmente Vieira resguarda-se na sombra, e tem de ser Rui Costa, uma figura idolatrada pelos benfiquistas, a dar a cara pela direção. Rui de costas bem largas.

Nada disto é novo, no entanto. O hábito de Vieira em recorrer a Rui Costa nas alturas difíceis é, na realidade, bem antigo, pois o agora administrador já servia de muleta ao presidente nos tempos em que ainda era jogador.

Recuemos dez épocas. Em 2006/07, o Benfica, treinado por Fernando Santos, termina a época em 3º lugar, atrás de Porto e Sporting. Fernando Santos era contestado, mas Luís Filipe Vieira decidiu mantê-lo no cargo para a época de 2007/08. No entanto, de forma algo inesperada, o presidente benfiquista acabaria por despedir Fernando Santos logo após o final da 1ª jornada, na sequência de um empate em casa do Leixões concedido em tempo de descontos. Vieira recuperaria de imediato Camacho mas, na jornada seguinte, o Benfica acabaria por ceder novo empate, na Luz, frente ao V. Guimarães.

Como é óbvio, a decisão de afastar o treinador tão cedo foi bastante polémica, e colocou o presidente benfiquista - na altura ainda sem a aura vencedora que tem agora - numa posição delicada junto dos sócios e adeptos do clube. Mas Vieira revelou já então perceber o jeito que dá ter um ídolo das massas à mão de semear. Vai daí que, em setembro de 2007, menos de um mês depois de ter despedido Fernando Santos, Vieira dá uma célebre entrevista ao jornal A Bola com o propósito de fazer uma revelação bombástica:

Setembro de 2007

Vieira planeia fazer de Rui Costa o futuro presidente do clube.


A entrevista é, toda ela, um tratado. Primeiro, Vieira dá a entender que poderá sair do Benfica a curto / médio prazo, e deixa escapar a ideia de que já tem um sucessor em mente - mas faz-se de difícil quando lhe pedem para revelar o nome:


Mas, perante a insistência do jornalista, lá se decidiu a acabar com o mistério:


Wait for it... wait for it...


Três anos! Rui Costa iria ser preparado durante três anos para ser o futuro presidente do Benfica. É caso para dizer que, quase dez anos depois, estamos perante o mais longo estágio remunerado do mundo.

Continuando: conforme o plano, Rui Costa terminou a sua carreira de jogador no final dessa época, e assumiu de imediato o papel de diretor desportivo.


Basicamente, essa foi a primeira e única época em que Rui Costa teve influência efetiva no futebol do Benfica. A contratação de Quique Flores, de sua responsabilidade, veio a revelar-se um fracasso, e, com a chegada de Jorge Jesus - escolha de Vieira, e não do seu diretor desportivo -, deixou de haver qualquer espaço para Rui Costa ser algo mais do que uma figura decorativa no futebol do Benfica. Oito anos e meio depois de Rui Costa ter iniciado a carreira de dirigente, Vieira continua agarrado ao cargo por muitos e bons anos (alguém acredita que em 2007 tinha realmente a intenção de sair no prazo de 3 ou 4 anos?). Aliás, em contradição com as palavras de Vieira, é curioso que as alterações dos estatutos de 2010, promovidas pelo presidente, tenham excluído automaticamente Rui Costa da possibilidade de ser candidato nas eleições de 2012 (por ter, na altura, menos de 43 anos de idade).

Apesar de não ter revelado tantas qualidades para dirigente como as que tinha como jogador, Rui Costa mantém-se ainda hoje como administrador da SAD - muito bem pago, por sinal -, o que apenas se pode justificar (aos olhos do presidente) pelo facto de ser uma boa cara para lançar às feras nos maus momentos. Até pode ser que venha um dia a ser presidente (ainda é um homem novo e continua a ser adorado pelos benfiquistas), mas já se percebeu que nunca lá chegará pela mão de Vieira. Aliás, também dá muito jeito a Vieira ter Rui Costa do seu lado... porque é uma das poucas pessoas do universo encarnado que teria algumas hipóteses de ser bem sucedido se o enfrentasse em eleições.

(obrigado, @MindoSCP e Eduardo!)

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Balanço das arbitragens: 23ª jornada

Paços Ferreira 1-3 Benfica (Jorge Ferreira)

28': Bruno Moreira cai na área ao passar por Samaris, o árbitro não assinalou penálti - decisão certa, existe um toque, mas o jogador do Paços já está em queda quando se dá o contacto entre os dois jogadores

45+1': Jonas cai na área ao passar por dois adversários; o árbitro assinalou penálti - decisão errada, Jonas salta e, apesar da proximidade, ninguém chega a derrubar Jonas

50': Jonas cai na área, o árbitro não assinala penálti - decisão certa, Jonas simula o penálti, devia no entanto ter visto cartão amarelo

57': No lance do 1-3, Jardel apoia-se no adversário ao cabecear para assistir Lindelof - decisão errada, a falta é evidente, pois Jardel põe os dois braços sobre o defesa do Paços e impede-o de saltar

=: penálti mal assinalado que deu o 1-2 e golo mal validado no 1-3; não seria impossível que o Benfica ganhasse, mas o Paços também estava na discussão do resultado (1X2)


Porto 3-2 Moreirense (Luís Ferreira)

26': Brahimi cai na área ao tentar rematar com um jogador do Moreirense nas costas, o árbitro não assinala penálti - decisão certa, não há qualquer falta do defesa

40': Maxi cai na área numa disputa de bola com Micael, o árbitro assinalou penálti - decisão errada, não só Maxi já vai em queda antes do contacto, como o jogador do Moreirense corta a bola; penálti mal assinalado

76': No 3º golo do Porto, há dúvida sobre se a bola saiu no momento em que Herrera cruza para Evandro - decisão certa, a bola não parece ter saído

=: um penálti mal assinalado a reduzir a desvantagem foi fundamental para relançar o Porto na partida; seria difícil inverter o resultado sem esta má decisão (X2)



Sporting 2-0 Boavista (Rui Costa)

40': Phillipe Sampaio atinge Gelson na cara com o cotovelo, o árbitro não mostrou qualquer cartão - decisão errada, a falta é violenta, desnecessária e evitável, pelo que o jogador do Boavista devia ter visto o cartão vermelho

50': Ao perseguir Slimani, Idris acerta com os pitons na zona do calcanhar do argelino; o árbitro mostrou amarelo - decisão errada, é uma falta muito perigosa, o jogador do Boavista devia ter visto o cartão vermelho

=: apesar dos erros, arbitragem sem influência no resultado



Estatísticas da jornada



Estatísticas acumuladas


Classificação



Jogos com influência da arbitragem no resultado



Erros de arbitragem com o resultado em aberto



Erros de arbitragem com o resultado em aberto agrupados por árbitro, desde 2013/14


sábado, 20 de fevereiro de 2016

Balanço das arbitragens: 20ª, 21ª e 22ª jornadas

Estoril 1-3 Porto (Tiago Martins)

=: jogo sem erros críticos, arbitragem sem influência no resultado


Sporting 3-2 Académica (Cosme Machado)

13': Hugo Seco empurra Carlos Mané, o árbitro não assinalou penálti - decisão errada, há um empurrão claro pelas costas

13': Ao fazer penálti sobre Mané, Hugo Seco devia ter sido expulso - decisão errada, Mané estava em frente à baliza, apenas com o guarda-redes a poder opôr-se ao golo

59': No segundo golo da Académica, o fiscal de linha assinala fora-de-jogo posicional de Gonçalo Paciência; depois de conferenciar com o árbitro muda de ideias e valida o golo - decisão errada, no momento do passe, Paciência está em posição irregular, tenta disputar a bola com Ewerton, e acaba por ter influência no auto-golo do central do Sporting

=: apesar dos erros, arbitragem sem influência no resultado


Moreirense 1-4 Benfica (Manuel Oliveira)

12': Gaitan tenta agredir Danielson, o árbitro não mostrou qualquer cartão - é verdade que a tentativa de agressão pode levar a um cartão vermelho, mas como o jogador argentino foi ostensivamente agarrado por Danielson a reação acaba por ter uma atenuante; um amarelo aceitar-se-ia.

=: arbitragem sem influência no resultado



Belenenses 0-5 Benfica (Nuno Almeida)

38': Dúvidas na abordagem de Jardel a um controlo de bola na quina da sua área - decisão certa, Jardel parece dominar a bola com o peito e, de qualquer forma, seria fora da área

41': No primeiro golo do Benfica, Renato Sanches derruba, sem bola presente, um adversário imediatamente antes do cruzamento de Pizzi para Mitroglou - decisão errada, o árbitro devia ter interrompido a jogada

52': Renato Sanches acerta com o braço em Sturgeon, o árbitro não assinalou qualquer falta - a falta é mais que óbvia e muito dura; pode alegar-se que seria caso para cartão vermelho, mas atendendo à disputa de bola é possível que não tenha havido intenção de agredir; como tal, aceitar-se-ia o amarelo

=: primeiro golo do Benfica foi irregular (X2)



Porto 1-2 Arouca (Rui Costa)

62': Brahimi marca golo após passe de André André, o fiscal-de-linha assinala fora-de-jogo - decisão errada, Brahimi está adiantado em relação ao penúltimo jogador do Arouca, mas está atrás da linha da bola; como tal o golo devia ter sido validado

86': Walter é empurrado por Martins Indi, o árbitro não assinalou penálti, marcando uma falta anterior do avançado do Arouca sobre o defesa do Porto decisão errada, Walter não faz falta (há contacto, mas nada de anormal), e é claramente empurrado; penálti por assinalar


=: Se o golo de Brahimi tivesse sido validado, dificilmente o Arouca teria ganho o jogo, apesar do golo e do penálti por assinalar que aconteceram depois (1X)



Sporting 0-0 Rio Ave (Carlos Xistra)

50': Golo anulado ao Sporting por falta de Coates sobre Wakaso - decisão certa, o defesa do Sporting coloca o braço por cima de Wakaso e desequilibra-o

78': André Vilas Boas cai na área após disputa com João Pereira, o árbitro não assinala penálti - decisão certa, há contacto, mas não há qualquer falta

=: arbitragem sem influência no resultado



Benfica 1-2 Porto (Artur Soares Dias)

51': Numa repetição da marcação de um livre, é possível para ver Samaris a agarrar a camisola de Martins Indi na área do Benfica; o árbitro não assinalou penálti - decisão certa, a bola nunca esteve perto dos jogadores, e não é certo que o agarrão tivesse estorvado o jogador do Porto


53': Numa jogada de contra-ataque, Gaitan remata e cai na área, perturbado por André André; o árbitro não assinalou penálti - decisão certa, existe contacto entre os dois jogadores, mas parece normal

=: arbitragem sem influência no resultado



Nacional 0-4 Sporting (Bruno Paixão)

17': Golo anulado a Bryan Ruiz por fora-de-jogo - decisão errada, o jogador está em linha no momento do passe de Slimani

51': Penálti assinalado a favor do Sporting por mão de Rui Correia - decisão certa, o defesa do Nacional corta a bola com o braço

85': Schelotto cai na área ao ser derrubado por Sequeira, o árbitro assinala penálti decisão errada, a falta acontece fora da áreaSchelotto cai na área ao ser derrubado por Nuno Sequeira, o árbitro assinala penálti - decisão errada, a falta acontece fora da área

=: apesar dos erros, arbitragem sem influência no resultado



Estatísticas da jornada



Estatísticas acumuladas



Classificação



Jogos com influência da arbitragem no resultado



Erros de arbitragem com o resultado em aberto



Erros de arbitragem com o resultado em aberto agrupados por árbitro, desde 2013/14


sábado, 9 de janeiro de 2016

Balanço das arbitragens: 15ª e 16ª jornadas

Guimarães 0-1 Benfica (Carlos Xistra)

18': Eliseu dá uma cotovelada em Cafu, o árbitro não mostrou qualquer cartão - decisão errada, é uma agressão, pelo que Eliseu devia ter sido expulso

19': Otávio vê o amarelo por uma falta dura por trás, a destempo, sobre Jonas; o árbitro entendeu mostrar apenas o cartão amarelo - decisão certa, Otávio acaba por acertar em Jonas apenas com a perna, pelo que se aceita que tenha visto apenas o cartão amarelo

20': Cafu cai na área ao ser desarmado por Pizzi, o árbitro não assinalou penálti - decisão certa, há contacto, mas Pizzi parece ganhar a posição dentro dos limites da legalidade

33': Bruno Gaspar cai na área após disputa de bola com Fejsa, o árbitro não assinalou penálti - decisão errada, o jogador do Benfica chegou atrasado e acertou apenas no adversário

51': Licá cai na área ao tentar passar por Lisandro, o árbitro não assinalou penálti - decisão errada, Lisandro empurrou Licá com o braço, não se enquadra na típica carga de ombro

51': Na sequência do penálti, Lisandro devia ter visto o segundo amarelo e consequente expulsão - decisão errada

90'+2: Jardel trava em falta Henrique Dourado, colocando-lhe o braço na cara, numa jogada de perigo; o árbitro não assinalou falta - decisão errada, a falta é evidente, e Jardel devia ter visto o segundo amarelo

=: Três expulsões perdoadas ao Benfica (apesar de uma delas ser numa altura em que já não influenciaria o resultado, pois estava no fim dos descontos) e dois penáltis por assinalar a favor do Guimarães; inúmeros erros de arbitragem que tiveram interferência grave no resultado final (1)


Sporting 2-0 Porto (Hugo Miguel)

5': Corona cai na área com Matheus Pereira a marcá-lo nas costas, o árbitro não considerou penálti decisão certa, não parece que Matheus faça qualquer tipo de falta, apesar de existir contacto

49': Após um cruzamento de João Mário, a bola bate no braço de Layun, o árbitro não considerou penálti - decisão certa, Layun tem o braço colado ao corpo e não tem intenção em jogar a bola com o braço

90'+1: Maxi acerta com o cotovelo em Naldo, o árbitro não mostrou qualquer cartão - decisão errada, a cotovelada é intencional e Maxi devia ter sido expulso

Nota: aos 6', Maxi agarra Ruiz na área de forma completamente ostensiva. Devia ter sido assinalado penálti contra o Porto. Não o coloco aqui, porque não incluo lances de agarrões na área em locais e momentos em que a bola não está a ser disputada.

=: apesar do erro cometido, arbitragem sem influência no resultado


Benfica 6-0 Marítimo (Fábio Veríssimo)

49': Penálti assinalado por falta de João Diogo sobre Jonas - decisão certa, existe um empurrão claro pelas costas do jogador do Benfica

53': Penálti assinalado por derrube de Fernando Ferreira a Carcela - decisão certa, o defesa do Marítimo tenta cortar a bola, mas acerta apenas no jogador do Benfica

84': Raúl Silva atinge Pizzi com o cotovelo, o árbitro não mostrou qualquer cartão - decisão errada, tratou-se de uma agressão, pelo que o jogador do Marítimo devia ter sido expulso

=: arbitragem sem influência no resultado


Setúbal 0-6 Sporting (Jorge Ferreira)

29': João Mário cai na área em disputa de bola com Venâncio, o árbitro não assinalou penálti - decisão certa, há contacto, mas Venâncio parece não empurrar João Mário, que acaba por se desequilibrar

40': Bruno César cai na área ao passar por Gorupec, o árbitro não considerou falta - decisão certa, há falta com o braço, mas parece ser cometida fora da área

=: arbitragem sem influência no resultado



Porto 1-1 Rio Ave (Rui Costa)

21': Brahimi cai na área após disputa de bola com Pedrinho, o árbitro não considerou penálti - decisão errada, apesar de Brahimi não ter hipóteses de chegar à bola, parece haver empurrão do defesa do Rio Ave, pelo que ficou um penálti por assinalar

84': Layun faz um cruzamento que é cortado por Wakaso, ficando a dúvida se o corte terá sido com a cabeça ou com a mão - decisão certa, o jogador do Rio Ave fez o corte com a cabeça

=: um penálti por assinalar quando o resultado estava em 0-0 (1X)



Estatísticas da jornada



Estatísticas acumuladas



Classificação



Jogos com influência da arbitragem no resultado



Erros de arbitragem com o resultado em aberto



Erros de arbitragem com o resultado em aberto agrupados por árbitro, desde 2013/14