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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

M*rdas que só mesmo connosco, nº 14: Regras à la carte

O caso mais polémico do Sporting - Feirense de domingo passado terá direito a episódio próprio desta série daqui a uns tempos, mas o jogo teve um outro acontecimento que não merece passar despercebido.

Perto do final da primeira parte, ou seja, já depois de ter acontecido o grave erro a prejudicar o Sporting, e numa altura em que o jogo estava empatado, Fredy Montero faz um remate descaído para a esquerda na área do adversário que é intercetado por um defesa com a cabeça. No entanto, a velocidade da jogada e a abordagem do defesa com os braços abertos enganam o árbitro Luís Ferreira, que pensa ter havido corte com a mão e assinala grande penalidade. O VAR viria, e bem, a dar a indicação de que o corte foi limpo, pelo que o jogo teve que prosseguir com uma bola ao solo. No entanto, a bola ao solo foi efetuada... sem que nenhum jogador do Sporting estivesse por perto para a disputar. Desta forma se transformou uma jogada de ataque do Sporting numa posse de bola para o Feirense.


--- INTERLÚDIO ---

Não deixa de ser engraçado observar a vitalidade com que o defesa do Feirense que levou com a bola na cara protestou a decisão do árbitro... mas que, depois de o VAR ter revertido a decisão, tenha precisado de ser assistido durante vários minutos em pleno relvado, sem que o árbitro tivesse pulso para o pôr fora de campo. Os 6 minutos de descontos que o árbitro acabaria por dar foram uma anedota, face ao tempo que o jogo esteve parado: só aqui foram 4 minutos e meio, mais 3 minutos e meio no golo anulado a Doumbia, fora as outras interrupções para consulta do VAR e persistente anti-jogo do Feirense.

--- FIM DO INTERLÚDIO ---

Tudo isto é estranhamente familiar, pois há pouco mais de dois anos, no Sporting - Tondela (que teve também um erro de arbitragem gravíssimo (penálti e expulsão de Rui Patrício que deu o 0-1 para o Tondela), aconteceu um episódio praticamente idêntico... em que o árbitro era também Luís Ferreira. De tal forma idêntico, que vou reaproveitar o parágrafo escrito mais acima para o descrever, fazendo apenas os ajustes necessários.

Perto do final da primeira parteNo princípio da segunda parte, ou seja, já depois de ter acontecido o grave erro a prejudicar o Sporting, e numa altura em que o jogo estava empatado, Fredy MonteroBryan Ruiz faz um remate descaído para a esquerda na área do adversário que é intercetado por um defesa com a cabeça. No entanto, a velocidade da jogada e a abordagem do defesa com os braços abertos enganam o árbitro Luís Ferreira, que pensa ter havido corte com a mão e assinala grande penalidade. O VARfiscal-de-linha viria, e bem, a dar a indicação de que o corte foi limpo, pelo que o jogo teve que prosseguir com uma bola ao solo. No entanto, a bola ao solo foi efetuada... sem que nenhum jogador do Sporting estivesse por perto para a disputar. Desta forma se transformou uma jogada de ataque do Sporting numa posse de bola para o FeirenseTondela.



Mas neste caso ainda foi pior, pois Adrien Silva tentou disputar a bola ao solo, e foi impedido de o fazer pelo árbitro, o que vai contra o que as regras estipulam:


Como podem ver na imagem acima, o árbitro não pode decidir quem toma ou não toma parte na disputa de bola ao solo. Isto não é mais do que uma migalha na enxurrada de erros cometidos, mas é outro exemplo de como se vão inclinando os campos contra o Sporting. Vale tudo, mesmo mudar as regras... seja ao nível do que está estipulado no protocolo do VAR, seja numa simples bola ao solo.

(obrigado, Cantinho do Morais!)

Link para todos os posts desta série: AQUI.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Agarra que é ladrão

Um roubo. Não há outra forma de designar aquilo que ontem se passou em Alvalade. O golo anulado a Doumbia é um escândalo, porque o árbitro responsável pelo VAR - Manuel Oliveira - decidiu fazer tábua rasa do que diz o protocolo que rege a atuação do videoárbitro. Por desconhecimento? Impossível, qualquer adepto minimamente informado sabe que o lance pode ser revisto apenas até ao momento em que a equipa que marcou o golo recuperou a bola. Por distração? Impossível, pois ao recuar as imagens até ao momento da falta (que nem sequer me parece clara) de Bruno Fernandes não pode ter deixado de reparar que o Feirense tinha tido, entretanto, a bola em seu poder. Não podendo ser por desconhecimento ou distração, sobra a explicação evidente: a anulação do golo sustenta-se exclusivamente na vontade de Manuel Oliveira em manter o resultado em 0-0.



O Sporting acabou por ganhar o jogo, mas não é por isso que deveremos deixar de apontar a gravidade do sucedido. Em primeiro lugar, porque não é admissível que um árbitro interfira de forma consciente no decurso de um jogo. Em segundo lugar, porque já houve vários casos em jogos de rivais em que o VAR passou por cima de faltas claras que antecederam golos seus. É certo que erros não devem ser compensados com outros erros, mas o que é facto é que este acumular de "enganos" no mesmo sentido acaba por representar uma penalização dupla para o Sporting, e que poderá ter um peso decisivo num campeonato disputado ponto a ponto. E em terceiro lugar, porque não se pode menosprezar o efeito que uma ocorrência destas poderia ter numa equipa a atravessar uma fase complicada e que estava proibida de perder mais pontos, e - já agora - no público presente no estádio. Falando por mim, não fui capaz de festejar nenhum dos golos que foram marcados posteriormente, porque não conseguia deixar de pensar que poderia ter havido algum jogador do Sporting a espirrar três ou quatro minutos antes, o que seria, certamente, motivo suficiente para Manuel Oliveira anular os lances.

Quanto ao jogo em si, em vez de se ver em vantagem aos 20' e poder gerir o jogo e o esforço de outra forma, o Sporting foi obrigado a continuar à procura do golo. E se não os alcançou mais cedo, não foi por falta de oportunidades. À semelhança do que já tinha acontecido em alguns momentos contra o Estoril, a equipa teve períodos de excelente futebol, mas parecia voltar a fazer questão de desperdiçar as situações de golo feito que ia construindo. Felizmente, a persistência da equipa em chegar à vitória acabou por dar frutos e permitiu a conquista de três pontos inteiramente merecidos, contra tudo e contra todos.




Nota artística - ao contrário de outras ocasiões, a equipa não ficou à espera que o jogo se resolvesse sozinho, e foi à procura do golo desde o primeiro minuto. À vontade de desbloquear o resultado o mais rapidamente possível, juntou-se a capacidade de impor um futebol dinâmico, veloz e agressivo, que se traduziu numa enorme quantidade de oportunidades flagrantes para marcar. O golo foi-se adiando, seja por incapacidade própria na finalização, seja por excelentes intervenções do guarda-redes Caio Secco, seja pela vontade de Manuel Oliveira. Mérito para a generalidade dos jogadores, com Gelson, Montero e William Carvalho num patamar acima dos restantes.

A mão que segurou o resultado - não me refiro à mãozinha marota de Manuel Oliveira a rodar o botão do feed no sentido contrário aos ponteiros do relógio para recuar as imagens à procura de um motivo para anular golos, mas sim à de Rui Patrício: duas defesas fabulosas, uma em cada parte, numa altura em que o marcador ainda estava em branco.

As estreias - Rafael Leão estreou-se para o campeonato, e a sua entrada fez-se sentir de imediato. Primeiro com um remate para defesa difícil de Caio, depois com uma assistência para golo (irregular) de Gelson. Velocidade, técnica, agressividade e olhos colocados na baliza adversária. Promete. Lumor também entrou bem, integrando-se bem no ataque, revelando velocidade e voluntarismo, para além de ter feito um bom cruzamento. Perdeu, no entanto, um lance de cabeça num cruzamento para a área do Sporting em que nem sequer tirou os pés do chão, a fazer lembrar Jonathan Silva. Ainda assim, no global, teve uma estreia positiva.



A arbitragem - VAR à parte, a arbitragem foi fraca. Não que não estivessemos avisados desde cedo do que se iria passar: aos cinco minutos de jogo, Gelson já tinha sido alvo de duas faltas duras - numa delas nem sequer marcou falta - e Montero de outra. Cartões é que nem vê-los. Pouco depois do golo anulado a Doumbia, há um possível lance de mão na bola na área do Feirense, mas não houve VAR nem Luís Ferreira que desse uma apreciação cuidada à jogada. Dois exemplos do critério disciplinar errático que exerceu: mostrou um amarelo a William por fazer falta a meio do meio-campo do Sporting sobre um adversário que estava marcado também por Mathieu, poucos minutos depois de ter poupado Kakuba numa falta ostensiva sobre Gelson junto à área do Feirense, quando o extremo se preparava para ganhar a linha de fundo; e o amarelo para Patrício após a segunda reposição de bola lenta (depois do 1-0), quando foram precisas cinco ou seis reposições lentas de Caio Secco para ver cartão. Junte-se a isso várias situações em que impediu o Sporting de marcar livres de forma rápida e a eternidade que demorava a tomar nota dos cartões que mostrava. Luís Ferreira pode não ter jeito para a arbitragem, mas deve ser dono de uma caligrafia irrepreensível.

Doumbia - teve a infelicidade de lhe ter sido anulado um golo após excelente iniciativa individual, mas esse foi, provavelmente, o único bom momento dos muitos em que lhe deram oportunidade para brilhar. Começou logo nos minutos iniciais quando William o solicitou em profundidade e dominou mal a bola - problema que viria a demonstrar mais vezes enquanto esteve em campo. No total, teve pelo menos quatro oportunidades que desperdiçou de forma escandalosa. Infelizmente, não está a ser o ponta-de-lança de que necessitamos para render Dost. Provavelmente terá a sua última grande oportunidade na quinta-feira no Cazaquistão, espero que não a desperdice.



MVP: Fredy Montero

Nota artística: 4



Lado positivo do que se passou? Acredito que a equipa tenha saído mais forte após ter superado este nível de adversidade, juntando-se à sequência da melhoria da qualidade do futebol praticado que já se tinha visto na Amoreira (apesar da derrota). Lado negativo? É mais uma arbitragem de campo inclinado, que tem sido frequente nos últimos tempos. Os padres estão a sentir a fragilidade e querem acabar o servicinho.

sábado, 19 de março de 2016

Balanço das arbitragens: 26ª jornada

Estoril 1-2 Sporting (Manuel Mota)

67': Remate contra o braço de Aquilani na área do Sporting, o árbitro não assinala penálti - decisão certa, o jogador do Sporting tem o braço imóvel, colado ao braço, sem aumentar a mancha, pelo que não há motivos para penálti

80': Alegações de penálti por Coates prender o braço a um adversário na área do Sporting - decisão certa, os jogadores têm os braços enganchados mutuamente, não há falta

=: arbitragem sem influência no resultado


Porto 3-2 U. Madeira (Manuel Oliveira)

12': Amilton cai na área ao disputar a bola com Chidozie, o árbitro não assinalou penálti - decisão errada, o jogador do Porto impede o adversário de disputar o lance colocando-lhe o braço no pescoço, havia motivo para penálti

70': Brahimi cai na área ao tentar cabecear uma bola, com Paulinho a colocar o braço nas costas; o árbitro não assinalou penálti - decisão certa, Paulinho tem o braço das costas do adversário mas não parece empurrar, Brahimi acaba por cair por estar desenquadrado com a bola ao tentar cabeceá-la

=: um penálti por assinalar com o resultado em 0-0; o Porto tinha tempo para a reviravolta, mas a tarefa seria mais complicada (1X)


Benfica 4-1 Tondela (Luís Ferreira)

1': Golo anulado a Mitroglou por fora-de-jogo - decisão certa, o jogador do Benfica está ligeiramente adiantado no momento do passe

21': O árbitro assinala uma falta ofensiva a Karl Junior por falta sobre Lindelof - definitivamente não existe falta do jogador do Tondela, o que se pode discutir é se existiu falta para penálti do defesa do Benfica; há um empurrão que fica ali muito no limite do que pode ser considerada uma carga de ombro legal; aceita-se que o árbitro não considerasse penálti

=: arbitragem sem influência no resultado



Estatísticas da jornada



Estatísticas acumuladas



Classificação



Jogos com influência da arbitragem no resultado



Erros de arbitragem com o resultado em aberto



Erros de arbitragem com o resultado em aberto agrupados por árbitro, desde 2013/14


sábado, 27 de fevereiro de 2016

Balanço das arbitragens: 23ª jornada

Paços Ferreira 1-3 Benfica (Jorge Ferreira)

28': Bruno Moreira cai na área ao passar por Samaris, o árbitro não assinalou penálti - decisão certa, existe um toque, mas o jogador do Paços já está em queda quando se dá o contacto entre os dois jogadores

45+1': Jonas cai na área ao passar por dois adversários; o árbitro assinalou penálti - decisão errada, Jonas salta e, apesar da proximidade, ninguém chega a derrubar Jonas

50': Jonas cai na área, o árbitro não assinala penálti - decisão certa, Jonas simula o penálti, devia no entanto ter visto cartão amarelo

57': No lance do 1-3, Jardel apoia-se no adversário ao cabecear para assistir Lindelof - decisão errada, a falta é evidente, pois Jardel põe os dois braços sobre o defesa do Paços e impede-o de saltar

=: penálti mal assinalado que deu o 1-2 e golo mal validado no 1-3; não seria impossível que o Benfica ganhasse, mas o Paços também estava na discussão do resultado (1X2)


Porto 3-2 Moreirense (Luís Ferreira)

26': Brahimi cai na área ao tentar rematar com um jogador do Moreirense nas costas, o árbitro não assinala penálti - decisão certa, não há qualquer falta do defesa

40': Maxi cai na área numa disputa de bola com Micael, o árbitro assinalou penálti - decisão errada, não só Maxi já vai em queda antes do contacto, como o jogador do Moreirense corta a bola; penálti mal assinalado

76': No 3º golo do Porto, há dúvida sobre se a bola saiu no momento em que Herrera cruza para Evandro - decisão certa, a bola não parece ter saído

=: um penálti mal assinalado a reduzir a desvantagem foi fundamental para relançar o Porto na partida; seria difícil inverter o resultado sem esta má decisão (X2)



Sporting 2-0 Boavista (Rui Costa)

40': Phillipe Sampaio atinge Gelson na cara com o cotovelo, o árbitro não mostrou qualquer cartão - decisão errada, a falta é violenta, desnecessária e evitável, pelo que o jogador do Boavista devia ter visto o cartão vermelho

50': Ao perseguir Slimani, Idris acerta com os pitons na zona do calcanhar do argelino; o árbitro mostrou amarelo - decisão errada, é uma falta muito perigosa, o jogador do Boavista devia ter visto o cartão vermelho

=: apesar dos erros, arbitragem sem influência no resultado



Estatísticas da jornada



Estatísticas acumuladas


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Erros de arbitragem com o resultado em aberto



Erros de arbitragem com o resultado em aberto agrupados por árbitro, desde 2013/14


domingo, 21 de fevereiro de 2016

Maxi Piscinas

Foi este o penálti que permitiu ao Porto reduzir o resultado para 1-2. Luís Ferreira vintage.

via @joaoduarte97

sábado, 30 de janeiro de 2016

Balanço das arbitragens: 18ª e 19ª jornadas

Sporting 2-2 Tondela (Luís Ferreira)

29': Nathan Júnior cai na área após choque com Rui Patrício; o árbitro assinalou penálti - decisão errada, o jogador do Tondela já vai em desequilíbrio após tropeçar na relva e falhar o controlo da bola, Rui Patrício corta a bola, e o choque era inevitável

29': Na sequência desse lance, Rui Patrício é expulso - decisão errada

57': Após remate de Bryan Ruiz, Tikito corta a bola sobre a linha; o árbitro assinala inicialmente penálti por mão na bola, mas o árbitro assistente corrige a decisão - decisão certa, o corte é feito com a cabeça

=: erro duplamente penalizador ao assinalar um penálti e expulsando Rui Patrício (1)


Estoril 1-2 Benfica (Vasco Santos)

52': No golo de Mitroglou existiram algumas dúvidas sobre a legalidade da sua posição no momento do passe - decisão certa, o grego está em jogo

65': Dúvidas sobre se a bola atravessou a linha de golo da baliza do Estoril - as imagens não são elucidativas, pelo que não há forma de saber com certeza se deveria ter sido ou não golo do Benfica

=: arbitragem sem influência no resultado


Guimarães 1-0 Porto (Manuel Oliveira)

90+2': Aboubakar bate com o braço na bola, e vê o segundo amarelo - decisão errada, não parece haver um movimento propositado do jogador para cortar o lance

=: o erro aconteceu numa altura em que já era muito complicado chegar ao empate; como tal, considero que a arbitragem não teve influência no resultado



Paços Ferreira 1-3 Sporting (Artur Soares Dias)

31': Edson Farias disputa uma bola com Adrien dentro da área do Paços, o árbitro assinala mão de Adrien - decisão errada, duplo erro: o jogador do Paços toca primeiro a bola com a mão e depois empurra Adrien; penálti por assinalar a favor do Sporting


35': Diogo Jota cai na área após contacto com Naldo, o árbitro considerou simulação - decisão certa

=: apesar do erro, arbitragem sem influência no resultado



Benfica 3-1 Arouca (Manuel Mota)

12': A bola bate no braço de Lisandro Lopez dentro da área; o árbitro não assinalou penálti - decisão errada, o jogador do Benfica aborda o lance de braço aberto e acaba por intercetar a bola após toque de David Simão

=: penálti por assinalar a favor do Arouca quando o resultado era 1-0 (1X)



Porto 1-0 Marítimo (Jorge Ferreira)

22': Segundos antes do golo de André André, há um cruzamento sacudido por Salin, que atira a bola contra o braço aberto de Aboubakar; o árbitro não considerou mão na bola e deixou seguir - decisão certa, o braço de Aboubakar estava numa posição recuada e não era provável que a bola lhe embatesse no braço jogador, como tal deve ser considerado um lance casual

23': Maxi Pereira cai na área ao passar por Fernando Ferreira, o árbitro não assinalou penálti - decisão certa, há contacto, mas não parece ser suficiente para o derrubar, Maxi deixa-se cair

37': Maxi Pereira cai na área após empurrão de Patrick, o árbitro considerou simulação - decisão errada, existe um empurrão pelas costas ao jogador do Porto 

50': Maxi Pereira cai na área ao chocar com Romário Leiria, o árbitro não assinalou penálti - decisão certa, os dois jogadores dirigem-se para a bola e embatem ombro contra ombro

=: apesar do erro, arbitragem sem influência no resultado



Estatísticas da jornada



Estatísticas acumuladas



Classificação



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Erros de arbitragem com o resultado em aberto agrupados por árbitro, desde 2013/14


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O historial de Luís Ferreira com o Sporting

Voltando a falar do lance crítico do Sporting - Tondela: alguém acredita que Luís Ferreira teria expulso Júlio César num lance idêntico no Estádio da Luz. Eu não.

O exemplo mais comparável é uma situação ocorrida no Benfica - Moreirense do ano passado. O Benfica perdia por 1-0 quando Enzo Perez fez isto:


Luís Ferreira nem falta marcou. Apenas interrompeu o jogo um pouco mais tarde para que o jogador do Moreirense fosse assistido. Mas se acham que se trata de uma coincidência, basta olharmos para o historial do árbitro nos jogos do Sporting.

Até hoje, entre jogos da equipa principal e equipa B do Sporting, Luís Ferreira arbitrou 8 partidas. As estatísticas são arrepiantes:
  • Sporting B 3 - Marítimo B 2, penálti assinalado a favor do Sporting B (38')
  • Sporting B 1 - Benfica B 3, cartões vermelhos para Arias (34') e Seejou King (38')
  • Sporting B 0 - Penafiel 1, cartões vermelhos para Wallyson (45') e Riquicho (76'), um penálti assinalado contra o Sporting (32')
  • Oriental 3 - Sporting B 4, um penálti assinalado contra o Sporting (33')
  • Sporting 1 - Boavista 0, Taça da Liga, cartão vermelho para Rosell (60'), um penálti assinalado a favor do Sporting (75')
  • Sporting 2 - Boavista 1, cartão vermelho para Tobias Figueiredo (45'), cartão vermelho para Philipe Sampaio (89')
  • Sporting B 1 - Olhanense 3, penálti assinalado contra o Sporting (73')
  • Sporting 2 - Tondela 2, cartão vermelho para Rui Patrício (29'), penálti assinalado contra o Sporting (29')

8 jogos. 
4 vitórias.
1 empate.
3 derrotas.

2 penáltis assinalados a favor do Sporting.
1 expulsão de jogadores adversários.

4 penáltis assinalados contra o Sporting.
7 expulsões de jogadores do Sporting.

Ainda não houve nenhum jogo da equipa principal em que o Sporting terminasse com 11. Isto, no mínimo, é estatisticamente improvável. Não pode ser considerado normal, em nenhuma circunstância.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Da série "1001 formas de inclinar um campo"

Concorde-se ou não com a decisão de Luís Ferreira no caso do penálti e expulsão de Rui Patrício, creio que todos reconheceremos que se tratou um lance difícil de avaliar. Mas mesmo tirando essa jogada da equação, fica uma arbitragem completamente tendenciosa que inclinou o campo desde o primeiro minuto, o que nem é surpreendente em função das lealdades que o árbitro sempre revelou no passado. Em caso de dúvida, já se sabia qual seria o sentido da decisão. Foras-de-jogo mal assinalados, faltas marcadas ao contrário, tolerância total ao antijogo do Tondela, gestão ridícula do tempo de compensação. Foi assim do princípio ao fim.

Um dos momentos mais caricatos aconteceu após a decisão da grande penalidade a favor do Sporting que o árbitro inicialmente assinalou e que foi posteriormente (bem) revertida por indicação do fiscal-de-linha.

Nesse lance, o árbitro interrompeu a partida neste momento:


A bola estava bem no interior da área. No entanto, no reatamento com bola ao solo, o árbitro colocou-a no exterior da área. E, pior, os jogadores do Sporting foram impedidos de disputar a bola.


Não só o local da bola ao solo foi mal assinalado, como também não é admissível que os jogadores do Sporting tenham sido impedidos de disputar o lance.


Duvido que se enquadre no tipo de erros técnicos que possam estar na origem de uma repetição de jogo, mas é um excelente exemplo de como, nas pequenas decisões, Luís Ferreira foi um enorme facilitador da tarefa do Tondela ontem em Alvalade.

Esforço inglório

Vamos diretos ao assunto, analisando a arbitragem e, em concreto, o lance mais polémico da partida: o penálti e expulsão de Rui Patrício. O contra-ataque do Tondela começa numa jogada em que me parece haver falta sobre Jefferson. Quanto ao penálti propriamente dito, no estádio vi nitidamente que Rui Patrício jogou a bola para longe. Restava-me a dúvida (fundamental) sobre se o guarda-redes não teria derrubado primeiro o jogador do Tondela antes de defender a bola. Esta repetição é particularmente importante. Reparem no pé direito de Nathan:




Não me parece penálti. Mas admito que a decisão não era nada fácil. A questão é que, naquela altura, já todos tinham percebido que era um daqueles dias em que bastava dar o mínimo pretexto ao árbitro. Luís Ferreira é um dos novos talentos do Benfica Lab, e mostrou desde o início ao que ia. Por exemplo: dois lançamentos à minha frente, um dos quais tenho a certeza que era favorável ao Sporting. Nem ele nem o fiscal arriscaram uma decisão imediata. Decisão: bola para o Tondela. Um jogador do Tondela afasta a bola. Luís Ferreira faz o sinal de braços a dizer que é a última vez que tolera isso. Poucos minutos depois, mais uma bola afastada. Amarelo? Nem pensar, resolveu-se com mais um sinal de braços. Houve um penálti com expulsão e substituição de guarda-redes. Tempo de descontos ao intervalo? 1 (!) minuto. Foi assim durante todo o jogo.

Não havendo razões para se marcar penálti, a arbitragem teve influência decisiva no resultado. Mas não podemos ignorar outro facto indesmentível: a arbitragem poderia não ter tido influência no resultado, pois o Sporting também teve culpas no cartório. Colocou-se a jeito ao entrar de forma pouco intensa na primeira parte, à espera que o jogo se resolvesse sozinho. Depois do prejuízo feito, a equipa acordou e teve um reação extraordinária, mais uma vez empurrada por um público que mostrou inequivocamente a crença na reviravolta. E a reviravolta aconteceu mesmo, fruto de uma reentrada em campo absolutamente diabólica - que deveria ter acontecido logo no início da partida. Esse esforço acabou por ser inglório, graças a um erro defensivo que acabou por deitar tudo a perder: bola lançada para as costas da defesa, Ewerton e Jefferson a falharem a colocação de Chamorro em fora-de-jogo, empate concedido e recuperação desperdiçada.



Positivo

A reação após o intervalo - reentrada avassaladora do Sporting, que até marcar o segundo golo pareceu ser a equipa em vantagem numérica. Intensidade, pressa em chegar à baliza, muita qualidade na troca de bola, com oportunidades de golo a sucederem-se. Para isto, contribuiu muito a boa entrada de Gelson Martins, que devolveu o povoamento necessário à nossa linha ofensiva, e, claro, o inevitável Islam Slimani. João Mário também esteve em grande nível.


Negativo

Primeira parte apática - uma entrada displicente e preguiçosa em campo, que não é uma atitude tolerável para uma equipa que quer ser campeã.

A troca na defesa - Jesus mexeu no onze inicial, colocando Ewerton no lugar de Paulo Oliveira. Percebeu-se a aposta do técnico, pois Paulo Oliveira estava em risco de falha a deslocação à Mata Real se visse um amarelo. Infelizmente, Ewerton não esteve bem no jogo. Perdeu vários lances que pareciam, à partida, controlados, e revelou dificuldades em controlar as investidas do Tondela pelo seu lado. E acabou por ter a sua parte de responsabilidades no segundo golo adversário.



Mais uma vez, deixámos fugir uma vitória nos últimos minutos em Alvalade (à semelhança do que aconteceu com o Paços), e mais uma vez desperdiçámos pontos com equipas do fundo da tabela. Se é para ser assim, que venham rapidamente as equipas mais difíceis... 

Apesar de tudo, a liderança continuará a ser nossa.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Balanço das arbitragens: 12ª jornada

Benfica 3-0 Académica (Luís Ferreira)

26': Jonas cai na área ao tentar passar por Iago, o árbitro não marcou penálti - decisão certa, existe contacto entre os jogadores mas trata-se de carga de ombro que está dentro das leis

33': Penálti assinalado sobre Gaitan por derrube de Trigueira - decisão certa, a falta é clara

68': Penálti assinalado por mão na bola de Ofori - decisão certa, o jogador da Académica salta com o braço totalmente aberto, falha o cabeceamento, e acaba por tocar na bola com a mão

=: arbitragem sem influência no resultado


Porto 2-1 Paços de Ferreira (Carlos Xistra)

22': André André faz um remate em que a bola bate no braço de Marco Baixinho, o árbitro não assinalou penálti - decisão certa, o jogador do Paços tem os braços atrás das costas, completamente colados ao corpo

63': Penálti assinalado por falta de Marco Baixinho sobre Herrera - decisão errada, há falta do jogador do Paços, mas imediatamente antes Herrera fez falta sobre Marafona, pelo que o lance deveria ter sido interrompido nesse momento


=: o penálti que dá origem ao 2-1 não deveria ter sido assinalado, logo poderá ter havido influência do árbitro no resultado (1X)


Marítimo 0-1 Sporting (Rui Costa)

6': Ghazaryano cai na área ao tentar disputar a bola com João Pereira, o árbitro não assinalou penálti - decisão certa, não parece haver qualquer falta do defesa do Sporting

=: arbitragem sem influência no resultado



Estatísticas da jornada



Estatísticas acumuladas



Classificação



Jogos com influência da arbitragem no resultado



Erros de arbitragem com o resultado em aberto



Erros de arbitragem com o resultado em aberto agrupados por árbitro, desde 2013/14