Frederico Varandas foi eleito com 42,32% dos votos, contra 36,84% de João Benedito.
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domingo, 9 de setembro de 2018
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
Varandas fala sobre o vídeo da fivela e do sorriso
Depois de ter entrevistado João Benedito, Dias Ferreira e Pedro Madeira Rodrigues, o podcast Sporting160 realizou ontem mais uma entrevista a um candidato à presidência do Sporting: Frederico Varandas. É serviço público leonino que recomendo, pois são colocadas todas as questões que interessam aos sportinguistas, algumas das quais não verão ser perguntadas em qualquer outra entrevista na comunicação social. No final do post deixo os links para todas as entrevistas realizadas pelo Sporting160 até ao momento.
Uma dessas questões que ainda não tinha sido abordada de forma completa em nenhuma das inúmeras entrevistas e debates que já se realizaram foi a questão do polémico vídeo captado pouco depois da invasão à Academia em que se atribuiu a Varandas a frase "filma a fivela!" e se parece ver o ex-diretor clínico a sorrir no meio do caos do balneário.
Na minha opinião, era algo que tinha de ser esclarecido pois gerou muitos anticorpos contra Varandas nas redes sociais.
Na minha opinião, era algo que tinha de ser esclarecido pois gerou muitos anticorpos contra Varandas nas redes sociais.

A explicação dada é perfeitamente convincente e encerra a polémica (absurda) que existia à volta deste episódio.
Ontem no #Sporting160 Frederico Varandas respondeu à questão do “filma a fivela” aos 47m15s e pediu-nos, para quem ouviu o programa, para partilhar com a nossa audiência o vídeo original para suportar a sua resposta.— Sporting160 (@sporting160) 5 de setembro de 2018
Nesse sentido, segue o vídeo desse momento. pic.twitter.com/McKxlyG4Qh
Aqui ficam os links diretos para as entrevistas já realizadas pelo Sporting160.
Dias Ferreira: LINK
Pedro Madeira Rodrigues: LINK
Frederico Varandas: LINK
Se preferirem ouvir via podcast, façam-no aqui: LINK iTunes.
terça-feira, 4 de setembro de 2018
O meu voto no sábado
Apesar de estas eleições terem proporcionado aos sportinguistas uma quantidade de candidaturas que penso ser inédita, não posso dizer que qualquer uma delas me tenha cativado desde cedo, ao ponto de me tirar facilmente todas as dúvidas sobre qual a opção a tomar nas urnas no próximo dia 8.
Entre programas, elementos da lista, opiniões formadas no passado, estratégias de campanha e visões para clube e SAD, não me foi difícil excluir várias candidaturas do meu processo de escolha: Ricciardi nunca foi capaz de evitar ou sequer alertar para o desastre financeiro para que caminhámos até 2013 durante os muitos anos que passou no Sporting, e a sua campanha demonstrou de forma clara que está totalmente impreparado para ser líder de um clube desportivo; Rui Jorge Rego autoexcluiu-se das minhas contas ao anunciar um modelo com dois presidentes (um para o clube, outro para a SAD) que me parece condenado ao fracasso - com a agravante de escolher o benfiquista (não assumido) Paulo Lopo para seu parceiro -, e ainda por ter dito que recorrerá a investidores para reforçar a equipa de futebol; Pedro Madeira Rodrigues fez uma campanha bastante superior à de 2017, mas as suas ideias continuam mais orientadas para o show-off do que para uma efetiva possibilidade de serem viáveis e úteis (apresentar um nome sonante como Ranieri é muito bonito e garante manchetes, mas que sentido faria tirar neste momento Peseiro do comando da equipa?); e Tavares Pereira tomou uma opção de campanha bastante discutível ao abdicar dos debates, pelo que continua a ser pouco mais que um desconhecido para mim.
Não coloco a candidatura Dias Ferreira no mesmo grupo das que mencionei anteriormente por não me ter dado a mesma quantidade de argumentos para o rejeitar à partida, mas a sua campanha não alterou a ideia que tinha desde o dia em que se anunciou como candidato: parece-me uma pessoa que pertence a um outro tempo do futebol e que, juntamente com a questão do feitio que tem, dificilmente se conseguiria adaptar às exigências que um presidente de um clube como o Sporting terá de enfrentar.
Sobram por isso duas candidaturas que me parecem estar claramente acima de todas as outras, ainda que, como disse no princípio deste texto, nenhuma me tenha verdadeiramente cativado. Frederico Varandas e João Benedito mostraram-se à altura do desafio enquanto candidatos: reuniram equipas que me parecem capazes e determinadas, trabalharam detalhadamente os seus programas onde exibem ideias bastante concretas em relação às várias áreas que terão de gerir e tiveram disponibilidade total para as esclarecer e debater. Estou confortável perante a possibilidade de qualquer um dos dois assumir a presidência.
Não "compro" nenhuma das teorias da conspiração que circulam por aí: os apoios encapotados de Ricciardi e Sobrinho (nem a Varandas nem a Benedito); considero que Varandas se demitiu no momento certo (logo após o final da época da equipa sénior masculina) e fez bem em assumir-se como alternativa antes da AG de destituição; dou zero valor à história da fivela (que Varandas já desmentiu num debate com Dias Ferreira); nem acho que haja qualquer motivo de preocupação em relação à escolha de Benedito para o seu (ainda desconhecido) CEO nem as suas supostas ligações ao grupo Stromp. Acredito que ambas as listas são compostas por pessoas que têm as melhores intenções para o clube e que têm feito um esforço claro para serem o mais transparentes possível.
Mas, de entre as duas, terei naturalmente que optar por uma. E, neste caso, vou votar na lista que, de uma forma global, me parece ter melhores condições para ter sucesso na liderança do Sporting: a candidatura de Frederico Varandas.
Vou votar em Varandas por dois motivos principais.
O primeiro é o conhecimento que Varandas demonstra ter do mundo do futebol - ouvindo-o é facilmente perceptível que conhece detalhadamente as várias áreas (equipas profissionais, formação, scouting, trabalho físico e psicológico, infraestruturas de apoio) e creio que terá capacidade para implementar as ideias que tem para elas. Benedito assenta o seu discurso sobre o futebol sobretudo na vertente da cultura de clube, que, sendo uma questão relevante, não me parece que seja fácil de implementar - um balneário de futebol é bastante diferente da realidade que conheceu enquanto atleta de futsal. Apesar de o ecletismo ser uma vertente fundamental da vida do Sporting, sabemos que será principalmente o desempenho do futebol a determinar o sucesso ou insucesso de uma direção e, neste sentido, parece-me que Varandas terá melhores hipóteses de ser bem sucedido.
O segundo motivo é o CV da equipa de gestão que rodeia Frederico Varandas, um conjunto de especialistas nas respetivas áreas com uma vasta experiência profissional que poderá ser muito útil ao Sporting, e que me parecem convictamente comprometidos com o programa que apresentaram aos sócios. E não esqueço a presença de Rogério Alves: como candidato a PMAG é um ponto forte da lista - ter um dos mais influentes advogados do país a desempenhar essas funções no Sporting nunca poderá ser um problema, antes pelo contrário.
Feita a minha declaração de voto, resta-me apelar a todos que se desloquem ao estádio no dia de 8 para participarem num momento fundamental para a vida do clube. É importante que sejam umas eleições muito concorridas, e que no final impere o civismo e o respeito pela decisão dos sócios, seja qual for o resultado. E, já agora, que a partir de dia 9 saibamos todos estar ao lado daqueles que terão a enorme responsabilidade de conduzir o Sporting no trilho para o sucesso por que todos ansiamos.
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
As teorias da conspiração sobre os candidatos à presidência
As últimas semanas têm sido férteis na criação de teorias sobre intenções e alianças obscuras dos candidatos à presidência do Sporting. A principal de todas tem a ver com o papel de José Maria Ricciardi: há quem diga que está por trás da lista de Frederico Varandas e que os ataques que lhe dirigiu nos debates foi apenas para disfarçar esse entendimento entre os dois; do outro lado, há quem diga que Ricciardi está por trás da lista de João Benedito, motivo pelo qual foi tão brando e simpático para com o antigo capitão da equipa de futsal em entrevistas e debates.
Eu também tenho uma teoria sobre o papel de Ricciardi nestas eleições: o antigo administrador do BES avançou com a sua própria candidatura porque nenhum outro candidato com hipóteses de ganhar o aceitou nas suas listas, por considerarem-no um apoio tóxico devido à elevada taxa de rejeição que tem junto da grande maioria dos sócios do Sporting. Acho também que Ricciardi nunca se predisporia a fazer o papel de lebre em benefício de outro candidato (fosse elogiando ou criticando), porque isso entraria em colisão com a imagem que tem de si próprio.
Falo do papel de Ricciardi como poderia também falar do vídeo da tristemente famosa frase "filma a fivela", captado nos balneários logo após a invasão à Academia (Varandas já desmentiu que tenha sido ele a dizer aquilo - acredito que esteja a dizer a verdade), ou a dúvida sobre o CEO de Benedito, que muita gente jurava a pés juntos ser Pedro Baltazar ou qualquer outro gestor ligado a Álvaro Sobrinho (Benedito já disse que o seu CEO não tem qualquer relação com o clube ou a figuras do clube que não seja apenas a sua condição de sócio - também acredito que esteja a dizer a verdade). Ou a aparição de Godinho Lopes numa ação de campanha de Varandas que, afinal, era apenas uma pessoa que tinha algumas semelhanças físicas com Godinho Lopes. Ou ainda haver elementos da lista de Benedito que faziam parte de um grupo de Facebook que continha elementos que constantemente ultrapassavam todos os limites em calúnias e ofensas a Bruno de Carvalho, apesar de isso não significar necessariamente que todas as pessoas desse grupo estivessem a conspirar ativamente contra o antigo presidente.
A verdade é que, mesmo não havendo provas concretas, estas teorias da conspiração desgastam as várias candidaturas e poderão ter consequências negativas na tranquilidade que a futura direção - seja ela qual for - terá para trabalhar assim que entrar em funções. Muitas dessas teorias não têm nada de concreto que as suporte, e são lançadas em público apenas com fins eleitoralistas, por mero despeito, ou como forma de reforçar a legitimidade de candidaturas que foram recusadas.
Dentro do possível, temos de fazer um esforço para ignorar todos os rumores e boatos que vão sendo lançados sobre os vários candidatos. Quando colocarem a vossa cruzinha no boletim, façam-no em função das pessoas e dos programas que se apresentam a votos, e não em função de teorias da conspiração que têm uma probabilidade muito elevada de serem puras invenções. Se as considerarem, é bem possível que acabem por decidir o sentido do vosso voto pelos motivos errados.
domingo, 26 de agosto de 2018
Sketch
A candidatura de José Maria Ricciardi divulgou recentemente um vídeo com as propostas da lista da lista para a modernização do estádio, apresentado pelo ex-membro da Comissão de Gestão Alexandre Cavalleri.
É um monumento à boa comunicação: a autodepreciação de tomarem medidas em função das bocas que os adeptos rivais mandam (0'35'') - quero lá saber que digam o quer que seja sobre o nosso estádio; as pessoas a entrar e a sair da sala dentro do plano de filmagem (1'08'', 2'15''); a proposta dos camarotes VIP à volta do fosso (1'18'') - eu pensava que todos os camarotes já eram VIP; o telemóvel a tocar (1'25''); o pedantismo de dizer que "não conseguimos estar num camarote por causa de tantos copos, armários e cadeiras", quando a esmagadora maioria dos sportinguistas nunca colocou os pés num camarote (1'50''); a mudança do nível do som a meio do vídeo (2'19''); a falta de noção de algumas das propostas como as senhas digitais para se ir à casa de banho (2'41'') - por que não colocar uma arrastadeira debaixo de cada cadeira?; o largar da caneta no momento em que diz que o quer o Sporting campeão (3'46''); os pontapés no português - "para todos aqueles que nos irão preceder temos de deixar legado" é uma frase que deveria ser eternizada num mural no estádio (4'27''); e as palmas no final. Um primor do princípio ao fim.
Mais a sério: dou de barato que Cavalleri não tenha jeito para isto e não se sinta à vontade para este tipo de papel, mas há algo de assustador que se pode inferir a partir do vídeo: numa lista que se diz ser tão profissional, que se vende como a única com capacidade de liderança e de escolha das pessoas certas, como é possível haver alguém que tenha dado o OK para a sua publicação?
Vejam e absorvam.
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
Varandas e Benedito na frente
A sondagem apresentada hoje pelo jornal A Bola coloca Frederico Varandas e João Benedito como líderes destacados na preferência dos sportinguistas. Foi realizada às portas do Estádio José Alvalade no passado sábado, dia do Sporting - V. Setúbal, exclusivamente a pessoas que se identificaram como sócias, e, como tal, parece-me mais credível que as habituais sondagens por via telefónica - em que não existe qualquer forma de comprovar sequer o clube do entrevistado. De referir também que, tendo sido efetuada no dia 18, a sondagem realizou-se antes do início dos debates eleitorais.
A ordem das preferências de voto não me surpreende. Esperava que Varandas e Benedito disputassem de forma destacada a sondagem, mas confesso que pensava que Ricciardi estivesse bastante mais próximo e que Dias Ferreira tivesse vantagem maior em relação aos três últimos candidatos. É bem possível que a agressividade demonstrada por Ricciardi no frente a frente de ontem com Varandas tenha sido reflexo do conhecimento prévio destes resultados.
De referir que a soma das percentagens de cada um dos candidatos perfaz 74,4%, o que significa que uma significativa parte dos sportinguistas ainda não se decidiu em relação em quem irá votar.
Benedito tem maior percentagem de apoiantes mais jovens do que Varandas, o que, em teoria, significa que isso beneficiará Varandas no que diz respeito ao número médio de votos dos seus apoiantes.
Uma coisa é certa: esta diferença de 7% entre Varandas e Benedito não é significativa e estou certo que não haverá certezas sobre qual dois dois sairá vencedor até os resultados serem anunciados no final do dia 8.
terça-feira, 21 de agosto de 2018
A minha opinião sobre cada uma das sete candidaturas
Há um mês, fiz um apanhado dos prós e contras das oito candidaturas que então existiam (LINK). Desde essa altura houve duas desistências (Carlos Vieira e Zeferino Boal), uma candidatura recusada (Bruno de Carvalho) e duas novas candidaturas (José Maria Ricciardi e Rui Jorge Rego), apresentaram-se listas e programas, multiplicaram-se as entrevistas e começaram os debates. A apenas duas semanas e meia das eleições, deixo aquilo que penso das sete candidaturas que vão a votos no próximo dia 8.
JOÃO BENEDITO
Assenta a diferenciação da sua candidatura na experiência desportiva dos elementos que compõem a sua equipa. Sendo verdade que o conhecimento do balneário é uma mais-valia, também se pode alegar que o balneário de uma equipa de futebol é uma coisa bem diferente dos das modalidades de alta competição. A aposta em André Cruz levanta-me algumas dúvidas pelos anos de afastamento do futebol português e por não ter experiência relevante no cargo que lhe foi proposto. Ao invés, acho fantástica a inclusão de Schmeichel para as relações internacionais.
Gosto da ênfase colocada por João Benedito no objetivo de implementar uma cultura vencedora no balneário que não se compadece com desculpas por fatores externos, e tem demonstrado conhecer bem os diversos dossiers - como se demonstra pelo discurso (correto) de desdramatização da situação financeira. Benedito é bom orador, tem carisma, mas gostava de o ver mais assertivo no confrontação dos seus adversários - essa assertividade será fundamental se quiser ter sucesso em alguns dos desafios mais bicudos que terá pela frente caso seja eleito presidente. Se não conseguir pôr Varandas em sentido, irá conseguir fazê-lo com Vieira ou Pinto da Costa?
Assenta a diferenciação da sua candidatura na experiência desportiva dos elementos que compõem a sua equipa. Sendo verdade que o conhecimento do balneário é uma mais-valia, também se pode alegar que o balneário de uma equipa de futebol é uma coisa bem diferente dos das modalidades de alta competição. A aposta em André Cruz levanta-me algumas dúvidas pelos anos de afastamento do futebol português e por não ter experiência relevante no cargo que lhe foi proposto. Ao invés, acho fantástica a inclusão de Schmeichel para as relações internacionais.
Gosto da ênfase colocada por João Benedito no objetivo de implementar uma cultura vencedora no balneário que não se compadece com desculpas por fatores externos, e tem demonstrado conhecer bem os diversos dossiers - como se demonstra pelo discurso (correto) de desdramatização da situação financeira. Benedito é bom orador, tem carisma, mas gostava de o ver mais assertivo no confrontação dos seus adversários - essa assertividade será fundamental se quiser ter sucesso em alguns dos desafios mais bicudos que terá pela frente caso seja eleito presidente. Se não conseguir pôr Varandas em sentido, irá conseguir fazê-lo com Vieira ou Pinto da Costa?
JOSÉ MARIA RICCIARDI
![]() |
Totalidade das propostas do programa de Ricciardi na componente Sócios |
Parece estar convencido de que o facto de estar vivo quando o Sporting venceu a Taça das Taças lhe dá capacidades adicionais ao nível do futebol. Esteve muito bem ao escolher José Eduardo para comandar o futebol: falamos de um dos sportinguistas com mais provas dadas na arte de fazer um treinador sentir-se indesejado num clube - arte a que, olhando para o potencial desta lista, terão de recorrer com demasiada frequência.
Podíamos ainda falar na ética demonstrada ao ir pescar elementos do Conselho de Gestão para a sua lista, mas não temos tempo.
PEDRO MADEIRA RODRIGUES
Aprendeu com os erros cometidos na campanha anterior e está a tirar algum proveito dessa experiência, estando bastante mais seguro no discurso e na forma como apresenta as suas propostas. Infelizmente para Madeira Rodrigues, há um obstáculo que é inultrapassável: a sua péssima campanha em 2017 ainda está demasiado fresca na memória dos sportinguistas.
Há a questão adicional de estar a colocar demasiadas fichas numa má ideia que lhe pode rebentar nas mãos: querer substituir Peseiro por Ranieri poderá ser um enorme problema caso a época do Sporting arranque bem (sei que é muito improvável, mas imagine-se que Peseiro vence o Benfica e Feirense nas próximas duas jornadas; como se justificaria então a sua saída?) e, pior ainda, caso Ranieri assine por outro clube entretanto (fala-se que o Bordéus está interessado nos seus serviços).
Garantiu investidores que estão disponíveis para ajudarem o Sporting a financiar-se com taxas de juro mais reduzidas, revelando que poderão estar interessados em fazer parte da estrutura acionista da SAD a médio prazo. Nesta fase, parece-me ser um caso claro de estar a colocar-se o carro à frente dos bois.
Aprendeu com os erros cometidos na campanha anterior e está a tirar algum proveito dessa experiência, estando bastante mais seguro no discurso e na forma como apresenta as suas propostas. Infelizmente para Madeira Rodrigues, há um obstáculo que é inultrapassável: a sua péssima campanha em 2017 ainda está demasiado fresca na memória dos sportinguistas.
Há a questão adicional de estar a colocar demasiadas fichas numa má ideia que lhe pode rebentar nas mãos: querer substituir Peseiro por Ranieri poderá ser um enorme problema caso a época do Sporting arranque bem (sei que é muito improvável, mas imagine-se que Peseiro vence o Benfica e Feirense nas próximas duas jornadas; como se justificaria então a sua saída?) e, pior ainda, caso Ranieri assine por outro clube entretanto (fala-se que o Bordéus está interessado nos seus serviços).
Garantiu investidores que estão disponíveis para ajudarem o Sporting a financiar-se com taxas de juro mais reduzidas, revelando que poderão estar interessados em fazer parte da estrutura acionista da SAD a médio prazo. Nesta fase, parece-me ser um caso claro de estar a colocar-se o carro à frente dos bois.
FREDERICO VARANDAS
Foi o primeiro a anunciar a sua candidatura, ainda antes da AG de destituição (o que para mim é um ponto a favor, apesar de haver bastantes sportinguistas que pensam de forma diferente), agregou um leque de apoiantes muito amplo, puxou alguns pesos pesados para as suas listas (sendo Rogério Alves o elemento de maior notoriedade) e foi o primeiro a fechar a sua equipa. Do ponto de vista de competências financeiras e empresariais, parece-me estar muito bem rodeado. Do ponto de vista desportivo tenho dúvidas: nem Beto nem Hugo Viana têm capacidade comprovada em experiências anteriores para serem uma aposta segura para o Sporting. Ainda assim, tenho achado bastante interessantes as ideias de Varandas para o futebol.
Tem procurado confrontar os seus adversários com algumas das suas escolhas, apesar de nem sempre executar bem esses ataques por não ser um bom orador - apesar de se notar que está a melhorar nessa vertente.
Tem estado na frente em praticamente tudo nesta campanha, resta saber se ficará na frente no momento que realmente interessa: a contagem dos votos. O facto de Varandas se ter rodeado de notáveis com um passado muito discutível no clube faz lembrar a estratégia de Godinho Lopes, havendo (legítimas) dúvidas sobre se terá capacidade para manter satisfeitos tantos egos e para os controlar caso a sua presidência tenha períodos mais complicados.
RUI JORGE REGO
Partiu com o handicap de ser um desconhecido e de ter entrado tarde na corrida, mas não facilitou a sua própria vida nas primeiras apresentações de ideias da sua candidatura. Em primeiro lugar, propõe um presidente da SAD profissional, o que acaba por reduzi-lo a si próprio a uma espécie de rainha de Inglaterra - já que a força motriz do Sporting está muito concentrada no futebol. Piorou ao anunciar o benfiquista Paulo Lopo para seu presidente da SAD - negou o benfiquismo de Lopo no debate a sete, mas há demasiadas evidências que não podem ser ignoradas. Em segundo lugar, diz ter investidores que ajudarão o Sporting no reforço da equipa de futebol, funcionando como uma espécie de fundo que depois partilhará as mais-valias de futuras vendas.
Apresentou, posteriormente, o seu ás de trunfo: o ex-internacional brasileiro Roberto Carlos, para liderar o futebol do Sporting. É, indiscutivelmente, uma figura maior do futebol mundial, mas, tirando a sua experiência como jogador, não há nada que indique que seja o homem certo para o cargo.
Ninguém pode acusar Rui Jorge Rego de não se tentar diferenciar dos seus oponentes. Infelizmente, está a tentar diferenciar-se recorrendo a um nome (Lopo) e a uma estratégia (fundos) que gerarão mais aversão do que simpatia.
Partiu com o handicap de ser um desconhecido e de ter entrado tarde na corrida, mas não facilitou a sua própria vida nas primeiras apresentações de ideias da sua candidatura. Em primeiro lugar, propõe um presidente da SAD profissional, o que acaba por reduzi-lo a si próprio a uma espécie de rainha de Inglaterra - já que a força motriz do Sporting está muito concentrada no futebol. Piorou ao anunciar o benfiquista Paulo Lopo para seu presidente da SAD - negou o benfiquismo de Lopo no debate a sete, mas há demasiadas evidências que não podem ser ignoradas. Em segundo lugar, diz ter investidores que ajudarão o Sporting no reforço da equipa de futebol, funcionando como uma espécie de fundo que depois partilhará as mais-valias de futuras vendas.
Apresentou, posteriormente, o seu ás de trunfo: o ex-internacional brasileiro Roberto Carlos, para liderar o futebol do Sporting. É, indiscutivelmente, uma figura maior do futebol mundial, mas, tirando a sua experiência como jogador, não há nada que indique que seja o homem certo para o cargo.
Ninguém pode acusar Rui Jorge Rego de não se tentar diferenciar dos seus oponentes. Infelizmente, está a tentar diferenciar-se recorrendo a um nome (Lopo) e a uma estratégia (fundos) que gerarão mais aversão do que simpatia.
DIAS FERREIRA
Figura quase omnipresente nas últimas três décadas da vida do Sporting, Dias Ferreira decidiu mais uma vez candidatar-se à presidência do clube. É inegável a experiência que tem no dirigismo e o conhecimento que tem ao nível dos corredores do edifício do futebol português, mas não parece ter nada para apresentar que não sejam algumas ideias avulsas e a sua própria disponibilidade para exercer o cargo.
FERNANDO TAVARES PEREIRA
Foi dos primeiros candidatos a avançar, mas pouco fez para se dar a conhecer ao grande público - abdicou, inclusivamente, de comparecer nos debates a dois. Tem méritos empresariais indiscutíveis e nota-se que sabe do que fala quando o tema é as finanças do Sporting, mas também se percebe facilmente a sua falta de experiência do ponto de vista desportivo. Continuando assim, dificilmente conseguirá evitar uma votação pouco significativa.
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
Ideias principais do debate de ontem
Achei interessante o debate a sete que ontem teve lugar na Sporting TV. Sendo um modelo pouco adequado para uma apresentação profunda de ideias, temia que fosse um desperdício de tempo mas, felizmente, a maior parte dos candidatos conseguiu passar de uma forma genérica aquilo que pretendem para o Sporting.
Deixo de seguida algumas das ideias principais que os candidatos transmitiram. Amanhã darei a minha opinião atual sobre as diferentes candidaturas.
João Benedito
Deixo de seguida algumas das ideias principais que os candidatos transmitiram. Amanhã darei a minha opinião atual sobre as diferentes candidaturas.
João Benedito
Quer um único capitão que faça parte das tomadas de decisão da estrutura como núcleo duro. Quer implementar uma cultura em que não se arranjem desculpas externas em caso de insucesso. Diz que o sucesso desportivo é o melhor motor para a resolução da questão financeira, referindo que não há qualquer necessidade de recorrer a investidores.
José Maria Ricciardi
Diz que os dois ex-CG's ficaram livres do compromisso de não se juntarem a nenhuma lista a partir do momento em que se demitiram (yeah, right?). Considera que o motivo principal de o Sporting ter ganho tão pouco nas últimas quatro décadas e a falta de liderança - e diz que nem Varandas nem Benedito têm essa capacidade de liderança - problema que o próprio diz poder resolver.
Pedro Madeira Rodrigues
Centra demasiado o discurso na figura do treinador, o que é particularmente perigoso numa altura em que se fala na possibilidade de Ranieri assinar pelo Bordéus. Diz que os investidores que arranjou emprestarão o dinheiro necessário ao Sporting com uma taxa de juro inferior à dos empréstimos obrigacionistas - podendo, no futuro, entrar no capital da SAD.
Frederico Varandas
Foi o mais agressivo dos candidatos a colocar em causa ideias e nomes das outras listas. Discorda de Benedito no perfil do capitão, dizendo que devem ser vários jogadores em função dos subgrupos que existem num balneário, e devem ser jogadores que costumam jogar. Em resposta às acusações de Ricciardi de que o tempo não é para estagiários, diz que, num clube desportivo, amador é quem quer presidir sem perceber nada de desporto.
Rui Jorge Rego
Foi buscar Roberto Carlos porque diz que falta hábito de vitória ao Sporting. Falou no impacto mediático de ter recrutado Roberto Carlos para a sua equipa, mas exagerou quando tentou fazer passar a ideia de que isso, por si só, trará receitas para o Sporting. Negou o (evidente) benfiquismo de Paulo Lopo. Não detalhou como funcionará a participação dos seus investidores na contratação de jogadores. Diz que não se deve contar com futuras mais-valias de vendas de jogadores no momento de definir o orçamento de futebol. Quer passar a formação do futebol para o clube para que o clube passe a ter receitas iniciais de direitos de formação.
Bem a apontar a falta de ética de Ricciardi ao trazer Gurita e Cavalleri para a sua lista. Propõe a criação de uma nova academia para a formação na zona de Lisboa (o futebol sénior mantém-se em Alcochete). Vai criar o cargo de team manager dedicado exclusivamente aos jogadores emprestados. Criticou (e bem) a entrada de investidores. Perdeu a maior parte do seu tempo a entrar em picardias com outros candidatos.
Fernando Tavares Pereira
Acabou por usar grande parte do seu tempo a apresentar-se, tentando passar a ideia de que se pode equiparar o Sporting ao grupo empresarial que detém e dizendo que já levou o clube da sua aldeia aos campeonatos nacionais. Não se ouviu qualquer ideia do ponto de vista desportivo. Esteve bem ao dizer que o Sporting não tem necessidade de recorrer a investidores, pois existem condições para resolver os problemas com meios próprios. Disse (e bem) que as modalidades não dão tanto prejuízo quanto se pensa. Promete limpeza total ao nível da formação. Revelou que não vai participar em nenhum debate a dois (!).
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
Debates na Sporting TV
Felizmente imperou o bom senso. Comunicado emitido há pouco pela Comissão de Gestão:
Cobertura mediática das eleições por parte dos órgãos de comunicação do Clube
A Comissão de Gestão do Sporting Clube de Portugal informa que foi aprovado um plano de cobertura mediática, por parte dos órgãos de comunicação do Clube, para as eleições do próximo dia 8 de Setembro, após conversações tidas em simultâneo com representantes das sete listas que serão sujeitas a sufrágio. Assim, ficou decidido o seguinte:
JORNAL SPORTING
Entrevistas aos candidatos à Presidência do Conselho Directivo, da Mesa da Assembleia Geral e do Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting Clube de Portugal, e, ainda, um espaço dedicado a cada uma das sete listas para conteúdo que considerem pertinente relativamente à própria candidatura. Os conteúdos referidos serão publicados ao longo das próximas três edições do Jornal Sporting, de acordo com uma sequência sorteada na presença dos representantes de todas as candidaturas.
SITE OFICIAL
Todos os conteúdos publicados no Jornal Sporting serão replicados no Site Oficial do Clube.
SPORTING TV
Primeiro e último debates entre os sete candidatos à Presidência do Conselho Directivo, sendo o primeiro no dia 19 de Agosto de 2018 (às 21h00) e o segundo no dia 7 de Setembro de 2018 (às 20h00); Debates entre os candidatos à Presidência da Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal (24 de Agosto de 2018) e à Presidência do Conselho Fiscal e Disciplinar (27 de Agosto de 2018); Debates a dois entre todos os candidatos à Presidência do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal entre os dias 20 e 30 de Agosto de 2018, de acordo com uma sequência sorteada na presença dos representantes de todas as candidaturas, e que será divulgada pela Sporting TV ainda hoje. Entrevistas individuais a todos os candidatos à Presidência do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal, entre os dias 31 de Agosto de 2018 e 6 de Setembro de 2018, de acordo com uma sequência sorteada na presença dos representantes de todas as candidaturas, e que será divulgada pela Sporting TV ainda hoje. A partir do dia 20 de Agosto de 2018, todos os candidatos terão direito a um espaço diário de Direito de Antena, com a duração máxima de três minutos, preenchido com conteúdos da exclusiva responsabilidade de cada lista, e captados com meios próprios.
Importa referir que, ao longo deste processo, todas as candidaturas expressaram a vontade e a disponibilidade em privilegiar sempre os órgãos de comunicação do Sporting Clube de Portugal, nomeadamente a Sporting TV, mesmo existindo alguma interferência com compromissos já assumidos. A Comissão de Gestão agradece a presença de todos os representantes das sete candidaturas e manifesta publicamente o desejo de que a campanha eleitoral decorra com elevação, sempre na defesa intransigente dos superiores interesses do Sporting Clube de Portugal.
Adenda sobre o sportinguismo de Paulo Lopo
Estou ansioso por ter um presidente da SAD com este tipo de ligação emocional ao Sporting. What could possibly go wrong?
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(via @duscher_aldo) |
Duas coisas que devem saber sobre a candidatura de Rui Jorge Rego
Sendo um candidato relativamente desconhecido à presidência, e não tendo uma cobertura mediática tão extensa como a de outros candidatos, existem duas coisas que acho que todos os sportinguistas devem saber sobre a candidatura de Rui Jorge Rego.
1. Defende o regresso dos fundos
1. Defende o regresso dos fundos
Numa entrevista dada a 11 de agosto, o candidato Rui Jorge Rego afirmou o seguinte:

"O dinheiro dos investidores colmatará essa lacuna, para ir buscar um ou dois jogadores, três no máximo, que permitirão ao Sporting ser mais competitivo. Claro que a mais-valia desses jogadores não será só nossa. Vamos repartir com o investidor."
Isto, por si só, é algo que retira toda e qualquer possibilidade de esta lista ter o meu voto. O que Rui Jorge Rego está a dizer é que o Sporting, caso vença, voltará a partilhar os direitos económicos com outras entidades. Já sabemos como isto funciona, da nossa passada experiência com fundos como a Doyen ou a QFIL: o risco fica totalmente do lado do clube (de uma forma ou outra, os investidores serão sempre ressarcidos do dinheiro que meteram), os salários são pagos exclusivamente pelo clube, mas no momento de receber as mais-valias (caso o jogador tenha sucesso) já teremos os investidores de mão estendida a reclamar o dinheiro que lhes cabe.
A FIFA proibiu o recurso a este tipo de esquemas, mas, infelizmente, há forma de os contornar. A diferença é que o fundo/investidor não fica diretamente com os direitos económicos, mas, através de um contrato paralelo, assegura o direito a uma percentagem de uma venda futura ou uma percentagem das mais-valias de uma venda futura.
O Sporting não pode andar a desenvolver e a valorizar jogadores para que depois sejam outros a recolher os frutos financeiros desse trabalho.
O presidente da SAD de Rui Jorge Rego será, em caso de vitória, o atual presidente da SAD do Leixões: Paulo Lopo.
Paulo Lopo reconhece, na entrevista, já ter sido sócio do Benfica. Assume, no entanto, ter uma ligação ao Sporting (apesar de, lendo de forma rigorosa as suas palavras, não admitir nenhuma ligação emocional ao Sporting), e justifica a ligação ao Benfica por ter sido outra pessoa a torná-lo sócio e a pagar-lhe as quotas - o que é um pouco estranho, diga-se.
Há que dizer, no entanto, que Paulo Lopo já era um nome relativamente conhecido nas redes sociais, precisamente por ter publicado diversas fotografias em que aparenta ter uma ligação emocional a um clube... que, por acaso, não é o Sporting.
Até há uns meses, as imagens de cima podiam ser encontradas na sua conta de Instagram (entretanto Paulo Lopo já as apagou), sendo que nessa mesma conta não havia quaisquer indícios de ligação emocional ao Sporting.
Claro que isto não quer dizer que Lopo não possa ser um bom presidente de SAD caso Rui Jorge Rego seja eleito, mas... prefiro não correr riscos. E não é um bom começo mentir aos sócios e adeptos na primeira entrevista que dá na sua qualidade de candidato a um cargo de enorme poder no Sporting.
terça-feira, 14 de agosto de 2018
Senhores candidatos: tenham vergonha!
Foi anunciado o calendário dos debates a dois entre todos os candidatos que se realizarão até à véspera de eleições... na CMTV.
É incompreensível para mim como é que os mesmos candidatos que têm apresentado programas com múltiplas ideias para valorizar a marca, aumentar receitas ou respeitar os sócios, abdicam de dar audiências ao canal do clube em favor da CMTV, que é apenas o meio de comunicação social que mais tem enxovalhado o Sporting e os sportinguistas nos últimos anos.
Pararam para pensar nos benefícios que retiram à Sporting TV com esta decisão que tomaram? E que se a CMTV tem interesse em dar os debates, por algum motivo será?
Pararam para pensar nos benefícios que retiram à Sporting TV com esta decisão que tomaram? E que se a CMTV tem interesse em dar os debates, por algum motivo será?
Parabéns pelo bom trabalho de nos envergonhar e ao clube um pouco mais.
A opinião de Ricciardi sobre a equipa B de futebol feminino
Ricciardi pode dizer que o tempo não é para estagiários, pode dizer que é o banqueiro mais competente do mundo (apesar de os últimos anos terem dado provas mais que suficientes de que não é), pode dizer que é fundamental haver uma direção com muito know how ao nível financeiro (o que, não sendo o mais importante, é um requisito de que ninguém discordará), mas é mais que evidente que está completamente impreparado para ser presidente de um clube como o Sporting.
Se dúvidas existissem, basta ver o que foi dito pelo candidato na entrevista ao Record assim que pôs o pé de fora da questão financeira e do futebol masculino:
"O Sporting tem mais de 80 jogadores de futebol, até tem duas equipas de futebol feminino... Quer dizer, perdeu-se completamente a cabeça."
O Sporting passou recentemente a ter duas equipas de futebol feminino. Para além da equipa principal, bicampeã nacional e vencedora das duas edições da Taça de Portugal e da Supertaça, o Sporting criou agora uma equipa B que disputará o Campeonato de Promoção (2ª divisão) na época que agora está a começar.
Significa isto o aumento dos quadros com mais um plantel inteiro de jogadoras? Não. Ao contrário da ex-equipa B masculina ou da nova equipa sub-23 masculina, compostas por jogadores profissionais (muitos dos quais dedicados exclusivamente a essas equipas), o Sporting decidiu (e muito bem) criar a equipa B feminina única e exclusivamente para dar um contexto competitivo de futebol de 11 às atuais jogadoras juniores e juvenis, visto que o campeonato sub-19 apenas existe no modelo de futebol de 9, e o campeonato sub-17 apenas existe no modelo de futebol de 7.
Serão, maioritariamente, as jogadoras da equipa de juniores a disputar as partidas da equipa B. A treinadora da equipa B será a treinadora das juniores, Mariana Cabral. Não existirá um aumento de encargos com salários, porque as jogadoras que fizerem jogos na equipa B não receberão mais por isso. Os custos adicionais que o Sporting terá com a formação desta equipa serão, sobretudo, de natureza logística (deslocações, sobretudo, porque é prática comum irem e voltarem no próprio dia do jogo). Estaremos a falar de uma verba anual que, no máximo, rondará um par de dezenas de milhares de euros, ou seja, é bem provável que seja menos do que o que Ricciardi gastará mensalmente com apenas um dos administradores do seu board da SAD. Se é isto o seu conceito de se perder completamente a cabeça...
Mais: seria bom que Ricciardi tivesse noção de que nem sequer todas as jogadoras da equipa feminina principal são profissionais de futebol a tempo inteiro.
Com este pequeno desabafo, é fácil perceber a impreparação de Ricciardi para o que é realmente fundamental: a liderança desportiva. Não tem o conhecimento necessário nem quer saber. E convém que haja consciência do seguinte: se a parte desportiva correr bem, rapidamente a parte financeira (que não é tão desesperada quanto Ricciardi quer fazer crer) entrará nos eixos; mas se a parte desportiva correr mal, até pode ter os melhores especialistas do mundo a tratar das finanças... mas de certeza que continuará tudo igual ou pior do que está agora.
sábado, 11 de agosto de 2018
As assinaturas riscadas por Jaime Marta Soares
A MAG emitiu ontem um comunicado a informar que, de todas as candidaturas que foram entregues, apenas duas respeitam todos os requisitos formais.
As irregularidades formais não foram detalhadas no comunicado mas foram transmitidas às listas, que terão 48 horas para as corrigir. A CMTV, sempre muito bem informada sobre os assuntos do Sporting de há uns meses para cá, revelou que:
- a candidatura de Fernando Tavares Pereira tinha quatro nomes para órgãos sociais que não cumpriam o tempo necessário de associados;
- a candidatura de Rui Rego tem em falta 400 assinaturas válidas;
- a candidatura de Dias Ferreira tem algumas assinaturas inválidas e um elemento da lista com quotas em atraso;
- a candidatura de Pedro Madeira Rodrigues tem em falta 50 assinaturas válidas.
Não mencionaram o que falta à lista de João Benedito.
Existem dois tipos de problemas que poderão levar à anulação de assinaturas proponentes de uma lista. O primeiro é perfeitamente lógico e está previsto pelos estatutos: os signatários têm de cumprir todos os requisitos para poderem votar, como terem as quotas em dia, não estarem suspensos, etc..
O segundo, a meu ver não tem grande lógica: se o mesmo sócio propuser mais do que uma candidatura, então a sua assinatura é considerada inválida e riscada de todas as listas que subscreveu. Este requisito não está previsto nos estatutos e foi colocado pela MAG num documento que lista os formalismos necessários para uma lista ser considerada apta, intitulado "INFORMAÇÃO SOBRE O PROCESSO RELATIVO ÀS ELEIÇÕES PARA OS ORGÃOS SOCIAIS DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL A TER LUGAR NO DIA 8 DE SETEMBRO DE 2018", que está disponível no site do clube.
Marta Soares fez também referência a este requisito aquando da entrega da candidatura de Pedro Madeira Rodrigues:
A meu ver, isto não faz grande sentido. Eu, enquanto sócio, posso desejar a existência de várias listas de candidatos que considere poderem ser nomes viáveis para liderar o clube, de forma a poder ouvir as suas propostas e o debate de ideias, para depois poder escolher no dia das eleições. Sabendo que só posso dar a minha assinatura a um único candidato, se alguma das listas me pedir a assinatura está a obrigar-me a tomar uma decisão eleitoral num momento desadequado. Levanta também alguns problemas práticos para quem recolhe as assinaturas, pois pessoas com má-fé (e sabemos que neste processo eleitoral as posições extremadas proporcionam a existência de muitas atitudes com falta de ética) poderão omitir que já deram a sua assinatura a outras listas de que também não gostam.
Nada disto é particularmente grave, pois não será complicado para nenhuma lista recolher as assinaturas em falta nas 48 horas que são dadas para corrigir os problemas detetados, mas era perfeitamente evitável. E não sei até que ponto não será ilegal.
O documento de informação às candidaturas onde se encontra este requisito é um resumo dos pontos dos estatutos e do Regulamento da Assembleia Geral (RAG) relevantes para as eleições:
Ora, uma leitura atenta aos documentos permite constatar que não existe nenhuma restrição ao número de listas que um sócio poderá subscrever. No estatutos, como já puderam ver mais acima, há apenas referência à capacidade eleitoral ativa do sócio. No RAG há apenas isto:
Seria bom que Marta Soares explicasse de onde é que vem esta restrição à vontade dos sócios.
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Só faltou desejarem-lhe boa sorte para as eleições...
O Sporting emitiu ontem o seguinte comunicado no site do clube:
À semelhança de Alexandre Cavalleri, também Jorge Gurita sai da Comissão de Gestão “por motivos pessoais”. Os "motivos pessoais" são, como se sabe, tudo menos pessoais: sai porque vai fazer parte da lista de José Maria Ricciardi às eleições de setembro.
O mais extraordinário de tudo isto é ver que Gurita trai o compromisso feito por Artur Torres Pereira de que nenhum dos elementos da Comissão de Gestão iria fazer parte de qualquer lista mas, ainda assim, a Comissão de Gestão anuncia a sua saída agradecendo-lhe o serviço prestado e enaltecendo o seu sportinguismo. Isto é tudo menos uma demonstração de sportinguismo, é o cúmulo da falta de vergonha e um enorme desrespeito aos sócios. O que Artur Torres Pereira e Jaime Marta Soares deviam ter feito era assumir as responsabilidades de terem colocado gente desta no clube. Não podem pensar que isto fica resolvido com um comunicado destes.
Só faltou desejarem a Gurita as maiores felicidades para a lista de que vai fazer parte.
domingo, 5 de agosto de 2018
You had one job, Comissão de Gestão...
Artur Torres Pereira, Sousa Cintra, António José Rebelo, Silvino Sequeira, Jorge Gurita, Luís Marques, António Sá da Costa, Alexandre Cavalleri, Rui Moço, Pedro Pinho Reis, José Leitão. Foram estes os onze nomes que Jaime Marta Soares escolheu para gerirem o Sporting durante o período de três meses compreendido entre a suspensão do CD presidido por Bruno de Carvalho e a data das eleições. Aceitaram o convite em total de liberdade e o compromisso dado aos sportinguistas baseou-se em três ideias essenciais: 1) iriam fazer o melhor possível em conjugação com a sua vida familiar e profissional; 2) não iriam receber qualquer compensação monetária pelo trabalho a que se propunham; 3) não iriam fazer parte de qualquer lista concorrente às eleições de setembro.
(via Mister do Café)
Segundo notícias divulgadas no final da semana que passou, dois dos onze elementos - Jorge Gurita e Alexandre Cavalleri - saíram da CG para integrar a lista de José Maria Ricciardi.
Considerando o cariz provisório do desafio e a dedicação a tempo parcial ao mesmo, a generalidade dos sportinguistas compreendeu, tacitamente, que o patamar de exigência a ser colocado a esta CG não poderia ser o mesmo do que a uma direção eleita. Como tal, também não faria grande sentido que fossem remunerados pela missão que aceitaram levar a cabo. Logo, as duas primeiras ideias anulam-se mutuamente. Quanto a compromissos realmente importantes, capazes de condicionar a vida de qualquer um destes onze elementos de forma menos provisória - se quiserem, podem chamar-lhe de sacrifício -, sobrava apenas a tal garantia de isenção durante este curto mandato, que implicava a sua exclusão do processo eleitoral que se estava a iniciar.

A ser verdade, esta atitude dos dois ex-membros do CG e de Ricciardi é uma vergonha e autodemonstrativa do que significa o valor da palavra dada para estes indivíduos (não que em em alguns casos não houvesse já provas suficientes). Espero que sejam devidamente punidos nas urnas pelos sportinguistas.
A credibilidade da CG sai também bastante afetada. Ninguém esperava que se sacrificassem demasiado, bastava fazer o mínimo necessário para manter a máquina a funcionar, mesmo que a meio gás - deixando as várias secções gerirem-se por duodécimos - e... serem isentos. É caso para dizer: you had one job, CG...
A credibilidade da CG sai também bastante afetada. Ninguém esperava que se sacrificassem demasiado, bastava fazer o mínimo necessário para manter a máquina a funcionar, mesmo que a meio gás - deixando as várias secções gerirem-se por duodécimos - e... serem isentos. É caso para dizer: you had one job, CG...
P.S.: Já agora, considerando que...
a) José Eduardo é o homem para o futebol da lista de Ricciardi;
b) Existem dois ex-elementos do CG que serão parceiros de lista de José Eduardo.
c) José Eduardo é o dono da empresa que prestava o serviço de catering do estádio até ao término do contrato que o ligava ao Sporting no final da época passada;
d) Não é conhecido o ponto de situação de quem prestará esse serviço de 2018/19 em diante;
e) Já houve um jogo em Alvalade esta época e não consta que tenha faltado comida nos camarotes e bares do estádio;
... qual é o ponto de situação do serviço de catering para 2018/19? Será que a CG pode esclarecer os sportinguistas sobre este assunto?
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
Brincando às convergências
O tempo é de férias para grande parte do país, mas a pré-campanha para a presidência do Sporting tem prosseguido a todo a vapor ao longo dos últimos dias. A lista encabeçada pelo DDT do Sporting foi finalmente anunciada - elevando para nove as opções de voto dos sportinguistas - e os candidatos continuam a desmultiplicar-se em entrevistas e sessões de esclarecimento por todos os canais de televisão e núcleos do país. Mas o grande twist and turn da semana acabou por vir de outras paragens: um grupo de sócios encabeçado por Miguel Poiares Maduro propõe animar ainda mais o estado das coisas apelando à "convergência de listas" - mesmo que isso implique o adiamento das eleições, fazendo uso do limite de seis meses previsto para o mandato da Comissão de Gestão - e propondo a criação de um Conselho Estratégico com acesso privilegiado à direção e a tudo o que se faz no clube e SAD.

Aquilo que realmente me preocupa não é o facto de existirem demasiadas candidaturas. O que me preocupa é o facto de, em tantas listas concorrentes, não ver em nenhum dos candidatos todas as características que considero essenciais para poderem vir a ser bons presidentes. Para mim, um bom candidato a presidente tem de ser alguém que saiba o suficiente de futebol para tomar decisões, mas que, sobretudo, conheça muito bem o mundo do futebol, que saiba mexer-se - dialogando ou fazendo frente quando necessário - nas instituições que regem o futebol, compreendendo sempre a importância do ecletismo para a identidade leonina, com conhecimento e capacidade comprovada de liderança, de organização e de comunicação, e que tenha sempre a preocupação de defender intransigentemente o clube e os seus sócios. Tudo o resto - estratégias sofisticadas para controlo e desempenho financeiro, planos para transformar a formação e a Academia, etc., etc. - é secundário. Não quer dizer que não sejam relevantes, mas não servem de nada se as coisas falharem naquilo que é realmente prioritário. E neste momento não vejo em nenhum candidato o pulso ou o conhecimento necessário para enfrentar todas essas frentes.
A questão das pessoas que os acompanham nas listas também tem a sua importância, claro, mas acaba por ser algo secundário, já que o futuro presidente poderá colocar na SAD quem bem lhe apetecer. Como tal, não me parece que a agregação de listas nos ajude a desencantar um melhor candidato.
Quanto ao adiamento das eleições, nem a brincar se deve sugerir uma coisa dessas. Sousa Cintra e o CG estão a fazer um trabalho globalmente positivo nos dossiers mais importantes, mas desastroso em tudo o resto... e a tolerância que os sportinguistas estão dispostos a dar-lhes neste momento passará a ser um bem bastante mais escasso quando começarem os jogos a sério. Se os resultados no futebol não forem bons logo ao princípio, não vejo esta CG com a capacidade necessária para gerir as frustrações dos sócios.
Em relação ao Conselho Estratégico... basta olhar para a apresentação feita (LINK) para se perceber que os proponentes não fazem a mínima ideia de como avaliar uma equipa de gestão desportiva - seria apenas uma criação destinada a alimentar egos e despejar na praça pública informação supostamente confidencial.
Mal ou bem, será com estes nove candidatos (e com os outros que eventualmente ainda surjam) que teremos de ir a votos em setembro. Ganhe com 90, 51 ou 25%, será uma direção legitimada que terá a benesse de não ter de assumir as responsabilidades do que correr mal na primeira época de futebol e, como tal, haverá tempo para se organizar. O que correr bem ou mal ao longo do mandato dependerá sobretudo da sua competência, e muito pouco da percentagem de votos que obtiver nas eleições. Melhor ou pior, a questão da sucessão terá de ficar resolvida tão rapidamente que possível e, desejavelmente, sem recurso a alianças artificiais, montadas em função do cheio a poder.
sexta-feira, 20 de julho de 2018
Prós e contras das oito candidaturas
Numa altura em que já se apresentaram oito candidaturas à presidência do Sporting, deixo aqui a minha opinião geral sobre cada uma delas em função do que nos tem sido dado a conhecer.
BRUNO DE CARVALHO
Prós:
- De todos os candidatos, é o único com experiência no cargo;
- Conhecimento total de todos os dossiers;
- Base de apoiantes fiel e mobilizada;
- Estará como peixe na água nos debates.
Contras:
- É quase certo que será suspenso e que não se poderá candidatar à presidência do clube;
- Elevadíssima taxa de rejeição por causa dos motivos que levaram à sua destituição e também pela reação aos resultados da AG;
- Margem de crescimento nula, dificilmente recuperará qualquer um dos 71% de votos que o destituíram;
- Carlos Vieira poderá desviar uma boa parte dos 29% de votos que se opuseram à destituição;
- Continua a ser um alvo preferencial da Comunicação Social e os inimigos que foi criando não pouparão munições para a sua descredibilização.
Chave para a vitória: Para ter alguma hipótese de vencer, é fundamental que apareçam mais candidaturas fortes que dividam os votos dos seus opositores (e que não existam desistências ou fusões nas principais listas já conhecidas).
CARLOS VIEIRA
Prós:
- Conhecimento profundo de muitos dossiers fundamentais;
- Competência demonstrada na pasta financeira;
- É, de todos os candidatos conhecidos até ao momento, a alternativa mais natural para quem pretende que haja continuidade do trabalho feito e que não queira votar em Bruno de Carvalho.
Contras:
- Probabilidade elevada de ser suspenso;
- Imagem desgastada por ter acompanhado Bruno Carvalho até à destituição;
- Vai ter má imprensa durante a campanha, e é bem possível que seja o alvo preferencial de Bruno de Carvalho.
Chave para a vitória: Precisa de convencer os sportinguistas de que pode ser um líder tão competente como o foi enquanto responsável pelas finanças.
DIAS FERREIRA
Prós:
- É visto como um senador do clube, e eventualmente poderá ter algum apoio dos sócios da sua faixa etária;
- Pelo feitio, pode ser que consiga atrair alguns votos de protesto.
Contras:
- Campanha praticamente inexistente;
- Não apresentou lista nem programa;
- Tendo passado como dirigente, dificilmente será visto como uma solução de futuro.
Chave para a vitória: É preciso que rebente uma pandemia que afete apenas cidadãos com menos de 65 anos que os impossibilite de votar no dia 8 de setembro.
FERNANDO TAVARES PEREIRA
Prós:
- ...
Contras:
- É uma figura desconhecida para a esmagadora maioria dos sportinguistas;
- Campanha praticamente inexistente.
Chave para a vitória: ...
FREDERICO VARANDAS
Prós:
- Percurso de enorme competência como diretor clínico;
- Foi o primeiro a avançar, e o único a apresentar-se como alternativa antes da Assembleia Geral de destituição;
- Conseguiu um quase monopólio dos apoios dos sportinguistas mais conhecidos, ao ponto de nenhum outro candidato se atrever a formar comissões de honra.
Contras:
- Tem-se revelado um mau orador, o que dificulta imenso uma transmissão eficaz da sua mensagem e das suas ideias;
- A escolha de Rogério Alves para PMAG, conhecendo-se a sua posição sobre assuntos muito delicados como a questão da presidência da SAD, poderá levantar dúvidas sobre o modelo de governação do clube e SAD que será aplicado em caso de vitória;
- Apoios tão abrangentes poderão ser difíceis de controlar, mesmo (e principalmente) durante a campanha, sendo que nomes como o de Luís Duque afastam automaticamente um grande número de sócios.
Chave para a vitória: Precisa de convencer os sportinguistas de que pode ser um bom líder, capaz de gerir os muitos interesses que reuniu à sua volta, e que tem competências técnicas suficientemente abrangentes para poder ser um bom presidente. Precisa de ir bem preparado para os debates, pois vai ser o alvo número um a abater para a maior parte dos candidatos.
JOÃO BENEDITO
Prós:
- É uma das principais figuras do clube das últimas duas décadas, com uma carreira absolutamente fantástica;
- Lista composta por outros ex-atletas do clube com um passado de glória, o que é refrescante;
- Carismático e bom orador.
Contras:
- Ainda não se percebeu exatamente quais são os apoios da candidatura.
Chave para a vitória: Terá de ter muito critério na escolha das pessoas que o rodearão. À semelhança de Frederico Varandas, terá de demonstrar que tem os conhecimentos técnicos necessários para poder ser um bom presidente.
PEDRO MADEIRA RODRIGUES
Prós:
- Parece ter aprendido com os erros cometidos na campanha de 2017;
- O facto de ter concorrido em 2017 dá-lhe uma certa legitimidade adicional em relação a outras candidaturas.
Contras:
- Será muito complicado inverter a imagem geral que deixou em 2017;
- Algumas das ideias que apresenta não são exequíveis (formar uma equipa de basquetebol ao nível das equipas gregas) nem oportunas (como o anúncio de Ranieri, considerando que o campeonato já estará em andamento à data das eleições), pelo que são puramente demagógicas.
Chave para a vitória: Não vejo como poderá ganhar ou sequer ter uma votação expressiva. Pode, no entanto, fazendo uma boa campanha, garantir um melhor posicionamento para futuras eleições. É o máximo a que pode ambicionar.
ZEFERINO BOAL
Prós:
- ...
Contras:
- Não sendo um desconhecido, as intervenções feitas ao longo dos últimos anos não lhe conferem grande credibilidade junto da maior parte dos sportinguistas;
- Desconhece-se a lista e apoios.
Chave para a vitória: ...
quinta-feira, 19 de julho de 2018
A candidatura de João Benedito
João Benedito fez, no final desta manhã, a apresentação da sua candidatura à presidência do Sporting. O antigo capitão da equipa de futsal do Sporting anunciou três nomes que o acompanharão: Carlos Pereira, Ricardo Andorinho e Pedro Miguel Moura. Referiu também que, caso vença as eleições, será presidente do clube e presidente da SAD, que o diretor desportivo para o futebol será um antigo atleta que foi campeão pelo clube e com enorme experiência nacional e internacional. Quando questionado sobre a continuidade de José Peseiro, João Benedito respondeu que conta com todos os treinadores que estão neste momento ao serviço do clube: Peseiro, Nuno Dias, Hugo Canela, Hugo Silva, Paulo Freitas e Nuno Cristóvão.
O programa da candidatura pode ser lido aqui: LINK.
Quem não viu, pode assistir à apresentação nos vídeos abaixo. O discurso divide-se pelo 1º (houve alguns problemas com a instalação sonora nos momentos iniciais) e pelo 2º vídeo, e as respostas aos jornalistas estão no 3º vídeo.
Para quando uma decisão, senhores?
Ontem na SIC Notícias, após a entrevista de Bruno de Carvalho, realizou-se um debate sobre a situação atual do Sporting com a presença de Diogo Orvalho, Eduardo Garcia e Rui Calafate. Finalmente, vi ser debatido um dos temas que mais me incomodam de momento: o prolongamento indefinido da suspensão de Bruno de Carvalho e Carlos Vieira, numa altura em que o prazo limite para a entrega de candidaturas se aproxima a passos largos.
Recomendo que comecem por ver o vídeo seguinte, e depois irei desenvolver este tema.
Bruno de Carvalho, Carlos Vieira e os restantes elementos dos órgãos sociais que se mantiveram em funções até à AG de destituição foram suspensos pela Comissão de Fiscalização liderada por Henrique Monteiro no dia 13 de junho. Já se passaram 37 dias desde essa data. Entretanto, iniciou-se um processo eleitoral e é do conhecimento geral que essas pessoas têm a intenção de se recandidatar. O problema é que, a apenas 19 dias do limite de entrega das assinaturas que permitem a oficialização das respetivas candidaturas, ainda não sabem se efetivamente poderão avançar. E, pior, ninguém dos atuais órgãos sociais avança com uma data para a tomada e divulgação da decisão.

Esta situação de limbo não é aceitável porque poderá inquinar o processo eleitoral e colocar em causa a legitimidade de quem as vencer. E não é aceitável que a Comissão de Fiscalização e a MAG se refugiem em tecnicalidades processuais para justificar uma demora intolerável na tomada de decisão.
A falta de bom senso fica bem patente nas incongruências das justificações de Diogo Orvalho para o prolongar da situação. Começou por dizer:
"não se gere o Sporting com base no facilitismo. Gere-se o Sporting na base dos estatutos e dos regulamentos aprovados que os sócios legítima e democraticamente aprovaram em Assembleia Geral; os prazos legais existem e são para cumprir"
Mas logo a seguir acrescentou:
"o principal atraso deve-se aos próprios sócios visados no processo disciplinar, porque apresentaram a resposta à nota de culpa dois dias após o prazo legal de que dispunham"
Das duas, uma: ou os regulamentos e os prazos que os sócios legítima e democraticamente aprovaram em Assembleia Geral são para se cumprir - e isso tem de ser válido para todos, doa a quem doer -, ou reconhece-se a situação excecional que atravessamos e agiliza-se tudo o que puder ser agilizado, com o máximo de isenção e competência. Mas na prática não se vê nem uma coisa nem outra: quase que parece que estão interessados em deixar correr os processos disciplinares tanto tempo quanto possível. Independentemente das causas que se possam alegar, não há desculpas para ainda haver esta incerteza em relação à possibilidade de os sócios em causa se poderem ou não candidatar. A Comissão de Fiscalização tem assim tantos assuntos importantes em mãos para se ocupar?
O que me parece certo é que não está a haver, por parte dos órgãos sociais, um tratamento responsável da situação. Esta incerteza sobre se é quando a decisão será tomada - independentemente do sentido dessa decisão - não protege os interesses do Sporting e isso, a meu ver, apenas pode ser lido de duas formas: ou os elementos desta Comissão de Fiscalização não têm a consciência do mal que este impasse pode fazer ao clube... ou então andam a brincar às estratégias eleitorais para condicionar a criação de listas que representem esta parcela não desprezável dos sócios do Sporting.
Ilibe-se, suspenda-se ou expulse-se, mas há que concluir estes processos de imediato. Para quando uma decisão, senhores?
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