Mostrar mensagens com a etiqueta lamentável. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta lamentável. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 22 de abril de 2014

Degradante

A intimidação aos adeptos do #Benfica no Porto                                                                       
É uma tristeza que num país supostamente livre e democrático existam alguns energúmenos que se achem no direito de impedir adeptos de outros clubes de festejar um título acabado de conquistar.


Como é evidente, ver benfiquistas a festejar um título não é um acontecimento que me encha de satisfação, mas isso é um problema meu com o qual tenho que lidar sozinho. Não me dá o direito de impedir que outros desfrutem de um momento feliz, da mesma forma que não aceitaria que outros me impedissem a mim de festejar títulos do meu clube.

O pior é que, mais uma vez, ficamos com a certeza que na cidade do Porto existem alguns indivíduos a quem tudo é permitido. Não me parece que seja difícil identificar, prender e levar a julgamento as pessoas responsáveis pelos desacatos, nomeadamente as que pertenciam ao bando que estava estacionado na Avenida dos Aliados. Não sou jurista, mas parece-me evidente que estão a cometer vários crimes. Infelizmente começa a ser comum ver a PSP do Porto a assobiar para o ar e fazer de conta que nada se passa. Degradante.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Alta Imbecilidade II

Até há umas horas atrás não sabia que existia um senhor chamado Luís Fialho. Tomei conhecimento da sua existência pelo texto que escreveu na edição desta semana do jornal O Benfica.

Um dérbi, duas dúvidas 
Domingo é dia de dérbi lisboeta, e, à tradicional interrogação que a ocasião sempre colocou - quem irá vencer? -, os últimos anos têm trazido uma outra, capaz de despertar quase tanta curiosidade como o próprio resultado do jogo: que queixas irá o Sporting trazer em caso de derrota? Na verdade, nos tempos mais recentes, sendo difícil encontrarmos uma vitória do Sporting sobre o Benfica, é quase tão difícil recordarmos uma derrota leonina sem um consequente desfilar de acusações relativas à arbitragem, e a todos os aspectos paralelos que possam de algum modo servir de cortina de fumo, e impedir a atribuição de qualquer dose de mérito ao odiado rival. 
Por mais insignificante que seja, lá encontram sempre um motivo. De uma gota de água (que tanto pode ser um lançamento lateral com um piton milimetricamente acima da relva, como um relógio dois minutos atrasado, ou um alegado penálti que nem à sétima repetição televisiva parece claro), fazem uma tempestade, contando para isso com um alinhado exército de comentadores televisivos, e com a complacência de redacções simpáticas - que conferem ao Sporting um peso mediático que vai muito para além da sua real dimensão social. 
Não sei o que sucederia no País desportivo se, um dia, o Sporting perdesse um Campeonato com um golo tão irregular como o que Maicon apontou na Luz há dois anos atrás. Ou sofresse, em jogo decisivo, um penálti em lance idêntico ao de Yebda e Lisandro Lopez, em 2009 - ambas as situações tendo Pedro Proença como protagonista. Por muito menos, já vimos reacções absolutamente esquizofrénicas vindas dos lados de Alvalade. 
Bom seria que tão ruidoso folclore voltasse a animar jornais e televisões, pois seria sinal de estarmos perante mais uma vitória do Benfica, e correspondente azia sportinguista.
O fim-de-semana passado foi muito duro. Mas nada como o velho dérbi (e, já agora, com uma arbitragem melhorzinha que a da primeira volta) para resgatar o orgulho ferido por um maldito penálti desperdiçado aos 94 minutos.

Não me vou dar ao trabalho de apontar as omissões e as falhas de raciocínio deste senhor. Nem vale a pena entrar em grandes detalhes sobre a forma indignada como este senhor reage em todos os textos (dei-me ao trabalho de os procurar) que se seguem a jogos em que julga ter razões de queixa da arbitragem. Ou na incoerência em que entra ao utilizar arbitragens que prejudicaram o Benfica para reforçar a sua argumentação, quando na realidade está apenas a fazer exatamente o mesmo de que acusa os sportinguistas.

Luís Fialho decidiu fazer este texto, na véspera do Benfica - Sporting, para criticar o seu adversário por ter aceitado mal erros de arbitragem que influenciaram o resultado dos dois últimos jogos no Estádio da Luz. "Reações esquizofrénicas", "ruidoso folclore", "azia sportinguista", "peso mediático que vai para além da sua real dimensão social", são algumas das formas que usa para caracterizar o Sporting e os seus sócios e adeptos.

Só para que não existam dúvidas, isto foi escrito no jornal oficial do Benfica. 

P.S.: Tive o cuidado de reler a edição desta semana do jornal Sporting, e apesar de serem referidos os tais jogos marcados por Duarte Gomes e João Capela e existirem alguns comentários que podem ser considerados um pouco provocatórios, em momento algum há um insulto que seja ao Benfica ou aos benfiquistas.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Erros lamentáveis

Ontem, no jornal das 17h da TVI24, enquanto passavam imagens da conferência de imprensa de Leonardo Jardim do jogo com o Arouca, o som foi interrompido e substituído um outro registo sonoro que, infelicidade das infelicidades, era uma música pimba em que se cantava "mentiroso".


(obrigado pelo link, King_lion!)

O incidente foi confirmado mais tarde pela própria TVI24, que apresentou um pedido de desculpas através de Sousa Martins no programa Contragolpe.


Tudo isto faz lembrar um episódio semelhante na TSF, em que o símbolo do Sporting foi alvo de uma brincadeira de mau gosto.


Também aqui o pedido de desculpas foi feito de forma rápida, mas mais uma vez a explicação apontou para um erro lamentável.


Não vou ao ponto de achar que estes episódios foram um ataque da TVI ou da TSF à honra do Sporting. Certamente que terão mais coisas com que se preocupar, e os pedidos de desculpa foram suficientemente rápidos para que não duvide da sua sinceridade. Aliás, no caso caso concreto da TVI, até me parece o canal de televisão em sinal aberto ou por cabo que dá melhor tratamento ao Sporting. Bem melhor do que a SIC e a RTP, por exemplo.

Mas escusam de vir com a explicação de que se tratou de um erro. Não foi. Houve, em ambos os casos, uma ou mais pessoas que se sentiram à vontade para gozar descaradamente com o Sporting e, por inerência, com os seus sócios e adeptos. 

Seria mais adequado se, em vez de um pedido de desculpas, indicassem que os autores da brincadeira seriam alvo de um processo disciplinar. É que pedidos de desculpas não apagam o que foi feito, e só a indicação de que haverá uma punição dos indivíduos responsáveis dará algumas garantias que situações destas não voltarão a acontecer.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A agressão de Rui Cerqueira: grito de revolta?

Eugénio Queiroz, no blog que tem no site do Record, publicou um texto de João Fonseca, o repórter da RR que foi agredido por Rui Cerqueira no final do Belenenses - Porto.


Que um jornalista não deve ser o centro das notícia, concordo perfeitamente. Mas o que se passou no final do Belenenses - Porto é notícia, não pelo jornalista em si, mas pelo facto de um dirigente de um clube ter tentado impedir outros de fazer o seu trabalho, recorrendo a métodos violentos que não têm lugar numa sociedade civilizada.

Apesar de não compreender na totalidade o texto de João Fonseca, por não estar a par de muito do que terá acontecido e que nunca chegou a ser divulgado, é possível extrair daqui algumas das coisas que se terão passado:
  • Houve alguém que impediu um jornalista de fazer o seu trabalho, de forma "agressiva, arrogante e autoritária"
  • Alguém mandou a PSP identificar os jornalistas, em vez de o fazer com o agressor
  • Os delegados da Liga íntegros, que reportam o que vêm e ouvem, vão sendo afastados e substituídos por outros com menos escrúpulos, como terá sido o caso neste jogo
  • A Liga pediu há poucos dias ao jornalista para prestar declarações na sede

Sabendo da podridão que é o mundo dos bastidores do futebol, imagino que quer João Fonseca quer David Carvalho tenham sofrido pressões imensas na sequência de um episódio lamentável em que a sua responsabilidade começa e acaba no facto de estarem a fazer o seu trabalho no local e no momento errado.

Um jornalista é um homem que não pode deixar de temer pelo seu emprego, pela sua segurança e pela sua família. Por isso, é em situações destas que a reação deve ser corporativa, imediata e categórica, para escudar as vítimas e mandar uma mensagem clara que situações deste tipo não podem ser toleradas.

RR, TSF e sindicato dos jornalistas optaram por permanecer mudos e calados. O motivo deste silêncio é desconhecido, mas em alguns dos casos o relacionamento entre Joaquim Oliveira e o Porto deverá ter alguma coisa a ver com o assunto.

Mesmo usando meias-palavras e mensagens meio encriptadas, João Fonseca revelou uma coragem que eu, se estivesse envolvido numa situação semelhante, provavelmente não teria. E é lamentável que o jornalista tenha sentido a necessidade de fazer esta declaração pública, de forma isolada e sem o apoio expresso das instituições que tinham a obrigação de o proteger.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Crime sem castigo

Não deve haver tolerância para situações em que indivíduos se deslocam a um evento desportivo com o objetivo de insultar e agredir outros.

As imagens que passaram nas televisões antes do início do Porto - Sporting mostraram-nos cenas lamentáveis, e merecem o repúdio de todos aqueles que prezam a ordem pública e que gostam de se deslocar ao estádio para assistir a um jogo de futebol sem terem que temer pela sua segurança.

Neste caso a confusão foi armada por um conjunto de cerca de 100 indivíduos que acabaram detidos e, segundo a PSP do Porto, são apoiantes do Sporting. No entanto, é preocupante que esta mesma PSP do Porto não atue com a mesma prontidão quando os agressores são membros das claques do clube anfitrião. Voltaram a existir casos neste fim-de-semana em que as claques e responsáveis do Porto fizeram o que quiseram na mais perfeita impunidade, perante a complacência das forças de segurança que têm como responsabilidade a proteção de todos aqueles que se deslocam ao estádio.

Não é preciso viajar muito no tempo para demonstrar a tolerância que a PSP do Porto demonstra em função das cores dos agressores. No final de Julho deste ano, o Celta de Vigo deslocou-se ao Dragão para um jogo particular. No dia seguinte, jornais insuspeitos da Galiza relataram o clima de terror que os adeptos do Celta viveram na deslocação à cidade do Porto. Aqui ficam algumas passagens:
En un compromiso para el que el celtismo se había movilizado de una forma sorprendente en pretemporada, y ante un equipo que algunos consideran «hermano», se encontraron con una actitud hostil por parte de la hinchada rival que les hizo «pasar mucho miedo». Para algunos, la cosa fue más allá, llegando a sufrir violencia física y verbal, así como robos.
«No disfrutamos del partido, ya era lo de menos. Queríamos salir de allí cuanto antes», dice sobre la que considera «la peor experiencia» de su vida en un campo de fútbol. Los problemas habían empezado ya al mediodía. «Los reventas nos amenazaron y no nos dejaban acceder a las taquillas», recuerda. Luego se refugiaron en un centro comercial. «Te mataban con la mirada. Nos sentíamos vigilados y vimos gente con labios rotos. Fue horroroso», lamenta.
«Fue todo una salvajada. Había gente con guantes de boxeo. Una batalla campal», dice Amador, de la Peña Jorge Otero. Él iba con sus hijos: «Si estoy solo y tengo que chupar dos bofetadas me preocupa menos, pero con los niños...», subraya. «Fue peor que un derbi en Coruña»

Não consta que alguém tenha sido detido pela PSP do Porto após os acontecimentos acima descritos.

Voltando ao jogo do último domingo, os episódios lamentáveis não se limitaram às agressões a adeptos. O comunicado divulgado pelo Sporting descreve outros acontecimentos que não surpreendem ninguém. É mais que evidente para todos que toda a estrutura do Porto (desde os dirigentes de topo até a quem vende bilhetes e limpa o chão, passando pelas empresas privadas de segurança e pelas claques) cerra fileiras para intimidar, insultar e agredir os dirigentes, técnicos, jogadores e adeptos adversários. Adversários não, inimigos, porque trata-se de um clima de guerra aberta para quem tem que frequentar aquelas instalações. Isto é tão verdade para o futebol como para outras modalidades, contando sempre com uma atitude passiva da Polícia de Segurança Pública.

Quando Bruno de Carvalho referiu que esperava ser recebido de forma hostil, era precisamente a isto que se referia. E só alguém muito ingénuo é que pode acreditar que as declarações do presidente do Sporting foram a causa dos desacatos de domingo. Pelo contrário, as declarações do presidente do Sporting eram uma constatação lógica em função do historial de 30 anos destas práticas continuadas sempre que um rival visita o Estádio do Dragão, garantidamente sem quaisquer consequências para os agressores e provocadores.

Considero-me uma pessoa civilizada. Se em Alvalade algum portista se sentar ao meu lado, pode apoiar a sua equipa e festejar livremente pois, da parte que me toca, tem todo o direito de o fazer. Se eu vir outros sportinguistas a tentarem maltratar esse adepto, podem ter a certeza que o defenderei. Mas perante esta máfia que coloca constantemente em causa a integridade física e psicológica de terceiros, e refiro-me explicitamente aos dirigentes de topo e às claques do Porto, tudo o que lhes possa acontecer não será metade do que merecem. Em relação a esses energúmenos, a esses criminosos, chega de dar a outra face. Se algum tipo de justiça lhes for aplicada, mesmo que não seja a dos tribunais, não vai ser de mim que sairá algum lamento.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Lamentável

Este vídeo que foi divulgado hoje mostra adeptos do Sporting a atacarem uma carrinha que, segundo o link em questão, pertence ao Benfica.

Sinto-me envergonhado enquanto sportinguista por ver uma coisa destas acontecer a um adversário que se desloca ao meu estádio.