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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O síndrome do jogador guineense volta a atacar

É frequente haver dúvidas em relação à idade dos jogadores guineenses ou originários de outros países africanos. A causa é conhecida: nestes países, o registo das crianças é muitas vezes feito com bastante atraso em relação ao seu nascimento. Isto faz com que a afirmação destes "jovens" nas camadas jovens seja facilitada, mas normalmente as suas carreiras acabam por estagnar a partir do momento em que ascendem ao escalão sénior.

Joseph Minala, com 17 anos de idade

No entanto, a Organização Mundial de Saúde deveria tomar medidas para conter este fenómeno, pois trata-se de algo que está a começar a alastrar para uma dimensão completamente diferente e improvável: os clubes de futebol portugueses.

Depois de Benfica e Porto cortarem alguns anos (ou décadas) à sua data de fundação, ficámos ontem a saber que há um terceiro clube em Portugal que poderá padecer da mesma enfermidade (obrigado, @nunovalinhas). Vejam lá se adivinham qual é:

 

É realmente extraordinário que alguém admita a hipótese de alterar a data de fundação do clube que lidera sem que tenha conhecimento da existência de qualquer provas nesse sentido. Algo que deveria ser um motivo de orgulho para o clube é renegado porque esta malta acha que a antiguidade é um posto e que o clube fica automaticamente maior ao acrescentar-lhe mais um punhado de anos de vida completamente ocos de história.

Mas não é nada que espante vindo de quem vem. Se o mentor fez isso, era mais ou menos óbvio que se tratava de uma questão de tempo até que o presidente do Braga replicasse a brincadeira.

De qualquer forma está aberto o debate, e logo com várias hipóteses em cima da mesa: 1921, 1919 e 1914. Em última análise, é possível que alguém encontre evidências que encontram provas que o clube já existia no tempo dos romanos. Fico com curiosidade em saber qual o método que será seguido para escolher a nova data de fundação. Como os tempos são de crise uma investigação rigorosa ainda pode ficar dispendiosa, aqui ficam algumas sugestões para fecharem o tema o mais rapidamente possível:

  • Referendo aos sócios do Braga
  • Escolha por televoto num programa qualquer do Porto Canal
  • Pedra, tesoura e papel
  • Lançar 1 dado (se o resultado for 1 ou 2 - 1914; 3 ou 4 - 1919; 5 ou 6 - 1921)

terça-feira, 1 de julho de 2014

Há petróleo na pedreira

                                                                                                                                            

Sim, é verdade que a venda do Diego Costa vai render ao Braga uns milhões valentes (20% do lucro que o Atlético Madrid terá, que ficará um pouco abaixo dos €8M).

Sim, é verdade que Jorge Mendes deve ter comparticipado fortemente algumas destas aquisições.

Mas entre o que Jorge Mendes não comparticipa e os salários presumivelmente elevados que transferências deste calibre pressupõem, estaremos certamente a falar de valores que dificilmente um clube como o Braga terá condições para sustentar. 

Faz-me confusão ver um clube português meter-se em aventuras destas, quando o mau exemplo de fuga para a frente que o Sporting deu há dois anos deveria ser alerta suficiente para quem acha boa ideia estar a investir muito acima das suas possibilidades.

P.S.: foi anunciado há pouco que o Braga contratou Franco Acosta, avançado uruguaio de 18 anos, que foi o melhor marcador do campeonato sul-americano sub-17 (com 8 golos) e que marcou 4 golos no mundial sub-17.

sábado, 29 de março de 2014

JJ vintage

JJ critica benefícios de arbitragem ao #Benfica                                                                    
Lindo! Para os lagartos que dizem que só o seu presidente admite benefícios de arbitragem para o Sporting, aqui está Jesus a criticar duramente um árbitro por favorecer o Benfica.


Pronto, é preciso recuar à época de 2008/09, quando Jesus estava no Braga, mas isso são pormenores...

sábado, 8 de março de 2014

O Braga no lugar que lhe pertence

Jorge Maia, jornalista de O Jogo, escreveu há cerca de um ano e meio o seguinte artigo de opinião:


"E o facto é que cresceram até ficarem tão grandes que, em boa verdade, já só se sentem à vontade na Liga dos Campeões".

A forma entusiasmada com que Jorge Maia descrevia o Braga não era mais que um sentimento generalizado que se havia instalado na comunicação social portuguesa e nos comentadores de futebol.

Efetivamente o Braga vinha de três excelentes épocas que se podem considerar extraordinárias, considerando a história e a dimensão do clube. O Braga intrometeu-se na luta pelo título em duas ocasiões, nas quais conseguiu ficar à frente do Sporting (e uma vez à frente do Porto), conseguiu apuramentos fantásticos para a Liga dos Campeões frente a adversários de grande valor, e ainda chegou a uma final da Liga Europa.

Aproveitando o balanço do Braga e um dos piores períodos da história do Sporting, a comunicação social, comentadores, e paineleiros declaravam que o Sporting se tinha afastado de tal forma de Benfica e Porto, a ponto de não poder ambicionar mais que a disputa pelo estatuto de 3º grande com o Braga. Armou-se um movimento que repetia até à exaustão uma narrativa muito conveniente à concretização da bipolarização do futebol português, que embalaria o próprio António Salvador a fazer a seguinte declaração:

in zerozero.pt

Querer sobrepôr dois ou três anos de sucesso do Braga no futebol (que na altura ainda não se tinham traduzido em qualquer título) a décadas de êxitos nacionais e internacionais do Sporting nas mais diversas modalidades foi de uma desonestidade intelectual tremenda, que acabou por merecer uma oportuna resposta de Godinho Lopes ao convidar António Salvador por uma visita ao museu momentos antes de um Sporting - Braga. Foi o momento alto da presidência de Godinho Lopes, que forçou António Salvador no final da visita ao museu a recuar na sua afirmação, explicando-se atrapalhadamente que se referia apenas ao futebol e não ao panorama desportivo geral.

Não quero menorizar aquilo que António Salvador e o Braga conseguiram. Houve imenso mérito e competência ao conseguir atrair os melhores treinadores disponíveis, ao identificar uma série de jogadores de topo desaproveitados pelos grandes, ao fazer uma prospeção competente pelo resto do mercado nacional, e encostando-se a Porto e Benfica de forma a conseguir empréstimos de jogadores tapados.

Artur, Eduardo, João Pereira, Sílvio, Elderson, Moisés, Rodriguez, Custódio, Rúben Amorim, Rúben Micael, Alan, Mossoró, Hugo Viana, Salino, Lima ou Paulo César foram alguns dos nomes que disponibilizaram ao Braga uma qualidade nunca vista em equipas que não as grandes, provavelmente ainda maior que aquela que o campeão Boavista dispôs. A qualidade dos treinadores também era indiscutível: o trabalho de Jesualdo Ferreira, Jorge Jesus, Domingos e Leonardo Jardim foi extremamente competente.

O estatuto de 4º grande acabou por ser tornar muito pesado para o Braga a vários níveis, e aguentar este patamar de ambição com uma base de sustentação mais fraca começou a tornar-se gradualmente mais complicado. Hoje o Braga já não tem as benesses nos relacionamentos com os grandes que tinha antes de ser encarado como uma ameaça, o que dificulta vendas milionárias internas e oportunidades de obtenção de jogadores por empréstimo.

Acrescente-se a isso a inesperada perda das receitas da Liga dos Campeões no ano passado, ao não conseguir assegurar o 3º lugar, que era uma fatia significativa do orçamento, e que obrigou a ajustes pesados a um clube que já tinha alguns tiques de rico, nomeadamente ao pagar salários avultadíssimos a alguns dos seus jogadores, como Alan ou Hugo Viana.

Também Salvador parece já estar com a cabeça noutro lado. Não só se decidiu recandidatar às eleições à última da hora, como também parece ter perdido a paciência para aguentar sequências de resultados menos positivos.


É evidente que o atual lugar do Braga na classificação não traduz com justiça as bases que Salvador conseguiu montar, mas este biorritmo do Braga ao longo dos últimos dez anos é uma prova que tudo na vida é composto por ciclos, que podem ser mais curtos ou mais prolongados. Em clubes minimamente organizados não existem coisas como subidas a pique nem descidas vertiginosas sem que se siga um ajuste do próprio clube, dos adversários e do ambiente competitivo à nova realidade. Estranho seria que esse ajustamento não invertesse as tendências que estiveram na sua origem.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és

Esta frase de Goethe é levada muito a sério por qualquer pessoa que concorra a um determinado cargo. 

Seja na política, na sociedade civil ou no panorama desportivo, os candidatos desdobram-se em contactos de forma a poderem contar com nomes ilustres na sua comissão de honra. O objetivo é transportar um pouco da credibilidade de quem faz parte desse grupo de notáveis para o próprio candidato.

António Salvador não é exceção. A sua comissão de honra é composta por cerca de 120 nomes, desde figuras mais desconhecidas até outros de reputação mundial, como por exemplo:
  • Joaquim Oliveira
  • Cristiano Ronaldo e Jorge Mendes (não é inocente o facto de eu os colocar numa única linha)
  • Hugo Viana, Mossoró, Artur Jorge e José Nuno Azevedo
  • Carlos Coutada (vice-presidente da FPF)
  • A maioria dos presidentes das juntas de freguesia do concelho de Braga
  • Marcelo Rebelo de Sousa
  • Miguel Macedo (ministro da administração interna)
  • Domingos Névoa
Sim, estou a falar de Domingos Névoa, empresário, dono da Bragaparques, condenado por corrupção ativa pelo Supremo Tribunal de Justiça.

in jn.pt

Estamos a falar do empresário que tentou subornar com €200.000 o advogado Ricardo Sá Fernandes, de forma que este convencesse o irmão, o vereador de Lisboa José Sá Fernandes, a defender o negócio de permuta de terrenos do Parque Mayer pela antiga Feira Popular, onde Domingos Névoa queria construir um centro comercial. Ricardo Sá Fernandes gravou a conversa e entregou a gravação às autoridades, e a partir daí começou o famoso processo Bragaparques.

Apesar de condenado, Domingos Névoa continua a renegar as escutas -- que parece ser uma característica que António Salvador aprecia nas suas amizades.

Gostaria de saber se Miguel Macedo e Marcelo Rebelo de Sousa tinham conhecimento, quando aceitaram integrar a comissão de honra de Salvador, que teriam a companhia de uma figura como Domingos Névoa. Diz-me com quem andas...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Demonstração da grandeza do Braga

O 4º grande de Portugal, que há bem pouco tempo se auto-proclamou como 3ª força desportiva nacional, uniu-se numa iniciativa para apelar ao maior presidente da sua história que reconsidere a decisão de não se recandidatar.

in record.pt
"Quinze pessoas compareceram no centro da cidade de Braga para a manifestação de apoio à recandidatura de António Salvador à presidência do Sp. Braga, organizada por adeptos arsenalistas. O evento «Salvador, o Braga precisa de si!» foi criado no Facebook na noite de quarta-feira, pouco depois de se saber que o líder não tencionava candidatar-se às eleições de 9 de novembro, mas a adesão real foi escassa."

domingo, 29 de setembro de 2013

Escrever direito por linhas direitas

No final do Braga - Estoril, Jesualdo Ferreira comentou desta forma a vitória da sua equipa.

in maisfutebol.pt

Esta frase referia-se ao facto de, nesse jogo, o Braga ter chegado ao empate quando tinha 10 jogadores contra 11 do Estoril, após ter sofrido um golo de penalty não existente. No entanto é preciso dizer que a expulsão do jogador do Braga foi justa. O árbitro compensaria mais tarde o Braga, e com juros, marcando um penalty não existente a favor do Braga e expulsando injustamente o defesa do Estoril que fez a falta.

Pois bem, Jesualdo hoje poderia ter dito que "Deus escreve direito por linhas direitas". Não o fez, preferindo de imediato condenar a vitória do Sporting por causa de uma suposta falta que antecedeu o golo de Cédric. Para mim, isso é folclore. Lances divididos há-os às dezenas por jogo, e o facto de a bola ter ressaltado para um jogador que rematou do meio da rua foi um acaso. Chamar a atenção para este tipo de erros de arbitragem (e atenção, não estou a dizer que tenha sido ou não um erro) é desonesto, principalmente quando não se mostrou nada incomodado com os erros que o beneficiaram uma semana antes.

O Sporting voltou a não fazer um jogo perfeito. Faltou muita clarividência na segunda parte, quando a equipa teve muitas oportunidades para construir um resultado tranquilo. O Braga deu espaços, o Sporting aproximou-se da área com muita facilidade, mas no momento do último passe ou no remate a execução foi quase sempre pobre.

No entanto, o Sporting ganhou por todo o mérito. O lance decisivo do jogo (a expulsão de Aderlan Santos e a lesão de Paulo Vinícius) acontece porque faz parte da forma de jogar do Sporting pressionar alto para provocar erros desses. Montero recuperou uma bola a Paulo Vinícius (que se lesiona sozinho na sequência desse lance), adiantou a bola e foi colhido pelo Aderlan, que foi corretamente expulso, pois Montero ficaria isolado. Este lance é todo ele mérito do Sporting. Porque o Sporting corre mais para pressionar os defesas adversários, desgasta-se mais a correr atrás da bola, arrisca mais desguarnecendo o meio-campo (o golo do Braga foi um exemplo disso), com o objetivo de forçar o erro do adversário.

E mostrando que Deus escreve direito por linhas direitas, nada mais apropriado que um remate direito à baliza de fora da área, num momento em que tudo começava a apontar para o empate. A procura dos flancos para cruzar não funcionou, as tabelas à entrada da área também não. Teve que ser bem de fora da área. Não era claramente um dia para escrever por linhas tortas.


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Balanço das arbitragens: 5ª jornada

Antes de começar, fica aqui o link para o post em que explico os motivos e a forma como organizei este balanço.

Estoril 2-2 Porto (Rui Silva)
11' - Otamendi faz falta sobre Luís Leal, que tinha ganho a posição e seguia isolado para a baliza - decisão errada, Otamendi devia ter sido expulso
33' - Penalty assinalado por mão de Otamendi - decisão errada, o jogador está fora da área, o cartão amarelo está correto
80' - Golo de Luís Leal pode ter sido em fora de jogo - não é possível ter a certeza pois não há nenhuma imagem que mostre a posição de Mangala no momento em que o jogador do Estoril cabeceia a bola na direção de Luís Leal
=: Mais uma arbitragem, à semelhança do Sporting - Benfica, que baralhou completamente o jogo; más decisões para os dois lados; existem mais lances polémicos que potencialmente podem ter prejudicado o Porto, mas se Otamendi tivesse sido expulso aos 11' a história do jogo poderia ter sido completamente diferente, já que o Porto jogaria com 10 durante 80 minutos (1X2)

Sporting 1-1 Rio Ave (Carlos Xistra)
74' - Remate de Adrien é cortado com a mão do defesa do Rio Ave - decisão errada, devia ter sido assinalado penalty
=: Marcando o penalty dificilmente o Sporting deixaria de ganhar o jogo, já que faltavam apenas 15 minutos para o final (1)

Guimarães 0-1 Benfica (Bruno Esteves)
Nem o Dia Seguinte nem o Prolongamento mostraram uma falta de Siqueira que, segundo Miguel Guedes, devia ter visto cartão vermelho; como não vi as imagens não comento essa decisão.
61' - Addy vê o segundo cartão amarelo por derrubar Enzo Perez - decisão correta, Addy corta uma jogada de contra-ataque sem qualquer intenção de jogar a bola; o primeiro cartão amarelo também foi mostrado corretamente
69' - Paulo Oliveira derruba Lima dentro da área, o árbitro deixa seguir - decisão errada, há falta e devia ter sido assinalado penalty
=: Decisões de arbitragem nos lances críticos não tiveram influência no resultado final

Menção Honrosa: Marco Ferreira no Arouca 0-1 Braga
  • Penalty por assinalar a favor do Arouca por falta de Joãozinho sobre Ceballos aos 74'
Resumo da jornada



Acumulado da época



Classificação



Como ler este quadro:

  • O Porto beneficiou de um golo irregular contra o Paços, que se tivesse sido anulado muito provavelmente implicaria um empate (o golo foi marcado com menos de 15 minutos para jogar) e contra o Estoril beneficiou de uma expulsão perdoada a Otamendi no princípio do jogo, que nesse cenário poderia ter acabado com uma derrota. Na pior das hipóteses o Porto poderia ter 3 vitórias (Setúbal, Marítimo e Gil Vicente), 1 empate (Paços) e 1 derrota (Estoril). Por outro lado, no mesmo jogo com o Estoril foi prejudicado no lance do penalty que deu o 1º golo ao adversário e há dúvidas sobre o fora-de-jogo no 2º golo; na melhor das hipóteses, poderia ter 4 vitórias (Setúbal, Marítimo, Gil Vicente e Estoril) e 1 empate (Paços)
  • O Benfica teve apenas um jogo com uma arbitragem que tenha tido influência no resultado, contra o Sporting; os erros críticos foram para ambos os lados, e foram em número e momentos que baralharam completamente o resultado. Na pior das hipóteses o Benfica poderia ter 3 vitórias (Gil Vicente, Paços e Guimarães) e 2 derrotas (Marítimo e Sporting). Na melhor das hipóteses poderia ter 4 vitórias (Gil Vicente, Sporting, Paços e Guimarães) e 1 derrota (Marítimo).
  • O Sporting ainda não teve nenhum jogo em que tenha perdido pontos em que não tenham havido erros em seu prejuízo com influência no resultado, ou seja, potencialmente poderia ter o máximo de 15 pontos. Por outro lado, foi beneficiado no jogo com o Olhanense o golo em fora-de-jogo de Montero ajudou a desbloquear um jogo que poderia ter continuado empatado e também benefíciou de erros a seu favor no jogo contra o Benfica. Se não tivessem existissem erros nas arbitragens, na pior das hipóteses poderia ter 3 vitórias (Arouca, Académica e Rio Ave), 1 empate (Olhanense) e 1 derrota (Benfica). Na melhor das hipóteses podia ter 5 vitórias nos 5 jogos.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Balanço do sorteio "condicionado" à 5ª jornada

Antes da época começar fiz um post que mostra a muita sorte que o Porto tem tido desde que começaram os sorteios condicionados do calendário da liga. Para quem não teve oportunidade de o ver, fica aqui o link.

Tivemos ontem o 5º jogador que expulso que não vai poder jogar contra o Porto na próxima jornada. 5 expulsões em 4 jogos que antecedem partidas com o Porto. Não está nada mal.




O Porto tem agora um período até à 14ª jornada em que não apanha sobras de outros grandes. Depois recomeça um ciclo de 5 sobras em 7 jornadas. Até lá, vamos ver se o Braga vai ajudar a vida do Benfica na 7ª e na 8ª jornada.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Balanço das arbitragens: 4ª jornada

Antes de começar, fica aqui o link para o post em que explico os motivos e a forma como organizei este balanço.

Olhanense 0-2 Sporting (Olegário Benquerença)
44' - Maurício faz um mau atraso que deixa isolado um jogador do Olhanense, Rui Patrício antecipa-se e afasta com as mãos perto do limite da grande área - decisão correta, Rui Patrício joga a bola com as mãos dentro da área
51' - Golo de Montero que dá o 0-1 é marcado em posição de fora-de-jogo - decisão errada, Montero está adiantado no momento em que André Martins bate o livre
61' - Bigazzi faz falta por trás sobre Capel com os pitons no tendão de aquiles, levando amarelo - decisão errada, o jogador do Olhanense deveria ter visto o cartão vermelho direto
=: Neste tipo de jogos, o primeiro golo do grande desbloqueia de forma decisiva a vitória; o Sporting até estava com uma boa dinâmica, ainda faltavam 40 minutos para o jogo terminar, o que significa que provavelmente mesmo sem o golo irregular o Sporting acabaria por ganhar o jogo; no entanto, é perfeitamente razoável considerar que o Olhanense poderia continuar a resistir se não tivesse sofrido o golo, pelo que considero que a arbitragem teve influência direta no resultado (resultado expectável sem o erro: X2 - empate ou vitória do Sporting)

Benfica 3-1 Paços de Ferreira (Bruno Paixão)
23' - Golo de Garay para o 2-0 é marcado em posição duvidosa - decisão correta, Garay está adiantado em relação ao último defesa do Paços, mas está atrás da linha da bola
=: Decisões de arbitragem nos lances críticos não tiveram influência no resultado final

Porto 2-0 Gil Vicente (Hugo Pacheco)
76' - Varela cai na área após choque com Pecks, árbitro não marca falta e dá cartão amarelo a Varela por simulação - decisão errada, o defesa do Gil Vicente faz obstrução, devia ter sido assinalado penalty e Varela não deveria ter visto amarelo mesmo que o penalty não tivesse sido assinalado, pois não há qualquer tipo de simulação
=: Decisões de arbitragem nos lances críticos não tiveram influência no resultado final

Menção Honrosa: João Capela no Braga 3 - 2 Estoril
  • Penalty mal assinalado a favor do Estoril, expulsão de Baiano correta
  • Penalty mal assinalado a favor do Braga, expulsão de Yohan Tavares é exagerada, apenas se justificava o amarelo 
  • Expulsão de Gerso aceita-se, apesar de estar a sofrer agarrões sucessivos do adversário

Resumo da jornada

Acumulado da época


Tentando determinar os resultados mais prováveis se não tivessem acontecido os erros dos árbitros, a classificação andaria à volta disto:

O Porto deveria ter 10 pontos em vez de 12 (devido ao golo não invalidado contra o Paços perto do final), o Sporting poderia andar entre os 7 e os 12 pontos (no jogo com o Benfica não é possível imaginar como poderia ter decorrido o jogo, tantos foram os erros para os dois lados, e contra o Olhanense tanto poderia ter empatado ou ganho se não houvesse o golo em fora-de-jogo) e o Benfica entre os 6 e os 9 pontos (relativo à arbitragem caótica do jogo com o Sporting).

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Soltas da 1ª jornada

  • O Rio Ave foi a Belém ganhar por 3-0. Dois golos em contra-ataque e um de bola parada. Uma equipa que saiba marcar golos desta maneira, e que tenha uma defesa minimamente competente fica garantidamente numa posição confortável nesta liga.
  • Vale a pena ver o falhanço do Simy, no Gil Vicente - Académica.
  • Gostei muito de ver o José Sá no Marítimo - Benfica, um GR muito jovem, português, que se comportou à altura das necessidades.
  • Como é que o Abel Xavier apareceu a treinador num clube da 1ª divisão?
  • Costinha tem um desafio complicado. Já fracassou como diretor desportivo. No Beira Mar fez 8 pontos em 12 jogos e não conseguiu evitar o último lugar. Apesar de um currículo curto enquanto treinador, passou para um clube que vem da melhor época de sempre, tornando inevitáveis as comparações do seu trabalho com o de Paulo Fonseca. Não começou bem, e agora vem aí o Zenit.
  • Os tempos do Braga inconstante de Peseiro já lá vão. Resultados do tipo 4-4 com o Olhanense, 3-3 com o Beira Mar ou os 5 jogos que ficaram 3-2 no ano passado dificilmente se irão repetir.