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segunda-feira, 27 de maio de 2019

Retratos e momentos de uma tarde inesquecivel



A festa antes do jogo



Campo inclinado

Fonte: zerozero.pt


Nas bancadas



Um voo inesquecível

(via @ultras6p)



O desempate por penáltis (com som ambiente)




O momento em que te apercebes que ganhaste a Taça

Fonte: zerozero.pt


Ristovski invade o campo




Montero




Nani



Festejos em holandês

Fonte: zerozero.pt


Lágrimas de um gigante

(via @sporting_cp)


A caminhada de Renan até à tribuna



Mar verde e branco

(via @ultras6p)


O sabor da vitória

(via @ultras6p)


Gudelj




Ristovski e a possível saída de Bruno Fernandes

sexta-feira, 19 de abril de 2019

q.b.

Perante a indisponibilidade de quatro dos mais importantes jogadores na manobra ofensiva - Dost, Raphinha, Wendel e Borja (que obrigou Acuña a jogar como lateral) -, a principal curiosidade da deslocação do Sporting à Choupana residia na forma como iriam responder as segundas linhas na tentativa de dar a melhor sequência à série de sete vitórias consecutivas. Keizer recorreu ao já habitual Luiz Phellype, colocando Diaby e Jovane nas alas e apostando em Doumbia como médio de transporte.

O novo onze correspondeu com uma atuação q.b., sendo que o q.b. estava situado num patamar bastante baixo face ao fraco nível da oposição. O Sporting dominou o jogo durante os 90 minutos, concedeu um total de zero oportunidades de golo ao Nacional e, mesmo mantendo um ritmo que de sufocante nada teve, foi criando oportunidades em número suficiente para voltar da Madeira com uma vitória confortável. A incerteza no resultado manteve-se, no entanto, até ao fim: a falta de acerto na finalização encontrou-se com uma inspirada exibição de Daniel Guimarães, e foi necessário esperar mais de uma hora até Luiz Phellype picar novamente o ponto. O brasileiro aproveitou novamente a oportunidade e assinou ou 5º golo na sequência de 5 jogos que fez a titular - com uma eficácia de aproveitamento assinalável. Luiz Phellype está a valer golos e pontos, correspondendo às melhores expetativas que levaram à sua contratação no mercado de inverno. Pelo menos está com um rendimento bem acima daquele que eu esperava.

Pela positiva, de destacar também os bons jogos de Acuña (assinou a 10ª assistência e vai no 4º jogo consecutivo para o campeonato com passes para golo), Gudelj (defensivamente), Doumbia (soltou-se na 2ª parte). Coates e Mathieu ofereceram a consistência habitual e Salin esteve muito seguro a sair dos postes a matar à nascença lances de potencial perigo para a sua baliza.

No extremo oposto... os extremos. Diaby até teve uns primeiros 20 minutos bastante aceitáveis - sobretudo na ligação entre setores - mas a partir daí perdeu-se nos equívocos habituais com bola. Jovane esteve pouco esclarecido e, exceção feita a um remate em arco da esquerda, não conseguiu gerar desequilíbrios individuais nem, a partir da meia hora de jogo, contribuir para desequilíbrios coletivos. Bruno Fernandes teve o jogo mais desinspirado dos últimos tempos, poucas coisas lhe saíram bem.

É certo que o calendário tem sido acessível, mas esta série de oito vitórias consecutivas evidencia um grau de maturidade e consistência que ainda não tínhamos observado esta época. Que continue assim até ao final da temporada.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

A Lei de Bruno

Observar a época de Bruno Fernandes e dizer que o capitão é o abono de família do Sporting é um eufemismo. Bruno não é apenas o abono de família. Bruno é o salário que cai na conta no final do mês, Bruno é o subsídio de férias, Bruno é a moeda de 1 euro que se encontra no passeio, Bruno é o valor devolvido no IRS após entregue a declaração anual. É a raspadinha e é a lotaria. É muito bonito dizer que o futebol é um desporto coletivo, mas se o Sporting carimbou a presença no Jamor, deve-o, sobretudo, ao génio que tem carregado e continua a carregar esta equipa às costas. 

Numa noite em que, apesar de as bancadas se terem apresentado demasiado despidas para a importância da ocasião, os presentes - começando por uma curva sul muito mais bem composta do que tem sido norma esta época - proporcionaram um excelente ambiente que ajudou a equipa do princípio ao fim a agarrar-se com unhas e dentes ao último objetivo da época. Com todas as limitações que se conhecem, há que fazer justiça a todos os jogadores pelo esforço e ao treinador pela estratégia montada: viu-se um Sporting muito agressivo e pressionante sem bola que conseguiu se bastante eficaz a impedir o Benfica de executar as suas temíveis transições - jogar ao ritmo de uma partida por semana tem a óbvia vantagem de proporcionar uma maior disponibilidade física que pode fazer a diferença em momentos destes.

Grande jogo de Acuña - como peixe na água neste futebol mais lutado de que jogado -, o trio de centrais composto por Mathieu, Coates e Borja - e Ilori, mais tarde - esteve sempre num excelente nível, e Gudelj fez um dos melhores jogos desde que está no Sporting. Mas, claro, o grande destaque tem de ser dado a Bruno Fernandes: depois de nos ter mantido vivos na 1ª mão com a bomba de livre direto, Bruno resolveu ontem a eliminatória com um missil ao ângulo... com o pé esquerdo.


Bem pior esteve o árbitro Hugo Miguel, que não assinalou um penálti por braço na bola de Rúben Dias e aplicou um critério disciplinar errático que irritou os jogadores das duas equipas.

É uma vitória importante que ajudará a equipa a manter-se focada até ao final da época. Psicologicamente, também me parece importante termos conseguido vencer o Benfica após dois jogos em que o nosso rival foi claramente superior. No entanto, continuamos apenas com uma Taça da Liga ganha. É fundamental que continuemos a época em crescendo até final de forma a chegarmos a 25 de maio nas melhores condições para conquistar o segundo troféu da época.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Segunda vida de Keizer?

Marcel Keizer arriscou e foi bem sucedido. O técnico holandês realizou uma revolução tática na equipa, formando um trio defensivo mais fixo - com Ilori descaído para a direita, Coates no meio e deslocando Borja para um posicionamento mais interior -, entregando a profundidade e largura dos flancos a Ristovski e Acuña quando o Sporting tinha a bola e puxando-os para uma linha de 5 defesas quando o Braga atacava. Simultaneamente, recuou Wendel para o lado de Gudelj e deu maior liberdade territorial a Diaby e Bruno Fernandes no apoio a Dost. 

No duplo pivot do meio-campo, Wendel fazia as despesas da ligação com o ataque e Gudelj assumia uma ação mais posicional, assegurando, em conjunto com o trio mais recuado, uma segurança defensiva mais sólida face ao adiantamento quer de Ristovski quer de Acuña. O trio de centrais complementou-se muito bem: Ilori e Borja estiveram muito bem na marcação e foram competentes na saída com bola, enquanto Coates esteve impecável (e implacável) nas dobras.

Estas alterações tiveram o efeito de reduzir o ataque do Braga a uma única oportunidade de golo no total dos 90 minutos - o que é particularmente surpreendente numa equipa que tantas dificuldades tem revelado no processo defensivo - e de permitir um ascendente exibicional durante praticamente toda a partida. Wendel fez um jogo tremendo e Bruno Fernandes voltou a encantar as bancadas com mais uma tremenda execução num livre direto - o 3º marcado nos últimos 4 jogos. Dost, depois de desperdiçar dois cruzamentos adocicados de Ristovski lá faria o gosto ao pé por duas vezes - que, esperemos, lhe devolva a confiança perdida. Diaby pareceu mais confortável não ficando amarrado a um flanco e foi decisivo na brilhante jogada - em que passou por 2 adversários antes de ser abalroado por outros 2 na área - que deu origem ao penálti convertido por Dost. Ainda deu para ver (mais) bons indicadores de Doumbia. Luiz Phellype foi batalhador no tempo em que esteve em campo, mas voltou a não ter oportunidades para demonstrar qualidades na finalização.

No geral, foi uma exibição muito consistente e convincente que abre novos horizontes para o que esta equipa será capaz de fazer daqui para a frente. Este sistema de três centrais parece ter pernas para andar mesmo com adversários mais recuados - variará a liberdade dada aos laterais/alas de serviço em função do que o jogo pedir - porque permite, em simultâneo um apoio mais próximo a Dost e manter um maior número de peças em terrenos mais recuados para controlar eventuais contra-ataques adversários, para além de potenciar as qualidades de jogadores como Ilori, Coates, Gudelj ou Diaby.

Uma boa vitória que nos coloca a quatro pontos do Braga e que nos dá a vantagem no confronto direto. Veremos se esta fórmula será para repetir na visita ao Villarreal. Esta primeira experiência trouxe sinais muito prometedores para o que poderá ser uma segunda vida de Keizer ao comando do Sporting. Os sportinguistas bem precisavam deste vislumbre de esperança para o que resta da temporada.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

"Pases cortos, mucho fútbol"

As palavras de Gudelj no final do jogo de ontem, quando questionado sobre o que mudou com a entrada de Keizer: "Passes curtos, muito futebol, um toque, dois toques e quanto perdemos a bola pressionar imediatamente e ganhá-la em 5 segundos.". Parece tão simples e tão lógico, e no entanto foi uma miragem durante meses.


À esquerda: heatmap do Sporting na receção ao Qarabag; à direita: heatmap do Sporting no jogo de ontem em Baku
Dados: whoscored.com