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sexta-feira, 16 de junho de 2017

O 'best of' dos comentários à polémica dos emails (#15 - #11)

Os últimos dias têm sido um corropio de reações e análises à polémica dos emails divulgados no Porto Canal. Nos vários canais de informação têm-se sucedido edições especiais com painéis alargados, perfazendo horas a fio de acesa discussão entre comentadores cuja isenção e seriedade está acima de qualquer suspeita, como António Rola, Bruno Prata, David Borges, Diamantino, Fernando Guerra, Joaquim Rita, Jorge Baptista, José de Pina, José Leirós, Luís Aguilar, Manuel Queiroz, Manuel Serrão, Ribeiro Cristóvão ou Rui Pedro Braz.

Das partes dos programas que vi - que devem ser uma pequena fração de tudo o que foi transmitido -, escolhi aqueles que, para mim, foram os 15 melhores comentários. Vou começar por mostrar aqueles que ficam entre a 15ª e a 11ª posição. Os restantes serão publicados durante o dia de hoje.

Sem mais demoras, comecemos a contagem decrescente.


#15 - O Pedro Silva é que não deve estar com grande vontade de se rir

Manuel Queiroz falava da constituição do Conselho de arbitragem e, a determinada altura, menciona o nome de Lucílio Baptista. Foi curiosa a reação conjunta de Braz e Aguilar, qual lutadores de wrestling da mesma equipa num handicap match, num belo momento de condescendência sincronizada, provavelmente esquecidos de uma tristemente (não para eles, certamente) célebre final da Taça da Liga por ele arbitrada. Sim, Lucílio Baptista, ao que se diz, é sportinguista. Mas Vítor Pereira também é, e no entanto...



#14 - A gritaria das redes sociais

A certa altura, Rui Pedro Braz falava sobre a importância de a verdade desportiva prevalecer acima de tudo e todos, incluindo aos adeptos, aproveitando a oportunidade para demonstrar o seu apreço sobre as redes sociais. Nós também te amamos, Rui!


Já agora, só um esclarecimento. Falando por mim, eu não quero fazer justiça em público. O que eu quero é que se faça justiça nos locais competentes. O que me parece é que os adeptos (ou pelo menos uma grande percentagem de adeptos) não sentem qualquer confiança no papel de denúncia e investigação da comunicação social, nem na capacidade e vontade da Justiça em levar por diante aquilo que tem de ser feito. Daí a "gritaria"... é para ver se alguém de direito se sente incomodado. Já se viu que falar em tom normal não resulta.


#13 - Santo António Rola, o padroeiro dos árbitros indefesos

António Rola, o isentíssimo e insuspeitíssimo comentador de arbitragem na BTV, foi um dos convidados da edição especial do Prolongamento na última quarta-feira. Por aqui se vê que não é só nos emails que há vontade de pôr toda a carne no assador. Numa das suas intervenções, teve um cativante discurso em defesa da qualidade do árbitro português, com doses equivalentes de emocão, indignação, atabalhoamento na altura de escolher adjetivos e incapacidade de perceber que a preposição de pode mudar o sentido de uma frase se for demasiado encostada à palavra seguinte. Vale a pena ver.


António Rola diz que a UEFA reconhece a qualidade do árbitro português. Se calhar é por isso que a arbitragem nacional esteve tão bem representada no Euro 2016...


#12 - Bruno Prata e os telhados de vidro

Um dos argumentos mais extraordinários que tem sido usado nestes dois dias é o do "todos fazem o mesmo". Bruno Prata mencionou ontem que todos os clubes têm telhados de vidro. Até pode ser verdade, mas nem todos os telhados de vidro são da mesma dimensão: enquanto uns não têm para mostrar mais do que meras janelas velux, outros há que conseguem meter inveja às pirâmides do Louvre. Vamos lá com calma quando se fazem comparações destas... até porque os telhados de vidro dos outros já foram exaustivamente debatidos.



#11 - Rui Pedro Braz e a opinião de Lúcio Correia

A partir de determinada altura, os comentadores da TVI começaram a suportar-se na opinião de um especialista em direito de desporto, de seu nome Lúcio Correia. Foi uma espécie de balão de oxigénio que transformou um estado de espírito de um certo abatimento para um sentimento de maior otimismo. Aqui fica um exemplo, de Rui Pedro Braz. Se Lúcio Correia cobrar royalties sempre que o seu nome for mencionado, corre o risco de ficar com a reforma garantida até ao final do mês.


Já agora: é uma pessoa que está acima de qualquer suspeita? Não conheço o senhor, até pode ser muito bom profissional... mas diria que, no mínimo, existem uns certos conflitos de interesses.




sexta-feira, 17 de março de 2017

Rescaldo das eleições, série #Bardamerda. Nº 6: Bruno Prata

Não estando propriamente no nível de desonestidade de outros comentadores que já foram mencionados nesta série de posts, Bruno Prata também fez o suficiente para estar incluído no grupo de pessoas a quem foi dirigido a parte do discurso do #bardamerda.

Prata é um daqueles comentadores que nunca tentou esconder a antipatia que sente por Bruno de Carvalho. Esse sentimento desde cedo que ficou bem evidenciado: relembro, como exemplo, um programa em que o comentador proferiu afirmações extremamente deselegantes sobre o presidente do Sporting, ainda durante o seu primeiro ano de mandato:

(o som deste vídeo é muito baixo, podem ter que aumentar o volume)

(o som deste vídeo é muito baixo, podem ter que aumentar o volume)

Durante a campanha eleitoral, Bruno Prata nem foi dos comentadores mais parciais - a concorrência entre os BdC-haters para essa distinção, como sabemos, foi enorme -, mas não deixou de tentar dar as suas estocadas sempre que teve oportunidade para isso. Por exemplo, quando fez a análise do debate entre Bruno de Carvalho e Madeira Rodrigues:

(voltem a baixar o som, este vídeo já tem um volume normal)

É um facto que Bruno de Carvalho esteve contido e relativamente à defensiva durante praticamente todo o debate. Mas foi óbvio, para qualquer pessoa que quisesse perceber, que essa postura foi propositada. De qualquer forma, dizer que perdeu o debate de goleada é um exagero óbvio. Está visto que os jornalistas desportivos foram os únicos que acreditaram que Madeira Rodrigues teria ganho muitos pontos no debate.

Aliás, a tolerância que Prata teve para com as ideias de Madeira Rodrigues foi tal, que até quis fazer parecer que estava convencido com as vagas e mais que questionáveis "soluções jurídicas" que o candidato disse ter encontrado para despedir Jesus sem custos para o clube. Alguma vez aceitaria Bruno Prata que Bruno de Carvalho apresentasse uma ideia chave do seu programa de forma tão incompleta e inconvincente?

Também foram manifestamente exagerados os elogios feitos por Prata a Madeira Rodrigues (jogou ao ataque, sim, mas com pouco conteúdo, e não teve um discurso particularmente agregador) e a previsão de que, mesmo perdendo, se posiciona para ser um candidato fortíssimo às eleições de 2021. Os 9% demonstram bem a credibilidade que não teve junto dos sócios - e não tendo conseguido credibilizar-se nesta campanha, nada indica que o consiga daqui a quatro anos.

Mais uma análise a juntar-se a tantas outras que pouco tinham a ver com a realidade, e mais uma previsão a sair completamente furada. Muita razão têm aqueles que dizem que o ódio cega.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Onde se fala dos potenciais adversários do Benfica nos quartos da Champions

Ontem, na RTP3, um momento imperdível para qualquer adepto de futebol. Análise brilhante dos potenciais adversários do Benfica na próxima eliminatória da Liga dos Campeões.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Abandonai toda a esperança

Sportinguista que me lês, prepara-te para entrar em pânico. Pelo menos foi assim que me senti, desesperado e invadido por imparáveis ataques de ansiedade, depois de ter visto o Grande Área da última terça-feira. A análise que foi feita no programa sobre a troca de Marco Silva por Jorge Jesus é de tal forma catastrófica para o futuro do Sporting, que deveria ter havido um aviso, no início, do género que Dante imaginou para a entrada do inferno:

"Ó, vós que entrais aqui, abandonai toda a esperança"

Deixo-vos quatro excertos (poderia ter arranjado com facilidade outros) do programa. Se tiverem algum anti-depressivo à mão, podem ingeri-lo já para que não fiquem com uma vontade irresistível de se atirarem de um viaduto pedonal mais logo durante a hora de ponta.

I. A curto / médio prazo Marco Silva pode ser um candidato a regressar ao Sporting (obviamente porque o atual presidente já lá não deverá estar). O presidente do Sporting está a arriscar demasiado. Se forem presidentes com 30 ou 15 anos de presidência a tomar decisões destas não há problema.


II. Marco Silva é a melhor coisa que aconteceu em termos de treinadores de futebol desde José Mourinho. Todos temos que reconhecer que Marco Silva é um treinador extraordinário, e é o que apareceu de uma forma mais categórica (ao conseguir em 4 anos uma subida de divisão, 2 qualificações para a Liga Europa, 1 pré-qualificação para a Liga dos Campeões e 1 Taça de Portugal). André Villas-Boas, que no seu 1º ano num clube grande conquistou um campeonato, uma Liga Europa, uma Taça de Portugal e uma Supertaça, terá que se vergar a esta entrada de Marco Silva no futebol português.


III. Se o plantel de 2015/16 for idêntico ao de 2014/15 ==> Jorge Jesus não deverá fazer melhor que Marco Silva. 

Se o plantel de 2015/16 for superior ao de 2014/15 ==> o Sporting pagará as mesmas consequências financeiras pelo atrevimento se Bruno de Carvalho não tiver alguma temperança. É ver o rasto de destruição que Jesus deixou nos seus clubes anteriores: Belenenses, Braga, Estrela da Amadora, e até o Felgueiras! Ou seja, temos apenas três saídas possíveis: falência, descida à 2ª divisão, ou pedir ao Jorge Mendes que nos salve o couro.


IV. Apesar de Marco Silva ser a melhor coisa que aconteceu ao futebol português desde José Mourinho, é injusto estarem a pensar que Rui Vitória seja menos extraordinário.


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Se pensavam já ter ouvido tudo sobre a troca de treinadores...

... então percam 90 segundos da vossa vida para ouvir o que Bruno Prata tem para dizer:


Portanto, Rui Vitória tem mais capacidade do que Jesus para conseguir uma equipa competitiva para a Liga dos Campeões. Priceless.

(via @leaodealvalade)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

A profecia de Prata

Outubro de 2014, 7ª jornada. O Braga tinha acabado de perder no Dragão por 2-1. O Benfica liderava, o Porto seguia a 4 pontos. A 2 pontos do Porto estava o Sporting. E a 2 pontos do Sporting estava o Braga. Nesta altura do campeonato o Sporting somava um total de 3 vitórias e 4 empates, dois dos quais contra Benfica e Porto, realizando boas exibições. Tinha perdido com o Chelsea, mas realizando uma segunda parte de grande nível. O Braga teve um calendário bastante favorável no começo do campeonato, mas os resultados ficaram aquém do que se esperaria atendendo aos nomes de peso que Jorge Mendes tinha colocado no plantel - o melhor que à data tinha para apresentar era uma vitória de 3-0 sobre o Rio Ave, mas com a benesse de ter alinhado em vantagem numérica durante 80 minutos.

Vale a pena recordar umas certas palavras de Bruno Prata na altura:


"Em termos futebolísticos o Braga estará eventualmente mais perto do Sporting do que muita gente admite". De Bruno Prata não seria de esperar outra coisa. Não só pertence a uma classe de jornalistas que parece ter prazer em menorizar tudo o que é feito no Sporting - nomeadamente se estiver relacionado com o seu presidente, uma vez denominado de chefe de claque pelo próprio Prata -, como também está umbilicalmente ligado à Gestifute, empresa que usa o Braga como plataforma de lançamento de jogadores para o continente europeu.

Frases destas, mandadas para o ar por gente que tem audiência e que ajuda a formar opiniões, merecem ser recuperadas - para percebermos até que ponto é que merecem ou não serem levados a sério. E hoje já temos elementos suficientes para podermos avaliar devidamente a profecia de Prata. 

De facto, Sporting e Braga acabaram o campeonato classificados em posições contíguas (3º e 4º), mas:
  • Acabando com 18 pontos de diferença
  • Ao longo das 34 jornadas, o Sporting teve 2 derrotas contra 10 do Braga
  • O Sporting teve um calendário bem mais preenchido
  • No confronto direto o Sporting venceu os 2 jogos para o campeonato (uma vitória tirada a ferros em Braga, é certo, e uma vitória confortável em Alvalade)
  • E, para terminar, o Sporting conquistou a Taça de Portugal nas circunstâncias mais desfavoráveis que alguém poderia imaginar

Eu, que não percebo nada disto, que sou um indivíduo parcial - e aos olhos desta gente serei mesmo um adepto faccioso incapaz de olhar com um mínimo de racionalidade e objetividade para qualquer assunto relacionado com futebol -, diria que Bruno Prata subavaliou de forma grosseira a capacidade do Sporting. Se por falta de capacidade analítica ou para fazer algum frete aos amigos, ele lá saberá.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Prata v. Daniel, The Rumble in the Jungle

vídeo de @captomente, no blogue Com quem joga o Sporting

Para quem se questiona como é que Bruno Prata consegue arranjar tantos tachos na comunicação social (RTP, TSF, Record), talvez consiga encontrar algumas respostas num texto do provedor do leitor do jornal Público, escrito em 2008: LINK.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Bruno "perdão" Prata

Há várias figuras que encarnam muito daquilo que um jornalista não deve ser. Para mim, Bruno Prata é claramente uma dessas figuras: para além de ter um poder oratório que rivaliza com a de qualquer estudante universitário no final de uma noite na semana da queima das fitas, já nem se esforça por disfarçar os seus ódios de estimação: ontem, na RTP Informação, no "especial" de hora e meia sobre o (não) despedimento de Marco Silva, era indisfarçável a satisfação com que falava na turbulência do Sporting.

Nada que surpreenda vindo de um jornalista que um dia, qual miúda adolescente que joga ao Verdade ou Consequência, aceitou o desafio de um colega no intervalo de um programa para chamar em direto chefe de claque a Bruno de Carvalho.

É para mim um mistério como alguém como Bruno Prata é tão solicitado pelos vários órgãos de comunicação social. Ao menos que de vez em quando aprendêssemos alguma coisa ao ouvi-lo, mas nem isso. Vendo bem, não é um mistério assim tão grande, já que estamos num país em que fazer-se um programa embriagado num canal público não é motivo suficiente para se ser afastado.

Vem isto a propósito de um novo vídeo onde temos a oportunidade de apreciar as qualidades oratórias de Bruno Prata, colocado pelo blogue Com quem é que joga o Sporting: LINK. 

Confundir Aloísio com Luisão não é fácil. Nem Afonso Martins com André Martins. Ou confundir Fábio Coentrão com um tal de "Abel" Coentrão. E sim, Bruno Prata é pago para isto... 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Não consigo compreender este tipo de raciocínio

Bruno Prata, ontem, no programa Grande Área, sobre a arbitragem de Olegário Benquerença no Porto - Rio Ave.


Eu compreendo e respeito as opiniões de quem procura minimizar (desde que de forma coerente) o papel das arbitragens no desfecho dos jogos e das competições. Estou totalmente em desacordo, mas respeito essa visão. No entanto, há determinados casos em que o conjunto de ocorrências é de tal forma óbvio que não dá qualquer margem para alguém negar as evidências.

Bruno Prata diz que Olegário é um mau árbitro. Admite a existência de um erro grave disciplinar no pontapé sem bola de Brahimi a um adversário (com o resultado ainda em 0-0). Admite a existência de um penálti por mão de Herrera na área (com o resultado em 1-0) e a ainda possibilidade da existência de um outro penálti ocorrido 3 minutos antes. E conclui o seu raciocínio dizendo que não foi um jogo marcado pela arbitragem.

Se um jogo com três erros graves - todos cometidos com o resultado em aberto e em prejuízo da mesma equipa - não fica marcado pela arbitragem, gostaria então de saber, segundo o critério de Bruno Prata, em que circunstâncias é que uma arbitragem pode influenciar o desfecho de um jogo.

Não é preciso ter um conjunto de neurónios particularmente evoluído para perceber que existe uma relação de causa - efeito entre uma arbitragem deste género e o resultado final da partida (mesmo que tenha acabado 5-0). Não estamos a falar de um conceito abstrato e impossível de calcular como o efeito borboleta da teoria do caos. Estamos a falar de um conjunto de erros que têm um impacto imediato no decorrer da partida, impedindo que uma das equipas possa efetivamente disputar o jogo dentro daquilo que as leis do jogo lhe permitem. Da mesma forma que o Rio Ave se foi psicologicamente abaixo após ter sofrido o 2º golo, é razoável pensar que poderiam recorrer aos restos de energia que ainda possuíam se mantivessem a perspetiva de conseguir um resultado positivo no Dragão.

Isto não me parece muito complicado de entender. Ou Bruno Prata é tremendamente ingénuo, ou é burro, ou está a fazer um frete a alguém. Não existem outras hipóteses.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Inadmissível

Bruno Prata será certamente um ser humano com muitas qualidades, mas não será propriamente um mestre no que toca à sua fluência oratória quando fala em português, e muito menos quando se aventura na pronunciação de palavras noutros idiomas ou de nomes de jogadores e treinadores de outros países. Ontem, no programa Grande Área, Bruno Prata revelou ao público que as suas dificuldades com línguas estrangeiras não se limitam à questão da pronunciação - estendendo-se também à compreensão do que é dito ou escrito:


Na realidade, não se tratou *apenas* de má compreensão. Bruno Prata disse que "há informações que a UEFA considerou inadmissível a forma como o Sporting protestou", como quem diz que a UEFA não só rejeitou as pretensões do Sporting, como também salientou a natureza totalmente inapropriada do protesto feito pelo clube. E rematou com adjetivando o protesto do Sporting de "risível".

"Inadmissível", em português, pode ter de facto várias interpretações:


Mas "inadmissible" no contexto em que a UEFA julgou o protesto do Sporting refere-se à impossibilidade de a argumentação ser considerada válida ou aceite. Aliás, nem existe outro tipo de interpretação possível do termo em inglês:


Ou seja, Bruno Prata (e outras pessoas ligadas a outros clubes) assumiram (por ignorância ou por malícia) o sentido mais forte (intolerável) do termo em português, mas na realidade essa interpretação não encontra correspondência na palavra em inglês.

O que é efetivamente inadmissível é ver um jornalista que não só foi incapaz de interpretar corretamente a natureza da decisão da UEFA, como ainda teve o desplante de construir uma mini-narrativa ("há informações que") para insinuar uma espécie de raspanete ou sermão público que a UEFA teria pregado ao Sporting. A esta atitude de Bruno Prata a palavra "inadmissível" adequa-se na perfeição.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Bruno Prata no Portugal - Holanda

                                                                                                                                                       
"Como eu ouvi o Bruno Prata a comentar o Portugal - Holanda", por Captomente, no blogue Com quem é que joga o Sporting.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Há coisas que não consigo compreender

                                                                                                                                                     
O Sporting foi à Luz empatar 1-1. Passou 10 a 15 minutos bastante complicados, mas conseguiu acabar o jogo por cima e o resultado acabou por ser justo.

O Sporting recebeu o Porto e empatou 1-1. Sufocou o adversário nos primeiros 45 minutos mas o Porto teve mais oportunidades de golo na 2ª parte. O resultado aceita-se perfeitamente.

O Sporting recebeu o Chelsea, que provavelmente será neste momento uma das 5 melhores equipas do mundo, e perdeu por 1-0. Apesar de os ingleses terem desperdiçado várias oportunidades para marcar, em parte devido ao risco que o Sporting correu ao procurar o empate, o jogo esteve em aberto até ao fim.

O Sporting, dos três grandes, é o que está pior classificado. Está a 2 pontos do Porto e a 6 do Benfica. Tem problemas visíveis no centro da defesa, mas fora isso está progressivamente a jogar um futebol cada vez melhor e a demonstrar uma profundidade de plantel superior à que tinha no ano passado. Apesar de os nossos rivais estarem melhor que nós na tabela classificativa, a verdade é que não têm sido sempre convincentes e também têm revelado pontos fracos que estão a ser cada vez mais explorados pelos adversários.

O Sporting está nitidamente a evoluir. As alterações que Marco Silva está a construir uma equipa com muito mais soluções ofensivas, Nani chegou ao clube há menos de dois meses e o entendimento com os colegas está cada vez melhor. Mesmo assim, a produção ofensiva tem sido assinalável e apenas um nível de finalização anormalmente baixo fez com que o Sporting não ganhasse alguns jogos que merecia vencer.

O Braga foi ao Dragão e conseguiu discutir o jogo pelo jogo, teve várias oportunidades para marcar e podia ter conseguido arrancar um empate com um pouco mais de sorte. Fora isso não se pode dizer que tenha tido outras provas de fogo, tendo como resultado mais notável uma vitória por 3-0 contra o Rio Ave, que jogou reduzido a 10 durante 80 minutos.

O Braga ainda não jogou nem com o Sporting nem com o Benfica. Está 2 pontos atrás do Sporting, a 4 do Porto e a 8 do Benfica. Em 4 jogos realizados fora de casa para o campeonato, perdeu 2 e empatou os outros 2.

Atendendo a tudo isto, por alma de quem é que alguém que deveria fazer análises informadas e equilibradas se lembra de dizer uma coisa destas?


quinta-feira, 10 de julho de 2014

O passeio dos ressabiados

A opinião de Bruno Prata sobre Scolari                                                                                         
Bruno Prata escreveu no Record um artigo de opinião sobre o fracasso do Brasil no mundial. Ficam aqui algumas passagens desse artigo.
"Mas, quando as lágrimas amarelas secarem, será altura de os brasileiros perceberem que a arte de vencer se aprende nas derrotas e que, no futebol, há muito se finou o tempo da Senhora de Caravaggio e do blusão azul da sorte. Este pode ser, por isso, um momento-chave, uma oportunidade única de o futebol brasileiro deixar de acreditar em prestidigitadores que só têm contribuído para que a nação do futebol ande há duas décadas a renegar a sua identidade, mesmo que nalguns momentos isso tenha sido disfarçado pela mestria inata de meia dúzia de craques. (...) (importa acrescentar que a seleção brasileira pagou também a decisão de despedir Mano Menezes para ir comprar a cartilha propagandística de quem acabara de despromover o Palmeiras)"

Não tenho muito a acrescentar ao que já escrevi no primeiro post de hoje, mas não posso deixar de dizer que reduzir as conquistas que Scolari tem no currículo a doses industriais de sorte e ao talento dos jogadores que comandou é altamente redutor, para não dizer desonesto. A história do futebol está carregada de exemplos de seleções de grande talento que ficaram muito aquém daquilo que delas se esperava. Scolari "apenas" venceu um mundial, chegou às meias-finais noutras duas ocasiões e a uma final de um europeu. Imaginem se Scolari tivesse alguma qualidade que fosse útil para uma equipa de futebol...

Convém também lembrar que a decisão de despedir Mano Menezes não foi assim tão estapafúrdia quanto Bruno Prata refere. O motivo do despedimento foram resultados que ficaram abaixo do esperado em competições oficiais.

Copa América 2011

Fase de grupos
Brasil 0 - Venezuela 0
Brasil 2 - Paraguai 2
Brasil 4 - Equador 2

Quartos de final
Brasil 0 - Paraguai 0 (0-2 em penáltis)


Jogos Olímpicos 2012

Fase de grupos
Brasil 3 - Egito 2
Brasil 3 - Bielorrúsia 1
Brasil 3 - Nova Zelândia 0

Quartos de final
Brasil 3 - Honduras 2

Meias finais
Brasil 3 - Coreia do Sul 0

Final
Brasil 1 - México 2

De referir que os 3 jogadores escolhidos por Mano Menezes acima dos 23 anos para os JO foram Thiago Silva, Marcelo e Hulk, que se juntaram a jogadores altamente promissores como Lucas Moura, Leandro Damião, Óscar, Neymar, Danilo, Alex Sandro, Ganso e Alexandre Pato.

Depois disso, é conveniente relembrar que Scolari venceu a única competição oficial que disputou até ao mundial.

Taça das Confederações em 2013

Fase de grupos
Brasil 3 - México 0
Brasil 2 - México 0
Brasil 4 - Itália 2

Meias finais
Brasil 2 - Uruguai 1

Final
Brasil 3 - Espanha 0

quinta-feira, 13 de março de 2014

Bruno Prata dixit (edição London Calling)

Já sabem do que isto se trata, não é? Então vamos lá.

Caso contrário jogará Nolton (Naughton) como lateral direito, ele que bebe.


Deverá jogar Kaboul, o francês, a seu lado, porque Michael Dolson (Michael Dawson) em princípio vai ser poupado.



E a seu lado irá surgir certamente o belga Dembalé (Dembelé).




Deixa-me só acrescentar que o Mourinho, em declarações à Benfica TV, pôs a ridículo o treinador do Tottenham, quando falou na opção do Walker como 2º lateral ou falso ala, disse que foi a melhor coisa que lhe aconteceu, porque o Aspil... As... Aspil y Cuêca (Azpilicueta) o meteu no bolso.



Outros fascículos de "Bruno Prata dixit":
- Edição Bundesliga --> LINK
- Primeira edição --> LINK

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Bruno Prata dixit (edição Bundesliga)

Gosto muito de ouvir as análises a equipas e jogadores estrangeiros de Bruno Prata. Não tanto pela vertente técnico-tática, mas mais pela capacidade que o comentador da RTP revela a pronunciar nomes oriundos de outros países. 

No Grande Área de terça-feira fez-se o lançamento dos jogos da Liga Europa desta semana, e calhou a Bruno Prata fazer um comentário ao onze provável do adversário do Porto.

Se já é um deleite ouvir Bruno Prata falar sobre Bernard, James Rodriguez, Ancelotti e Laurent Blanc (link aqui), imaginem o que será uma análise aos jogadores do Eintracht Frankfurt. Que luxo.


Na defesa não deve estar o brasileiro Énderson Bamba, que saiu lesionado frente ao Dortmun (...) mas esta equipa por outro lado já foi ganhar a Liverkusen, é bom atentar a essa circunstância.


Não jogando a central Marcos Russ (Marco Russ), que era o central titular e que provavelmente vai funcionar como médio defensivo no lugar de Schervelo (Schwegler), deverá jogar Madlung, um jogador que rescindiu com o Wolfsvurg.


Sendo a base o 4-4-2, por vezes joga em 4-2-3-1 como aconteceu frente ao Dortme.


Do lado contrário, atendendo à má prestação de Tobias Weis, é muito possível que este fique de fora, este jogador que chegou emprestado pelo Hoffenheinh.


O melhor marcador desta equipa é Elexender Mayer (Alexander Meier).



Quem quiser ver os 3 minutos com a análise completa pode fazê-lo no vídeo seguinte.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Bruno Prata, o destemido

Hoje apeteceu-me escrever um pequeno conto.

--- Bruno Prata, o destemido ---

Era uma vez um apresentador de programas desportivos chamado Manuel Fernandes Silva e um comentador chamado Bruno Prata. Juntos, faziam às terças-feiras um programa chamado "Grande Área".

Num frio dia de outono, no intervalo de um programa, os dois colegas falavam sobre os temas que iriam ser abordados na segunda parte.

MFS: Vamos começar a segunda parte a falar da morte do Mandela, ok?
BP: Então e quando falamos do Porto?
MFS: É logo a seguir. Primeiro lançamos o jogo de Madrid e depois falamos da vitória sobre o Braga. Depois falamos do Setúbal e do Couceiro. A seguir temos 20 minutos para falar do Sporting e acabamos com a pancadaria que houve no Brasil.
BP: Vais passar o vídeo da auditoria de gestão?
MFS: Sim, começamos o segmento do Sporting com isso.
BP: Viste o gajo a falar? Aquilo não é um presidente, é um chefe de claque.
MFS: Eheheh, pois é. É pá, já imaginaste como ficava o Bruno de Carvalho se ouvisse a chamarem-lhe uma coisa dessas? Ia ficar todo f***do! Bruno, podias ser gajo para repetir isso em direto! Isso é que era!
BP: Estás a desafiar-me, Manel?
MFS: Estou!
BP: Então está bem, vais ver se não digo!

--- FIM DO CONTO ---

Não sei se este diálogo terá acontecido na realidade. É muito provável que não. Mas gostaria de saber que conversa em off entre os dois terá provocado isto:

(desculpem a qualidade do som, que está muito baixo)

A piadola de Bruno Prata deve ter tido sucesso nos restantes elementos que estavam a fazer o programa, porque pouco depois achou pertinente complementá-la com esta tirada adicional:


Bruno Prata pode dizer aquilo que bem entender em off, e é livre de criticar o presidente do Sporting publicamente. Mas existem formas bem menos desrespeitosas de o fazer. Aliás, gostaria de saber se Bruno Prata teria coragem para criticar Pinto da Costa ou Luís Filipe Vieira num registo semelhante.

Bruno, pá, és gajo para dizer uma graçola do mesmo género sobre o Pinto da Costa no próximo programa? Isso é que era!

A imagem do momento em que MFS congratula Bruno Prata por ter superado o desafio

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Bruno Prata dixit

O FC Porto falhou contratação de Bertrand.


O Ramos Rodrigues quando chegou ao Porto não era o jogador que é agora.



Ancélote deixou uma equipa formatada em 4-4-2. Lauren Blan inicialmente manteve o sistema mas nos últimos jogos alterou-o.