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sábado, 1 de setembro de 2018

O fecho de mercado

OPERAÇÕES NO ÚLTIMO DIA DE MERCADO

1. Empréstimo de Matheus Pereira. É uma decisão incompreensível. Matheus esteve muito mal ao desabafar publicamente após ter ficado na bancada - uma falta de respeito para com os seus colegas, nomeadamente Raphinha e Jovane -, e voltou a perder razão com os tweets que escreveu após consumado o empréstimo (apagou-os pouco depois), mas isso não justifica que o Sporting desista imediatamente de integrar e trabalhar mentalmente o jogador de forma a tirar partido do seu enorme potencial, ainda mais tendo características importantes que não abundam no plantel. Peseiro optou pela solução fácil, o que demonstra falta de coragem. Cintra fez uma vontade que não devia ao treinador que escolheu, o que demonstra incompetência.

2. Empréstimo de Ryan Gauld e Pedro Delgado ao Farense. Não sei o que vão ganhar competindo na II Liga. Devia-se ter arranjado uma solução melhor para o desenvolvimento dos jogadores.

3. Empréstimo de Mattheus Oliveira ao V. Guimarães. O ideal seria a venda, considerando que muito dificilmente alguma vez será jogador para o Sporting. Ainda assim, é um bom destino para empréstimo.


PROBLEMAS QUE NÃO SE RESOLVERAM

1. Vamos atacar a época com Jefferson como lateral esquerdo titular. Não quisemos ou não conseguimos recuperar Fábio Coentrão, que acabou por assinar... pelo Rio Ave. Há quem diga que Coentrão nos pediu muito dinheiro, há quem diga que Peseiro recusou Coentrão por achar que Jefferson é melhor. No comments.

2. Não há substituto para Dost. Se o holandês não estiver disponível, sobra-nos Montero, Diaby e... Castaignos. A não ser que o novo reforço vindo da Bélgica surpreenda, poderemos ter aqui um enorme problema.

3. Enorme despesa com jogadores que poucas vezes serão opção. Petrovic, Misic, Douglas, Castaignos, Viviano/Salin/Renan, Bruno César, Bruno Paulista e Carlos Mané. Estão aqui pelo menos 10 milhões em salários que poderiam ter sido canalizados para reforços verdadeiramente úteis. A responsabilidade destas contratações não é da CG (excetuando a do 4º guarda-redes), mas houve muito tempo para resolver a maior parte destes dossiers. O que é que andaram a fazer este tempo todo?


O PLANTEL

GR: Viviano, Salin, Max, Renan
DD: Ristovski, Bruno Gaspar, Thierry Correia
DE: Jefferson, Lumor
DC: Coates, Mathieu, André Pinto, Marcelo, Douglas
MC: Petrovic, Battaglia, Misic, Gudelj, Sturaro, Wendel, Miguel Luís, Bruno Paulista
ME/EE: Raphinha, Acuña, Bruno César
MD/ED: Jovane, Nani, Elves Baldé
MO: Bruno Fernandes
PL: Dost, Montero, Diaby, Castaignos, Mané

Temos nos quadros um total de 34 jogadores contratados para a equipa principal ou promovidos das camadas jovens, dos quais 2 não deverão ser integrados nos trabalhos do plantel (Douglas e Bruno Paulista). Um número obviamente excessivo que, infelizmente, não oferece a qualidade necessária para algumas posições.

Temos um onze forte (lateral esquerdo à parte) mas as soluções de banco são insuficientes, principalmente ao nível ofensivo. Infelizmente, este último dia de mercado não só não resolveu os casos mais importantes, como ainda os agravou com a absurda cedência de Matheus Pereira.

Não temos qualidade suficiente para competir com Benfica e Porto pelo primeiro lugar. Infelizmente, também não temos vantagem ao nível da qualidade do treinador - pelo contrário. Para podermos ter alguma hipótese de lutar pelo título, teremos de ser inteligentes a definir as prioridades e a gerir os recursos que existem. Não poderemos pôr a carne toda no assador em todas as competições, caso contrário ficaremos prematuramente afastados daquilo que realmente interessa. Não comprámos alternativas, pelo que teremos de as saber criar com a matéria-prima que temos à disposição. Temos de jogar cada partida do campeonato como se de uma final se tratasse e aproveitar as restantes competições para indo dar muitos minutos de competição a quem possa vir a acrescentar valor.

É com estes que vamos à guerra, logo são estes que deveremos apoiar. Apesar de todas as frustrações que a vida do clube nos tem causado nos últimos meses, temos de as conseguir ultrapassar a bem do Sporting.

Neste momento, a única coisa que desejo é que, mais logo, se dê continuidade ao bom arranque de época com uma vitória sobre o Feirense. E depois sobre o Marítimo. E depois sobre o Braga. Não faz sentido viver o Sporting de outra forma.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Balanço do fecho da janela de transferências


A janela de transferências fechou ontem e, como é habitual, existiram bastantes movimentações de entradas e saídas. Infelizmente, no caso do Sporting, não foram movimentações suficientes.

Começo por analisar as várias transferências anunciadas pelo Sporting:

Daniel Podence e Francisco Geraldes - a par do regresso de João Palhinha e da repescagem de Matheus Pereira, foram as boas notícias desta janela de inverno, no que ao reforço do plantel diz respeito. São quatro jogadores com uma enorme margem de progressão, e que têm condições para serem utilizados com alguma regularidade - assim Jorge Jesus o queira. Não vão ser os salvadores da pátria, não é justo colocar-lhes a responsabilidade de transformar o futebol do Sporting de um dia para o outro, mas são jogadores que, podendo já ajudar o clube, estão em processo de desenvolvimento para poderem vir a ser elementos diferenciadores na próxima temporada.

Petrovic - foi emprestado ao Rio Ave até ao final da época. É uma solução que fica longe do que seria ideal, porque o Sporting continuará, decerto, a suportar por inteiro - ou quase por inteiro - o (elevado) salário do sérvio.

André Geraldes e Ryan Gauld - foram inscritos pelo Sporting e podem jogar caso Jorge Jesus o entenda. O Sporting não conseguiu colocar os jogadores no Chaves, como inicialmente estava planeado, porque o V. Setúbal não cedeu às pretensões do Sporting. Justiça seja feita, os setubalenses poderiam ter impedido que os jogadores fossem inscritos mesmo pelo Sporting. Compreendo que, perante atitudes incorretas de dirigentes do V. Setúbal, o Sporting sentisse necessidade de fazer algum tipo de retaliação. Infelizmente, o processo foi mal conduzido: a decisão tomada foi precipitada e os principais prejudicados serão os jogadores, que transitam de uma situação em que jogavam com regularidade para outra em que raramente serão utilizados.

Ary Papel - veio de Angola no final de 2016, já foi utilizado em três jogos no Sporting B e deu boas indicações. Curiosamente, do duo angolano que o Sporting contratou, é Gelson Dala o jogador a quem se perspetiva maior futuro, pelo que esta opção não era (pelo menos para mim) a mais evidente. Será um grande desafio para o jogador, estou muito curioso para ver como irá evoluir.

Wallyson Mallmann - transferido para o Moreirense a título definitivo, com o Sporting a ficar com 70% dos direitos económicos e opção de recompra. Foi a solução possível para contornar o regulamento da Liga que limita a três o número de jogadores emprestados (o regulamento é omisso sobre se o limite se aplica ao número de jogadores emprestados em simultâneo ou ao número total de jogadores emprestados ao longo da época). É um jogador a quem o último ano e meio não correu nada bem, pelo que esta transferência poderá ser uma boa oportunidade para se afirmar em definitivo.


O mercado permanecerá aberto durante mais alguns dias em países como a Rússia e a Ucrânia, e o mercado brasileiro continuará em atividade até ao início de abril, pelo que ainda é possível que o Sporting consiga vender alguns jogadores. Pelo que se fala, André está muito próximo do Sport Recife. E, quem sabe, talvez se consiga fazer alguma coisa com Bruno Paulista. O que é certo é que, neste momento, o plantel e demasiado grande para os 15 jogos oficiais que faltam. Jorge Jesus disse, na entrevista dada na semana passada à Sporting TV, que o tamanho ideal do plantel seriam 23 jogadores de campo (entre os quais 3 guarda-redes). 

Como tal, a conclusão que se pode retirar desta janela de transferências é que, apesar de alguns dossiers satisfatoriamente resolvidos, ficou-se bastante aquém das necessidades. Não pelo lado das contratações, pois não fazia sentido contratar um defesa esquerdo sem vender Zeegelaar ou Jefferson, mas pelo lado das saídas, insuficientes em número - uma consequência da péssima abordagem ao mercado no defeso.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Os casos de André Geraldes e Gauld

A Bola noticiou, há uns dias, que o V. Setúbal pode dificultar as desvinculações de Gauld e André Geraldes e, consequentemente, impedir que os jogadores sejam utilizados pelo Sporting ou emprestados a outro clube no segunda metade da época.


O Record publicou ontem os aditamentos aos contratos de empréstimo, assinados entre o Sporting e o V. Setúbal, onde é atribuído o direito ao Sporting de resgatar os jogadores até 15 de janeiro (nº 4 dos documentos que podem ver em baixo). Se o Sporting decidisse resgatar os jogadores entre 15 e 31 de janeiro, então seria obrigado a colocar jogadores que os substituíssem (nº 5).

Aditamento ao contrato de empréstimo de Ryan Gauld

Aditamento ao contrato de empréstimo de André Geraldes

Por aqui, não há grandes dúvidas de que o Sporting tinha direito a chamar de volta os jogadores de forma unilateral. No entanto, o V. Setúbal invoca os regulamentos para dar estas cláusulas como inválidas. No regulamento de competições da Liga está definido o seguinte:


No ponto 5, de facto, pode ler-se que não são válidas cláusulas que dão o poder unilateral ao clube cedente de resgatar os atletas, para efeitos da alínea c) do nº 4, o que se sobrepõe aos tais aditamentos. Mas, por outro lado, a alínea c) do nº 4 refere-se apenas à possibilidade de o jogador cedido voltar a ser inscrito pelo clube cedente, que, neste caso, não é aquilo que o Sporting pretende - o Sporting quer emprestar os jogadores a um terceiro clube. E a verdade é que, no texto, podia estar escrito "O jogador cedido só poderá voltar a ser inscrito e representar, na mesma época, o clube cedente ou outro clube", mas não está.

Outra hipótese é o Sporting alegar o incumprimento por parte do V. Setúbal - previsto na alínea b) do nº 4 -, em função dos acontecimentos ocorridos após o final da partida.

Tecnicalidades que podem gerar diferentes interpretações aos olhos de cada uma das partes, e complicar a resolução deste caso. Aguardemos pelas novidades que nos trarão os próximos dias.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A saída de Gauld e André Geraldes do V. Setúbal

Ontem de manhã, ficou-se a saber, através da conta de Facebook de Edinho, que o Sporting deu ordens a André Geraldes e Ryan Gauld para se apresentarem em Alcochete. O Sporting deu por terminado o empréstimo de ambos ao V. Setúbal, e treinaram na Academia.

Em primeiro lugar, é absurdo pensar-se que os dois jogadores foram chamados como retaliação pela derrota contra o V. Setúbal. Se há clube que não pode ser acusado de uma coisa dessas, é o Sporting. As pessoas têm memória curta, mas até há um ano e meio, quando os regulamentos permitiam que os jogadores emprestados pudessem jogar contra o seu clube de origem, o Sporting era o único dos grandes que não condicionava a utilização de jogadores seus.

Todos se devem lembrar dos acordos de cavalheiros que afastavam Miguel Rosa e Deyverson dos jogos do Benfica. Ou das lesões em alturas cirúrgicas que afastavam Abdoulaye dos jogos contra o Porto. Como esses, podia arranjar mais casos. Em contrapartida, todos certamente se lembram dos golos marcados por Wilson Eduardo ao Sporting; Cédric e Adrien conquistaram uma Taça de Portugal pela Académica contra o Sporting; João Mário esteve no empate por 2-2 (em que fomos prejudicadíssimos pela arbitragem de Vasco Santos) que nos afastou em definitivo da luta pelo título, na época de Leonardo Jardim.

Sim, é verdade. Convém ter memória: em 2013/14, o V. Setúbal afastou-nos da luta pelo título ao empatar, a poucos minutos do fim do jogo, através de um penálti inventado pelo árbitro (para além de um golo mal anulado a Adrien, e do primeiro golo do V. Setúbal em fora-de-jogo)... e não houve qualquer tipo de consequência para as relações entre o Sporting (com Bruno de Carvalho na presidência) e o clube sadino.

Os motivos que levaram o Sporting a tomar uma decisão que não é boa para dois ativos seus - Gauld e Geraldes eram titulares, e o Sporting só tinha a ganhar com isso - foram, seguramente, de outra natureza.

Seria mais provável que fosse por isto:


O vídeo acima mostra os festejos no balneário do V. Setúbal no final do jogo de quarta-feira, publicado pelo jogador Fábio Cardoso. Os jogadores são livres de festejarem como quiserem, percebo a ideia da adaptação do cântico que se usou com Eder no Euro 2016, mas a publicação do vídeo é provocadora - pelo que compreenderia que a direção do Sporting considerasse uma falta de respeito para com o clube.

No entanto, segundo Pedro Sousa, o motivo foi outro:


Se foi por isto, se o clube se sentiu desrespeitado, então acho bem que tenha havido uma resposta deste tipo. Se queremos ser respeitados, temos de nos fazer respeitar. Agora, há que arranjar rapidamente colocação para os dois jogadores, que são os menos culpados da situação.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Dost e Patrício contra o karma

Vou ser sincero. Ao intervalo, depois de um par de sustos resolvidos por Rui Patrício, depois de um penálti defendido a dois tempos de forma brilhante por Trigueira, vendo um Sporting com dificuldades de mandar no jogo perante uma equipa do V. Setúbal muito pressionante e aguerrida, adivinhando-se o desgaste físico após dois jogos exigentes na Polónia e na Luz - e com o V. Setúbal com mais dois dias de descanso - e sabendo do karma sportinguista de ter jogadores emprestados a marcarem-nos golos, via os astros a alinharem-se para fechar da pior forma aquilo que seria uma semana de pesadelo. Aliás, não seria a primeira vez que perderíamos três objetivos no espaço de uma semana.

Felizmente, enganei-me. Não que a segunda parte tenha sido melhor do Sporting do que a primeira - não o foi -, mas porque, numa altura em que o V. Setúbal começava a quebrar fisicamente, acabou por se impor a qualidade de Bas Dost - um jogador que, apesar de estar a corresponder plenamente às expetativas dos adeptos, ainda não está a ser bem aproveitado pela equipa.



O golo de Dost - para o melhor e para o pior, o holandês não é Slimani. Percebo que Jesus tente trabalhar Dost de forma a dar algumas das coisas que Slimani também dava, mas também está à vista de todos que Jesus devia adaptar o sistema de jogo da equipa de forma a proporcionar mais ocasiões a Dost de fazer aquilo que sabe melhor: finalizar. Bas Dost é um fantástico finalizador,  já leva 10 golos, apesar da reduzida quantidade de bolas que, em média, lhe chegam em condições por jogo - e apesar de não ser marcador de penáltis. Não ajuda o facto de não termos jogadores que sabem cruzar bem, mas a própria filosofia de jogo da equipa não faz nada para aproveitar o target man que temos lá na frente. Ao excelente cruzamento de Zeegelaar, Bas Dost correspondeu com um disparo fulminante de cabeça. Bom golo, que valeu o apuramento.

Rui Patrício decisivo - teve duas intervenções absolutamente cruciais na primeira parte. A primeira foi uma defesa perante um isolado Edinho, que se viu na cara do 12º melhor jogador do ano graças um passe disparatado de Rúben Semedo. Depois, fez muito bem a mancha perante Ryan Gauld, que se isolou após uma boa combinação na esquerda. Parece estar a regressar à sua melhor forma.

A oportunidade de rever Gauld - fiquei agradavelmente surpreendido pela exibição do escocês. Depois de ter passado os primeiros meses da época sem jogar, parece finalmente ter conquistado o seu espaço na equipa de Couceiro. Ontem fez um excelente jogo e, continuando assim, não sairá do onze tão cedo. Aproveitando bem esta época e ganhando experiência de primeira divisão, ficará mais perto de, no próximo ano, seguir as pegadas de João Mário e Rúben Semedo.



Perdas de bola - a grande pressão feita pela linha atacante do V. Setúbal ajudou à festa, mas houve demasiadas perdas de bola não forçadas protagonizadas por vários jogadores do Sporting. Rúben Semedo foi o que mais cabelo me fez perder, mas não foi o único. William e Adrien também estiveram muito mais inseguros na condução de bola e passe do que é normal. Sinal de cansaço físico ou insegurança causada pelas últimas duas derrotas? Provavelmente, uma mistura das duas.

A recarga - Adrien bateu bem o penálti, mas houve muito mérito de Trigueira na defesa. No entanto, o capitão foi muito displicente na recarga, mesmo considerando o duplo mérito de Trigueira. Na pequena área, com o guarda-redes no chão, não se pode falhar daquela forma. Felizmente, o falhanço acabou por não ter consequências.



A tarefa não era simples, mas foi superada. E isso era algo fundamental, não só pela continuidade na competição, mas também para quebrar a sequência de duas amargas derrotas - não é difícil adivinhar o impacto que uma eventual derrota e eliminação da Taça de Portugal teriam no clube.

O sorteio dos quartos-de-final será realizado no dia 20. Juntamente com o Sporting, estão o Benfica, Chaves, Estoril, Sp. Covilhã (!), Académica e Leixões. Falta disputar o V. Guimarães - Vilafranquense. Considerando que a próxima eliminatória se disputa a 18 de janeiro, ou seja, no pico do inverno, prevejo uma viagem a Chaves, de forma a cumprir a fatal atração do Sporting por Trás-os-Montes nesta época do ano. Melhor do que um jogo em Chaves no pico do inverno, são dois jogos em Chaves no pico do inverno, separados por apenas 3 dias - é que o Sporting já lá vai jogar a 15 de janeiro para o campeonato.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Os golos do Sporting B 3-1 Leixões

Destaques: excelente jogo de Matheus Pereira, Cristian Ponde e Ryan Gauld (principalmente do ponto de vista defensivo, o escocês recuperou inúmeras bolas); Riquicho saiu com uma lesão grave no tornozelo (fratura), tendo sido transportado de imediato para o hospital; Sambinha foi expulso numa altura em que o resultado estava em 2-1.

1-0, por Sambinha. Livre marcado por Matheus Pereira.

2-0, por Domingos Duarte, na sequência de um canto em jogada de laboratório.

Pormenor de Ryan Gauld (via @antonioj)


Pormenor de Matheus Pereira

Pormenor de Rafael Barbosa (via @sportingcpb)

Grande jogada de Matheus Pereira (via @sportingcpb)

Golo de Ponde, assistência de Mama Baldé

sábado, 12 de setembro de 2015

Os golos do Oriental 0-4 Sporting B

Golos marcados por Matheus, Francisco Geraldes, Gauld e Zezinho. Matheus Pereira participou nos quatro golos. É caso para dizer: Franco quem?







segunda-feira, 9 de março de 2015

Sporting B: os três minutos da reviravolta contra o Tondela


Num vídeo de apenas 3 minutos é possível vermos - para além dos golos marcados - alguns pormenores interessantes:

  • A deliciosa combinação Matheus - Gauld - Matheus - Rubio na construção do terceiro golo;
  • A arrancada de Palhinha pelo meio campo, carregando sobre 5 adversários antes de entregar a bola em Sacko;
  • Matheus entrou em campo cheio de vontade, e é visível a alegria pelo golo marcado.

Depois do conturbado arranque de temporada e depois de arrumada a casa na janela de transferências de janeiro, começam-se finalmente a notar melhorias no rendimento da equipa. Depois de realizar os últimos 3 jogos contra os 3 primeiros da classificação - registando 1 vitória e 2 empates -, alcançámos 6 vitórias nas últimas 9 partidas. Esperemos que estes sinais positivos se mantenham ao longo dos 14 jogos que restam na temporada. O próximo é já daqui a 2 dias na Trofa.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Dentro das expetativas

Mesmo tratando-se de uma equipa composta por jogadores que não são da primeira linha do clube, é evidente que o resultado de hoje fica bastante aquém do exigível. Depois de marcarmos cedo através de uma oferta de um adversário e de ficarmos em vantagem numérica ainda durante a primeira parte, é difícil de compreender como foi possível deixarmos o Setúbal empatar e não conseguirmos concretizar sequer uma das muitas oportunidades que tivemos para marcar. O nosso destino na competição depende agora de terceiros, algo que fica dentro das expetativas que a maior parte de nós tinha quando foram conhecidos os grupos da Taça da Liga.

Do jogo de hoje não há muitas notas positivas a retirar: gostei mais uma vez de Wallyson e pareceu-me que Rabia fez um jogo bastante seguro. No lado das desilusões esteve Tanaka, que não conseguiu sequer fazer um remate de perigo nas muitas oportunidades de que dispôs. A sua desinspiração esteve longe de ser um caso isolado na equipa, mas foi mais uma vez evidente que, à semelhança de Montero, não é jogador para ser colocado sozinho na frente.

Como também se esperava, estes quatro jogos foram bastante úteis para percebermos melhor com quem podemos ou não contar para as provas realmente importantes. Sarr não garante os mínimos de segurança necessários para poder fazer parte do plantel principal, enquanto que Tanaka, Rosell e André Martins desperdiçaram as oportunidades que tiveram para se mostrarem como alternativas reais para o onze titular. Slavchev, Geraldes e Rabia deram alguns sinais de vida, enquanto que Podence e Esgaio tiveram alguns momentos positivos - mas precisam de passar para outro patamar competitivo para poderem fazer parte do plantel principal em definitivo.

Em contrapartida, creio que ganhámos três jogadores para o futuro imediato. Tobias conquistou em definitivo um lugar no plantel principal, enquanto que Gauld e Wallyson mostraram que podem seguir o mesmo caminho já. Aliás, não compreenderei se Marco Silva não lhes der oportunidades a curto prazo no banco de suplentes e minutos em função das ocorrências da partida. Parece-me que neste momento merecem estar na rotação do plantel à frente de Rosell ou André Martins, por exemplo. Gerir um grupo de trabalho em função do mérito parece-me um princípio bastante saudável.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Nada de novo

Não tive oportunidade de ver o jogo todo. Assisti apenas aos primeiros 25 minutos e gostei bastante do que vi, com óbvio destaque para os lances dos golos. No primeiro, Podence encontra Tanaka a desmarcar-se e o japonês, em boa posição para marcar, prefere entregar a Gauld que tinha a baliza completamente aberta. No segundo, deliciei-me com o levantar de bola de Wallyson para um remate cruzado de primeira do escocês com o pé direito - um grande golo que parecia deixar a vitória praticamente assegurada. 

Do resto, vi apenas os lances dos golos do Belenenses. No primeiro, Rabia sofre uma falta clara de Camará (imaginem a falta de Montero no 2º golo do Rio Ave, mas 10x mais evidente) que aproveita a queda do egípcio para seguir isolado para a baliza e marcar. O segundo é um golaço do miúdo Dálcio que passa por Jonathan e Wallyson e remata cruzado sem hipóteses para Marcelo. O terceiro foi através de um penálti que, sinceramente, não consigo perceber se é ou não bem assinalado. O que tenho a certeza é que a abordagem de Sarr ao lance foi completamente defeituosa. Não se percebe que se atire em carrinho para intercetar um cruzamento rasteiro e acabe por cortar a bola com o peito. Depois a bola ressalta e fica a dúvida se há braço na bola ou não.


Não me parece que este jogo nos tenha revelado alguma coisa que não soubéssemos já: Tanaka é um jogador de equipa e Gauld vai ter um papel a desempenhar na equipa principal ainda esta época. Aliás, tenho dúvidas se o escocês fará muito mais jogos na equipa B. Por outro lado, Sarr teve mais um daqueles lances improváveis que demonstram que ainda tem muito que crescer (em dimensão futebolística, entenda-se) até poder ser uma opção credível para a equipa principal.

Do pouco que vi, voltei a ficar desiludido com Rosell. Tentou construir jogo progredindo com a bola no pé, mas definitivamente não é o seu forte. O problema é que no passe também não esteve nada bem. Está longe da forma que demonstrou na pré-temporada, mas há que lembrar que o catalão vinha com a rodagem da MLS (que estava em curso) enquanto todos os outros voltavam de férias. De qualquer forma parece-me cedo para estarmos a tecer sentenças definitivas sobre a sua qualidade: Rosell ainda não teve oportunidade de jogar de forma regular e para a posição em que joga as rotinas com os colegas são fundamentais.

De resto, perder um jogo destes não é drama nenhum. Sigamos em frente.

P.S.: vi os últimos 20 minutos do Braga - Porto, e fiquei impressionado com as incríveis defesas que Hélton fez. Depois de o ter visto sair de maca em Alvalade, com 35 anos, pensei que a sua carreira tivesse terminado. Foi bom vê-lo recuperado. Espero apenas que não desate a defender todos os jogos assim. :)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O melhor amigo dos adversários

Depois de uma primeira parte completamente amorfa, em que o Sporting parecia não estar muito interessado em vencer o jogo, nada fazia prever a segunda parte frenética e de elevadíssimo nível a que acabaríamos por assistir. O Sporting fez uma enorme exibição na primeira metade da segunda parte e os dois golos marcados nesse período foram curtos para a quantidade de oportunidades criadas, mas depois de ter feito o mais difícil sofreu de imediato um golo que relançou o Rio Ave na partida e que foi psicologicamente devastador - para o público nas bancadas e também para os jogadores. A falta de experiência nota-se nestas coisas: não perceber quando é hora de acelerar ou congelar a bola, manter a concentração em vez de descomprimir, saber medir o nível de risco aceitável quando estamos em vantagem no marcador. E por duas ocasiões deixámos o adversário voltar à vida.



Positivo

O regresso dos balneários - apenas com a alteração de Mané no lugar do lesionado Carrillo, ninguém diria que os outros dez jogadores que voltaram do intervalo eram os mesmos da primeira parte. Mané deu uma nova dinâmica à equipa, mas definitivamente não foi apenas isso. Não sei o que Marco Silva lhes disse no balneário, mas nos primeiros 25 minutos da segunda parte o Sporting fez um jogo demolidor, com uma sucessão imparável de ocasiões de golo que acabariam por se traduzir em dois golos. O que é facto é que houve muito mais velocidade e muito mais vontade de levar a bola até à baliza de Cássio. 

Sabem onde podem enfiar os quatro milhões de euros? - diz que há uma equipa ucraniana a oferecer €4M por Jefferson. Sei que estamos na época de saldos, mas creio que o Sporting limita as promoções da época aos artigos da Loja Verde. Jefferson mais uma vez foi decisivo ao fazer um cruzamento incrível para o golo de Montero, e ao tirar dos pés de um jogador do Rio Ave um golo certo ainda na primeira parte. Fez piscinas atrás de piscinas no flanco esquerdo, sendo um dos destaques da noite. Está em grande forma. Menos que €20M (que é a cláusula de rescisão) é mal vendido.

Noite de estreias - Tobias fez um jogo um pouco irregular. Esteve particularmente mal nos primeiros cinco minutos da segunda parte em que cometeu três erros, mas genericamente acabou por ter uma exibição positiva. Teve algumas intervenções preciosas e não tem quaisquer responsabilidades nos golos sofridos. Gauld entrou a meio da segunda parte e teve pormenores deliciosos: esteve no terceiro golo, com o túnel que antecedeu o passe para Nani, e fez um passe picado para Montero que, isolado, devia ter rematado à baliza em vez de passar para trás. Ganhou pontos para voltar a ser utilizado brevemente.

E o Tanaka vai marcaaaar - o japonês começa a ser um jogador talismã. Depois de ser herói em Braga, devolveu hoje a tranquilidade ao estádio ao fazer o 4-2. Está a aproveitar ao máximo os minutos que lhe estão a ser dados.

Nove portugueses em campo, oito da formação - quando Mané entrou, o Sporting alinhava com Rui Patrício, Cédric, Paulo Oliveira, Tobias Figueiredo, William Carvalho, André Martins, João Mário, Nani e Carlos Mané. É uma pena que o Sporting recuse em apostar na formação, conforme vários comentadores têm dito e escrito nos últimos tempos.


Negativo

A apatia da primeira parte - o futebol do Sporting caracterizou-se por uma enorme falta de velocidade e dinâmica, com os jogadores a manterem-se quase sempre estáticos e com pouca vontade de se aproximarem da área do Rio Ave. Nos momentos em que um ou outro jogador do Sporting cortava no sentido da área a pedir um lançamento em profundidade, o portador da bola ou não via ou simplesmente não queria arriscar o passe. O Rio Ave mereceu inteiramente chegar ao intervalo empatado.

Falta de presença na área - sei que Montero gosta de participar na construção ofensiva, mas anda a exagerar. Desce TANTO no apoio aos médios que depois deixa uma clareira junto à área, facilitando a tarefa do adversário em encurtar os espaços demasiado longe da baliza. Para além do golo que marcou, destacou-se principalmente pelos remates de fora da área. E devia ter rematado à baliza naquele passe do Gauld. É muito bom jogador, mas não é disto que precisamos enquanto Slimani não regressa.

O nosso 4º golo - foi uma enorme sensação de alívio quando Tanaka sentenciou a nossa vitória, mas não gostei nada da atitude da equipa nos últimos minutos da partida. Em vez de tentar adormecer o jogo, retendo a bola, aproveitando todos os momentos possíveis para deixar correr o relógio, andámos a tentar procurar o golo quase como se estivéssemos empatados. Exemplos: Montero a sair em corrida ao ser substituído por Tanaka; Jefferson a marcar um lançamento menos de três segundos depois de a bola ter saído de campo; Nani a fazer um remate a 30 metros de distância em que as hipóteses de sucesso eram baixas; William Carvalho a aproximar-se demasiadas vezes da área do Rio Ave, arriscando expor a nossa defesa se perdêssemos a posse de bola; um canto marcado para o meio da área em vez de manter a bola junto à bandeirola de canto - como se o 1º golo do Rio Ave não tivesse sido lição suficiente - e, para terminar, a pressão altíssima que acabaria por estar na origem do golo de Tanaka. Faltou inteligência na gestão do jogo. 

A discussão gerada no lance do penálti - o colombiano é agarrado dentro da área de forma ostensiva e continuada. Não se atirou para o chão mas foi evidentemente prejudicado na disputa do lance. Penálti claríssimo (não tive dúvidas a partir do meu lugar na bancada oposta) que não justificava aqueles protestos dos jogadores do Rio Ave. Diego Lopes empurrou o árbitro e devia ter sido expulso. Com que autoridade é que o árbitro pode prosseguir o jogo permitindo este tipo de comportamento aos jogadores?

A falta de espinha de Pedro Martins - depois de ter sido escandalosamente prejudicado no Dragão (com vário erros a prejudicarem o Rio Ave, incluindo dois penáltis não assinalados), a reação de Pedro Martins foi a seguinte: 
Tem algo a dizer sobre dois lances na área do FC Porto após o 1-0? "Muito sinceramente, falar deste jogo é muito complicado. Parece-me penálti no lance do pontapé de canto mas falar disso depois de um 5-0 parece despropositado."
Hoje, num jogo em que há um penálti bem assinalado, em que o árbitro perdoou uma expulsão a um jogador seu, e em que efetivamente pode ter razões de queixa no lance do segundo golo do Sporting, decidiu soltar toda a sua indignação utilizando argumentos espantosos como por exemplo o facto de ainda não ter nenhum penálti a favor esta época - algo que por algum motivo preferiu não reclamar na altura devida, ou seja, no final do jogo com o Porto. Inacreditável.



É preciso valorizar o jogo do Rio Ave: marcaram dois golos estupendos (o primeiro num lance de manual em como bem contra-atacar e o segundo num tiro cruzado indefensável) e podiam ter chegado ao empate por mais que uma vez. No entanto, a responsabilidade do bom jogo do Rio Ave passou muito por aquilo que não soubemos fazer. Merecemos a vitória, mas poderíamos ter feito mais para evitar tanto calafrio. Mas o que conta é a vitória, a oitava consecutiva em todas as competições e a quarta para o campeonato. Saibamos aprender com os erros de hoje, e seremos uma equipa mais forte na próxima semana.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

McSkill


No aproveitar é que está o ganho

Apesar de a partida não ter sido particularmente brilhante do ponto de vista exibicional, a noite acabaria sempre por ser positiva mesmo que o Sporting não tivesse ganho: notou-se empenho por parte dos escolhidos por Marco Silva, enquanto foram onze mandaram confortavelmente no jogo e foi bom ver que todos fizeram por aproveitar a oportunidade que lhes foi dada.

Claro que não foi ópera, mas isso seria esperar demais de um onze composto por jogadores que são pouco mais do que estranhos entre si. No meio-campo, por exemplo, alinharam Rosell (equipa principal), Gauld (equipa B) e Slavchev (terra de ninguém), três jogadores chegados ao Sporting no defeso e com percursos completamente diferentes até agora. 

 
Pelos vistos o presidente trocou o banco pela linha de fundo


Positivo

Boas indicações de Gauld - fica ligado à vitória pela jogada que dá origem ao penálti: recupera a bola no meio-campo do Boavista, entrega a Tanaka e procura a desmarcação, conseguindo antecipar-se ao guarda-redes - que depois foi incapaz de evitar o contacto. Mas para além disso teve pormenores muito interessantes ao longo do jogo, e até esteve perto de marcar na primeira parte. Precisa no entanto de ser menos intermitente do que foi hoje para ser uma opção credível para a equipa principal.


Finalmente viu-se Slavchev - não é que tenha feito uma *grande* exibição, mas pela primeira vez desde que chegou ao Sporting vi-o fazer um jogo bastante afirmativo. Nunca se escondeu - esteve constantemente a procurar linhas de passe para receber a bola, seja na ligação com a defesa seja perto da área através de desmarcações - e com a bola nos pés teve uma atuação bastante positiva. Notou-se que jogou com confiança (que pode ser um indicador de que os problemas de adaptação estarão a ser ultrapassados) e fiquei com muita vontade de o voltar a ver em campo. Felizmente que daqui a uma semana terá nova oportunidade no Restelo.


Negativo

A expulsão de Rosell - o segundo amarelo é forçado, mas o catalão não se pode queixar: a falta que lhe valeu o primeiro amarelo foi violentíssima e devia ter visto logo no momento o vermelho direto. A sua imprudência afasta-o do jogo com o Rio Ave, juntando-se a Adrien e Maurício no lote dos indisponíveis.

Laterais no apoio ofensivo - quer Miguel Lopes quer Geraldes fizeram um jogo competente do ponto de vista defensivo, mas ofensivamente foi um dia para esquecer. Miguel Lopes foi solicitado várias vezes no ataque, mas praticamente nada lhe saiu bem. Geraldes simplesmente não existiu a partir da linha do meio-campo (já com o Guimarães isso aconteceu), mas é compreensível atendendo que não é a sua posição preferencial.


A forma como a vitória foi alcançada acaba por ser gratificante e ajuda a alimentar o bom momento que o clube atravessa - sete vitórias consecutivas e seis jogos sem sofrer golos. É também bom vermos que há jogadores que estão cada vez mais perto de virem a ser opções a ter em conta para a equipa principal. E para além disso, ao fim de duas jornadas podemos dizer que o apuramento para a fase seguinte está muito bem encaminhado. Nada mau, considerando o nível de dificuldade do grupo e a estratégia de utilização de jogadores seguida pelo clube para esta competição.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A noite dos understudies

Não, não foi uma exibição espetacular. O Guimarães foi sempre a equipa mais perigosa, dispôs de várias oportunidades para marcar e merecia seguramente outro resultado. Nada que não estejamos habituados nesta época, mas normalmente com os papéis invertidos. Interessante no entanto que vários comentadores já tenham começado a salientar a quebra de forma do Guimarães - livrem-nos de terem que admitir que os leões que subiram ao relvado do D. Afonso Henriques conseguiram uma proeza notável.

Alinhando com um conjunto de jogadores que é um misto de banco da equipa principal e de recrutas da equipa B, sem rotinas consolidadas e, em alguns casos, sem qualquer ritmo de jogo, a equipa fez o jogo que era possível contra o 3º classificado da Liga - que jogou praticamente com a equipa habitual - e soube compensar as evidentes limitações com uma enorme entrega e espírito de sacrifício.

Mais importante do que os três pontos conquistados para a Taça da Liga, fica a ideia de que há mesmo alguns jogadores que poderão ser alternativas válidas a curto prazo - nomeadamente em fevereiro quando o calendário começar a apertar.



Positivo



A pele ficou em campo - marcar pouco depois do início da partida é um estímulo importante, e os jogadores souberam tirar proveito desse fator; a equipa jogou serena e com grande entrega, não se desmontando quando mais pressionada pelo Guimarães, e nunca virando a cara à luta perante uma das equipas mais agressivas (no bom sentido) do campeonato. Fizeram por merecer a oportunidade que lhes foi dada.



André Geraldes - calhou-lhe a fava ao ter que, fora do seu flanco habitual, apanhar com Hernani pela frente, mas ganhou muitos mais duelos do que perdeu. Teve dificuldades quando Hernani conseguia embalar (quem não teria?), mas na maior parte das situações soube compensar a diferença de velocidade através de um bom posicionamento e tempo de corte. Ainda safou alguns lances bastante perigosos fechando no meio quando o ataque do Guimarães era conduzido pelo flanco oposto. Não teve grandes oportunidades de subir no terreno, à semelhança de toda a equipa.



Tobias Figueiredo - bem sei que as suas exibições na equipa B têm sido irregulares, mas estaria a mentir se não dissesse que Tobias me deu uma sensação de segurança bastante superior a Sarr. Fisicamente muito forte, saiu vencedor de quase todos os confrontos diretos, e demonstrou sempre grande concentração. Atendendo aos nossos problemas no centro da defesa, merece seguramente novas oportunidades.



Wallyson Mallmann - entrou a meio da segunda parte numa altura em que o Guimarães encostava o Sporting à área, e foi fundamental para sacudir essa pressão. Muito combativo defensivamente, teve bons pormenores com a bola nos pés ao sair para o ataque.



Ryan Gauld - teve dificuldades nos primeiros vinte minutos, mas começou a soltar-se com o passar do tempo. Teve alguns pormenores deliciosos que revelam uma visão de jogo e inteligência bastante interessantes. Fico com a sensação que pode render muito mais num jogo em que tenha mais tempo a bola nos pés e com curiosidade para vê-lo jogar com jogadores como Nani, João Mário ou Montero.



Marcelo Boeck - soube recuperar do jogo infeliz com o Vizela. Apesar de não ter feito nenhuma defesa vistosa, teve muito trabalho e esteve sempre muito seguro, principalmente nos cruzamentos.



Negativo


Sarr, Slavchev, Rosell - O francês definitivamente não consegue dar segurança: há sempre uma escorregadela, um domínio de bola imperfeito, um corte atabalhoado ou qualquer outra coisa que ameaça a estabilidade da equipa. Slavchev esteve muito pouco em jogo e mostrou por que motivo nunca tem sido opção. Rosell não esteve mal, mas esperava mais de alguém que é a primeira opção para substituir William Carvalho. Ao nível do passe deixou bastante a desejar.



Depois de uma semana infernal, todos percebiam que até um mau resultado na Taça da Liga poderia servir para incendiar ainda mais a situação do clube. Pelo menos não houve falta de esforço dos comentadores e repórteres de serviço para tentar atear fogo às acendalhas que tinham à mão. Bastou ouvir as palavras de Manuel Queiroz, que registou a poucos minutos do fim a falta de interação entre Bruno de Carvalho e Marco Silva (a sério, que tipo de interação era suposto haver?), ou uma flash interview que se borrifou completamente no jogo que tinha acabado de ser transmitido. Lamentamos que o programa de segunda à noite tenha saído estragado para muita gente...

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Bis de Gauld

                                                                                                                                     
Ontem, no Luxemburgo 0 - Escócia 3, em Sub21. Gauld marcou o 1º e o 3º.