quinta-feira, 10 de julho de 2014

Pacto da treta

Hummels e o pacto de não humilhação ao Brasil                                                                                   
in record.pt

Se não queria humilhar os brasileiros, devia era ter ficado calado em relação ao "pacto" que fizeram ao intervalo. Toda a gente percebeu que a Alemanha levantou o pé do acelerador na segunda parte - e não sejamos ingénuos, também interessava aos alemães pouparem-se para a final e evitarem lesões e cartões.

Sendo verdade que os jogadores fizeram o tal pacto, foi uma atitude nobre. Mas ao virem a público revelá-lo, o altruismo do ato que dizem ter feito acaba por perder muito do seu valor. Fica apenas um sabor a condescendência totalmente dispensável.

15 comentários :

  1. Penso que aqui há uma má interpretação. Humilhar não significa necessariamente meter muitos golos. Aliás, nessa perspectiva, os alemãs efetivamente "humilharam" os brasileiros metendo mais 2 golos. Parece-me que os jogadores combinaram uma coisa muito decente: não iam fazer um jogo de fintas para os olés da bancada. E não tem nada de mal que os jogadores revelem isso agora. Apenas revelam que houve uma preocupação de respeitar o adversário e como o jogador diz, continuar a fazer um jogo sério.

    Coloquemos uma hipótese completamente inverosímel: numa semi-final do campeonato do mundo, Portugal está a vencer 5-0 ao intervalo a uma selecção prestigiada. Na segunda parte, qual seria o comportamento do nosso CR7 quando a bola lhe chegasse aos pés? Pois...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mas o Mestre continua a ter razão. Não há nobreza nenhuma nisto. Isto pode ser parafraseado por 'só não humilhámos porque não nos apeteceu' e é tão violento como se a humilhação tivesse acontecido. É como um miúdo de 14 anos ganhar a outro de 10 por 7-1 e dizer-lhe: "tiveste sorte, que eu deixei-te marcar um".

      A propósito do Cristiano, não percebo a antipatia. É um jogador muito profissional, e aquilo a que alguns chamam mania ou arrogância contribuiu muito e decisivamente para ele se tornar o melhor (ou dos melhores) do mundo.

      Eliminar
  2. concordo com o anónimo.

    mário

    ResponderEliminar
  3. "Fica apenas um sabor a condescendência totalmente dispensável."


    Sem dúvida. Mais valia terem tentado brincar com a bola do que vir agora com esta de santinho de pau oco.

    JRamos

    ResponderEliminar
  4. Lá que com cinco a zero tenham combinado, não meter o pé para não ver amarelos nem andar muito às fintas para não arriscarem levar com uma entrada para lesionar, pois os brasileiros estavam de cabeça perdida, concordo.

    Agora pactos de não agressão porque são o Brasil coitadinhos então e os outros são porcaria?

    Contra Portugal o jogo deveria ter sido mais equilibrado é um facto pois a expulsão de Pepe é estupida e o penalti é muito duvidoso.

    SL

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não é a expulsão que é estúpida, o Pepe é que é estúpido. E o penalty só é duvidoso para quem nunca leu as regras ou para quem nunca arbitrou ou perceba minimamente de arbitrar um jogo.

      Eliminar
    2. Cara mete estupido nisso ....memo!!!

      Eliminar
  5. Parece claro que ao intervalo os jogadores da selecção da Alemanha discutiram a questão da sua atitude na segunda parte. Possivelmente alguns queriam "humilhar" o Brasil, mas prevaleceu o bom senso da maioria e essa maioria obrigou os colegas mais entusiasmados a cumprirem esse tal pacto. E isso é louvável. Possivelmente este jogador que vem agora revelar o tal pacto até seria um dos poucos que gostaria de humilhar os brasileiros.

    ResponderEliminar
  6. Os alemães quiseram evitar que o público brasileiro se virasse contra a Alemanha na final, porque ao intervalo eles já estavam a pensar no Maracanã, não na meia-final. Não tem nada a ver com respeito pelo Brasil. Os tipos mesmo a fazerem-se de "humildes" são intragáveis.

    Os brasileiros que me desculpem, mas pelo Rojo, pelo Messi e contra a porcaria da Alemanha e desta equipa alemã que não consigo respeitar, quanto mais gostar, eu quero é que a Argentina ARRASE na final!

    ResponderEliminar
  7. A Alemanha tem sido, neste mundial, os mestres dos "mind games", senão vejamos...

    Antes do jogo contra Portugal veio o treinador referir que "...Portugal é uma equipa que joga em contra ataque...". Depois foi o que se viu...

    Antes do jogo com o Brasil o mesmo treinador veio lamentar a falta do Neymar e referiu "...para nós era melhor que o Neymar jogasse, assim vai ser muito mais dificil...". Depois foi o que se viu...

    Não me acredito nada nestas palavras, ainda por cima vindas dum povo sobranceiro, rancoroso e profundamente dogmático e obstinado!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "um povo sobranceiro, rancoroso e profundamente dogmático e obstinado!"

      Pode explicar melhor esta frase?

      Eliminar
    2. Hans-Dieter Flick, selecionador adjunto da Alemanha, garantiu esta quinta-feira que Lionel Messi vai merecer atenção especial por parte dos jogadores germânicos no duelo com a Argentina que definirá o novo campeão do Mundo.

      "A equipa técnica assistiu ao jogo deles contra a Holanda e estamos a ver também os outros jogos. Vamos tentar parar Messi. Temos um plano especial para ele, mas não vamos revelá-lo", esclareceu Flick em conferência de imprensa.

      Sobre a receção que espera nas bancadas do Maracanã após ter goleado o Brasil, o técnico não teme nada e até afirmou que os brasileiros vão apoiar os europeus.

      "Esperamos ter o apoio dos brasileiros no estádio. Sabemos que o Brasil ficou muito triste por ter perdido, mas eles foram os primeiros a dar-nos os parabéns pela vitória. Sabem o quanto a Alemanha ficou desiludida quando perdeu com a Itália em 2006. Esperamos esse apoio contra a Argentina e vencer também será uma forma de retribuir", concluiu.

      Eliminar
  8. Caro mestre, a parte relevante das declarações do Hummels a reter são «sem embarcar em brincadeiras ou algo do género». Ou seja, acho que o pacto dos alemães não esteve tanto no não marcar mais golos (o Ozil se não falhasse na cara do Júlio César elevaria o marcador para 8-0, e provavelmente o Brasil não marcaria como o fez logo a seguir ao falhanço do Ozil) mas sim em não começarem com trocas de bolas para puxar os olés vindos do estádio (é um facto que vieram alguns, mas por pouco tempo) ou a fazer fintas de meia-noite. Confesso que esperava que o Low metesse o 2º guarda-redes durante a partida. Mas não o ter feito só confirma a postura de seriedade que faz os alemães serem a máquina que são, e de que Hummels deu conta nestas declarações agora. Um abraço e SL!

    ResponderEliminar
  9. Admito que possa ter interpretado mal as palavras. Relendo o que o Record escreveu, realmente até dá a ideia que Hummels se referia a ter uma atitude profissional, e não dizer declaradamente que iam levantar o pé do acelerador para não humilhar o Brasil.

    No entanto, as primeiras notícias que li (na imprensa estrangeira) levavam a crer precisamente aquilo que escrevi no post.

    Entretanto Hummels já veio desmentir tudo. Quer a existência de um pacto, quer a ideia do grupo em querer poupar uma humilhação ao Brasil.

    ResponderEliminar