terça-feira, 29 de maio de 2018

Balanço de 2017/18: Médios



William Carvalho: **          
2016/17: **
2015/16: **
2014/15: **     
2013/14: ***

Mais uma época exibicionalmente irregular que, é justo que se diga, foi afetada pelas várias lesões que teve de enfrentar e pelo sistema de jogo de Jesus, que não favorece um médio com as suas características. Voltou a estar abaixo das expectativas, o que nos deveria levar a concluir que talvez sejam as expectativas que são demasiado elevadas. Não que o valor não esteja lá - é perfeitamente visível a diferença de um Sporting quando tem um William ao melhor nível -, mas já se percebeu que existem outros fatores que fazem com que não se consiga extrair tudo o que William pode dar. 


Adrien Silva: **          
2016/17: **
2015/16: ***
2014/15: **     
2013/14: ***

Na realidade não fez parte do plantel, mas coloco-o aqui porque acabou por somar mais minutos do que jogadores como Palhinha, Misic, Mattheus ou Wendel. Já estava com a cabeça noutras paragens, mas não há nada a apontar a Adrien pelo que fez enquanto ainda foi a jogo pelo Sporting.


Rodrigo Battaglia: **

Foi o jogador que participou em mais partidas de todo o plantel (57 jogos) o que, por si só, reflete a importância que teve ao longo da época mesmo não sendo um indiscutível. Battaglia é um poço de força e voluntarismo - qualidades que sabe dosear bem, o que pode ser atestado pelos apenas 9 amarelos que viu em todas as competições -, ainda que nem sempre consiga dar à equipa tudo aquilo que é necessário num 8. Curiosamente ou talvez não, o melhor período que teve foi quando jogou mais recuado, com Bryan Ruiz à sua frente no miolo. Espero que consiga ultrapassar as questões que o envolveram no triste episódio de Alcochete, pois é um jogador que poderá desempenhar um papel ainda mais importante na próxima época.


Bruno Fernandes: ***          

Contratação do ano e estrela da equipa. Teve um impacto imediato na qualidade de jogo do Sporting, em parte beneficiado por praticamente não ter tido férias e iniciado a época com mais ritmo do que a generalidade dos jogadores, mas a sua influência manteve-se elevada praticamente ao longo de toda a época. Quebrou um pouco no final por ter sido fisicamente mal gerido por Jesus - que não só não o poupou em muitas situações que assim o justificava, como também pelos papéis que lhe atribuiu em campo. Ainda assim, foi uma época brilhante: a folha estatística é impressionante (16 golos e 20 assistências) e foi recheada de muitos momentos que fazem levantar qualquer estádio. Não só é para manter para o ano: é a peça central à volta da qual a equipa tem de ser construida, e tem um perfil adequado que justifica que lhe seja atribuída a braçadeira de capitão.


Bruno César: **
2016/17: **
2015/16: **

Mais uma vez foi um jogador extremamente útil pela sua polivalência. Importante na primeira metade da época - e em particular nos jogos de maior exigência, brilhando na Liga dos Campeões -, foi perdendo espaço a partir de dezembro até ter contraído uma lesão que lhe acabou com a épca em março.


Bryan Ruiz: **          
2016/17: *
2015/16: ***

Afastado do grupo de trabalho durante a primeira metade da época, foi reintegrado progressivamente a partir de novembro até assumir um papel principal em fevereiro. As pernas frescas valeram-lhe boas prestações na posição 8, ainda que não seja um jogador talhado para funções tão exigentes fisicamente. Acabou o contrato e deverá continuar a carreira noutras paragens. Ainda que tenha ficado marcado por aquele falhanço e esgotado a paciência de muitos adeptos pela sobreutilização que Jesus lhe deu - em particular em 2016/17 -, é um jogador que, pelo menos a mim, deixará saudades pela classe que demonstrou ter, quer dentro quer fora de campo.



Alan Ruiz: *
2016/17: *

Tinha esperanças que conseguisse retomar a boa forma que demonstrou em parte da 2ª volta de 2016/17. Ao contrário da sua primeira época, chegou em boas condições físicas à pré-época e pensei que pudesse aproveitar esse balanço e a melhor adaptação ao clube para conseguir demonstrar as suas qualidades. O problema é que... não conseguiu, muito longe disso, e não foi por falta de oportunidades. Lento a decidir com a bola nos pés e defende só quando lhe apetece, o que faz com que seja um jogador perfeitamente inútil em campo. Esgotou a paciência dos adeptos e acabaria, também, por esgotar a paciência da única pessoa que ainda acreditava nele: o treinador. Um flop completo que poderá estar de volta em dezembro de 2018.


Mattheus Oliveira: *

Mattheus foi uma contratação que levantou alguma polémica. Nada nas suas características gerava confiança nas suas possibilidades de afirmação num clube como o Sporting - ainda mais num sistema de jogo como o de Jesus. Dos poucos minutos de competição que teve, a maior parte foi contra equipas de escalões inferiores... e nem aí conseguiu demonstrar capacidade que justificasse minutos em desafios mais exigentes. Um erro de casting previsível, pelo que não surpreendeu o empréstimo ao V. Guimarães em janeiro.


João Palhinha: -

Teve uma utilização demasiado esporádica para poder demonstrar o que pode fazer. Verdade seja dita que havia muita concorrência para a sua posição (William, Battaglia, Petrovic), mas acabou por ser um ano perdido. Mais valia ter sido emprestado.



Radosav Petrovic: *
2016/17: -

Mais uma época com poucos minutos. As oportunidades que teve como médio defensivo nunca foram aproveitadas, e acabaria por ser como defesa central que teve os seus melhores jogos. Há que dizer que a sorte também nunca o protegeu - como esquecer a sua absurda expulsão contra o Moreirense que viria a ser despenalizada pelo CD? -, mas está mais que visto que não tem valor para continuar por cá.


Wendel: -

É incompreensível que Jesus lhe tenha dado tão pouco tempo de jogo, considerando o esforço que a direção fez na sua contratação. E não se pode dizer que fosse um capricho da direção, porque, efetivamente, foi visível ao longo da época que precisávamos de um médio mais capaz nas tarefas de transporte de bola. Do pouco que se viu, Wendel tem essas competências que, por mesquinhez ou teimosia - o treinador não quis aproveitar.


Misic: -

Diz quem o conhece que é um médio centro posicional com boa capacidade de passe e especialista nas bolas paradas. Quem não o conhece não teve oportunidade de comprovar nada disto, face à escassez de utilização. Pior: quem conseguir entender por que razão Jesus o colocou a médio ala na final da Taça, que me explique.

8 comentários :

  1. Pois é, e agora em relação a um numero vasto de jogadores nem sequer sabemos se servem ou não, para a proxima época. Ao menos se tivessem tido oportunidades? e mesmo falhando (Alan Ruiz aparte) já sabiamos que podiam ser dispensados ou vendidos e desta forma não ocupar o lugar de algum jovem com vontade para triunfar. Misic, Palinha; Wendel, são os casos mais gritantes. Não sei de todo o seu potencial para uma equipa como o Sporting.
    E isso é lamentável para os jogadores (que desmotivam) e para o clube.

    Petrovic, pela idade que tem, serve para quinto defesa central ou terceiro medio defensivo.Bruno Cesar igual a Petrovic. Mattheus Pereira, parece-me uma clara falha de casting. Wiiliam para vender, Battaglia para ficar (senão contrariado !!!). Francisco Geraldes, não entendi a dispensa deste jogador, este ano teria facilmente feito o mesmo que Brian Ruiz e agora estava mais jogador)...Acuna, garra e atitude, grandes centros para a área, mas... terá o perfil que queremos? Parece~me mais um defesa ou medio defesa que atacante Creio que seria bem vendido.

    Meio campo assentou em Battaglia, Willliam, Acuna e Bruno Fernandes.

    O Bruno Fernandes foi usado até á exaustão. Quando tiraram o pé do acelerador, (1 jogo por semana) os niveis de cansaco de uma época vieram ao de cimo, pois este jogador tal como Gelson deram tudo o que podiam na época que terminou. 5 estrelas.

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    1. Se o Acuña ficar, vejo-o mais como solução para lateral do que para ala/extremo. É sempre um jogador útil, mas é necessário termos um extremo que seja mais desequilibrador. Não acho que o Francisco Geraldes tenha sido mal emprestado, a meu ver não encaixa bem num 4-4-2. O Matheus Pereira é que poderia ter sido muito útil... ainda mais quando o Podence se lesionou.

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    2. Com Rafinha, Mateus Pereira, Podence, eventualmente Mané, Rafael Leão, mais Gelson. Não ficam a faltar desiquilibradores.

      Estamos coxos de avancados, e com muitas incertezas a medio centros. Misic ? Wendel ? Geraldes ? Battaglia (quer ficar ou sair?). William (fica ou sai),
      Falha de casting queria dizer o Mateus Oliveira que não deve voltar.O William de Carvalho, podia ser, se mais disciplinado em outros campos, um medio de nivel mundial. Creio que uma ida para Inglaterra seria o vai ou racha para ele. Se Bruno Fernandes sair, estamos fritos !!!

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  2. Diria que William terá de ser testado noutra liga para mostrar se as expectativas que temos dele são afinal razoáveis ou não. Não lhe falta talento, mas é demasiado intermitente. De Bruno Fernandes não acrescentaria nada, há muitos anos que não se fazia uma contratação tão acertada. Espero que serene e não saia.

    Já o caso do Wendel é muito espinhoso e merece reflexão. Não pode existir essa dicotomia de vontades entre equipa técnica e direcção, é de uma incompetência inqualificável. Ou há autonomia e a equipa técnica tem os jogadores que pede (e que o clube pode contratar, claro), ou não há autonomia e a equipa técnica tem de aceitar os jogadores que a direcção lhe proporciona, sem mais. Esta ambiguidade saiu-nos muito cara.

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    1. A questão do entendimento entre direção e equipa técnica sobre as contratações é de facto fundamental. Não houve, e isso custou-nos caro. Mas neste caso pareceu-me mais um caso de intransigência de Jesus do que de ingerência da direção.

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    2. Intransigência quando se tem JJ como coach é um dado adquirido, concedo, mas a que se deveu essa intransigência? Terá sido por não aprovar a contratação? Por não lhe agradar o jogador? Pergunto na mais absoluta ignorância. Gastámos bom dinheiro na contratação e não houve quaisquer dividendos desportivos. Era bom que isto fosse esclarecido.

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  3. Realmente o maior problema do SCP são os médios. E os apanha-bolas? Se a hipocrisia pagasse impostos...

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  4. Quando ainda pensavam que os emails e vouchers e tudo mais iriam dizer algo de importante, eram posts 4 e 5 vezes por dia. Não deram em nada.
    Agora com toda esta maluqueira, desavenças, pancadaria, agressões verbais e físicas, rescisões, corrupções, mãos sujas, cash ball e o c@r@lho os posts vêm 4 ou 5 vezes por semana e sem acompanhamento nem correspondência com o número de comentários que certamente o post tinha.
    Envergonhado ou ameaçado, MdC?

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