segunda-feira, 15 de junho de 2015

A suprema hipocrisia do jornalismo desportivo português

Nas últimas semanas, desde que estalou a crise na FIFA, têm sido muitos os jornalistas desportivos que têm, através dos seus espaços de opinião ou via redes sociais, rejubilado por finalmente a justiça ter atuado sobre uma organização sobre a qual há muito recaíam graves suspeições de corrupção.

É normal que o façam. As críticas da comunicação social portuguesa sobre a forma como opera a FIFA já vinham de trás, até feitas de forma bastante explícita considerando os limites devidos a quem ainda não foi condenado ou, neste caso, nem sequer formalmente acusado.

O que já não é tão normal é que esses mesmos jornalistas façam uma espécie de voto de silêncio perante outras situações igualmente óbvias que há anos se passam em Portugal. Aliás, nem sequer há um voto de silêncio: a maior parte até fala sobre o assunto, mas apenas para negar que se passe alguma coisa menos legítima no futebol português.

Há árbitros que erram sistematicamente de forma grosseira a favor dos mesmos? Negação. Há árbitros que praticam critérios disciplinares diferentes em função da cor das camisolas? Negação. Há um Conselho de Arbitragem que, contra o mais elementar bom senso, insiste em nomear árbitros com um historial duvidoso com uma determinada equipa para jogos decisivos em que essa mesma equipa participa? Pede-se um pouco mais de bom senso, mas depois se existem erros decisivos exclui-se a possibilidade de haver má-fé. Há uma luta de poder cíclica entre os mesmos de sempre para ocupar determinados lugares de poder do edifício federativo? Admitem-no, mas quem leia ou ouça os jornalistas e comentadores fica a pensar que querem o poder só pelo poder, e não para usufruírem dele.

A maior parte dos jornalistas prefere ignorar estas situações, ou então atribuir as razões de tais coincidências a simples incompetência, escudando-se na argumentação mais que gasta de que os 3 grandes são sempre os mais beneficiados e que no final as contas equilibram-se. E ai de quem ousar insinuar que existem decisões deliberadas de agentes desportivos que pervertem a verdade desportiva - esses são imediatamente rotulados de fanáticos que apenas lançam suspeições porque querem ver a sua equipa ganhar, custe o que custar. 

Até acredito que alguns desses jornalistas assumam esta posição por se sentirem no dever de "proteger" a indústria do futebol - que é aquilo que lhes põe o pão na mesa -, mas muitos deles perdem a coerência quando se sentem à vontade para lançar suspeições quando os clubes portugueses são prejudicados nas competições europeias. Um exemplo muito concreto: a maior parte dos jornalistas tentou branquear a arbitragem de João Capela no tristemente célebre Benfica 2 - Sporting 0, mas muitos deles não tiveram problemas em dizer com todas as letras que o Sporting foi R-O-U-B-A-D-O em Gelsenkirchen pela equipa de arbitragem russa. Ou seja, admitem que existe corrupção ou tráfico de influências lá fora, mas neste nosso pequeno retângulo querem convencer-nos que todos os agentes desportivos têm as mais puras intenções.

Outros há (bom dia, José Manuel Delgado e Vítor Serpa!) que até nem têm problemas em agitar a bandeira da suspeição quando é o seu clube a sentir-se prejudicado. Estes senhores deviam ser proibidos de dirigir um jornal. E deve ser uma questão de tempo até O Jogo seguir o mesmo caminho, a avaliar pelo desvio que o centro do poder está a sofrer.

É esta a suprema hipocrisia do jornalismo desportivo português: em vez de fazerem o seu trabalho e atacarem o que está mal, preferem inventar uma realidade alternativa mais cómoda - seja por um sentido de ética retorcido, seja por serem coniventes com a agenda de determinados clubes.

Chamaram-me recentemente à atenção de um texto de José Diogo Quintela, escrito em 2006, que assenta que nem uma luva à realidade que se verifica 9 anos depois - e que comprova de forma clara que a postura dos jornais em não perseguir os podres do futebol português é deliberado e parte dos seus próprios responsáveis:



MEXENDO NO LIXO: Este é longo, desculpem lá.

No Sábado, em Alvalade, houve um golo marcado com a mão. Apesar de o árbitro o validar, apesar de Ronny, o marcador, negar tê-lo marcado com a mão, a verdade é que o golo é irregular.
É uma boa analogia para o que se passa nos bastidores do futebol português. Os tribunais consideram as escutas inválidas, a lei pode ser inconstitucional, os intervenientes podem dizer que é uma “situação normal”. Mas a verdade é que as conversas tiveram lugar e que são criminosas.
Apesar disto se passar no futebol, não é nos jornais desportivos que lemos sobre estas coisas, é noutras publicações. Por isso, num inquérito para o jornal Record, quando me perguntaram “o que gostaria de ler amanhã no Record?”, eu respondi “uma notícia qualquer sobre escutas e corrupção, que não seja primeiro dada nos jornais generalistas.”
Passados alguns dias, o director do Record, Alexandre Pais, escreveu isto:

“José Diogo Quintela disse, nestas colunas, que gostaria de ler amanhã no Record "uma notícia qualquer sobre escutas e corrupção que não seja primeiro dada nos jornais generalistas". Trata-se de um desejo difícil de concretizar, pois quando o futebol perder de todo a credibilidade - traído por aqueles a quem dá de comer - aos generalistas não faltarão outros temas para exibir barba rija. Mas, morto o futebol, o Record perderá a razão de existir.

Que mexam no lixo que os tribunais largaram. Nós pertencemos a um circo que vive de emoções - de golos e de erros, títulos e de frustrações. E não temos vergonha disso.”Confesso-me espantado. Por duas razões: primeiro, por dar mais importância a esta resposta do que à que eu dou à pergunta “Morangos com Açúcar ou Floribella”, de superior interesse. Segundo, pela assunção sincera da conivência da imprensa desportiva com as burlas do futebol português.

Há conversas (que ninguém desmentiu) em que se fala de comprar árbitros para influenciar resultados. De jogos de futebol. Que é um desporto. Coberto pelos jornais desportivos. Não totalmente, digo eu.
E Alexandre Pais vem dizer, com desfaçatez, que não vai mexer no “lixo que os tribunais largaram”. Acho que não sabe que, ao não querer falar nisso, Alexandre Pais e os outros jornais desportivos estão, no mínimo, a forrar o caixote onde está esse lixo. É que os tribunais podem ter largado o lixo, mas não foram os tribunais que o fizeram. Foram aqueles que, pelos vistos, “dão de comer” aos jornais desportivos. Curiosa expressão. Julgava que quem dava de comer eram quem pagava, i.e. os leitores.
Pelos vistos, quem dá de comer são os dirigentes a quem os jornalistas prestam vassalagem. Aliás, exagero. Não são os jornalistas. Quem, conscientemente, sonega informação aos leitores, não é um jornalista. É, porventura, um divulgador da actividade desportiva. Faz agendas e dá resultados, vá lá. E a “morte do futebol”, em vez de ser evitada por este silêncio, é ajudada.
Gosto especialmente quando Alexandre Pais diz “. Nós pertencemos a um circo que vive de emoções – de golos e de erros, títulos e de frustrações.” Para já, porque é uma afirmação peca por defeito. É preciso acrescentar que há emoções que são falsas, porque há golos roubados, erros combinados, títulos pagos e frustrações que não têm que ver com o que se passa no campo, mas sim com o que se passa num restaurante qualquer de beira de estrada, onde a um fiscal de linha é prometida uma meretriz e um telemóvel com 3G, novinho em folha.
Depois, gosto da frase porque parece estar a insinuar que quem silencia, fá-lo porque gosta de futebol. Como se nós, os tagarelas e curiosos, não gostássemos. Não só isso, estamos a contribuir para a falada “morte do futebol”. E, como tal, para o fim da razão do Record existir. Mas, tão facilmente como Alexandre Pais diz isto, eu inverto o argumento: quem não gosta de futebol e contribui para a sua morte é quem silencia, e, se é para prestar esse serviço, se calhar não faz sentido o Record existir. Quem diz Record, diz qualquer um dos outros dois diários desportivos que teimam em fingir que nada passa.
Alexandre Pais finaliza com “e não temos vergonha disso”. É de louvar a admissão, mas é redundante. Já se tinha percebido que não têm vergonha. Mas não são os únicos.

Ps – para mais informação, leiam este texto da Leonor Pinhão, n’A Bola. A parte mais sumarenta é esta:

"Há 20 anos, ou talvez mais, dois jogos decisivos da derradeira jornada de uma série qualquer dos campeonatos distritais de futebol terminaram com resultados impensáveis. Qualquer coisa como 18-6, um, e 21-7, o outro.

Na altura eu era jornalista de A BOLA. Todos os domingos recebia as chamadas telefónicas dos correspondentes locais e tomava nota dos jogos e das classificações. O despropósito dos números dos golos daqueles dois jogos motivou-me a querer saber porquê e como e quem.

A curiosidade profissional foi rapidamente satisfeita. Os dois clubes supergoleadores de terras vizinhas disputavam entre si a subida de escalão e estavam igualados em pontos a uma jornada do fim. A temporada iria resolver-se pela diferença de golos. E até nesse pormenor as duas equipas rivais tinham um score idêntico.

E todos tiveram a mesma ideia. Os guarda-redes das equipas adversárias foram amaciados, os árbitros foram sensibilizados, alguns jogadores das equipas pretendentes à subida rubricaram exibições não menos estranhas e marcaram golos na própria baliza. Os dois resultados avolumaram-se até ao ponto da demência. E porquê? Porque cada equipa tinha um espião no campo do adversário. A missão do espião era correr para o telefone do café mais próximo sempre que houvesse um golo e informar os da sua cor da marcha do marcador.
Nunca dois espiões correram tanto e telefonaram tanto. E, assim, dentro das quatro linhas os jogadores iam sabendo como paravam as modas e os golos que tinham de deixar entrar, uns, e que tinham de marcar, outros.
A história tinha pinceladas neo-realistas. Cheguei a falar com algumas testemunhas dos acontecimentos e houve uma (torcia pelo clube que acabou por ficar em segundo lugar e não subir) que me garantiu ter a GNR ajudado o clube adversário ao disponibilizar ao espião os meios sofisticados de comunicação telefónica da sua carrinha destacada para manter a segurança pública do espectáculo.
Recolhida esta primeira dose de informação dirigi-me ao mítico chefe de redacção de A BOLA, Vítor Santos, e, contando o que já sabia, pedi autorização para me deslocar até às duas localidades em questão para fazer uma reportagem.
— Para fazer o quê? — perguntou o meu chefe.
— Uma reportagem. Falar com os dirigentes, com os jogadores, com os espectadores…
— Pois, pois…
— Ia eu e um fotógrafo. É uma grande história, chefe! — insisti num entusiasmo pueril.
Mas não tive sorte nenhuma.
— Sabes, rapariga, eu acho melhor não tocar nisso — disse-me o Vítor Santos.
Olhou-me nos olhos, inclinou-se para trás na sua cadeira de chefe e cruzou as mãos em cima da barriga.
— Não tocar nisso?— Nem ao de leve. Essas coisas existem, sempre hão-de existir mas torná-las públicas faz mal ao futebol e nós, jornalistas, não podemos fazer mal ao futebol." ZDQ




Lembram-se da última vez que algum dos jornais, rádio ou televisão fez uma peça de investigação? Eu não. E nem é por faltarem temas que justifiquem a sua atenção: quem são os senhores que se escondem atrás de Nélio Lucas e da Doyen? Como é que o Benfica não comunica à CMVM uma suposta venda de Cancelo por 15 milhões? Como é que aparece no R&C do Porto uma referência à existência de um empréstimo de um fundo cujas taxas de juro dependem dos valores da venda de Herrera?

Ninguém pergunta nada aos dirigentes nem ninguém se dá sequer ao trabalho de tentar perceber o que se passa, apesar de não faltarem oportunidades para o fazer. Pelo contrário, limitam-se a reportar as versões oficiais sem qualquer espírito crítico, e em alguns casos até chegam a elogiar essas fabulosas vendas e as gestões de quem as consegue concretizar. No fundo não querem incomodar os poderosos do futebol, e isto é para mim a melhor prova de que hoje não existe jornalismo desportivo verdadeiramente independente em Portugal. 

Se queremos investigação, temos que esperar que sejam jornalistas estrangeiros a tomar a iniciativa. E felizmente, há quem comece a fazê-lo. Querem ler sobre o takeover que Jorge Mendes fez à formação do Benfica? Podem fazê-lo AQUI. Querem ler alguém que esteja efetivamente disposto a confrontar a Doyen sobre a sua atividade e sobre a sua versão das polémicas em que estão envolvidos? Podem fazê-lo AQUI. E poderia continuar com outros exemplos.

Por cá é um deserto. Em vez de termos um jornalismo desportivo que comente de forma isenta, reporte factos e investigue situações mais obscuras, estamos cada vez mais limitados a um conjunto de órgãos que vive diariamente para a especulação, para alimentar polémicas e para tentar impingir agendas de terceiros ao seu público, com pouco ou nenhum contraditório. O jornalista desportivo é uma espécie que está em vias de extinção em Portugal, cujo habitat tem sido gradualmente ocupado pela espécie invasora dos redatores de newsletters glorificadas.

86 comentários :

  1. MdC,

    Se fosse só no futebol... No nosso país o jornalismo, em todas as áreas, está completamente alinhado com interesses, mas diversamente com o que acontece noutros países não há necessidade de declarar esse alinhamento com os mesmos e pensa-se que os leitores acreditam na independência das suas notícias.

    Quanto aos consumidores das notícias, infelizmente o espirito critico é nulo e vivem na ilusão duma noticia positiva. No futebol e nesta altura do ano é o de sonharem com a miríade de futebolistas que cada clube irá comprar e as fabulosas vendas que cada um irá fazer.

    SL

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  2. Hoje em dia o verdadeiro jornalismo faz-se nos blogues como por exemplo este. Obrigado por existirem...e por não desistirem!

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  3. "HÁ 20 ANOS, OU TALVEZ MAIS, dois jogos decisivos da derradeira jornada de UMA SÉRIE QUALQUER dos campeonatos distritais de futebol terminaram com resultados impensáveis. QUALQUER COISA COMO 18-6, um, e 21-7, o outro (..)".

    ...a credibilidade disto é qualquer coisa de fenomenal! :-)

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    1. Pedro, é uma transcrição de um texto da Leonor Pinhão no jornal A Bola, sobre algo que se tinha passado anos antes. Não se lembrar ao certo se um resultado foi de 18-6 ou 17-7, e o outro de 21-7 ou 22-6 é um detalhe que não retira importância à ideia que sai do texto.

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    2. alemanha-austria, mundial de 1982. O 1-1 apurava os 2.

      https://youtu.be/7gSie6sqFWg

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    3. aqui com o comentador da ARD, televisão alemã a recusar-se a comentar o jogo quando já ninguém atacava... e depois os gritos da bancada.

      https://youtu.be/p4tpSjeJ28s

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    4. Esse vídeo é muito bom... aliás, deu-me uma ideia para um post futuro... :)

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  4. Mestre,

    A minha humilde vénia.

    A verdade é que este país, ou este mundo, nos tempos que atravessamos, já se desabituou da decência, do aprofundamento de questões, da verificação dos factos e fontes.

    Há blogues que merecem bem mais que jornalistas e paineleiros como os que conspurcam a nossa imprensa e comunicação social em geral.

    Por estas e outras é que venho cá todos os dias.

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  5. Que grande artigo...a pôr o dedo na ferida e a chamar os bois pelos nomes.

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  6. Que isto é uma porca miséria, já se sabia.
    Que os pasquins desportivos estão mais perto duma caras, Maria ou tv guia do que dum jornal também já se sabia.

    Faz mais trabalho jornalístico o Mestre numa semana de artista, do que os jornalistas todos da bola recorde e jogo num ano!

    Mas enfim. O jornalismo tuga é uma vergonha, não é só o desportivo.
    Mas lá fora a coisa também não é muito melhor...
    Há claramente um alinhamento nas notícias que se escolhem mostrar, no lado das mesmas que mais vezes é mostrado.... enfim teorias conspirativas !! Mas nem é difícil aceitar essa possibilidade, se pensarmos que os jornais estão nas mãos de poucos newsgroups..
    Felizmente ,vai havendo umas aldeias gaulesas que ainda têm corajosos jornalistas. Só que, coitados, não há poção mágica.

    Com o que fico Impressionado é com A história do Vítor Santos ...
    Fosgas-se como é possível ?!?
    Pelo que se ouve ou lê, tinha ideia de ser um jornalista a sério.. mas enfim mais do mesmo... ou o princípio da merda...
    Lá está, depois de mortos, eram todos bons em vida!

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  7. Excelente Mestre.

    O jornalismo que temos em Portugal é de facto uma brincadeira. Mistura falta de ética, compadrios, e muita incompetência.

    Continua a desmascará-los neste blog fantástico!!

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  8. Esta os trolls não comentam. Pudera... fazem parte da auto-proclamada estrutura orelhística.

    Lamento apenas a falta de referência a uma investigação, também, a coisas menos claras que se passam ou passaram no Sporting, quando se deixa a sugestão para investigar os restantes. Mas em tudo o resto, o texto está brilhante e devia ser escarrapachado nas páginas de redes sociais e nos comentários dos sites desses pseudo-jornais. Então a hipocrisia assumida do Alexandre Pais é de bradar aos céus.

    Gostaria ainda de ler a opinião do Manha sobre o assunto. :)

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    1. Isto vindo de um Portista tem muito mais piada.

      Sabes que o teu clube foi aquele se recusou comentar escutas, onde os comentadores numa atitude concertada abandonaram programas, ou simplesmente se recusaram a falar??? Que não responderam a uma pergunta dos jornalistas sobre isto?
      Onde a comunicação social tb deixou passar a maior parte disto sem incomodar?

      Com certeza que as terás ouvido e não te vou perguntar se achas que eram culpados ou não. Mas achas normal ninguém ter comentado ? E não se investigar? "porque as escutas eram ilegais".

      Maior prova de vassalagem por parte da Comunicação Social que essa é difícil.

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    2. Ninguém ter comentado?!?!?Acabaste de referir um programa, entre muitos, onde fizeram um auto de fé. Ninguém comentou as escutas do Orelhas, essas não. Nem as do Veiga. Realmente... É o tal manto protector!

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    3. 1 ????. Tiveste 1 que até abandonou o programa verdade mas em todos os outros programas os comentadores afectos ao Porto se recusaram comentar, numa atitude concertada e que foi para mim a maior admissão de culpa que já vi(apenas suplantado pelo teu clube não ter apelado do castigo).
      Porra bem me lembro do Guilherme Aguiar passar o programa todo de braços cruzados a dizer que não comentava escutas ilegais.
      Pelo contrario essa situação do Vieira foi comentada e explicada até porque não tinha comparação possível, se gostaste das explicações isso lá é ctg mas que foi falada e comentada.

      Um abraço

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    4. Bem, sou obviamente suspeito para dizer isto, mas neste momento não vejo qualquer assunto no Sporting que mereça esse tipo de investigação. O de Paulo Pereira Cristóvão seria um candidato óbvio se a justiça não tivesse atuado. Um abraço.

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    5. Por essa ordem de ideias, a justiça também actuou no caso das escutas, Mestre. Havendo vontade haveria matéria jornalística em todos os clubes desde a 1ª liga até aos distritais.

      Tiago Santos, deixa-te disso. Não tiveste 1 programa. Tiveste centenas deles em que o visado era apenas um clube. As escutas desapareceram todas de Coimbra para baixo, foi? Já para não falar do Rui "Chiclas não vai para o Sporting" Gomes da Silva, que passa a vida a falar nisso e esquece-se de referir as escutas do Vieira e do Veiga.

      Vocês controlam a comunicação social, controlam a APAF, controlam o Marítimo, o Belenenses e agora vai ser o Tondela e o União da Madeira. Já sabem quais os jogadores que vão emprestar e ter opção de compra? A título de curiosidade, os adeptos do Tondela, quando foram jogar a Guimarães, deslocaram-se em carrinhas da casa do Benfica de Tondela. Só por aí, já dá para perspectivar o que aí vem. Mas vocês pensam que andamos todos a dormir...

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    6. E acrescento as escutas do João Rodrigues, também. Então desse, nunca mais acabam.

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  9. O certo é que pouco a pouco assiste-se a esta "adoutrinação" dos meios de comunicação a favor de certas cores e orientações clubísticas.
    Durante estes dias se ligassemos a televisão, como até já se disse aqui, ficariamos certamente em sobressalto pela contratação de Jesus (caro, polémico e egocentrico) e mais descansado com Rui Vitória (sério, formador e benfiquista).

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  10. Tema muito interessante, Mestre.
    No entanto os jornalistas dos jornais desportivos ainda investigam bastante. Basta ver as contratações que, por exemplo, o Sporting vai fazer e principalmente aqueles certezas com fontes de um jornal, cuja fonte é outro, que recolheu de outro e..........afinal foi de boca lol

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    1. Ahahah, sim, muito se investiga nas possíveis contratações!

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  11. Mdc antes de mais perguntar se não havia nenhum tema ligado ao seu Sporting de Lisboa que pudesse ser investigado a fundo? Desde o sobrinho, passando pelo ppc e terminando no plano roquete da para arranjar algo ou não? Registar essa indignação pelo zd quintela... Mas a época como estavam no bolso do dono não houve indignação... O único indignado foi o rap a criticar o jornal por silenciar ficando do lado do ms Tavares.
    Agora diga uma coisa... Eu vi boas notícias do jornal a bola em dezembro e vi tudo ser desmentido e de estarem ao serviço dos rivais... Afinal tudo que era mentira, invenções e destabilizacao... Era verdade! Eu se fosse jornalista e fizesse o meu trabalho mas depois visse tudo ser desmentido acusando me de tudo quando afinal era tudo verdade... A investigação jornalística faz falta mas é aos outros... No vosso querem é a doutrina oficial. Compare as acusações de Dezembro a cs e o reconhecimento de que estiveram certos? Pois não há reconhecimento.
    Quanto a parte que fala do Benfica... Já se deu conta que o facto de ser um jogador sem jogos na equipa A possa fazer com que o Benfica não considere um negócio relevante para a sad? Sabe que não há limite para informar a CMVM?
    Um abraço bicampeão...

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    1. Pela minha parte todos os temas ligados ao SCP(ainda estamos na idade de fazer piadinhas com nomes??) devem ser investigados se relevantes tal como para qualquer outro clube. O que está a falar do jornal A Bola em dezembro eram um rumor, que se veio a revelar acertado, o que para a temática em debate (ausência de investigação jornalística nos temas obscuros do futebol) tem de relevância 0. O que pretende dizer efetivamente com isso? A investigação jornalistica faz falta a TODOS!!! E se gosta efetivamente de futebol era por isso que devia lutar.
      Reconhecimento à CS??? Então mas quando se verifica o inverso em 90% das vezes também vê alguma retificação por parte dessa mesma CS?
      Fico também esclarecido sobre o facto dos reguladores da CMVM terem o insólito oficio de ver os jogos do Benfica B e recorrer à estatística para saber se devem ou não pedir esclarecimentos ao invés de ter em conta a "teórica" entrada de uma grande quantia monetária numa sociedade cotada em bolsa. Mas como digo, estamos sempre a aprender!
      Abraço e agradeço a lembraça do bicampeonato, sabendo que pelos acontecimentos de ontem não foi infelizmente possível chegar ao tri.

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    2. Olha lá Nuno Bobby tareco Martins um dia ainda morres afogado na tua ignorância.que comentário tão BURRO.

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    3. Nuno, as SADs são obrigadas a reportar qualquer transação materialmente relevante. Isto depende do valor (não é um limite rígido) e não do estatuto do jogador. 15 milhões é um montante materialmente relevante para qualquer clube português. O Benfica tinha que reportá-lo caso a venda tivesse sido desse valor. Aliás, reportou 2 vezes a de André Gomes, que exatamente do mesmo montante...

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    4. Mdc mostre lá a lei onde diz que deve reportar a partir de x valor... Falam falam mas mostrar a lei nada...Porque não existe.

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    5. Nuno, tanto quanto sei não há um limite rígido a partir do qual se deve reportar à CMVM.

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  12. há limites, sim! a partir dos 3 milhões tens de dar informações à CMVM... Estás a ver o Roberto? Sabemos que o Benfica o vendeu 2 vezes por ter sido sempre ("sempre"... eheheheheh...) acima dos 8 milhões...

    A sério... não há pachorra prá ignorância dos ORCS...

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    1. Convém saberem do que falam.
      Mostra ai a lei que fala dos 3 milhões por favor. Fico a espera. Quando não encontrares tb podes cá vir dizer. E se te esforçares um pouco pode ser que até encontres como realmente funciona.

      Isto é com cada calinada.

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    2. Apareceu mais uma mentirosa... Onde leste isso dos 3M? O vosso problema é muito esse... Não sabem as leis e depois queixam de que estão todos contra vocês.

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    3. "Um técnico da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) disse que as aquisições ou vendas de jogadores pelas SAD de futebol cotadas só têm de ser comunicadas ao mercado se o seu impacto financeiro for susceptível de afectar de forma significativa as cotações das acções da sociedade.

      Sublinhou que, neste contexto, nem todas as contratações ou vendas de direitos desportivos de jogadores constituem informação privilegiada."
      http://www.publico.pt/noticia/transferencias-de-jogadores-nem-sempre-obrigam-a-informar-cmvm-1451049
      Considerando 15M e tendo em conta posteriores pedidos de esclarecimento por parte da CMVM, parece-me que esta quantia motivaria tais pedidos.

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    4. Nuno mas tb escreveste algo em cima que não é verdade. O Benfica como outras empresas tem de informar todas as entradas e saídas de capital que possam por em causa a sua actividade. Isso é feito com Base numa % de activo.
      Desde a incorporação da Benfica estádio e outros empresas na SAD Benfica apenas tem de informar acima (não posso afirmar com toda a certeza ) dos 19/20 milhões. O resto informa quando quer. Penso que é assim.

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    5. Agora é 19/20 porquê? É atirar um número para o ar? (Preferencialmente superior a 15M...)

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    6. Tiago isso não é verdade. Li há uns dias essa teoria num blog qq e logo apareceu alguém que mostrou com o link do artigo que essa regra não existe. Existe uma recomendação e que não fala de valores nem de %! Se me recordasse transcrevia o link. A minha explicação... Que vale o que vale... É que uma transferência de um jogador que nunca jogou na equipa A não é relevante para o mercado.
      André isso parece te a ti baseado no valor... Baseado na influência do jogador não é relevante para o mercado... Logo pode haver perspectivas diferentes.

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    7. Este comentário foi removido pelo autor.

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    8. Mas os responsáveis por fazer os escrutinio deste tipo de transações têm de ter em conta o encaixe financeiro ou a relevância do jogador para a equipa? É óbvio que acho que é a primeira opção, caso contrário obrigarias os responsáveis da CMVM a ver futebol e a fazer análises em função disso, o que me parece não ser de todo o seu trabalho. Até pela ambiguidade desse juízo essa questão me parece descabida.

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    9. Estou a contar como me foi explicado a mim, por quem percebe e não vejo que tivesse razões para me dar tanga. Parte da regra até já consegui encontrar na net.
      O valor a partir do qual o Benfica tem de informar esse ainda não achei de fonte "credível" digamos assim e por isso é que disse que não podia afirmar com certeza. Logo podes dizer que estou atirar para o ar.
      O que sei foi que até agora a CMVM não pediu esclarecimentos de nada e 15 é o que se tem falado por isso eles pediriam esclarecimentos pela tua lógica se o limite fosse inferior.
      É um assunto que tinha bastante curiosidade em ver esclarecido com certezas.

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    10. André por ser ambíguo é que permite diferentes interpretações... É a própria definição de ambiguidade! Tiago não encontraste essa regra porque não existe... 3M pode ser relevante por um titular e o mesmo valor por um da B pode não ser. Se a CMVM tivesse dúvidas pedia explicações.

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    11. Nuno GOZADO Martins não digas asneiras, se não sabes cala essa boca. Porra, tanta ignorância junta numa pessoa....

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    12. Então porquê que o André Gomes já é relevante?

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    13. Ferreira até me dá razão... Exatamente porque o André fazia parte da equipa principal...valor igual mas relevância diferente.
      Carlos até gostava que provasses que o ignorante sou eu... Mas é impossível... Vai votar no godinho. Enquanto eu sou bicampeão tu és bifana.

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    14. Não tens razão nenhuma porque a relevância não se afere pelo facto do jogador jogar na equipa A ou B, mas pelo valor.

      Volto a repetir a pergunta. Porquê que o André Gomes é relevante?E, já agora, porquê que o Bernardo Silva é relevante? Vocês contradizem-se dia sim, dia sim.

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    15. Ferreira, não percas mais tempo a explicar a um CALHÃO. O Nuno Bobby tareco Martins não se informa de nada é como os burros e depois deve pensar que faz uns grandes comentários....não vale a pena....é mesmo CALHÃO. Isto é de uma ignorância enorme, mas o calhão em vez de se informar melhor, prefere chamar os outros de mentirosos....então, tém alguma lógica o que este calhão diz ? Minha nossa senhora.

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    16. Ferreira eu já dei a minha opinião e com factos reais que tu apontas suportam a minha opinião. Se a relevância se medisse em euros na recomendação da cmvm falaria em euros. Não? Porque é que achas que ninguém sabe que é um valor ou % capital social exato? Porque não é e ninguém por mais que procure da com esse valor.
      Voltas a repetir a pergunta e a resposta é a mesma... Não a aceitas porque não sais do raciocínio circular de que a relevância é o preço e o preço é a relevância. O bs foi relevante porque a sad assim entendeu... Quantos mais exemplos deres mais mostras que a relevância para o mercado é algo ambíguo e não um valor exato.

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    17. É evidente que a venda do Cancelo, sendo de *15M*, TINHA que ser reportada à CMVM. 15 milhões é uma verba suficientemente alta para qualquer clube português.

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    18. Exacto, Mestre.

      Ó Martins, então mostra-me lá a recomendação da CMVM onde é referida que a relevância é aferida pela pertença do jogador à equipa A ou B. Que raio de raciocínio. Até me dás vontade de rir. Ai, a do Bernardo que até foi por um valor semelhante ao do Cancelo, se acreditarmos no que foi propalado, já é relevante, tal como o André Gomes, mas o Cancelo já não é relevante. Fuck logic.

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    19. E se um jogador estiver no limbo e fizer uns jogos pelas duas equipas? Opta-se pela relevância ou irrelevância? É à vontade do freguês? Esses valores são mentirosos. Ponto.

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    20. Ferreira vamos lá devagarinho... não deves saber o que é o onus da prova... se tu dizes que há uma obrigação é que tens de fazer prova dessa obrigação!
      Vê se percebes (e não estou a discutir em função dos clubes mas da lei e dos meus argumentos)... eu não digo que a cmvm diz que a relevância para o mercado tem a haver com o numero de jogos, digo que a cmvm não obriga a comunicar independentemente do valor (ex. o porto também não comunicou nada do herrera, porque não achou relevante) e que a relevância para a sociedade é ambígua e não directamente proporcional ao valor, logo a sad (qualquer sad) pode argumentar que a transferência de um jogador da B não é relevante para o mercado. Os teus exemplos mostram isso mesmo. E esse exemplo do limbo volta a incorrer no erro de colocar uma situação especifica... se a sad achar que no conjunto de factores em análise é relevante comunica, se achar que não é relevante não comunica. A utilização da equipa A é a minha (minha, pessoal, não da sad) interpretação para justificar não ser comunicado... a sad optou por não considerar relevante a venda de um jogador da equipa B (mas pode haver outros factores a entrar na consideração da relevância).
      Eu já disse acima que já li em algum lado essa questão de não haver um valor nem uma obrigação, mas uma recomendação que deve ser comunicado o que for relevante, sendo que a relevância é atribuída pela sociedade... profissionalmente estou algo ocupado durante esta semana, mas na próxima semana procuro o local onde vi isso.

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    21. Tu é que começaste com essa história da relevância por o jogador ser ou não da B. Escusas de mandar areia para os olhos, logo, a existir ónus da prova, seria teu. Mas é a tua habitual distorção e incoerência. Nada a que não estejamos já todos habituados.

      Quanto ao resto, percebi-te. É a vontade do freguês. Valores semelhantes no André Gomes, no Bernardo e no Cancelo. Uns comunicam-se outros não. Se o Orelhas acorda bem disposto o Benfica comunica, se o Orelhas dormiu com os pés de fora o Benfica não comunica. Esta fica para memória futura.

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    22. Tirei 10' para uma pesquisa pelo histórico. Cá vai o link original da cmvm: http://www.cmvm.pt/pt/Legislacao/Legislacaonacional/Entendimentos/Anexos/Pages/Entendimentos-da-CMVM-Relativos-ao-Dever-Legal-de-Informa%C3%A7%C3%A3o.aspx
      "1.2. Apresentação do objecto do dever
      O objecto do dever de informação de factos relevantes encontra-se definido no artigo 248.º do Código dos Valores Mobiliários. De acordo com este preceito, os emitentes de acções admitidas à negociação em bolsa encontram-se obrigadas a divulgar:
      quaisquer factos ocorridos na sua esfera de actividade com incidência sobre a sua situação patrimonial ou financeira ou sobre o andamento normal dos seus negócios; ou quaisquer deficiências de que enferme informação sobre factos relevantes que, por não ser completa, verdadeira, clara e objectiva deve ser objecto de uma rectificação imediata.
      Os emitentes de obrigações ou de outros valores representativos de dívida admitidos à negociação em bolsa encontram-se obrigadas a divulgar, quando não sejam do conhecimento geral:
      quaisquer factos ocorridos na sua esfera de actividade que sejam susceptíveis de afectar de modo significativo a sua capacidade de cumprir os seus compromissos; ou
      quaisquer deficiência de que enferme informação sobre factos relevantes que, por não ser completa, verdadeira, clara e objectiva deve de igual modo ser objecto de uma rectificação imediata.
      2. Concretização do conceito de facto relevante
      O conceito de facto relevante constitui um elemento essencial na concretização do dever de informação, pelo que se devem empregar especiais cautelas na sua delimitação. Assim, em primeiro lugar, é sempre necessário que se esteja perante um facto susceptível de influir de maneira relevante no preço das acções ou, relativamente a empréstimos obrigacionistas, que possa afectar de maneira relevante a capacidade de cumprir os seus compromissos, independentemente de, em ambos os casos, se tratar de uma incidência positiva ou negativa, ou de se apresentar com eficácia imediata ou diferida sobre a actividade ou situação económica e financeira do emitente."
      Chega de conversa sobre valores? De associação de relevância para o mercado e valor da venda?
      Um abraço bicampeão. Para os sportinguistas também há bi... bifanas!

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    23. Valores iguais (André Gomes, Bernardo Silva e Cancelo), relevâncias diferentes. Já te percebi. Ou será que pelo facto do valor ser baixo e não o propalado, o Cancelo já não é relevante? Não será para martelar as contas e fazer entrar mais-valias só no papel? Quando me explicares porquê que o André Gomes é relevante e o Cancelo não é, sendo que os valores são iguais, talvez eu acredite no que dizes. Até lá, continuo a acreditar que o Benfica é tão-só a lavandaria do Mendes e do Lim. Simples.

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    24. Respondendo ao comentário antes de por o link. Na 1a x que falei da relevância escrevi "A minha explicação... Que vale o que vale... É que uma transferência de um jogador que nunca jogou na equipa A não é relevante para o mercado." Nota-se bem que é a minha opinião sobre não ter comunicado. Que mantenho e afirmei em todos os comentários logo onde está a distorção ou incoerência? Tu é que andas a volta de que o valor é semelhante por isso a relevância é semelhante e não sais disso. Já vi que afinal não sabes que é quem acusa e não quem defende que tem de provar. .. Mas quem distorce sou eu. Comunicam se não a vontade do freguês mas o que a sad achar relevante comunicar. Qual é a dúvida que ainda persiste para insistir em casos particulares? A regra não obriga a nenhuma, é comunicado o que for relevante.

      Depois de colocar aqui o link já não respondo mais... Como se pode ler tudo o que eu tinha afirmado é suportado nas regras da CMVM. Está provado com as regras quem tinha razão se tem ou não de ser comunicado que era a questão em discussão ("a partir dos 3 milhões tens de dar informações à CMVM"). Eu não tenho de te explicar... Até te dei a minha opinião (que como disse imensas vezes é a minha interpretação mas pode a explicação da sad para não considerar relevante pode ser outra) mas tu não desenvolves, até depois de por aqui a lei e respectivo link não sais do valor da transferência (e não estou a defender a transferência ou o valor... Mas a liberdade de não comunicar a CMVM). Lê onde está definido o que são factos relevantes... Fala alguma vez em valores mínimos? Existe ou não ambiguidade relativamente ao que são factos relevantes e margem para considerar a minha opinião como possível? Se depois tu a aceitas ou não é contigo... O respeito pela opinião dos outros (desde que fundamentada, e a minha é fundamentada na lei em questão, sendo eu a única pessoa que desde o início estava certo quanto aos seus termos) é uma questão de educação e já sempre quem viva melhor em ditadura.

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    25. Mr. Burns, perdão, João Gabriel, és tu?
      Exacto, é a tua explicação, e vale...zero. Porque mais ninguém interpreta a lei como tu. A tua distorção e incoerência reside no facto de quereres fazer crer que a comunicação da transferência do André Gomes é relevante e a do Cancelo não o é, quando os valores são iguais, a SAD é a mesma e respeitam ao mesmo período de transferências. Volto a perguntar: Se os valores são iguais, porque é que a SAD do Benfica releva a transferência do André Gomes e não releva a do Cancelo?

      Nada do que tu dizes está suportado nas regras que transcreveste. Não vejo em lado nenhum que a relevância é aferida pelos critérios que tu argumentas. E não fui eu que afirmei a existência de um valor mínimo para se fazer a comunicação à CMVM. Mas olha que essa da equipa A e B é, de facto, uma inovação irrisória tua. Uma falácia e com o intuito de branquear o que está à vista de todos, mas fazes-me rir. Então se um junior sair por 15M não é relevante, certo? Afinal, é um junior. E eu não desenvolvo porque o ponto é mesmo este. Valores iguais, a mesma SAD, mesmo período de tranferências, um é comunicado e o outro não. Incongruências lampiónicas...

      Que queiras continuar a viver enganado e a gastar tempo para encontrar justificações inverosímeis para os actos obscuros praticados pela tua SAD é lá contigo. Não tentes é enganar os outros.

      A única coisa no qual tu és coerente é na persistência do erro. Mas é um direito que te assiste.

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    26. Podes consultar o perfil de conta.... Voltas aos valores? Ainda não leste o documento da CMVM? Lê e comenta depois. É como estar a discutir com alguém que insiste que o céu é lilás e nem se dá ao trabalho de ir ver. Onde é que a CMVM fala em valores? Esquece lá o valor... Não sais disso. A CMVM determina quais são os factos que devem ser comunicados... E não fala em valores!
      Aquilo que tenho dito desde o início é que a relevância é ambígua e devido a isso cabem lá imensos factores. Voltas a perguntar o mesmo mas não consegues afirmar que o que eu indiquei não pode ser utilizado para justificar a relevância da comunicação... Eu provei que a CMVM não fala em valores...
      "E eu não desenvolvo porque o ponto é mesmo este. Valores iguais, a mesma SAD, mesmo período de tranferências, um é comunicado e o outro não. Incongruências lampiónicas...E eu não desenvolvo porque o ponto é mesmo este" o ponto de partida (valor igual relevância igual) esta errado e já pus aí o texto ds cmvm... E sou eu que quero insistir no erro e enganar os outros?

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    27. Como disse anteriormente é um assunto que gostava de ver esclarecido mas já vi que por aqui existe varias ideias diferentes.

      Hoje no record.
      "Depois, a Cadena SER, recorda ainda o facto de os encarnados não terem divulgado os valores da negociação à CMVM, os 15 milhões de euros, ao contrário do que foi feito com Rodrigo e André Gomes. Fonte do clube da Luz terá revelado àquela emissora que apenas têm obrigatoriedade de comunicar negócios que representem acima de 5% do capital social do clube, algo que causa estranheza aos espanhóis: "No entanto, comunicaram a transferência de 15 milhões, um valor idêntico, no caso de André Gomes"."

      Isto vai de acordo com o disse lá em cima que é por %. E que neste momento se encontra acima dos 15 milhões.
      Mas pronto é um assunto complicado de esclarecer.

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    28. Já agora dizer que da parte do Benfica nunca vi falarem em valores sobre esta transferencia. Coisa que deviam fazer. Acho que todas as transferências deviam ser esclarecidas aos Sócios.

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    29. Sr Nuno Martins a resposta para o porque de uma venda de 15M ser relevante para a SAD do Benfica esta explicita na lei que o próprio postou, ora vejamos:
      "1.2. Apresentação do objecto do dever
      De acordo com este preceito, os emitentes de acções admitidas à negociação em bolsa encontram-se obrigadas a divulgar:
      QUAISQUER factos ocorridos na sua esfera de actividade com incidência sobre a sua situação patrimonial ou FINANCEIRA ou sobre o andamento normal dos seus negócios…”
      “2. Concretização do conceito de facto relevante
      …é sempre necessário que se esteja perante um facto susceptível de influir de maneira relevante no preço das acções”…”que possa afectar de maneira relevante a capacidade de cumprir os seus compromissos”…” se tratar de uma incidência positiva ou negativa, ou de se apresentar com eficácia imediata ou diferida sobre a actividade ou situação ECONÓMICA e FINANCEIRA do emitente”.
      Bem, se no último trimestre a SAD apresenta lucros de 14M, como poder ver nas contas apresentadas pelo clube, é natural que uma venda de 15M seja relevante. Se no próximo trimestre o clube apresentar resultados positivos de, por exemplo, 10M, a venda de um jogador por 15 foi relevante, pois se não o tivesse feito teria tido prejuízo e não lucro. Se tiver resultados positivos de 20M, a venda de um jogador por 15 é relevante pois apresentar 20M ou 5M de lucro é diferente, mostrando um sinal de maior poder financeiro e de gestão acertada. Obviamente estas diferenças são reflectidas no mercado bolsista. Se um clube apresenta prejuízos, os valores das suas acções baixam pois existe menos confiança na sua gestão, sendo que o contrário também se verifica, e quanto maiores os lucros mais bem cotada a sua SAD fica. Claro que, se por exemplo, venderem o Ola John por 2M, é relevante desportivamente e não financeiramente, mas tem que ser reportado pois perdem um jogador de qualidade, o que para o negócio do futebol é relevante. Mas venderem um jogador da equipa B que não seja reconhecidamente um craque ou de grande potencial (como por exemplo se o SCP vende-se o Gauld) não é relevante desportivamente, mas pelo valor em questão, é relevante Financeiramente.
      Se estivéssemos a falar de 100 ou 500mil€, vá ate 1M ou 2M, essa explicação poderia ser plausível, agora 15M não vamos atirar areia para os olhos das pessoas. A única maneira de essa explicação funcionar era se esse jogador pertence-se a um fundo, ou um qualquer empresário, e a SAD receba uma ínfima parte do valor, ai já estaria de acordo consigo. Pois o valor não seria importante para a SAD nem o jogador para o clube.

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  13. É tipo o IVAN CAVALEIRO "vendido" por "15 milhões"... eheheheheh! Oh pá...! Nos últimos 15 anos temos visto 2 fanómenos, ano após ano:

    1) o benfica aumenta o passivo...
    2) O Orelhas sobe no ranking dos mais ricos de portugal...


    Ano após ano...

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    1. Ivan GANGALHEIRO

      2013/2014 (BENFICA) - 8 JOGOS / 0 GOLOS
      2014/2015 (CORUNHA) - 34 JOGOS / 3 GOLOS - abaixo do postiga, portanto...
      2014/2015 (PETER LYNN F.C.) - CONTRATADO POR 15 MILHÕES...

      ahahahahah!

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  14. IVAN cangalheiro:

    2013/2014 - (Benfica) 8 jogos / 0 golos
    2014/2015 - (Corunha) 34 jogos / 3 golos
    2014 /2015 - vendido por 15 milhões ao peter lynn...

    Niguém pára o benfica oh-le-oh...

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  15. João Cancelo - 13 jogos (em todas as competições...) plo Valência... VENDIDO POR 15 MILHÕES!!!

    Moral da estória...? Pior cego é aquele que não quer ver

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  16. Da série... "o apito ENCORNADO"...
    https://www.youtube.com/watch?v=kgB1SNWwRCI

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  17. Da série "non passa nada" e todos nós temos de pagar os calotes do Vieira porque os lã-piões não dão o cu ao manifesto... http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/estado_assume_divida_de_luis_filipe_vieira_ao_bpn.html

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  18. Em cheio Mestre.Jornaleiros "comprados" é o que não falta neste país e estão bem domesticados.

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  19. Da Saga "ninguém COBRA o Benfica oh-oh-oh"
    http://videos.sapo.pt/0Uruw2GhN7q7MECSP4ZT

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  20. Do épico... "o rigor dum gestor de eleição"...
    http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=402&id=56014&idSeccao=6107&Action=noticia

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  21. E... finalmente... citações do "Livrinho Vermelho" de Luís Filipe "Mao" Vieira...
    http://satyr.blogs.sapo.pt/20511.html

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  22. Nuno BOBBY TARECO Martins GANDA BAILE QUE ESTÁS A LEVAR DE UMA MULHER.... he,he,he

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    1. A Rute em 2 posts mentiu em 2 logo nem tenho interesse em lhe responder.
      A ti só te digo... Benfica bicampeão.. Sporting bifanas.

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    2. O bicampeão foi GOZADO. he,he,he. O GOZADO VOLTOU, O GOZADO VOLTOU LAAAAAAAA.

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  23. 1ª vez que comento, grande posta caro MdC, os jornais , segundo eles, têm que satisfazer o mercado, e o mercado exige este tipo de jornalismo chiclete, mastiga deita fora, sem sumo ou conteúdo, e claramente de agenda.

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  25. Há que continuar a malhar naquilo que mais dói aos corruptos e aos que andam no mundo do futebol, apenas para enriquecerem, manipularem e favorecerem sempre os mesmos. A verdade é sempre revolucionária, mesmo que nos possa atingir. É necessário continuar a bater na "besta negra" dos interesses ocultos e manobras obscuras, no mundo da bola. E a CS é um dos campos mais importantes, onde os figurões forçam a sua influência, para melhor moldarem as consciências. Que este blogue continue a lutar pela transparência e pela verdade.

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    1. Martins, infelizmente a blogosfera tem uma voz pouco significativa... somos os fanáticos que são capazes de tudo para ver o seu clube ganhar... Um abraço.

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  27. «No Sábado, em Alvalade, houve um golo marcado com a mão»

    E num 'sábado' anterior em que o Ricardo (ai que saudades...) defendeu um golo (não é calinada, ele defendeu mesmo um golo) sentado dentro da baliza e encostado à rede do fundo...

    Aí não foi corrupção, foi apenas um mero lapso...

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