Excelente arranque de temporada com cinco vitórias em cinco jogos para o campeonato, apuramento no playoff da Liga dos Campeões e vitória na primeira jornada na Grécia. Adversário direto acabado de perder três pontos de forma inesperada. Receção a uma equipa da segunda metade da tabela. Era uma noite que tinha tudo para correr bem, certo? Nem por isso. Havia um borrego para matar contra uma equipa que vinha com uma estratégia de estacionamento de autocarro atrás e risco zero à frente, havia a questão de mudança de chip das competições europeias para as competições nacionais ao mesmo que tempo que se procurava fazer algum tipo de gestão física da equipa, e, veio-se a perceber cedo, havia também uma equipa de arbitragem que vinha complicar aquilo que pudesse ser complicado.
O resultado de tudo isto foi um jogo completamente controlado pelo Sporting, mas em que a equipa nunca demonstrou grande interesse/capacidade em pôr uma intensidade elevada na procura do golo a partir do momento em que se viu a ganhar. Jogo morno, que só aqueceu com os dois grandes golos que resolveram a partida e com a fricção da agressividade excessiva de certos jogadores do Tondela consentida pelo árbitro Manuel Oliveira.
A importância de se ter especialistas - duas das grande lacunas da época passada - livres diretos e remates de meia-distância - parecem plenamente resolvidas com as entradas existentes: Bruno Fernandes, Mathieu, Iuri e Acuña, aos quais ainda se pode juntar Alan Ruiz na parte dos remates de meia-distância. No primeiro golo, Cláudio Ramos estava posicionado para um livre batido pelo pé direito e não teve quaisquer hipóteses perante a irrepreensível execução de Mathieu com o pé esquerdo (no futuro poderemos também tirar dividendos da dúvida que os guarda-redes terão sobre qual dos dois marcará). E o segundo golo foi mais um momento de génio de Bruno Fernandes, totalmente repentino e intencional. Basicamente, tudo isto acaba por redundar na importância de se ter executantes de grande qualidade, que são aqueles que garantirão mais pontos em cenários de maior dificuldade. O muito dinheiro que se paga por jogadores destes não é um gasto, é um investimento.
Borrego morto - o Tondela apostou na mesma fórmula dos anos anteriores: risco zero, tentando a sorte exclusivamente através de contra-ataques ou bolas paradas. A probabilidade de sucesso em conseguir pontos nunca seria grande, mas também era assim nos dois anos em que vieram cá roubar pontos. Felizmente, desta vez a história foi diferente e matou-se um borrego que, sendo ainda pequenito, já incomodava bastante.
Pouco futebol - Jesus não fez demasiadas alterações em relação ao que é, atualmente, o melhor onze do Sporting, mas a qualidade de jogo acabou por desiludir. Houve vários fatores a contribuir para isso: marcámos cedo, e a equipa pareceu satisfeita por poder gerir o 1-0 - com os riscos inerentes a essa opção -, há jogadores que estão desgastados pela sequência de jogos a que têm sido sujeitos, e o Tondela manteve-se sempre acantonado no seu meio-campo, sem correr qualquer risco na frente mesmo em desvantagem. Na primeira parte o Sporting teve apenas três oportunidades: o golo de Mathieu, o remate em arco de Iuri que saiu a rasar o poste, e o remate de Bruno Fernandes ao poste. Na segunda parte, até ao segundo golo, também houve pouco para ver. Foi um jogo que valeu apenas pelos golos.
Pouca fluidez no ataque - o público de Alvalade parece ter perdido a paciência de vez com Alan Ruiz, e compreensivelmente: o argentino bem tentou, procurou sempre a bola, mas fez um jogo paupérrimo, com inúmeras bolas perdidas e incapacidade quase total de ligar o meio-campo e o ataque. Mas não é justo colocar-se apenas nele a responsabilidade pelo fraco futebol apresentado. Iuri e Piccini foram incapazes de construir jogo pela direita - para além da falta de entendimento mútuo, Iuri raramente teve espaço, enquanto o italiano continua a revelar uma angustiante capacidade de saber o que fazer à bola quando passa a linha central. Do outro lado, Coentrão raramente subiu e Acuña nunca conseguiu gerar desequilíbrios. Bruno Fernandes, ocupado num papel mais de combate, também poucas vezes apareceu com bola junto à área do Tondela. Resultado: Dost passou mais 90 minutos sem oportunidades para marcar.
MVP: Mathieu
Nota artística: 3
Arbitragem: deplorável. Manuel Oliveira teve um critério incompreensível na marcação de faltas e na exibição de cartões, permitindo uma agressividade excessiva aos jogadores do Tondela. Para além dos vários amarelos perdoados, devia ter mostrado o vermelho a Ricardo Costa por agressão sobre Alan Ruiz. O fiscal-de-linha também assinalou um fora-de-jogo inexistente a Bruno Fernandes quando este ficou na cara do guarda-redes e atirou ao poste, na recarga a uma defesa incompleta ao remate de Alan Ruiz.
E vão seis vitórias em seis jogos, com cinco pontos de avanço sobre o Benfica e aguardando o resultado da complicada deslocação que o Porto terá mais logo. Agora é poupar os onze titulares na Taça da Liga e ter o foco total na visita ao Moreirense.


" A verdade e o azeite(eiro Oliveira da Serra) vêm sempre ao de cima"
ResponderEliminarProvérbio popular
Correcção: seis vitórias em seis jogos
ResponderEliminarReparei agora que os 5 em 5 referiam-se ao pré jogo, escrevi sem ler até ao fim... podes apagar o comentário e nao publicar este...
ResponderEliminarBoa vitória num jogo tranquilo, apenas complicado pelo padre, que vinha com vontade de rezar a missa.
ResponderEliminarImporta continuar a trabalhar sem pensar nos outros candidatos ao título. Se ganharmos os nossos jogos todos somos campeões. Os outros que se preocupem com os seus problemas.
Muito saborosa esta vitória!
ResponderEliminarArbitragem deplorável, daquele tipo de arbitragens que o VAR jamais resolverá. E se o Bruno Fernandes não estava fora de jogo nesse lance... Mais vergonhosa é, em caso de dúvida deixa-se jogar, ainda para mais havendo VAR. Ou seja o fiscal não pode mesmo ter tido dúvidas que havia fora de jogo. Foi claríssimo aos olhos dele. Ou isso ou então é só mais um padre ao serviço dos corruptos. Enfim...
Dar ritmo às segundas linhas na terça e entrar com tudo em Moreira de Cónegos!
Começa a emergir algo de intangível mas ao mesmo tempo fundamental para o sucesso de um grupo de trabalho: a teia de cumplicidades entre os seus elementos. Assente na fortíssima solidariedade existente em todos. Roçamos aquele ponto a que aludia o Peter Schmeichel: ganhar mesmo quando não se joga tão bem. Atenção que este 'não jogar tão bem' esteve muitos furos acima do que se jogou todo o ano passado e uns tantos acima da maioria dos jogos do 1º ano JJ.
ResponderEliminarI have a dream
Mestre,
ResponderEliminarSerá que a Sagres vai recuperar a publicidade do frango, colocando o Varela como protagonista?
http://oartistadodia.blogspot.pt/2015/02/cervejas-charlies-e-cinismo.html?m=1
Espero que não, o Varela foi um homem íntegro o ano passado, não merece ser enxovalhado. Assim como o Patrício nunca mereceu o que lhe fizeram.
EliminarBoa tarde Mestre.
ResponderEliminarContinuamos em GRANDE, pleno de vitórias no campeonato em seis jornadas e apenas um empate em 9 jogos oficiais, quem diria?!!!
Esperava um jogo difícil pelas mesmas razões que o Mestre aqui apresentou na antevisao. Esperava uma equipa com algum cansaço devido ao acumular de jogos disputados neste mês e meio. Tudo aconteceu assim, vi jogadores com alguma dificuldade e com pouco discernimento na hora de soltar a bola o que denota também cansaço mental. A grande diferença é que esta época temos jogadores de grande capacidade de sofrimento e entre ajuda, jogam em prol da equipa e não interessados na performance individual, e aí JJ tem toda a razão, quem veio trouxe mais qualidade e felizmente vieram cabeças sãs!
Foi novamente contruido um resultado à BOMBA! coisa que não viamos há tantos anos em Alvalade. Parece que André Cruz reencarnou em Mathiew e Balakov reencarnou em Bruno Fernandes! TEMOS EQUIPA E VEMOS COMPROMISSO DE TODOS é tão agradável ver isto, até JJ mudou o seu discurso nas CI puxa pelo NÓS e não pelo EU.
Queria referir a arbitragem VERGONHOSA realizada pelo padre de serviço, Hélder Tavares e Ricardo Costa levaram um jogo inteiro a dar pau, são amarelados ao fim! Ricardo Costa faz 2 agressões (Alan Ruiz e a Iuri) onde estava o VAR?!!!
Destaque para Bomba Fernandes que sem chouriços faz Puskas em todos os jogos! e preocupação por William que com esta azia está ainda melhor que a época passada!
Ontem foram 6 pontos conquistados que até podem ser mais, vamos esperar de cadeirão pelo resultado de Vila do Conde.
Ontem tivemos a presença do nosso CR7 é para todos um orgulho ter este SPORTINGUISTA entre nós. Fez-me lembrar as visitas de Guardiola ao anexo do cc Colombo vestido de matrafona como se fosse para o carnaval de Torres! eheheh todos o procuravam, ninguém o encontrava!!! Só mesmo daquela gente "iluminada" eheheh!
ResponderEliminarEste jogo tinha tudo para ser um habitual Sporting - Tondela, ou seja, um a atacar e o outro a defender.
ResponderEliminarOntem foi de maneira diferente. Sporting a atacar com cabeça e o Tondela excessivamente defensivo e agressivo, com a conivência do árbitro.
Então aquele Ricardo Costa a andar atrás de todos a mandar papaias, muitas das vezes a passar em frente do árbitro e ele, pura e simplesmente, deixava andar. Sem esquecer o tempo tãoooooo demorado para apontar os lances de bola parada. Que vergonha para promover um futebol mágico e virtuoso.
Não concordo com a crítica ao Piccini. A verdade é que ele não tinha com quem jogar na frente, já que o Iuri não está habituado ao que fazer. Aliás, o Iuri não defende! É muito giro vê-lo a marcar livres contra o SLB e o resto, mas ele não defende!
Bas Dost sozinho, faltava um Podence/Doumbia.
É isto. Mais 3 pontos, vamos lá!!
Volto a dizer o que ando a dizer há uns tempos e que é cada vez mais evidente, Bas Dost só participa num momento do jogo que é a finalização. Alheia-se de tudo o resto.
ResponderEliminarPor aqui continua-se a dizer que a equipa não criou oportunidades para ele, quando é ele que não tem andamento para um futebol bem jogado e envolvente. Não liga a equipa, equipa joga com menos um.
Ontem há um lance de transição em que o Gelson vai a conduzir em velocidade pela direita, estavam 3vs3 a entrar no meio campo do Tondela, um lance de claro potencial, e o Bas deliberadamente ignora o lance vira costas ao jogo e vai correndo devagar para a área à espera que o Gelson de qualquer forma vá à linha e cruze para ele atacar futebol.. Já não se joga futebol assim, só uma equipa sem ideias (como a do ano passado) passa a vida a bombear bolas para área à espera que alguém resolva. O Gelson ficou sem qualquer linha de passe, teve de abrandar e foi facilmente apanhado pelos defesas, perde a bola. Os adeptos começam a mandar vir com o Gelson (incrível!!)
No lance do remate perto do poste do Iuri, tudo começou mal por a bola ter ido parar aos pés do Bas no início. Lento, tecnicamente inferior, teve de parar e puxar a bola para o pé direito para enviar a bola para o Iuri do outro lado do campo. Basta olharem outra vez para a jogada.. Com Doumbia, Gelson, Podence, Bruno ou Acuna, a bola era conduzida em velocidade ganhando metros, e o mais provável era a finalização ocorrer apenas com o guarda-redes pela frente. Iuri ia fazendo um grande golo, mas o problema é precisamente esse. Só com um grande golo se desfazia daquela situação pois já tinha um defesa à frente.
Uma equipa campeã joga à bola, do guarda-redes ao ponta de lança, em todos os momentos do jogo!
Jesus continua sem solução para ele... mas como é obvio não o quer deixar cair um homem que em 2 oportunidades mete 1. Nestes jogos contra equipas que só defendem ainda dá para jogar porque a qualidade dos outros jogadores compensa o jogar com menos um. Mas Bas Dost está a ficar apertado, tem de as meter lá para dentro com maior eficácia ainda.. o que é quase impossível. Ontem tem uma que chega atrasado... e era essa. Tinha de a meter. Porque em todos os outros toques que dá na bola (ou que não dá, alheando-se do jogo) é um jogador absolutamente mediano.
Isso não é verdade.
Eliminarahahah.... parece que nunca viu o Dost a correr e a tentar fechar nafrente. Pode ter tido um jogo menos conseguido mas mediano é que ele não é. Se resolve jogos e marca 2 em cada 3 é importantíssimo para o nosso Sporting e se lhe fizerem marcação cerrada há outros jogadores que ficam libertos para resolver como o Bruno Fernandes.
EliminarSL