Entrincheirados. Contra uns gunners de reserva, Tiago Fernandes demonstrou ambição e arrojo ao apostar em Miguel Luís em vez de Petrovic no lugar que era de Battaglia. Queria uma linha média capaz de trocar a bola e estabelecer-se no meio-campo adversário, procurando sair com a bola jogável. No entanto, a realidade sobrepôs-se às boas intenções do técnico interino: a pressão alta do Arsenal anulou facilmente as nossas iniciativas com bola, acabando a história do jogo por se resumir a um Sporting enfiado na área sem capacidade para ameaçar a baliza de Petr Cech. Valeu-nos a disciplina tática e o espírito de sacrifício dos jogadores, que nos proporcionaram um resultado indiscutivelmente positivo face às circunstâncias. Ou seja, resumindo: foi mais um jogo à Peseiro, mas sem a parte do pé-frio.Disciplina na resistência - o jogo teve um único sentido. Mesmo sendo verdade que o Arsenal não carregou demasiado na procura do golo, dominou claramente o jogo e encostou o Sporting à sua área. Ainda assim, foram poucas as situações realmente aflitivas: a disciplina tática e concentração dos nossos jogadores permitiu-nos anular quase todas as iniciativas inglesas. Destaque para Coates e Mathieu - que mesmo na expulsão esteve bem, evitando um mal maior -, e para a tranquilidade de Renan dentro e fora dos postes.
Coragem debaixo de fogo - a aposta em Miguel Luís faz todo o sentido numa perspetiva de futuro imediato. Querer sair a jogar em vez de recorrer ao chutão para a frente, também. Não resultou porque não há tempo de treino suficiente que anule os meses de vícios peseiristas, e há que reconhecer que o nível do adversário não ajudava ao sucesso da estratégia. Tiago Fernandes preferiu arriscar em vez de perder mais tempo, e fez muito bem. Mereceu a felicidade do resultado alcançado.
Invasão de Londres - absolutamente incrível o apoio dos sportinguistas que se deslocaram ao estádio. Foram enormes!
Invasão de Londres - absolutamente incrível o apoio dos sportinguistas que se deslocaram ao estádio. Foram enormes!
Cessar-fogo unilateral - 0 remates à baliza em 180 minutos contra o Arsenal é uma estatística aterradora que demonstra bem o estado atual do futebol do Sporting. Contam-se pelos dedos das mãos as vezes que conseguimos fazer 5 passes no meio-campo inglês. O momento mais angustiante foi vivido no único canto que conquistámos: em vez de tentarmos aproveitar a presença de Dost, Coates e Mathieu na área, optámos por marcá-lo de maneira curta, com passes sucessivos para trás até chegar ao círculo central, de onde bombeámos para... um fora-de-jogo. Ou seja, mais uma vez fomos completamente inofensivos e o empate acaba por ser um prémio que, do ponto de vista ofensivo, nada fizemos por merecer.
Missing In Action - ninguém pode pôr em causa o esforço dos jogadores durante os 90 minutos, mas não podemos ficar satisfeitos apenas com o empenho. A verdade é que, esforço e disciplina tática defensiva à parte, houve vários jogadores que foram uma completa nulidade. O flanco direito formado por Bruno Gaspar e Diaby funcionou terrivelmente - ofensivamente não me lembro de nenhuma incursão que chegasse ao último terço adversário, e defensivamente foi o local por onde o Arsenal conseguiu encontrar mais facilidades -, Bruno Fernandes continua a léguas daquilo que sabe fazer e teve a agravante de ter feito o atraso disparatado que provocou a expulsão de Mathieu -, e Montero foi incapaz de segurar uma bola e de utilizar os (poucos, admito) apoios que iam aparecendo. Tudo junto, não admira que tenhamos passado 90 minutos enfiados na nossa área.
O empate acaba por ser um excelente resultado, não só pela conjuntura atual do Sporting, não só pela forma como a partida decorreu, mas também pelo vitória surpreendente do Qarabag na Ucrânia, que nos coloca com pé e meio na fase seguinte da Liga Europa.
Bom, estamos na luta pela 🏆 Europa! Agora dar soba no 🗝🗝🗝!
ResponderEliminarPouco ou nada mais há a acrescentar - talvez que, com Peseiro, estaríamos a dizer "quase que empatamos".
ResponderEliminarNão quero deixar passar em claro: a ser verdade o título de capa d'onojo -"sportingistas (?) insultaram jogadores durante o seu passeio em Londres"- terá sido uma atitude inqualificável e inaceitável.
Teremos mais terroristas à solta, agora em Londres?
Não concordo muito com essa do jogo à Pezero. Até gostei da linha apresentada pelo Tiago Fernandes. Depois dos quatro meses de horror, foi uma lufada de ar fresco. Obviamente fomos encostados às cordas por um adversário infinitamente superior, mas sem apresentar uma equipa com três pivôs defensivos como a que, vergonhosamente, apresentá-mos em Alvalade, num jogo onde ficou provado que, com ambição podíamos ter saído com um resultado positivo. Ainda me recordo do discurso tenebroso do PeZero a regozijar-se por termos perdido apenas por um golo quando a maioria das outras equipas, quando jogavam contra o Arsenal costumavam perder por três.
ResponderEliminarOntem o Petrovic entrou a seis minutos do fim e foi útil à equipa, com o PeZero teria jogado de início e muito provavelmente teríamos perdido o jogo.
Agora temos que esperar pelo novo treinador, sendo que primeiro temos, e vamos, ganhar ao Chaves. Eu acredito neste plantel do Sporting, precisa duns ajustes, é certo, mas que poderão ser colmatados em Janeiro com o regresso de alguns dos jogadores que foram erradamente emprestados pelo PeZero e com mais uma ou outra contratação cirúrgica.
Agora, não nos podemos esquecer que há muito entulho para despachar, de forma a não aumentarmos as despesas salariais.
Não somos assim tão inferiores, mas o que fica na história não são aqueles que cumprem o que são capazes, mas aqueles que tentam exceder-se.
EliminarO Sporting parecia o Elvas quando vinha jogar no velhinho Alvalade nos anos 80: a frota toda à frente da baliza, chutão para a frente e fé em Deus e, no fim, todos contentes por arrancarem um empate a zero!
ResponderEliminarTiago Fernandes é um técnico que conhece bem os jogadores e está próximo deles, principalmente os mais jovens que treinou nos juniores (e onde foi campeão). Foi importante em tranquilizar o plantel depois do caso Alcochete.
ResponderEliminarDepois de ganhar um campeonato nos juniores, e atendendo a ser muito novo, e ainda ao facto de ter um pai futebolista do SCP, sempre acreditei que um dia Tiago seria treinador da equipa principal.
Para já notou-se um cunho pessoal no jogo com Arsenal. Equipa mais coesa e sólida a defender, no ataque faltou alguma clarividência e ambição, talvez para não dar abébias ao Arsenal. Lançou um jovem que conhece bem para substituir Batta. O azar de uns é a sorte de outros. Fez aquilo que mais nenhuma equipa nacional conseguiu no estádio Arsenal: ganhar pontos. Esta época apenas Liverpool e Man City conseguiram tirar pontos naquele estádio. Isso já é um feito para o Tiago.
Peseiro: perdeu em casa com Arsenal
Tiago: empatou fora com Arsenal
Espero que o clube nunca cometa o erro de dispensar o Tiago, um técnico humilde e um bom profissional que gosta do clube. Afinal filho de peixe sabe nadar.
É preciso saudar Varandas que teve coragem de lançar Tiago (já conta com 1 título CV) quando Cintra teve medo e contratou um técnico que não ganhou títulos no clube no passado e atendendo a que é mais velho. Conclusão: para quê gastar dinheiro num técnico quando havia uma boa solução dentro do clube e mais económica? E podia-se continuar a analisar outras opções tomadas por Peseiro e Cintra como a dispensa de alguns jogadores promissores.
Já é tempo do SCP parar para olhar para os bons valores que tem dentro do clube.