quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Álgebra Keizeriana

Fonte: zerozero.pt
Os insucessos irão chegar mais cedo ou mais tarde - e até é bem possível que tenhamos que lidar com um já no próximo domingo em Guimarães -, mas podemos e devemos ir apreciando o momento. Um momento que nos devolveu a vontade de ir ao estádio, que nos devolveu a alegria partilhada com aqueles que estão sentados ao nosso lado, que nos devolveu a confiança de que um mau resultado acabará por ser virado com maior ou menor dificuldade.

Dá um enorme gozo ver esta equipa jogar. 

É legítimo dizer que o nível médio dos adversários tem sido relativamente baixo e que existem deficiências individuais e coletivas que os adversários poderão aproveitar a qualquer momento. É verdade que a fórmula para a solidez defensiva ainda está por encontrar. No entanto, enquanto o futebol for um jogo em que ganha a equipa que marcar mais golos durante os 90 minutos... estaremos definitivamente mais próximos do sucesso com a filosofia que Keizer está a implantar na equipa do Sporting, mesmo com todas as fraquezas que lhe possam apontar.

Tudo isto porque vai encontrando soluções onde o treinador anterior só via problemas. 

Jesus falava no rolo compressor, e é precisamente isso que este Sporting tem sido: em organização, em transição, de bola parada, seja através de shitty goals ou de obras de arte individuais ou coletivas (ontem mais uma no segundo golo de Dost), a bola tem entrado nas balizas adversárias de todas as formas e feitios e a um ritmo capaz de suportar alguns momentos de desacerto defensivo. Ao longo destes sete jogos nunca marcámos menos de três golos e nunca sofremos mais de dois - e isso, não sendo garantia para nada no futuro, tem de ser devidamente valorizado.

O jogo de ontem com o Rio Ave? Tirando a parte de não termos de recuperar de uma desvantagem, foi exatamente aquilo que foram os jogos com o Nacional e com o Aves. Por isso, em vez de escrever sobre a vitória de 5-2 que nos qualificou para os quartos de final da Taça de Portugal, hoje vou deixar alguns números dos 7 jogos que o Sporting realizou sob comando de Marcel Keizer.

0 derrotas
0 empates
0 golos sofridos num jogo (Vorskla)
0 jogos em superioridade numérica
1 golos sofrido em quatro jogos (Vildemoinhos, Qarabag, Rio Ave, Aves)
1 jogo em inferioridade numérica (Aves, a partir dos 55')
1,1 golos sofridos em média por jogo
2 reviravoltas no marcador
2 golos sofridos em dois jogos (Nacional, Rio Ave)
2 golos de diferença na vitória mais magra (3-1 em Vila do Conde)
3 golos marcados em dois jogos (Rio Ave, Vorskla)
4 golos marcados em dois jogos (Vildemoinhos, Aves)
4,3 golos marcados em média por jogo
5 golos marcados em dois jogos (Nacional, Rio Ave)
5 golos de diferença na vitória mais gorda (6-1 em Baku)
6 golos marcados num jogo (Vorskla)
6 golos marcados por Diaby
7 jogos
7 jogos em que Bruno Fernandes contribuiu com pelo menos um golo ou assistência
7 vitórias
8 golos sofridos no total dos 7 jogos
10 golos marcados por Bas Dost nos 6 jogos em que participou
11 jogadores que contribuíram com golos ou assistências
13 golos+assistências (7+6) de Bruno Fernandes no total dos 7 jogos
30 golos marcados no total dos 7 jogos

3 comentários:

  1. incrível como até o Dost já joga fora da área - e de frente para a baliza.

    ResponderEliminar
  2. Bem sei que este comentário é sobre outro tema mas vale a pena saberem ... hoje no record o inqualificável director do Record António Magalhães diz na sua crónica passo a citar : " a águia mantém-se na carruagem da frente do campeonato e a diferença não é irrecuperável, ainda que feche a 1ª volta recebendo TODOS OS CANDIDATOS AO TÍTULO" ... portanto mais vale desistirmos do campeonato, não somo candidatos... vergonha na cara nem vê la...

    ResponderEliminar