sábado, 27 de maio de 2017

Campeões nacionais de juniores

Com o empate alcançado frente ao Porto, o Sporting assegurou matematicamente a conquista do título de juniores, que fugia ao clube desde 2012. Conquista merecidíssima, após uma primeira fase com 21 vitórias e 1 empate, e uma fase de apuramento de campeão muito regular, com apenas 1 derrota. Parabéns a toda a equipa!



Grande Sporting! A Taça Challenge é nossa!

Grande campanha que redundou na justíssima conquista do 2º troféu europeu da história do Sporting em andebol! Parabéns a todos os jogadores e equipa técnica!



Dia de Challenge

Vamos voltar a fazer história! Vamos, leões!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

CD passa a abrir processos sumaríssimos e prendas acima de 200 euros é corrupção

CD passa a abrir processos sumaríssimos e prendas acima de 200 euros é corrupção

A FPF tornou pública esta sexta-feira a sua proposta para um novo Regulamento Disciplinar, fruto do trabalho levado cabo pela Comissão de Reforma do Regulamento Disciplinar da FPF, presidida por Germano Marques da Silva desde final de 2016. Este RD, a ser aprovado, não é aplicável à I e II Liga, bem como a Taça da Liga.

Por entre uma série de alterações, agora trazidas a discussão, a FPF é clara: é um documento para ser analisado, discutido e por isso ainda aberto a propostas. Sendo assim, a federação divulga mesmo uma morada de mail (conselho.disciplina@fpf.pt) para onde podem ser enviados "contributos" até 16 de junho.

O regulamento disciplinar em causa, que não é válido para as provas profissionais organizadas pela Liga, encerra diversas novidades. Entre elas, a liberdade do Conselho de Disciplina da FPF passar a poder "abrir um processo sumarísismo em qualquer circunstância"; a redução para 200 euros do valor das ofertas aos árbitros - acima disso será corrupção -, valor abaixo dos 300 euros que são o limite em vigor na UEFA.

Fonte: O Jogo



Não sei se esta proposta de regulamento disciplinar virá a ser aprovada, mas não deixa de ser curioso registar que, depois de andarmos meses a ouvir dizer que os vouchers não tinham nenhum mal, o próprio Benfica deixou de os oferecer e, agora, a própria FPF propõe acabar com ofertas de valor superior a 200€. Se calhar é porque tinha algum mal...

Mas ouvi dizer que há por aí um determinado cavalheiro recentemente condecorado que não concorda com esta proposta...


Troca de passes com Matej Asanin


Muitas destas para amanhã, por favor

Como lançamento da 2ª mão da final da Taça Challenge, que se disputa amanhã às 15h (com transmissão na Sporting TV), nada melhor do que recordar algumas das defesas de Asanin no jogo da 1ª mão. Que faça muitas destas amanhã!


E já agora, muitos golos como este de Carlos Ruesga. :)

Balanço de 2016/17: Médios



William Carvalho: **          
2015/16: **
2014/15: **     
2013/14: ***

Esperava-se que William desse sequência às exibições de elevado nível com que terminou a temporada passada, face ao conhecimento já acumulado do sistema de Jesus. No entanto, o médio teve um ano abaixo das expetativas, já que o melhor William poucas vezes apareceu em campo. Fisicamente, pareceu quase sempre a meio gás, e nem como primeiro construtor teve a preponderância de outras épocas. Pior ainda, foram vários os jogos em que cometeu lapsos que só se podem explicar com falta de concentração. Num sistema de jogo que exige imenso dos médios, creio que o fraco rendimento defensivo da equipa se explica parcialmente pela quebra de forma de William.



Adrien Silva: **          
2015/16: ***
2014/15: **     
2013/14: ***

Peça fulcral do onze de Jesus, Adrien começou a época em excelente forma. A sua importância ficou à vista de todos não tanto pelo que mostrou enquanto esteve em campo, mas principalmente pelo que aconteceu quando deixou de estar - a equipa ressentiu-se profundamente da sua lesão na 1ª volta. Regressou ao onze em dezembro, mas a partir daí nunca mais se viu o melhor Adrien - que viria a lesionar-se uma segunda vez já durante a 2ª volta. Disponibilidade física nunca lhe faltou para o trabalho defensivo, mas esteve uns furos abaixo do que era necessário em tarefas ofensivas: 2 golos (excluindo penáltis) e 2 assistências é muito pouco para um jogador que faz aquela posição. Será que essa quebra de rendimento terá tido alguma coisa a ver com insatisfação por não ter sido transferido no início da época? Não sei, mas ficou-lhe muito mal ter recorrido à comunicação social para fazer pressão para sair.


Bryan Ruiz: *          
2015/16: ***

Ao arrancar para 2016/17, seria impossível imaginar que Bryan Ruiz se transformaria no oposto do jogador influente da época passada. Quem sabe se vítima de mais um ano sem férias, o facto é que o costa-riquenho fez uma época paupérrima, que se tornou insuportável face à insistência de Jesus em colocá-lo em campo, fosse a ala esquerdo, a médio centro ou a segundo avançado. Frequentemente esgotado a partir dos 60 minutos, quase sempre incapaz de fazer a diferença, sem capacidade de explosão ou esclarecimento. Após uma época destas, com apenas mais um ano de contrato e sendo um dos jogadores mais bem pagos do clube, a saída é o desfecho mais lógico. Veremos se a direção o conseguirá vender a outro clube.



Bruno César: **
2015/16: **

A polivalência de Bruno César faz dele, indiscutivelmente, um dos jogadores mais úteis do plantel. Foi utilizado por Jesus em quatro posições diferentes: ala esquerdo, segundo avançado, médio centro e lateral esquerdo. Tirando a posição de lateral esquerdo, em que sentiu dificuldades perante adversários rápidos (e não ajudou o apoio que frequentemente lhe faltou do ala esquerdo), fez as restantes posições com grande competência. Para além disso, é um dos melhores marcadores de bolas paradas do plantel. O facto de ter participado em 42 jogos esta época (só Gelson, com 44, e Coates e William, com 43, tiveram mais presenças) acaba por ser um indicador da falta de profundidade do plantel - para um clube que quer ser campeão, não é bom sinal que um jogador polivalente como Bruno César acabe por ser tão utilizado. De qualquer forma, isso não é responsabilidade sua, e teve uma época bastante positiva.



Elias: *

Regressou ao Sporting para ser a alternativa a Adrien que o clube não tinha. Foi uma contratação que me entusiasmou, porque teoricamente tinha tudo para dar certo. O problema foi a passagem da teoria à prática. Elias nunca foi capaz de dar à equipa o que dava Adrien. Posicionalmente foi um desastre (quase sempre muito recuado a defender e muito adiantado a atacar), parecia que fazia de propósito para estar longe da bola. Sendo um jogador bem pago e com pouco rendimento, o Sporting acabou por vendê-lo em janeiro. Deu para recuperar o investimento, e isso é o melhor que se pode dizer desta época de Elias.


João Palhinha: *

Foi o primeiro jogador a ser chamado de volta do empréstimo face à incapacidade de Petrovic em fazer a posição de médio defensivo na ausência de William. Palhinha foi lançado de imediato às feras e as coisas não lhe correram bem na Madeira e no Porto. De qualquer forma, Jesus continuou a dar-lhe minutos de forma consistente durante cerca de 10 jornadas. Depois esteve vários jogos sem ser utilizado e regressou à titularidade na última jornada. Mostrou algumas qualidades, nomeadamente pela forma (aparentemente) fácil como se impõe fisicamente em relação aos adversários. Não demonstrou, no entanto, grande confiança para sair a jogar - coisa que sabe fazer e que só o tempo lhe poderá dar. Ainda não está pronto para ser titular do Sporting, mas tem todas as condições para fazer parte do plantel na próxima época.



Francisco Geraldes: -

Infelizmente, a única conclusão que se pode retirar da época que Francisco Geraldes fez no Sporting é que foi uma decisão precipitada fazê-lo regressar do Moreirense. O Chico ganhou a Taça da Liga, regressou, e só teve oportunidade de fazer 54 minutos na equipa principal do Sporting, distribuídos por 4 jogos. Demasiado pouco para alguém que demonstrou imensa capacidade como organizador de jogo - coisa que faltou ao futebol do Sporting esta época. Não estou a dizer que Geraldes já está pronto para ser titular - não me parece que esteja -, mas devia ter tido muito mais minutos para ir ganhando experiência. Não me parece que Jesus goste de Geraldes, pelo que me parece que voltará a ser emprestado na próxima época. Espero estar enganado.



Radosav Petrovic: -

Veio para ser backup de William, mas rapidamente se percebeu que não contava para o totobola. A péssima pré-época e o péssimo jogo de estreia em Famalicão retiraram-lhe espaço para ser aposta séria. Ainda jogou contra o Arouca para a Taça da Liga, e aí até nem esteve mal. Foi emprestado ao Rio Ave, onde demonstrou qualidades que andaram escondidas enquanto esteve no Sporting - sinal de que houve ali algum tipo de bloqueio (físico? psicológico?) a impedi-lo de render. De qualquer forma, não me parece que venha a ter espaço no plantel da próxima época.


Bruno Paulista: -

Foi utilizado nas três primeiras partidas oficiais da época, incluindo 22 minutos contra o Porto. Depois saiu das convocatórias e nunca mais foi utilizado. O rapaz tem qualidade. Deve haver uma explicação lógica para o percurso de Bruno Paulista no Sporting, e que seguramente nada terá a ver com questões desportivas. Talvez um dia se venha a descobrir.


Marcelo Meli: -

Quem?

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Os convocados para a Taça das Confederações e Euro sub-21

Fernando Santos e Rui Jorge divulgaram os jogadores escolhidos para participa na Taça das Confederações e Euro sub-21, respetivamente. No caso da seleção principal, foram convocados 24 atletas, o que significa que ainda haverá uma saída para definir os 23 finais.

Convocatória da seleção principal

Convocatória dos sub-21

A convocatória da seleção principal parece-me lógica e equilibrada. As maiores surpresas acabam por recair nos guarda-redes, devido à lesão de Marafona e à indisponibilidade de Anthony Lopes por motivos pessoais (graves, segundo o selecionador).

O Sporting tem 10 jogadores convocados para as duas competições: Rui Patrício, Beto, William Carvalho, Adrien Silva e Gelson Martins na seleção A, e Rúben Semedo, Tobias Figueiredo, Francisco Geraldes, Iuri Medeiros e Daniel Podence nos sub-21.

Sendo sempre uma boa notícia ter muitos jogadores a representar as seleções, estas convocatórias afetarão inevitavelmente o arranque da pré-época do Sporting, marcada para dia 22. Relembro que a Taça das Confederações se disputa entre 17 de junho e 2 de julho, enquanto o europeu de sub-21 se joga entre 16 e 30 de junho.

Evolução dos empréstimos obrigacionistas dos três grandes

O Porto anunciou recentemente o lançamento de um novo empréstimo obrigacionista, no valor de 30 milhões de euros. A decisão não surpreende, visto que o clube tem apresentado prejuízos significativos nos últimos anos e há que pagar o empréstimo obrigacionista emitido em 2014, que está prestes a vencer.

O problema é que, não havendo dinheiro, não basta pedir um empréstimo do mesmo valor que o anterior. Há que pagar juros aos investidores, há que pagar comissões elevadas às entidades financeiras que servem de intermediários neste processo, e dá jeito se se conseguir aproveitar a oportunidade para injetar algum dinheiro fresco para os cofres da SAD. Daí que o Porto esteja a financiar-se em 30 milhões para compensar o empréstimo de 20 milhões que vence este ano.

É o temível efeito de bola de neve, que, à medida que os valores vão aumentando, fica mais difícil de travar e inverter. Não é um exclusivo do Porto. Também o Sporting e o Benfica recorrem a esta fonte de financiamento - uma necessidade cada vez maior a partir do momento em que a banca fechou a torneira a novos empréstimos -, e também o Sporting e o Benfica têm vindo a aumentar os valores dos empréstimos de cada vez em que fazem uma nova emissão de obrigações.

Tipicamente, estes empréstimos têm uma maturidade de 3 anos, com juros superiores à média praticada no setor bancário - de forma a serem interessantes para os potenciais subscritores (sendo que o Sporting tem pago juros superiores aos rivais, fruto da crise financeira por que passou). O problema é que a dependência se tornou de tal forma elevada, que já começou a haver a necessidade de fazer emissões paralelas. O Porto tem duas linhas de empréstimos obrigacionistas (uma que começou em 2013 com 11,5M e que já vai nos 45M, e outra que começou em 2011 com 10M e que agora subirá para 30M), e o Benfica já vai em três (um de 50M, outro de 45M e outro de 60M).

(clicar para aumentar a imagem)

A evolução tem sido praticamente linear. No final do prazo do empréstimo, contrai-se outro de valor superior. Com o Porto tem sido sempre assim. Com o Sporting também, com uma exceção: em 2014, na altura do acordo de reestruturação financeira, a banca assumiu temporariamente as responsabilidades do Sporting, o que permitiu adiar em um ano a emissão de novo empréstimo obrigacionista. No Benfica, a 2ª e 3ª linha puderam ser suspensas temporariamente porque o Novo Banco aceitou reabrir as linhas de crédito em 2014. No entanto, rapidamente a SAD teve que voltar a recorrer aos empréstimos obrigacionistas para reembolsar o Novo Banco.

A única boa notícia é que as taxas de juro têm caído (já se chegou a pagar taxas próximas dos 10%), mas isso acaba por ser curto consolo perante o aumento constante do valor dos empréstimos contraídos.

Serão capazes os clubes de inverter esta tendência, ao mesmo tempo que os bancos vão também fazendo pressão para que os seus empréstimos são reembolsados? À partida não se vislumbra vontade de mudar, mas o certo é que quanto mais tempo demorarem a tomar medidas, mais difícil será a resolução do problema.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Pedido de clarificação ao Clã da Cartilha

Após ouvir estes comentários...


... e ler estes comentários...





... em que, segundo estes ilustres jornalistas, comentadores e adeptos benfiquistas, o despedimento de Nuno Espírito Santo comprova que o Porto não tem razão em apontar a arbitragem como motivo para a vitória do Benfica no campeonato, então...

... podemos concluir que os mesmos ilustres jornalistas, comentadores e adeptos benfiquistas admitem que, face à permanência de Jorge Jesus como treinador após o final da época passada, o Sporting teve razão nas queixas que fez sobre a influência decisiva da arbitragem no desfecho do campeonato de 2015/16?